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quinta-feira, outubro 30, 2014

Não só... mas também

«Do que mais sinto falta depois da morte dele é já não poder contar-lhe nada. Quando saio e tenho uma conversa com alguém, ainda penso, Oh, tenho de ir a correr contar ao Lars, ou o Lars vai adorar saber disto, e depois é que me lembro que já lá não está para ouvir.»

Siri Hustvedt, Elegia para um americano, Edições Asa





segunda-feira, janeiro 18, 2010

Mudam-se os tempos, mudam-se... os preços!

Tive uns brinquedos iguaizinhos. Noutros tempos, compravam-se em feiras. Hoje, podemos encontrá-los aqui e não custam propriamente uma pechincha.

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Tenho saudades das noites em que, esquecidos das horas, nos perdíamos em palavras, em risos, e confidências; do tempo em que os abraços eram tão fáceis como as lágrimas; dos momentos em que todo o rosto era um sorriso; dos dias em que umas escassas moedas não nos roubavam a felicidade; do tempo em que confiávamos; desse tempo em que tínhamos a arrogância dos que acreditam já saber tudo.

Não sei dizer quando tudo mudou, quando recolhemos os braços e começámos a encolher os ombros, quando calámos as palavras e silenciámos alma e coração, para nos recolhermos num mutismo que, suspeito, não tem retorno.

terça-feira, outubro 14, 2008

sábado, maio 31, 2008

o trabalho corre lento

como o dia... Ocorre-me (Talvez tenha sido num dia de chuva que a Leo, uma querida colega de casa e de turma,a partilhou comigo, quando frequentávamos, há muiiitooos anos, o 12.º ano. Que será feito dela?) e (Lembras-te, menina, das horas que passámos a tirar a letra, até quase cansarmos o gravador, para depois descobrirmos que já a tinhas? Isso foi no Algarve, um mês antes de conhecer a Leo... lembro-me disso e que era noite.
"How I wish you were here...")

quarta-feira, novembro 14, 2007

quando as letras são papéis



(Michael Goldman e NouvellesImages)



(L. West e NouvellesImages)

Não há muito tempo, nomeadamente em períodos de férias, quadras festivas e datas de aniversário, a espera pela passagem do carteiro fazia-se com alguma expectativa. Nessa altura, havia tempo para escrever e para nos deliciarmos com as palavras de primos e amigos que tinham outro tanto tempo como nós.
Lembro-me que, na adolescência, me correspondia com primas e amigas a quem escrevia e de quem recebia, por vezes semanalmente, cartas de oito páginas, algumas com "top secret" em anexo, que era de imediato "surripiado" ao conjunto, não fosse um descuido permitir que alguém mais curioso fosse inteirar-se dos nossos mais íntimos segredos, invariavelmente as nossas conquistas ou impossíveis paixões. Sempre que alguma dessas cartas me vem parar às mãos ainda me surpreendo com incidentes da minha vida que havia esquecido.
É verdade que também experimento algum prazer quando, actualmente, recebo emails ou sms, sobretudo quando se aproximam da função e do tom da carta, mas não os saboreio da mesma forma.
Hoje, continuamos, ao chegar a casa diariamente, a executar o gesto mecânico de abrir a caixa do correio. Quando, no meio das inevitáveis contas para pagar e dos quilos de publicidade, descobrimos uma carta com o sabor das de antes, com palavras amigas e imagens simpáticas, escolhidas a pensar em nós, e, ainda por cima, a terminar com "B'jocas", em vez do formal "Com os melhores cumprimentos.", até o dia tem obrigação de correr melhor.

Há dois dias, ao abrir a caixa do correio, como faço sempre que chego a casa para almoçar, veio parar-me às mãos um envelope diferente. Dentro, as imagens que partilho convosco, acompanhadas das palavras simpáticas de alguém que me conhece o suficiente para me pregar destas partidas de vez em quando.

Obrigada, maninha!

sábado, janeiro 13, 2007

nostalgias 2 The Talking Heads: Road To Nowhere
nostalgias BOB DYLAN: all along the watchtower

sexta-feira, novembro 10, 2006

Dá vontade de ser criança outra vez...

terça-feira, outubro 24, 2006

The Unforgettable Fire - U2
Joy Division - Love will tear us apart
Não sei se é da chuva, mas dá vontade de matar saudades das "velhinhas" músicas!

domingo, outubro 22, 2006

da Patrícia e outras lembranças

Recordo como fui uma adolescente típica, com dias marcados por paranóias e euforias, por sonhos e paixões assolapadas, por crises de ansiedade e episódios de anorexia, de que aparentemente saí ilesa - ou não!
Na altura, lia, sofregamente, os volumes da Patrícia e sonhava protagonizar, como ela, aventuras e desvendar casos misteriosos.
Lembro-me de, pelos 13 ou 14 anos, ter passado aproximadamente um mês e meio em Lisboa, repartindo os dias entre as casas de diferentes familiares. De lá, trouxe a aversão aos vestidinhos, que troquei por umas calças amarelo-canário, artilhadas com bolsos, molas e fechos por todo lado e uma t-shirt de riscas bem coloridas, a fazer conjunto - a propósito desta vestimenta, lembro-me de uma vizinha de uma das minhas tias ter exclamado, atónita, ao ver-me:"Ah! Mas ela veste-se como as meninas de cá!" Depreendo que a senhora deve ter confundido Trás-os-Montes com Marte!!!
Acompanhou-me igualmente, no regresso, uma "doença" que começara a desenhar-se antes, mas que ganhou confirmação na capital, influenciada por uma das minhas primas e pelas amigas que, na altura usavam roupa verde-alface e cor-de-laranja e, pelo menos uma delas, calçava umas sandálias Colibri, anunciadas em tudo o que era outdoor em Lisboa: a "Duran-mania". Nunca fui de arrancar cabelo ou de emitir guinchinhos histéricos - como as fãs dos Beatles -, mas lembro-me de comprar a Bravo, na altura em alemão, de que não sabia uma palavra, só porque saía uma minúscula fotografia dos Duran Duran, de copiar para um caderno as letras das canções destes e de outros ídolos e de ornamentar - para desgosto da minha mãe - as paredes do quarto com fotografias em poster dos "meninos". Ao contrário da maior parte das raparigas, não tinha como preferido o Simon ou o John, antes o Roger, o baterista, talvez por parecer mais discreto - ???
Muita coisa mudou desde a minha adolescência - inclusive os meus gostos musicais -, mas confesso-vos que, de vez em quando, me sabe bem ouvir isto, pelos velhos tempos!

sexta-feira, outubro 20, 2006

"Sábio é quem monotoniza a existência, pois então cada pequeno incidente tem um privilégio de maravilha."
F. Pessoa , in O Livro do Desassossego
Hoje deu-me vontade de ouvir http://www.youtube.com/watch?v=n3lYNqHhzjc.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

farenheit 451

Em criança- penso que teria menos de 10 anos -, vi, na RTP1, Farenheit 451. Algumas cenas ficaram para sempre gravadas na minha memória, embora, na verdade, não tenha compreendido grande parte do que vi. Só alguns anos depois, já adulta, em conversa com uma amiga, soube ter sido realizado por François Truffaut, em 1966. Não revi o filme. Reconstituí a sua trama com a leitura, muito posterior, da obra de Ray Bradbury, que lhe serve de inspiração.
A acção de Farenheit 451 decorre em 2099. A sociedade americana tinha sido proibida pelo governo de ler e de possuir livros, porque se temia que as pessoas pudessem pensar com autonomia, criando uma elite que fosse uma ameaça ao poder vigente. As histórias dos livros eram, assim, guardadas na memória, pelos mais velhos, que as contavam aos mais novos, sempre que estes pretendiam "ler".
Por ser uma sociedade avançada, as casas eram à prova de fogo, não havendo, por isso, bombeiros. Em contrapartida, havia corporações de incendiários, cuja função era, essencialmente, incendiar as bibliotecas que alguns mantinham secretas nas suas casas. A descoberta de uma biblioteca implicava não só a sua destruição, como a punição dos seus donos. O castigo estava igualmente reservado àqueles de quem se suspeitava que tivessem um gosto, ainda que ténue, pelos livros.
Hoje, não sei muito bem porquê (ou talvez saiba!), recordei, de novo, Farenheit 451...

quarta-feira, janeiro 04, 2006

The Unforgettable Fire...

... dos U2 - há quanto tempo não ouvia isto! Que vontade de voltar ao tempo em que tudo era a feijões!

quarta-feira, dezembro 14, 2005

memórias do verão passado

O frio que por estas bandas se faz sentir (3,5 graus às 10h00 da manhã, quando não menos), só pode fazer apetecer o Verão!