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sexta-feira, fevereiro 17, 2017

Adolescência




Até aos doze anos, fui gordinha, embora nunca tivesse sido verdadeiramente comilona, como hoje também não sou e, para mal da minha bolsa, continuo com peso a mais. Um dia, depois de muito invejar as amigas magras e de sofrer com os "ataques" de um colega de turma, em particular, que me perseguia no caminho para casa, com palavras menos simpáticas sobre o meu aspecto, determinei passar fome. Ainda hoje recordo a sensação de estômago vazio e da capacidade de aguentar essa sensação. Em pouco tempo, deixei de conseguir comer. Uma batata,por pequena que fosse parecia ocupar todo o estômago. Em poucos meses, emagreci a olhos vistos. Na história não entraram psicólogos, nutricionistas, nem pedopsiquiatras, só médicos de clínica geral, que prescreveram vitaminas, como recordo. Algum tempo depois, sem saber como nem porquê, recuperei o apetite e o peso suficiente para parecer (e ser) uma adolescente saudável.
Ontem, ocorreram-me este episódio do início da minha adolescência e esta foto, quando a minha sobrinha mais velha, que tem a idade que eu tinha quando a foto foi tirada, ou seja, treze anos, se lamentava por ser magra demais. 


quarta-feira, março 16, 2016

Afternoon tea party


A minha modesta contribuição para a "Afternoon tea party".

sexta-feira, março 20, 2015

Eclipse


Imagem publicada por uma amiga no Facebook


terça-feira, junho 17, 2014

Luz


A pessoa que se vê na imagem sou eu, na tentativa de captar uma boa imagem daquela que é uma das minhas árvores de estimação e que se encontra em frente ao que sobra do castelo de Mogadouro. É uma árvore solitária, mas muito estimada e, por isso, sobejamente fotografada.
No dia em que a foto foi tirada, segunda-feira de Carnaval, tinha chovido e estava bastante frio, mais do que prevíramos, mas tal não nos impediu de fazer uma breve incursão pela zona do castelo.
A autora da foto, que tem dez anos e é filha da minha amiga mais antiga, editou-a e enviou-ma hoje por email.

domingo, setembro 27, 2009

Bom domingo!

(Trás-os-Montes, Setembro de 2009)

Aproveitai o sol!

domingo, setembro 13, 2009

let it rain

Quem diria
que hoje teríamos uma visita há muito tempo aguardada?...
Foi uma benção sentir de novo o cheiro a terra molhada...

quarta-feira, setembro 09, 2009

instantâneos

A partir do alto da Serra de Bornes: Macedo de Cavaleiros e algumas aldeias do concelho à direita do IP2 (Agosto/ 2009)
A partir da A24 - região do "Douro Vinhateiro" (Julho/ 2009)
Régua - ponte sobre o Douro (Julho/ 2009)

quinta-feira, agosto 27, 2009

boa noite...

(Agosto de 2009)

... e bons sonhos!

quinta-feira, junho 11, 2009

afinal...

... o sol regressou!

sábado, maio 23, 2009

o seu a seu dono

Rosa e lírio A rosa É formosa Bem sei. Porque lhe chamam – flor D'amor, Não sei. A flor, Bem de amor É o lírio; Tem mel no aroma, – dor Na cor O lírio. Se o cheiro É fagueiro Na rosa; Se é de beleza – mor Primor A rosa: No lírio O martírio Que é meu Pintado vejo: – cor E ardor É o meu. A rosa É formosa, Bem sei... E será de outros flor D'amor... Não sei.
Almeida Garrett, Folhas Caídas
Há dias "roubei" as rosas à prima. Hoje devolvo-lhas com um poema. Ainda assim, fiquei eu a ganhar!

domingo, maio 10, 2009

azul suspenso

(Algures em Trás-os-Montes)
Parece que a chuva e o cinzento ameaçam pendurar o azul... Bom domingo, ainda assim!

sexta-feira, maio 08, 2009

papoilas

Não quis deixar de partilhar convosco esta imagem tão bonita, captada por uma amiga, e que acabei de receber por email. Obrigada, amiga!
Há outras coisas que gostaria de partilhar, mas a falta de tempo e o cansaço não me permitem, por agora, ir mais longe.
Até logo...

segunda-feira, maio 04, 2009

há um ano

(Trás-os-Montes)
era assim...
Agora, duas das muitas torres eólicas que têm nascido como cogumelos na serra impõem-se e sobrepõem-se à beleza da paisagem. Um mal necessário... é verdade. Pena é que nós venhamos a usufruir muito pouco da energia produzida por estes gigantes que só me lembram, vistos de longe, os moinhos de vento que a D. Quixote lembravam exércitos ameaçadores.

sábado, abril 25, 2009

debaixo das oliveiras

(Trás-os-Montes, Abril de 2009)
Este foi o mês em que cantei dentro de minha casa debaixo das oliveiras. O mês em que a brisa me pôs nas mãos uma harpa de folhas e a terra me emprestou sua flauta e sua lua. Maré viva. Meu sangue atravessado por um cometa visível a olho nu tangido por satélites e aves de arribação navegado por peixes desconhecidos. Este foi o mês em que cantei como quem morre e ressuscita no terceiro dia de cada sílaba. O mês em que subi a uma colina dentro de minha casa olhei a terra e o mar depois cantei como quem faz com duas pedras o primeiro lume. Palavras e pedras. Palavras e lume de uma vida. Este foi o mês em que fui a um lugar santo dentro de minha casa. O mês em que saí dos campos e me banhei no rio como quem se baptiza e cantei debaixo das oliveiras as mãos cheias de terra. Palavras e terra de uma vida. Este foi o mês em que cantei como quem espalha ao vento suas cinzas e cresce de seu próprio adubo carregado de folhas. Palavras e folhas de uma vida. O mês em que a mulher tocou meus ombros com sua graça e me deu a beber a água pura do seu poço. Este foi o mês em que o filho derramou dentro de mim o orvalho e o sol de sua manhã. O mês em que cantei como quem de si se perde e reencontra nas coisas novamente nomeadas. Este foi o mês em que atravessei montanhas e cheguei a um lugar onde as palavras escorriam leite e mel. MILAGRE MILAGRE gritaram dentro de mim as aves todas da floresta. Então reparei que era o lugar do poema o lugar santo onde cantei entre mulher e o filho como quem dá graças. Este foi o mês em que cantei dentro de minha casa debaixo das oliveiras. Manuel Alegre