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domingo, dezembro 03, 2017

Dezembro

Yo también quise ser diciembre,
como tú,
quise ser diciembre,
cuando no era nada,
cuando diciembre no existía,
cuando el invierno era un mundo
que se quebraba aparte,
mundo que contemplábamos,
que después se iba,
cuando era la piedra
de aquella iglesia,
diciembre era la piedra de una iglesia,
y los libros que aún no habíamos leído.
Inés María Luna, Dia feriado

quinta-feira, dezembro 15, 2016

segunda-feira, dezembro 05, 2016

O Inverno aproxima-se


Um dos "bonecos" da mana

terça-feira, março 08, 2016

Pequenos prazeres


Pequenos prazeres, que estão a tornar-se viciantes: a chama da salamandra (na falta de lareira), chá preto, com um leve toque de jasmim, e panquecas de aveia - esta foi feita apenas com aveia triturada, o sumo de meia laranja e uma clara de ovo e, depois de cozinhada, guarnecida com queijo fresco e canela. Hummm...

domingo, janeiro 17, 2016

Apesar do frio, ou por causa dele


Saí de casa, no fim da tarde, para fazer umas compras de última hora. No regresso ao carro, senti no rosto este frio transmontano, seco e cortante. Inevitavelmente, lembrei-me de ti. Quantas vezes me lembro de ti em 24 horas? Tantas que perco a conta. A pretexto de tudo e de nada. De uma música, de uma expressão, de pessoas com quem me cruzo na rua. Desta vez, foi o frio que me fez lembrar de ti. Este frio, a aproximar-se, em sentido decrescente, dos zero graus. Este frio de que sentes saudades, como confessaste repetidas vezes. E, de súbito, desejei entregar-me, contigo, de mão dada, à noite e ao silêncio das ruas, apesar do frio, ou por causa dele.

domingo, fevereiro 01, 2015

Dias cinzentos


"Wringing the clouds", de Sarah-Jane Szikora

Como se não bastassem o frio e o cinzento carregado do céu, tudo me diz que vem por aí gripe...

quinta-feira, janeiro 08, 2015

Apontamento fotográfico VII


Trás-os-Montes, 03 de Janeiro de 2015

domingo, janeiro 12, 2014

Inverno

3.

No meio do Inverno, as laranjas, num cesto de vime
sob o alpendre onde se acumulava a palha, o musgo,
o bosque inteiro, retirado ao olhar desatento.

Não tem arquitectura o tempo. Uma desordem e uma
ausência atravessam-no, dão-lhe vagar, o reflexo
dos olivais, nus, subindo desde o rio até ao largo

da aldeia. Há vasos com cinza, depois se espalhará com
a palma da mão, sobre o vento e os campos. Há-de chegar
a cidreira, a flor da cerejeira, o que muda nas árvores
os reflexos e a idade. Deixa o tempo a sua marca

e o Inverno as inscrições na pedra, ano sobre ano,
sobre a chuva fria, a respiração cautelosa do tempo.
Depois, vêm os trevos, o ruído da cancela a abrir
para o quintal, mais tarde, com a chegada dos melros.


Francisco José Viegas, Metade da vida

quinta-feira, dezembro 05, 2013

T-o-M

«O silêncio de uma noite de Inverno em Trás-os-Montes é inexplicável, é irreproduzível.
E dentro do silêncio os sons perfeitos.
O som da lenha que arde e crepita nas lareiras, a canção do fogo que conheço desde a infância, o som do gato que se espreguiça, o som dos passos em pantufas, o som de um fósforo que se acende, o som da chaleira, do ferver da água para fazer chá, de cidreira (...).»

«Zero graus, tudo congelado, os sons, as estrelas no céu, as roupas nos estendais, porque congeladas, consistentes como bacalhaus a secar ao sol, o bafo das chaminés e das bocas, os vidros embaciados, a luz dos candeeiros da rua, dos faróis dos quase nenhuns carros que passam.»

Raquel Serejo Martins, Pretérito Perfeito