quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
A responder a um inquérito... *
Desnorteada: Jornalista
X: Ai sim, e onde trabalha?
Desnorteada: Neste momento, estou desempregada...
X: Oh, então não é jornalista, é desempregada! :@
Desnorteada: Perdão!? :S
Será que ao não exercermos a nossa actividade, perdemos as nossas competências e habilitações? Ficou-me a dúvida...
sábado, 26 de janeiro de 2008
Leitura*
O número de livros que me esperam é razoável e, por isso, já não me posso queixar: pelo menos durante uns dias vou ter o que fazer.
Nós, as Mulheres 5
“Espelho meu, existe mulher mais bonita do que eu?”
MAITENA
Porque nos apaixonamos pelas pessoas erradas?
ANA CARDOSO DE OLIVEIRA
MIGUEL SOUSA TAVARES
Naqueles Braços
CAMILLE LAURENS
Como dei com o meu psiquiatra em louco
ISABEL STILWELL
Meu Amor, Era de Noite
VASCO GRAÇA MOURA
Onde Estás
FÁTIMA ROLO DUARTE
Tão Veloz como o Desejo
LAURA ESQUIVEL
Canário
RODRIGO GUEDES DE CARVALHO
Ainda não sei qual a ordem de leitura, mas são com toda a certeza boas opções para passar o tempo. Se não aparecer por cá com a mesma frequência, já sabem o motivo... ;)
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
No teu poema*
existe um verso em branco e sem medida,
um corpo que respira, um céu aberto,
janela debruçada para a vida.
No teu poema
existe a dor calada lá no fundo,
o passo da coragem em casa escura,
e aberta, uma varanda para o mundo.
Existe a noite,
o riso e a voz refeita à luz do dia,
a festa da Senhora da Agonia
e o cansaço do corpo que adormece em cama fria.
Existe um rio,
a sina de quem nasce fraco ou forte,
o risco, a raiva e a luta de quem cai ou que resiste,
que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
existe o grito e o eco da metralha,
a dor que sei de cor mas não recito
e os sonhos inquietos de quem falha.
No teu poema
existe um canto chão alentejano,
a rua e o pregão de uma varina
e um barco assoprado a todo o pano.
Existe um rio
o canto em vozes juntas, vozes certas
Canção de uma só letra e um só destino
a embarcar no cais da nova nau das descobertas.
Existe um rio,
a sina de quem nasce fraco ou forte,
o risco, a raiva e a luta de quem cai ou que resiste,
que vence ou adormece antes da morte
No teu poema
existe a esperança acesa atrás do muro,
existe tudo o mais que ainda me escapa
e um verso em branco à espera do futuro.
José Luís Tinoco (para a voz de Carlos do Carmo)
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
domingo, 20 de janeiro de 2008
Divagações III*
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
O que eu chamo de um início de ano determinado!*
sábado, 5 de janeiro de 2008
Nada*
Nada te espanta
nada te encanta
nada te tomba
ou te levanta
sem passar dentro de ti
nada te gera
nada te espera
não há outono nem primavera
sem que o sintas a surgir
Tu és a escala
a mão que embala
tomas bem conta de ti
Tu és a escala
a mão que embala
tens um rumo a seguir
Nada te atrasa
nada te arrasa
nem que no céu percas uma asa
vais pegar de novo em ti
nada te usa
nada te escusa
mesmo se o mundo inteiro te acusa
só tu sabes onde ir
tu és a escala
a mão que embala
tomas bem conta de ti
tu és a escala
a mão que embala
tens um rumo a seguir
e nada esmaga
nada te acaba
nada te encolhe
nada te alarga
nada te tenta
nada te inventa
nada te pesa
nada te aguenta
nada te falha
nada te empurra
nada se ri quando te esmurra
nada te chefia
nada te guia
nada te ofende
ou te desvia
nada te pára
nada te pára
nada te pára
nada...
Jorge Cruz
Vou fingir que o Jorge Cruz me conhece e escreveu esta música para mim... :P É que ela encaixa-me que nem uma luva...
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
"Como esquecer alguém em 5 minutos ou talvez mais um bocadinho...
Houvesse um medicamento, que depois de tomado nos fizesse esquecer a pessoa que amamos e as farmácias ficariam inundadas de gente à sua procura. Existisse uma operação que nos removesse a parte da memória que nos faz lembrar esse alguém e ficariam enormes as listas de espera para essa cirurgia. Mas não existe. Não há. Não se vende, nem se opera.
Mas pode-se esquecer? Pode. Como assim? Ora, usando uma técnica vulgarmente usada pelos bombeiros para extinguir os incêndios. O lendário truque do “Fogo contra Fogo” que basicamente consiste em lançar outro fogo em direcção ao que vem a arder. Assim, queima-se uma área que ainda não esteja ardida, para que quando o fogo lá chegar nada mais tenha para arder. E é limpinho.
O que há a fazer é queimar o que ainda houver de bom e fazer com que as coisas que estejam associadas à pessoa que queiramos esquecer não nos pareçam assim tão agradáveis. E quando ela – leia-se o incêndio – aparecer, já só resta terra queimada.
E assim, aproveitando esta bonita analogia dos incêndios, é justo revelar que aqui o grande problema é o vento, o vento que pode reacender as chamas. E esse vento, pode ser uma chamada dela – que ninguém atenda o telefone – uma súbita vontade de lhe ligarmos nós, às 4 da manhã com uma voz notoriamente embriagada – apague-se já o número – o vento pode ser uma foto dela ainda no quarto – que se guarde isso numa gaveta escura – uma carta que imbecilmente relemos – perigo, perigo! – Aceitarmos um convite para jantar a dois sob o pretexto de irmos falar sobre o ambiente no mundo – isso será muito arriscado – ir a casa dela rever a primeira temporada dos Sopranos em vd. – que fique claro, ao aceitarem o convite, isto já nem será vento, mas possivelmente, um tornado.
E assim, voltando à perniciosa técnica do fogo contra fogo, o mais importante, é queimarmos tudo à volta sem usarmos um único fósforo. É dizermos “isto é muito bonito e tal, mas eu tenho que sair daqui antes que se faça tarde” e assim, ao não permitirmos recaídas que sabemos que só irão adiar o inevitável, extinguiremos o pouco que vai existindo até que tudo fique reduzido a cinzas, tão frias e inertes, que nenhum vento será capaz de as reanimar."