Estou em casa há uma semana. A descansar e a armazenar energias para enfrentar o que aí vem. Estaria de férias - no verdadeiro sentido da palavra - à mesma. Tinha-as marcadas para esta altura. E, apesar de tudo, está a saber-me bem estar assim... sem fazer nada. Fui hoje à praia. A primeira vez este ano. Gostei. A praia faz-me bem: o sol, o mar, a leitura, os passeios pela areia molhada... tudo... gosto de ver a minha pele ganhar cor. Gosto de ficar a olhar as ondas e pensar... e mesmo sem querer, é fácil pensar em ti... é fácil deixar-te tomar conta dos meus pensamentos... Hoje, desejei de novo que estivesses comigo na praia. A aproveitar o sol, o mar e esta paz. Tu não sais de mim, não me deixas esquecer-te e eu também não sei se quero. Gostava que me abraçasses e que a tua pele salgada se confundisse com a minha. Gostava de sentir o teu toque na minha pele a escaldar, minutos antes de um mergulho a dois. Gostava que nos olhássemos de um jeito só possível à beira-mar e quando os nossos olhos se encontrassem, com os pés submersos, com a pele arrepiada, juntos, de mãos dadas, ao ritmo das ondas, me abraçasses e ficássemos assim... em silêncio. Um silêncio apenas quebrado para dizermos, sem medos, sem dúvidas e sem pudores, um ao outro: “gosto cada vez mais de gostar de ti!”. Posso pedir férias aos problemas, ao trabalho, à família, mas parece-me pouco provável ter férias de ti... É que como alguém já disse um dia: "A saudade existe não porque estamos longe, mas porque um dia estivemos juntos".