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quarta-feira, 5 de maio de 2021

Análise: Dom Quixote

Dom Quixote, de Philippe Chanoinat, Djian e David Pellet - Levoir e RTP


Dom Quixote, de Philippe Chanoinat, Djian e David Pellet - Levoir e RTP
Dom Quixote, de Philippe Chanoinat, Djian e David Pellet

A oitava entrada na coleção de Clássicos da Literatura em BD, que a Levoir publica em parceria com a RTP, traz-nos a adaptação da obra-prima da literatura, Dom Quixote de la Mancha, da autoria de Miguel de Cervantes. Este é o segundo livro mais vendido de sempre no mundo – ficando apenas atrás da Bíblia Sagrada. Quanto a mim, é uma obra que merece todos os louvores que lhe são feitos pois trata-se de uma história completamente original, divertida (mas com um lado sério), que soube reinventar um género. Aliás, a própria conotação de “romance moderno” só surge após o aparecimento de Dom Quixote que subverteu as regras e a utilização do narrador enquanto sujeito mais ativo na própria história que é contada.

Gosto tanto ou tão pouco desta obra que o meu cão até tem o nome de Quixote!

Dom Quixote, de Philippe Chanoinat, Djian e David Pellet - Levoir e RTP
Esta adaptação para banda desenhada, ficou a cargo dos argumentistas Philippe Chanoinat e Djian, e do ilustrador David Pellet. Nesta mesma coleção dos Clássicos da Literatura em BD, Philippe Chanoinat foi responsável pelo argumento de Oliver Twist e Djian foi o autor do argumento de O Livro da Selva. O ilustrador David Pellet é estreante nesta coleção.

Não querendo falar muito sobre a obra de Dom Quixote que é, acredito, bem conhecida por todos, refiro apenas que nos conta as aventuras do fidalgo castelhano Dom Quixote, que perdeu o nexo e a razão, à conta dos inúmeros romances de cavalaria dos quais era fã. Assim como, todos nós, somos fãs de banda desenhada, Dom Quixote era fã destes romances de cavalaria. E, logicamente, num dia decide imitar todos os seus heróis e ser também, ele próprio, um cavaleiro andante. 

Faz-se acompanhar por Sancho Pança que, sendo seu fiel companheiro, tem várias vezes uma visão mais pragmática dos factos. A história vai-nos contando alguns episódios caricatos que resultam das viagens que os dois fazem nas suas montadas: Rocinante, o cavalo magro e frágil de Dom Quixote, e o burro de Sancho Pança. Nestes pequenos episódios da obra, Dom Quixote envolve-se sempre, de forma algo gratuita, nas mais mirabolantes fantasias que acabam por ser desmentidas pela realidade que, quase sempre, é dura para com o fidalgo castelhano. Mas isso não dissuade o protagonista que, rapidamente, está pronto para mais uma aventura e consequente fracasso. Há um desfasamento abismal entre o que é a realidade e a "realidade subjetiva" que Dom Quixote observa. E é neste desfasamento que reside a magia e humor na obra de Cervantes. As próprias existências de Dulcineia de Toboso, a donzela imaginária, ou dos monstros que, afinal, são moinhos de vento, são possivelmente o ponto máximo do alheamento e loucura de Dom Quixote.

Dom Quixote, de Philippe Chanoinat, Djian e David Pellet - Levoir e RTP
Olhando para a adaptação para banda desenhada, parece-me que há uma questão chave que faz com que a adaptação da obra original funcione particularmente bem aqui: é que, como Dom Quixote é uma obra marcada por pequenos episódios, quando reduzida e compactada para 56 páginas de banda desenhada, não ficamos com a ideia de muita perda. Ou, pelo menos, tendo os argumentistas optado por selecionar os episódios mais marcantes da obra de Cervantes, julgo ser justo dizer que esta adaptação cumpre bem o tal overview da obra original a que se propõe.

É verdade que é uma banda desenhada com demasiado texto/balonagem. Contudo, e conhecendo a obra original em que o narrador assume uma importância tão relevante na forma como a história nos é passada, acho que se compreende e aceita que os argumentistas tenham feito justiça a esta questão mesmo que, para tal, tenham colocado bastante texto nesta adaptação.

Quanto às ilustrações de David Pellet, devo dizer que as mesmas não são muito vistosas, nem têm o nível de detalhe que eu gostaria. Mas que acabam por cumprir bem os pressupostos básicos. Aqui e ali existem algumas vinhetas onde o autor me fez abanar positivamente a cabeça, face à forma como decidiu ilustrar algumas cenas. 

Dom Quixote, de Philippe Chanoinat, Djian e David Pellet - Levoir e RTP
No entanto, também é verdade que, especialmente nas expressões das personagens, que me parecem forçadas, o autor revela algumas debilidades. Destaco ainda que há uma certa heterogeneidade no traço e ilustração do autor pois encontram-se desenhos mais "cartoonizados", outros mais semi-realistas e outros que até tentam ser (mais) realistas. O resultado fica algo incongruente embora, insisto, também consegue dar bons apontamentos aqui e ali. E a verdade é que este resultado meramente satisfatório está em linha com a grande maioria das obras lançadas até agora nesta coleção dos Clássicos da Literatura em BD. Portanto, em termos de ilustração, não esperem ficar surpreendidos. Nem pela positiva, nem pela negativa.

Nota ainda para as cores que me pareceram um artificiais e pouco orgânicas face às ilustrações.

Quanto edição, este é mais um bom trabalho por parte da Levoir. Boa encadernação, capa dura e papel de ótima gramagem. Considero os dossiês de extras dos livros desta coleção muito bem conseguidos e sucintos. Nesta obra, isso não é exceção também. Uma pequena nota negativa para o facto de todas as páginas terem, no seu canto inferior direito, uma pequena legenda quadrada onde, presumo, era inserida o número da página. Como as páginas estão numeradas ao centro, acaba por não fazer sentido que cada página tenha este pequeno quadrado em branco.

Em suma, esta parece-me uma adaptação bastante aceitável de uma obra maravilhosa da literatura que é Dom Quixote de la Mancha. Não é uma BD perfeita, nem nada que se pareça, mas cumpre de forma satisfatória.


NOTA FINAL (1/10):
7.1


Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Dom Quixote, de Philippe Chanoinat, Djian e David Pellet - Levoir e RTP

Ficha técnica
Dom Quixote
Autores: Philippe Chanoinat, Djian e David Pellet
Adaptado a partir da obra original de: Miguel de Cervantes
Editora: Levoir
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Lançamento: Abril de 2021

terça-feira, 20 de abril de 2021

Lançamento: Dom Quixote



Celebrando o dia do Livro, que acontece já no próximo dia 23 de Abril, a Levoir e a RTP trazem-nos mais um volume da sua coleção Clássicos da Literatura em BD

Desta vez, será a adptação da obra-prima da literatura Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes. Os autores desta bd são Philippe Chanoinat, Djian e David Pellet.

Abaixo fiquem com a nota da editora e imagens promocionais da obra.



Dom Quixote, de Philippe Chanoinat, Djian e David Pellet

Dom Quixote de La Mancha é uma obra-prima, escrita pelo escritor espanhol Miguel de Cervantes, editado em 2 partes, a primeira em 1605 ( uma das primeiras edições saiu em Lisboa, em 1607) e a segunda dez anos depois, em 1615. Dom Quixote é apontado como “fundador do romance moderno”, tendo influenciado várias gerações de autores que se seguiram. É considerada a maior obra da literatura espanhola e o segundo livro mais lido da História.

O autor da obra não foi sempre bem-sucedido e é somente aos 58 anos que publicou a obra que o tornou célebre.

A 23 de Abril e celebrando o dia do Livro e o aniversário da morte de Miguel de Cervantes e de William Shakespeare, a Levoir e a RTP apresentam Dom Quixote na coleção Clássicos da Literatura em BD.

A obra narra as aventuras e desventuras de um fidalgo de meia-idade apaixonado pela leitura de romances de cavalaria que resolve tornar-se cavaleiro andante. Montado no seu cavalo, Rocinante, Dom Quixote envolve-se em lutas para provar o seu amor por Dulcineia de Toboso, uma donzela imaginária. Consigo vai também o escudeiro, Sancho Pança, que irá acompanhá-lo, nas suas viagens, acreditando que será recompensado.

Os romances de cavalaria estiveram em voga ao longo dos séculos XVI e XVII. Este grande livro é muito mais do que um romance de cavalaria, é o símbolo da luta de um homem pelos seus sonhos e também um hino à amizade.

No dossier o leitor encontra informação sobre o escritor, o romance e o contexto histórico em que foi escrito. O dossier tem a colaboração de Agrippine Virgoulon.

Repleto de aventuras e situações fantásticas, Dom Quixote mistura fantasia e realidade. Para sucessivas gerações de leitores este tem sido considerado um livro inesquecível.

“ El Ingenioso Hidalgo D. Quijote foi dos primeiros livros que me vieram parar às mãos...O chamado monumento da literatura picaresca...” João Bénard da Costa in Público 11 Dezembro 2005

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Ficha técnica
Dom Quixote
Autores: Philippe Chanoinat, Djian e David Pellet
Adaptado a partir da obra original de: Miguel de Cervantes
Editora: Levoir
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 10,90€

sexta-feira, 19 de março de 2021

Análise: O Livro da Selva

O Livro da Selva, de Djian e TieKo - Levoir e RTP


O Livro da Selva, de Djian e TieKo - Levoir e RTP
O Livro da Selva, de Djian e TieKo

O mais recente volume da coleção Clássicos da Literatura em BD, O Livro da Selva, assume-se como uma das melhores obras da coleção da Levoir e da RTP até agora. Finalmente encontramos o equilíbrio pretendido para uma obra do género: uma adaptação do argumento da obra original que, mesmo não sendo perfeita, faz jus à obra, mantendo-lhe fidelidade, e uma arte ilustrativa gratificante, com desenhos muito bonitos e uma paleta de cores vibrante, que nos consegue colocar mesmo no coração da selva.

Daquilo que tenho conversado com alguns leitores e, também, daquilo que tenho lido na web, a qualidade, especialmente dos desenhos, dos álbuns que compõem esta coleção, tem deixado muitos leitores algo desiludidos com a mesma. Várias são as obras em que apenas os "mínimos olímpicos" de qualidade são alcançados. Mas este O Livro da Selva é, felizmente, uma exceção à regra. Pelo menos, olhando para os 7 álbuns lançados até esta parte. Só mesmo Alice no País das Maravilhas será um concorrente de peso em termos de ilustrações. Os outros, ficam bastante abaixo desta adaptação encetada por Djian e Tieko.

O Livro da Selva, de Djian e TieKo - Levoir e RTP
O Livro da Selva
é uma história intemporal e que marcou, marca e continuará a marcar o imaginário de milhões de crianças em todo o mundo. Conta-nos a história de Mowgli, uma criança que foi abandonada e que reside no meio da selva indiana, junto dos animais selvagens. Desde o tempo de bebé, Mowgli é acolhido e educado por uma alcateia e vai aprendendo as línguas de todos os animais da selva, à medida que cresce. Os seus companheiros são os célebres urso Baloo e a pantera Baghera e o seu arqui-inimigo é o temível tigre Shere Khan.

A história da obra original de Rudyard Kipling está dividida em três grandes arcos que, aqui, nesta adaptação para bd, são respeitados: a primeira parte apresenta-nos Mowgli em tenra idade a ser adotado pela família de lobos e o que isso pressupõe para o grupo enquanto assembleia de animais. Depois, temos a parte em que o urso Baloo educa Mowgli, passando-lhe todos os ensinamentos que detém. É também nesta parte que os anárquicos macacos da tripo Bandar-log raptam Mowgli, o que motiva um ataque ao seu território por parte de Baloo, Baghera e da cobra Kaa. Esta será, por ventura, a parte mais conhecida e mais romantizada da história original. Na terceira e última parte da narrativa, encontramos Mowgli expulso da alcateia, a viver junto de humanos, e as consequências que daí advêm.

O Livro da Selva, de Djian e TieKo - Levoir e RTP
De facto, e esta será uma das ilações a retirar do texto original, Mowgli parece não encontrar verdadeira pertença nem junto dos animais, nem junto dos humanos. Para os animais, o que o distingue e levanta dúvidas relativamente ao seu caráter é, justamente o facto de ser humano. Já para os humanos, o facto de ser um selvagem faz com que Mowgli não seja bem aceite nem compreendido. E, portanto, a personagem sente-se algo dividida entre o lado mais humano e o lado mais selvagem. Algures perdido entre um e o outro mundo.

Em termos narrativos, embora o trabalho de Djian me pareça genericamente bem feito, captando os grandes momentos da obra e retendo aquilo que mais interessa contar, diria apenas que poderia ter havido uma maior fluidez na forma como a a história está contada. Pois, várias vezes, pareceu-me que o texto usado era o original numa vinheta e, na vinheta seguinte, já era outro texto, mais adaptado à bd, que estava a ser usado. E isto causou que a voz narrativa se atropelasse a si mesma, até nos tempos verbais do próprio discurso. Por exemplo, logo na página 7, a narração é feita no tempo passado na primeira vinheta, é feita no tempo presente na segunda vinheta e é feita, novamente, no tempo passado na terceira e restantes vinhetas. Soou-me um pouco artificial e há exemplos disto ao longo de todo o livro. Não é nada de muito gritante mas acho que o trabalho de narração e discurso poderia ter sido mais bem talhado por Djian.

O Livro da Selva, de Djian e TieKo - Levoir e RTP
Quanto à ilustração, este é um álbum muito gratificante e bonito. O autor, Tieko, apresenta-se como um exímio ilustrador de animais e de ambientes naturais, como são as luxuriantes florestas e cenários onde a história toma lugar. Os desenhos são detalhados e bonitos de se observar. E as expressões que os olhos dos animais passam para o leitor são providas de sentimento. Mowgli, enquanto personagem humana, também está bem representada pelo autor. Todavia, diria que Tieko brilha mais na caracterização dos animais do que na das personagens humanas. Mesmo assim, é justo dizer que o trabalho do autor é de uma excelente qualidade conseguindo até, por vezes, ser de uma certa magnificiência visual.

Para isso também ajuda o bom trabalho de cores por parte de Catherine Moreau, que sabe fazer sobressair os tons verdejantes da selva, bem como a luz que entra pela vegetação ou o jogo de sombras típico de ambientes naturais que, ora torna a selva aconchegante, ora torna-a assustadora. Sentimo-nos mesmo no meio da vida selvagem enquanto folheamos este livro.

O Livro da Selva, de Djian e TieKo - Levoir e RTP
E também gostei particularmente do estilo realista que o livro assume, aproximando-se mais da adptação para cinema de 2016, da Disney, em imagem real, do que da adaptação mais clássica de 1967, pela mesma Disney.

A edição da Levoir mantém os parâmetros de qualidade da restante coleção. Capa dura, papel de boa qualidade e um dossier de extras com pertinentes informações adicionais sobre o autor e obra. Tudo numa excelente relação qualidade-preço.

Em suma, posso reiterar que, das obras já lançadas até agora, este O Livro da Selva ombreia com Alice no País das Maravilhas como o melhor álbum da coleção Clássicos da Literatura em BD. Visualmente, é um livro muito bem conseguido e a adaptação do argumento também faz justiça à obra original do prémio Nobel da Literatura, Rudyard Kipling. É esta a qualidade que eu gostaria que os outros álbuns da coleção conseguissem alcançar. Não é perfeito mas é muito bem conseguido.


NOTA FINAL (1/10):
8.1



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020



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O Livro da Selva, de Djian e TieKo - Levoir e RTP

Ficha técnica
O Livro da Selva
Autores: Djian, TieKo e Catherine Moreau
Adaptado a partir da obra original de: Rudyard Kipling
Editora: Levoir
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Lançamento: Março de 2021

sexta-feira, 5 de março de 2021

Lançamento: O Livro da Selva




Desde o dia 4 de Março que está disponível a mais nova obra da coleção Clássicos da Literatura em BD, lançada pela Levoir em parceria com a RTP.

Desta feita, é a vez do clássico de Rudyard Kipling, O Livro da Selva. A adaptação para banda desenhada é feita pelos autores Djian, TieKo e Catherine Moreau.

Abaixo fiquem com a nota de imprensa da editora e com algumas imagens promocionais.


O Livro da Selva, de Djian, TieKo e Catherine Moreau

O volume 7 da coleção Clássicos da Literatura em BD, O Livro da Selva, é a obra mais célebre de Rudyard Kipling e uma das obras-primas da literatura juvenil, que mereceu de Somerset Maugham o seguinte comentário: «É neste livro que os grandes e diversos talentos de Kipling encontram a sua mais perfeita expressão.»

O autor nasceu na Índia, em Bombaim, onde viveu até aos 12 anos. Foi um dos mais afamados escritores e poetas britânicos de finais do século XIX, inícios do século XX e foi também o primeiro e o mais jovem autor inglês a receber o prémio Nobel da Literatura em 1907.

O Livro da Selva, é uma emocionante narrativa de aventuras, nele o leitor mergulha no coração da misteriosa selva indiana onde Mowgli foi abandonado. Acolhido por uma família de lobos, cresce aprendendo a falar as línguas dos animais da selva. Os seus amigos são o urso Baloo e a pantera Bagheera. O seu inimigo é o feroz tigre Shere Khan. A vida de Mowgli é repleta de aventuras, enquanto tenta encontrar o seu verdadeiro lugar na selva.

Abrir este livro é uma delícia! Mergulhe nas suas páginas, e descubra as belas ilustrações de TieKo e as cores de Catherine Moreau. A adaptação da obra de Rudyard Kipling é de Djian.

No dossier que compõe o livro irá encontrar a história de vida do autor, informações sobre o romance e ainda o período histórico em que foi escrito.

Um livro único que irá encantar leitores de todas as idades. Em banca e livrarias a partir de 4 de Março.

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Ficha técnica
O Livro da Selva
Autores: Djian, TieKo e Catherine Moreau
Adaptado a partir da obra original de: Rudyard Kipling
Editora: Levoir
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 9,90€