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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Análise: Rever Comanche

Rever Comanche, de Romain Renard - ASA - LeYa

Rever Comanche, de Romain Renard - ASA - LeYa
Rever Comanche, de Romain Renard

Hoje falo-vos de um livro lindíssimo, exemplarmente imaginado e pensado pelo belga Romain Renard, que a ASA deverá fazer chegar às livrarias no próximo dia 27 de janeiro e que dá pelo nome de Rever Comanche.

Tendo em conta a boa reação que esta obra teve junto do público e da crítica - tendo mesmo conquistado o prémio Fauve Polar no Festival de Angoulême de 2025, esta era uma obra que eu queria muito ler. E assim que a versão portuguesa da obra me chegou às mãos, não esperei muito tempo para megulhar nela.

E que leitura foi esta, caros leitores! Rever Comanche é uma dessas obras raras que parecem sussurrar ao nosso ouvido, em vez de nos falar alto. Esta é uma obra absolutamente brilhante que, felizmente, faz muita coisa bem e que tem, sem qualquer exagero, o potencial para impactar profundamente todos os que se dispuserem a caminhar com Romain Renard nesta viagem ao passado de uma das séries western mais famosas da banda desenhada: Comanche.

Não é um livro que se consuma de uma assentada distraída; é um livro que se vive, que se deixa repousar em nós já depois de terminarmos a sua leitura e que continua a ecoar depois da última página virada.

Além disso, e talvez o mais importante de tudo, é que Rever Comanche é uma verdadeira carta de amor. Aos amores que nunca foram consubstanciados, embora nunca tenham deixado de existir; à vida e às suas amarguras, que deixam cicatrizes mais profundas à medida que envelhecemos. Mas é mais do que isso, pois esta carta não se esgota no plano íntimo e universal da sua mensagem: este livro também é uma carta de amor à banda desenhada (e ao cinema), em especial à série Comanche, esse western tão marcante de Greg e Hermann para a banda desenhada europeia, e às suas personagens.

A história foca-se na personagem de Red Dust, essa antiga lenda do Wyoming, braço direito da bela Comanche em tantas aventuras que, agora, nos anos 1930, vive na Califórnia e está velho, só, isolado e descontente com o mundo à sua volta, carregando no corpo e na memória o peso de um passado violento que julgava enterrado. Até ao dia em que é procurado por uma jovem mulher grávida, Vivienne, que, a propósito de saber mais, a título académico, sobre as velhas glórias do faroeste americano, o consegue persuadir, com dificuldade, a encetar com ela uma longa viagem, de carro, por vários estados até ao Wyoming para se encontrar com Comanche, esse velho amor nunca resolvido na vida de Red Dust.

Rever Comanche, de Romain Renard - ASA - LeYa
Esta viagem é física e emocional, sendo marcada pelo arrependimento, pela passagem do tempo e pela consciência de que certas histórias nunca se encerram totalmente. O ritmo da narrativa é declaradamente cinematográfico. Há aqui algo de road movie, dessa ideia tantas vezes repetida - e tantas vezes verdadeira - de que o mais importante não é o destino final, mas sim a própria viagem. O autor Romain Renard compreende isso profundamente e constrói uma história em que a viagem serve sobretudo para revelar estados de espírito, memórias enterradas e feridas que nunca chegaram a fechar completamente.

Trata-se de uma obra contemplativa a vários níveis. Visualmente, com paisagens de grande beleza e melancolia. Narrativamente, com um ritmo lento, deliberado, que convida a uma leitura pausada, atenta, cúmplice. Mas também - e talvez sobretudo - contemplativa num plano mais íntimo, pois Rever Comanche acaba por nos obrigar a olhar para dentro, a revisitar o nosso próprio passado, a nossa própria existência.

Red Dust é uma personagem profundamente bem humanizada pelo autor. O homem que encontramos aqui carrega no corpo e no olhar o peso dos anos, da violência, do arrependimento. Compreendemos como a vida o tornou ainda mais duro, mais fechado, mais cansado. E, no entanto, Renard tem a inteligência de não nos explicar tudo. Há um espaço temporal entre o que foi e o que é, e esse espaço é entregue ao leitor, para que o preencha com a sua imaginação, a sua memória e a sua empatia.

Há algo de profundamente honesto na forma como esta história lida com o envelhecimento. Também nós, leitores, envelhecemos. Também nós ficámos mais duros com a passagem dos anos. Ler Rever Comanche é, por isso - e também - ler um "Rever Juventude". A juventude da série original, sim, mas também a nossa própria juventude. É por isso que este livro ressoa de forma tão intensa junto de leitores mais maduros, que reconhecem nestas páginas algo de si mesmos.

Mas dizer isso não deve ser encarado como dizer que esta é uma obra para um público mais maduro. Não, necessariamente. Se há coisas que o autor faz, é dotar a história de um sentido de independência fazendo com que a mesma funcione bem, se lida de forma isolada. Mesmo que isso aconteça por alguém que nunca leu um livro de Comanche. O passado existe, pesa, mas nunca exclui quem chega agora.

Em paralelo, há uma crítica subtil - mas firme - à metamorfose dos Estados Unidos enquanto país. A situação dos ameríndios é abordada, bem como também o é a situação dos cidadãos lesados pela Grande Depressão, autênticas testemunhas e vítimas do fim de um sonho; ou mesmo os agricultores que, durante o Dust Bowl (tema também abordado no livro Dias de Areia, de Aimée de Jongh), viram a terra sucumbir à secura e às tempestades de areia. Um sonho americano que prometia muito, mas que deixou demasiados para trás. Como ainda faz. Renard olha para esse passado recente americano com lucidez e compaixão.

E essa reflexão estende-se ao futuro, ou melhor, à incerteza do futuro. Embora a narrativa decorra, conforme já referido, nos anos 1930, surgem referências visuais a tempos mais recentes. Não é uma coisa muito óbvia se lermos este livro sem o devido cuidado, mas está lá bem presente: há ilustrações de alguns carros e alguma tecnologia enquanto fragmentos de um outro tempo e que são apresentados quase como ruínas pós apocalípticas. Como se o progresso tivesse cortado laços com o passado, mas nunca conseguido libertar-se totalmente das suas reminiscências. Um país em permanente fuga de si mesmo.

Rever Comanche, de Romain Renard - ASA - LeYa
Se a história deste Rever Comanche está muito bem conseguida por parte de Romain Renard, há que admitir que é impossível falar da obra sem fazer menção aos seus desenhos. Num registo a preto e branco singular, esta é uma obra que causa impacto no leitor, quer seja pelos seus desenhos ultra-realistas, especialmente em termos de cenários, quer seja pela expressividade das personagens, escolha de planos utilizados ou efeitos de luz e gama de cinzentos, fazendo lembrar, propositadamente, os filmes antigos. A própria caracterização da tempestade do Dust Bowl também é verdadeiramente impressionante.

É verdade que o desenho das personagens e das cenas de ação é muito competente, mas são as paisagens - vastas, silenciosas, quase vazias - aquilo que mais brilha, não funcionando apenas como cenários, mas como espaços mentais, prolongamentos do isolamento e da melancolia que atravessam toda a obra. Há um evidente diálogo com o cinema, não só nos enquadramentos amplos e nos planos longos, mas também na forma como Romain Renard controla o ritmo visual, alternando momentos de grande respiração com sequências mais fechadas e opressivas.

Outra coisa que muito me impressionou é que há neste Rever Comanche silêncios gráficos que exigem participação ativa de quem lê. Tal como a história que acompanha, o desenho de Renard não explica tudo.

Tudo indica que, em termos de ilustração, o autor recorre a um processo híbrido baseado no uso de fotografias, posteriormente trabalhadas e retrabalhadas digitalmente. Os mais puristas do desenho clássico não se choquem, pois não se trata de um simples "photobashing" funcional, mas de uma apropriação profundamente autoral da imagem fotográfica, que serve como base estrutural para cenários, sendo depois desconstruída, redesenhada e integrada num todo visual coerente. Este tipo de abordagem, muitas vezes utilizada em mangás, por exemplo, não me choca minimamente pela técnica em si, mas reconheço que, muitas vezes, especialmente nos tais mangás que menciono, não funciona especialmente bem, pois torna-se demasiadamente denunciada, cortando um pouco da continuidade e homogenia visual pretendida. No entanto, no caso deste Rever Comanche, nada disso acontece, pois vê-se que há muito desenho em cima da fotografia. Ou baseado na fotografia. O que acaba por conferir uma arte muito autoral, muito densa, muito atmosférica e muito pesada, a fazer lembrar, com as devidas distâncias, A Estrada, de Manu Larcenet. 

Por fim, importa sublinhar a coragem estética de Renard, que assume plenamente uma abordagem autoral e muito própria, distante dos códigos mais clássicos da banda desenhada franco-belga e, em particular, da própria série Comanche, em que este livro se inspira. Se Comanche é uma obra clássica em termos visuais, Rever Comanche é uma obra bem moderna nesse cômputo.

Rever Comanche, de Romain Renard - ASA - LeYa
Se há algo menos conseguido na obra, e é importante dizê-lo, prende-se com o final da mesma. Não é um mau final, longe disso, e não estraga minimamente a experiência global. Há plot twists interessantes e ideias fortes que, decerto, deixarão alguns leitores de queixo caído. Contudo, parece-me um final ligeiramente desajustado da ambiência inicial e do ritmo lento e contemplativo que tanto gostei ao longo do álbum. Tudo acontece um pouco depressa demais, como se houvesse uma urgência súbita em fechar a história. Repito que não é algo que estrague o livro - e muita gente até poderá adorar - mas que, quanto a mim, poderia ter sido feito de outro modo.

A edição da ASA é em capa dura baça, com um grafismo muito elegante, e bom papel brilhante no miolo do livro. A impressão e a encadernação são em boa qualidade, também. O livro inclui, logo na primeira página, um QR code que nos permite aceder a uma playlist adequada para a leitura da obra, em que o próprio Romain Renard também assume a função de músico. São incluídas, depois, faixas clássicas dos músicos Leonard Cohen, Joan Baez, The Doors, Bob Dylan e Nick Cave and The Bad Seeds, cujos excertos das letras são, aliás, citados no início de cada capítulo da obra. Até neste pequeno detalhe se vê como foi cuidadosa e aprumada a forma como esta obra foi concebida por Romain Renard.

Em conclusão, Rever Comanche é uma banda desenhada poderosa, sensível e madura, que olha para o passado sem nostalgia cega e para o presente sem ilusões fáceis. Um livro que fala do fim, da memória, do amor e da estrada enquanto meio para algo. E que, ao fazê-lo, nos lembra porque é que a banda desenhada pode ser, também ela, um lugar de silêncio, reflexão e beleza. Que bela maneira de começar o ano com uma obra que, seguramente, ainda nos fará falar dela no final de 2026!


NOTA FINAL (1/10):
9.7



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020

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Rever Comanche, de Romain Renard - ASA - LeYa

Ficha técnica
Rever Comanche
Autor: Romain Renard
Editora: ASA
Páginas: 152, a preto e branco
Encadernação: Capa dura
Formato: 23,5 x 31,2 cm
Lançamento: Janeiro de 2026

sexta-feira, 13 de março de 2020

Análise: Comanche Integral (Volume 3)


Análise: Comanche Integral (Volume 3)

Muitas crianças portuguesas que se transformaram em adultos que hoje continuam a ler banda desenhada e a ser adeptos desta 9ª arte, iniciaram-se neste género com três obras juvenis que qualquer pessoa reconhecerá: Astérix, Lucky Luke ou Tintim. No meu caso, e embora o meu irmão mais velho já tivesse bastante banda desenhada que eu bisbilhotava; ou sendo verdade que era frequente encontrar revistas da Disney ou da Turma da Mónica lá em casa, os meus dois primeiros livros de banda desenhada “mais a sério“ foram Comanche – Os Guerreiros do Desespero e Blake e Mortimer – O Caso do Colar. Era o meu 6º aniversário (1990) e ambos esses livros já tinham sido editados pelos autores há mais de 15 anos, nessa altura. Mas para mim, foi o primeiro e verdadeiro mergulho na banda desenhada. Depois disso chegaram os Asterix, Lucky Luke, Tintim e muitos outros mas o meu real "baptismo" foi com Comanche e Blake e Mortimer. Passados quase 30 anos, esses livros ainda ocupam um lugar de destaque nas minhas bem compostas estantes de banda desenhada.

E, já que neste artigo, falo sobre Comanche, se há coisas que posso dizer desta obra incontornável de Greg e Hermann, é que será sempre algo marcante e especial na minha vida. Como qualquer série de banda desenhada ou de televisão que nos marca, parece que as personagens e as aventuram que habitam a série Comanche passam o teste do tempo e ficam para sempre connosco. E é provavelmente por isso que esta é uma banda desenhada que terá certamente milhares e milhares de admiradores em todo o mundo.

E quando a Ala dos Livros anunciou que ia lançar a série integral de Comanche (por Greg e Hermann), a minha reação foi de espanto, por um lado, e de felicidade, por outro. Acho que já tive oportunidade de o referir quando falei sobre o que de melhor aconteceu em Portugal no ando de 2019, referente à banda desenhada, mas vou repeti-lo: as Editoras portuguesas nos últimos anos, não só têm apostado em banda desenhada nova (por nova, considero livros que foram lançados há menos de 5 anos), como têm apostado em "banda desenhada clássica", já com alguns anos de idade, mas que estava em falta no mercado português. Nuns casos, já não se encontram certos livros que já cá existiram. Noutros casos, certas obras ou séries nunca tinham sequer sido lançadas em Portugal.

Com esta edição a preto e branco, parece-me que a Ala dos Livros mata dois coelhos com uma só cajadada. Bem sei que foram muitas as críticas que vi espalhadas pela blogosfera ou pelas redes sociais dizendo que tendo em conta que a edição original de Comanche é colorida, não fazia qualquer sentido ser lançada a preto e branco. E embora, essa crítica seja tão legítima como qualquer outra, eu aconselhava as pessoas que criticaram a Ala dos Livros a folhearem estes livros a preto e branco. Penso que, caso não sejam muito teimosos, rapidamente mudarão de opinião. O traço de Hermann é lindíssimo e nestes livros a preto e branco, poderemos até conseguir analisá-lo com mais detalhe, desfrutando desta arte soberba. Não é a mesma coisa, não. É diferente. Mas igualmente bom. É por isso que digo que a Ala dos Livros matou dois coelhos com este lançamento: por um lado lança uma obra clássica que já era dificílima de encontrar em loja; mas por outro lado, acrescenta algo de novo à coleção. É como se reinventasse a série Comanche para os portugueses. Parece aquilo que as marcas de automóveis Volkswagen (New Beetle), Fiat (500) ou Mini fizeram quando resgataram os seus modelos clássicos. Trouxeram-nos de volta para os saudosos e para as novas gerações mas, ao mesmo tempo, adaptaram-nos aos tempos modernos, oferecendo algo novo.

Folheando os meus álbuns a cores de Comanche, a verdade é que continuo a adorá-los dessa forma (a cores) mas reconheço que talvez tenham um aspecto mais vintage (o que também não tem mal nenhum). Comanche a preto e branco parece-me mais moderno, mais up to date. Não tenho preferências: adoro a versão a cores e adoro a versão a preto e branco. 

Focando-me mais neste Volume 3 que encerra a série elaborada por Greg e Hermann, o livro é constituído por 2 histórias longas (E o Diabo Gritou de Alegria e O Corpo de Algernon Brow) e por 5 histórias curtas. Estas histórias curtas acabam por ser um bom mimo para os fãs da série e uma forma de permitir desvendar mais algumas coisas acerca das personagens. Faço um destaque para a história curta O Palomino que, inesperadamente para mim, teve uma força emotiva muito forte pois mostra-nos como Ten Gallons capturou o cavalo favorito de Red Dust. Maravilhoso. Penso até que poderia ter dado para fazer uma história longa.

Sobre as narrativas aqui presentes, e agora focando-me nas duas histórias longas, o trabalho de Greg é sempre de uma inteligência e consistência enorme. Quase em género de "história de detective localizada no faroeste", o autor vai desvendando muito bem a trama, levando o leitor por encruzilhadas narrativas que, ora nos parecem indicar que o vilão é uma personagem como, a seguir nos levam por outro caminho. Muito bem construído.

Quanto à arte de Hermann, é absolutamente impressionante. Especialmente aquelas vinhetas grandes que ocupam dois terços de uma página, e que são apaixonantes devido à meticulosidade com que Hermann nos presenteia. A opção pelo livro a preto e branco tem claramente o meu aval porque acho que as ilustrações de Hermann ganham muito, especialmente quando os fortes constastes de sombra aparecem mais presentes. Admito que há algumas páginas que não funcionam tão bem porque, provavelmente, foram desenhadas pelo autor a pensar nas cores que posteriormente seriam aplicadas. Um destes exemplos são as páginas com as cenas de incêndios da primeira história E o Diabo Gritou de Alegria. Ainda assim, mantenho que são pequenas exceções à regra e que esta versão a preto e branco desta fantástica série é bem-vinda.

Resta-me ainda dizer que a qualidade da edição é de luxo. Um livro bonito de se ver, com uma qualidade de papel muito boa. Parabéns, Ala dos Livros! Admito porém que, dos três volumes da série, e embora eu goste muito da personagem Ten Gallons, este é aquele que tem a capa menos bonita. Preferi as ilustrações escolhidas para os volumes 1 e 2. Mas claro, trata-se de um gosto pessoal.

Em conclusão, posso afirmar que ler Comanche é como ver um dos melhores filmes do género western: somos transportados para um universo longínquo, com o qual todos nós já sonhámos nas nossas brincadeiras de infância (quem é que nunca gostou de brincar aos índios e aos cowboys?). Mas este universo, mesmo fazendo parte do nosso imaginário, é também credível na narrativa e nas personagens, sendo coerentemente construído por Greg e sublimemente desenhado por Hermann.
Uma obra de arte da banda desenhada.


NOTA FINAL (1/10):
8.9

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Ficha Técnica:
Comanche Integral (Volume 3)
Autores: Greg e Hermann
Editora: Ala dos Livros
Páginas: 160, a preto e branco
Encadernação: Capa dura

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Lançamento: Comanche Integral (Volume 3)




Lançamento: Comanche Integral (Volume 3), de Greg e Hermann

A editora Ala dos Livros acaba de publicar o terceiro e último álbum de Comanche Integral, numa deliciosa edição de luxo, a preto e branco.

Fiquem com a nota de imprensa por parte da editora.


Obra Completa de Greg e Hermann - Volume 3

Em 1969, o Journal Tintin enceta a publicação do western Comanche desenhado por Hermann, sob argumento de Greg. Sente-se, logo nas primeiras pranchas, que esta novidade será um marco na História da BD. O primeiro capítulo desvenda o argumento e apresenta os protagonistas. Com a ajuda de um velho empregado, uma jovem e bonita fazendeira de nome Comanche, herdeira do rancho "Triple Six", esforça-se como pode para evitar o pior. A coragem desta mulher de carácter firme não parece, todavia, suficiente para salvar a propriedade de uma falência anunciada.

Até que certo dia, vindo não se sabe de onde, surge no rancho um certo Red Dust. Rendida à força tranquila deste desconhecido, Comanche confia-lhe o posto de capataz... Para enfrentar a adversidade e a cobiça, este recruta alguns companheiros. As suas verdadeiras personalidades revelar-se-ão ao longo dos movimentados episódios desta magnífica narrativa que se situa no Wyoming no século XIX.

Para assinalar os 50 anos desta série, a Ala dos Livros optou por uma edição comemorativa a preto e branco, que retoma o trabalho de Hermann.

Para além dos dois episódios “longos” - E o Diabo Gritou de Alegria; O Corpo de Algernon Brow - este 3º volume álbum contem ainda as 5 histórias curtas que nos finais dos anos 90 foram reunidas num álbum com o título “Le Prisonnier” *, e duas histórias de uma prancha, até aqui inéditas em Portugal.

Ficha Técnica
Comanche Integral (Volume 3)
Autores:  Greg e Hermann
Editora: Ala dos Livros
Páginas: 160, a preto e branco
Encadernação: Capa dura
PVP: 32,90 €