PT1691607E - Utilização de derivados n-aril-hidrazina para combater parasitas - Google Patents
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Description
1
DESCRIÇÃO
"UTILIZAÇÃO DE DERIVADOS N-ARIL-HIDRAZINA PARA COMBATER PARASITAS" A presente invenção refere-se à utilização de derivados hidrazina de fórmula I:
em que: W é cloro ou trifluorometilo; X e Y, cada um independentemente, são cloro ou bromo; R1 é Ci-C6-alquilo, C3-C6-alcenilo, C3-C6-alcinilo ou C3-C6-cicloalquilo que pode estar substituído com 1 até 3 átomos de halogéneo, ou C2-C4-alquilo que está substituído com C4-C4-alcoxi; R2 e R3 são Ci-C6-alquilo ou podem ser tomados em conjunto para formar C3-C6-cicloalquilo, que pode não estar substituído ou estar substituído com 1 até 3 átomos de halogéneo; R4 é hidrogénio ou C4-C6-alquilo, ou respectivos enantiómeros ou sais, para combater parasitas que não atacam culturas. 2 A invenção também se refere a um método para controlar parasitas que não atacam culturas, que compreende contactar os parasitas ou a sua fonte de alimento, habitat, locais de procriação ou seu locus com uma quantidade pesticidamente eficaz de um composto de fórmula I. A invenção também se refere a composições que contêm compostos de fórmula I em quantidades pesticidamente eficazes para controlar parasitas que não atacam culturas. A invenção refere-se suplementarmente à utilização de compostos de fórmula I para a protecção de materiais orgânicos não vivos contra parasitas que não atacam culturas.
Problemas típicos que surgem com o uso de agentes de controlo de parasitas que não atacam culturas presentemente disponíveis, tais como piretróides, são, por exemplo, resistência de parasitas ou propriedades ambientais ou toxicológicas desfavoráveis. Outro problema que surgiu diz respeito à necessidade de dispor de agentes de controlo de parasitas que não atacam culturas que sejam eficazes contra um espectro largo de parasitas que não atacam culturas. Em conformidade, é necessário proporcionar agentes de controlo de parasitas que não atacam culturas novos e aperfeiçoados que ultrapassem estes problemas.
Em consequência, um objectivo da presente invenção consiste em proporcionar novos agentes de controlo de parasitas que não atacam culturas, preferivelmente exibindo um espectro aumentado de acção pesticida.
Descobrimos que estes objectivos são atingidos utilizando compostos de fórmula I e composições que os compreendam. 3
Parasitas que não atacam culturas são parasitas das classes Chilopoda e Diplopoda e das ordens Isoptera, Diptera, Blattaria {Blattodea), Dermaptera, Hemiptera, Hymenoptera, Orthoptera, Siphonaptera, Thysanura, Phthiraptera, Araneida, Parasitiformes e Acaridida.
Os compostos de fórmula I são especialmente adequados para combater eficientemente os seguintes parasitas: centipedes {Chilopoda), por exemplo, Scutigera coleoptrata, milipedes {Diplopoda), por exemplo, Narceus spp., aranhas {Araneida), por exemplo, Latrodectus mactans e Loxosceles reclusa, escabiose {Acaridida), por exemplo, sarcoptes sp., carrapatos e ácaros parasitários {Parasitiformes): carrapatos {Ixodida), por exemplo, Ixodes scapularis, Ixodes holocyclus, Ixodes pacificus, Rhiphicephalus sanguíneus, Dermacentor andersoni, Dermacentor variabilis, Amblyomma americanum, Ambryomma maculatum, Ornithodorus hermsi, Ornithodorus turicata, e ácaros parasitários (Mesostigmata), por exemplo, Ornithonyssus bacoti e Dermanyssus gallinae, térmitas {Isoptera), por exemplo, Calotermes flavicollis, Leucotermes flavipes, Heterotermes aureus, Reticulitermes flavipes, Reticulitermes virginicus, Reticulitermes lucifugus, Termes natalensis e Coptotermes formosanus, 4 baratas (Blattaria - Blattodea), por exemplo, Blattella germanica, Blattella asahinae, Periplaneta americana, Periplaneta japonica, Periplaneta brunnea, Periplaneta fuligginosa, Periplaneta australasiae e Blatta orientalis, moscas, mosquitos {Diptera), por exemplo, Aedes aegypti, Aedes albopictus, Aedes vexans, Anastrepha ludens, Anopheles maculipennis, Anopheles crucians, Anopheles albimanus, Anopheles gambiae, Anopheles freeborni, Anopheles leucosphyrus, Anopheles minimus, Anopheles quadrimaculatus, Calliphora vicina, Chrysomya bezziana, Chrysomya hominivorax, Chrysomya macellaria, Chrysops discalis, Chrysops silacea, Chrysops atlanticus, Cochliomyia hominivorax, Cordylobia anthropophaga, Culicoides furens, Culex pipiens, Culex nigripalpus, Culex quinquefasciatus, Culex tarsalis, Culiseta inornata, Culiseta melanura, Dermatobia hominis, Fannia canicularis, Gasterophilus intestinalis, Glossina morsitans, Glossina palpalis, Glossina fuscipes, Glossina tachinoides, Haematobia irritans, Haplodiplosis equestris, Hippelates spp., Hypoderma lineata, Leptoconops torrens, Lucilia caprina, Lucilia cuprina, Lucilia sericata, Lycoria pectoralis, Mansonia spp., Musca domestica, Muscina stabulans, Oestrus ovis, Phlebotomus argentipes, Psorophora columbiae, Psorophora discolor, Prosimulium mixtum, Sarcophaga haemorrhoidalis, Sarcophaga sp., Simulium vittatum, Stomoxys calcitrans, Tabanus bovinus, Tabanus atratus, Tabanus lineola e Tabanus similis, bichas-cadela (Dermaptera), por exemplo, forficula auricularia, 5 percevejos (Hemiptera), por exemplo, Cimex lectularius, Cimex hemipterus, Reduvius senilis, Triatoma spp., Rhodnius prolixus e Arilus critatus, formigas, abelhas, vespas, vespões (Hymenoptera), por exemplo, Crematogaster spp., Hoplocampa minuta, Hoplocampa testudinea, Monomorium pharaonis, Solenopsis geminata, Solenopsis invicta, Solenopsis richteri, Solenopsis xyloni, Pogonomyrmex barbatus, Pogonomyrmex californicus, Dasymutilla occidentalís, Bombus spp., Vespula squamosa, Paravespula vulgaris, Paravespulla pennsylvanica, Paravespula germanica, Dolichovespula maculata, Vespa crabro, Polistes rubiginosa, Camponotus floridanus e Linepithema humile, grilos, gafanhotos, acrídios (Orthoptera), por exemplo, Acheta domestica, Gryllotalpa gryllotalpa, Locusta migratória, Melanoplus bivittatus, Melanoplus femurrubrum, Melanoplus mexicanus, Melanoplus sanguinipes, Melanoplus spretus, Nomadacris septemfasciata, Schistocerca americana, Schistocerca gregaria, Dociostaurus maroccanus, Tachycines asynamorus, Oedaleus senegalensis, Zonozerus variegatus, Hieroglyphus daganensis, Kraussaria angulifera, Calliptamus italicus, Chortoicetes terminifera e Locustana pardalina, pulgas (Siphonaptera), por exemplo, Ctenocephalides felis, Ctenocephalides canis, Xenopsylla cheopis, Pulex irritans,
Pediculus humanus corporis
Tunga penetrans e Nosopsyllus peixes-de-prata, tesourinhas Lepisma saccharina e Thermobia piolhos (Phthiraptera), por capitis, fasciatus, (Thysanura), por exemplo, domestica, exemplo, Pediculus humanus , Pthirus pubis, 6
Haematopinus eurysternus, Haematopinus suis, Linognathus vituli, Bovicola bovis, Menopon gallinae, Menacanthus stramineus e Solenopotes capillatus.
Os derivados hidrazina de fórmula I que podem ser utilizados de acordo com a invenção são conhecidos e podem ser preparados de acordo com métodos de preparação descritos ou referidos na patente EP-A 604 798. Este documento refere-se à protecção de plantas na área agrícola e revela a actividade insecticida e acaricida de compostos de fórmula I e de outros compostos contra parasitas de culturas das ordens Coleoptera, Lepidoptera e Acarina.
Em J. A. Furch et al., "Amidrazones: A New Class of Coleopteran Insecticides", ACS Symposium Series 686, Am. Chem. Soc., 1998, Capítulo 18, página 178 e seguintes, é exemplificada a utilização de certas amidrazonas contra lagarta das raízes de milho do sul, em que algumas dessas amidrazonas são compostos de fórmula I. É ensinado que estes compostos abordam especificamente certos insectos coleópteros, sendo simultaneamente pouco tóxicos ou não tóxicos para Lepidoptera e outros insectos, bem como para Acarina.
Em D. G. Kuhn et al., "Cycloalkyl-substituted Amidrazones: A Novel Class of Insect Control Agents", ACS Symposium Series 686, Am. Chem. Soc., 1998, Capítulo 19, página 185 e seguintes, é ensinado que certas amidrazonas, em que algumas dessas amidrazonas são compostos de fórmula I em que R2 e R3 em conjunto formam um anel ciclopropilo, são activas contra certas espécies de Coleoptera e Lepidoptera. Testes biológicos mostram que os compostos são bastante selectivos, em que apenas alguns exibem boa actividade contra Coleoptera e Lepidoptera. 7 A actividade de um composto contra parasitas para a protecção de plantas na área agrícola, isto é, contra parasitas de culturas, em geral não sugere actividade desse composto contra parasitas que não atacam culturas. 0 controlo de parasitas de culturas faz sempre parte da protecção de culturas. Pelo contrário, o controlo de parasitas que não atacam culturas refere-se, por exemplo, à protecção de materiais orgânicos não vivos ou higiene e prevenção de doenças (saúde pública) .
As diferenças dos requisitos do controlo de parasitas de culturas/que não atacam culturas emergem geral e maioritariamente - para além de uma possível diferença de alvos bioquímicos - das diferenças dos alimentos e/ou habitat dos parasitas.
Os parasitas de culturas, como os da ordem Homoptera, alimentam-se das partes verdes da planta perfurando-as e sugando os líquidos da planta. Outros parasitas de culturas das ordens Lepidoptera e Coleoptera alimentam-se das partes verdes da planta cortando partes daquela. Pelo contrário, parasitas que não atacam culturas não vivem de plantas e não se alimentam das partes verdes da planta, ou apenas o fazem em ocasiões raras. Parasitas que não atacam culturas, por exemplo, alimentam-se de materiais orgânicos não vivos, como casas, vestuário e alimentos, etc., de seres humanos e animais, mas também de fios eléctricos, etc., desse modo introduzindo germes patogénicos no meio ambiente dos seres humanos e destruindo as suas casas e alimentos. Um exemplo é a térmita (ordem Isoptera), que se alimenta principalmente de celulose, que é o componente maioritário de produtos de madeira e papel. Outro exemplo é o mosquito (ordem Diptera), cujas larvas se alimentam de 8 microrganismos e matéria orgânica presentes na água e cujos adultos se alimentam de sangue. É necessário adaptar as propriedades dos pesticidas à sua utilização especifica. Pesticidas sistémicos, por exemplo, que, em virtude da sua solubilidade em água, são introduzidos nas partes da planta, são adequados para controlar parasitas que perfuram-sugam ou que cortam (isto é, as plantas de cultura). No entanto, em geral não se pode esperar que exibam igual actividade contra parasitas que não atacam culturas, que não se alimentam das partes verdes das plantas mas que são controlados maioritariamente por pesticidas insolúveis em água em sistemas de isco ou por tratamento directo. Em muitos casos, os pesticidas de controlo de parasitas de culturas não são adequados para o controlo de parasitas que não atacam culturas e vice-versa. Os insecticidas comerciais pirimicarbe, acefato, pirimidiven e piridabeno são exemplos. São activos contra insectos de culturas mas exibem baixa actividade contra parasitas que não atacam culturas.
Em resumo, a técnica anterior ensina ao técnico que amidrazonas de fórmula I e de estrutura semelhante exibem actividade selectiva contra certos parasitas de culturas das ordens Coleoptera ou Lepidoptera e que pequenas alterações da estrutura exercem um efeito tremendo na selectividade.
Surpreendentemente, foi agora descoberto que um certo grupo de amidrazonas, nomeadamente os compostos de fórmula I, exibe actividade de largo espectro contra parasitas que não atacam culturas. 9
Os compostos de fórmula I e composições que os contêm são especialmente úteis para o controlo de parasitas das classes Chilopoda e Diplopoda.
Os compostos de fórmula I e composições que os contêm são especialmente úteis para o controlo de parasitas das ordens Isoptera, Blattaria {Blattodea), Diptera, Dermaptera, Hemiptera, Hymenoptera, Orthoptera, Siphonaptera, Thysanura e Phthiraptera.
Suplementarmente, os compostos de fórmula I e composições que os contêm são especialmente úteis para o controlo de parasitas das ordens Parasitiformes, Araneida e Acaridida.
Além disso, os compostos de fórmula I e composições que os contêm são especialmente úteis para o controlo de parasitas das ordens Isoptera, Blattaria (Blattodea), Diptera, Hymenoptera, Siphonaptera, Orthoptera e Ixodida.
Mais particularmente, os compostos de fórmula I e composições que os contêm são especialmente úteis para o controlo de parasitas das ordens Isoptera, Blattaria (Blattodea), Diptera, Hymenoptera e Siphonaptera.
Em particular, os compostos de fórmula I e composições que os contêm são úteis para o controlo de Isoptera (Hodotermitidae, Kalotermitidae, Rhinotermitidae,
Termitidae), Blattaria/Blattodea (Cryptocercidae,
Blattidae, Polyphagidae, Blattellidae), Diptera (Culicidae, Simuliidae, Ceratopogonidae, Tabanidae, Muscidae, Calliphoridae, Oestridae, Sarcophagidae, Hippoboscidae), Hymenoptera (Xyelidae, Argidae, Cimbicidae, Tenthredinidae, Anaxyelidae, Cephidae, Aphidiidae, Formicidae, Vespoidae, 10
Sphecidae) e Siphonaptera (Pulicidae, Rhopalopsyllidae, Ceratophyllidae).
Além disso, é especialmente preferida a utilização dos compostos de fórmula I e de composições que os contenham para combater parasitas da ordem isoptera. A utilização dos compostos de fórmula I e de composições que os contenham para combater parasitas da ordem Blattaria /Blattodea é outra especificação preferida da presente invenção.
Suplementarmente, é especialmente preferida a utilização dos compostos de fórmula I e de composições que os contenham para combater parasitas da ordem Hymenoptera, especialmente formigas. A utilização dos compostos de fórmula I e de composições que os contenham para combater parasitas da ordem Diptera, especialmente moscas e mosquitos, é outra especificação preferida da presente invenção.
Suplementarmente, é especialmente preferida a utilização dos compostos de fórmula I e de composições que os contenham para combater parasitas da ordem Orthoptera.
Além disso, é especialmente preferida a utilização dos compostos de fórmula I e de composições que os contenham para combater parasitas da ordem Siphonaptera. A utilização dos compostos de fórmula I e de composições que os contenham para combater parasitas da ordem Ixodida, especialmente moscas e mosquitos, é outra especificação preferida da presente invenção. 11
Suplementarmente, a utilização dos compostos de fórmula I e de composições que os contenham para combater parasitas da ordem Mesostigmata é outra especificação preferida da presente invenção.
Além disso, a utilização dos compostos de fórmula I e de composições que os contenham para combater parasitas da ordem Acaridida é outra especificação preferida da presente invenção.
Numa especificação preferida da presente invenção, compostos de fórmula I e composições que os contêm são utilizados para a protecção de materiais orgânicos não vivos, incluindo mas não se limitando a bens domésticos, como gorduras, óleos, mono-, oligo- ou poliorganossacáridos, proteínas ou frutas frescas ou em deterioração; materiais que contêm celulose, por exemplo, materiais de madeira, como casas, árvores, tapumes ou dormentes e também papel, e também materiais de construção, mobílias, couros, fibras animais, vegetais e sintéticas, artigos de vinilo, fios e cabos eléctricos, bem como espumas de estireno.
Mais preferivelmente, compostos de fórmula I e composições que os contêm são utilizados para a protecção de materiais orgânicos não vivos contra parasitas que não atacam culturas seleccionados do grupo que consiste na classe Diplopoda e nas ordens Isoptera, Diptera, Blattaria (Blattodea), Dermaptera, Hemiptera, Hymenoptera, Orthoptera e Thysanura. A presente invenção também se refere a um método para a protecção de materiais orgânicos não vivos contra parasitas 12 que não atacam culturas, preferivelmente contra parasitas que não atacam culturas seleccionados do grupo que consiste na classe Diplopoda e nas ordens Isoptera, Diptera, Blattaria (Blattodea), Dermaptera, Hemiptera, Hymenoptera, Orthoptera e Thysanura, que compreende contactar os parasitas ou a sua fonte de alimento, habitat, área de procriação, o seu locus ou os próprios materiais orgânicos não vivos com uma quantidade pesticidamente eficaz de um composto de fórmula I ou de uma composição que o contenha.
Além disso, compostos de fórmula I ou composições que os contêm são preferivelmente utilizados para proteger materiais orgânicos não vivos que contenham celulose.
Preferivelmente, compostos de fórmula I ou composições que os contêm são utilizados para proteger materiais orgânicos não vivos que contenham celulose contra parasitas que não atacam culturas das ordens Isoptera, Diptera, Blattaria (Blattodea), Hymenoptera e Orthoptera, muito preferivelmente da ordem Isoptera. A presente invenção também proporciona um método para proteger materiais orgânicos não vivos que contenham celulose contra parasitas que não atacam culturas preferivelmente das ordens Isoptera, Diptera, Blattaria (Blattodea), Hymenoptera e Orthoptera, muito preferivelmente da ordem Isoptera, que compreende contactar os parasitas ou a sua fonte de alimento, habitat, área de procriação, o seu locus ou os próprios materiais orgânicos não vivos que contenham celulose com uma quantidade pesticidamente eficaz de um composto de fórmula I ou de uma composição que o contenha. 13
Noutra especificação preferida da presente invenção, compostos de fórmula I ou composições que os contêm são utilizados para proteger mono-, oligo- ou polissacáridos e proteínas.
Preferivelmente, compostos de fórmula I ou composições que os compreendem são utilizados para proteger mono-, oligo-ou polissacáridos e proteínas contra parasitas que não atacam culturas seleccionados das ordens Dermaptera, Diplopoda, Isoptera, Diptera, Blattaria (Blattodea), Hymenoptera, Orthoptera e Thysanura, muito preferivelmente das ordens Isoptera, Diptera, Blattaria (Blattodea) e Hymenoptera. A presente invenção também proporciona um método para proteger mono-, oligo- ou polissacáridos e proteínas contra parasitas que não atacam culturas preferivelmente seleccionados das ordens Dermaptera, Diplopoda, Isoptera, Diptera, Blattaria (Blattodea), Hymenoptera, Orthoptera e Thysanura, muito preferivelmente das ordens Isoptera, Diptera, Blattaria (Blattodea) e Hymenoptera, que compreende contactar os parasitas ou a sua fonte de alimento, habitat, área de procriação ou seu locus com uma quantidade pesticidamente eficaz de um composto de fórmula I ou de uma composição que o contenha.
Suplementarmente, compostos de fórmula I são preferivelmente utilizados para a protecção de animais contra parasitas que não atacam culturas da classe Chilopoda e das ordens Araneida, Hemiptera, Diptera, Phthiraptera, Siphonaptera, Parasitiformes e Acaridida por tratamento dos parasitas em massas de água e/ou em e em redor de edifícios, incluindo mas não se limitando a paredes, chão, pilhas de adubo, relvado, pastagens, esgotos 14 e materiais utilizados na construção de edifícios e também colchões e roupas de cama, com uma quantidade pesticidamente eficaz de um composto de fórmula I ou de uma composição que o contenha. Muito preferivelmente, compostos de fórmula I são utilizados para a protecção de animais contra parasitas que não atacam plantas das ordens Diptera, Phthiraptera, Siphonaptera e Parsitiformes.
Animais incluem animais de sanque quente, incluindo humanos e peixes. Compostos de fórmula I são preferivelmente utilizados para a protecção de animais de sangue quente, como gado vacum, ovelhas, porcos, camelos, veados, cavalos, aves domésticas, coelhos, cabras, cães e gatos.
Na definição da fórmula I apresentada acima, os substituintes têm os significados seguintes.
Considerar-se-á que "halogéneo" significa flúor, cloro, bromo e iodo. 0 termo "alquilo", tal como é aqui utilizado, refere-se a um grupo hidrocarboneto saturado ramificado ou não ramificado com 1 até 4 ou 6 átomos de carbono, especialmente Ci-C6-alquilo, como metilo, etilo, propilo, 1-metiletilo, butilo, 1-metilpropilo, 2-metilpropilo, 1,1-dimetiletilo, pentilo, 1-metilbutilo, 2-metilbutilo, 3-metilbutilo, 2,2-dimetilpropilo, 1-etilpropilo, hexilo, 1,1-dimetilpropilo, 1,2-dimetilpropilo, 1-metilpentilo, 2-metilpentilo, 3-metilpentilo, 4-metilpentilo, 1,1-dimetilbutilo, 1,2-dimetilbutilo, 1,3-dimetilbutilo, 2,2-dimetilbutilo, 2,3-dimetilbutilo, 3,3-dimetilbutilo, 1-etilbutilo, 2-etilbutilo, 1,1,2-trimetilpropilo, 1,2,2-trimetilpropilo, 1-etil-l-metilpropilo e l-etil-2-metilpropilo. 15 "Alcoxi" refere-se a um grupo alquilo de cadeia linear ou ramificado com 1 até 4 átomos de carbono (metilo, etilo, propilo, 1-metiletilo, butilo, 1-metilpropilo, 2- metilpropilo, 1,1-dimetiletilo) ligado por uma ligação de oxigénio em qualquer ligação do grupo alquilo. Exemplos incluem metoxi, etoxi, propoxi e isopropoxi. "Cicloalquilo" refere-se a um anel de átomos de carbono saturado com 3 até 6 membros monociclico, isto é, ciclopropilo, ciclobutilo, ciclopentilo e ciclo-hexilo.
Relativamente à utilização pretendida dos compostos de fórmula I, referem-se particularmente os seguintes significados dos substituintes, em cada caso por si sós ou em combinação. São preferidos compostos de fórmula I em que W é trifluorometilo. São suplementarmente preferidos compostos de fórmula I em que X e Y são ambos cloro.
Além disso, são preferidos compostos de fórmula I em que R1 é Ci-C6-alquilo, especialmente etilo. São suplementarmente preferidos compostos de fórmula I em que R2 e R3 são ambos metilo.
Além disso, são preferidos compostos de fórmula I em que R2 e R3 formam um anel ciclopropilo que não está substituído ou está substituído com 1 até 3 átomos de halogéneo, especialmente cloro e bromo. 16
Além disso, são particularmente preferidos compostos de fórmula I em que R2 e R3 formam um anel ciclopropilo que está substituído com 2 átomos de halogéneo.
Além disso, são particularmente preferidos compostos de fórmula I em que R2 e R3 formam um anel ciclopropilo que está substituído com 2 átomos de cloro. São particularmente preferidos compostos de fórmula I em que R2 e R3 formam um anel 2,2-diclorociclopropilo. São suplementarmente preferidos compostos de fórmula I em que R4 é Ci-C6 alquilo, especialmente metilo. São particularmente preferidos compostos de fórmula I em que R2, R3 e R4 são todos metilo.
Além disso, são particularmente preferidos compostos de fórmula I em que R2, R3 e R4 formam uma fracção l-metil-2,2-diclorociclopropilo. São suplementarmente preferidos compostos de fórmula I em que: W é trifluorometilo; x e Y, cada um independentemente, são cloro ou bromo; R1 é Ci-C6-alquilo; R2 e R3 são Ci-C6-alquilo ou podem ser tomados em conjunto para formar C3-C6-cicloalquilo que está substituído com 1 até 2 átomos de halogéneo; R4 é Cx-Cê-alquilo, ou respectivos enantiómeros ou sais. É particularmente preferido N-etil-2,2-dimetilpropionamido-2-(2, 6-dicloro-a, a,α-trifluoro-p-tolil)hidrazona e N-etil- 17 2,2-dicloro-l-metilciclopropanocarboxamido-2-(2, 6-dicloro-α, α, α-trifluoro-p-tolil)hidrazona.
Suplementarmente, é particularmente preferido, no que se refere à utilização na presente invenção, o composto de fórmula 1-1 (N-etil-2,2-dimetilpropionamido-2-(2,6-dicloro-a,a,a-trifluoro-p-tolil)hidrazona):
J
Além disso, é particularmente preferido, no que se refere à utilização na presente invenção, o composto de fórmula 1-2 (N-etil-2,2-dicloro-l-metilciclopropanocarboxamido-2-(2,6— dicloro-α,a,a-trifluoro-p-tolil)hidrazona):
No que se refere à sua utilização, são particularmente preferidos os compostos I-A compilados nas tabelas abaixo. Além disso, os grupos mencionados para um substituinte nas tabelas são, por si só, independentemente da combinação em que são mencionados, uma especificação particularmente preferida do substituinte em questão.
No que se refere à sua utilização, também são particularmente preferidos os adutos do ácido clorídrico, ácido maleico, ácido dimaleico, ácido fumárico, ácido 18 difumárico, ácido metanossulfénico, ácido metanossulfónico e ácido succinico dos compostos das tabelas abaixo.
Alguns dos compostos de fórmula I são novos. Estes também são assunto desta invenção.
(f«A)
Tabela A N° R1 R2 R3 R4 X Y A-l ch3 2,2-diclorociclopropilo H Cl Cl A-2 ch3 2,2-dibromociclopropilo H Cl Cl A-3 ch3 ch3 ch3 ch3 Cl Cl A-4 ch3 ch2ch3 ch3 ch3 Cl Cl A-5 ch3 2,2-diclorociclopropilo ch3 Cl Cl A—6 ch3 2,2-dibromociclopropilo ch3 Cl Cl A-7 ch3 2,2-diclorociclopropilo H Br Br A-8 ch3 2,2-dibromociclopropilo H Br Br A-9 ch3 ch3 ch3 ch3 Br Br A-10 ch3 ch2ch3 ch3 ch3 Br Br A-l 1 ch3 2,2-diclorociclopropilo ch3 Br Br A-12 ch3 2,2-dibromociclopropilo ch3 Br Br A-13 ch2ch3 2,2-diclorociclopropilo H Cl Cl A-l 4 ch2ch3 2,2-dibromociclopropilo H Cl Cl A-15 ch2ch3 ch3 ch3 ch3 Cl Cl A-16 ch2ch3 ch2ch3 ch3 ch3 Cl Cl A-l 7 ch2ch3 2,2-diclorociclopropilo ch3 Cl Cl A-18 ch2ch3 2,2-dibromociclopropilo ch3 Cl Cl A-19 ch2ch3 2,2-diclorociclopropilo H Br Br A-20 ch2ch3 2,2-dibromociclopropilo H Br Br A-21 ch2ch3 ch3 ch3 ch3 Br Br A-22 ch2ch3 ch2ch3 ch3 ch3 Br Br A-23 ch2ch3 2,2-diclorociclopropilo ch3 Br Br A-2 4 ch2ch3 2,2-dibromociclopropilo ch3 Br Br A-25 ch2ch2ch3 2,2-diclorociclopropilo H Cl Cl A-26 ch2ch2ch3 2,2-dibromociclopropilo H Cl Cl A-2 7 ch2ch2ch3 ch3 ch3 ch3 Cl Cl A-28 ch2ch2ch3 ch2ch3 ch3 ch3 Cl Cl A-29 ch2ch2ch3 2,2-diclorociclopropilo ch3 Cl Cl A-30 ch2ch2ch3 2,2-dibromociclopropilo ch3 Cl Cl A-31 ch2ch2ch3 2,2-diclorociclopropilo H Br Br A-32 ch2ch2ch3 2,2-dibromociclopropilo H Br Br A-33 ch2ch2ch3 ch3 ch3 Br Br Br A-3 4 ch2ch2ch3 ch2ch3 ch3 ch3 Br Br A-35 ch2ch2ch3 2,2-diclorociclopropilo ch3 Br Br A-36 ch2ch2ch3 2,2-dibromociclopropilo ch3 Br Br 19 A-37 CH3H5 2,2-diclorociclopropilo H Cl Cl A-38 CH3H5 2,2-dibromociclopropilo H Cl Cl A-39 CH3H5 ch3 ch3 ch3 Cl Cl A-40 CH3H5 ch2ch3 ch3 ch3 Cl Cl A-41 CH3H5 2,2-diclorociclopropilo ch3 Cl Cl A-42 CH3H5 2,2-dibromociclopropilo ch3 Cl Cl A-43 CH3H5 2,2-diclorociclopropilo H Br Br A-44 CH3H5 2,2-dibromociclopropilo H Br Br A-45 CH3H5 ch3 ch3 ch3 Br Br A-46 CH3H5 CH2CH3 ch3 ch3 Br Br A-47 CH3H5 2,2-diclorociclopropilo ch3 Br Br A-48 CH3H5 2,2-dibromociclopropilo ch3 Br Br A-49 CH2OCH3 2,2-diclorociclopropilo H Cl Cl A-50 CH2OCH3 2,2-dibromociclopropilo H Cl Cl A-51 CH2OCH3 ch3 ch3 ch3 Cl Cl A-52 CH2OCH3 CH2CH3 ch3 ch3 Cl Cl A-53 CH2OCH3 2,2-diclorociclopropilo ch3 Cl Cl A-54 CH2OCH3 2,2-dibromociclopropilo ch3 Cl Cl A-55 CH2OCH3 2,2-diclorociclopropilo H Br Br A-56 CH2OCH3 2,2-dibromociclopropilo H Br Br A-57 CH2OCH3 ch3 ch3 ch3 Br Br A-58 CH2OCH3 CH2CH3 ch3 ch3 Br Br A-59 CH2OCH3 2,2-diclorociclopropilo ch3 Br Br A-60 CH2OCH3 2,2-dibromociclopropilo ch3 Br Br A-61 CH2OCH2CH3 2,2-diclorociclopropilo H Cl Cl A-62 CH2OCH2CH3 2,2-dibromociclopropilo H Cl Cl A-63 ch2och2ch3 ch3 ch3 ch3 Cl Cl A-6 4 ch2och2ch3 CH2CH3 ch3 ch3 Cl Cl A-65 ch2och2ch3 2,2-diclorociclopropilo ch3 Cl Cl A-6 6 ch2och2ch3 2,2-dibromociclopropilo ch3 Cl Cl A-6 7 ch2och2ch3 2,2-diclorociclopropilo H Br Br A-68 ch2och2ch3 2,2-dibromociclopropilo H Br Br A-69 ch2och2ch3 ch3 ch3 ch3 Br Br A-70 ch2och2ch3 ch2ch3 ch3 ch3 Br Br A-71 ch2och2ch3 2,2-diclorociclopropilo ch3 Br Br A-72 ch2och2ch3 2,2-dibromociclopropilo ch3 Br Br
Para utilização de acordo com a presente invenção, os compostos I podem ser convertidos nas formulações habituais, por exemplo, soluções, emulsões, suspensões, poeiras, pós, pastas e grânulos. A forma de utilização depende da finalidade particular; pretende-se assegurar, em cada caso, uma distribuição fina e uniforme do composto de acordo com a invenção.
As formulações são preparadas de um modo conhecido, por exemplo, estendendo o ingrediente activo com solventes e/ou transportadores, se desejado utilizando emulsionantes e 20 dispersantes. Solventes/auxiliares adequados são essencialmente: água, solventes aromáticos (por exemplo, produtos Solvesso, xileno), parafinas (por exemplo, fracções minerais), álcoois (por exemplo, metanol, butanol, pentanol, álcool benzilico), cetonas (por exemplo, ciclo-hexanona, gama-butirolactona), pirrolidonas (NMP, NOP), acetatos (diacetato de glicol), glicóis, dimetilamidas de ácidos gordos, ácidos gordos e ésteres de ácidos gordos; em principio, também podem utilizar-se misturas de solventes; transportadores, como minerais naturais triturados (por exemplo, caulinos, argilas, talco, giz) e minerais sintéticos triturados (por exemplo, sílica altamente dispersa, silicatos); emulsionantes, como emulsionantes não iónicos e aniónicos (por exemplo, éteres de álcoois gordos de polioxietileno, alquilsulfonatos e arilsulfonatos), e dispersantes, como lixívias residuais de lenhina-sulfito e metilcelulose.
Surfactantes adequados são sais de metais alcalinos, metais alcalino-terrosos e amónio do ácido lenhinassulfónico, ácido naftalenossulfónico, ácido fenolsulfónico, ácido dibutilnaftalenossulfónico, alquilarilsulfonatos, alquil-sulfatos, alquilsulfonatos, sulfatos de álcoois gordos, ácidos gordos e éteres de glicol de álcoois gordos sulfatados, suplementarmente condensados de naftaleno e derivados naftaleno sulfonados com formaldeído, condensados de naftaleno ou do ácido naftalenossulfónico com fenol ©octilfenol, nonilfenol, éteres poliglicólicos de alquilfenilo, éter poliglicólico de tributilfenilo, éter poliglicólico de triestearilfenilo, álcoois de poliéter alquilarílico, condensados de álcool e álcool gordo/óxido 21 de etileno, óleo de rícino etoxilado, éteres de alquilo de polioxietileno, polioxipropileno etoxilado, acetal do éter poliglicólico do álcool laurílico, ésteres de sorbitol, lixívias residuais de lenhina-sulfito e metilcelulose e copolímeros de bloco de óxido de etileno/óxido de propileno.
Substâncias adequadas para a preparação de soluções emulsões, pastas ou dispersões em óleo directamente pulverizáveis são fracções de óleos minerais de ponto de ebulição médio até elevado, como querosene ou diesel, suplementarmente óleos de alcatrão e óleos de origem vegetal ou animal, hidrocarbonetos alifáticos, cíclicos e aromáticos, por exemplo, tolueno, xileno, parafina, tetra-hidronaftaleno, naftalenos alquilados ou seus derivados, metanol, etanol, propanol, butanol, ciclo-hexanol, ciclo-hexanona, isoforona, solventes fortemente polares, por exemplo, dimetilsulfóxido, N-metilpirrolidona e água.
Podem preparar-se pós, materiais para espalhamento e poeiras misturando ou triturando concomitantemente as substâncias activas com um transportador sólido.
Podem preparar-se grânulos, por exemplo, grânulos revestidos, grânulos impregnados e grânulos homogéneos, ligando os ingredientes activos a transportadores sólidos. Exemplos de transportadores sólidos são terras minerais, como sílica géis, silicatos, talco, caulino, terra fuller, pedra de cal, cal, giz, argila aluminosa ou ferruginosa, loesse, argila, dolomite, terra diatomácea, sulfato de cálcio, sulfato de magnésio, óxido de magnésio, materiais sintéticos triturados, fertilizantes, tais como, por exemplo, sulfato de amónio, fosfato de amónio, nitrato de amónio, ureias e produtos de origem vegetal, como farinha 22 cereal, farinha de casca de árvore, farinha de madeira e farinha de casca de noz, pós de celulose e outros transportadores sólidos.
Em geral, as formulações compreendem desde 0,01 até 95% por peso, preferivelmente desde 0,1 até 90% por peso, do ingrediente activo. Os ingredientes activos são empregues com uma pureza desde 90% até 100%, preferivelmente 95% até 100% (de acordo com o espectro de NMR).
Seguem-se exemplos de formulações. 1. Produtos para diluição com água. A Concentrados solúveis (SL)
Dissolvem-se 10 partes por peso de um composto de acordo com a invenção em água ou num solvente solúvel em água. Alternativamente, adicionam-se humedecedores ou outros auxiliares. O ingrediente activo dissolve-se por diluição com água. B Concentrados dispersáveis (DC)
Dissolvem-se 20 partes por peso de um composto de acordo com a invenção em ciclo-hexanona adicionando um dispersante, por exemplo, polivinilpirrolidona. A diluição com água dá origem a uma dispersão. C Concentrados emulsionáveis (EC)
Dissolvem-se 15 partes por peso de um composto de acordo com a invenção em xileno adicionando dodecilbenzenossulfato de cálcio e etoxilado de óleo de ricino (em cada caso potência de 5%) . A diluição com água dá origem a uma emulsão. 23 D Emulsões (EW, EO)
Dissolvem-se 40 partes por peso de um composto de acordo com a invenção em xileno adicionando dodecilbenzenossulfato de cálcio e etoxilado de óleo de ricino (em cada caso potência de 5%) . Introduz-se esta mistura em água utilizando um emulsificador (Ultraturrax), sendo transformada numa emulsão homogénea. A diluição com água dá origem a uma emulsão. E Suspensões
Num moinho de esferas agitado, moem-se 20 partes por peso de um composto de acordo com a invenção adicionando um dispersante, humedecedores e água ou um solvente orgânico, para dar origem a uma suspensão fina do ingrediente activo. A diluição com água dá origem a uma suspensão estável do ingrediente activo. F Grânulos dispersáveis em água e grânulos solúveis em água (WG)
Trituram-se finamente 50 partes por peso de um composto de acordo com a invenção adicionando dispersantes e humedecedores, e o sistema é transformado em grânulos dispersáveis em água ou solúveis em água utilizando aparatos técnicos (por exemplo, extrusão, torre de pulverização, leito fluidizado). A diluição com água dá origem a uma dispersão ou solução estável do ingrediente activo. G Pós dispersáveis em água e pós solúveis em água (WP, SP)
Trituram-se 75 partes por peso de um composto de acordo com a invenção num moinho de rotor/estator adicionando um dispersante, humedecedores e sílica gel. A diluição com 24 água dá origem a uma dispersão ou solução estável com o ingrediente activo. 2. Produtos a serem aplicados não diluídos H Pós pulverizáveis (DP)
Trituram-se finamente 5 partes por peso de um composto de acordo com a invenção, sendo intimamente misturadas com 95% de caulino finamente dividido. Este procedimento dá origem a um pó pulverizável. I Grânulos (GR, FG, GG, MG)
Trituram-se finamente 0,5 partes por peso de um composto de acordo com a invenção, sendo associadas a 95,5% de transportadores. Métodos correntes consistem em extrusão, secagem por pulverização ou leito fluidizado. Este procedimento dá origem a grânulos a serem aplicados não diluídos. J Soluções ULV (UL)
Dissolvem-se 10 partes por peso de um composto de acordo com a invenção num solvente orgânico, por exemplo, xileno. Este procedimento dá origem a um produto a ser aplicado não diluído.
Os ingredientes activos podem ser utilizados como tal, na forma das suas formulações ou nas formas de utilização preparadas a partir daquelas, por exemplo, na forma de soluções, pós, géis, suspensões ou dispersões directamente pulverizáveis, emulsões, dispersões em óleo, pastas, produtos pulverizáveis, materiais para espalhamento ou grânulos, microcápsulas (CS), grãos ou pastilhas, através de pulverização, atomização, empoeiramento, espalhamento ou derramamento. As formas de utilização dependem inteiramente 25 das finalidades pretendidas; pretende-se assegurar, em cada caso, a distribuição mais fina possivel dos ingredientes activos de acordo com a invenção.
Podem preparar-se formas aquosas de utilização a partir de concentrados de emulsões, pastas ou pós aptos a serem humedecidos (pós pulverizáveis, dispersões em óleo) adicionando água. Para preparar emulsões, pastas ou dispersões em óleo, as substâncias, como tal ou dissolvidas num óleo ou solvente, podem ser homogeneizadas em água através de um humedecedor, agente de adesividade, dispersante ou emulsionante. Alternativamente, é possivel preparar concentrados compostos por substância activa, humedecedor, agente de adesividade, dispersante ou emulsionante e, se apropriado, solvente ou óleo, e esses concentrados são adequados para serem diluídos com água.
As concentrações de ingrediente activo nos produtos prontos a usar podem variar em gamas relativamente amplas. Em geral, vão desde 0,0001 até 10%, preferivelmente desde 0,01 até 1%.
Os ingredientes activos também podem ser utilizados com êxito no processo de volume ultra-baixo (ULV), sendo possível aplicar formulações que compreendam mais de 95% por peso de ingrediente activo, ou mesmo aplicar o ingrediente activo sem aditivos.
Podem adicionar-se vários tipos de óleos, humedecedores, adjuvantes, herbicidas, fungicidas, outros pesticidas ou bactericidas aos ingredientes activos, se apropriado imediatamente antes da utilização. Estes agentes são habitualmente misturados com os agentes de acordo com a invenção numa razão de pesos 1:10 até 10:1. 26
Os compostos de fórmula I são eficazes por contacto directo e indirecto e por ingestão, e também por trofalaxia e transferência. Métodos de aplicação preferidos são métodos de aplicação em massas de água, via solo, fendas e fissuras, pastagens, pilhas de adubo, esgotos, em água, no chão, parede, ou por aplicação por pulverização nos perímetros e isco.
De acordo com uma especificação preferida da invenção, os compostos de fórmula I são empregues via aplicação no solo. A aplicação no solo é especialmente favorável para utilização contra formigas, térmitas, vespas, grilos ou baratas.
De acordo com outra especificação preferida da invenção, para utilização contra parasitas que não atacam culturas, como formigas, térmitas, vespas, moscas, mosquitos, grilos, acrídios, baratas e tesourinhas, os compostos de fórmula I são preparados numa formulação de isco. 0 isco pode ser uma preparação líquida, sólida ou semi-sólida (por exemplo, um gel). Podem preparar-se iscos sólidos em várias configurações e formas adequados para a aplicação respectiva, por exemplo, grânulos, blocos, barras, discos. Com os iscos líquidos podem encher-se vários dispositivos para assegurar uma aplicação apropriada, por exemplo, recipientes abertos, dispositivos de pulverização, fontes de gotículas ou fontes de evaporação. Os géis podem basear-se em matrizes aquosas ou oleosas e podem ser formulados para necessidades particulares em termos de características de adesividade, retenção de humidade ou envelhecimento. 27 0 isco empregue na composição é um produto que é suficientemente atractivo para incitar insectos, como formigas, térmitas, vespas, moscas, mosquitos, grilos, etc., a comê-lo. Este agente atractivo pode ser escolhido de entre estimulantes de alimentação ou paraferomonas e/ou feromonas sexuais. Estimulantes de alimentação adequados são escolhidos, por exemplo, de entre proteínas animais e/ou vegetais (farinha de carne, peixe ou sangue, partes de insectos, pó de grilos, gema de ovo), de gorduras e óleos de origem animal e/ou vegetal, ou mono-, oligo- ou poliorganossacáridos, especialmente de sucrose, lactose, frutose, dextrose, glucose, amido, pectina ou mesmo melaço ou mel, ou de sais tais como sulfato de amónio, carbonato de amónio ou acetato de amónio. Partes frescas ou em deterioração de frutas, culturas, plantas, animais, insectos ou partes especificas destes também podem servir como estimulante de alimentação. É conhecido que as feromonas são mais especificas para insectos. Feromonas especificas estão descritas na literatura e são conhecidas dos experimentados na área.
Formulações de compostos de fórmula I tais como aerossóis (por exemplo, em latas de pulverização), pulverizações oleosas ou pulverizações com bomba são altamente adequadas para o utilizador não profissional para controlar parasitas como moscas, pulgas, carrapatos, mosquitos, acridios ou baratas. Formulações em aerossol são preferivelmente compostas pelo composto activo, solventes, tais como álcoois de cadeia curta (por exemplo, metanol, etanol, propanol, butanol), cetonas (por exemplo, acetona, metiletilcetona), hidrocarbonetos de parafina (por exemplo, querosenes) com gamas de ebulição de aproximadamente 50 até 250°C, dimetilformamida, N-metilpirrolidona, dimetil- 28 sulfóxido, hidrocarbonetos aromáticos, como tolueno, xileno, água, suplementarmente auxiliares, tais como emulsionantes, como mono-oleato de sorbitol, etoxilato de oleilo com 3-7 moles de óxido de etileno, etoxilato de álcoois gordos, essências de perfume, como óleos etéreos, ésteres de ácidos gordos intermédios com álcoois de cadeia curta, compostos aromáticos de carbonilo, se apropriado estabilizadores, como benzoato de sódio, surfactantes anfotéricos, epóxidos de cadeia curta, ortoformato de trietilo e, se necessário, impulsores, como propano, butano, azoto, ar comprimido, éter dimetilico, dióxido de carbono, óxido nitroso, ou misturas destes gases.
As formulações de pulverização oleosas diferem das formulações em aerossol por não serem utilizados impulsores.
Os compostos de fórmula I e suas composições respectivas também podem ser utilizados em espirais insectifugas e espirais de fumigação, cartuchos fumigenos, placas vaporizadoras, vaporizadores de longa duração ou outros sistemas vaporizadores independentes do calor. Métodos para controlar doenças infecciosas transmitidas por insectos (por exemplo, malária, dengue e febre-amarela, filariase linfática e leishmaníase) com compostos de fórmula I e suas composições respectivas também compreendem tratar superfícies de cabanas e casas, pulverização aérea e impregnação de cortinas, tendas, peças de vestuário, redes de dormir de protecção contra insectos, armadilhas para a mosca tsé-tsé ou afins. Composições insecticidas para aplicação em fibras, tecidos, artigos de malha, não-tecidos, materiais de rede ou lâminas metálicas e lonas compreendem preferivelmente uma mistura que inclui o 29 insecticida, opcionalmente um repelente e pelo menos um aglutinante. A impregnação de cortinas e redes de dormir de protecção contra insectos é maioritariamente feita mergulhando o material têxtil em emulsões ou dispersões do insecticida ou pulverizando-as nas redes. A lista seguinte de pesticidas, com os quais podem ser utilizados os compostos de acordo com a invenção, destina-se a ilustrar as combinações possíveis, mas não a impor qualquer limitação.
Organofosfatos: Acefato, Azinfos-metilo, Clorpirifos, Clorfenvinfos, Diazinão, Diclorvos, Dicrotofos, Dimetoato, Dissulfotão, Etião, Fenitrotião, Fentião, Isoxatião, Malatião, Metamidofos, Metidatião, Metil-Paratião, Mevinfos, Monocrotofos, Oxidimetão-metilo, Paraoxão, Paratião, Fentoato, Fosalona, Fosmete, Fosfamidão, Forato, Foxime, Pirimifos-metilo, Profenofos, Protiofos, Sulprofos, Terbufos, Triazofos, Triclorfão;
Carbamatos: Alanicarbe, Benfuracarbe, Carbaril, Carbossulfano, Fenoxicarbe, Furatiocarbe, Indoxacarbe, Metiocarbe, Metomil, Oxamil, Pirimicarbe, Propoxur, Tiodicarbe, Triazamato;
Piretróides: Bifentrina, Ciflutrina, Cipermetrina, alfa-Cipermetrina, Deltametrina, Esfenvalerato, Etofenprox, Fenepropatrina, Fenvalerato, Cialotrina, Lambda-Cialotrina, Permetrina, Silafluofen, Tau-Fluvalinato, Teflutrina, Tralometrina, Zeta-Cipermetrina; 30
Reguladores do crescimento de artrópodes: a) inibidores da síntese de quitina: benzoilureias: Clorfluazurão;
Diflubenzurão, Flucicloxurão, Flufenoxurão, Hexaflumurão, Lufenurão, Novalurão, Teflubenzurão, Triflumurão, Buprofezina, Diofenolão, Hexitiazox, Etoxazol,
Clofentezina; b) antagonistas da ecdisona: Halofenozida, Metoxifenozida, Tebufenozida; c) juvenóides: Piriproxifen,
Metopreno, Fenoxicarbe; d) inibidores da biossíntese de lípidos: Espirodiclofeno;
Neonicotinóides: Acetamiprida, Clotianidina, Flonicamida, Imidacloprida, Nitempiram, Tiacloprida, Tiametoxame; Vários: Abamectina, Acequinocil, Amitraz, Azadiractina, Bifenazato, Bacillus thuringiensis, Bacillus subtilis, Cartape, Clorfenapir, Clordimeforme, Ciromazina, Diafentiurão, Dinotefurano, Diofenolão, Emamectina,
Endossulfano, Etiprole, Fenazaquina, Fipronil, Formetanato, Formetanato cloridrato, Hidrametilnão, Indoxacarbe, 4-{(2 Z)—2 —({[4-(trifluorometoxi)anilino]carbonil}hidrazono)-2-[3-(trifluorometil)fenil]etil}benzonitrilo, Piridabeno, Pimetrozina, Espinosade, Enxofre, Tebufenepirade e Tiociclame.
Os insectos podem ser controlados contactando o parasita/praga alvo, a sua fonte de alimentos, habitat, área de procriação ou o seu locus com uma quantidade pesticidamente eficaz de compostos ou de composições de fórmula I. "Locus" significa um habitat, área de procriação, solo, área, material ou meio ambiente em que uma praga ou parasita cresce ou pode crescer. 31
Em geral, "quantidade pesticidamente eficaz" significa a quantidade de ingrediente activo necessária para atingir um efeito observável sobre o crescimento, incluindo os efeitos de necrose, morte, retardamento, prevenção e remoção, destruição ou diminuição por qualquer outra forma da ocorrência e actividade do organismo alvo. A quantidade pesticidamente eficaz pode variar para os vários compostos/composições utilizados na invenção. Uma quantidade pesticidamente eficaz das composições também irá variar de acordo com as condições existentes, como efeito pesticida e duração desejados, clima, espécie-alvo, locus, modo de aplicação e afins.
Os compostos de fórmula I e suas composições podem ser utilizados para proteger materiais de madeira, como árvores, tapumes, dormentes, etc., e edifícios, como casas, telheiros, fábricas, mas também materiais de construção, mobílias, couros, fibras, artigos de vinilo, fios e cabos eléctricos, etc., contra formigas e/ou térmitas, e para controlar formigas e térmitas para que não sejam nocivas para culturas ou seres humanos (por exemplo, quando os parasitas invadem casas e instalações públicas). Os compostos de fórmula I são aplicados não só na superfície do solo envolvente ou no solo debaixo do soalho, para proteger materiais de madeira, mas também podem ser aplicados em artigos de madeira serrada, como superfícies do cimento debaixo do soalho, postes de alcovas, vigas, contraplacados, mobílias, etc., artigos de madeira, como painéis de partículas, semi-painéis, etc., e artigos de vinilo, como fios eléctricos revestidos, folhas de vinilo, materiais de isolamento térmico, como espumas de estireno, etc. No caso de aplicação contra formigas que sejam nocivas para culturas ou seres humanos, a composição de controlo de formigas da presente invenção é aplicada directamente no 32 ninho das formigas ou em seu redor ou via contacto com um isco.
Os compostos ou composições da invenção também podem ser aplicados preventivamente em locais onde é esperada a ocorrência dos parasitas.
No caso de tratamento do solo ou de aplicação no local de habitação ou ninho dos parasitas, a quantidade de ingrediente activo varia desde 0,0001 até 500 g por 100 m2, preferivelmente desde 0,001 até 20 g por 100 m2. O tratamento do solo contra térmitas (Isoptera) é uma especificação especialmente preferida da presente invenção.
As taxas habituais de aplicação na protecção de materiais são, por exemplo, desde 0,01 g até 1000 g de composto activo por m2 de material tratado, desejavelmente desde 0,1 g até 50 g por m2.
Composições insecticidas para utilização na impregnação de materiais contêm, tipicamente, desde 0,001 até 95% por peso, preferivelmente desde 0,1 até 45% por peso e mais preferivelmente desde 1 até 25% por peso de pelo menos um repelente e/ou insecticida.
Para utilização em composições de isco, o teor tipico de ingrediente activo vai desde cerca de 0,0001% por peso até 15% por peso, desejavelmente desde 0,001% por peso até 5% por peso de composto activo. A composição utilizada também pode compreender outros aditivos, como um solvente do material activo, um agente aromatizante, um agente conservante, um corante ou um agente amargo. A sua capacidade de atracção também pode ser intensificada por uma cor, forma ou textura especial. 33
Para utilização em composições de pulverização, o teor de ingrediente activo vai desde 0,001 até 80% por peso, preferivelmente desde 0,01 até 50% por peso e muito preferivelmente desde 0,01 até 15% por peso.
Exemplos de acção contra parasitas
Metodologia de Teste 1. Actividade contra a formiga argentina, formiga ceifeira, formiga acrobática, formiga carpinteira, formiga-de-fogo, mosca doméstica, mosca-dos-estábulos, mosca da carne, mosquito da febre-amarela, mosquito doméstico, mosquito da malária, barata alemã, pulga do gato e carrapato do cão via contacto com vidro.
Trataram-se frascos de vidro (frascos de cintilação de 20 ml) com 0,5 ml de uma solução de ingrediente activo em acetona. Cada frasco foi submetido a rotação sem tampa durante cerca de 10 minutos para permitir que o i.a. revestisse completamente o frasco e para permitir a secagem completa da acetona. Colocaram-se em cada frasco os insectos ou carrapatos. Mantiveram-se os frascos a 22°C, tendo sido observados quanto aos efeitos do tratamento em vários intervalos de tempo. Os resultados estão apresentados na Tabela I. 2. Actividade contra a formiga argentina, formiga acrobática, formiga carpinteira, formiga-de-fogo e térmita subterrânea oriental via contacto com solo.
Para formigas, os testes foram conduzidos em placas de Petri. Distribuiu-se nas placas uma camada fina de agar 1% 34 e espalhou-se sobre o agar solo arenoso da Florida (5 g para as placas pequenas e 11 g para as placas maiores). O ingrediente activo foi dissolvido em acetona e distribuído sobre a areia. As placas foram ventiladas, para evaporar a acetona, foram infestadas com formigas e tapadas. Colocou-se em cada placa uma solução de mel em água 20%. As placas foram mantidas a 22°C, tendo-se observado os resultados da mortalidade em vários intervalos de tempo.
Para térmitas, distribuiu-se em placas de Petri uma camada fina de agar 1%. Espalhou-se sobre o agar uma camada fina de solo pré-tratado. Para o tratamento do solo, o ingrediente activo foi diluído em acetona, numa base por peso, e foi incorporado em 100 g de solo. O solo foi colocado num frasco de vidro e foi ventilado durante 48 horas. Ajustou-se o nível de humidade do solo para a capacidade de campo adicionando 7 ml de água. Introduziram-se em cada placa térmitas obreiras. Passado 1 dia, colocou-se em cada placa um pequeno pedaço de papel de filtro, como fonte de alimento, e adicionou-se mais água consoante o necessário para manter a humidade do solo. Mantiveram-se as placas de teste numa incubadora escura a 25°C e aproximadamente 80% de humidade relativa. Observaram-se diariamente as térmitas quanto à mortalidade (mortas ou incapazes de permanecerem de pé ou exibindo apenas movimentos fracos). Os resultados estão apresentados na Tabela I. 3. Actividade contra a formiga argentina, formiga acrobática, formiga carpinteira, formiga-de-fogo, mosca doméstica, térmita subterrânea oriental, térmita subterrânea Formosan e barata alemã via isco. 35
Para a formiga argentina, formiga acrobática e formiga carpinteira, os testes foram conduzidos em placas de Petri. As formigas receberam uma fonte de água e depois foram privadas de fonte de alimento durante 24 horas. Prepararam-se os iscos com soluções mel/água 20% ou ração de gato triturada. Adicionou-se ao isco o ingrediente activo em acetona. Adicionaram-se a cada placa 0,2 ml de solução de mel em água tratada ou 150 mg de ração de gato tratada, colocados numa tampa. As placas foram recobertas e mantidas a uma temperatura de 22°C. Observaram-se diariamente as formigas quanto à mortalidade. Os resultados estão apresentados na Tabela I.
Para as formigas-de-fogo utilizou-se grão de milho desfeito como matriz do isco. Preparou-se o isco de grãos de milho desfeitos utilizando uma mistura de grãos de milho desfeitos sem gordura (80%), óleo de soja (19,9%), acetona e o ingrediente activo (0,1%). Colocou-se nas placas de Petri uma fonte de água. Colocaram-se em cada placa adultos da formiga-de-fogo. No dia seguinte, colocaram-se nas placas 250 mg de isco em recipientes de isco. Observaram-se diariamente as formigas quanto à mortalidade. Os resultados estão apresentados na Tabela I.
Para moscas domésticas, conduziram-se testes de isco com adultos de idades 2-5 dias pós-emergência. Aplicou- se o ingrediente activo em acetona numa matriz de isco que consistiu numa mistura 1:1 de leite em pó e açúcar, que depois se deixou secar. Conduziram-se ensaios em frascos de vidro com 250 mg de isco numa vasilha colocada no fundo de cada frasco de vidro. Colocaram-se moscas domésticas nos frascos de vidro com isco, que foram tapados. Os frascos de vidro de teste foram mantidos a 22°C. Observaram-se os frascos de vidro de teste às 4 horas após o tratamento de 36 extermínio (morte mais morbidez (incapazes de permanecer de pé)). Os resultados estão apresentados na Tabela I.
Para térmitas, aplicou-se ingrediente activo em acetona em papéis de filtro. Calcularam-se as % de i.a. com base no peso dos papéis de filtro. Só se aplicou acetona em controlos não tratados. Os papéis tratados foram ventilados, para evaporar a acetona, foram humedecidos com ml de água e colocados em placas de Petri com areia. Adicionou-se água durante o teste consoante o necessário. Conduziram-se bioensaios com um filtro tratado e cerca de 30 térmitas obreiras por placa de teste. As placas de teste foram mantidas a 25°C e aproximadamente 85% de humidade relativa e foram observadas diariamente quanto à mortalidade (insectos mortos ou moribundos) ou intoxicação. Removeram-se diariamente os insectos mortos ou moribundos. Os resultados estão apresentados na Tabela I.
Para baratas, utilizaram-se caixas de plástico de baratas com tampa ventilada como arenas de teste. Os 3-4 cm superiores das arenas foram tratados com vaselina e óleo mineral, para evitar que as baratas fugissem. Forneceu-se água consoante o necessário. Preparou-se o isco utilizando ração de gato triturada e incorporando o ingrediente activo em acetona numa razão de pesos. Deixou-se secar a ração tratada. As baratas foram colocadas nas caixas e jejuaram durante 24 horas antes da introdução do isco. Colocaram-se num recipiente de pesagem 0,03 gramas de isco por caixa. As caixas foram mantidas a 22°C e foram observadas diariamente quanto à mortalidade das baratas. Os resultados estão apresentados na Tabela I. 37 4. Actividade contra larvas do mosquito da febre-amarela, mosquito doméstico do sul e mosquito da malária via tratamento de água.
Utilizaram-se placas com cavidades como arenas de teste. O ingrediente activo foi dissolvido em acetona e diluído com água, para obter as concentrações necessárias. Colocaram-se em cada cavidade as soluções finais, que continham aproximadamente 1% de acetona. Adicionaram-se a cada cavidade aproximadamente 10 larvas de mosquitos (4o instar) em 1 ml de água. Alimentaram-se as larvas com uma gota de pó de fígado por dia. As placas foram tapadas e mantidas a 22°C. Registou-se a mortalidade diariamente e as larvas mortas e crisálidas vivas ou mortas foram removidas diariamente. No final do teste, registaram-se as larvas vivas e calculou-se a percentagem de mortalidade. Os resultados estão apresentados na Tabela I.
Cada teste foi repetido pelo menos três vezes.
Resultados
Os testes conduzidos com compostos de fórmula 1-1 e 1-2 apresentaram os resultados seguintes.
Tabela I. Actividade contra várias espécies
Nome Comum do Parasita Nome Latim do Parasita Taxa Dias ou Horas até atingir 100% de mortalidade Actividade via contacto com vidro formiga argentina Linepithema humile 10 ppm 1-2 dias formiga ceifeira Pogonomyrmex californicus 10 ppm 2-3 dias formiga acrobática Crematogaster spp. 10 ppm 1-2 dias formiga carpinteira Camponotus floridanus 10 ppm 1 dia 38 formiga-de-fogo; Solenopsis invicta 10 ppm 4 horas mosca doméstica Musca domestica 10 ppm 4 horas mosca-dos-estábulos Stomoxys calcitrans 10 ppm 4 horas mosca da carne Sarcophaga sp. 10 ppm 4 horas mosquito da febre-amarela Aedes aegypti 10 ppm 4 horas mosquito doméstico Culex quinquefasciatus 0.5 ppm 4 horas mosquito da malária Anopheles albimanus 1 ppm 1 dia barata alemã Blattella germanica 100 ppm 5-24 horas pulga do gato Ctenocephalides felis 100 ppm 2 dias carrapato do cão Rhipicephalus sanguineus 10 ppm 3-5 dias Actividade via contacto com solo formiga argentina Linepithema humile 0.1 %p 1-2 dias formiga acrobática Crematogaster spp. 0.01%p 2 dias formiga carpinteira Camponotus floridanus 0.01%p 1 dia formiga-de-fogo Solenopsis invicta 0.01%p 1 dia térmita subterrânea Reticulitermes flavipes 0.005%p 1-3 dias Actividade via isco formiga argentina Linepithema humile 1.0%p 2-3 dias formiga acrobática Crematogaster spp. 1.5%p 6-7 dias formiga carpinteira Camponotus floridanus 2.0%p 1-3 dias formiga-de-fogo Solenopsis invicta 0.7%p 3 dias mosca doméstica Musca domestica 0 . l%p 3 horas térmita subterrânea Reticulitermes flavipes 0 . l%p 1-2 dias térmita Formosan Coptotermes formosanus 0 . l%p 5 dias barata alemã Blattella germanica 0.3%p 1-2 dias Actividade via tratamento de água mosquito da febre-amarela Aedes aegypti 10 ppm 2 dias mosquito doméstico Culex quinquefasciatus 10 ppm 1 dia mosquito da malária Anopheles albimanus 1.0 ppm 1 dia
Lisboa, 2 de Maio de 2007.
Claims (13)
1 REIVINDICAÇÕES 1. Utilização de compostos de fórmula I:
em que: W é cloro ou trifluorometilo; X e Y, cada um independentemente, são cloro ou bromo; R1 é Ci-C6-alquilo, C3-C6-alcenilo, C3-C6-alcinilo ou C3-Cê-cicloalquilo que pode estar substituído com 1 até 3 átomos de halogéneo, ou C2-C4-alquilo que está substituído com Ci-C4-alcoxi; R2 e R1 são Ci-C6-alquilo ou podem ser tomados em conjunto para formar C3-C6-cicloalquilo que pode não estar substituído ou estar substituído com 1 até 3 átomos de halogéneo; R2 é hidrogénio ou Ci-C6-alquilo, ou respectivos enantiómeros ou sais, para combater parasitas que não atacam culturas.
2. Utilização de acordo com a Reivindicação 1, em que os parasitas que não atacam culturas são seleccionados do grupo que consiste nas classes Chilopoda e Diplopoda e nas ordens Isoptera, Diptera, Blattaria (Blattodea), Dermaptera, Hemiptera, Hymenoptera, Orthoptera, Siphonaptera, Thysanura, Phthiraptera, Araneida, Parasitiformes e Acaridida. 1 Utilização de acordo com as Reivindicações 1 ou 2, em 2 que os parasitas que não atacam culturas são seleccionados do grupo que consiste nas ordens 2 Isoptera, Blattaria (Blattodea), Diptera, Hymenoptera, Siphonaptera, Orthoptera e Ixodida.
4. Utilização dos compostos de fórmula I como definidos na Reivindicação 1 para a protecção de materiais orgânicos não vivos.
5. Utilização de acordo com a Reivindicação 4 para a protecção de materiais orgânicos não vivos contra parasitas que não atacam culturas seleccionados do grupo que consiste na classe Díplopoda e nas ordens Isoptera, Diptera, Blattaria (Blattodea), Dermaptera, Hemiptera, Hymenoptera, Orthoptera e Thysanura.
6. Utilização de acordo com as Reivindicações 1 até 5, em que o composto de fórmula I é um composto de fórmula I-1. j
ÇH,
7. Utilização de acordo com as Reivindicações 1 até 5, em que o composto de fórmula I é um composto de fórmula I-2.
8. Método para controlar parasitas que não atacam culturas, que compreende contactar os parasitas ou a sua fonte de alimento, habitat, locais de procriação ou 3 seu locus com uma quantidade pesticidamente eficaz de um composto de fórmula I como definido nas Reivindicações 1, 6 ou 7.
9. Método de acordo com a Reivindicação 8, em que os parasitas que não atacam culturas são seleccionados do grupo que consiste nas classes Chilopoda e Diplopoda e nas ordens Isoptera, Diptera, Blattaria {Blattodea), Dermaptera, Hemiptera, Hymenoptera, Orthoptera, Siphonaptera, Thysanura, Phthiraptera, Araneida, Parasitiformes e Acaridida.
10. Método de acordo com as Reivindicações 8 ou 9, em que os parasitas que não atacam culturas são seleccionados do grupo que consiste nas ordens Isoptera, Blattaria {Blattodea), Diptera, Hymenoptera, Siphonaptera, Orthoptera e Ixodida.
11. Método para a protecção de materiais orgânicos não vivos contra parasitas que não atacam culturas seleccionados do grupo que consiste na classe Diplopoda e nas ordens isoptera, Diptera, Blattaria {Blattodea), Dermaptera, Hemiptera, Hymenoptera, Orthoptera e Thysanura, que compreende contactar os parasitas ou a sua fonte de alimento, habitat, locais de procriação, o seu locus ou os materiais orgânicos não vivos com uma quantidade pesticidamente eficaz de um composto de fórmula I como definido nas Reivindicações 1, 6 ou 7.
12. Método para a protecção de animais contra parasitas que não atacam culturas seleccionados do grupo que consiste na classe Chilopoda e nas ordens Araneida, Hemiptera, Diptera, Phthiraptera, Siphonaptera, Parasitiformes e Acaridida, que compreende o tratamento dos parasitas em massas de água e/ou em e em redor de edifícios com uma 4 quantidade pesticidamente eficaz de um composto de fórmula I como definido nas Reivindicações 1, 6 ou 7.
13. Método de acordo com a Reivindicação 12, em que os parasitas que não atacam culturas são seleccionados do grupo que consiste nas ordens Diptera, Phthiraptera, Siphonaptera e Parasitiformes.
14. Composição de isco que compreende quantidade pesticidamente eficaz de um composto de fórmula I como definido nas Reivindicações 1, 6 ou 7 e um agente de atracção. Lisboa, 2 de Maio de 2007.
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