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BRPI0905200A2 - produção de biolubrificantes derivados do óleo de mamona - Google Patents

produção de biolubrificantes derivados do óleo de mamona Download PDF

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BRPI0905200A2
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BR
Brazil
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production
synthetic
biolubricants
acid
ricinoleic acid
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English (en)
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Silva Jose Andre Cavalcanti Da
Emerson Meyer
Icaro De Sousa Moreira
Luna Francisco Murilo Tavares De
Celio Loureiro Cavalcante Jr
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Petroleo Brasileiro Sa
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Abstract

PRODUçãO DE BIOLUBRIFICANTES DERIVADOS DO óLEO DE MAMONA é apresentado um processo para a produção de biolubrificantes a partir do produto de hidrólise do óleo de mamona, através de uma reação de esterificação do ácido ricinoléico com um monoálcool, podendo ser seguida de redução da dupla ligação do ricinoleato de alquila e posterior encapamento do éster do ácido ricinoléico com anidrido de ácido carboxílico, para a obtenção dos respectivos estolídeos, que são importantes no uso como fluidos hidráulicos para tratores, compressores e motosserras. Os estolídeos obtidos por esse processo constituem biolubrificantes sintéticos com excelentes propriedades de estabilidade à oxidação e fluidez a baixas temperaturas, e, com alto valor agregado.

Description

PRODUÇÃO DE BIOLUBRIFICANTES DERIVADOS DO ÓLEO DEMAMONA
CAMPO DA INVENÇÃO
A presente invenção refere-se a um processo para a produção debiolubrificantes sintéticos, usados como fluidos hidráulicos, maisespecificamente a presente invenção refere-se a um processo para aprodução de biolubrificantes sintéticos a partir do produto da hidrólise doóleo de mamona que é constituído principalmente de ácido ricinoléico.
FUNDAMENTOS DA INVENÇÃO
Os primeiros óleos lubrificantes conhecidos utilizados foram os óleosde origem animal e vegetal. No século XIX, esses óleos foramgradualmente substituídos por lubrificantes derivados do petróleo,denominados óleos minerais. Estes últimos, por sua vez, estão sendogradualmente substituídos, na última década, por óleos sintéticosbiodegradáveis.
O potencial poluidor do óleo mineral é extremamente preocupante.Apenas 1 litro de óleo mineral é capaz de tornar impróprio para o consumo1 milhão de litros de água; já os óleos vegetais possuem umabiodegradabilidade em torno de 99%, enquanto que nos minerais estevalor é de apenas 20%. Essa biodegradabilidade pode ser medida atravésdo ensaio padrão CEC L-33-A-93.
Estima-se que 10% - 50% dos lubrificantes utilizados no mercadomundial são reciclados, e o restante, que representa milhões de toneladas,é irreversivelmente liberado no meio ambiente através de vazamentos,emulsões óleo-água, gases de exaustão de processos, entre outrasformas de liberação para o meio ambiente.
Esta situação pode ser modificada através da substituição dos óleosminerais por lubrificantes sintéticos biodegradáveis. Os ésteres de algunsácidos graxos são excelentes substitutos para óleos minerais usadoscomo lubrificantes. Os ésteres orgânicos provenientes de óleos vegetaisvêm despertando um crescente interesse na indústria de óleos básicoslubrificantes, em função de características, tais como: ponto de fluidez,viscosidade, índice de viscosidade e estabilidade oxidativa; que lhesconferem uma qualidade superior, além de serem provenientes de fontesrenováveis e também serem biodegradáveis.
O uso de produtos de origem vegetal, as ditas: "bases sintéticasvegetais", na indústria de óleos lubrificantes, encontra-se em crescentedesenvolvimento. A maior parte dos lubrificantes mundialmente usados,principalmente os óleos para motores e fluidos hidráulicos, é de origemmineral.
O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de mamona. O principalcomponente do óleo de mamona é o triglicerídeo que contém em suaestrutura o ácido ricinoléico. A hidrólise desse triglicerídeo fornece o ácidoricinoléico, com aproximadamente 85% de pureza. Pode-se assegurar queo óleo de mamona apresenta em sua composição cerca de 90% de ácidoricinoléico, o que o diferencia de todos os outros óleos vegetais. O ácidoricinoléico é um ácido graxo constituído por 18 átomos de carbono quepossui uma dupla ligação no carbono 9 e uma hidroxila no carbono 12.duas etapas sintéticas, o estolídeo derivado.
A patente US 5,378,249 descreve o uso e as propriedades físicas deésteres ou misturas de ésteres e de triésteres de fórmula:
A partir do produto de hidrólise do óleo de mamona se produz emNesses ésteres, o grupamento alquil pode ser ou não ramificado, e osésteres, além de apresentarem biodegradabilidade em torno de 66%, sãousados como óleos para motores de dois tempos.
A patente US 6,117,827 descreve a produção de biolubrificantespartindo de lubrificantes que sofrem uma transesterificação catalisada porenzimas. O produto final é uma mistura de ácidos graxos mono ediinsaturados de cadeias de em torno de 15 -16 carbonos.
Uma tecnologia para produção de lubrificantes básicos sintéticosbiodegradáveis, os chamados biolubrificantes, a partir do produto dehidrólise do óleo de mamona. O ácido ricinoléico contribui paramanutenção do meio ambiente saudável, além de agregar valor a esteóleo.
TÉCNICA RELACIONADA
Um biolubrificante significa um lubrificante que é biodegradável. Emtermos gerais, segundo a literatura, biodegradabilidade significa atendência de um lubrificante ser decomposto e/ou metabolizado pormicroorganismos em um intervalo de até 1 ano através de processosbiológicos naturais em terra carbonácea, gerando água e dióxido decarbono. Quando ela é completa, significa que o lubrificante retornouessencialmente à natureza, e quando é dita parcial, indica que um ou maiscomponentes do lubrificante não é biodegradável.
Alguns dos lubrificantes biodegradáveis são baseados em óleosvegetais puros, não modificados, que apresentam uma biodegradabilidadeem torno de 99%, de acordo com o ensaio padrão CEC L-33-A-93. NaEuropa, predominam os óleos de girassol e de canola que sãotriglicerídeos, ésteres de glicerina e de ácidos graxos de cadeia longa. Oscomponentes ácidos graxos são específicos de cada planta, sendo, porisso, variáveis.
Os ácidos graxos encontrados nos óleos vegetais naturais diferemem tamanho de cadeia e em número de duplas ligações; além disso,grupos funcionais podem estar presentes.
Triglicerídeos naturais são prontamente biodegradáveis e bastanteeficientes como lubrificantes; entretanto, as suas estabilidades térmica,hidrolítica e oxidativa são limitadas. Assim, óleos vegetais puros somentesão utilizados em aplicações com baixa exigência térmica, entretanto,essas desvantagens podem ser superadas com o uso de aditivos, mas abiodegradabilidade, a toxicidade e o preço serão comprometidos, e asmodificações moleculares por meio de sínteses orgânicas se mostramcomo a melhor alternativa para que estas desvantagens sejam eliminadas.
O óleo de mamona, também conhecido no Brasil como óleo derícino, ou internacionalmente como "Castor Oil", é singular em suanatureza, possuindo propriedades químicas e físicas únicas, devido ao fatode possuir em sua composição cerca de 90% de ácido ricinoléico, o que odiferencia de todos os outros óleos vegetais pelo fato de que esse ácidograxo tem mais oxigênio do que os demais, por possuir uma hidroxila nocarbono 12, além de ter uma dupla ligação no carbono 9 de sua cadeia de18 carbonos.
Estas particularidades permitem que o óleo de mamona seja o maisdenso e viscoso de todos os óleos vegetais comumente conhecidos, comviscosidade 10 vezes maior do que a do óleo de girassol, permitindo assimuma enorme versatilidade físico-química dentro do ramo industrial,apresentando, por exemplo, poder de Iubricidade 30% maior que a dosdemais óleos estudados.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
A presente invenção apresenta um processo para a obtenção debiolubrificantes produzidos a partir do produto da hidrólise do óleo demamona, composto de 90% de ácido ricinoléico.
Logo, é um objetivo da presente invenção, a produção debiolubrificantes a partir do produto de hidrólise do óleo de mamonacompreendendo como etapas principais uma reação de esterificação doreferido produto de hidrólise do óleo de mamona, utilizando comocatalisadores ácidos de Lewis, usuais para tais finalidades. O éster obtido,pode ser ou não hidrogenado, tendo a sua dupla ligação no carbono 9reduzida por hidrogenação catalítica. O éster então é enviado para umaterceira etapa de reação, chamada encapamento, que é uma acilaçãocatalisada por uma base nitrogenada, para produzir estolídeos que sãosubstâncias que possuem propriedades lubrificantes.
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO
Para a produção do biolubrificante, o óleo de mamona é hidrolisadoobtendo-se, principalmente, o ácido ricinoléico que é então esterificadocom monoalcoóis, de cadeias contendo de 2 a 8 átomos de carbono napresença de ácidos de Lewis como catalisador.
Esta reação atinge o equilíbrio em poucas horas, quando o álcool eo ácido são aquecidos, na faixa de temperatura de 40°C - 80°C, por umperíodo que pode variar de 12 - 30 horas, sob constante agitação comuma pequena quantidade do ácido de Lewis. Uma vez que a constante deequilíbrio controla a quantidade do éster formado, o uso de excesso dealgum componente, seja do ácido carboxílico ou do álcool, aumenta orendimento em éster. O componente a ser escolhido para uso em excesso,ácido ou álcool, dependerá da sua disponibilidade e do seu custo. Nessecaso preferiu-se usar um excesso do álcool, pois é de mais fácil retiradado meio reacional de modo a purificar o produto obtido, ou seja, o ésterobtido. O rendimento de uma reação de esterificação também pode seraumentado através da remoção de um dos produtos da mistura reacional,como, por exemplo, a água formada.
Os ésteres obtidos sofrem, em seguida, uma reação deencapamento com um anidrido de ácido na presença de uma basenitrogenada, quando por fim se obtém os estolídeos.
Na reação de encapamento é usado anidrido com cadeia carbônicapodendo variar de 2 a 6 carbonos, preferencialmente de 2 a 4 carbonos.Nos estolídeos obtidos foram avaliadas as principais propriedadesfísicas, quais sejam: ponto de fluidez, viscosidade nas temperaturas de40°C e 100°C e o índice de viscosidade. Foi também avaliada aestabilidade oxidativa dos estolídeos obtidos na presença ou não deaditivos em um simulador de bomba rotatória, chamado PetroOxy.
Com base nas suas propriedades físico-químicas, os estolídeos, napresente invenção obtidos e descritos, têm aplicação como fluidoshidráulicos usados em tratores, compressores e motosserras.
No processo da presente invenção se utiliza o óleo de mamona, e asua hidrólise produz o ácido ricinoléico, que sofre uma esterificação. Oéster obtido pode ser hidrogenado ou não, em seguida é reagido comanidrido de ácido carboxílico, formando o citado estolídeo.
Avaliou-se a influência da insaturação, presente no carbono 9 doestolídeo obtido, na estabilidade oxidativa do mesmo. Para essa avaliaçãofoi necessária a introdução de uma etapa de redução na síntese doestolídeo, obtendo-se ao fim da rota sintética, o estolídeo saturado.
Quanto maior o grau de ramificação da molécula deste produto,melhor a fluidez à baixa temperatura, maior a estabilidade hidrolítica emenor o índice de viscosidade (IV). O oposto se verifica em relação acompostos lineares. No caso de duplas ligações, quanto maior asaturação, melhor a estabilidade à oxidação e pior a fluidez.
A reação do ácido ricinoléico com alcoóis selecionados a partir dogrupo que compreende alcoóis que possuam de 2 a 8 átomos de carbono,como por exemplo: o etanol, o isobutanol, o isopentanol, o 2-etii-1-hexanole o 1-octanol, mas não estando a estes limitados, permite a obtenção deésteres dos referidos álcoois, que são importantes precursores de óleoslubrificantes biodegradáveis básicos sintéticos, os ditos biolubrificantessintéticos. A razão molar entre o álcool e o ácido ricinoléico, na reação deesterificação, pode variar de 5:1 a 3:1, podendo-se empregar os alcoóisque contenham cadeia carbônica variando de 2 a 8 átomos de carbono.A reação de esterificação do ácido ricinoléico foi conduzida emreator tipo batelada com agitação mecânica à temperatura entre 40°C e80°C, com monoálcoois de cadeia carbônica contendo número decarbonos na faixa de 2 - 10, e constante agitação, por um período quepode variar de 12 a 30 horas, na presença de uma pequena quantidade deácido de Lewis que funciona como catalisador da reação.
A seguir, os ésteres obtidos são purificados, ou seja, isolados doexcesso de álcool usado, para aumento do rendimento da reação deesterificação, e seguem para uma segunda etapa sintética, qual seja, areação de encapamento que é feita com anidridos de ácido, de cadeiacarbônica na faixa de 2 a 6 carbonos, preferencialmente na faixa de 2 a 4carbonos, como por exemplo, os anidridos acético, propanóico ebutanóico.
A reação de encapamento ocorre na presença de uma basenitrogenada, que funciona como promotor da reação, ou seja, a basenitrogenada catalisa a reação de encapamento.
A reação de encapamento ocorre em atmosfera inerte que pode serconferida pelo uso dos gases nitrogênio ou argônio ou de mistura dessesgases. O encapamento ocorre na faixa de temperatura de 80°C a 120°Cdurante um tempo que pode variar de 12 a 30 horas. Após a mistura atingira temperatura ambiente, a fase orgânica é lavada sucessivas vezes comsoluções ácida e de sais, para retirada do excesso de anidrido de ácido eda base nitrogenada utilizada.
Após as lavagens, o produto da reação, que é o estolídeo obtido, éseco com agente dessecante, seguido da aplicação de pressão reduzidapara remoção de quaisquer impurezas que tenham permanecido neledurante as lavagens, principalmente, traços da água de lavagem.
Os estolídeos assim obtidos foram submetidos à avaliação de suaspropriedades físicas, quais sejam:
- Ponto de Fluidez.- Viscosidade cinemática a 40°C e a 100°C.
- índice de viscosidade.
Foi avaliada também a Estabilidade Oxidativa dos estolídeos obtidosatravés de um simulador de bomba rotatória Petrooxy
Os exemplos a seguir ilustram a síntese de estolideos a partir doácido ricinoléico e mostram características físico-químicas comparativasentre os estolídeos obtidos e os lubrificantes convencionais.
A Estabilidade Oxidativa dos estolídeos fornece uma boa previsãoda qualidade do biolubrificante ou do lubrificante testado. O teste deEstabilidade Oxidativa foi realizado com os estolídeos puros e na presençade pequenas quantidades de aditivos, tais como: butilhidroxianisol (BHA),butilhidroxitolueno (BHT)1 terc-butilhidroquinona (TBHQ), di-tercbutilfenol(DB). Em alguns casos, a Estabilidade Oxidativa alcançada na presençade pequena quantidade do aditivo aumentou bastante essa estabilidade.
A TABELA 1 relaciona os estolídeos testados e citados nas tabelas2, 3 e 4 com suas respectivas estruturas químicas.
TABELA 1
<table>table see original document page 9</column></row><table><table>table see original document page 10</column></row><table>
O processo da presente invenção possibilita a obtenção debiolubrificantes com excelentes propriedades físico-químicas e dedesempenho, utilizando ainda condições de processo mais brandas.Embora a presente invenção tenha sido apresentada através de sua formade realização preferida, é entendido que aqueles usualmente versados natécnica irão perceber que a mesma pode ensejar alterações emodificações, sem se afastar de seu espírito e escopo, representadospelas reivindicações anexas.
EXEMPLO 1
- Esterificação do ácido ricinoléico:
Em um reator tipo batelada, contendo uma solução de um mol deácido ricinoléico e 3 mois de isopentanol, adicionam-se, sob atmosferainerte de nitrogênio e sob agitação constante à temperatura ambiente, 10mL de trifluoreto de boro dietil eterato, BF3Et2O. A mistura é entãoaquecida a 60°C e mantida nessa temperatura por 24 horas, sob agitação.Ao término desse tempo, a mistura reacional é resfriada até a temperaturaambiente.
A mistura reacional é, então, lavada de 3 a 5 vezes, com 100 mL deuma solução aquosa de bicarbonato de sódio na concentração de 5%, ouaté que o pH da fase orgânica lavada, alcance um valor de entre 5 e 6.
A seguir essa fase orgânica lavada é seca acrescentando-se a elauma pequena quantidade de sulfato de sódio anidro e o excesso deisopentanol utilisado, presente no produto obtido, é removido pordestilação a vácuo, obtendo-se um éster com rendimento de 86%.
EXEMPLO 2
- Redução de ésteres do ácido ricinoléico:
A uma solução contendo 0,2 mol do respectivo éster de isopentila,derivado do ácido ricinoléico obtido, diluída em 160 mL de acetato de etila,adicionam-se 200 mg do catalisador de paládio suportado em carbono(PdC) a 10%. A mistura é então posta sob atmosfera de hidrogênio, a umapressão de 50 psi, em um reator Parr, e mantida sob agitação àtemperatura ambiente até que cesse o consumo de hidrogênio, ou seja,até que a pressão se estabilize. O catalisador de paládio suportado emcarbono é então removido por filtração e o acetato de etila, usado comosolvente, é destilado à pressão reduzida, obtendo-se um produtohidrogenado seletivamente na dupla ligação do carbono 9 do éster, com100% de rendimento.
EXEMPLO 3
- Reação de encapamento do ricinoleato de isopentila
Mistura-se 0,2 mol do ricinoleato de isopentila obtido e 0,24 mol doanidrido acético e em seguida adicionam-se 2,0 mL de piridina, sobatmosfera inerte, à temperatura ambiente e sob agitação constante. Amistura reacional é aquecida a 100°C por 24 horas. Após esse tempo amistura reacional é resfriada à temperatura ambiente e a fase orgânica élavada sucessivamente com 3 porções de 100 mL de solução aquosa deácido sulfúrico à 5% p/p e 2 porções de 100 mL de solução aquosasaturada de cloreto de sódio.
Após as lavagens, à fase orgânica obtida é acrescentada umapequena quantidade de sulfato de sódio. Essa mistura sofre umadestilação para remoção de traços de água provenientes dos processos delavagem. Obtém-se o estolídeo com rendimento de 88%.
EXEMPLO 4
Comparação das propriedades dos estolídeos insaturadospurificados com os lubrificantes minerais e fluidos hidráulicos comerciais.Na Tabela 2 são apresentadas as propriedades físico-químicascorrespondentes aos estolídeos insaturados obtidos a partir do ácidoricinoléico.
TABELA 2
<table>table see original document page 12</column></row><table><table>table see original document page 13</column></row><table>
1Ponto de fluidez
2Viscosidade à 40°C
3Viscosidade à 100°C
4Indice de viscosidade calculado
5EstabiIidade Oxidativa: medida através de ensaio padrão ASTM - RPVOT.
EXEMPLO 5
Comparação das propriedades dos estolídeos saturados purificadoscom os lubrificantes minerais e fluidos hidráulicos comerciais.
Na Tabela 3 são apresentadas as propriedades físico-químicascorrespondentes aos estolídeos saturados obtidos a partir do ácidoricinoléico.TABELA 3
<table>table see original document page 14</column></row><table>
1 Pontode fluidez
2 Viscosidade à 40°C
3 Viscosidade à 100°C
4 índice de viscosidade calculado
5 EstabiIidade Oxidativa: medida através de ensaio padrão ASTM - RPVOT
EXEMPLO 6
A Estabilidade Oxidativa de alguns estolídeos foi testada napresença de aditivos.TABELA 4
<table>table see original document page 15</column></row><table>
1 Di-tercbutilfenol
2 Estabilidade Oxidativa: medida através de ensaio padrão ASTM - RPVOT
3 Butilhidroxianisol

Claims (18)

1.- PROCESSO PARA A PRODUÇÃO DE BIOLUBRIFICANTESINTÉTICO, caracterizado por ser produzido a partir da esterificaçãodo produto da hidrólise do óleo de mamona em presença de um álcool,e por o éster assim obtido, ser ou não hidrogenado, sofrer uma reaçãode encapamento na presença de um anidrido de ácido.
2.- PROCESSO PARA A PRODUÇÃO DE BIOLUBRIFICANTESINTÉTICO, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por serproduzido a partir do produto de hidrólise do óleo de mamona quecontém, em sua composição, 75% a 85% do ácido ricinoléico.
3.- PROCESSO PARA A PRODUÇÃO DE BIOLUBRIFICANTESINTÉTICO, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por serproduzido a partir de uma primeira etapa reacional que compreende areação de esterificação do ácido ricinoléico com um monoálcoolpertencendo à família dos monoálcoois que possuem cadeia carbônicavariando de 2 a 10 átomos de carbono, na presença de catalisadoresácidos comercialmente disponíveis para reações de esterificação.
4.- PROCESSO PARA A PRODUÇÃO DE BIOLUBRIFICANTESINTÉTICO, de acordo com a reivindicação 3, caracterizado por aetapa de esterificação do ácido ricinoléico com um monoálcool sercatalisada por catalisadores ácidos, preferencialmente os catalisadoresselecionados a partir do grupo que compreende os trihalogenetos deboro dialquill eteratos, preferivelmente trifluoreto de boro dietil eterato.
5.- PROCESSO PARA A PRODUÇÃO DE BIOLUBRIFICANTESINTÉTICO, de acordo com a reivindicação 3, caracterizado por areação de esterificação do ácido ricinoléico e do monoálcool ocorrer ematmosfera inerte, preferencialmente em atmosfera de nitrogênio, deargônio ou de misturas desses gases.
6.- PROCESSO PARA A PRODUÇÃO DE BIOLUBRIFICANTESINTÉTICO, de acordo com a reivindicação 5, caracterizado por variara proporção de nitrogênio em relação ao argônio, em suas misturas, de 9:1 a 1:9, preferencialmente de 6:4 a 4:6.
7. - PROCESSO PARA PRODUÇÃO DE BIOLUBRIFICANTE SINTÉTICO,de acordo com a reivindicação 3, caracterizado por a reação deesterificação ocorrer na temperatura de 40°C a 120°C,preferencialmente, entre 60°C e 80°C.
8. - PROCESSO PARA PRODUÇÃO DE BIOLUBRIFICANTE SINTÉTICO,de acordo com a reivindicação 3, caracterizado por a reação deesterificação ocorrer com a relação de monoálcool para ácidoricinoléico podendo variar de 8:1 a 1,5:1, preferencialmente de 5:1 a 2:1.
9. - PROCESSO PARA PRODUÇÃO DE BIOLUBRIFICANTE SINTÉTICO,de acordo com a reivindicação 3, caracterizado por a reação deesterificação ocorrer durante o tempo de 3 a 30 horas,preferencialmente, durante o tempo de 10 a 24 horas.
10. - PROCESSO PARA PRODUÇÃO DE BIOLUBRIFICANTESINTÉTICO, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por oproduto da reação de esterificação entre o ácido ricinoléico e omonoálcool sofrer redução da dupla ligação existente entre os carbonos 9 e 10.
11. - PROCESSO PARA PRODUÇÃO DE BIOLUBRIFICANTESINTÉTICO, de acordo com a reivindicação 10, caracterizado por areação de redução ser uma hidrogenação heterogênea, na presença decatalisador de Pd/C (10%), sob pressão de hidrogênio podendo variarde 80 a 40 psi, preferencialmente de 60 a 50 psi e durante um tempode 5 a 1,5 horas, preferencialmente de 3,5 a 2,5 horas.
12. - PROCESSO PARA PRODUÇÃO DE BIOLUBRIFICANTESINTÉTICO, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por areação de encapamento que ocorre entre o éster do ácido ricinoléico,hidrogenado ou não, e um anidrido de ácido, esses de cadeia carbônicana faixa de 2 a 6 carbonos, preferencialmente na faixa de 2 a 4carbonos, como por exemplo: os anidridos acético, propanóico ebutanóico, produzindo os ditos estolídeos.
13.- PROCESSO PARA PRODUÇÃO DE BIOLUBRIFICANTESINTÉTICO, de acordo com a reivindicação 12, caracterizado por areação de encapamento ocorrer em atmosfera inerte, preferencialmenteem atmosfera de nitrogênio, de argônio ou de misturas desses gases.
14.- PROCESSO PARA A PRODUÇÃO DE BIOLUBRIFICANTESINTÉTICO, de acordo com a reivindicação 13, caracterizado por variara proporção de nitrogênio em relação ao argônio, em suas misturas, de-9:1 a 1:9, preferencialmente de 6:4 a 4:6.
15.- PROCESSO PARA PRODUÇÃO DE BIOLUBRIFICANTESINTÉTICO, de acordo com a reivindicação 12, caracterizado por areação de encapamento ocorrer na temperatura de 80°C a 120°C,preferencialmente, entre 90°C e 100°C.
16.- PROCESSO PARA PRODUÇÃO DE BIOLUBRIFICANTESINTÉTICO, de acordo com a reivindicação 12, caracterizado por areação de encapamento ocorrer com a relação de anidrido de ácidopara éster do ácido ricinoléico podendo variar de 5:1 a 1:1,preferencialmente de 2:1 a 1,2:1.
17.- PROCESSO PARA PRODUÇÃO DE BIOLUBRIFICANTESINTÉTICO, de acordo com a reivindicação 12, caracterizado por areação de encapamento ocorrer durante o tempo de 15 a 30 horas,preferencialmente, durante o tempo de 20 a 24 horas.
18.- PROCESSO PARA PRODUÇÃO DE BIOLUBRIFICANTESINTÉTICO, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por obiolubrificante obtido ser usado como fluido hidráulico para tratores,compressores e motosserras.
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