Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "CHAPA DE AÇO DE ALTA RESISTÊNCIA REVESTIDA POR IMERSÃO A QUENTE PARA USO EM CONFORMAÇÃO POR PRESSÃO SUPERIOR EM TENACIDADE À BAIXA TEMPERATURA E MÉTODO DE PRODUÇÃO DA MESMA".
CAMPO TÉCNICO
[001] A presente invenção refere-se a uma chapa de aço de alta resistência revestida por imersão a quente para uso em conformação por pressão usada nos campos de automóveis e consumidores de energia elétrica e a um método de produção da mesma, mais particularmente se refere a uma chapa de aço de alta resistência revestida por imersão a quente para uso em conformação por pressão superior em tenacidade à baixa temperatura adequada para aplicação em tanque de combustível de automóveis e a um método de produção da mesma.
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO
[002] Em anos recentes, uma chapa de aço para uso em automóveis foi produzida com resistência mais alta com o propósito de melhorar o consumo de combustível pela redução de peso do chassi. Também nas chapas para tanques de combustível, devido à redução do peso dos tanques e maior complexidade dos projetos dos chassis e, também, aos locais onde os tanques de combustíveis são colocados, os tanques de combustível estão se tornando mais complicados quanto à forma e uma capacidade de conformação superior e maior resistência estão sendo exigidas. No passado, para satisfazer ambas as exigências de melhor capacidade de conformação e maior resistência, foi desenvolvido um aço IF (Interstitial free) compreendido de aço IF feito de aço com carbono ultrabaixo ao qual elementos formadores de carbonitretos tais como Ti e Nb são adicionados com P, Si, Mn, e outros elementos reforçadores da solução.
[003] Entretanto, quando se usa uma chapa de aço de alta resistência para tanques de combustível, há o problema de que a zona da solda com costura "coach peel" tem uma baixa resistência à tração a uma baixa temperatura. Isto é, mesmo caso se faça uma chapa de aço de alta resistência, há o problema de que a resistência da junta soldada não será suficientemente alta para se adaptar ao aumento na resistência da chapa de aço. Isto é porque um tanque é produzido soldando-se partes dos flanges das partes superior e inferior das peças em forma de copo, e a zona de soldagem com costura do tanque é uma forma de "coach peel" conforme mostrado na Figura 1 (em que a forma da seção transversal é uma onde os flanges da chapa de aço são feitos encostarem-se entre si e soldados com costura, abaixo, essa zona de soldagem é também referida como "zona de soldagem com costura "coach peel" ou "zona de soldagem coach peel"). Em particular, no caso de chapa de aço de alta resistência, o estresse se concentra facilmente, as tenacidade cai, e a resistência à tração se torna menor. Isto se torna uma preocupação em termos de resistência à quebra no caso em que o tanque de combustível, uma peça importante na segurança, recebe impacto devido à colisão em uma região de baixa temperatura.
[004] Além disso, o aço IF fixa o C, o N, etc. pela precipitação como carbonetos ou nitretos de Nb ou Ti, então há o problema de que os contornos dos grãos de cristal se tornam extremamente limpos e um trabalho secundário de fragilização ocorre facilmente devido à fratura nos contornos dos grãos após a conformação. Também, no caso de aço IF de alta resistência, o interior dos grãos é reforçado pelos elementos de reforço da solução. A resistência relativa dos contornos dos grãos cai notavelmente, então há também o problema da promoção do trabalho secundário de fragilização.
[005] Além disso, também está sendo buscada uma chapa de aço livre da formação de produtos de corrosão que provocam o entupimento do filtro e livre dos sulcos de corrosão em relação à gasolina e ao álcool ou aos ácidos orgânicos que a gasolina produz na deterioração. Em resposta a essas exigências, no passado, foram propostas e usadas chapas de aço revestidas em sua superfície com uma liga Pb-Sn, uma liga Al-Si, uma liga Sn-Zn, e uma liga Zn-AI. Por esta razão, a chapa de aço usada como substrato tem que ser boa em capacidade de revestimento por imersão a quente por essas ligas.
[006] Entre esses problemas, vários métodos foram propostos para evitar o trabalho secundário de fragilização (por exemplo, veja a Publicação de Patente Japonesa (A) n° 5-59491 e a Publicação de Patente Japonesa (A) n° 6-57373). Por exemplo, a Publicação de Patente Japonesa (A) n° 5-59491 propõe tecnologia para evitar a deterioração da resistência ao trabalho secundário de fragilização devido à segregação dos contornos dos grãos reduzindo-se tanto quanto possível o teor de P no aço IF com Ti adicionado e adicionando-se maiores quantidades de Mn e Si de modo a obter uma chapa de alta resistência superior em resistência ao trabalho secundário de fragilização. Além disso, a Publicação de Patente Japonesa (A) n° 657373 propõe a tecnologia de usar uma chapa de aço com teor ultrabaixo de carbono e adicionar-se B em adição ao Ti e ao Nb para aumentar a resistência no contorno dos grãos e melhorar a resistência ao trabalho secundário de fragilização. Na tecnologia descrita nessa Publicação de Patente Japonesa (A) n° 6-57373, o teor de B é otimizado com o propósito de melhorar a resistência ao trabalho secundário de fragilização e evitar um aumento da carga no momento da laminação a quente acompanhando o atraso na recristalização dos grãos de austenita.
[007] Além disso, várias propostas foram feitas com o propósito de melhorar a capacidade de soldagem (por exemplo, veja a Publicação de Patente Japonesa (A) n° 7-188777, a Publicação de Patente Japonesa (A) n° 8-291364, e a Publicação de Patente Japonesa (A) n° 2001288534). Por exemplo, a tecnologia descrita na Publicação de Patente Japonesa (A) n° 7-188777 carburiza um aço carbono ultrabaixo ao qual Ti e/ou Nb foram adicionados no momento do recozimento e forma uma estrutura martensita e bainita na camada de superfície para tentar melhorar a capacidade de soldagem por pontos. Além disso, a tecnologia descrita na Publicação de Patente Japonesa (A) n° 8-291364 adiciona Cu ao aço de carbono ultrabaixo e amplia a zona afetada pelo calor da solda no momento da soldagem de modo a aumentar a resistência das juntas soldadas por pontos.
[008] Além disso, a tecnologia descrita na Publicação de Patente Japonesa (A) n° 2001-288534 é a tecnologia de adicionar-se Mg ao aço para formar óxidos de Mg e/ou sulfetos de Mg na chapa de aço e assim fazer a zona da solda e a zona afetada pelo calor da solda com grãos mais finos pelo efeito de pinagem. O ISIJ Journal, vol. 65 (1979), n° 8, p. 1232 descreve a tecnologia de dispersar finamente TiN em uma chapa de aço grossa para melhorar a tenacidade da zona afetada pelo calor da zona de soldagem.
[009] Além disso, várias tecnologias para melhorar a capacidade de revestimento por imersão a quente da chapa de aço de alta resistência foram propostas (veja a Publicação de Patente Japonesa (A) n° 5-255807 e a Publicação de Patente Japonesa (A) n° 7-278745). Por exemplo, na chapa de aço laminada a frio de alta resistência galvanizada por imersão a quente descrita na Publicação de Patente Japonesa (A) n° 5-255807, o teor de elementos que inibem a capacidade de revestimento por imersão a quente é limitado, isto é, o teor de S é limitado a 0,03% em massa ou menos e o teor de P a 0,01 a 0,12%, enquanto Mn e Cr são adicionados positivamente como elementos reforçadores. Além disso, na chapa de aço galvanizada e recozida de alta resistência descrita na Publicação de Patente Japonesa (A) n° 7-278745 melhora a capacidade de galvanização por imersão a quente fazendo-se a interrelação entre o teor de Si e o teor de Mn dentro de uma faixa específica.
[0010] Para melhorar a resistência ao trabalho secundário de fragilização, a chapa de aço de alta resistência superior em resistência ao trabalho secundário de fragilização é fornecida com a adição de B e otimizando-se o balanço de adição de Mn-P (Publicação de Patente Japonesa (A) n° 2000-192188). Além disso, para melhorara resistência ao trabalho secundário de fragilização, a tecnologia de adicionar-se B, Ti, e Nb foi também descrita na (Publicação de Patente Japonesa (A) n° 6-256900). Além disso, foram também descritas a tecnologia relativa a um método de soldagem para melhorar a resistência à tração da zona de soldagem "coach peel" característica de um tanque (Publicação de Patente Japonesa (A) n° 2007-119808) e a tecnologia relativa à chapa de aço de alta resistência para uso em estampagem e prensagem (Publicação de Patente Japonesa (A) n° 2007-169739, Publicação de Patente Japonesa (A) n° 2007-169738, Publicação de Patente Japonesa (A) n° 2007-277713, e Publicação de Patente Japonesa (A) n° 2007-277714).
DESCRIÇÃO DA INVENÇÃO
[0011] Entretanto, a técnica anterior explicada acima apresentou os problemas a seguir. Isto é, as chapas de aço produzidas pelos métodos descritos na Publicação de Patente Japonesa (A) n° 5-59491 e a Publicação de Patente Japonesa (A) n° 6-57373 são boas em capacidade de trabalho, mas têm os problemas de que se forem conformadas por prensagem sob condições severas tais como com tanques de combustível, a resistência ao trabalho secundário de fragilização torna-se insuficiente e, além disso, as zonas de soldagem "coach peel" das juntas soldadas obtidas pela soldagem dessas chapas laminadas a frio têm baixa resistência.
[0012] Além disso, o método descrito na Publicação de Patente Japonesa (A) n° 7-188777 executa a carburação durante o recozimento, mas há o problema de que nos equipamentos de produção atuais a velocidade de processamento, a composição do gás do ambiente, e a temperatura não são constantes então a quantidade de carburação muda, a flutuação na qualidade do material entre chapas de aço produzidas torna-se maior, e a produção estável das chapas de aço é difícil.
[0013] Além disso, o método descrito na Publicação de Patente Japonesa (A) n° 8-291364 adiciona uma grande quantidade de Cu, então há o problema de que ocorrem muitos defeitos de superfície devido ao Cu e o rendimento cai.
[0014] Além disso, o método descrito na Publicação de Patente Japonesa (A) n° 2001-288534 e no ISIJ Journal, vol. 65 (1979), n° 8, p. 1232 é eficaz com soldagem a arco, etc. com uma taxa de resfriamento relativamente baixa após a soldagem, mas tem o problema de que o efeito não pode ser reconhecido com a soldagem com costura com taxa de resfriamento rápido etc. Além disso, a chapa de aço grossa e a chapa de aço fina usadas para tanques de combustível da Publicação de Patente Japonesa (A) n° 2001-288534 e do ISIJ Journal, vol. 65 (1979), n° 8, p. 1232 difere quanto aos ingredientes e também difere nas formas das zonas de soldagem, então não pode ser dita que esta é uma tecnologia aplicável de imediato.
[0015] Além disso, as chapas de aço descritas na Publicação de Patente Japonesa (A) n° 5-255807 e na Publicação de Patente Japonesa (A) n° 7-278745 são boas em capacidade de galvanização por imersão a quente, mas têm o problema de serem insuficientes em capacidade de soldagem e em resistência ao trabalho secundário de fragilização.
[0016] A Publicação de Patente Japonesa (A) n° 2000-192188 adiciona uma grande quantidade de P para garantir a resistência e não otimiza o equilíbrio entre P e B, então tem o defeito de que uma tenacidade suficiente a baixa temperatura não pode ser alcançada. [0017] A Publicação de Patente Japonesa (A) n° 6-256900 usa uma grande quantidade de Ti para melhorar a capacidade de conformação. Ela tem o problema de que a resistência e a tenacidade da zona de soldagem não podem ser suficientemente garantidas e, além disso, mesmo se a quantidade de adição de Ti for adequada, a quantidade de Nb é pequena, então uma capacidade de trabalho suficiente não pode ser garantida.
[0018] A Publicação de Patente Japonesa (A) n° 2007-119808 é a tecnologia que usa a soldagem a laser para melhorar as propriedades. Com a soldagem com costura usada para produção de tanques de combustível, a aplicação é difícil. Além disso, ela não faz alusão à tecnologia para melhorar as propriedades da zona de soldagem pela melhoria das propriedades do material matriz.
[0019] A Publicação de Patente Japonesa (A) n° 2007-169739 e a Publicação de Patente Japonesa (A) n° 2007-169738 são técnicas para melhorar as propriedades do material matriz, mas têm os problemas de baixa resistência à corrosão e, em adição, dependendo das condições, uma baixa tenacidade da zona de soldagem com costura "coach peel", altos custos de produção do aço, e baixa capacidade de trabalho. [0020] Além disso, a Publicação de Patente Japonesa (A) n° 2007277713 e a Publicação de Patente Japonesa (A) n° 2007-277714 têm os problemas de uma baixa tenacidade da zona de soldagem com costura "coach peel" dependendo das condições, enquanto a Publicação de Patente Japonesa (A) n° 2007-277713 também tem o problema de que uma queda na capacidade de trabalho é provocada. [0021] Dessa forma, no "knowhow" passado, houve tecnologias para melhorar a resistência ao trabalho secundário de fragilização e melhorar a tenacidade na zona de soldagem de chapas de aço grossas. Entretanto, tanques de combustível são produzidos por um processo que inclui uma etapa de trabalho tal como conformação por prensagem e uma etapa de tratamento térmico tal como soldagem com costura, então não apenas as propriedades do material matriz, mas também as propriedades após o trabalho e após o tratamento térmico tornam-se importantes. Isto é, quando se usa um aço de alta resistência, em geral a tenacidade cai, então a resistência ao trabalho secundário de fragilização e a tenacidade na zona de soldagem tornam-se simultaneamente importantes. Além disso, a superfície é revestida para formar o produto final, então a capacidade de revestimento e a resistência à corrosão também se torna importante.
[0022] Entretanto, na técnica anterior, a tecnologia para melhorar simultaneamente todos os itens acima não existiu, conforme explicado acima. Em particular, não houve tecnologia para melhorar a tenacidade da zona de soldagem tendo um efeito na resistência à tração da peça obtida por soldagem com costura da superfície superior e da superfície inferior obtida por conformação por prensagem da chapa de aço fina, isto é, a junta "coach peel".
[0023] A presente invenção foi feita em consideração dos problemas acima e tem como seu objetivo o fornecimento de chapa de aço de alta resistência revestida por imersão a quente para uso em conformação por prensagem que tenha uma resistência à tração de 380 MPa a menos de 540 MPa, que tenha uma capacidade de conformação capaz de ser usada no campo automobilístico, em particular aplicações em tanques de combustível, e que tenha uma superior resistência ao trabalho secundário de fragilização e uma tenacidade superior à baixa temperatura na zona de soldagem e também uma capacidade superior de revestimento e um método de produção da mesma.
[0024] Além disso, em anos recentes, o uso de biocombustíveis vem aumentando do ponto de vista de redução do CO2. Os problemas a seguir surgiram na seleção dos materiais para tanques de combustível.
[0025] Isto é, no passado, se fosse usada uma chapa de aço galvanizada, particularmente quando se usava combustível biodiesel em biocombustíveis, havia o problema de que o revestimento de Zn se dissolvia facilmente, a ferrugem se desenvolveu na grade comum, e o injetor se entupiu. Por outro lado, caso se use chapa de aço revestida de alumínio para biogasolina, houve o problema de que o revestimento de Al dissolveu devido ao álcool contido na gasolina. Além disso, houve o problema de que se fosse usado plástico para um tanque de combustível, o biodiesel ou a biogasolina penetraria no tanque de combustível e vazaria do mesmo. Em particular, esses problemas ocorreram principal mente devido ao fato de que os biocombustíveis produzem mais ácidos quando decompostos comparado aos combustíveis convencionais, então torna-se mais forte em acidez que no passado.
MEIOS PARA RESOLVER OS PROBLEMAS
[0026] A presente invenção resolve os problemas acima referidos como resultado do estudo dos efeitos de Ti, B, e P na tenacidade e na resistência ao trabalho secundário de fragilização da zona de soldagem com costura "coach peel" exclusiva para os tanques de combustível e na capacidade de revestimento. Ela tem como sua essência o teor a seguir descrito nas reivindicações: [0027] (1) Chapa de aço de alta resistência revestida por imersão a quente para uso em conformação por prensagem superior em tenacidade à baixa temperatura que tenha uma chapa de aço laminada a frio e uma camada revestida por imersão a quente formada na superfície da referida chapa de aço laminada a frio,caracterizada pelo fato de que a referida chapa de aço laminada a frio contém, em % em massa, C: 0,0005 a 0,0050%, Si: acima de 0,3 a 1,0%, Mn: 0,70 a 2,0%, P: 0,05% ou menos, Ti: 0,010 a 0,050%, Nb: 0,010 a 0,040%, B: 0,0005 a 0,0030%, S: 0,010% ou menos, Al: 0,01 a 0,30%, e N: 0,0010 a 0,01% e compreende um balanço de Fe e as inevitáveis impurezas, onde o teor de Ti (%) é [Ti], o teor de B (%) é [B], e o teor de P (%) é [P], o TB* expresso pela fórmula <A> a seguir sendo 0,03 a 0,06 e a fórmula <B> a seguir sendo satisfeita: TB*= (0,11-[Ti]) / (Ιη([Β]χ10000)) · <Α>
[P]<10x[B]+0,03...<B>
[0028] (2) Chapa de aço de alta resistência revestida por imersão a quente para uso em conformação por prensagem superior em tenacidade à baixa temperatura conforme apresentada no item (1), caracterizada pelo fato de que a referida chapa de aço laminada a frio também contém, em % em massa, um ou mais elementos entre Cu: 0,01 a 1%, Ni: 0,01 a 1%, Cr: 0,01 a 1%, e Mo: 0,001 a 1%.
[0029] (3) Chapa de aço de alta resistência revestida por imersão a quente para uso em conformação por prensagem superior em tenacidade à baixa temperatura conforme apresentada no item (1) ou (2), caracterizada pelo fato de que a referida chapa de aço laminada a frio não contém os elementos As, Sn, Pb, e Sb em quantidades acima das seguintes quantidades em % em massa e a quantidade total desses elementos não excede 0,02%: As: 0,012% Sn: 0,010% Pb: 0,004% Sb: 0,004% [0030] (4) Chapa de aço de alta resistência revestida por imersão a quente para uso em conformação por prensagem superior em tenacidade à baixa temperatura conforme apresentada em qualquer um dos itens (1) a (3), caracterizada pelo fato de que a camada revestida por imersão a quente formada na superfície da referida chapa de aço laminada a frio é compreendida de 1 a 8,8% de Zn e um balanço de Sn: 91,2 a 99,0% e as inevitáveis impurezas e pelo fato de que a quantidade de deposição de revestimento é de 10 a 150 g/m2 por lado.
[0031] (5) Chapa de aço de alta resistência revestida por imersão a quente para uso em conformação por prensagem superior em tenacidade à baixa temperatura conforme apresentada em qualquer um dos itens (1) a (4), caracterizada pelo fato de que a temperatura da resistência ao trabalho secundário de fragilização após conformá-la a uma razão de estampagem de 1,9 é -50Ό ou menos.
[0032] (6) Chapa de aço de alta resistência revestida por imersão a quente para uso em conformação por prensagem superior em tenacidade à baixa temperatura conforme apresentada em qualquer um dos itens (1) a (5), em que a temperatura de transição de ductilidade-fragilização em um teste de tração de uma zona de soldagem com costura "coach peel" é -40Ό ou menos.
[0033] (7) Um método de produção de chapa de aço de alta resistência revestida por imersão a quente para uso em conformação por pressão superior em tenacidade à baixa temperatura que tenha uma etapa de revestir continuamente o aço fundido de uma composição de ingredientes conforme apresentada em qualquer um dos itens (1) a (3) para se obter uma placa, uma etapa de laminar a quente a referida placa sob condições de aquecimento a 1050Ό a 1245Ό por 5 ho ras, uma temperatura de acabamento da temperatura Ar3 até 91OO, e uma temperatura de bobinamento de 750Ό ou menos para se obter uma bobina laminada a quente, uma etapa de laminar a frio a referida bobina laminada a quente a uma taxa de laminação a frio de 50% ou mais para se obter uma bobina laminada a frio com uma espessura predeterminada, e uma etapa de recozimento da referida bobina laminada a frio à temperatura de recristalização ou maior e então revestir por imersão a quente a superfície da bobina.
[0034] (8) Um método de produção de uma chapa de aço de alta resistência revestida por imersão a quente para uso em conformação por pressão superior em tenacidade à baixa temperatura conforme apresentado no item (7), que tenha uma etapa de recozimento da referida bobina laminada a frio à temperatura de recristalização ou maior e então revestir por imersão a quente a superfície da bobina de forma que a camada compreenda 1 a 8,8% de Zn e um balanço de Sn: 91,2 a 99% e as inevitáveis impurezas e a deposição do revestimento se torna 10 a 150 g/m2 por lado.
[0035] (9) Um método de produção de uma chapa de aço de alta resistência revestida por imersão a quente para uso em conformação por pressão superior em tenacidade à baixa temperatura conforme apresentado no item (7), ou (8), caracterizado pelo pré-revestimento com Fe-Ni antes do revestimento por imersão a quente.
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
[0036] A Figura 1 é uma vista da seção transversal mostrando uma peça de teste que forma uma zona de solda com costura "coach peel" em um método de teste de descascamento.
[0037] A Figura 2 é uma vista mostrando os efeitos do Ti e do B na temperatura de transição ductilidade-fragilização de uma zona de soldagem com costura "coach peel".
[0038] A Figura 3 é uma vista mostrando um método de teste para avaliação da resistência ao trabalho secundário de fragilização.
[0039] A Figura 4 é uma vista mostrando os efeitos do P e do B na resistência ao trabalho secundário de fragilização.
[0040] A Figura 5 é uma fotografia mostrando um exemplo da face da fratura obtida transmitindo-se impacto para fratura após o teste de tratamento térmico simulando uma zona afetada pelo calor da soldagem.
MELHOR FORMA DE EXECUÇÃO DA INVENÇÃO
[0041] A melhor forma de execução da presente invenção será explicada abaixo em detalhes. Note que na explanação a seguir, o % em massa na composição será descrito simplesmente como "%".
[0042] Os inventores se engajaram em estudos intensivos para obter uma chapa de aço de alta resistência revestida por imersão à quente para uso em conformação por prensagem superior em tenacidade à baixa temperatura que tenha uma capacidade superior de conformação por prensagem, extremamente difícil na técnica anterior, e que tenha uma resistência superior ao trabalho secundário de fragilização e resistência à tração na zona de soldagem "coach peel" e, também, uma capacidade superior de revestimento. Como resultado, eles descobriram que mantendo-se os teores de Ti, B, e P dentro de faixas específicas, é possível realizar uma resistência à tração de 380 MPa a menos de 540 MPa, uma capacidade de conformação por prensagem que permita a aplicação no campo automotivo, em particular em aplicações em tanques de combustível, resistência superior ao trabalho secundário de fragilização e resistência à tração na zona de soldagem "coach peel", e também capacidade superior de revestimento e assim atingiu os objetivos da presente invenção.
[0043] Isto é, a chapa de aço de alta resistência revestida por imersão a quente para uso em conformação por prensagem da presente invenção (doravante referida simplesmente como "chapa de aço revestia por imersão a quente") tem uma chapa de aço laminada a frio e uma camada revestida por imersão a quente formada na superfície da referida chapa de aço laminada a frio e é caracterizada pelo fato de que a referida chapa de aço laminada a frio contém, em % em massa, C: 0,0005 a 0,0050%, Si: mais de 0,3 a 1,0%, Mn: 0,70 a 2,0%, P: 0,05% ou menos, Ti: 0,010 a 0,050%, Nb: 0,010 a 0,040%, B: 0,0005 a 0,0030%, S: 0,010% ou menos, Al: 0,01 a 0,30%, e N: 0,0010 a 0,01% e compreende um balanço de Fe e as inevitáveis impurezas, quando o teor de Ti (%) é [Ti], o teor de B (%) é [B], e o teor de P (%) é [P], o TB* expresso pela fórmula <A> a seguir sendo 0,03 ou mais e a fórmula <B> a seguir sendo satisfeita. TB*= (0,11-[Ti]) / (In ([B]x10000)) · <Α>
[P]<10x[B]+0,03...<B>
[0044] Inicialmente, serão explicadas as razões para as limitações numéricas na chapa de aço revestida por imersão a quente da presente invenção. <C: 0,0005 a 0,0050%>
[0045] C é um elemento extremamente importante na presente invenção. Especificamente, C é um elemento que se liga com Nb e Ti para formar carbonetos e extremamente eficaz para alcançar uma maior resistência. Entretanto, se o teor de C estiver acima de 0,0050%, mesmo adicionando-se o Ti e o Nb necessários para fixar o C, a capacidade de trabalho cai, e a tenacidade na zona de soldagem com costura "coach peel" após a soldagem com costura e a soldagem a laser cai. Por outro lado, na chapa de aço revestida por imersão a quente da presente invenção, mesmo se o teor de C for baixo, isto pode ser compensado por outros métodos de reforço, mas se o teor de C for menor que 0,0005%, torna-se difícil garantir a resistência e os custos de descarburação no momento da produção de aço. Consequentemente, o teor de C é feito 0,0005 a 0,0050%. Além disso, quando são requeridas uma capacidade de trabalho e uma tenacidade na zona de soldagem extremamente altas, o teor de C é preferivelmente feito 0,0030% ou menos. <Si: mais de 0,3 a 1,0%>
[0046] Si é um elemento eficaz para aumentar a resistência como um elemento de reforço da solução. Em adição, os inventores descobriram que adicionando-se Si em mais de 0,3%, preferivelmente 0,5% ou mais, a resistência à corrosão após o revestimento de Sn-Zn por imersão a quente é melhorada. A razão é que a estrutura solidificada do revestimento torna-se mais fina. Isto é, o S1O2 formado pela oxidação do Si da superfície não cobre completamente a superfície em uma camada, mas é distribuído desigualmente na superfície e isto forma locais que formam os núcleos para os cristais primários de Sn no processo de solidificação do revestimento de Sn-Zn por imersão a quente. O número de locais que formam núcleos aumenta, então o Zn com seu baixo potencial de corrosão e ação à prova de corrosão sacrificial torna-se mais finamente granulado. Por esta razão, o Sn com o precioso potencial de corrosão envolve o Zn, então a resistência à corrosão é melhorada. Portanto, o limite inferior é feito 0,3%. Preferivelmente, ele é 0,5% ou mais. Acredita-se que a razão porque a resistência à corrosão é baixa na Publicação de Patente Japonesa (A) n° 2007-169739 e na Publicação de Patente Japonesa (A) n° 2007169738 seja que o Si é baixo. Entretanto, se o teor de Si tornar-se excessivo, especificamente se o teor de Si exceder 1,0%, mesmo se as outras condições estiverem na faixa da presente invenção, a capacidade de revestimento por imersão a quente é prejudicada. Portanto, o limite superior do teor de Si é feito 1,0%.
[0047] Biocombustíveis são fortemente corrosivos. A melhoria da resistência à corrosão seria muito eficaz para um tanque de biocombustível. <Mn: 0,70 a 2,0%>
[0048] Mn, similarmente ao Si, é um elemento que aumenta a resistência da chapa de aço pelo reforço da solução. É um dos elementos importantes para aumentar a resistência da chapa de aço revestida por imersão a quente da presente invenção objetivada na melhoria da resistência ao trabalho secundário de fragilização, da tenacidade da zona de soldagem, e da capacidade de revestimento por imersão a quente. O Mn tem um mecanismo para aumentar a resistência pelo reforço da solução, mas se o teor de Mn for menor que 0,70%, o efeito de sua adição não é obtido. Além disso, se complementado por outros elementos, nem todos os alvos da resistência ao trabalho secundário de fragilização, da tenacidade da zona de soldagem, e capacidade de revestimento por imersão a quente podem ser alcançados. Por outro lado, se o teor de Mn exceder 2,0%, a anisotropia planar do valor-r, o indicador da capacidade de estampagem profunda, torna-se grande e a capacidade de conformação por prensagem é prejudicada. Além disso, os óxidos de Mn são formados na superfície da chapa de aço e a capacidade de revestimento por imersão a quente é prejudicada. Portanto,o teor de Mn é feito 0,70 a 2,0%. Além disso, fazendo-se o teor de Mn 1,0% ou mais, mesmo se a temperatura de término da laminação a quente for feita 910°C ou menos, é possível manter a estrutura da chapa de aço, então o teor de Mn é preferivelmente 1,0 a 2,0%. <Ρ: 0,05% ou menos>
[0049] P é um elemento que provoca pouca deterioração na capacidade de trabalho mesmo se adicionado e eficaz para aumentar a resistência pelo reforço da solução. Entretanto, o P é também um elemento que segrega nos limites dos grãos para provocar a deterioração da resistência ao trabalho secundário de e solidificar e segregar na zona de soldagem para provocar a deterioração da tenacidade da zona de soldagem com costura "coach peel". Além disso, o P segrega na superfície da chapa de aço e degrada a capacidade de revestimento por imersão a quente pela história térmica até o revestimento por imersão a quente. Especificamente, se o teor de P exceder 0,05%, ocorre a segregação. Portanto, o teor de P é restrito a 0,05% ou menos. Note que o limite inferior do teor de P não tem que ser particularmente definido, mas se fizermos o teor de P menor que 0,005%, o custo de refino torna-se mais alto, então o teor de P é preferivelmente feito 0,005% ou mais. Além disso, do ponto de vista de garantir a resistência, 0,02% ou mais é preferível. <Ti: 0,010 a 0,050%>
[0050] Ti tem uma alta afinidade com o C e o N e tem o efeito de formar carbonitretos no momento da solidificação ou da laminação a quente, reduzindo o C e o N dissolvidos no aço, e melhorando a capacidade de trabalho. Entretanto, se o teor de Ti for menor que 0,010%, esse efeito não é obtido. Por outro lado, se o teor de Ti exceder 0,050%, a resistência e a tenacidade da zona de soldagem da junta soldada, isto é, a tenacidade da zona de soldagem "coach peel", deteriora. Portanto, o teor de Ti é feito 0,010 a 0,050%. <Nb: 0,010 a 0,040%>
[0051] Nb, como o Ti, tem uma alta afinidade com o C e o N e tem o efeito de formar carbonitretos no momento da solidificação da laminação a quente, reduzindo o C e o N dissolvidos no aço, e melhorando a capacidade de trabalho. Entretanto, se o teor de Nb for menor que 0,010%, esse efeito não é obtido. Por outro lado, se o teor de Nb exceder 0,040%, a temperatura de recristalização torna-se maior, o recozimento a alta temperatura torna-se necessário, e a junta soldada se deteriora na tenacidade da zona de soldagem. Portanto, o teor de Nb é feito 0,010 a 0,040%. <B: 0,0005 a 0,0030%>
[0052] B é um elemento que se precipita no contorno dos grãos e, portanto, aumenta a resistência no contorno dos grãos e melhora a resistência ao trabalho secundário de fragilização. Entretanto, quando o teor de B é menor que 0,0005%, o efeito não é obtido.
[0053] Por outro lado, se o teor de B exceder 0,0030%, no momento da soldagem, o B segrega nos contornos dos grãos γ e suprime a transformação da ferrita. A estrutura da zona de soldagem e sua zona afetada pelo calor torna-se uma estrutura formada por transformação à baixa temperatura, então essa zona de soldagem e a zona afetada pelo calor tornam-se duras, a tenacidade deteriora, e, como resultado, a tenacidade da zona de soldagem com costura "coach peel" deteriora. [0054] Além disso, se for adicionada uma grande quantidade de B, a transformação da ferrita no momento da laminação a quente é também suprimida e o resultado torna-se uma chapa de aço laminada a quente de uma estrutura formada por transformação à baixa temperatura, então a chapa de aço laminada a quente passa a ter uma maior resistência e a carga no momento da laminação a frio torna-se maior. Além disso, se o teor de B exceder 0,0030%, a temperatura de recristalização aumenta, e o recozimento à alta temperatura torna-se necessário, então ocorre um aumento nos custos de produção, a anisotropia planar do valor-r, um indicador da capacidade de estampagem profunda, torna-se maior, e a capacidade de conformação por prensagem deteriora. Portanto, o teor de B é feito 0,0005 a 0,0030%.
Note que a faixa preferível do teor de B é 0,0005 a 0,0015% pelas razões acima referidas. <S: 0,010% ou menor>
[0055] S é uma impureza que entra inevitavelmente no momento do refino do aço. Ele se liga com MN e Ti para formar precipitados e degrada a capacidade de trabalho, então o teor de S é restrito a 0,010% ou menos. Note que reduzir o teor de S para menos de 0,0001% aumenta os custos de produção, então o teor de S é preferivelmente feito 0,0001% ou mais. <AI: 0,01 a 0,30%>
[0056] Al é um elemento usado como material desoxidante no momento de refinar o aço, mas se o teor de Al for menor que 0,01%, o efeito desoxidante não é obtido. Entretanto, se o teor de Al exceder 0,30%, ocorre uma queda na tenacidade da zona de soldagem com costura "coach peel" ou uma queda na capacidade de trabalho. Portanto, o teor de Al é feito 0,01 a 0,30%. Na Publicação de Patente Japonesa (A) n° 2007-169739, na Publicação de Patente Japonesa (A) n° 2007-169738, e na Publicação de Patente Japonesa (A) n° 2007277713, há o problema de que uma vez que o teor de Al é alto, ocorre uma queda na tenacidade da zona de soldagem e uma queda na capacidade de trabalho. <N: 0,0010 a 0,01 %>
[0057] N é um elemento que entra inevitavelmente no momento do refino do aço. Além disso, o N forma nitretos com Ti, Al, e Nb. Embora não tenha um efeito prejudicial à capacidade de trabalho, ele degrada a tenacidade na zona de soldagem. Por essa razão, o teor de N deve ser limitado a 0,01 % ou menos. Por outro lado, para fazer o teor de N menor que 0,0010%, o custo de produção aumenta. Portanto, o teor de N é feito 0,0010 a 0,01%. <TB*: 0,03 ou mais> ΤΒ*= (0,11-[Ti])/(ln([B]x10000)) · <Α>
[0058] Os inventores descobriram que quando o valor de TB* definido pela fórmula <A> acima, onde o teor de Ti é [Ti] e o teor de B é [B], torna-se pequeno, a resistência à tração da zona de soldagem com costura "coach peel" cai. Quando o valor desse TB* é 0,03 ou menos, a queda na resistência à tração a uma baixa temperatura torna-se notável. A razão é que a tenacidade à baixa temperatura cai e ocorre a fratura por fragilização.
[0059] Abaixo, será explicado o teor das experiências pelas quais os inventores descobriram esse fato.
[0060] Os inventores inicialmente produziram aços com composições trocadas nas faixas de C: 0,0005 a 0,01%, Si: acima de 0,3 a 1,0%, Mn: 0,70 a 3,0%, P: 0,1% ou menos, Ti: 0,005 a 0,1%, Nb: 0,1% ou menos, B: 0,0001 a 0,004%, S: 0,010% ou menos, Al: 0,01 a 0,30%, e N: 0,0010 a 0,01% em um forno de fusão a vácuo, aqueceram-nos e os mantiveram a 1200Ό por uma hora, e então os laminaram a quente com uma temperatura de acabamento de 880 a 910°C até uma espessura de 3,7 mm para obter chapas de aço laminadas a quente. A seguir, cada chapa laminada a quente foi decapada, e então laminada a frio para se obter uma chapa laminada a frio com uma espessura de 1,2 mm. Além disso, a chapa laminada a frio foi recozida por um ciclo de manutenção da mesma a uma temperatura de 800°C por 60 segundos. Essa chapa de aço foi revestida com Fe-Ni até 1 g/m2, e então revestida com Sn-Zn pelo método de fluxo. O banho de revestimento de liga Fe-Ni usado foi um banho Watt de revestimento de Ni ao qual foram adicionados 100 g/l de sulfato de ferro. Para o fluxo, uma solução aquosa de ZnCk-NFUCI foi revestida com um cilindro. O teor de Zn do banho de revestimento foi de 7% em peso. A temperatura do banho de revestimento foi feita 280°C. A deposição do revestimento foi ajustada pela secagem a gás após o revestimento. Além disso, a chapa de aço após o revestimento por imersão a quente foi tratada principal mente por Cr3+ para se obter uma chapa de aço revestida por imersão a quente. A seguir, essa chapa de aço revestida por imersão a quente foi usada para avaliar a tenacidade da zona de soldagem com costura "coach peel". Para a avaliação, as chapas de aço revestidas por imersão a quente 1a, 1b, conforme mostrado na Figura 1, foram dobradas para formar flanges, as flanges foram feitas se encararem (forma de "coach peel"), e a parte que faceia foi soldada com costura para formar uma zona de soldagem 2 (zona de soldagem com costura "coach peel") para se obter um peça de teste. A peça 1a e a peça 1b foram fixadas por mandris. Testes de tração (testes de descascamento) foram executados a uma taxa de 200 mm/min a várias temperaturas. Após a quebra, as superfícies da fratura foram examinadas. A temperatura que deu 50% de cada uma das fraturas de fragilização e fraturas de ductilidade foi descoberta como sendo a temperatura de ductilidade-fragilização. A Figura 2 é um gráfico que plota o teor de B nas abscissas e o teor de Ti nas ordenadas e mostra essa concentração de elementos e a temperatura de transição de ductilidade-fragilização. A temperatura de transição de ductilidade-fragilização é preferivelmente -40°C ou menos correspondendo à menor temperatura do ar nas regiões frias onde os automóveis são usados. -50°C ou menos é mais preferível.
[0061] A Figura 2 é um gráfico mostrando o efeito do Ti e B na temperatura de transição de ductilidade-fragilização.
[0062] A abscissa na Figura 2 mostra a quantidade de B (ppm), enquanto a ordenada mostra a quantidade de Ti (%).
[0063] Conforme mostrado na Figura 2, se o valor de TB* definido pela fórmula <A> a seguir onde o teor de Ti (%) é [Ti] e o teor de B (%) é [B] é 0,03 ou mais, a temperatura de transição ductilidade-fragilização pode ser feita -40°C ou menos. Além disso, 0,035 ou mais é mais preferível. TB*= (0,11-[Ti])/(ln([B]x10000)) · <Α>
[0064] Acredita-se que as razões pelas quais os resultados acima foram obtidos sejam como segue: A primeira é que quando a concentração de Ti é alta, o TiN é formado e torna-se ponto de partida para fratura. A Figura 5 é uma fotografia mostrando um exemplo de uma superfície de fratura obtida por fratura dando-se um impacto após o teste de tratamento térmico que simula uma zona afetada pelo calor da solda. Quando a quantidade de Ti é grande, TiN de tamanhos da ordem de 2 a 3 μηι tornam-se pontos de partida de fratura. A segunda é que se o teor de B aumenta, a zona afetada pelo calor da solda aumenta em dureza ou a região endurecida se expande, então a deformação torna-se difícil quando a força de tração age na zona de soldagem "coach peel" conforme mostrado na Figura 1. O estresse se concentra parcialmente devido a esse princípio, então o estresse se torna extremamente alto localmente e acredita-se que diminua a tenacidade. Devido aos resultados e deduções experimentais acima, na presente invenção, o valor de TB* é feito 0,03 ou mais, preferivelmente 0,035 ou mais. O limite superior foi feito 0,06 devido às faixas de Ti e B. <[P]<10x[B]+0,03.....<B» [0065] Os inventores descobriram que controlando-se o teor de P ([P]) e o teor de B ([B]) até uma relação específica, a resistência ao trabalho secundário de fragilização torna-se excelente. Abaixo será explicado o teor das experiências que descobriram esse fato.
[0066] Os inventores inicialmente produziram aços com composições mudadas nas faixas de C: 0,0005 a 0,01%, Si: acima de 0,3 até 1,0%, Mn: 0,70 a 3,0%, P: 0,1% ou menos, Ti: 0,005 a 0,1%, Nb: 0,1% ou menos, B: 0,0001 a 0,004%, S: 0,010% ou menos, Al: 0,01 a 0,30%, e N: 0,0010 a 0,01% em um forno de fusão a vácuo, aqueceram-nos e mantiveram-nos a 1200Ό por uma hora, e então laminaram-nos a quente com uma temperatura de acabamento de 880 a 910°C até uma espessura de 3,7 mm para obter chapas laminadas a quente.
[0067] A seguir, cada chapa laminada a quente foi decapada, e então laminada a frio para obter uma chapa laminada a frio com uma espessura de 1,2 mm.
[0068] Além disso, a chapa de aço laminada a frio foi recozida por um ciclo de mantê-la a uma temperatura de 800°C por 60 segundos. Essa chapa de aço foi revestida com Fe-Ni até 1 g/m2, então revestida com Sn-Zn pelo método de fluxo. O banho de revestimento da liga Fe-Ni usado foi um banho Watt de revestimento de NI ao qual foram adicionados 100 g/l de sulfato de ferro. Para o fluxo uma solução aquosa de ZnCk-NFUCI foi revestida por um cilindro. O teor de Zn do banho de revestimento foi de 7% em peso. A temperatura do banho de revestimento foi feita 280°C. A deposição do revestimento foi ajustada por secagem a gás após o revestimento. Além disso, a chapa de aço após o revestimento por imersão a quente foi tratado principal mente por Cr3* para obter uma chapa de aço revestida por imersão a quente. [0069] A seguir, essa chapa de aço revestida por imersa a quente foi usada para avaliar a temperatura da resistência ao trabalho secundário de fragilização. A resistência ao trabalho secundário de fragilização foi avaliada cortando-se discos da chapa de aço revestida por imersão a quente com um diâmetro de 95 mm de modo a dar uma razão de estampagem de 1,9 , e então estampando-se esses discos por estampagem com copo cilíndrico por uma perfuração com um diâmetro externo de 50 mm, colocando-se o copo de estampagem em uma base cônica de 30°conforme mostrado na Figura 3, soltando-se um peso de 5 kg de uma posição a uma altura de 1 m sob várias condições de temperatura, e descobrindo-se a menor temperatura onde o copo não se fratura (temperatura de resistência ao trabalho secundário de fragilização). A Figura 4 é um gráfico plotando o teor de B nas abscissas e o teor de P nas ordenadas e mostra a concentração do elemento e a temperatura da resistência ao trabalho secundário de fragilização. O material do tanque é geralmente trabalhado por uma quantidade correspondente a uma razão de estampagem de 1,9 ou menos, então a temperatura da resistência ao trabalho secundário de fragilização após a conformação após a conformação por uma razão de estampagem de 1,9 é preferivelmente -40°C ou menos correspondente à menor temperatura do ar nas regiões frias onde são usados automóveis. Além disso, -50°C ou menos é mais preferível.
[0070] A Figura 4 é um gráfico mostrando os efeitos do P e do B na resistência ao trabalho secundário de fragilização.
[0071] A abscissa na Figura 4 mostra a quantidade de B (ppm), enquanto a ordenada mostra a quantidade de P (%).
[0072] Como mostrado na Figura 4, satisfazendo-se a fórmula <B> a seguir onde o teor de P (%) é [P] e o teor de B (%) é [B], é possível fazer a temperatura da resistência ao trabalho secundário de fragilização após a conformação por uma razão de estampagem de 1,9 -50°C ou menos: [P]<10x[B]+0,03....<B> <Cu: 0,01 a 1%, Ni: 0,01 a 1%, Cr: 0,01 a 1%, Mo: 0,001 a 1%>
[0073] Os inventores descobriram que utilizando-se efetivamente Cu, Ni, Cr, e Mo, a resistência à tração é garantida, o YP é diminuído, e a capacidade de trabalho é melhorada.
[0074] Entretanto, com Cu, Ni, e Cr em menos de 0,01 %, esse efeito não é obtido. Com Mo menos de 0,001%, esse efeito não é obtido. Por outro lado, se acima de 1%, o custo da liga sobe e ocorre uma queda na resistência ao trabalho secundário de fragilização e na tenacidade da zona de soldagem "coach peel". Portanto,os elementos Cu, Ni, Cr, e Mo são feitos 0,01 A 1%. <As<0,012%, Sn<0,010%, Pb<0,004%, Sb<0,004%, As+Sn+Pb+Sb<0,02%>
[0075] Os inventores descobriram que a zona de soldagem da flange cai em tenacidade quando o As que segrega facilmente no contorno os grãos excede 0,012%, quando o Sn excede 0,010%, quando o Pb excede 0,004%, quando o Sb excede 0,004%, ou quando o total de As, Sn, Pb, e Sb excede 0,02%. Portanto, As é limitado a 0,012%, Sn a 0,010%, Pb a 0,004%, e Sb a 0,004% como limites superiores e o total de As, Sn, Pb, e Sb é limitado a 0,02% como limite superior.
[0076] Note que o balanço na chapa de aço revestida por imersão a quente da presente invenção, isto é, os ingredientes diferentes os elementos acima, é compreendido de Fe e as inevitáveis impurezas. [0077] Na chapa de aço revestida por imersão a quente da presente invenção, fazendo-se o teor dos elementos dentro das faixas específicas conforme explicadas acima, é possível fornecer chapa de aço de alta resistência revestida por imersão a quente tendo uma resistência à tração de 380 MPa a menos de 540 MPa, tendo uma capacidade de conformação por prensagem que permita o uso no campo automobilístico, em particular em aplicações em tanques de combustível, e superior em tenacidade À baixa temperatura e um método de produção da mesma. Devido a esses efeitos, o aumento da resistência da chapa de aço torna-se possível, a melhoria da eficiência do combustível pela redução do peso do chassi do automóvel torna-se possível e, em particular, a redução do peso do tanque de combustível e design mais complexo dos chassis tornam-se possíveis. Esses efeitos são industrial e extremamente importantes.
[0078] A seguir será explicado o método de produção da chapa de aço revestida por imersão a quente da presente invenção. Quando se produz a chapa de aço revestida por imersão a quente da presente invenção, inicialmente materiais preparados para dar a composição do aço acima são carregados em um conversor ou em um forno elétrico e tratados por degaseificação a vácuo para se obter placas. A seguir, as placas são laminadas a quente sob condições de aquecimento a 1050°C até 1245°C em 5 horas, uma temperatura de acabamento da temperatura Ar3 até 910°C, e uma temperatura de bobinamento de 750°C ou menos para obter bobinas laminadas a quente. O aquecimento para a laminação a quente tem que ser pelo menos 1050°C para garantir a temperatura de laminação. Para suprimir a formação de TiN bruto provocando uma queda na tenacidade ou suprimir o embrutecimento dos grãos de austenita e também suprimir os custos de aquecimento, o aquecimento é executado a 1245Ό ou menos por 5 horas ou menos. Em particular, o TiN bruto leva a uma queda na tenacidade da zona de soldagem com costura "coach peel", então a limitação do TB* acima e as condições de aquecimento são importantes. A Publicação de Patente Japonesa (A) n° 2007-277713 e a Publicação de Patente Japonesa (A) n° 2007-277714 são técnicas para melhorar as propriedades do material matriz, mas dependendo das condições de aquecimento ou das condições de TB*, a zona de soldagem com costura "coach peel" cai em tenacidade. Além disso, se a temperatura de acabamento na laminação a quente for menor que a temperatura Ar3, a capacidade de trabalho da chapa de aço é prejudicada, então a temperatura de acabamento da laminação a quente é feita a temperatura Ar3 ou mais. Além disso, fazendo-se a temperatura de acabamento na laminação a quente 910°C ou menos, é possível controlar a estrutura da chapa de aço e melhorar a tenacidade à baixa temperatura. Além disso, se a temperatura de bobinamento após a laminação a quente tornar-se ma temperatura alta demais de 750Ό, a resistência da chapa de aço após a laminação a frio e o recozimento cai, então a temperatura de bobinamento é feita 750°C ou menos.
[0079] A seguir, a bobina laminada a quente preparada pelo método acima é descarnada de acordo com a necessidade, e então laminada a frio a uma taxa de laminação a frio de 50% ou mais para obter uma bobina laminada a frio de uma espessura predeterminada. Nesse momento, se a taxa de laminação a frio for menor que 50%, a resistência da chapa de aço após o recozimento cai e a capacidade de estampagem profunda deteriora. Note que essa taxa de laminação a frio é preferivelmente 65 a 80%. Devido a isso, é obtida uma chapa de aço revestida por imersão a quente mais superior em resistência e capacidade de estampagem profunda.
[0080] Após isto, a bobina laminada a frio é recozida à temperatura de recristalização ou maior. Nesse momento, quando a temperatura de recozimento for menor que a temperatura de recristalização, uma boa textura não se desenvolve e a capacidade de estampagem profunda se deteriora. Por outro lado, se a temperatura de recozimento tornar-se alta, a resistência da chapa de aço cai, então o recozimento é preferivelmente executado a uma temperatura de 850°C ou menos. [0081] A seguir, a superfície da bobina laminada a frio é revestida por imersão a quente para se obter uma chapa de aço revestida por imersão a quente. Esse revestimento por imersão a quente pode ser executado durante o resfriamento após o recozimento ou após o reaquecimento após o recozimento. Além disso, como metal revestido por imersão a quente na superfície da bobina laminada a frio, podem ser referidos Zn, liga de Zn, Al, liga de Al, Sn-Zn, etc. Mas quando se enfatiza a resistência à corrosão, a camada de revestimento por imersão a quente é preferivelmente compreendida de 1 a 8,8% de Zn e um balanço de Sn: 91,2 a 99,0% e as inevitáveis impurezas, e a deposição do revestimento é preferivelmente 10 a 150 g/m2 por lado. As razões para limitação da composição do revestimento são as seguintes: Inicialmente, há a razão da limitação do Zn na composição de revestimento. Este é limitado pelo equilíbrio da resistência à corrosão na superfície interna e na superfície externa do tanque de combustível. A superfície externa de um tanque de combustível requer uma capacidade completa à prova de ferrugem, então o tanque de combustível é pintado após ser conformado. Portanto, a espessura do revestimento determina a capacidade de ser à prova de ferrugem. Mas no material a ferrugem vermelha é evitada pelo efeito à prova de corrosão da camada de revestimento. Em particular, em locais de difícil alcance da pintura, o efeito à prova de corrosão dessa camada de revestimento torna-se extremamente importante. Zn é adicionado a um revestimento à base de Sn para diminuir o potencial da camada de revestimento para transmitir a capacidade à prova de corrosão sacrificial. Por esta razão, a adição de 1% em massa ou mais de Zn é necessária. A adição de Zn em, excesso acima de 8,8% em massa, o ponto eutético binário Sn-Zn, promove o crescimento de grãos de cristal de Zn brutos, provoca um aumento no ponto de fusão, leva a um crescimento excessivo de uma camada de composto intermetálico abaixo do revestimento (a assim chamada "camada de liga"), etc., então a quantidade deve ser 8,8% em massa ou menos. Cristais brutos de Zn não são um problema em termos de capacidade à prova de ferrugem sacrificial de Zn, mas provocam facilmente a corrosão seletiva nas partes de cristais brutos de Zn. Além disso, o crescimento de uma camada de composto intermetálico abaixo do revestimento leva a uma fratura mais fácil do revestimento no momento da conformação por prensagem e diminui o efeito à prova de corrosão da camada de revestimento uma vez que os próprios compostos intermetálicos são extremamente frágeis.
[0082] Por outro lado, a corrosão na superfície interna de um tanque de combustível não é um problema no caso de apenas gasolina comum, mas a entrada de água, a entrada de íons de cloro, a oxidação e a degradação da gasolina e a resultante produção de ácidos carboxílicos orgânicos, etc. podem criar um ambiente corrosivo mais severo. Se os furos por corrosão fazem a gasolina vazar para fora do tanque de gasolina, deve levar a um sério acidente. Tal corrosão deve, portanto, ser completamente evitada. Os inventores prepararam gasolina degradada contendo os ingredientes acima que provocam corrosão e examinaram a performance da chapa de aço sob várias condições, e em consequência foi confirmado que uma liga de revestimento Sn-Zn contendo Zn: 8,8% em massa ou menos apresentou uma resistência à corrosão extremamente superior.
[0083] No caso de Sn puro não contendo qualquer Zn ou com um teor de Zn de menos de 1% em massa, o metal do revestimento não tem ação à prova de corrosão sacrificial contra ferro metálico desde o início quando exposto a um ambiente corrosivo, então a corrosão nas partes os furos no revestimento na superfície interna e a formação precoce de ferrugem vermelha na superfície externa do tanque se tornam problemas. Por outro lado, se o Zn estiver contido em uma grande quantidade excedendo 8,8% em massa, o Zn preferivelmente se dissolve e produtos de corrosão são produzidos em grandes quantidades em um curto espaço de tempo,então há o problema de os carburadores se entupirem facilmente.
[0084] Além disso, em termos de performance diferente da resistência à corrosão, um aumento no teor de Zn faz a camada de revestimento declinar em capacidade de trabalho e a característica de uma chapa à base de Sn, isto é, a boa capacidade de conformação por prensagem. Além disso, um aumento no teor de Zn faz o ponto de fusão da camada de revestimento aumentar e a capacidade de soldagem cair grandemente devido aos óxidos de Zn.
[0085] Portanto, o teor de Zn no revestimento de liga Sn-Zn na presente invenção está preferivelmente na faixa de 1 a 8,8% em massa, mais preferivelmente para se obter uma ação à prova de corrosão sacrificial suficiente, na faixa de 3,0 a 8,8% em massa.
[0086] Com uma quantidade de deposição desse revestimento Sn-Zn de 10 g/m2 por lado ou menos, uma boa resistência à corrosão não pode ser garantida. A deposição de 150 g/m2 ou mais provoca um aumento nos custos e leva a uma espessura irregular e defeitos padrão e a um consequente declínio na capacidade de soldagem. Portanto, a quantidade de deposição do revestimento Sn-Zn foi feito 10 a 150 g/m2 por lado.
[0087] Além disso, para melhorar a capacidade de revestimento, o pré-revesti mento com Fe-Ni antes do revestimento é eficaz para melhorar a capacidade de umedecimento do revestimento Sn-Zn, tornando os grãos de cristal primário de Sn mais finos, e melhorando a resistência a corrosão. Esse pré-revesti mento é uma tecnologia importante para usar efetivamente Si e Μη, o que degrada a capacidade de revestimento, para aumentar a resistência. Esta é também a característica que caracteriza a presente aplicação. A deposição em um lado de 0,2 g/m2 ou mais é preferível em termos de capacidade de umedecimento pelo revestimento, enquanto a razão de NI é preferivelmente 10 a 70% em massa do ponto de vista de se tornar mais fino o cristal primário de Sn. Além disso, a chapa de aço revestida por imersão a quente preparada pelo método acima é também,de acordo com a necessidade, eletrogalvanizada na superfície, e então embarcada. Mesmo no caso de Zn, uma liga de Zn, Al, uma liga de Al, ou outro revestimento por imersão a quente diferente de Sn-Zn, o pré-revesti mento de Fe-Ni tem o efeito de melhorar a capacidade de umedecimento do revestimento.
EXEMPLOS
[0088] Serão dados abaixo exemplos e exemplos comparativos da presente invenção para explicar especificamente os efeitos da presente invenção.
[0089] Nos exemplos, aços das composições mostradas na Tabela 1, Tabela 2 (Continuação 1 da Tabela 1), Tabela 3 (Continuação 2 da Tabela 1), e Tabela 4 (Continuação 3 da Tabela 1) foram produzidos, foram aquecidos e mantidos a 1240°C, e então foram laminados a quente sob condições de uma temperatura de acabamento da laminação a quente de 860 a 910°C e uma temperatura de bobinamento de 630 a 670°C para se obter chapas laminadas a quente com uma espessura de 3,7 mm. A seguir, as chapas laminadas a quente foram decapadas, e então laminadas a frio para se obter chapas laminadas a frio com uma espessura de 1,2 mm.
[0090] Além disso, as chapas laminadas a frio foram recozidas por um ciclo de mantê-las a uma temperatura de 760 a 820°C por 60 segundos para se obter chapas de aço recozidas. As chapas de aço foram revestidas com Fe-Ni até 1 g/m2 por lado, e então revestidas com Sn-Zn pelo método de fluxo. O banho de revestimento de liga Fe-Ni usado foi um banho Watt de revestimento de Ni ao qual foram adicionados 100 g/l de sulfato de ferro. Para o fluxo, uma solução aquosa de ZnCk-NFUCI foi revestida por um cilindro. A composição do Zn no banho de revestimento foi feita como na Tabela 5. A temperatura do banho foi feita 280Ό. A deposição do revestimento (por lado) foi ajustada conforme a Tabela 5 pela secagem a gás após o revestimento. Além disso, as chapas de aço após o revestimento por imersão a quente foram tratadas principal mente com Cr3+ para se obter exemplos da invenção e exemplos comparativos das chapas de aço revestidas de Sn-Zn por imersão a quente. Além disso, algumas das chapas de aço foram galvanizadas por imersão a quente durante o resfriamento após o referido recozimento. Note que os saldos nas composições dos aços mostradas nas Tabelas 1 a 4 a seguir foram Fe e as inevitáveis impurezas. Além disso, o sublinhado nas Tabelas 1 a 4 a seguir mostram valores fora da faixa da presente invenção.
[0091] A seguir, as chapas de aço revestidas por imersão a quente dos exemplos da invenção e dos exemplos comparativos preparados pelo método acima foram avaliadas quanto às propriedades de tração, o valor-r, um indicador de capacidade de estampagem profunda, a resistência ao trabalho secundário de fragilização, a tenacidade à baixa temperatura da zona de soldagem com costura "coach peel", e a capacidade de revestimento. Abaixo serão explicados os métodos de avaliação.
[0092] As propriedades de tração foram avaliadas conduzindo-se um teste de tração usando uma peça de teste J IS No. 5 obtida de cada chapa de aço revestida por imersão a quente de modo que a direção da tração se torne paralela à direção de laminação e determinando-se a resistência à tração TS e o alongamento El. Além disso, a chapa de aço com uma resistência à tração TS de 440 MPa ou mais e alongamento de 33% ou mais foi julgada aprovada.
[0093] O valor-r foi avaliado obtendo-se um corpo de prova J IS No. 5 de cada chapa de aço revestida por imersão a quente em cada uma das três direções, a direção paralela à direção de laminação, a direção a 45°da mesma, e a direção perpendicular a ela e m edindo-se o valor-r para cada corpo de prova. Além disso, quando o valor-r paralelo à direção de laminação é ro, o valor-r na direção a 45° é Rs, e o valor-r na direção perpendicular é rgo, esse foi avaliado pelo valor médio rave das direções descobertas pela fórmula <C> a seguir. Note que nessa configuração, uma chapa de aço com um rave de 1,40 ou mais foi julgada como aprovada.
[0094] A resistência ao trabalho secundário de fragilização foi avaliada cortando-se discos da chapa de aço revestida por imersão a quente até um diâmetro de 95 mm, estampando-se então por estampagem com copo cilíndrico por um punção com um diâmetro externo de 50 mm, colocando-se o copo estampado em uma base cônica a 30° conforme mostrado na Figura 3, deixando cair um peso de 5 kg de uma posição a uma altura de 1 metro sob várias condições de temperatura, e descobrindo a menor temperatura onde o copo não se fratura (temperatura da resistência ao trabalho secundário de fragilização). Essa temperatura da resistência ao trabalho secundário de fragilização muda dependendo da espessura da chapa de aço e do método de teste, mas na presente configuração onde a espessura da chapa de aço laminada a frio é 1,2 mm, -50°C ou menos foi julgada como aprovada.
[0095] A tenacidade da zona de soldagem com costura "coach peel" foi avaliado pelo dobramento dos flanges até a forma da peça de teste mostrada na Figura 1, fixando a peça 1a e a peça 1b por mandris, executando testes de tração a uma taxa de 200 mm/min a várias temperaturas, examinando-se as superfícies da fratura após a quebra, e descobrindo-se a temperatura que dá 50% para cada uma entre as fraturas por fragilização e as fraturas de ductilidade como sendo a temperatura de transição ductilidade-fragilização. Nessa modalidade, uma chapa de aço de -40°C ou menos foi julgada como aprovada. [0096] Além disso, a capacidade de revestimento foi avaliada observando-se visualmente a superfície da chapa de aço revestida por imersão a quente e examinando-se o estado da deposição de revestimento. Especificamente, as chapas de aço sem ocorrência de defeitos de falha de revestimento foram avaliadas como "o (boas)" e as chapas de aço com defeitos de falha de revestimento foram avaliadas como "x (pobres)".
[0097] Além disso, a resistência à corrosão foi avaliada simulando-se a superfície interna de um tanque de combustível. A solução do teste de corrosão foi preparada adicionando-se 10% em volume de água à gasolina forçosamente degradada para permanecer a 100°C por 24 horas em um recipiente de pressão. Em 350 ml dessa solução corrosiva, a chapa de aço revestida por imersão a quente estampada com uma bolha (taxa de redução de espessura de 15%, 30 mmx35 mm, face de extremidade e contra solda) foi imersa por um teste de corrosão de uma semana a 45°Cx3 e a quantidade de íons de Zn eluídos foi medida. Uma chapa de aço com uma quantidade de eluição de menos de 200 ppm foi julgada como"® (muito boa)", 200 a menos de 250 ppm como "O (boa)", 250 a 300 ppm como "Δ (regular)", e acima de 300 ppm como "x (pobre)". Os resultados da avaliação acima estão juntos mostrados todos na Tabela 6 a seguir.
[0098] Conforme mostrado na Tabela 6 acima, a chapa de aço revestida por imersão a quente de n° 1 dos exemplos da invenção dentro da faixa da presente invenção teve uma boa capacidade de revestimento, teve características de trabalho superiores de um alongamento El de 36,3% e um valor médio rave do valor-r de 1,63, e foi excelente tanto em temperatura da resistência ao trabalho secundário de fragilização quanto em temperatura de transição de ductilidade-fragilização da zona de soldagem com costura do flange a uma baixa temperatura.
[0099] A chapa de aço revestida por imersão a quente de n° 2 dos exemplos da invenção dentro da faixa da presente invenção também teve características superiores de um alongamento El, um indicador de capacidade de trabalho, de 36,2% e um rave de 1,62 e foi superior em capacidade de revestimento, resistência ao trabalho secundário de fragilização, e tenacidade da zona de soldagem com costura do flange. [00100] A chapa de aço revestida por imersão a quente de n° 3 dos exemplos da invenção dentro da faixa da presente invenção teve também características superiores de um alongamento El, um indicador de capacidade de trabalho, de 35,1 %, e um rave de 1,61 e foi superior na capacidade de revestimento, resistência ao trabalho secundário de fragilização, e tenacidade da zona de soldagem com costura "coach peel".
[00101] A chapa de aço revestida por imersão a quente de n° 4 dos exemplos da invenção dentro da faixa da presente invenção teve uma boa capacidade de revestimento, teve características superiores de trabalho de um alongamento El de 37,0% e um valor médio rave do valor-r de 1,67, e foi superior tanto em temperatura de resistência ao trabalho secundário de fragilização quanto em temperatura de transição de ductilidade-fragilização de uma zona de soldagem com costura de flange à baixa temperatura. Entretanto, uma vez que este é um revestimento de zinco, ele é inferior em resistência à corrosão comparado com os outros exemplos da invenção.
[00102] A chapa de aço revestida por imersão a quente de n° 5 dos exemplos da invenção dentro da faixa da presente invenção também teve características superiores de um alongamento El, um indicador de capacidade de trabalho, de 36,1% e um rave de 1,61 e foi também superior na capacidade de revestimento, resistência ao trabalho secundário de fragilização, e a tenacidade da zona de soldagem com costura "coach peel". Entretanto, Si é 0,31 % ou próximo ao limite inferior e a resistência à corrosão é um pouco inferior.
[00103] A chapa de aço revestida por imersão a quente de n° 6 dos exemplos da invenção dentro da faixa da presente invenção também teve características superiores de um alongamento El, um indicador de capacidade de trabalho, de 35,0% e um rave de 1,60 e foi também superior na capacidade de revestimento, resistência ao trabalho secundário de fragilização e tenacidade da zona de soldagem com costura "coach peel".
[00104] A chapa de aço revestida por imersão a quente de n° 7 dos exemplos da invenção dentro da faixa da presente invenção também teve características superiores de um alongamento El, um indicador de capacidade de trabalho, de 34,0% e um rave de 1.56 e foi também superior em capacidade de revestimento, resistência ao trabalho secundário de fragilização e tenacidade na zona de soldagem com costura "coach peel".
[00105] A chapa de aço revestida por imersão a quente de n° 8 dos exemplos da invenção dentro da faixa da presente invenção também teve características superiores de alongamento El, um indicador da capacidade de trabalho, de 37,4% e um rave de 1,68 e foi também superior em capacidade de revestimento, resistência ao trabalho secundário de fragilização, e tenacidade da zona de soldagem com costura "coach peel".
[00106] Similarmente, os nos 9 a 20 também tiveram capacidade de trabalho superior, capacidade de revestimento superior, resistência ao trabalho secundário de fragilização superior, e tenacidade da zona de soldagem "coach peel" superior. Note que os n1® 1 a 3 foram maiores em YP que os outros uma vez que nem Cu, Ni, Cr, nem Mo foram adicionados.
[00107] Em oposição a isso, a chapa de aço revestida por imersão a quente de n° 21 dos exemplos comparativos com um teor de C fora da faixa da presente invenção teve um alongamento El, um indicador da capacidade de trabalho, de um nível baixo de 30,4%, um valor-r abaixo de 1,12, uma capacidade de trabalho inferior comparada aos exemplos da invenção acima,e além disso uma tenacidade inferior da zona de soldagem com costura "coach peel".
[00108] Além disso, a chapa de aço revestida por imersão a quente de n° 22 é um exemplo comparativo com um teor de Si fora da faixa da presente invenção. Essa chapa de aço revestida por imersão a quente sofreu defeitos de falha de revestimento no momento do revestimento por imersão a quente e teve uma capacidade de revestimento inferior. [00109] A chapa de aço revestida por imersão a quente de n° 23 teve um teor de Mn acima do limite superior da presente invenção, teve um alongamento El, um indicador de capacidade de trabalho, e teve um valor-r menor que a chapa de aço revestida por imersão a quente dos exemplos da invenção acima referidos, uma capacidade de trabalho inferior, e também uma capacidade de revestimento e uma tenacidade da zona de soldagem com costura "coach peel" inferiores.
[00110] A chapa de aço revestida por imersão a quente de n° 24 é um exemplo comparativo com um teor de P fora da faixa da presente invenção e com uma resistência ao trabalho secundário de fragilização e tenacidade da zona de soldagem com costura "coach peel" inferiores à chapa de aço revestida por imersão a quente dos exemplos da invenção acima referidos.
[00111] A chapa de aço revestida por imersão a quente de n° 25 é um exemplo comparativo com um teor de Ti abaixo da faixa da presente invenção. Essa chapa de aço revestida por imersão a quente foi inferior em alongamento El e no valor-r e foi inferior em capacidade de trabalho. [00112] A chapa de aço revestida por imersão a quente de n° 26 é um exemplo comparativo com um teor de Ti acima do limite superior e com um TB* menor que o limite inferior da presente invenção. Essa chapa de aço revestida por imersão a quente teve um alongamento El e um valor-r baixos e também uma tenacidade da zona de soldagem com costura "coach peel" inferior à chapa de aço revestida por imersão a quente dos exemplos da invenção acima referidos.
[00113] A chapa de aço revestida por imersão a quente de n° 27 é um exemplo comparativo com um teor de Nb menor que a faixa da presente invenção. Essa chapa de aço revestida por imersão a quente teve valor-r e alongamento El baixos e não foram compatíveis com os objetivos da presente invenção de capacidade de trabalho superior. Além disso, uma vez que o revestimento de Zn por imersão a quente foi usado, ele foi inferior em resistência à corrosão comparado com os exemplos da invenção.
[00114] A chapa de aço revestida por imersão a quente de n° 28 é um exemplo comparativo da invenção com um teor de B de 0,0003%, ou menos que o limite inferior da presente invenção. Essa chapa de aço revestida por imersão a quente teve uma temperatura de resistência ao trabalho secundário de fragilização de -20°C, ou inferior à chapa de aço revestida por imersão a quente dos exemplos da invenção acima referidos. Além disso, ela teve um baixo % em massa de revestimento de Zn, então não teve um efeito à prova de corrosão sacrificial suficiente e foi inferior em resistência à corrosão da superfície externa.
[00115] A chapa de aço revestida por imersão a quente de n° 29 é um exemplo comparativo com um teor de B acima da faixa da presente invenção. Esta chapa de aço revestida por imersão a quente teve um baixo alongamento El, um indicador de capacidade de trabalho, e um baixo valor-r, e teve uma alta temperatura de transição de ductilidade-fragilização de uma zona de soldagem com costura "coach peel", e foi inferior em tenacidade na zona de soldagem. Além disso, o % em massa de Zn do revestimento foi alto, nenhum cristal primário de Sn apareceu, e a segregação de Zn nos contornos dos grãos da célula eutética e o crescimento de grãos brutos de cristal de Zn foi agravado, então as resistências à corrosão tanto na superfície interna quanto na superfície externa caíram.
[00116] As chapas de aço revestidas por imersão a quente de n05 30 e 31 são exemplos comparativos com quantidades de P acima de 10x[B]+0,03. Essas chapas de aço revestidas por imersão a quente teve uma temperatura de resistência ao trabalho secundário de fragilização de -30°C, ou inferior à chapa de aço revestida por imersão a quente dos exemplos da invenção acima referidos, e foi também baixa em tenacidade da zona de soldagem com costura "coach peel". Além disso, o n° 31 teve uma pequena deposição de revestimento e uma resistência à corrosão inferior, enquanto o n° 30 teve uma grande deposição de revestimento e forma padronizada e propriedades de superfície inferiores e perdeu em capacidade de soldagem.
[00117] Do n° 32 ao n° 38 são exemplos comparativos com As, Sn, Pb, e Sb de As: 0,012%, Sn: 0,010%, Pb: 0,004%, e Sb: 0,004% ou uma quantidade total desses elementos acima de 0,02% e teve a tenacidade da zona de soldagem com costura "coach peel" diminuída.
[00118] Note que o n° 35, em adição ao acima, teve uma quantidade de P acima de 10x[B]+0,03 e foi também pobre em resistência ao trabalho secundário de fragilização.
[00119] Além disso, o n° 34 teve um teor de Si menor que o limite inferior e foi pobre em resistência à corrosão.
[00120] Note que o n° 21 ao n° 24 torna-se mais alto em YP que outros uma vez que não tinham nem Cu, Ni, Cr, e nem Mo adicionados a eles.
[00121] Note que os inventores usaram combustível biodiesel e biogasolina para executar testes de resistência à corrosão. Os resultados foram bons.
APLICABILIDADE INDUSTRIAL
[00122] De acordo com a presente invenção, fazendo-se os teores de Ti, B, e P dentro de uma faixa específica, é possível fornecer uma chapa de aço de alta resistência revestida por imersão a quente para uso em conformação por prensagem superior em tenacidade a baixa temperatura, que tenha uma resistência à tração de 380 MPa a menos que 540 MPa, tendo uma capacidade de conformação por prensagem capaz de ser usada no campo automotivo, em particular aplicações em tanques de combustível, e tendo uma resistência ao trabalho secundário de fragilização e resistência à tração da zona de soldagem "coach peel" e um método de produção da mesma.
[00123] Além disso, o tanque de combustível produzido pela chapa de aço da presente invenção apresenta um efeito superior no momento de uso particularmente de biocombustíveis entre combustíveis automobilísticos.
REIVINDICAÇÕES