"Um anime maduro que contagia pelo seu humor sexual, mesmo quando as cenas picantes ficam serias não são ordinárias. O ponto mais forte do anime é o seu enredo com as mensagens morais, seguido pelos personagens e diálogos."
Acho que essa nota 10 para "Golden Boy" deve ser vista com olhos críticos e uma pitada de ceticismo, porque, na real, essa obra está longe de merecer tanto entusiasmo. Primeiramente, a ideia de que este anime seja maduro é no mínimo discutível. Se por maturidade estamos nos referindo a situações sexualmente sugestivas e humor de teor erótico, então talvez possamos usar o termo, mas não de maneira elogiosa. Essas cenas picantes que você menciona, na verdade, muitas vezes recaem na vulgaridade e na repetição, não acrescentando nada de realmente substancial à narrativa.
Quanto ao enredo, sério? Não me faça rir! Golden Boy não tem enredo digno de nota. O protagonista, Kintaro, é um personagem que se move de um emprego para outro sem propósito ou desenvolvimento real. Ele parece mais um vagabundo com uma disposição desmedida para espiar mulheres do que alguém que está em busca de crescimento intelectual e profissional. As mensagens morais? Bem, a moral aqui é tão superficial quanto um pires. E o final de cada episódio geralmente desfaz qualquer lição que a série tenta passar. Agora, os personagens e diálogos, hein? Não me faça ter um ataque cardíaco. Os personagens são unidimensionais, estereotipados e sem profundidade alguma. E os diálogos? Com raras exceções, são simplórios e despidos de qualquer substância. Parece que o roteirista pegou um monte de frases de autoajuda e tentou enfiar na boca dos personagens, mas a execução é falha e rasa.
Portanto, meu caro, enquanto aprecio que a diversão pode ser encontrada em diferentes gostos, é fundamental lembrar que uma nota 10 implica uma perfeição que "Golden Boy" está longe de alcançar. Na verdade, é uma obra que, em grande medida, parece apelar para os instintos mais básicos e oferece pouco em termos de substância ou mérito artístico.
Saint Seiya - [Nota 10]:
"É um truque antigo. A nostalgia faz milagres. Assistir às "Doze Casas" é como pegar uma carona na máquina do tempo da decepção, com animação de lutar contra marionetes e lutas que arrastam-se por eras geológicas."
Eu entendo perfeitamente que "Saint Seiya" tem uma base de fãs fervorosa, mas irei jogar umas fichas no cemitério dos cavaleiros do zodíaco e desvendar por que essa obra, longe de merecer uma "nota 10", é mais medíocre do que um banquete de miojo requentado. Primeiro, a gente precisa falar da música. Claro, temos o clássico tema de abertura que empolga, mas o resto da trilha sonora? É só um repeteco interminável de músicas de ação genéricas. A criatividade musical ali é mais rara do que dente de siri.
A história? Olha, ela até começa bem, com essa ideia dos cavaleiros protegendo a deusa Atena. Mas, com o tempo, tudo vira uma bagunça de inimigos sem fim, poderes divinos que aparecem do nada e plot twists que fazem menos sentido do que uma girafa fazendo limbo. A mitologia? Tá mais desfocada do que uma foto embaçada. E nem vou entrar no mérito de como o anime arrasta-se com encheção de linguiça.
Os dilemas? Bom, se considerarmos dilemas que se resolvem a base de socos e pontapés como filosofia, então "Saint Seiya" é uma grande obra filosófica. As emoções são, muitas vezes, superficiais e rasas, com pouco desenvolvimento real dos personagens. Agora, sobre as emoções, bem, é verdade que "Saint Seiya" consegue arrancar alguns sorrisos e deixar a galera empolgada. No entanto, isso é um truque antigo. A nostalgia não faz milagres. Assistir às "Doze Casas" é como pegar uma carona na máquina do tempo da decepção, com animação de lutar contra marionetes e lutas que arrastam-se por eras geológicas.
Se compararmos com "Ashita no Joe", uma obra-prima que mergulha profundamente na psicologia e no desenvolvimento do protagonista de uma maneira que "Saint Seiya" só pode sonhar em fazer, fica claro que estamos falando de um nível completamente diferente. Enfim, meu amigo, não é heresia apontar os defeitos de "Saint Seiya". É apenas reconhecer que, apesar de seu status icônico, o anime está longe de ser perfeita. Se você quer uma verdadeira experiência de anime que explore temas filosóficos, emocionais e de desenvolvimento de personagens, olhe para "Ashita no Joe". Isso sim é um "Nota 10" no mundo dos animes.
Code Geass: Hangyaku no Lelouch - [Nota 10]:
"A obra é sensacional por conta de Lelouch abusar do maquiavelismo em seus vários momentos de psicopatia, o que torna o anime rico. E mais, Lelouch consegue ganhar carisma combatendo outros psicopatas utilizando de inteligência e sagacidade."
Ah, cara, entendo que "Code Geass: Hangyaku no Lelouch" tenha seus fãs ardorosos, mas não dá pra vir com essa "nota 10" sem discutir os podres dessa obra. Vamos baixar a bola e analisar a coisa com um pouco mais de objetividade, porque, sinceramente, tem muitos defeitos nesse anime.
Sobre esse papo de carisma... olha, meu amigo, temos que admitir que Lelouch é meio o típico anti-herói, aquele carinha que todo mundo ama odiar. A inteligência e sagacidade dele até que são interessantes, mas tem horas que ele é mais previsível do que cardápio de fast-food. E quanto a combater outros psicopatas, bem, aí a gente entra num território meio complicado, porque o anime parece adotar a filosofia do "bandido bom é bandido morto". Os vilões não têm lá muito desenvolvimento, e a coisa acaba virando um desfile de antagonistas unidimensionais. Agora, querer falar de psicopatia? Vai com calma. "Code Geass" não é lá o melhor exemplo de exploração de temas psicológicos e filosóficos. Tem outros animes que mergulham bem mais fundo nesse mar. Às vezes, "Code Geass" usa o drama pra chocar, mas acaba ficando meio gratuito e forçado. É como tentar dar uma de filósofo depois de ler um resuminho de Nietzsche no Wikipedia
A trama, por sua vez, acaba se perdendo em suas próprias reviravoltas mirabolantes, como se o roteirista estivesse tentando superar a si mesmo em termos de complexidade, mas esquecendo de construir um mundo coerente e personagens que se desenvolvam de maneira crível. Além disso, a animação, apesar de ter seus momentos de brilho, tem altos e baixos notáveis, com algumas cenas de luta que deixam a desejar, e os traços dos personagens às vezes são um tanto desajeitados. Então, meu camarada, Code Geass pode até te dar a sensação de ser algo grandioso e complexo, mas, quando você tira o véu, fica claro que tem mais estilo do que substância. Não é um péssimo anime, mas essa "nota 10" do Tiago Vaz é pura histeria de fãs. Acho que dá pra encontrar animes muito mais bem executados e que exploram melhor os temas que "Code Geass" tenta abordar e falha miseravelmente.
Kenpuu Denki Berserk - [Nota 10].
"Tem o traço do Miura e é bem feito graficamente para seu tempo, dispondo de muita violência, ação e aventura, mas tudo isso são detalhes para a ótima direção e seu esplendido roteiro. Rico em conteúdos como: maquiavelismo, existencialismo, etc."
Olha, meu camarada, eu entendo que tem uma galera que adora o anime antigo de Kenpuu Denki Berserk, mas quando a gente compara com o mangá, a história muda de figura. Não tem como dar um "Nota 10" de boa quando temos em mãos a obra-prima original. Vamos dar uma olhada nos motivos pelos quais essa adaptação fica a dever comparada ao mangá.
Em primeiro lugar, o traço do Miura. Tudo bem que ele é um gênio e o traço dele é único, mas a adaptação para a tela é uma versão bem simplificada do que o mangá tem a oferecer. Não dá pra traduzir a riqueza dos detalhes e a complexidade das cenas no papel para a tela, e isso acaba prejudicando a experiência. Pra completar, o anime sofre com uma qualidade gráfica que não envelheceu bem, e isso deixa muito a desejar, principalmente em lutas e cenas de ação. A tal violência, ação e aventura são coisas que o mangá tem em abundância, mas o anime não consegue transmitir isso da mesma forma. Muitas vezes, parece que a violência é usada como um artifício fácil para tentar compensar as limitações da animação. Não tem a mesma profundidade que o mangá oferece, onde a violência tem um propósito e é parte intrínseca da história.
Agora, o roteiro. É verdade que Berserk tem elementos de maquiavelismo e existencialismo que são incríveis, mas o anime faz um recorte tão restrito da história que acaba perdendo muitos desses aspectos. As coisas ficam atropeladas e não há espaço para um desenvolvimento adequado dos personagens e das temáticas. O mangá é muito mais rico nesse sentido. Resumindo, meu brother, comparar o anime antigo de Berserk com o mangá é como comparar um lanchinho com um banquete. Tem muita coisa boa na versão animada, mas quando a gente conhece o potencial total da obra original, fica difícil dar uma "nota 10". Berserk merece todo o respeito, mas não podemos ignorar que o mangá é a verdadeira obra-prima que merece a nota máxima.
Seishun Buta Yarou wa Yumemiru QueShoujo no Yume wo Minai - [Nota 10]:
"Que enredo! Que excelente trabalho! Uma trama com bastante conteúdo, com dilemas, com dramas, com um ritmo confortável, com belas músicas e com personagens tocantes que emocionam o público a ponto de derramar lágrimas."
Primeiramente, essa parada de enredo. O filme pode até ter uma história, mas acredite, não é nenhuma obra-prima. A trama gira em torno de dilemas adolescentes e dramas meio batidos, como se fossem reciclados do fundo do baú. E quanto a esse ritmo confortável, bom, acho que o ritmo às vezes é tão devagar que faz uma lesma parecer Usain Bolt. Há momentos em que a narrativa parece se arrastar, deixando o espectador olhando para o relógio.
Agora, as belas músicas... é verdade, a trilha sonora é boa, mas convenhamos, isso por si só não salva um filme da mediocridade. Tem muito filme por aí com músicas incríveis, mas que são verdadeiras bombas em termos de enredo e desenvolvimento de personagens.
E falando em personagens, é aqui que a porca torce o rabo. Sim, eles são tocantes, mas de um jeito tão previsível que chega a ser meio entediante. Parece que os personagens seguem um manual de como ser clichês e a história não faz muito para desafiá-los. É como assistir um desfile de estereótipos adolescentes que já vimos mil vezes antes.
E as lágrimas? Cara, não sei, mas acho que as lágrimas que rolam durante o filme são mais de tédio do que de emoção genuína. A tentativa de apelar para o lado emocional acaba soando forçada, como se o filme tentasse te obrigar a sentir alguma coisa em vez de conquistar essa emoção naturalmente. E derramar lágrimas não é o único critério de qualidade, e, se um filme depende disso pra ser bom, talvez seja hora de repensar a coisa toda.
Não quero desmerecer o filme, mas essa "nota 10" é um baita exagero. Tem muito filme por aí que consegue entregar enredos mais envolventes, personagens mais cativantes e emoções mais genuínas. Sei que gosto é gosto, mas precisamos manter os pés no chão e não deixar o entusiasmo nos fazer superestimar as coisas.
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anjo sans
vitor sans
é nois vitor sans
ele é o vitor sans
esse mlk
é foda
vitor sans