Desejar
quem muito
me despreza
é masoquismo.
Querer
quem por mim
não reza
é fanatismo.
Amar
o próximo
que agoniza
é altruismo.
Esquecer
quem se
desmaterializa
é …
-ismo… 31/03/2005
por falar em indiferença*…
Por muitos anos que viva,
nunca vou entender
o que é que leva alguém
a desprezar quem o/a acarinhe
e a desejar quem o/a despreze…
* que tem por primo, o desprezo.
verbo ‘tar
eu tou, tu tás, ele tá, nós tamos, vós tais, eles tão
eu tarei, tu tarás, ele tará, nós taremos, vós tareis, eles tarão.
eu tive, tu tiveste, ele teve, nós tivemos, vós tivestes, eles tiveram
eu tava, tu tavas, ele tava, nós távamos, vós táveis, eles tavam.
Detesto o verbo ‘tar. Não gosto de verbos ambíguos, preguiçosos, que se tomam por outros verbos!!!
Be my Babe, The Ronnettes
The night we met I knew I needed you so
And if I had the chance I’d never let you go
So won’t you say you love me
I’ll make you so proud of me
We’ll make ‘em turn their heads
Every place we go
So won’t you please
(Be my be my baby) Be my little baby
(I want it only say) Say you’ll be my darling
(Be my be my baby) Be my baby now
(I want it only say) Ooh, ohh, ohh, oh
I’ll make you happy, baby
Just wait and see
For every kiss you give me
I’ll give you three
Oh, since the day I saw you
I have been waiting for you
You know I will adore you
Till eternity
So won’t you please
(Be my be my baby) Be my little baby
(I want it only say) Say you’ll be my darling
(Be my be my baby) Be my baby now
(I want it only say) Ooh, ohh, ohh, ohh, oh
[INSTRUMENTAL]
So come on and please
(Be my be my baby) Be my little baby
(I want it only say) Say you’ll be my darling
(Be my be my baby) Be my baby now
(I want it only say) Ooh, ohh, ohh, oh
(Be my be my baby) Be my little baby
(I want it only say) Ooh-oh-oh-oh, ooh-oh-oh-oh
(Be my be my baby) Oh-oh-oh, oohh…
(I want it only say) Oh, oh, oh, oh, oooohh…
Mais uma canção da banda sonora do Dirty Dancing. É de 1963 e foi relançada em 1987 com o filme. Gosto muito de bandas sonoras de filmes e ainda mais quando incluem oldies.
Estas músicas antigas dão-me uma imensa nostalgia de ritmos que não dancei, de beijos que não dei, de vestidos de roda que não tive, de amores que nunca senti e de experiências que não vivi. Uma espécie de fingimento futurista no passado, difícil de explicar…
indiferença
Gosto muito da escrita do JK, porque escreve com emoção. Ultimamente, gostei especialmente deste texto sobre as Diferenças nas Indiferenças:
Existem duas formas de indiferença: a real e aquela que é unicamente aparente. Enquanto a primeira representa a falta de força de algo ou alguém que o torna importante, a segunda simboliza a influência que se pretende negar existir.
A indiferença real revela um desprendimento sobre as situações, enquanto a aparente mostra que, apesar das tentativas de desapego, é necessário simular o desinteresse para tentar eliminar uma influência indesejada.
A indiferença real pode gerar a aparente quando se quer negar que algo de novo existe e nos toca de alguma forma, quase como se procurássemos obter um convencimento de nós próprios. É que muitas vezes negamos que algo nos interessa e depois aos poucos vamos ficando encantados exactamente com aquilo que inicialmente renegamos.
A indiferença aparente é quase sempre uma tentativa de almejar a indiferença real que parece complicada de ser atingida, seja porque estamos a descobrir algo ou porque simplesmente queremos esquecer alguma coisa que não contribui para a nossa felicidade.
Duas indiferenças, tão diferentes e tão ligadas entre si.
Este texto é apenas uma pequena amostra da sensibilidade do Jotakapa. Não se inibem de vasculharem os arquivos, porque vale realmente a pena! 🙂
Primeiro amor
Lembro-me de ti, muitas vezes, nem sempre muito nitidamente.
Lembro-me que te rias com os olhos como o Richard Gere, que eras sereno e que transmitias muita paz a toda a gente.
Lembro-me que deixaste de fumar por minha causa, durante um ano e quando deixámos de namorar recomeçaste logo.
Lembro-me de como vestíamos as nossas melhores roupas, aos Domingos, e íamos passear desde o Castelo do Queijo, no tempo em que ainda lá estava o barco encalhado, até à Praia dos Ingleses na Foz. Ficávamos no paredão sentados e, às vezes, até apanhávamos com ondas mais atrevidas e ríamo-nos encharcados.
Lembro-me que dançavas muito bem. Ensinei-te uns passos de disco e tu ensinaste-me a dançar bolero e rumba, para podermos ir aos bailaricos de bairro com os nossos amigos.
Lembro-me que íamos ao cinema todos os fins de semana. Ainda tenho os bilhetes todos guardados colados num velho álbum de fotografias.
Lembro-me que ficaste fascinado com o Concerto em Central Park do Simon & Garfunkel e que não descansaste enquanto não compraste o disco duplo, que ouvíamos incansavelmente e que eu ainda ouço.
Lembro-me que me ias buscar à escola aos sábados de manhã e que eu te exibia orgulhosa por ter um namorado tão especial. Também me ias buscar às aulas do Institut Français quando acabavam mais tarde.
Lembro-me que me compravas chocolatinhos Regina que tinham gatinhos catitas na capa e que eu guardava os papéis e os colocava no meio dos meus livros de escola.
Lembro-me perfeitamente do quanto eu te idolatrava e de quanto tudo foi tão inocentemente belo entre nós. Como poderei esquecer? Foste o meu primeiro amor…
E tu? Que recordações tens do teu primeiro amor?
Hidrângea 30/03/2005
Nome científico: Hydrangea macrophylla.
Significado: Mudança, Vaidade.
Mensagem: Posso fiar-me em ti?
Também é conhecida pelos nomes de Hidranja e Hortênsia.
Gardénia
Nome científico: megaserma.
Significado: Desabrochar
Mensagem: Entrego-te os meus sentimentos
Lendas ligadas à gardénia
Segundo a lenda, Soliman o magnífico exigia que sementes de gardénia fossem dadas todos os dias no seu harém para que a paz permanecesse entre as suas esposas.
cãomorizade
Toda a gente que se sente só, devia ter um cão ou outro animal de estimação. Amam-nos sempre: despenteados mentais, malcheirosos, malhumorados, doentes, chatos, irritados e outros humores pouco recomendáveis!
Além disso, um cão sabe quando exageramos no ensimesmamento e leva-nos a passear para sairmos dos nossos pensamentos negros em novelo.
Toda a gente devia ter um animal de estimação, menos os egocênticos, claro. Esses bastam-se a si próprios!
ciberkikas
O meu cão é um cibercão. Gosta muito de estar junto ao meu portátil para me impedir de escrever e levá-lo à rua. Costuma saltar-me para o colo, não para apreciar textos de amorizade, mas para ficar com a amorizade só para ele.
O meu cão é um cibercão. Depois de me ter roubado a manteiga de cima da mesa da cozinha, vem lamber os restos do seu troféu aos meus pés, debaixo da secretária.
Quando estou raramente sentada no sofá a ver um bom filme, o meu cibercão sai da sua cama apressadamente e, em seis metros quadrados de sofá, tem sempre que ficar em cima de mim.
O meu cão é um cibercão. Tem sempre as colunas ligadas, basta dizer «rua», «osso» e «bife» e conecta-se logo à porta da rua.
Costuma surfar, não na Internet, mas pelo parquet acima e abaixo, quando chega alguém que ele gosta e fica contente.
O meu cão é um cibercão. Idolatra-me, principalmente quando estou junto ao pc a ler blogues e a comer qualquer coisa que seja. Não importa o quê, até alface come, desde que seja para a minha boca.
O meu cão também é fã de postes, mas nem tanto de escrever, mais para lhes alçar a perna…
Ser-se cibercão é duro! Mas o que tem que ser tem que ser e há-de-se continuar a ter vida de cão, a comer, dormir, brincar, dar e receber mimos…
? 29/03/2005
Descobri isto a partir dos links dos meus visitantes. Alguém sabe o que é? Algum mapa mental technorati?
ciclo da vida
E enquanto o sopro da vida foge a alguns, outras vidas vão nascendo no seu lugar. É o ciclo da vida…
Morte
Desde que começaram as férias, que já se falou 2 vezes em morte nesta casa. Na 5ª feira passada, o meu filhote acordou em lágrimas porque sonhou que eu tinha morrido e depois que o avô tinha morrido.
Ontem, perguntou-me se o avô ia morrer, pois não quer verbalizar a minha morte ou a do pai. Respondi-lhe que sim, que todos temos de morrer um dia e que o natural é que os avós morram primeiro que os pais e depois só os netos. Muito excepcionalmente é que pais sobrevivem a filhos… Prometi-lhe que não ia morrer já, que ia ficar muito velhinha, que teria de me empurrar na cadeira de rodas e ele sorriu.
Quando era adolescente, não tinha medo da morte. Metia-me em coisas perigosas, guiava excessivamente rápido. Talvez não desse valor à minha própria vida. Só sosseguei depois do Mário nascer.
Agora sim, tenho medo de morrer. Quero viver muitos anos, pelo menos, os necessários para educar e acarinhar o meu filho até ele se tornar independente de mim.
De morte em morte, lembrei-me da Xaninha. A menina predilecta do meu coração que partiu aos 13 anos deste mundo. Dizem que o seu coraçãozinho frágil se apagou durante a noite. Espero que sim, que não tenha cedido à tentação de seguir as pegadas da família, quando ainda pequenita foi comprar veneno de ratos a pedido da mãe, que depois viu agonizar, e da irmã mais velha que também tentou inúmeras vezes o suicídio…
Ainda não me perdoei de não lhe ter dado mais apoio, por isso, em sua memória, tenho dado apoio a todos os meninos infelizes que passam na minha vida para compensar o quanto pequei por omissão… Ainda penso muito em ti, Xaninha, algum dia serei perdoada…?
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