PT87169B - Processo para a producao de plantas enxertadas de vegetais lenhosos ou semi-lenhosos, para a obtencao de plantas, nomeadamente de vinha - Google Patents
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Classifications
-
- A—HUMAN NECESSITIES
- A01—AGRICULTURE; FORESTRY; ANIMAL HUSBANDRY; HUNTING; TRAPPING; FISHING
- A01G—HORTICULTURE; CULTIVATION OF VEGETABLES, FLOWERS, RICE, FRUIT, VINES, HOPS OR SEAWEED; FORESTRY; WATERING
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Description
presente invento refere-se a um processo pa ra a produção de plantas enxertadas de vegetais lenhosos ou semi-lenhosos e mais particularmente de vinha e às plantas ob tidas por seu intermédio.
A filoxera apareceu em França em 1866 e destruiu completamente os vinhedos em 1914. A respectiva recuperação não pôde ser assegurada senão a partir do enxerto das cepas francesas em variedades americanas ou hibridas resisten tes ao insecto. Esse enxertio consiste em reunir o porta-enxerto, que será enterrado e fornecerá as raízes, ao rebento enxertado que constituirá a parte aérea e será o portador das uvas.
Actualmente o método utilizado é praticamente o mesmo que serviu para a reconstituição da vinha francesa. 0 enxertio é efectuado no fim do Inverno em material amadureci35
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do por meio da reunião de um sarmento porta-enxertos americano com um comprimento de 20 a 3θ cm, a um rebento de uma variedade de vitis vinifera com 4 a 5 c®, portador de um olho.
conjunto é seguidamente posto em estratificação a fim de se realizar um calo de soldadura ao nível do enxerto. 15 a 21 dias depois, os enxertos soldados são plantados, seja em estufa, seja ao ar livre, a fim de criarem raizes, arrancando o olho do rebento no decurso dessas operações. Esta técnica tra dicional de enxertia permite obter plantas enxertadas-soldadas prontas a serem plantadas dentro de 6 ou 12 meses, mas com percentagens de sucesso mais fracas, da ordem dos 30-35%.
desenvolvimento de novas culturas, nomeadamente a cultura IN VITRO, para a produção das plantas de vinha, levou ao estudo de novas técnicas de enxertio.
A multiplicação vegetativa IN VITRO permitiu pôr em execução o método dito de enxerto em verde. Esta técni ca apresenta dois grandes inconvenientes:
- sendo o enxerto executado num porta-enxertos enraizado, é necessário produzir-se IN VITRO o conjunto dos porta-enxertos necessários à produção,
- é necessário eliminarem-se os 7 a 8 olhos da base do porta-enxertos cujo desenvolvimento inibiria o do rebento enxertado, operação delicada, longa e onerosa.
A patente francesa FR-A-86 01117 descreve uma máquina de enxertar em verde.
presente invento tem por objecto um processo de produção de plantas enxertadas de vegetais lenhosos ou semi-lenhosos, para a obtenção de plantas, nomeadamente de vinha, visando a obtenção de plantas prontas a serem plantadas num prazo mais breve, depois do enxerto, com uma taxa de sucesso nunca até hoje obtida e de qualidade superior.
A técnica de acordo com o presente invento é o enxerto sobre estaca herbácea.
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Mais particularmente, o presente invento propõe um processo de enxertio de vegetais lenhosos ou semi-lenhosos para a obtenção de plantas, que compreende, em combinação, as etapas constituídas por:
a) criação em estufa ou sob túnel de protecção, pelo menos, de um rebento de porta-enxertos e pelo menos um rebento de enxerto, saídos da cultura IN VITRO, durante uma duração suficiente para se obterem ramos herbáceos possuindo entre-nós suficientemente longos;
b) extracção das plantas obtidas conforme a etapa
a) acima descrita, dos botões de porta-enxertos e de rebentos a enxertar;
c) inserção de um rebento de enxerto que compreende um só botão numa estaca de porta-enxerto, contando-se em dois bisseis a extremidade inferior do rebento e enxertar, fazendo-se uma incisão na extremidade superior da estaca porta-enxerto, ao meio, reunindo-se depois as duas partes por encaixe;
d) introdução do referido conjunto enxertado conforme c) acima, num meio de desenvolvimento que está humedecido com uma solução nutritiva;
e) colocação do conjunto conforme d) acima, num recinto com a atmosfera saturada de humidade e a uma temperatura superior a 20°C;
f) suspensão do botão transportado pelo porta-enxerto ;
g) criação das plantas em estufa ou sob tunel de pro tecção até ao estado desejado de crescimento.
presente invento refere-se igualmente ás características seguidamente consideradas isoladamente ou de acordo com todas as suas combinações tecnicamente possíveis:
- o rebento de enxerto é uma variedade de vitis vinifera;
- a cultura dos rebentos de porta-enxerto e de enxer
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to é efectuada en estufa ou sob um abrigo protector; dois a três meses depois é possível começar a efectuar transplantações;
- os ramos herbáceos têm entre-nós com um comprimento de cerca de 10 + 2 cm;
- as estacas de porta-enxerto são seccionadas na par te basal, sob um olho que é suprimido;
- as estacas de porta-enxerto são seccionadas na que parte média de um entre-nó que compreende o olho superior bem como a maior parte do entre-nó seguinte;
- a extremidade inferior do rebento a enxertar é cor o
tada em dois biseis com um ângulo de 16 £ 4~, enquanto que o bisel superior da estaca porta-enxertos é fendido ao meio numa extensão de 5 a 10 mm e as duas partes são reunidas por meio de encaixe;
- o meio de desenvolvimento do conjunto enxertado é constituído por um cubo de lã de rocha;
- o encaixe de enxerto e da estaca do porta-enxertos pode ser relizado por outros processos como sejam o enxerto inglês, o enxerto ómega, o enxerto em fenda ou qualquer outro processo de união;
- o meio de desenvolvimento do conjunto enxertado é um vaso contendo uma mistura de terra vermelha ou turfa ou qualquer outro substrato de cultura;
- a solução nutritiva é escolhida de entre uma solução á base de nitrato de cálcio, de nitrato de potássio, de sulfato de magnésio, de nitrato de amónio, de fosfato bipotássico, de citrato de ferro e de uma mistura de diversos oligo-elementos;
- o recinto encontra-se a uma temperatura compreendida entre 20 e 30°C sob uma humidade de 9θ a Ιθθ
- a soldadura porta-enxertos/enxerto corresponde à
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emissão das raizes e aparece ao fim de cerca de 10 dias.
Diversas vantagens e características do presente invento ressaltarão da descrição detalhada seguidamente feita com referência aos desenhos anexos, nos quais;
As Figuras 1 e IA ilustram uma planta enxertada de acordo com a técnica anterior, segundo o método tradicional;
As Figuras 2 e 2A ilustram uma planta enxertada de acordo com a técnica anterior, saída da cultura IN VITR0, obtida por enxerto numa planta porta-enxerto;
As Figuras 3 θ 3A ilustram uma planta enxertada saída da cultura IN VITRO, obtida por enxertia numa estaca porta-enxerto de acordo com o presente invento;
| A Figura | 4 | ilustra | as | etapas | de | produção | de | |
| uma estaca | porta-enxerto; | |||||||
| A Figura | 5 | ilustra | as | etapas | de | produção | de | |
| um rebento | de enxerto; | |||||||
| A Figura | 6 | ilustra | as | etapas | de | produção | de | |
| uma planta | enxertada de acordo com | 0 | presente | 1 invento, a | par· |
tir de estaca de porta-enxerto e de um rebento a enxertar.
Nas Figuras 1 e IA, a planta tradicional é designada por 1, compreende um porta-enxertos 4 e um rebento a enxertar 5, sendo o enraizamento designado por 7. 0 comprimento de uma tal planta 1 está compreendido entre 25 e 30 cm, o seu diâmetro 0^ é de 6 a 14 mm, o seu enraizamento 7 é pouco abundante (apenas algumas raízes), o comprimento entre-nós é de cerca de 10 cm e a soldadura porta-enxertos 4 e enxerto 5 θ grossa, muitas vezes com partes necrosadas. A planta de acordo com a figura 1 é uma planta em fase de dormência enquanto que a representada na figura IA é uma planta em fase de crescimento, tendo as folhas do rebento enxertado a referência 6.
Nas figuras 2 e 2A a planta enxertada saída
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da cultura IN VITRO obtida por enxertia em planta porta-enxerto ou enxertia em verde é indicada por 2, compreende um porta-enxertos 4' e um enxerto 5’, sendo o enraizamento designado por 7’. 0 comprimento de uma tal planta 2 está compreendido entre 15 e 30 cm, o seu diâmetro 0^ é de 1,5 a 5mm o seu enraizamento 7’ ® piloso e importante, o comprimento entre-nós é muito variável e sensivelmente de 2 a 5 cm e a soldadura porta-enxertos 4’-enxerto 5’ θ uma simples intume/ cência. A planta representada na figura 2 e uma planta em fa. se de dormência enquanto que a da figura 2A é uma planta em fase de crescimento, tendo as folhas do enxerto o número de referência 6’.
Nas figuras 3 e 3A, a planta enxertada de acordo com o invento, saída da cultura IN VITRO, obtida por enxertio em estaca porta-enxerto, é designada por 3. Compre ende um porta-enxerto 4 e um enxerto 5, sendo o enraizamen to designado por 7. 0 comprimento da planta 3 está compreen· dido entre 15 e 30 cm, seu enraizamento 7” é o seu diâmetro 0^ é piloso e importante, de 3 a 5 mm, o comprimento o en tre-nós está compreendido entre ta-enxertos 4”-enxerto 5” é, no A planta de acordo com a figura
10/2 cm, a soldadura porfinal, assimilada à planta.
é uma planta em fase de
I dormência, enquanto que a planta de acordo com a figura 4 é uma planta em fase de crescimento, 6” constitui o número de referência das folhas do enxerto.
As figuras 4 e 5 mostram, respectivamente, as diversas etapas para a obtenção da estaca porta-enxertos 12 e do enxerto 12’. Os estágios I e II dessas figuras correspondem à cultura IN VITRO 9, 9* para a obtenção de reben tos de plantas porta-enxertos e de enxerto. Os rebentos de porta-enxertos 8 e de enxertos 8’ são esquematizados na etapa III. Foram criadas em estufa ou sob tunel protector quando as condições de temperatura o permitam. A partir de 2 a 3 meses obtém-se assim ramos herbáceos de porta-enxertos 10 e
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ramos herbáceos de enxerto 10’ de acordo com a etapa IV que possuem entre-nós respectivamente 11, 11’ com um comprimento vizinho dos 10 £ 2 cm. Retiraram-se então das plantas porta-enxertos de acordo com a etapa IV, estacas porta-enxertos 12 cuja parte basal é seccionada, seja imediatamente abaixo de um olho 13, seja na parte mediana 14 de um entre-nó 11 e que comporta o olho superior 13, assim como a maior parte do entre-nó seguinte 11, A estaca porta-enxertos 12 assim recolhida compreende todo ou parte de um entre-nó 11, um nó intermediário com a sua folha e o seu botão pronto e todo ou uma par te do entre-nó superior. Recolhem-se ao mesmo tempo, das plan tas dos enxertos de acordo com a etapa IV da figura 5, enxertos 12’ com um só botão.
sucesso da operação estaca-enxerto ou enxerto-estaca á condicionada pela manutenção, tanto no porta-enxertos 4” como no enxerto 5“, de toda ou parte da folha que respectivamente suportam; quando esta é muito desenvolvida pode ser reduzida de um terço em superfície.
A base 15 do enxerto 12' é unida à parte superior 16 da estaca porta-enxertos 12, seja por meio de um en xerto manual, seha por meio deenxertia mecânica. Seja qual for a modalidade utilizada, o princípio da enxertia é o mesmo: a extremidade 15 do enxerto 12’ é cortado em dois biseis 17, 18 que têm um ângulo de 16 +. 42, enquanto que a estaca porta-enxertos 12 tem o seu bisel fendido em 19, no seu meio, numa extensão de 5 a 10 mm. Estas duas etapas estão ilustradas na figura 6 por I e II. De acordo com a etapa III da figura 6, as duas partes 12, 12’ são então reunidas por meio de encaixe 20. A base deste conjunto é então introduzida conforme indica do na etapa IV na figura 6, num meio de desenvolvimento 21. Este meio de desenvolvimento 21 é constituído, seja por um cubo de lã de rocha, seja por um vaso contendo uma mistura de turfa e de terra vermelha ou qualquer outro substrato; um ou outro são humedecidos com uma solução nutritiva e coloca35
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dos num recinto com a atmosfera saturada de humidade a cerca de 90 a 100 % e tendo uma temperatura de 20 a 30°C. Diversas soluções podem ser utilizadas, como por exemplo uma solução à base de nitrato de cálcio, de nitrato de potássio, de sulfato de magnésio, de nitrato de amónio, de fosfato bipotássico, de citrato de ferro e uma mistura de diversos oligo-ele mentos. A soldadura porta-enxertos/enxerto, conforme ilustrado nas etapas V e VI na figura 6 e a emissão das raizes 7” são obtidas simultaneamente numa dezena de dias, momento a partir do qual é muito fácil suprimir o botão 22 apresentado pelo porta-enxertos 12, a fim de que o seu desenvolvimento não se faça em detrimento do enxerto 12 '. As plantas 23 são então cultivadas seja em estufa seja sob tunel protector. Ê assim possível obter plantas prontas para serem plantadas na vinha sete semanas depois do enxerto, com uma taxa de sucesso de 85 +. 5 %.
presente invento é descrito em relação â enxertia de plantas de vinha, mas também pode aplicar-se à enxertia de todas as outras plantas que não sejam vinhas mas que necessitem de enxertos.
material herbáceo 10, 10’ saído da cultura IN VITRO 9, 9' apresenta um certo número de características originais que asseguram o bom sucesso dos estaca-enxerto ou enxerto-estaca. Apresenta uma aptidão para a rizogénese excepcional, muito superior á dos rebentos novos herbáceos reconhidos de uma planta cultivada em condições naturais. Isto é verdadeiro para a vinha mas também para o pessegueiro amendoeira GF 677, a roseira etc. Esta característica é particularmente espectacular para o pessegueiro-amendoeira de que se conhecem as fracas potencialidades de enraizamento por meio das técnicas tradicionais de multiplicação vegetativa (de estaca, por mergulhia); a partir do material originado em culturas IN VITRO, obtem-se um enraizamento das estacas jovens de mais de 90 fo para essa planta, a operação pode ser repetida diversas vezes depois da saída do tubo antes que a aptidão
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I para a rizogénese diminua.
Além disso, a qualidade da soldadura dos pro dutos vindos da cultura IN VITRO, entre o porta-enxertos 4” e o enxerto 5, depende muito da idade fisiológica dos dois parceiros e do seu estado sanitario. No que se refere a idade fisiológica, é incontestável que a microplanta saída da cultura in vitro é um material original cujas características se aproximam bastante das do proveniente da germinação de grãos; ambos possuem cadeias geradoras (câmbios) em curso de identificação, que não comandam ainda no plano molecular todas as funções que serão as da planta adulta. Graças á cultu ra IN VITRO, tem-se material biológico no porta-enxertos e no enxerto que se encontra em idade fisiológica mista e mais precisamente, que apresenta as características das plantas jovens; os dois pacientes tem portanto mais possibilidades otj menos restrições para se amalgamarem e permitirem uma soldadura rapida e perfeita que assegura uma excelente ligação en tre os vasos do porta-enxertos 4 e os do enxerto 5. Importa notar que quando as plantas saídas da cultura IN VITRO tenham posto em movimento os processos moleculares que conduzen a uma síntese abundante de compostos fenólicos, o que é facilmente detectável pela oxidação da base das estacas seccionadas pela parte mediana de um entre-né 11, o sucesso da operação estaca-enxerto diminui consideravelmente, ou seja de 30 a 40 É possível atrasar esta evolução bioquimica dos rebentos de vinha mantendo-os a uma temperatura constantemen te superior a 20°C, mais particularmente entre 20 e 30°C.
Compreende-se facilmente o interesse do processo do presente invento: desde logo um interesse económico uma vez que é possível obter-se muito rapidamente um grande número de plantas que podem ser implantadas na vinha. No casc da enxertia tradicional, a partir de uma estaca de porta-enxertos e de um rebento a enxertar, obtém-se 0,35 plantas em seis ou doze meses. Com a enxertia em verde, a partir de uma estaca porta-enxerto e de uma estaca de enxerto, obtém-se
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0,80 plantas em 10 semanas. Em contrapartida, com o processo cie acordo com o presente invento das estaca-enxerto ou enxer to-estaca herbáceos, é possível obter-se a pattir de uma planta de enxerto, quatro estacas de porta-enxertos e quatro enxertos, de quatro em quatro semanas, o que dá 3,2 plantas em sete semanas.
Segue-se um interesse qualitativo, uma vez que o enxertio é realizado numa fase herbácea tendo as células jovens um forte potencial de multiplicação. Todos estes factores permitem a obtenção de uma soldadura perfeita, sem necrose, como seria o caso numa enxertia tradicional.
No que se refere ao estado sanitário e sua influência sobre o sucesso da operação, deve notar-se que a cultura de meristemas introduz um factor positivo suplementar relativamente à termoterapia. A cultura de meristemas permite com efeito eliminar virus ainda desconhecidos por se. rem pouco patogénicos, virus que não são destruídos pela ter moterapia, mesmo quando esta está associada á cultura de apex. Ora, a multiplicação desses virus aparentemente discretos não é totalmente isenta de incidência sobre o desenvolvimento da planta, e isso é tanto mais verdadeiro quanto se associam, como é o caso na enxertia, dois parceiros; um dos dois pode albergar um virus muito pouco patogénico para ele, mas que perturbe mais profundamente o metabolismo do ou tro, donde pode surgir uma possibilidade de aparição de uma incompatibilidade entre o porta-enxerto e o enxerto, mais ou menos grave. 0 processo de acordo com o presente invento deve permitir limitar esse fenómeno.
processo de acordo com o invento de estaca-enxerto ou enxerto-estaca herbáceos, adapta-se a todos os vegetais lenhosos ou semi-lenhosos, cuja produção necessite de uma enxertia.
produto obtido pelo processo de acordo com o presente invento é muito característico pelo seu diâ10
59.748
Refs 0485 PT 293
I
-6 ABR.Í988 metro que, para a vinha, se encontra compreendido na gama dos 3 a 5 mm e, no que ao comprimento entre nós se refere é para a vinha, de cerca de 10 + 2 cm e que a soldadura é, no termo do processo, assimilada pela planta, conforme ilustrado na figura 3, onde se constata que a soldadura porta-enxer to 4 enxerto 5” θ harmoniosa.
É conveniente notar que, a título de exemplo, na etapa g), as plantas 23 são cultivadas em estufa ou sob tunel de protecção durante cerca de sete semanas. A cultura em estufa ou sob abrigo protector das plantas jovens de porta-enxerto e de enxerto (8, 8’) assegura a obtenção de estacas de porta-enxertos e de rebentos a enxertar durante um período que se pode prolongar até que as condiçSes de desenvolvimento já não sejam favoráveis.
A despistagem das doenças do tipo virai, cujos agentes patogénicos ainda não se encontram caracterizados, é realizada por indexação nas variedades indicadoras.
sistema clássico de produção de enxertos soldados no viveiro com transplantação na vinha, não permite obter um julgamento decisivo e definido senão passados três anos.
Técnicas modernas para a indexação em verde, ou IN VITRO, sobre eixos hipocotilos de sementeiras não enraizadas, permitiram reduzir esse atrazo a algumas semanas depois do enxerto.
presente invento permite o mesmo prazo de resposta que as técnicas modernas relativamente a essas doenças, mas oferece a vantagem de ser mais simples e mais fiável, portanto mais económico.
depósito do primeiro pedido para o invento acima descrito foi efectuado em França em 8 de Abril de 1987 sob ο N2. 87 04968.
Claims (10)
- -REIVINDICAÇÕESlê - Processo para a produção de plantas enxertadas de vegetais lenhosos ou semi-lenhosos para a obtenção de plantas caracterizado por compreender em combinação, as seguintes etapas e consistem:a) cultivar em estufa ou sob tunel de protecção, pelo menos um rebento de porta-enxerto e pelo menos um rebento a enxertar, extraídos da cultura IN VITRO (9, 9’) durante um período suficiente para se obterem ramos herbáceos (8, 8’) que possuem entre-nós (11, 11'), suficientemente longos;b) recolher das plantas (10, 10') obtidas de acordo com a etapa a) acima, estacas de porta-enxertos (12) e enxertos (12’),c) inserir um enxerto (12') que compreende um único botão numa estaca de porta-enxerto (12), cortando em dois biseis (17, 1θ) a extremidade inferior (15) do enxerto (12') fazendo uma incisão na extremidade superior da estaca porta-enxerto (12), ao meio (19) e depois unindo as duas partes (12, 12') por meio de encaixe (20),d) introduzir o referido conjunto enxertado de acordo com c) acima, num meio de desenvolvimento (21) que está humedecido com uma solução nutritiva;e) colocar o conjunto de acordo com d) acima, num recinto com a atmosfera saturada de humidade e a uma temperatura superior a 20°C;f) suprimir o botão (22) apresentado pelo porta-enxertog) cultivar as plantas (23) em estufa ou sob tunel protector até ao estado desejado de crescimento.59.748Ref: 0485 PT 293
2& - Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por 0 rebento de enxerto (8‘) ser uma varie- dade de vitis vinifera. 3* - Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 ou 2, caracterizado por a cultura em es- tufa ou sob abrigo protector dos rebentos de porta-enxertos e de enxertos (8, 8’) permitir obter estacas de porta-enxertos e de enxertos durante um período que se pode prolongar até as condições de desenvolvimento já não serem favoráveis. - 4» - Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações de 1 a 3, caracterizado por os entre-nós (11, 11’) dos ramos herbáceos (10, 10’) terem um comprimento de cerca de 10 + 2 cm.
- 5- - Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 4, caracterizado por as estacas porta-enxertos (12) serem seccionadas na parte basal sob um olho, (13).- Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 4, caracterizado por as estacas porta-enxertos (12) serem seccionados na parte mediana (14) de um entre-nó (11) que comporta um olho superior (13) bem como a maior parte do entr-nó (11) seguinte.
- 7- - Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 6, caracterizado por a extremidade inferior (15) do enxerto (12') ser cortado em dois biseis (17, 18) com um ângulo de 16 £ 4° , enquanto que a extremidade superior da estaca porta-enxerto (12) é fendida no seu meio (19) numa extensão de 5 a 10 mm e as duas estacas (12, 12·) são unidas por encaixe (20).
- 8& - Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 6, caracterizado por a operação de incisão poder ser escolhida de um grupo de operações de incisão que compreende processos tais como enxerto inglês, enxerto em- 13 59.748Ref: 0485 PT 2931 ómega, enxerto ern fenda ou qualquer outro processo de união.
- 9- - Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 7, caracterizado por o meio de desenvolvimento (21) do conjunto enxertado ser um cubo de lã de rocha.
- 10- - Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 7, caracterizado por o meio de desenvolvimento (21) do conjunto enxertado ser um vaso contendo uma mistura de turfa e de terra vermelha (vulcânica) ou qualquer outro substrato de cultura.
- 11^ - Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 9, caracterizado por a solução de matéria nutritiva ser escolhida de entre uma solução à base de nitrato de cálcio, nitrato de potássio, sulfato de magnésio, nitrato de amónio e fosfato bipotássico, citrato de ferro e uma mistura de diversos oligo-elementos.
- 12^ - Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 10, caracterizado por o recinto estar a uma temperatura compreendida entre 20 e 30°C sob uma humidade de 90 a 100 $.
- 13- - Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 11, caracterizado por a soldadura porta-enxerto (4”) - enxerto (5”) corresponder ã missão das raízes (7) e aparecer ao cabo de cerca de 10 dias.
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Legal Events
| Date | Code | Title | Description |
|---|---|---|---|
| FG3A | Patent granted, date of granting |
Effective date: 19920131 |
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| MM3A | Annulment or lapse |
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