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BRPI1004637A2 - produtos cosméticos contendo extratos e componentes microalgais e processo para produção dos mesmos - Google Patents

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BRPI1004637A2
BRPI1004637A2 BRPI1004637A BRPI1004637A2 BR PI1004637 A2 BRPI1004637 A2 BR PI1004637A2 BR PI1004637 A BRPI1004637 A BR PI1004637A BR PI1004637 A2 BRPI1004637 A2 BR PI1004637A2
Authority
BR
Brazil
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microalgal
eps
extracts
biomass
members
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English (en)
Inventor
Carlos Ricardo Soccol
Alessandra Cristine Novak
Isaac Vera Lucia Borges
Original Assignee
Univ Fed Do Parana
Priority date (The priority date is an assumption and is not a legal conclusion. Google has not performed a legal analysis and makes no representation as to the accuracy of the date listed.)
Filing date
Publication date
Application filed by Univ Fed Do Parana filed Critical Univ Fed Do Parana
Priority to BRPI1004637 priority Critical patent/BRPI1004637A2/pt
Publication of BRPI1004637A2 publication Critical patent/BRPI1004637A2/pt

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Abstract

PRODUTOS COSMéTICOS CONTENDO EXTRATOS E COMPONENTES MICROALGAIS E PROCESSO PARA PRODUçãO DOS MESMOS. A presente invenção trata do desenvolvimento de formulações cosméticas acrescidas de produtos e extratos microalgais. Várias espécies de micraolgas, dentre elas a cianobactéria Spirulina plotensis, vem sendo estudadas quanto às suas possíveis atividades biológicas nas áreas da saúde e alimentação. Porém, muitas das suas propriedades podem ser utilizadas para a produção de produtos cosméticos, como o seu poder antioxidante, de anti-envelhecimento, cicatrizante, anti-acne, redutor de oleosidade ou da celulite, entre outras. Além disso, vários dos seus produtos podem ser utilizados como melhoradores de características reológicas e sensoriais, proporcionando aos produtos maiores espalhabilidade, consistência, menores sensação graxa residual, brilho, velocidade de secagem, entre outras.

Description

PRODUTOS COSMÉTICOS CONTENDO EXTRATOS E COMPONENTES MICROALGAIS E PROCESSO PARA PRODUÇÃO DOS MESMOS
Campo da Invenção
A presente invenção trata do desenvolvimento de formulações cosméticas acrescidas de componentes e extratos microalgais, com o intuito de trazer características melhoradas a tais produtos, como atividade biológica (poder antioxidante, anti-envelhecimento, cicatrizante, anti-acne, redutor de oleosidade, anti-celulite, entre outros) e propriedades reológicas e sensoriais melhoradas (maiores espalhabilidade, consistência, menor sensação graxa residual, brilho, velocidade de secagem, etc).
Histórico da Invenção
Formulações cosméticas são conhecidas e vem sendo desenvolvidas há séculos. Formulações base são fáceis de ser encontradas e manipuladas, e o grande diferencial são os aditivos usados em cada formulação, dando à mesma melhores características e propriedades. Por isso a extração de princípios ativos a partir de plantas, fruto, raízes, etc é amplamente estudada. A maioria das substâncias utilizadas para conservar os produtos cosméticos são substâncias sintéticas, como BHA (2 e 3-terc-butil- 4-hidroxianisol) e BHT (di-terc-butil metil fenol), que vem sendo estudados ao longo dos últimos anos, e demonstraram possível toxicidade quando há uma exposição a longo prazo. Além disso, como melhoradores reológicos atualmente são utilizados materiais minerais de fontes finitas, como caulim e talcos. Assim, a presente invenção objetiva o desenvolvimento de novos produtos cosméticos com moléculas bioativas de fonte microbiana, especificamente microalgais, capazes de conferir ao produto cosmético propriedades semelhantes ou melhores.
Os cosméticos multifuncionais são os produtos que possuem funções além de sua função básica. Isto torna seu uso mais abrangente e melhora sua performance, sendo preferencialmente utilizados pelo consumidor. Nesse contexto, o produto apresentado nesta invenção apresenta além de propriedade hidratante, forte propriedade antioxidante. Os cremes com propriedades antioxidantes muitas vezes utilizam substâncias químicas como preservantes e antioxidantes (como BHA - 2 e 3-terc-butil-4-hidroxianisol e BHT - di-terc-butil metil fenol), cuja segurança vem sendo questionada.
O BHA é uma substância carcinogênica e irritante à pele, sendo que seu uso deve limitar-se aos valores sugeridos como seguros pelas legislações específicas.
O BHT apresenta baixa toxicidade aguda. Embora cause irritação à pele, conforme estudos realizados com porcos, o composto não parece causar irritação após ingestão nos níveis de uso permitidos em alimentos. Em estudos de exposição aguda realizados com camundongos, o BHT demonstrou efeitos tóxicos nos pulmões, incluindo hiperplasia, hipertrofia e uma desorganização geral dos constituintes celulares.
O TBHQ (t-butilhidroquinona) apresenta uma baixa toxicidade aguda e, embora em estudos realizados com porcos tenha apresentado uma discreta irritação á pele, não é considerado um composto irritante, devendo ser ingerido nos níveis permitidos em alimentos. Algumas evidências indicam que o TBHQ apresenta um baixo potencial genotóxico podendo ser discretamente mutagênico em altas doses.
O interesse pelos antioxidantes naturais teve início nos anos 80 diante da comprovação de efeitos maléficos causados por doses elevadas de BHT, BHA e TBHQ (t-butilhidroquinona) como sobrepeso do fígado e proliferação do retículo endoplasmático, entre outros. Conseqüentemente, ênfase foi dada à identificação e purificação de novos compostos com atividade antioxidante, provenientes de fontes naturais e que possam atuar sozinhos ou em sinergia com outros aditivos, como alternativa para prevenir a deterioração oxidativa de cosméticos e substituir o uso dos antioxidantes sintéticos.
Estado da Arte
Algas e microalgas e seus produtos são largamente utilizados no desenvolvimento de produtos cosméticos, como cremes, géis, xampus, etc. Polissacarídeos heterogênicos, chamados de mucilagens, são extraídos de algas marrons (Feoficeas) e vermelhas (Rodoficeas). Quando em contato com água, essa mucilagem forma um sistema coloidal, mas não adesivo, muito apreciado pela indústria cosmética. Dentre esses compostos, os mais utilizados são o alginato, o ágar e as carragenanas. Outras espécies, como Fucus vesiculosus (uma alga vermelha com propriedades emolientes) tem habilidade de acumular iodo, e são usadas em tratamentos anticelulíticos.
A biomassa de Macrohystis pyrifera em pó apresenta propriedades de regulação da secreção sebácea. Já a espécie Rhodymenia palmaria tem propriedades de combater a transpiração. Delesseria sangüínea e Undalaria punnatifada agem na pele tonificando-a, hidratando-a e tem ação anti-rugas. Dunaliella salina é uma fonte de pró- vitamina A (beta-caroteno), e os seus extratos estimulam a regeneração das células a nível de epiderme ou derme. Além disso, parece estimular a produção de melanina e tem poder antioxidante. A espécie Plocanium coccineum é uma fonte de pigmentos vermelhos, que podem substituir corantes sintéticos, diminuindo os riscos de toxicidade, por mais que apresentem estabilidade menor que os primeiros
Polissacarídeos microalgais são metabólitos importantes, representando de 40 a 90% dos compostos orgânicos produzidos por esses microrganismos. Eles tem um amplo espectro de composições e diferentes massas moleculares. No geral, polissacarídeos de microalgas podem ser divididos em três grupos maioritários: reserva, estrutural e extracelular.
Os principais polissacarídeos são os de reserva, geralmente compostos por glucanas homogêneas como amido e suas variações em cianobactérias e rodófitas.
Polissacarídeos estruturais, presentes principalmente nas paredes celulares, podem variar enormemente em termos de composição, dependendo do grupo taxonômico, e incluem xilanas, mananas, ramnanas e várias glicoproteínas, sendo utilizados como um importante critério na definição de filos, classes e ordens de microalgas. Polissacarídeos extracelulares tem uma composição bastante variável, podendo formar compostos homogêneos contendo fucanas, mananas, arabinogalactanas, e heteropolissacarídeo contendo cinco ou mais tipos de monossacarídeos.
Muitos dos polissacarídeos conhecidos tem sido estudados quanto à sua atividade biológica. A grande quantidade de frações com diferentes pesos moleculares e diferentes composições, produzidas por espécies de microalgas ainda não tão bem estudadas, mostra a possibilidade da descoberta de outros inúmeros compostos bioativos.
Fucanas são polissacarídeos ricos em fucose, e apresentam um amploespectro de atividade biológica, incluindo efeito anticoagulante, anti-inflamatório, imunoestimulatório, anti-viral, anti-tumor e anti-metástase. As principais fontes são algas marrons (Classe Feofícea), particularmente das ordens Laminárias e Fucales, que produzem fucanas altamente sulfatadas conhecidas como fucoidan. Muitas espécies de microalgas podem também produzir fucanas com bioatividade, mas testes nessa área ainda são escassos. Crypfomonas obovata, Tetrapyrenoidosa cryptomonas (Cryptophyceae), Duostra thalassiosira (BaciIIariophyceae) and Staurastrum orbiculare (Zygnematophyceae) são exemplos de microalgas de água doce produtoras de polissacarídeos ricos em fucose.
Arabinanas, arabinogalactanas e ramnogalacturanas são muitas vezes associados com uma classe de compostos conhecidos como pectinas, caracterizadas pela presença de arabinos, galactose e ácido galacturônicos. Esses compostos são muito comuns em plantas superiores e plantas usadas em medicina tradicional. Muitas espécies de alga, especialmente aquelas filogeneticamente próximas às plantas superiores, apresentam pectinas na parede celular. Além disso, outras microalgas verdes exibem parede celular e polissacarídeos extracelulares similares à pectina, como glicoproteínas (feroporinas) que formam o envelope típico de Clamidomonadales Bars e Volvocales. A atividade imunoestimulatória de Chlorello sp. (ChlorococcaIes) é diretamente relacionada à presença de um polissacarídeo rico em arabinose e galactose.
Considerando os aspectos descritos, é evidente que a produção de polissacarídeos bioativos por microalgas deve ser melhor explorada. A bioprospecção mostra-se como uma ferramenta indispensável para a descoberta de novas substâncias de interesse humano.
A produção de EPS (exopolissacarídeos) por microalgas freqüentemente ocorre em condições de cultivo relacionados a altos ou baixos pH e forte luminosidade. Uma grande produção de EPS ocasiona uma diminuição na eficiência da colheita da biomassa, dificultando a filtração e a centrifugação. Por outro lado, a presença de certa quantidade de EPS no meio parece facilitar a colheita, causando floculação.
Spirulina sp. secreta exopolissacarídeos sulfatados por meio da formação de cápsula e a gradiente liberação no meio de cultura. As aplicações promissoras de EPS de Spirulina estão relacionadas à sua atividade biológica e vem sendo investigadas, como atividade antitumoral, antioxidante, antibiótica, antiparasitária, etc.
Não existem produtos nem estudos exatamente similares ao proposto nesta invenção. Alguns cremes utilizam extratos marinhos na sua composição, como os descritos a seguir.
Um exemplo é o chamado "Advanced Marine Biology Cream", de La Prairie, que promete desacelerar o processo de envelhecimento através de ativos marinhos antioxidantes avançados, que parecem firmar a pele, através do ácido hialurônico, e por ter um "Complexo Protetor", que combate o envelhecimento com ceramidas de arroz, extrato de algas marinhas e algas verdes que ajudam a estimular a produção de colágeno. Segundo o fabricante, são utilizados Ativos Hidratantes (alga marinha, extratos de milho e outros agentes hidratantes) em sua composição. Promete proteger a pele, por meio de "ativos marinhos para proteção antioxidante com extratos de algas cultivadas com tecnologia mariponic e o perejil marinho que proporcionam à pele uma capacidade antioxidante de defesas sem precedentes". Informações complementares podem ser encontradas em http://www.laprairie.com
Outro exemplo é o creme "Creme Facial com Algas e Ervas", da Multi Vegetal, que diz ser um creme nutritivo para a pele da face com extratos de plantas ricas em nutrientes e antioxidantes naturais os quais atuam como supressores de radicais livres que causam a morte celular e o envelhecimento da pele. Segundo as referências, ele contém Algas Marinhas - Fucus vesiculosus (antioxidante e fonte de iodo natural), Babosa -Aloe sp. (nutritivo e suavizante) Camomila - Chamomilla recutita (calmante, tônica, refrescante e anti-inflamatória), Ginkgo -Ginkgo biloba (antiinflamatório, antioxidante e estimulante da circulação sangüínea) e Erva Mate -llex paraguariensis (poderoso hidratante e antioxidante natural). Disponível em: http://www.multivegetal.com/creme-facial-com-algas-e-ervas.php
No entanto, nesse tipo de produto, os extratos utilizados são de macroalgas ("algas marinhas"), e não microalgas. Algas marinhas (macroalgas) têm o crescimento mais lento e delicado que as microalgas, que podem facilmente ser adaptadas a um processo produtivo industrial de grande escala.
No trabalho "Diseno de una crema para masajes con extracto de spirulina cubana, de González et al, 2005, publicada na Revista Cubana de Farmacologia, do Instituto de Farmacia e Alimentos, da Universidad de La Habana", é relatada a preparação de uma formulação de creme com extrato hidroalcoólico de Spirulina, diferentemente do objeto desta invenção, em que se usa um extrato aquoso. Além disso, González et al 2005 não descrevem o uso do EPS produzido pela microalga. Além disso, o objetivo de uso do produto é diferente, pois o nosso trabalho foi desenvolver um creme hidratante para a pele, de uso contínuo, enquanto no trabalho de González et al, 2005, o objetivo é o uso em massagens, podendo inclusive ser removido após o uso, e não em uso contínuo.
Algumas patentes já relatam a utilização de microalgas e seus compostos para a produção de produtos cosméticos. No entanto, nenhuma das patentes encontradas até o presente momento utiliza nem os mesmos microrganismos nem os mesmos processos para a obtenção de um produto com capacidade antioxidante e propriedades reológicas e sensoriais melhoradas, como apresentado na presente patente.
A patente W02010054322A1 intitulada "Cosmetic Compositions Compising Microalgal Components" utiliza células microalgais inteiras com determinado teor de caroteóides, e contem pelo menos 10% de óleo, sendo livre de qualquer outro tipo de óleo. São cremes que devem ser aplicados por meio de compressas, que duram entre 1 e 3 horas, não sendo para uso tópico nem contínuo. Nesse trabalho, não é mencionada a utilização de EPS dos microrganismos testados para melhoria das características reológicas nem sensoriais.
Já na patente W003000222A2 "Cosmetic Preparation With Anti-wrinkle action" utiliza-se um extrato aquoso de biomassa microalgal do qual purifica-se um peptídeo, que parece combater o envelhecimento da pele.
Na patente WO 2007/110511 "Cosmetic active ingredient composed of arginine ferrulate and a microalgae extract and its issues" o objetivo é a aumentar a atividade dos proteosomas da pele para que se aumente a produção de tioredoxina e reduzir a produção de proteínas glicolisadas. Isso é feito por meio da obtenção de um extrato hidroglicólico capaz de induzir tais reações. Ele é obido por meio de extrações de biomassas da microalgas Chlorella, Scenedesmus e Spirulina, e um extrato de café verde.
A patente FR276499A1 "Produit Cosmétique pour protéger épiderme des effets de la pollution atmosphérique" tem por objetivo a produção de um cosmético capaz de proteger a pele contra poluição, utilizando extratos de microrganismos marinhos do gênero Phormidium. Utiliza extratos até 0,1% em peso no produto final, e tem por base manter ou aumentar a quantidade de ATP intracelular nas células epidérmicas. A patente FR2785909A1 "Extract de micro-algae contenant de substances antiradicalaires et des polyssacharides sulfates et composition 1'incorporant" relata um processo para a obtenção de materiais de origem microalgal com atividade antioxidante. Essa atividade é devida à ação da enzima superóxido dismutase obtida por stress metabólico forçado. As espécies utilizadas são Porphyridium cruenfum e espécies pertencentes às Rodofícias.
A patente MD3781F1 "Procedeu de obtinere a preparatului antioxidant termostabil di biomassa cianobacteriei Spirulina platensis" relata processo produtivo que utiliza o meio de cultivo Gromov adicionado de ácido tartárico e imidazol. As células obtidas são rompidas por congelamento/descongelamento e o processo de recuperação dos princípios ativos inclui a utilização de superóxido dismutase.
A patente US7651690 "Purified component of blue-green algae and method of use" descreve a utilização de microalgas como Aphanizomenon e Spirulina para a produção de selectinas, descrevendo seu isolamento, purificação e uso.
Descrição Resumida da Invenção
A presente invenção trata do desenvolvimento de formulação cosmética contendo extrato aquoso de biomassa de microalga, que apresenta propriedades antioxidantes, e o polissacarídeo obtido da mesma microalga, para a melhoria de aspectos reológicos e sensoriais do produto cosmético.
Citação das Figuras (caso houver)
A Figura I ilustra a curva de crescimento de 5. platensis, durante 15 dias. Parâmetros de crescimento foram calculados: Pmax = 1,44g.L"1; Pmax = 0,42g.L'1.d'1, e Mmax= 0,43 day1.
A Figura 2 ilustra o teste de potencial antioxidante pela metodologia da quimioluminescência, que pode ser utilizado para o cálculo do IC50 do extrato aquoso de biomassa. A Figura 3 ilustra o teste de potencial antioxidante pela metodologia da quimioluminescência, que pode ser utilizado para o cálculo do IC50 do EPS de Spirulina.
A Figura 4 mostra curvas obtidas por análise reológica dos cremes. No coso, são curvos de fluxo, do creme base (a), do creme com 0,5% de EPS (b); do creme com 2,5% de EPS de Spirulina (c); e do creme com 5.0% de EPS de Spirulina (d). Esses comportamentos mostram que a adição de valores mais altos de EPS (2,5 e 5%) atuam negativamente na tixotropia do produto, aumentando muito ou diminuindo muito as áreas de histerese (que podem ser vistas na figura como as áreas entre as curvas ascendentes e descendentes). O comportamento mais adequado mostra-se compatível com o mostrado na Figura (b), mostrando que a concentração de 0,5% de EPS foi a que apresentou um melhor resultado.
A Figura 5 mostra curvas obtidas por análise reológica dos cremes. No coso, são curvos de varredura de tensão, do creme base (a), do creme com 0,5% de EPS (b); do creme com 2,5% de EPS de Spirulina (c); e do creme com 5.0% de EPS de Spirulina (d). Esses comportamentos mostram que a gdição de valores mais altos de EPS (2,5 e 5%) atuam negativamente no comportamento dos módulos G' e G" da formulação. Para os creme Base e com 0,5% de EPS de Spirulina, o comportamento foi praticamente constante, mostrado pelas curvas quase totalmente horizontais. Já para as outras duas formulações, contendo 2,5 e 5,0% de EPS esse comportamento não foi verificado, com distorções nos comportamentos das curvas. Assim, novamente, o comportamento mais adequado mostra-se compatível com o mostrado na Figura (b), mostrando que a concentração de 0,5% de EPS foi a que apresentou um melhor resultado.
A Figura 6 mostra curvas obtidas por análise reológica dos cremes. No coso, são curvas de vorredura de freqüência, do creme base (a), do creme com 0,5% de EPS (b); do creme com 2,5% de EPS de Spirulina (c); e do creme com 5.0% de EPS de Spirulina (d). Esses comportamentos mostram que a adição de valores mais altos de EPS (2,5 e 5%) atuam negativamente no comportamento dos módulos G' e G" da formulação. Para os creme Base e com 0,5% de EPS de Spirulina, o módulo G" foi praticamente constante e horizontal, e o móldulo G', apesar de apresentar comportamento levemente crescente (inclinado), apresentou-o de forma mais suave que os outros. Já para as outras duas formulações, contendo 2,5 e 5,0% de EPS esse comportamento não foi verificado, com distorções nos comportamentos das duas curvas. Assim, novamente, o comportamento mais adequado mostra-se compatível com o mostrado na Figura (b), mostrando que a concentração de 0,5% de EPS foi a que apresentou um melhor resultado.
A Figura 7 mostra curvas obtidas por análise reológica dos cremes. No caso, são curvas do teste chamado Creep and Recovery, do creme base (a), do creme com 0,5% de EPS (b); do creme com 2,5% de EPS de Spirulina (c); e do creme com 5.0% de EPS de Spirulina (d). O Creme Base e o creme com 0,5% de EPS mostraram praticamente a mesma recuperação, enquanto que para as outras duas formulações, as recuperações foram menores, indicando que esses dois cremes devem ser mais fluidos do que os dois primeiros, causando problemas na sua aplicação e uso, podendo escorrer pela pele, e podendo ter também uma aparência menos cremosa.
A Figura 8 mostra curvas de atividade de água de cada creme em cada condição testada no teste de estabilidade acelerada. É possível notar que a atividade de água manteve-se praticamente constante após 90 dias de análise para todas as condições testadas para o Creme Spirulina (pontos demarcados com marcação verde) enquanto que os cremes base tiveram uma grande perda de atividade de água (pontos demarcados em vermelho), o que pode ser explicado pela capacidade de retenção de água pelo EPS.
A Figura 9 mostra as médias de espalhabilidade encontradas para cada condição testada no teste de estabilidade acelerada. É possível notar que a temperaturas mais altas (Incubator) o creme perde água livre e resseca, o que interfere diretamente no valor da espalhabilidade do mesmo (tanto Creme Base quanto Creme Spirulina tiveram valores baixos de espalhabilidade nessa condição, quando comparado com as demais condições). É importante notar também que para todas as condições, o Creme Spirulina teve os melhores valor de espalhabilidade em relação à formulação Creme Base, mostrando que o EPS melhorou não apenas as características sensoriais mas também as características reológicas tornaram-se melhores.
A Figura 10 mostra o resultado da avaliação sensorial realizada com os Cremes Base e Spirulina. As notas podiam variar entre 1 e 9. É possível notar que para o Creme Spirulina, objeto da presente invenção, todas as avaliações foram melhores
Descrição Detalhada da Invenção
O processo de obtenção do creme com propriedades antioxidantes e sensoriais diferenciadas inicia-se pelo cultivo da microalga. Dado o tempo de cultivo, a biomassa é recolhida por um processo de separação física, preferencialmente gravitacional, como filtração e centrifugação. Realiza-se a subseqüente secagem da biomassa a 60°C, mas podendo variar entre a temperatura ambiente e 100°C. Após a secagem a biomassa é triturada. A biomassa é diluída e homogeneizada em solvente polar (10 a 50% m/v), preferencialmente água. A mistura é centrifugada para a separação da biomassa e o extrato (sobrenadante) é utilizado.
O sobrenadante, que é separado do cultivo da microalga, é concentrado (até 4 vezes do seu volume inicial) em rotaevaporador e precipitado com etanol (são utilizados até 4 volumes de etanol para cada volume de extrato concentrado). A mistura é deixada em freezer (-5 a -20°C) para melhor decantação do exopolissacarídeo (EPS). Após centrifugação, os sais remanescentes são removidos por meio de díálise preferencialmente com membrana de diálise de 16kDa (mas podendo variar entre 7 e 22kDa). O polissacarídeo purificado é então Iiofilizado para posterior aplicação. O creme-base utilizado trata-se de uma emulsão óleo/água contendo: Álcool ceto-estearílico etoxilado, Álcool ceto-estearílico, Fluido de Silicone (dimeticone copoliol), Palmitato de cetila, Miristato de isopropila, Propilparabeno, Metilparabenoi Propilenoglicol, Lanolina etoxilada 50%, e água destilada. A composição do creme-base não se restringe a este descrito; podem ser utilizados outros cremes-base aos quais serão adicionados o extrato de microaiga e seu EPS. Ao creme base são adicionados de 0,5 a 5% do polissacarídeo microalgal, e de 1 a 10 mL de uma extração aquosa a 5-40% da biomassa. As amostras são homogeneizadas e o pH ajustado entre 5 e 7 com solução ácida/básica.
Não há necessidade de se utilizar a célula inteira da microaiga, que não se dissolveria no creme, gerando problemas sensoriais e até mesmo de mau cheiro. Esses problemas são evitados pela formulação proposta nesta invenção, simultaneamente mantendo-se as propriedades antioxidantes da microaiga. Outra vantagem observada na formulação proposta é a eliminação da necessidade de se utilizar preservantes de origem química (moléculas sintéticas que são normalmente utilizadas para esse fim, e cuja segurança vem sendo questionada ultimamente, como o BHT e o BHA). Além disso, os polissacarídeos adicionados podem proporcionar ao creme propriedades sensoriais melhoradas e exclusivas que não seriam obtidas com a utilização de outras moléculas/ingredientes.
Os exemplos descritos a seguir mostram o uso de EPS e extrato de biomassa da microaiga Spirulino platensis. Porém, como citado anteriormente, as aplicações cosméticas do extrato aquoso e EPS de microalgas não se restringem a esta espécie.
Exemplo 1: Produção de Biomassa e Obtenção do EPS e Análise do Poder
Antioxidante da Biomassa e do EPS A cepa de Spirulina platensis foi cultivada em Erlenmeyers de 6 litros (4L de volume útil) a 30°C em meio de cultivo Zarrouk. A iluminação foi fornecida por lâmpadas fluorescentes do tipo luz do dia fornecendo um total de 3500 lux. O período de luz utilizado foi igual a 12:12 h (luz / escuro). A agitação foi realizada com injeção de ar a 0,2-0,3 vvm. A concentração inicial de S. plafensis toi de 0,23g.L-1e o crescimento da biomassa foi monitorado por peso seco.
As amostras foram retiradas diariamente e centrifugadas em centrífuga Mach Legend Sorvall 1,6 R (Sorvall, Alemanha) a 16800xg por 15 min. As células foram lavadas com água e secas a 60°C até peso constante, enquanto o meio livre de células foi utilizado para análise de açúcares totais pelo método fenol-sulfúrico (Dubois, M., Gilles, K.A., Hamilton, J.K., Rebers, P.A., Smith, E., 1956. Colorimetric method for determination of sugars and related substances. Anal. Chem. 28, 350-356.), estimando a produção de EPS.
A biomassa seca foi analisada quanto a clorofilas, carboidratos, proteínas, lipídeos e cinzas. Os pigmentos foram extraídos com acetona 90% e a quantificação seguiu as equações sugeridas por (Strickland, J.D.H., Parsons, T.R. A practical handbook of seawater analysis Pigment analysis. Buli. Fish. Res. Bd. Canada 167, 311. 1968). Lipídios foram determinados por extração com metanol: clorofórmio 1:1, seguido por uma extração líquido-líquido com hexano (Sydney, E.B., et al. Potential carbon dioxide fixation by industrially important microalgae. Bioresour. Technol. 20 2010). Cinzas foram quantificadas pelo método AOAC 941,12, enquanto método de fenol-sulfúrico foi utilizado para determinação de carboidratos totais e o método de Lowry (Lowry, O. H., N. J. Rosebrough, A.L. Farr and R. J. Randall1 1951. Protein measurement with the Folin-Phenol reagents. J. Biol. Chem. 193: 265-275) para determinação de proteína. Os compostos fenólicos 25 foram quantificados pelo método Folin-Ciocalteu (Costa, D.A., Chaves, M.H., Silva, W.C.S, Costi, C.H.S. Constituintes químicos, fenóis totais e atividade antioxidante de Sterculia striata St. Hil. et Naudin. Acta Amaz. vol.40 n°.1 Manaus, Mar. 2010), e o potencial antioxidante foi determinado através de duas metodologias distintas: o sistema de ensaio 2,2-difenil-1-picrilhidrazil 30 (DPPH) e testes de quimiluminescência, utilizando 10% (w/v) do extrato aquoso de biomassa. A cultura de S. platensis foi filtrada a vácuo em papel-filtro (Whatman 1). O filtrado foi concentrado até % do volume original de evaporador rotativo à vácuo abaixo de 50°C. O concentrado foi então dialisado em membrana de diálise de 12-14 KDa. Para a precipitação de EPS, quatro volumes de etanol absoluto foram adicionados ao concentrado obtido, sob agitação vigorosa. Essa mistura foi deixada overnight a 4°C. Após centrifugação a 16800xg por 10 min, o sobrenadante foi descartado. O EPS foi Iiofilizado e guardado para as aplicações subsequentes.
A concentração de polissacarídeo extracelular foi determinada de acordo com o método clássico de Dubois et al. (1956) utilizando solução de glicose como padrão de referência.
A análise da composição de EPS foi realizada em um aparelho de HPLC (High Performance Liquid Chromatrography) da marca Shimadzu equipado com um detector de índice de refração. A coluna utilizada foi Aminex HPX87H, com as condições de análise: H2SO4 5mm, 60°C, 0,6 mL / min.
A curva de crescimento obtida para a cianobactéria S. platensis pode ser vista na figura 1.
A composição geral da biomassa Spirulina platensis em termos de proteínas, açúcares, pigmentos, lipídios e cinzas é mostrada na tabela 1.
Tabela 1: Composição centesimal de biomassa de S. platensis.
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Teste de compostos fenólicos foram realizados na biomassa e nos polissacarídeos, utilizando para tal uma dissolução inicial de 10% (v / w). Spirulina platensis contém muito tipos de pigmentos, incluindo clorofila-a, xantofila, beta-caroteno, echinenona, myxoxanthophyll, zeaxantina, cantaxantina, diatoxantina, 3'-hydroxyechinenona, beta-criptoxantina e oscillaxantina, além da ficobiliproteínas c-ficocianina e aloficocianina . Todos os pigmentos enumerados têm pelo menos uma região fenólica característica, que pode desempenhar um papel como antioxidante. O teor de compostos tenólicos totais foi igual a 150,39 mg por 100 g de biomassa. A quantidade de clorofilas a e b e os carotenóides são apresentados na Tabela 2.
Tabela 2: Quantificação de Clorofila e Carotenóides da biomassa de S. platensis.
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O potencial antioxidante da biomassa de Spirulina platensis foi quantificado através do método de quimioluminescência. Gráficos de barras mostrado na figura 4 indicam o sinal medido pelo equipamento, proporcional ao teor de radicais livres. Assim, amostras com poder antioxidante superior possuem menores áreas de resposta por esse método.
O solvente utilizado nas diluições foi tampão fosfato, pH 7,4. Um controle foi feito com água destilada.
Observa-se claramente pela Figura 2 que a amostra de biomassa teve uma capacidade de quase 100% de inibição de radicais livres a uma concentração de aproximadamente 2,0 mg / mL. Assim, o IC50 da amostra pode ser calculado, o que eqüivale a 0,962 mg / ml.
Como comparativo, o BHT (di-terc-butil metil-fenol) possui um IC50 igual a 12,5 pg / mL e BHA (terc-butil-4-hidroxianisol) igual a 2,97 yg / mL.
A produção de EPS por Spirulina platensis foi acompanhada durante 14 dias, atingindo O^ógL-1, o que significa 0.183gEPS/gbiomass (18,3%). O saldo teórico para Spirulina platensis pode chegar a 51%, especialmente quando cultivada em condições de estresse (temperatura, iluminação e/ou pH, por exemplo). O EPS não-dialisado liofilizado apresentou uma aparência muito semelhante ao caulim. Ambos tem baixa densidade, aspecto claro e baixa densidade.
A composição monossacarídica dos EPS produzidos é mostradoa na tabela 3. Hexoses são os principais constituintes do EPS (manose, glicose e galactose), mas grande quantidade de pentoses também foi observada (ramnose e fucose).
Tabela 3: Teor de proteína e carboidratos no EPS e sua composição monossacarídica.
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A quantidade de compostos fenólicos na EPS foi igual a 7,44 mg (em 100 g de amostra EPS). Para quantificar o potencial antioxidante do EPS o método de quimioluminescência dependente de Iuminol foi utilizado (Figura 3). O IC50 do EPS foi igual a 2,878 mg / ml. Esse valor é três vezes maior 15 que o do extrato de biomassa, o que significa que o extrato de biomassa testado é três vezes mais eficiente contra os radicais livres do que o EPS em si.
Exemplo 2: Análise reolóaica de cremes acrescidos de diferentes concentrações de EPS
Quatro conjuntos de cremes foram preparadas, utilizando a formulação já descrita. Para três desses cremes foi adicionado EPS de Spirulina em concentrações crescentes de 0,5%, 2,5% e 5,0%. Um controle foi utilizado sem adição de EPS. Os cremes foram mantidas em frascos opacos a 4°C. Quatro horas antes das análises, os cremes foram deixados em temperatura ambiente até entrar em equilíbrio térmico.
A análise reológica foi realizada em um reômetro Mod Brooktield RV III, utilizando um sistema cone-placa, Software Rheocalc 3.0. e um spindle CP 52. A análise foi realizada em triplicata utilizando 0,4 g da amostra. Todos os cremes testados (com ou sem adição de Spirulina EPS) mostraram um comportamento não-newtoniano, pseudoplástico e viscoelástico e tixotrópico. A área de histerese mais adequada foi atingida com 0,5% de EPS de Spirulino platensis. Essa mesma composição apresentou a melhor viscosidade aparente, indicando melhor espalhabilidade em relação aos demais cremes.
As varreduras de freqüência e tensão foram realizadas para observar o comportamento dos módulos G 'e G de cada amostra. O creme base e o creme com 0,5% de EPS mostraram o padrão mais constante, o que indica melhor estabilidade da emulsão (distorcida em outros cremes, provavelmente pela grande quantidade de partículas sólidas). As figuras de 4 a 7 ilustram os testes realizados com os cremes com diferentes concentrações de EPS de Spirulina.
Exemplo 3: Análise de Estabilidade
Foi preparado um quilo de creme de base, que foi dividido em duas partes, sendo que em uma delas foram adicionados 0,5% (p/p) de EPS de Spirulina platensis e 2ml de extrato aquoso de biomassa (10% v/w)a. Cada parte foi dividida em 5 frascos de plástico com capacidade para 120g, contendo cada um 90-100g de creme. Os frascos foram distribuídos para avaliar a resposta a diferentes condições. Um frasco de creme base e um de creme base contendo extrato de biomassa e EPS de S. platensis foram deixados sob as seguintes condições: temperatura ambiente, geladeira (5°C), estufa (37°C), agitador (120rpm, 27°C) e prateleira iluminada (3500lux, 27°C).
A estabilidade dos cremes-teste foi avaliada durante 90 dias (de estabilidade acelerada). O creme de Spirulina apresentou melhor capacidade de retenção de água (Figura 8), indicando maior poder hidratante.
Ambos os cremes apresentaram variações negativas, quando incubadas a temperaturas elevadas, pois houve perda de água, sendo modificado o aspecto geral do creme e diminuindo a sua espalhabilidade (Figura 9). Para todas as outras condições, o creme de Spirulina apresentou melhores valores de espalhabilidade do que o creme base.
Exemplo 4: Análise Sensorial de creme contendo Extrato aauoso de
biomassa e EPS
A análise sensorial foi realizada em um grupo de 35 adultos voluntários. Todas as pessoas foram informadas sobre o conteúdo da prova, bem como dos riscos a ela inerentes. Os testes foram realizados somente após a assinatura do termo de acordo e contrato de adesão.
Os dois cremes avaliados possuíam a mesma composição básica. A diferença entre os chamados "Creme Base" do "Creme Spirulina" foi a adição de 0,5% de EPS da microalga Spirulina platensis e 4mL/kg de 10% de extrato aquoso de biomassa.
Dois kits foram preparados, cada um contendo as amostras e materiais de apoio (espátulas, água, toalha e guardanapos de papel). As amostras foram numeradas aleatoriamente, de modo que o voluntário não possa estabelecer uma relação lógica entre eles.
Quatro medidas de hidratação inicial da pele foram feitas antes da aplicação dos cremes, utilizando o dispositivo Corneometer CM825. As regiões foram demarcadas no antebraço dos membros do painel, com pontos nos vértices de quadrados medindo 3,5 cm χ 3,5 centímetros (12,25 cm 2) para a aplicação. Um molde foi usado porque a medição da hidratação da pele deve ser feita exatamente nas regiões onde os cremes foram aplicados. Os integrantes do grupo foram, então, convidados a dar início à avaliação e ao responder ao questionário.
Para a aplicação uma pequena porção dos cremes avaliados foi retirada do recipiente com uma espátula, evitando a contaminação através do contato dos dedos do membro do painel com o creme remanescente no frasco. Uma vez colocado sobre a pele, o creme foi espalhado manualmente, em 15-20 movimentos circulares, até completa absorção.
O questionário foi feito com base em uma análise afetiva. Os seguintes parâmetros foram escolhidos: aspecto, consistência, velocidade de secagem, brilho, espalhabilidade, pegajosidade, sensação graxa residual e impressão global. Além disso, duas questões foram adicionadas a respeito da atitude de compra do creme. A primeira questão era sobre a atitude de compra com base nas características do creme avaliado, e a segunda sobre a influência da presença de um extrato antioxidante natural na formulação do creme.
O creme Spirulina teve uma melhor avaliação quanto a sua consistência, a velocidade de secagem, brilho, espalhabilidade viscosidade, e sensação graxa residual. A impressão geral também foi melhor para o Creme de Spirulina. O potencial de compra do creme Spirulina foi muito superior ao Creme Base. O resumo da avaliação de cada aspecto de cada creme pode ser visualizado na figura 10.
O poder hidratante do creme contendo Spirulina foi maior do que o creme base, mostrando que além de melhorar as propriedades sensoriais, a adição de EPS proporciona maior hidratação da pele.
Quando considerada a possível existência de um antioxidante natural nos cremes, a intenção de compra pelos os membros do painel aumentou.
Exemplo 4: Análise de Irritabilidade
A metodologia escolhida para avaliar o potencial irritante cremes foi o Método de Draize, com modificações. Um grupo de 10 cobaias albinas (Cav/a porcellus), machos, com 120 dias de idade, foram utilizados. Antes de iniciar o experimento, eles" foram deixados em Biotério durante três semanas para aclimatação. Quando alcançaram 142 dias de idade, o teste foi realizado. Duas áreas do dorso dos animais foram raspadas, com o tamanho 8cmx5cm, 24 horas antes da aplicação de creme. Foi feita uma aplicação de 0,5 g de cada creme (um creme-base e um creme-base contendo extrato aquoso de biomassa a 10% e 0,5% de EPS) em cada área de todos os animais. Não foi necessário cobrir os locais de teste com gaze cirúrgica, tal como recomendado em algumas metodologias, pois o creme foi completamente e rapidamente absorvido pela pele dos animais. Os animais foram divididos em dois grupos de cinco: um grupo recebeu aplicação de creme base e o outro, o creme de Spirulina.
Os locais de aplicação foram visualmente observados logo após a aplicação e após 24 e 72h. Edema, eritema e escaras, assim como reversibilidade de possíveis reações após sete dias foram observadas.
Ambos EPS e creme base não causaram qualquer irritação na pele de cobaias. Assim sendo, o IIC (índice de irritabilidade cutânea) foi igual a zero.

Claims (27)

1. PRODUTOS COSMÉTICOS CONTENDO EXTRATOS E COMPONENTES MICROALGAIS E PROCESSO PARA PRODUÇÃO DOS MESMOS, caracterizados pela utilização de exopolissacarídeos de origem microalgal e extratos de biomassa microalgal.
2. PRODUTOS COSMÉTICOS CONTENDO EXTRATOS E COMPONENTES MICROALGAIS E PROCESSO PARA PRODUÇÃO DOS MESMOS, de acordo com a reinvidicação 1, caracterizados pela adição de componente(s), incluindo extratos de biomassa microalgal e exopolissacarídeos microalgais na formulação do produto.
3. PRODUTOS COSMÉTICOS CONTENDO EXTRATOS E COMPONENTES MICROALGAIS E PROCESSO PARA PRODUÇÃO DOS MESMOS, de acordo com as reinvidicações 1 e 2, caracterizados pela ação do exopolissacarídeo microalgal como agente melhorador da reologia, estabilidade e de propriedades sensoriais desses produtos.
4. PRODUTOS COSMÉTICOS CONTENDO EXTRATOS E COMPONENTES MICROALGAIS E PROCESSO PARA PRODUÇÃO DOS MESMOS, de acordo com as reinvidicações 1 e 2, caracterizados pelo fato de o extrato de biomassa microalgal ser uma fonte de substâncias antioxidantes.
5. PRODUTOS COSMÉTICOS CONTENDO EXTRATOS E COMPONENTES MICROALGAIS E PROCESSO PARA PRODUÇÃO DOS MESMOS, que utilizam um creme base para a adição de produtos, incluindo extratos microalgais , de acordo com a reivindicação 1, , caracterizado pelo uso da seguinte formulação, que contém: Um tensoativo/emulsionante, incluindo Álcool estearílico Etoxilado numa concentração que pode variar de 2 a 4%; um emulsionante emoliente, incluindo Álcool estearílico numa concentração que pode variar de 4 a 8%; Fluido de silicone (dimeticone copoliol) = 0,5 a 3%; emolientes, incluindo Palmitato de cetila numa concentração que pode variar de 1 a 5% e Miristato de Isopropila numa concentração que pode variar de 2 a 6%; conservante e antimicrobianos incluindo Propilparabeno numa concentração que pode variar de 0,001 a 0,1% e Metilparabeno numa concentração que pode variar de 0,01 a 1%; um umectante e solubilizante incluindo propilenoglicol numa concentração que pode variar de 1 a 5% ; um agente estabilizador e condicionante incluindo Lanolina etoxilada a 40 a 60% numa concentração que pode variar de 0,05 a 5% e Água.
6. PRODUTOS COSMÉTICOS CONTENDO EXTRATOS E COMPONENTES MICROALGAIS E PROCESSO PARA PRODUÇÃO DOS MESMOS, de acordo com as reinvidicações 1 e 5, caracterizado pelo uso de qualquer outra formulação cosmética para uso tópico em partes do corpo humano, incluindo cabelo, pele, mucosas e unhas.
7. PROCESSO PARA PRODUÇÃO DE PRODUTOS COSMÉTICOS CONTENDO EXTRATOS E COMPONENTES MICROALGAIS, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por compreender as seguintes etapas: - Cultivo de microalgas; - Separação física da biomassa e do sobrenadante contendo EPS; - Secagem da biomassa restante; - Trituração da biomassa seca; - Diluição e homogeneização da biomassa em solvente polar; - Evaporação do solvente polar, caso não se utilize solvente aquoso (opcional); - Centrifugação do material resultante, para separação do sobrenadante contendo solução com antioxidantes, da biomassa; - Concentração do primeiro sobrenadante extraído, contendo os EPS; - Precipitação dos EPS com adição de solvente polar; - Decantação dos EPS precipitados; - Diálise dos EPS resultantes para retirada dos sais (opcional); - Prepação do creme base com EPS, solução com antioxidantes e formulação base.
8. PRODUTOS COSMÉTICOS CONTENDO EXTRATOS E COMPONENTES MICROALGAIS E PROCESSO PARA PRODUÇÃO DOS MESMOS, de acordo com as reivindicações 1, e 7, caracterizado pelo a etapa de cultivo de microalgas utilizar microalgas, compreendendo Amphidinium sp. e outros membros da classe Inophyfa Chlorachnion sp. e outros organismos da classe Chlorachniopyhto, Botryococcus sp., Chiamydomonas sp., Chlorella sp., Chloroehytrium sp., Cholococcum sp., Chloromonas sp., Chorieystis sp., Coeeobotrys sp., Coelastrum sp., Cystomonas sp., Dactyloeoceus sp., Desmodesmus sp., Dicyococcus sp., Dunaliella sp., Haematoeoceu sp., Mierospora sp., Pediastrum sp., Pseudochlorella sp., Seenedesmus sp., Tetraeystis sp., Tetradesmus sp.,Tetraselmis sp., Tetraspora sp., Volvox sp., e outros membros da classe Chlorophyeeae, Mieromonas sp. e outros membros da classe Prasinophyeeae, Mieromonas sp., e outros membros da classe Prasinophyeeae sp., Aetinastrum sp., Desmoeoceus sp., Muriella sp., Nannoclhoris sp., Ooeystis sp., Cladophoropsis sp., Halochloroeoceum sp., e outros membros da classe Ulvophyeeae, Chroomonas sp., e outros membros da classe Cryptophyeeae, Anabaena sp, Aphanizomenon sp., Aphanoeaspa sp., Arthrospira sp., Calothrix sp., Chroococcus sp., Crinalium sp., Fiseherella sp., Fremyella sp., Limnothrix sp., Lyngbya sp., Mieroeoleus sp., Microeystis sp., Nodularia sp., Nostoe sp., Oscillatoria sp., Spirulina sp., Synechococcus sp., Synechoeystis sp. e outros membros da divisão Cyanobateria Euglena sp. e outros membros da classe Euglenophyeeae, Cyanophora sp., e outros membros da divisão Glaueophyta, Isoehrysis sp., Pavlova sp. e outros membros da divisão Haptophyta, CyeIoteIIa sp., Phaeodaetylum sp., Skeletonema sp., Thalassiosira sp. e outros membros da classe Bacillariophyceaef Chromulina sp. e outros membros da classe Chrysophyeeae, Nannochloropsis sp., Phaeobotrys sp., Heterosigma sp., Botrydium sp., Heteroeoeeus sp., Xanthonema sp., e outros membros da divisão Heterokontophyta, Cyanidium sp., Dixoniella sp., Galdieria sp., Porphyra sp., Porphyridium sp., Rhodospora sp. e outros membros da classe Rhodophyeeae; Choleoehaete sp., Arthrodesmus sp., Cosmarium sp., Desmidim sp., Euastrum sp., Spirogyra sp., Zygnema sp. e outros membros da divisão Charophyta.
9. Processo, de acordo com a reivindicação 7, caracterizado pelo fato de a etapa de cultivo de microalgas ser realizado em aeração constante de 0,2 a 0,3 vvm, durante um período compreendido entre 10 e 30 dias, numa temperatura de 20 a 35° C, com utilização de ciclos de iluminação, incluindo luz natural e artificial, com adição de fontes de carbono, incluindo bicarbonato de sódio (de -14 a 18 g.L.-1) e sais minerais, incluindo (em g.L-1): K2HPO4 (de 0,1 a 1,5); NaNO3 (de 1 a 4,5); K2SO4 (de 0,5 a 2,0); NaCl(de 0,5 a 2,0); MgSO4JH2O (de 0,1 a 1,0); CaCI2 (de 0,01 a 0,08); EDTA (de 0,02 a 0,1) e 1,0 mL.L-' das soluções A5 e B6. Solução A5 (g.L-'): H3BO3 (de 2 a 3); MnCMH2O (de 1 a -3); ZnSO4JH2O (de 0,1 a 0,5); CuC04.5H20 (de 0,05 a 0,1); MnO3 (de 0,01 a 0,05). Solução B6 (gL-i): NH4VO3 (de 20 a 25); KCr(SO4)2.12H20 (de 150 a -210); NiSO4.6H20 (de 30 a 50); Na2W04.2H20 (de 15 a 20); TiS04.H2S04.8H -2O (de 55 a 70); C0(N03)2.ÓH20 (de 35 a 50).
10. Processo, de acordo com a reivindicação 7, caracterizado pelo fato de a separação física da biomassa poder ser realizada através de um processo de separação gravitacional, compreendendo centrifugação e filtração.
11. Processo, de acordo com as reivindicações 7 e 10,caracterizado pelo fato de a etapa de centrifugação para separação da biomassa e da solução contendo EPS ser realizada em uma faixa de 7000 a 15000 rpm.
12. Processo, de acordo com a reivindicação 7, 10 caracterizado pelo fato de a etapa de secagem de biomassa ser realizada numa temperatura de 20° a 100°C, num período de 1 a 15 dias.
13. Processo, de acordo com a reivindicação 7, caracterizado pelo fato de a etapa de a diluição da biomassa, após triturada, ser realizada com solvente polar, incluindo água, etanol, metanol e clorofórmio numa concentração de 5 a 20% m/v.
14. Processo, de acordo com as reivindicações 7 e 13, caracterizado por dispensar a etapa de evaporação de solvente polar, por se tratar de um extrato aquoso.
15. Processo, de acordo com a reivindicação 7,caracterizado pelo fato de a etapa de centrifugação da biomassa diluída em solvente polar ser realizada em 1000 a 10000 rpm e separar a biomassa extraída e o extrato contendo antioxidantes.
16. Processo, de acordo com as reivindicações 7 e 11, 25 caracterizado pelo fato de a concentração da solução contendo EPS ser realizada através de evaporação de 50 a 90% da fase líquida.
17. Processo, de acordo com as reivindicações 7, 11 e 16, caracterizado pelo fato de a o EPS ser precipitado da solução concentrada pela adição de o dobro até o quádruplo de solvente polar em relação ao volume de solução, compreendendo etanol.
18. Processo, de acordo com as reivindicações 7 e 11, caracterizado pelo fato de a etapa de decantação dos EPS, após a precipitação, ser realizada em uma temperatura de -4°C a 25°C, por um período de 4 a 24 horas.
19. Processo, de acordo com as reivindicações 7, 11 e 18, caracterizado por conter uma etapa de centrifugação de 5000 a 10000 rpm por um período de 10 a 30 minutos, após a decantação dos EPS, para purificação dos EPS.
20. Processo, de acordo com qualquer das reivindicações anteriores, caracterizado pelo fato de a etapa para elaboração do creme final, compreender uma mistura entre os EPS e os antioxidantes purificados com um creme base.
21. Processo, de acordo com as reivindicações anteriores, caracterizado por disponibilizar os EPS em forma de pó, através de um processo de secagem, incluindo liofilização.
22. Produtos Cosméticos Contendo Produtos e Extratos Microalgais, de acordo com quaisquer das reivindicações anteriores,caracterizado pelo adição de 1 a 10 mL de extrato, contendo antioxidantes, por 50g de creme final.
23. Produtos Cosméticos Contendo Produtos e Extratos Microalgais, de acordo com as reivindicações 1, 5, 7, 20 e 22, caracterizado pelo fato de adicionar ao creme base um exopolissacarídeo de origem microalgal seco.
24. Produtos Cosméticos Contendo Produtos e Extratos Microalgais, de acordo com as reivindicações 1, 5, 7, 20, 22 e23, caracterizados pelo fato de a secagem dos exopolissacarídeos ser realizada por liofilização.
25. Produtos Cosméticos Contendo Produtos e Extratos Microalgaisi de acordo com as reivindicações 1, 5, 7, 20, 22 e 23, caracterizados pelo fato de a secagem dos exopolissacarídeos ser realizada por diálise.
26. Produtos Cosméticos Contendo Produtos e Extratos Microalgais, de acordo com as reivindicações 1, 5, 7, 20 e 22, caracterizado pelo fato de adicionar ao creme base um exopolissacarídeo de origem microalgal úmido, não-dializado e não- liofilizado.
27. Produtos Cosméticos Contendo Produtos e Extratos Microalgais, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pela adição de 0,1 a 10% (m/m) de exopolissacarídeo à formulação do creme.
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Cited By (2)

* Cited by examiner, † Cited by third party
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WO2015084136A1 (fr) * 2013-12-06 2015-06-11 Moroccan Foundation For Advanced Science, Innovation & Research (Mascir) Utilisation de composition a base d'extraits de micro-algues marine pour le traitement de l'acne
FR3017051A1 (fr) * 2014-02-05 2015-08-07 Biolog Marine Daniel Jouvance Lab De Composition a base d'eau de mer et d'extraits d'algues et utilisations

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