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BRPI0815033B1 - processo para aplicar uma película revestida ou não revestida - Google Patents

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BRPI0815033B1
BRPI0815033B1 BRPI0815033A BRPI0815033A BRPI0815033B1 BR PI0815033 B1 BRPI0815033 B1 BR PI0815033B1 BR PI0815033 A BRPI0815033 A BR PI0815033A BR PI0815033 A BRPI0815033 A BR PI0815033A BR PI0815033 B1 BRPI0815033 B1 BR PI0815033B1
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BR
Brazil
Prior art keywords
process according
hma
lens substrate
coating
lens
Prior art date
Application number
BRPI0815033A
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English (en)
Inventor
Zheng Haipeng
Jiang Peiqi
Weber Steven
Original Assignee
Essilor Int
Essilor Int Compagnie Generale D Optique
Priority date (The priority date is an assumption and is not a legal conclusion. Google has not performed a legal analysis and makes no representation as to the accuracy of the date listed.)
Filing date
Publication date
Application filed by Essilor Int, Essilor Int Compagnie Generale D Optique filed Critical Essilor Int
Publication of BRPI0815033A2 publication Critical patent/BRPI0815033A2/pt
Publication of BRPI0815033B1 publication Critical patent/BRPI0815033B1/pt

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Description

(54) Título: PROCESSO PARA APLICAR UMA PELÍCULA REVESTIDA OU NÃO REVESTIDA (51) lnt.CI.: B29D 11/00; G02B 1/10 (30) Prioridade Unionista: 08/08/2007 US 60/954,723 (73) Titular(es): ESSILOR INTERNATIONAL (72) Inventor(es): PEIQI JIANG; STEVEN WEBER; HAIPENG ZHENG (85) Data do Início da Fase Nacional: 08/02/2010
1/46 “PROCESSO PARA APLICAR UMA PELÍCULA REVESTIDA OU NÃO REVESTIDA” FUNDAMENTOS DA INVENÇÃO CAMPO DA INVENÇÃO [0001] A presente invenção diz respeito a um processo ou método melhorados para transferir pelo menos um revestimento ou laminar uma película revestida ou não revestida sobre pelo menos uma superfície geometricamente definida de um substrato de lente, que pode ser executado em um curto período de tempo sem nenhum risco de deformação do substrato de lente, e resulta no revestimento ou na película revestida ou não revestida que se adere ao substrato de lente através de uma camada adesiva de espessura uniforme.
[0002] Além disso, o processo ou método da invenção permite transferir um revestimento ou laminar uma película revestida ou não revestida sobre uma superfície áspera de um substrato de lente, isto é, uma superfície de um substrato de lente que foi alisado e afinado, mas não polido ou uma superfície que foi alisada (cortada) (tipicamente por alisamento digital) e não polida.
DESCRIÇÃO DA TÉCNICA RELACIONADA [0003] É uma prática comum na técnica revestir pelo menos uma superfície principal de um substrato de lente, tal como uma lente oftálmica ou matriz da lente, com vários revestimentos para comunicar à lente acabada propriedades ópticas ou mecânicas adicionais ou melhoradas. Estes revestimentos são designados em geral como revestimentos funcionais.
[0004] Desse modo, é prática usual revestir pelo menos uma superfície principal de um substrato de lente, tipicamente fabricado de um material vítreo orgânico, com sucessivamente, partindo da superfície do substrato de lente, um revestimento resistente à impacto (base resistente a impacto), um revestimento resistente à abrasão e/ou arranhão (revestimento duro), um revestimento anti-reflexo e, opcionalmente, um revestimento de topo anti-incrustante. Outros revestimentos tais como um revestimento polarizado, um revestimento fotocromático ou um revestimento de tingimento também podem ser aplicados sobre uma ou ambas as superfícies do substrato de lente.
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2/46 [0005] Numerosos processos e métodos foram propostos para o revestimento de uma superfície de uma lente oftálmica e são divulgados.
[0006] A Pat. U.S. N° 6.562.466 descreve um processo ou método para transferir um revestimento de pelo menos uma parte de molde sobre pelo menos uma superfície geometricamente definida de uma matriz da lente compreendendo:
- fornecer uma matriz da lente tendo pelo menos uma superfície geometricamente definida;
- fornecer um suporte ou parte de molde tendo uma superfície interna portando um revestimento e uma superfície externa;
- depositar sobre a dita superfície geometricamente definida da dita matriz da lente ou sobre o dito revestimento uma quantidade pré-medida de uma composição adesiva curável;
- mover relativamente de um para o outro a matriz da lente e o suporte para levar o revestimento em contato com a composição adesiva curável ou levar a composição adesiva curável em contato com a superfície geometricamente definida da matriz da lente;
- aplicar uma pressão suficiente sobre a superfície externa do suporte de modo que a espessura de uma camada adesiva final uma vez a composição curável curada seja menos do que 100 micrômetros;
- curar a camada de composição adesiva; e
- retirar o suporte ou parte de molde para recuperar a matriz da lente com o revestimento aderido sobre a superfície geometricamente definida da dita matriz da lente.
[0007] A Pat. U.S. N° 6.562.466 usa uma composição adesiva termo curável ou líquida leve para transferir as camadas de revestimento do carreador à superfície do substrato de lente. A composição adesiva curável líquida é requerida para aderir tanto ao revestimento exposto no carreador quanto à superfície geometricamente definida do substrato de lente. O processo requer gotejar precisamente a composição adesiva líquida, muito ou muito menos do que o adesivo líquido precisa ser evitado, o que torna o processo mais complicado e menos econômico. Além
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3/46 disso, este processo pode causar distorções ópticas quando a composição adesiva líquida não é espalhada muito uniformemente na superfície curva da lente, especialmente quando a superfície da lente tem múltiplas curvas. Em particular, quando a composição adesiva líquida é espalhada usando pressão do ar (aparelho de membrana inflável) aplicada sobre um carreador de revestimento flexível, a pressão aplicada pode não ser usualmente uniforme sobre a superfície do carreador integral, resultando em uma difusão desigual da composição adesiva líquida e uma camada adesiva curada final tendo algumas variações em espessura.
[0008] O Pedido de patente US publicado n° 2006-0219347 divulga um processo ou método para transferir pelo menos um revestimento de um carreador sobre uma superfície geometricamente definida de um substrato de lente que compreende as etapas de:
- (a) obter um carreador tendo uma superfície principal portando pelo menos um revestimento funcional;
- (b) obter um substrato de lente tendo pelo menos uma superfície geometricamente definida;
- (c) depositar, sobre o dito pelo menos um revestimento funcional ou a dita pelo menos uma superfície geometricamente definida do substrato de lente, uma camada de uma composição adesiva;
- (d) levar a dita camada da composição adesiva a um estado em que a camada se torna não escoável sob as condições do processo se a dita camada já não estiver em um tal estado no final da etapa (c);
- (e) mover o carreador e o substrato de lente relativamente de um para o outro para levar a camada da composição adesiva em contato direto com a dita pelo menos uma superfície geometricamente definida do substrato de lente ou o dito pelo menos um revestimento funcional;
- (f) prensar juntos a camada da composição adesiva e o dito pelo menos um revestimento funcional ou a dita pelo menos uma superfície geometricamente definida do substrato de lente;
- (g) opcionalmente, aplicar calor durante a etapa de prensagem (f);
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- (h) parar a etapa de prensagem (f); e
- (i) retirar o carreador para recuperar o substrato de lente revestido com o dito pelo menos um revestimento funcional aderindo à dita pelo menos uma superfície geometricamente definida através da camada de composição adesiva transparente.
[0009] A composição adesiva é selecionada do grupo que consiste de adesivos sensíveis à pressão (PSA) e adesivos termorreversíveis (HMA).
[0010] Não obstante, permanece ainda uma necessidade para um melhor controle da espessura da camada adesiva e minimizando a variação da espessura da camada adesiva sobre a superfície de substrato inteira. Também existe ainda uma necessidade de uma melhor cobertura de um substrato de superfície da lente áspera, isto é, uma superfície que foi alisada e afinada, mas não polida, pela camada adesiva, o material adesivo preenchendo as irregularidades da superfície ou um substrato de lente que foi alisado por alisamento digital, mas não polido.
[0011] Além disso, existe também uma necessidade para melhorar o desempenho do produto final, tal como resistência térmica.
[0012] A Patente US n° 5.128.388 divulga um adesivo termorreversível (HMA) reticulável por irradiação UV compreendendo uma base de adesivo termorreversível, um oligômero de hidrocarboneto saturado contendo pelo menos no grupo acriloíla em uma molécula para fornecer reticulabilidade por irradiação ultravioleta, e um iniciador de fotopolimerização. A base de HMA é um elastômero termoplástico de bloco compreendendo blocos de poliestireno e polibutadieno, ou poliisopreno ou blocos de copolímero de etileno-butileno.
[0013] A US N° 5.128.388 também divulga um processo para preparar um disco óptico que compreende aplicar o HMA reticulável UV em um de um par de substratos, irradiando com radiação UV o HMA aplicado, e depois colocando o outro substrato sobre a superfície do HMA.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO [0014] Portanto, um objetivo da invenção é fornecer um processo ou método para transferir um revestimento ou laminar uma película revestida ou não revestida
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5/46 sobre uma superfície geometricamente definida de um substrato de lente que resulta em um substrato de lente revestido em que o revestimento na(s) película(s) revestida(s) ou não revestida(s) adere ao substrato de superfície da lente através de uma camada adesiva de espessura muito uniforme para respeitar completamente o projeto óptico da lente.
[0015] Um outro objetivo é fornecer um processo ou método como acima que também permite transferir um revestimento ou laminar uma película revestida ou não revestida sobre uma superfície áspera do substrato de lente.
[0016] Um outro objetivo é melhorar os desempenhos do substrato de lente final, especialmente resistência térmica.
[0017] De acordo com a invenção é fornecido um processo para aplicar uma película revestida ou não revestida sobre pelo menos uma superfície geometricamente definida de um substrato de lente que compreende as etapas de:
(a) fornecer uma composição adesiva termorreversível (HMA) líquida compreendendo:
1. pelo menos um polímero de base de HMA tendo uma temperatura de transição vítrea Tg e opcionalmente uma temperatura de fusão Tm, com Tg < Tm;
2. pelo menos um monômero, oligômero ou polímero polimerizável, mais preferivelmente polimerizável com UV; e
3. opcionalmente pelo menos um solvente líquido compatível tanto com o dito pelo menos um polímero quanto com o dito pelo menos um monômero, oligômero ou polímero polimerizável;
(b) fornecer uma película tendo duas superfícies principais opostas: uma primeira superfície principal opcionalmente portando pelo menos um revestimento funcional e uma segunda superfície principal;
(c) fornecer um substrato de lente tendo pelo menos uma superfície geometricamente definida;
(d) aplicar a composição HMA líquida sobre a superfície da dita película ou da dita pelo menos uma superfície geometricamente definida;
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6/46 (e) secar a composição HMA líquida aplicada para formar uma camada seca de HMA em contato com a dita pelo menos uma das superfícies principais da dita película ou da dita pelo menos uma superfície geometricamente definida do substrato de lente;
(f) mover a película e o substrato de lente relativamente de um para o outro para levar a camada seca de HMA em contato com a dita pelo menos uma superfície geometricamente definida do substrato de lente ou uma das ditas superfícies principais da dita película;
(g) aplicar uma pressão sobre a película;
(h) aquecer para atingir uma Temperatura Tmax de processo na temperatura de transição vítrea Tg ou acima, mas abaixo da temperatura de fusão Tm, se o polímero exibe uma Tm, os monômeros ou oligômeros sendo líquidos na temperatura Tmax de processo;
(i) polimerizar os monômeros, oligômeros ou polímeros enquanto mantendo a pressão e o aquecimento;
(j) remover a pressão aplicada sobre o carreador, e recuperar o substrato de lente com a película aderente ao dito substrato de superfície da lente principal.
[0018] No processo da invenção Tmax de processo é preferivelmente mais baixa do que 130°C, preferivelmente mais baixa do que 120°C, mais preferivelmente mais baixa do que 110°C, e muito melhor mais baixa ou igual a 90°C.
[0019] Na presente invenção o termo “polímero” é intencionado a abranger tanto homopolímeros quanto copolímeros.
[0020] Na presente invenção as temperaturas de transição vítrea (Tg) e a temperatura de fusão (Tm) são determinadas por calorimetria por varredura diferencial (DSC).
[0021] Preferivelmente, o polímero de base de HMA é um polímero termoplástico.
[0022] Preferivelmente também, o polímero de base de HMA tem uma Tg
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7/46 variando de -60 °C a 90 °C, mais preferivelmente de 0°C a 90 °C, melhor de 40 °C a 90 °C.
[0023] Também preferivelmente, o polímero de base de HMA tem uma Tg < 80 °C.
[0024] Em uma forma de realização preferida da presente invenção, a primeira superfície principal da dita película porta pelo menos um revestimento funcional. [0025] Em uma forma de realização mais preferida, nas etapas d) a f), a superfície principal da dita película é a segunda superfície principal e o substrato de lente resultante tem a seguinte estrutura, nesta ordem: substrato de lente/camada curada de HMA/película/revestimento funcional.
[0026] Em uma forma de realização adicional e preferida do processo da invenção, a superfície principal da película, preferivelmente uma película flexível ou carreador, porta uma pilha de pelo menos um, preferivelmente vários revestimentos funcionais que são transferidos sobre o substrato de lente. Naturalmente, os revestimentos depois são aplicados sobre a superfície do carreador na ordem invertida com referência à ordem desejada da pilha de revestimento sobre o substrato de lente.
[0027] Nesta última forma de realização a etapa d) compreende aplicar a composição HMA líquida sobre a dita pelo menos uma superfície geometricamente definida do substrato de lente ou o dito revestimento funcional da dita primeira superfície principal da dita película.
[0028] Preferivelmente, a etapa d) compreende aplicar a composição HMA líquida sobre o dito revestimento funcional da dita primeira superfície principal da dita película.
[0029] O processo da invenção depois compreende uma etapa adicional k) de retirar a película ou carreador para recuperar o substrato de lente revestido com pelo menos um revestimento funcional aderindo à dita pelo menos uma superfície geometricamente definida através de uma camada curada de HMA.
[0030] A palavra “carreador” será usada no lugar de “película” no restante do relatório descritivo, quando tratando do processo de transferência.
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8/46 [0031] Preferivelmente, o pelo menos um revestimento funcional é transferido ou a película revestida ou não revestida laminada em uma superfície geometricamente definida da superfície posterior do substrato de lente.
[0032] Em tal caso, o processo de transferência de revestimento é referido como um processo de BST (transferência reversa, do inglês, back side transfer). Naturalmente, superfícies geometricamente definidas da superfície frontal ou superfície tanto posterior quanto frontal do substrato de lente podem ser revestidas usando o processo da invenção. A superfície posterior (geralmente a superfície côncava) do substrato de lente é a superfície do substrato de lente que, em uso, é a mais próxima ao olho do usuário. A superfície frontal (geralmente a superfície convexa) do substrato de lente é a superfície do substrato de lente que, em uso, é a mais longe do olho do usuário.
[0033] Os artigos oftálmicos que podem ser tratados pelo processo da invenção são artigos acabados ou semi-acabados preferivelmente compreendendo um substrato polimérico transparente.
[0034] A superfície geometricamente definida do substrato de lente a ser revestido nesta invenção pode ser uma superfície esférica, tórica ou progressiva, contanto que uma película deformável ou flexível esférica adequada seja utilizada. [0035] A presente invenção também abrange o caso em que a camada de composição HMA é pré-depositada e seca a um estado em que a camada é incapaz de fluir, em um revestimento funcional gerado pela primeira superfície principal de uma película ou a segunda superfície principal da dita película ou em uma superfície geometricamente definida de um substrato de lente, que pode ser armazenado e depois usado nas etapas de processo da invenção.
[0036] Outros objetivos, características e vantagens da presente invenção se tornarão evidentes a partir da seguinte descrição detalhada. Deve ser entendido, entretanto, que a descrição detalhada e os exemplos específicos, enquanto indicando formas de realização específicas da invenção, são dados por via de ilustração apenas, visto que várias mudanças e modificações dentro do espírito e escopo da invenção se tornarão evidentes àqueles habilitados na técnica a partir
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9/46 desta descrição detalhada.
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS [0037] Os dispostos acima e outros objetivos, características e vantagens da presente invenção se tornarão prontamente evidentes àqueles habilitados na técnica a partir de uma leitura da descrição detalhada daqui por diante quando considerados em combinação com os desenhos anexos do mesmo.
[0038] A seguinte descrição dirá respeito mais especificamente à forma de realização sobre a transferência de revestimento, isto é, quando a cola curável HMA estiver em contato com o revestimento a ser transferido e a película, chamada um carreador, é retirada no final do processo para recuperar o substrato de lente revestido com o dito pelo menos um revestimento funcional aderindo a pelo menos uma superfície geometricamente definida através de uma camada curada de HMA. [0039] Entretanto, as mesmas condições do processo e cola curável HMA podem ser usadas para a forma de realização de laminação em que a cola curável HMA está em contato com a segunda superfície principal da película oposta à primeira superfície principal da película compreendendo o revestimento funcional.
[0040] As FIGs. 1A a 1D são vistas esquemáticas das etapas principais de uma primeira forma de realização do processo da invenção para transferir pelo menos um revestimento sobre pelo menos uma superfície geometricamente definida de um substrato de lente, em que a camada de uma composição HMA é depositada sobre pelo menos um revestimento funcional.
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO E FORMAS DE REALIZAÇÃO PREFERIDAS [0041] Neste pedido de patente, quando um se refere à curvatura de base do carreador, um significa a curvatura de base da superfície de trabalho do carreador, que quer dizer a superfície que porta os revestimentos a serem transferidos à superfície geometricamente definida do substrato de lente, depois da retirada do carreador.
[0042] Do mesmo modo, a curvatura de base do substrato de lente significa a curvatura de base da superfície que porta os revestimentos que estão se preparando
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10/46 para serem transferidos. Neste pedido, a curvatura de base tem a seguinte definição: [0043] Para uma superfície esférica, tendo um raio de curvatura R, curvatura de base (ou base) = 530/R (R em mm). Uma tal definição é muito clássica na técnica. [0044] Para uma superfície tórica: uma superfície tórica tem dois meridianos principais, de raios R e r com R > r, e é possível calcular duas curvaturas de base BLR e BLr (BLR < BLr) correspondendo respectivamente aos raios de curvatura R e r limitando a superfície tórica.
[0045] A curvatura de base (ou base) é definida como a razão 530/raio de curvatura (em mm). Desse modo,
BLr =
530 [0046] com R e r em mm.
[0047] Preferivelmente, o carreador usado na presente invenção tem uma forma esférica e tem uma curvatura de base BC.
[0048] Curvaturas de base BLR e BLr da superfície tórica acima e a curvatura de base do carreador BC preferivelmente devem satisfazer as seguintes relações:
a) se BLr - BLR < 3,5 < BC - BLR < 3 e |BC - BLr | < 1 [0049] preferivelmente:
[0050] 0,2 < BC - BLR < 2,5 e |BC - BLr| < 0,5
b) se BLr - BLR > 3,5
BLR < BC < BLr [0051] Quando do uso de um carreador rígido, preferivelmente a curvatura de base do carreador é a mesma como a curvatura de base do substrato de lente.
[0052] Preferivelmente, quando movendo relativamente de um para o outro o carreador e o substrato de lente, a pressão é aplicada primeiro sobre a parte central do carreador e em uma segunda etapa a pressão é radialmente aumentada para a periferia do substrato de lente.
[0053] No caso de um carreador flexível e uma transferência de revestimento na superfície posterior do substrato de lente, a face frontal convexa do carreador pode
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11/46 ter um raio de curvatura menor do que a superfície côncava do substrato de lente a ser revestido.
[0054] A pressão é aplicada no centro e o carreador depois é deformado para conformar-se à superfície geometricamente definida do substrato de lente.
[0055] O diâmetro do carreador pode ser mais alto do que o diâmetro da matriz da lente ou menor do que o diâmetro da matriz da lente.
[0056] O substrato de lente para o uso no presente processo pode ser qualquer substrato transparente, preferivelmente qualquer substrato transparente de material plástico comumente usado no campo óptico. O substrato de lente é geralmente uma lente ou matriz da lente, preferivelmente uma lente oftálmica ou matriz da lente, mais preferivelmente uma matriz da lente. As faces principais de uma matriz de lente oftálmica, tal como uma matriz da lente fabricada de um material plástico transparente, são classicamente submetidas a um tratamento mecânico de superfície.
[0057] Este tratamento mecânico compreende um grupo de operações levando à produção de uma matriz da lente, as faces principais do qual são perfeitamente polidas e têm as curvaturas desejadas (alcances ópticos).
[0058] O tratamento mecânico tipicamente compreende três etapas sucessivas: esmerilhamento, esmerilhamento fino (também chamada afinação) e polimento. [0059] Esmerilhamento é uma etapa de processamento mecânico intencionada a criar a curvatura sobre a face da matriz da lente.
[0060] Esmerilhamento fino (afinação), realizado depois do esmerilhamento muda ainda a geometria da face tratada da matriz da lente, mas pode levar a uma matriz da lente translúcido, a face tratada do qual ainda mostra significante aspereza da superfície.
[0061] Finalmente, o polimento, uma etapa de processamento mecânico relativamente longa, que usualmente não muda a geometria da face tratada, remove a aspereza remanescente na medida em que possível para fornecer a matriz da lente transparente final. O substrato de lente usado na presente invenção pode ser polido ou apenas afinado sem ser polido.
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12/46 [0062] A matriz da lente usada na presente invenção pode ser uma lente acabada, isto é, uma lente obtida em sua forma definitiva, tendo ambas de suas faces principais alisadas ou moldadas à geometria necessária. Ele é geralmente produzido vertendo-se composições polimerizáveis entre dois moldes que exibem geometrias de superfície necessárias e depois se polimerizando. A matriz da lente também pode ser uma lente semi-acabada, isto é, uma lente que compreende depois da moldagem apenas uma de suas faces principais alisadas ou moldadas à geometria necessária, e em que preferivelmente uma face da lente, preferivelmente a face frontal da lente, foi previamente tratada com um revestimento apropriado (anti-reflexo, revestimento duro, revestimento de base, revestimento resistente a impacto, etc...) e a face remanescente, preferivelmente a face posterior da lente, é revestida usando o processo da invenção. Sua segunda face depois tem que ser acabada na superfície conforme necessário. A matriz da lente também pode ser uma lente polarizada ou uma lente fotocromática.
[0063] A superfície geometricamente definida do substrato de lente (preferivelmente a superfície posterior (côncava)) sobre a qual os revestimentos devem ser transferidos pode ser uma superfície esférica, tórica ou progressiva. Por superfície geometricamente definida do substrato de lente é significado uma superfície óptica, que é uma superfície de geometria necessária e lisura ou uma superfície tendo uma geometria necessária, mas que ainda exibe alguma aspereza, tal como uma superfície que foi esmerilhada e afinada, mas não polida.
[0064] A invenção vantajosamente pode ser usada para transferir um revestimento ou laminar uma película revestida ou não revestida em uma lente que foi diretamente alisada, mas não afinada e não polida.
[0065] Tal processo de alisamento é tipicamente chamado alisamento digital ou alisamento direto ou alisamento de forma livre.
[0066] Ao contrário de ferramentas de alisamento de lente tradicionais que têm superfícies esféricas ou cilíndricas e podem trabalhar apenas no lado posterior da lente, alisamento digital, de forma livre ou direto torna possível esmerilhar os lados frontal, posterior ou ambos de uma matriz da lente conforme necessário para
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13/46 produzir projetos de lente sofisticados.
[0067] O alisamento digital usa um meio capaz de cortar a superfície localmente, tipicamente uma faca à base de diamante.
[0068] Tipicamente, um gerador de forma livre numericamente controlado por computador cria a superfície da lente de acordo com os parâmetros desejados, que podem incluir óptica, variáveis de influência além da esfera, cilindro e eixo usuais da prescrição.
[0069] Uma vez que a superfície foi “digitalmente” cortada, não existe geralmente nenhuma necessidade de uma etapa de afinação.
[0070] A lente depois é polida, tipicamente usando um sistema tipo esponja macia controlado por computador para garantir que clareza ideal seja obtida enquanto mantendo a integridade das curvas superficiais.
[0071] Máquinas de CNC típicas são aquelas fornecidas pela companhia Schneider sob o nome comercial HSC (Corte de Alta Velocidade), por exemplo, HSC100.
[0072] O estado da superfície de um substrato de lente sendo afinado sem ser polido também pode ser expressado em termos de Rq.
[0073] Tipicamente, a Rq da face afinada (processo de alisamento tradicional) é acima ou igual a 0,01 pm, e preferivelmente varia de 0,01 pm a 1,5 pm, mais preferivelmente de 0,05 a 1,0 pm.
[0074] A Rq de uma superfície depois do alisamento digital, sem afinação e antes do polimento é geralmente mais alta do que 0,05 pm e menor do que 1 pm, e preferivelmente menor do que 0,6 pm e muito melhor menor do que 0,4 gm.
[0075] Tipicamente, a aspereza da superfície Rq da face polida de uma matriz da lente é abaixo de 0,01 gm, preferivelmente em torno de 0,005 gm.
[0076] Rq é determinada como segue:
[0077] Um profilômetro/sistema de medição de aspereza TAYLOR HOBSON
FTS (da Talysurf Series 2) é vantajosamente usado para determinar a altura em perfil de valor quadrático médio Rq (2DRq) da superfície (também referida como aspereza Rq antes). O sistema inclui uma cabeça de laser (referência do produto
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112/2033-541, por exemplo) e um apalpador de 70 mm de comprimento (referência do produto 112/1836) tendo uma cabeça esférica/cônica de raio de 2 mm. O sistema mede um perfil bidimensional no plano de seção escolhido para obter uma curva Z = f(x). O perfil é adquirido em uma distância de 20 mm. Várias características superficiais podem ser extraídas deste perfil, em particular sua forma, ondulação e aspereza.
[0078] Consequentemente, para determinar Rq, o perfil está sujeito a dois processos diferentes, isto é, extração de forma e filtragem, o que corresponde à extração de linha média.
[0079] As várias etapas para determinar um parâmetro Rq desta classe são como segue:
- aquisição do perfil Z = f(x),
- extração de forma,
- filtragem (extração de linha média), e
- determinação do parâmetro Rq.
[0080] A etapa de aquisição de perfil consiste em mover o estilo do sistema anteriormente mencionado sobre a superfície da lente em questão, para registrar as altitudes Z da superfície como uma função do deslocamento x. Na etapa de extração de forma, o perfil obtido na etapa prévia é relacionado a uma esfera ideal, isto é, uma esfera com diferenças de perfil mínimas em relação a esta esfera. O modo escolhido aqui é o modo de arco LS (melhor extração de arco circular). Isto fornece uma curva representativa das características do perfil da superfície em termos de ondulação e aspereza. A etapa de filtragem retém apenas defeitos correspondendo a certos comprimentos de onda. O objetivo é excluir ondulações, uma forma de defeito com comprimentos de onda mais altos do que os comprimentos de onda de defeitos devido à aspereza. Aqui o filtro é do tipo Gaussiano e o corte externo usado é 0,25 mm.
[0081] Rq é determinado a partir da curva obtida usando a seguinte equação:
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Figure BRPI0815033B1_D0001
[0082] Onde Zn é, para cada ponto, a diferença algébrica Z em relação à linha média calculada durante a filtragem.
[0083] A superfície do substrato de lente pode ser uma superfície nua, isto é, uma superfície livre de qualquer camada de revestimento depositada, ou ela pode ser uma superfície já coberta com uma ou mais camadas de revestimento funcionais, em particular uma camada de revestimento de base.
[0084] Embora o substrato de lente possa ser fabricado de vidro mineral ou vidro orgânico, ele é preferivelmente fabricado de vidro orgânico. O vidro orgânico pode ser tanto materiais termoplásticos tais como policarbonatos e poliuretanos termoplásticos ou materiais de termocura (reticulados) tais como polímeros e copolímeros de bis(alilcarbonato) de dietileno glicol (em particular CR 39® da PPG Industries), poliuretanos de termocura, politiouretanos, poliepóxidos, poliepissulfetos, poli(met)acrilatos, politio(met)acrilatos, assim como copolímeros destes e combinações destes. Materiais preferidos para o substrato de lente são policarbonatos e copolímeros de bis(alilcarbonato) de dietileno glicol, em particular substratos fabricados de policarbonato.
[0085] A superfície geometricamente definida do substrato de lente a ser revestido é preferivelmente pré-tratada para promover a adesão da camada de composição adesiva. Qualquer etapa de pré-tratamento de promoção de adesão física ou química pode ser usada tal como um tratamento com solvente, um tratamento com NaOH ou um tratamento de descarga de corona. Preferivelmente a superfície geometricamente definida do substrato de lente a ser revestido é prétratada por descarga de corona.
[0086] A camada da composição adesiva é formada no revestimento ou pilha de revestimentos portado pelo carreador, ou na superfície geometricamente definida do substrato de lente no qual os revestimentos são transferidos, preferivelmente no revestimento ou pilha de revestimentos do carreador.
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16/46 [0087] Uma importante característica do processo da invenção é que a camada de uma composição HMA é levada a um estado em que a camada torna-se não escoável sob as condições do processo. Isto significa que, pelo menos antes da etapa de movimento (f) e etapa de prensagem (g), a camada de composição HMA foi seca a um estado endurecido tal que a camada não será significativamente espalhável, em particular sob as etapas de prensagem e aquecimento do processo da invenção. Embora a espessura da camada de composição HMA no substrato de lente revestido recuperado (final) possa ser absolutamente um pouco diferente da espessura da camada de composição HMA seca como inicialmente depositado sobre o revestimento funcional ou a superfície geometricamente definida do substrato de lente, o estado endurecido (não escoável) da camada HMA é tal que a camada, quando prensada e aquecida durante o processo, não pode fluir sobre o substrato de superfície da lente.
[0088] Uma outra característica importante é que existe um contato direto entre a camada da composição HMA seca e a superfície que entrará em contato com a camada HMA seca. Em particular, não existe nenhuma camada líquida, especialmente nenhum líquido à base de água entre a camada da composição HMA seca e a superfície que entrará em contato com a camada adesiva.
[0089] Em uma forma de realização preferida, o processo da invenção fornece um substrato de lente revestido recuperado, em que a camada da composição HMA seca é de espessura uniforme. Por espessura uniforme, é significado uma espessura substancialmente constante sobre a área inteira da camada, tal que a variação da espessura da camada não tem nenhuma consequência sobre o alcance óptico da lente final.
[0090] Mais precisamente, a espessura de uma camada pode ser considerada como uniforme, quando a diferença de espessura entre a espessura máxima e a espessura mínima da camada não é maior do que 2,0 pm, preferivelmente não maior do que 1,0 pm e mais preferivelmente não maior do que 0,65 pm independentemente da curva da lente ser esférica, tórica ou ter uma forma progressiva. Por causa da camada uniformemente pré-aplicada da composição
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ΗΜΑ, ο risco de distorção óptica induzida pelo processo de transferência de revestimento é muito reduzido. Desse modo, é possível transferir revestimentos em toda classe de lentes de alcance óptico incluindo lentes tendo uma superfície progressiva com uma qualidade óptica muito precisa.
[0091] Geralmente, a espessura da camada da composição adesiva varia de 0,5 a 30 pm e preferivelmente de 0,5 a 20 pm mais preferivelmente 1 a 20 pm, muito melhor 1 a 10 pm e idealmente 5 a 10 pm uma vez levada a um estado em que a camada se torna não escoável sob as condições do processo.
[0092] A deposição da camada de composição HMA pode ser realizada por qualquer uma das técnicas conhecidas no ramo, tais como revestimento por imersão, revestimento por fluxo, revestimento por rotação ou transferência a seco, preferivelmente revestimento por rotação e revestimento por pulverização.
[0093] Revestimento por rotação é preferido porque ele permite ter camadas de HMA com espessuras muito uniformes.
[0094] Por “adesivo termorreversível HMA”, é intencionado a significar um adesivo sólido em temperatura ambiente mas flexível, que funde ou cai em viscosidade em aquecimento, e rapidamente cura com resfriamento para criar uma ligação. O HMA usado na presente invenção não será escoável mesmo depois do aquecimento da etapa h) porque ele é laminado primeiramente em condições muito apertadas. Deste modo a variação da espessura da camada de HMA na lente final, quando revestimentos são transferidos, tipicamente será menor do que 2 mícrons. [0095] Como previamente indicado as camadas de HMA curadas finais da invenção são obtidas de composições HMA compreendendo pelo menos um polímero com base em HMA tendo uma temperatura de transição vítrea Tg e opcionalmente uma temperatura de fusão Tm, com Tg < Tm, pelo menos um monômero, oligômero ou polímero polimerizável, preferivelmente fotopolimerizável e opcionalmente pelo menos um solvente compatível tanto com o polímero quanto com o monômero, oligômero ou polímero polimerizável.
[0096] Polímeros de base de HMA preferidos têm uma Tg mais baixa do que °C, preferivelmente variando de -60 °C a 90 °C, mais preferivelmente de 0°C a
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18/46 °C, melhor de 40 °C a 90 °C.
[0097] Quando o polímero possui uma Tg, se a Tg do polímero for mais baixa do que 40°C, a camada de HMA resultante tende a ser menos estável, especialmente se a Tg do polímero for mais baixa do que 0°C e ainda mais baixa do que -60 °C. Se a Tg do polímero for mais alta do que 90 °C o processo torna-se difícil para executar. [0098] O polímero de base de HMA pode ser qualquer polímero conhecido para formular um adesivo termorreversível, mas é preferivelmente um polímero termoplástico.
[0099] Desse modo, o polímero de base de HMA pode ser escolhido entre poliolefinas, poliamidas, poliuretanos, poliuretano/ureias, polivinipirrolidonas, poliésteres, poliesteramidas, poli(oxazolinas) e sistemas poli(met)acrílicos.
[0100] Polímeros de base de HMA preferidos são poli(oxazolinas), poli(met)acrílico, poliuretano, poliuretano(uréias), poliolefinas, copolímeros de olefina e polivinil pirrolidona, poliesteramidas, poliésteres.
[0101] Poliolefinas adequadas são divulgadas na Patente US particular n° 5.128.388. Poliolefinas preferidas são elastômeros termoplásticos de bloco tais como elastômeros de bloco compreendendo blocos de poliestireno, blocos de polibutadieno, blocos de poliisopreno ou blocos de copolímero de etileno-butileno. [0102] O polímero de base de HMA pode ser um poliuretano em particular um látex de poliuretano seco, tal como um látex comercializado sob os nomes comerciais W-240 e W-234 da Baxenden.
[0103] Uma classe preferida de polímeros de base de HMA é compreendida dos sistemas poli(met) acrílicos. Látices poli(met)acrílicos secos, tais como o látex de acrilato comercializado sob o nome ACRYLIC LATEX A-639 da Zeneca pode ser usado. Entre os sistemas poli(met)acrílicos preferidos podem ser citados os poli(alquil(met)acrilatos) e em particular os poli(alquilmetacrilatos) tais como poli(metilmetacrilatos) e poli(butilmetacrilatos).
[0104] Emulsões poli(met)acrílicas são emulsões particularmente preferidas como emulsões Joncryl™ tais como Joncryl™ 1532, 8383, 1919, 1980, 1972, 1992.
[0105] Outros látices preferidos são látices de núcleo/casca tais como aqueles
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19/46 descritos na Pat. US N° 6.503.631 e especialmente látices com base em alquil(met)acrilatos tais como acrilato de butila ou butilmetacrilato.
[0106] Uma outra classe preferida de polímeros de base de HMA é compreendida das poli(oxazolinas).
[0107] Estes polímeros compreendem unidades de repetição da fórmula
L I 7 c=o
I
R [0108] Em que R é um alquila, preferivelmente um grupo alquila C1-C4 ou um grupo arila, preferivelmente um grupo fenila.
[0109] Poli(oxazolinas) preferidas são poli(2-etil-2-oxazolina) e poli(2-etil-2-feniloxazolina).
[0110] Tais poli(oxazolinas) estão comercialmente disponíveis sob o nome comercial AQUAZOL® (poli(2-etiloxazolina)) e AQUAZOL HP/HVIS® (poli(2-etil-2fenil-2-oxazolina) da polymer Chemistry Innovations Inc.
[0111] Os polímeros de base de HMA mais preferidos são poli(alquil(met)acrilatos), em particular poli(butilmetacrilatos), e poli(oxazolinas), em particular poli(alquil oxazolinas) e especialmente poli(2-etil-2-oxazolina).
[0112] O segundo constituinte importante da composição HMA é um monômero, oligômero, polímero polimerizável, preferivelmente um polimerizável com UV ou uma mistura de tais monômeros, oligômeros ou polímeros.
[0113] Componentes secundários preferidos são monômero, oligômero polimerizáveis ou uma mistura de tais componentes.
[0114] Quaisquer monômeros e/ou oligômeros fotopolimerizáveis podem ser usados nas composições HMA. Eles preferivelmente não induzem separação de fase quando são misturados com o polímero de base de HMA sozinho ou com um solvente apropriado.
[0115] Entre os monômeros e oligômeros fotopolimerizáveis preferidos podem ser citados os monômeros e oligômeros compreendendo pelo menos um,
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20/46 preferivelmente dois ou mais grupos funcionais fotopolimerizáveis tais como grupos (met)acrilato, grupos hidroxila e grupos carbóxi.
[0116] Monômeros e oligômeros preferidos são compostos de mono e poli(met)acrilato. Compostos de poli(met)acrilato são preferivelmente compostos de di e tri(met)acrilato. Misturas de compostos de mono e poli(met)acrilato, em particular misturas de compostos de mono, di e/ou tri(met)acrilato são preferidas. Entre os compostos de mono(met)acrilato pode ser citado o 2,4,6tribromofenoxietil(met)acrilato. Entre os compostos de di(met)acrilato podem ser citados diacrilato de cicloexano dimetanol e dimetacrilatos de bisfenol A. Entre os compostos de triacrilato pode ser citado o triacrilato de isocianurato de tris(2hidroxietila).
[0117] Um requerimento importante é que os monômeros e oligômeros polimerizáveis devem estar na forma líquida na temperatura Tmax de processo.
[0118] Os monômeros e oligômeros polimerizáveis podem ser líquidos em temperatura ambiente (isto é, uma temperatura de 20 a 25 °C) e caso este em que o polímero de base de HMA pode ser diretamente incorporado nos monômeros e oligômeros. Estes monômeros e oligômeros fotopolimerizáveis podem ser sólidos em temperatura ambiente e assim um solvente ou mistura de solventes podem ser usados para preparar a composição HMA.
[0119] O solvente ou mistura de solventes devem ser compatíveis tanto com os polímeros de base de HMA quanto com os monômeros e oligômeros.
[0120] Solventes apropriados são i.a. água, alcoóis tais como alcanóis, cetonas tais como metiletilcetonas, ésteres tais como alquilacetatos, THF etc.
[0121] Em geral, a razão em peso de monômeros e/ou oligômeros polimerizáveis/polímeros de base de HMA varia de 95:5 a 5:95, preferivelmente 80:20 a 20:80, muito melhor 40:60 a 60:40.
[0122] A composição HMA também pode incluir pelo menos um iniciador polimerizável, em particular iniciadores de polimerização térmica ou UV.
[0123] É de importância que a polimerização seja iniciada na temperatura Tg ou
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21/46 acima do polímero de base de HMA.
[0124] Em uma primeira forma de realização, o monômero ou oligômero é termicamente polimerizável.
[0125] Iniciadores térmicos recomendados são peróxidos de diacila tais como peróxido de lauroíla (nome comercial Luperox LP), peróxido de benzoíla (nome comercial: Luperox A98), peroxidicarbonatos tais como peroxidicarbonato de di(npropila) (nome comercial Luperox 221), peroxidicarbonato de di(sec-butila) (nome comercial: Luperox 225V60), peroxidicarbonato de di(2-etilexila) (nome comercial Luperox 223S) Peroxiésteres tais como peroxineodecanoato de t-butila Luperox 10 2,5-di(2-etilexanoilperóxi)-2,5-dimetilexano, tal como Luperox 256.
[0126] Iniciador térmico clássico como AIBN (azobisisobutironitrila) também pode ser usado.
[0127] O iniciador térmico é adicionado em quantidades usuais, isto é, de 0,1 a 5 partes em peso, preferivelmente 1 a 5 partes em peso com base no peso total do polímero de base de HMA e nos monômeros e oligômeros termicamente polimerizáveis.
[0128] Em uma forma de realização secundária e preferida, o monômero ou oligômero é fotopolimerizável.
[0129] Como o iniciador de fotopolimerização, qualquer composto amplamente conhecido pode ser usado sem limitação que é adicionado para fotopolimerizar os monômeros polimerizáveis. Entre os iniciadores de fotopolimerização que podem ser adequadamente usados na presente invenção, podem ser citados compostos de benzofenona, compostos de acetofenona, compostos de α-dicarbonila, compostos de óxido de acilfosfino, compostos de óxido de bisacilfosfino e misturas destes. [0130] Falando mais especificamente, compostos de fotoiniciador podem ser representados pela seguinte fórmula:
Figure BRPI0815033B1_D0002
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22/46 [0131] em que R1 e R2 são grupos alquila que juntos podem formar um anel de cicloexano, e R13 é um grupo alquila ou um átomo de hidrogênio,
Figure BRPI0815033B1_D0003
[0132] em que R4 é 0 mesmo ou diferente e é um grupo metila, um grupo metóxi ou um átomo de cloro, e é 2 ou 3, e R5 é um grupo fenila ou grupo metóxi,
Figure BRPI0815033B1_D0004
[0133] Exemplos de iniciadores de fotopolimerização que podem ser preferivelmente usados na presente invenção são como descrito abaixo:
[0134] Iniciadores de polimerização de acetofenona:
1) 1 -Fenil-2-hidróxi-2-metilpropano-1 -ona,
2) 1 -Hidroxicicloexilfenil cetona, e
3) 1 -(4-lsopropilfenil)-2-hidróxi-2-metilpropano-1 -ona.
[0135] Compostos de a-dicarbonila:
1) 1,2-Difeniletanodiona, e
2) Metilfenilglioxilato.
[0136] Iniciadores de fotopolimerização de óxido de acilfosfino:
1) Óxido de 2,6-dimetilbenzoildifenilfosfino,
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2) Óxido de 2,4,6-trimetilbenzoildifenilfosfino,
3) Éter de 2,4,6-trimetilbenzoildifenilfosfinato de metila,
4) Óxido de 2,6-diclorobenzoildifenilfosfino, e
5) Óxido de 2,6-dimetoxibenzoildifenilfosfino.
[0137] Estes iniciadores de fotopolimerização podem ser usados em uma classe única ou em uma combinação de duas ou mais classes.
[0138] Iniciadores de fotopolimerização de óxido de bisacilfosfino:
1) Óxido de bis(2,6-dimetoxibenzoil)-2,4,4-trimetilpentilfosfino.
[0139] Entre os fotoiniciadores preferidos estão os seguintes fotoiniciadores:
[0140] lrgacure®500 [0141] uma mistura 1/1 de benzofenona e 1-hidroxicicloexilfenila.
[0142] lrgacure®184 [0143] [0144]
Figure BRPI0815033B1_D0005
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24/46
Figure BRPI0815033B1_D0006
C ,OCH3
Ο
Ρ-CH2CHCH2C(CH3)3 c % em peso
CH3 och3
HO
Figure BRPI0815033B1_D0007
O % em peso [0145] Na presente invenção, o fotoiniciador é adicionado em quantidades usuais, isto é, de 0,1 a 5 partes em peso, preferivelmente 1 a 5 partes em peso com base no peso total do polímero de base de HMA e monômeros e oligômeros fotopolimerizáveis.
[0146] Normalmente, a força UV pode estar na faixa de 40 mW a 140 mW e o tempo de cura UV pode ser de 20 segundos a 10 minutos dependendo da intensidade UV que é usada.
[0147] O carreador, que porta as camadas de revestimento a serem transferidas, é um carreador rígido ou flexível, preferivelmente um carreador flexível. O carreador flexível é um carreador removível, isto é, um carreador que é intencionado a ser removido no final do processo de transferência de revestimento, de modo que apenas o revestimento ou pilha de revestimentos são transferidos à superfície geometricamente definida do substrato de lente depois da conclusão do processo. O carreador flexível preferido pode ser um elemento de sustentação fino fabricado de um material plástico especialmente um material termoplástico. Exemplos de (co)polímeros termoplásticos, que podem ser usados para fabricar o carreador são polisulfonas, poli(met)acrilatos alifáticos, tais como poli(met)acrilato de metila, polietileno, polipropileno, poliestireno, copolímeros de bloco de SBM (estirenobutadieno-metacrilato de metila), sulfeto de polifenileno, polióxidos de arileno,
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25/46 poliimidas, poliésteres, policarbonatos tais como policarbonato de bisfenol A, PVC, poliamidas tais como os náilons, outros copolímeros destes, e misturas destes. O material termoplástico preferido é policarbonato. Um tal carreador removível flexível geralmente tem uma espessura de 0,2 a 5 mm, preferivelmente de 0,5 a 2 mm. [0148] Revestimentos funcionais usuais, como é bem conhecido, compreendem revestimentos de topo anti-incrustantes, revestimentos anti-reflexo, revestimentos anti-abrasão e/ou resistentes a arranhão, revestimentos resistentes a impacto, revestimentos polarizados, revestimentos fotocromáticos, revestimentos tingidos, camadas impressas, camadas microestruturadas. Preferivelmente, revestimentos funcionais usados na presente invenção são selecionados do grupo que consiste de um revestimento de topo anti-incrustante, um revestimento anti-reflexo, um revestimento resistente à abrasão e/ou arranhão e um revestimento resistente a impacto. Geralmente, a superfície principal do carreador porta uma pilha de várias camadas de revestimento funcionais. Idealmente, a dita pilha de vários revestimentos funcionais compreende, partindo da superfície principal do carreador uma camada de revestimento de topo anti-incrustante, uma camada de revestimento anti-reflexo (revestimento AR), uma camada de revestimento resistente à abrasão e/ou arranhão (revestimento duro) e opcionalmente uma camada de revestimento de base resistente a impacto, estas camadas sendo depositadas nesta ordem indicada (inverso da ordem final no artigo óptico). Vale a pena notar que a camada de composição adesiva transparente pode agir vantajosamente como um revestimento de base resistente a impacto. Depois, ela preferivelmente cumpre os requerimentos preferidos de revestimentos de base resistentes a impacto, tal como uma Tg de menos do que 30 °C, como descrito a seguir.
[0149] Também vale a pena notar, que o revestimento ou o revestimento mais externo da pilha de revestimento pode ser revestido com um revestimento de proteção e liberação, que age para protegê-lo e tem que ser removido antes de executar o processo da invenção.
[0150] O revestimento de topo anti-incrustante, que no artigo óptico acabado constitui o revestimento mais externo no substrato de lente, é intencionado para
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26/46 melhorar a resistência à marca de sujeira do artigo óptico acabado e em particular do revestimento anti-reflexo.
[0151] Como conhecido na técnica, um revestimento de topo anti-incrustante é uma camada em que o ângulo de contato estacionário para água desionizada é pelo menos 60°, preferivelmente pelo menos 75°e mais preferivelmente pelo menos 90°, e muito melhor mais do que 100°. Os revestimentos de topo anti-incrustantes mais eficientes têm um ângulo de contato de água estacionário de 110° ou mais. O ângulo de contato estacionário é determinado de acordo com o método de gota de líquido em que uma gota de água tendo um diâmetro menor do que 2 mm é formada sobre o artigo óptico e o ângulo de contato é medido.
[0152] Os revestimentos de topo anti-incrustantes preferivelmente usados nesta invenção são aqueles que têm uma energia superficial de menos do que 14 m Joules/m2. A invenção tem um interesse particular quando do uso de revestimentos de topo anti-incrustantes tendo uma energia superficial de menos do que 13 m Joules/m2 e muito melhor menos do que 12 m Joules/m2.
[0153] Os valores de energia superficial referidos há pouco acima são calculados de acordo com o método de Owens Wendt descrito no seguinte documento: Owens, D. K.; Wendt, R. G. “Estimation of the surface force energy of polymers”, J. Appl. Polym. Sei. 1969, 51, 1741-1747.
[0154] Tais revestimentos de topo anti-incrustantes são bem conhecidos na técnica e são usualmente fabricados de fluorosiliconas ou fluorosilazanos isto é, siliconas ou silazanos portando grupos contendo flúor, que são tanto hidrofóbicos e oleofóbicos. Exemplo de um material de revestimento de topo anti-incrustante preferido é o produto comercializado por Shin Etsu sob o nome KP 801M.
[0155] O revestimento de topo pode ser depositado sobre o carreador usando qualquer processo de deposição típico, mas preferivelmente usando técnica de evaporação térmica.
[0156] A espessura do revestimento de topo anti-incrustante usualmente varia de a 30 nm, preferivelmente 1 a 15 nm, mais preferivelmente 1 a 5 nm.
[0157] Revestimentos anti-reflexo e seus métodos de fabricação são bem
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27/46 conhecidos na técnica. O anti-reflexo pode ser qualquer camada ou pilha de camadas que melhora as propriedades anti-refletivas do artigo óptico acabado. O revestimento anti-reflexo preferivelmente pode consistir de uma película de mono- ou multicamada de materiais dielétricos tais como SiO, SiO2 Si3N4, TiO2, ZrO2, AI2O3, MgF2 ou Ta2O5, ou misturas destes.
[0158] O revestimento anti-reflexo pode ser aplicado em particular por deposição a vácuo de acordo com uma das seguintes técnicas:
1) - por evaporação, opcionalmente auxiliada por feixe de íons;
2) - por pulverização usando um feixe de íons,
3) - por pulverização catódica; ou
4) - por deposição química em fase de vapor auxiliada por plasma.
[0159] O revestimento anti-reflexo pode ser aplicado aplicando-se soluções líquidas, preferivelmente por um processo de revestimento por rotação.
[0160] No caso onde o revestimento anti-reflexo inclui uma camada única, sua espessura óptica deve ser igual a λ/4, onde λ é um comprimento de onda de 450 a 650 nm. Preferivelmente, o revestimento anti-reflexo é uma película de multicamada compreendendo três ou mais camadas de material dielétrico de índices refrativos alternativamente altos e baixos.
[0161] Naturalmente, as camadas dielétricas do revestimento anti-reflexo de multicamada são depositadas sobre o carreador ou o revestimento de topo antiincrustante na ordem inversa que eles deveríam estar presentes no artigo óptico acabado.
[0162] Um revestimento anti-reflexo preferido pode compreender uma pilha de quatro camadas formadas por deposição a vácuo, por exemplo uma primeira camada de SiO2 tendo uma espessura óptica de cerca de 100 a 160 nm, uma segunda camada de ZrO2 tendo uma espessura óptica de cerca de 120 a 190 nm, uma terceira camada de SiO2 tendo uma espessura óptica de cerca de 20 a 40 nm e uma quarta camada de ZrO2 tendo uma espessura óptica de cerca de 35 a 75 nm. [0163] Preferivelmente, depois da deposição da pilha anti-reflexo de quatro camadas, uma camada fina de SiO2 de 1 a 50 nm de espessura (espessura física)
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28/46 pode ser depositada. Esta camada promove a adesão entre a pilha anti-reflexo e o revestimento resistente à abrasão e/ou arranhão geralmente subsequentemente depositado, e não é opticamente ativa.
[0164] A camada seguinte a ser depositada é o revestimento resistente à abrasão e/ou arranhão. Qualquer composição de revestimento resistente à abrasão e/ou arranhão óptica conhecida pode ser usada para formar o revestimento resistente à abrasão e/ou arranhão. Desse modo, a composição de revestimento resistente à abrasão e/ou arranhão pode ser uma composição curável por UV e/ou uma composição termocurável.
[0165] Por definição, um revestimento resistente à abrasão e/ou arranhão é um revestimento que melhora a resistência à abrasão e/ou arranhão do artigo óptico acabado quando comparado a um mesmo artigo óptico, mas sem o revestimento resistente à abrasão e/ou arranhão.
[0166] Revestimentos resistentes à abrasão e/ou arranhão preferidos são aqueles fabricados curando-se uma composição precursora incluindo epoxialcoxisilanos ou um hidrolisado deste, opcionalmente enchedores minerais coloidais e um catalisador de cura. Exemplos de tais composições são divulgados na Pat. U.S. N° 4.211.823, Pat. WO N° 94/10230, Pat. U.S. N° 5.015.523, Pat. EP N° 614957.
[0167] As composições de revestimento resistente à abrasão e/ou arranhão mais preferidas são aquelas compreendendo como os constituintes principais um epoxialcoxisilano tal como, por exemplo, γ-glicidoxipropil-trimetoxisilano (GLYMO) e um dialquildialcoxisilano tal como, por exemplo dimetildietoxisilano (DMDES), sílica coloidal e uma quantidade catalítica de um catalisador de cura tal como acetilacetonato de alumínio ou um hidrolisado deste, o restante da composição sendo essencialmente compreendido de solventes tipicamente usados para formular estas composições.
[0168] De modo a melhorar a adesão do revestimento resistente à abrasão e/ou arranhão ao revestimento de base resistente a impacto a ser subsequentemente depositado ou à camada de composição adesiva transparente, uma quantidade
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29/46 eficaz de pelo menos um agente de ligação pode ser adicionada à composição de revestimento resistente à abrasão e/ou arranhão. O agente de ligação preferido é uma solução pré-condensada de um epoxialcoxisilano e um alcoxisilano insaturado, preferivelmente compreendendo uma ligação dupla etilênica terminal.
[0169] Exemplos de epoxialcoxisilanos são GLYMO, γ-glicidoxipropilpentametildisiloxano, γ-glicidoxipropil-metil-diisopropenoxisilano, γ-glicidoxipropilmetil-dietoxisilano, γ-glicidoxipropil-dimetil-etoxisilano, γ-glicidoxipropil-diisopropiletoxisilano e γ-glicidoxipropil-bis (trimetilsilóxi) metilsilano. O epoxialcoxisilano preferido é GLYMO.
[0170] O alcoxisilano insaturado pode ser um vinilsilano, um alilsilano, um silano acrílico ou um silano metacrílico.
[0171] Exemplos de vinilsilanos são viniltris (2-metoxietóxi) silano, viniltrisisobutoxisilano, viniltri-terc-butoxisilano, viniltrifenoxisilano, viniltrimetoxisilano, viniltriisopropoxisilano, viniltrietoxisilano, vinil-triacetoxisilano, vinilmetildietoxisilano, vinilmetildiacetóxi-silano, vinilbis (trimetilsilóxi) silano e vinildimetoxietoxisilano.
[0172] Exemplos de alilsilanos são aliltrimetoxisilano, alquiltrietoxisilano e aliltris (trimetilsilóxi)silano.
[0173] Exemplos de silanos acrílicos são 3-acriloxipropiltris (trimetilsilóxi) silano, 3-acrilóxi-propil-trimetoxisilano, acrilóxi-propilmetil-dimetoxisilano, 3-acriloxipropilmetilbis (trimetilsilóxi) silano, 3-acriloxipropil-dimetilmetoxisilano, N-(3-acrilóxi-2hidroxipropil)-3-aminopropil-trietoxisilano.
[0174] Exemplos de silanos metacrílicos são 3-metacriloxipropiltris (vinildimetoxilsilóxi) silano, 3-metacriloxipropiltris (trimetilsilóxi) silano, 3metacriloxipropiltris (metoxietóxi) silano, 3-metacrilóxi-propil-trimetoxisilano, 3metacriloxipropil-pentametil-disiloxano, 3-met-acrilóxi-propil-metildimetoxisilano, 3metacrilóxi-propilmetil-dietóxi-silano, 3-metacriloxipropil-dimetil-metoxisilano, 3metacrilóxi-propil-dimetiletoxisilano, 3-metacrilóxi-propenil-trimetóxi-silano e 3metacrilóxi-propilbis (trimetilsilóxi) metilsilano.
[0175] O silano preferido é acriloxipropil-trimetoxisilano.
[0176] Preferivelmente, as quantidades de epoxialcoxisilano(s) e alcoxisilano(s)
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30/46 insaturado(s) usado(s) para a preparação do agente de ligação são tais que a razão em peso:
[0177] peso de epoxialcoxisilano
R= [0178] peso de alcoxisilano insaturado [0179] verifica a condição 0,8 < R < 1,2.
[0180] O agente de ligação preferivelmente compreende pelo menos 50 % em peso de material sólido do(s) epoxialcoxisilano(s) e alcoxisilano(s) insaturado(s) e mais preferivelmente pelo menos 60 % em peso. O agente de ligação preferivelmente compreende menos do que 40 % em peso de água líquida e/ou solvente orgânico, mais preferivelmente menos do que 35 % em peso.
[0181] A expressão “peso de material sólido de epoxialcóxi silanos e alcoxisilanos insaturados” significa o extrato seco teórico daqueles silanos que é o peso calculado de unidade Qk Si O(4-k)/2 onde Q é o grupo orgânico que porta o epóxi ou grupo insaturado e QkSi O(4-k)/2vem de QkSi R’O(4-k) onde Si-R’ reage para formar Si-OH em hidrólise.
[0182] k é um número inteiro de 1 a 3 e é preferivelmente igual a 1.
[0183] R’ é preferivelmente um grupo alcóxi tal como OCH3.
[0184] A água e solventes orgânicos referidos acima vêm daqueles que foram inicialmente adicionados na composição de agente de ligação e a água e álcool resultando da hidrólise e condensação dos alcoxisilanos presentes na composição de agente de ligação.
[0185] Métodos de preparação preferidos para o agente de ligação compreendem:
1) misturar os alcoxisilanos
2) hidrolisar os alcoxisilanos, preferivelmente por adição de um ácido, um tal ácido clorídrico
3) agitar a mistura
4) opcionalmente adicionar um solvente orgânico
5) adicionar um ou vários catalisadores tais como acetilacetonato de
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31/46 alumínio
6) Agitar (duração típica: durante a noite).
[0186] Tipicamente, a quantidade de agente de ligação introduzido na composição de revestimento resistente a arranhão representa 0,1 a 15% em peso do peso da composição total, preferivelmente 1 a 10% em peso.
[0187] A composição de revestimento resistente à abrasão e/ou arranhão pode ser aplicada no revestimento anti-reflexo usando qualquer método clássico tal como revestimento por rotação, imersão ou fluxo.
[0188] A composição de revestimento resistente à abrasão e/ou arranhão pode ser simplesmente seca ou opcionalmente pré-curada antes da aplicação da camada revestimento de base resistente a impacto subsequente (que pode ser a camada de composição adesiva transparente) ou execução do processo da invenção. Dependendo da natureza da composição de revestimento resistente à abrasão e/ou arranhão, cura térmica, cura por UV ou uma combinação de ambos podem ser usadas.
[0189] A espessura do revestimento resistente à abrasão e/ou arranhão, depois da cura, usualmente varia de 1 a 15 pm, preferivelmente de 2 a 6 pm, preferivelmente de 3 a 5 mícrons.
[0190] Antes de aplicar a base resistente a impacto sobre o revestimento resistente a arranhão, é possível submeter a superfície do revestimento resistente a arranhão a um tratamento corona ou um tratamento de plasma a vácuo, de modo a aumentar a adesão.
[0191] O revestimento de base resistente a impacto pode ser qualquer revestimento tipicamente usado para melhorar a resistência ao impacto de um artigo óptico acabado. Também, este revestimento geralmente realça a adesão do revestimento resistente a arranhão no substrato do artigo óptico acabado. Por definição, um revestimento de base resistente a impacto é um revestimento que melhora a resistência ao impacto do artigo óptico acabado quando comparado com o mesmo artigo óptico mas sem o revestimento de base resistente a impacto.
[0192] Revestimentos de base de resistência ao impacto típicos são
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32/46 revestimentos com base em (met)acrílico e revestimentos com base em poliuretano. [0193] Revestimentos resistentes a impacto com base em (met)acrílico são, entre outros, divulgados nas Pat. U.S. Nos 5.015.523 e 6.503.631 ao passo que revestimentos de resina de poliuretano termoplásticos e reticulados são divulgados inter alia, nas Pat. Japonesas Nos 63-141001 e 63-87223, Pat. EP N° 0404111 e Pat. U.S. N° 5.316.791.
[0194] Em particular, o revestimento de base resistente a impacto de acordo com a invenção pode ser fabricado de uma composição de látex tal como um látex poli(met)acrílico, um látex de poliuretano ou um látex de poliéster.
[0195] Entre as composições revestimento de base resistente a impacto com base em (met)acrílico preferidas podem ser citadas composições com base em (met)acrilato de polietileno glicol tais como, por exemplo, glicoldiacrilato de tetraetileno, diacrilato de polietileno glicol (200), diacrilato de polietileno glicol (400), di(met)acrilato de polietileno glicol (600), assim como (met)acrilatos de uretano e misturas destes.
[0196] Preferivelmente o revestimento de base resistente a impacto tem uma temperatura de transição vítrea (Tg) de menos do que 30 °C. Entre as composições de revestimento de base resistente a impacto preferidas, pode ser citado o látex acrílico comercializado sob o nome Acrylic latex A-639 da Zeneca e látices de poliuretano comercializados sob os nomes W-240 e W-234 da Baxenden.
[0197] Em uma forma de realização preferida, o revestimento de base resistente a impacto também pode incluir uma quantidade eficaz de um agente de ligação de modo a promover adesão do revestimento de base ao substrato óptico e/ou ao revestimento resistente a arranhão. Os mesmos agentes de ligação, nas mesmas quantidades, como para as composições de revestimento resistente a arranhão, podem ser usados com as composições de revestimento resistente a impacto.
[0198] A composição de revestimento de base resistente a impacto pode ser aplicada no revestimento resistente a arranhão usando qualquer método clássico tal como revestimento por rotação, imersão ou fluxo.
[0199] A composição de revestimento de base resistente a impacto pode ser
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33/46 simplesmente seca ou opcionalmente pré-curada antes da moldagem do substrato óptico. Dependendo da natureza da composição de revestimento de base resistente a impacto, cura térmica, cura por UV ou uma combinação de ambas podem ser usadas.
[0200] A espessura do revestimento de base resistente a impacto, depois da cura, tipicamente varia de 0,05 a 30 pm, preferivelmente 0,5 a 20 pm e mais particularmente de 0,6 a 15 pm, e muito melhor 0,6 a 5 pm.
[0201] Supondo que o carreador flexível das camadas de revestimento funcional é intencionado a ser retirado na conclusão do processo, ele pode ser primeiro revestido com uma camada de agente de liberação, que pode ser opcionalmente removido no final do processo da invenção. Em uma forma de realização, o revestimento de topo anti-incrustante definido acima vantajosamente age como uma camada de agente de liberação não removível.
[0202] A força aplicada na etapa de prensagem (g) do processo inventivo pode ser obtida aplicando-se pressão, em particular pressão do ar, ou vácuo ao carreador. A pressão aplicada tipicamente variará de 0,35 a 4,2 bar (5 a 60 psi), preferivelmente 0,35 a 3 bar e melhor 0,35 a 2,1 bar (5 a 30 psi). Quando vácuo é usado para criar a força de aplicação, a força tipicamente aplicada pode estar acima de 5 Newtons, preferivelmente acima de 10 Newtons, mais preferivelmente acima de 15 Newtons. Pressão do ar pode ser aplicada usando um aparelho de membrana inflável como divulgado no pedido de patente internacional WO 03/004255. Uma descrição geral de uma estrutura a vácuo que permite transferir os revestimentos pode ser encontrada na Pat. U.S. N° 4.242.162.
[0203] De modo a melhorar a conformação do carreador à superfície do substrato de lente sobre o qual os revestimentos têm que ser transferidos, especialmente se a transferência for executada na face frontal do substrato de lente, uma pessoa pode usar um meio adicional para aumentar a pressão sobre o carreador. Tipicamente, uma pessoa pode usar uma almofada, opcionalmente deformável, que pode conformar-se à forma geral do carreador e aumentar a pressão aplicada ao carreador.
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34/46 [0204] Referindo-se agora ao desenho e em particular às figuras 1A a 1D, um substrato de lente 1 tendo uma superfície côncava 2 é colocado em um elemento de sustentação (não representado) com sua superfície côncava (posterior) 2 faceando a montante. Um carreador flexível 3, uma superfície principal do qual foi previamente revestida com pelo menos um revestimento funcional 4 e uma camada seca de uma composição HMA 5 de acordo com a invenção, é colocado sobre um elemento de sustentação (não representado) com a camada de composição HMA faceando a jusante.
[0205] A deposição de o pelo menos um revestimento funcional 4 e camada de composição HMA 5 na superfície do carreador flexível 3 pode ser feita através de qualquer processo de deposição usual utilizado no campo óptico, tal como deposição a vácuo, revestimento por rotação, revestimento por fluxo, revestimento por imersão etc... Naturalmente, o processo de deposição dependerá da natureza da camada ou camadas de revestimento e da camada de composição HMA depositada na superfície do carreador flexível 3.
[0206] Daqui por diante, os elementos de sustentação são movidos relativamente de um para o outro para levar em contato direto a camada de composição HMA 5 e a superfície do substrato de lente 2, que depois são prensadas juntas em uma tal maneira que a pressão exercida deve ser insuficiente para comunicar qualquer deformação ao substrato de lente 1. Calor é aplicado durante a etapa de prensagem (9)· [0207] A fonte de aquecimento pode ser um forno de ar, um banho de água quente, fonte de calor IR ou fonte de microondas. O tempo de aquecimento pode ser de alguns minutos a 30 minutos, por exemplo calor é aplicado durante 3 a 30 minutos.
[0208] Como mostrado na figura 1C, a montagem formada pelo substrato de lente 1, a camada de composição HMA 5, o pelo menos um revestimento funcional
4, e o carreador flexível 3 depois são irradiados por uma luz UV para polimerizar os monômeros e oligômeros fotopolimerizáveis. Depois da irradiação, a pressão é liberada, o carreador flexível 3 é retirado e o substrato de lente 1 tendo pelo menos
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35/46 um revestimento funcional 4 aderindo a sua superfície côncava 2 através da camada de composição adesiva 5 é recuperado como mostrado na figura 1 D.
[0209] É possível ter cura térmica de ciclo curto e cura por UV.
[0210] A etapa de aquecimento e cura por UV pode ser tipicamente executada em respectivamente 2 minutos e 1 minuto.
[0211] Um exemplo de um ciclo curto para condições de transferência ou laminação são os seguintes:
[0212] Perfil de inflação: 120 segundos para atingir 24 PSI (165,47 kPa).
[0213] Temperatura do carreador flexível: 80°C [0214] Tempo na temperatura durante pressão: 2 minutos [0215] Exposição UV: 1 minuto [0216] Intensidade de UV: 30 a 31 mW/cm2 [0217] Fonte de UV: Dymax 5000 EC flood (lâmpada de haleto metálico de 400 W).
[0218] Uma vantagem da presente invenção é que não é necessário esperar pela diminuição da temperatura da lente final antes da remoção do carreador, assim o processo é mais rápido.
[0219] Os seguintes exemplos ilustram a presente invenção.
EXEMPLOS
Considerações gerais [0220] Nos exemplos, o carreador é um carreador de policarbonato (PC) portando em sua superfície convexa uma pilha de revestimento incluindo, a partir do carreador, um revestimento de topo anti-incrustante, um revestimento anti-reflexo e um revestimento resistente à abrasão e/ou arranhão. Uma camada de composição adesiva transparente também agindo como uma composição de base resistente ao impacto é formada no revestimento resistente à abrasão e/ou arranhão. A montagem da pilha de revestimento e da camada de composição adesiva transparente é chamada o “revestimento HMC”.
[0221] O carreador PC portando o revestimento HMC é chamado o “carreador de
HMC”.
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ETAPA 1: Deposição de um revestimento de proteção e liberação [0222] A composição do revestimento de proteção e liberação é como segue: Tabela 1
Componente Partes em peso
PETA LQ (éter acrílico de pentaeritritol) 5,00
Dowanol PnP 5,00
Dowanol PM 5,00
n-propanol 5,00
1360 (Hexa-acrilato de silicona, Radcure) 0,10
Coat-O-Sil 3503 (aditivo de fluxo reativo) 0,06
Fotoiniciador 0,20
[0223] O carreador PC é limpo usando água com sabão e seco com ar comprimido. A superfície convexa do carreador depois é revestida com o composição de revestimento de proteção acima por intermédio de revestimento por rotação com velocidade de aplicação de 600 rpm durante 3 segundos e velocidade de secagem de 1200 rpm durante 6 segundos. O revestimento é curado usando lâmpada de H+ da Fusion System em uma taxa de 1,524 m/minuto (5 pés por minuto).
[0224] Este revestimento de proteção e liberação não será transferido e ficará no carreador depois de transferir o revestimento HMC.
ETAPA 2: Deposição de um revestimento de topo anti-incrustante e revestimento anti-reflexo (AR) [0225] O carreador PC depois da deposição do revestimento de proteção é revestido a vácuo como segue:
[0226] A/Tratamento AR a Vácuo Padrão: O tratamento AR a Vácuo é realizado em um revestidor de caixa padrão usando partículas de evaporação a vácuo bem conhecidas. O seguinte é um procedimento para obter o VAR no carreador:
1. O carreador tendo o revestimento protetor já aplicado na superfície é carregado em um revestidor de caixa padrão e a câmara é bombeada a um nível de vácuo alto.
2. Revestimento anti-incrustante (Chemical = Shin Etsu KP 801M) é depositado na superfície do carreador usando uma técnica de
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37/46 evaporação térmica, a uma espessura na faixa de 2 a 15 nm.
3. O revestimento AR de diversas camadas dieléctrico, que consiste de uma pilha de sub-camadas de materiais com índice refrativo alto e baixo depois é depositado, no reverso da ordem normal. Detalhes desta deposição são como tais:
[0227] As espessuras ópticas das camadas de índice refrativo alternando entre baixo e alto são apresentadas na tabela (Elas são depositadas na ordem indicada, da superfície do carreador):
Tabela 2
índice baixo 103 a 162 nm
índice alto 124 a 190 nm
índice baixo 19 a 37 nm
índice alto 37 a 74 nm
[0228] Uma pilha preferida, que é depositada nos exemplos, é uma pilha em que o material de índice baixo é S1O2 e 0 material de índice alto é ZrC>2.
[0229] B/Na conclusão da deposição da pilha anti-reflexo de quatro camadas, uma camada fina de SiO2, compreendendo de uma espessura física de 1 a 50 nm, é depositada. Esta camada é intencionada a promover a adesão entre a pilha antireflexo de óxido e um revestimento duro de verniz que será depositado no carreador revestido em um tempo posterior.
ETAPA 3: Deposição de um revestimento duro (HC) & revestimento de base de látex [0230] A composição do revestimento duro é como segue:
Tabela 3
Componente Partes em peso
GLYMO 21,42
HCI 0,1 N 4,89
Sílica coloidal 30,50
Metanol 29,90
Álcool de diacetona 3,24
Acetilacetonato de alumínio 0,45
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Agente de ligação 9,00
Tensoativo FC-430 (3M company) 0,60
[0231] A composição do adesivo e revestimento de base resistente ao impacto é como segue:
Tabela 4
Componente Partes em peso
Látex de poliuretano W-234 35,0
Água desionizada 50,0
2-Butóxi etanol 15,0
Agente de ligação 5,0
[0232] A composição de revestimento de base é usada como uma composição adesiva termorreversível nos seguintes exemplos.
[0233] O carreador PC depois da deposição do revestimento de proteção, revestimento anti-incrustante, e revestimento AR nas etapas 1 e 2 depois é revestido por rotação por uma solução HC a 600 rpm/1200 rpm, e pré-curado 10 minutos a 80 °C, e novamente revestido por rotação pelo adesivo e solução de composição de base resistente ao impacto no mesma velocidade e pós-curado durante 1 hora a 80 °C. (Isto fornece uma camada de látex seca tendo uma espessura de cerca de 1,8 a 2 mícrons).
[0234] O agente de ligação é uma solução pré-condensada de:
Tabela 5
Componente Partes em peso
GLYMO (Glicidoxipropiltrimetoxisilano) 10,0
Acriloxipropil-trimetoxisilano 10,0
HCI 0,1 N 0,5
Acetilacetonato de alumínio 0,5
Álcool de diacetona 1,0
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39/46 [0235] Procedimentos de teste e inspeção:
- A adesão a seco é medida usando o teste de adesão do tipo hachura cruzada acordo com ISTM 02010, usando fita transparente n° 600 da 3M SCOTCH®. 25 quadrados são formados. Adesão é classificada como segue:
Tabela 6
Registro de adesão Quadrados removidos % da área deixada intacta
0 0 100
1 < 1 96
2 1 a4 96 a 84
3 > 4 a 9 83 a 64
4 >9a 16 63 a 36
5 > 16 <36
[0236] O teste chamado R-17 usado para a inspeção é de fato o teste de transmissão descrito em detalhes na W02006136757 (Protocolo da medição de defeitos ópticos) que é incorporado aqui por referência.
[0237] Além do protocolo, W02006136757 descreve em detalhes o aparelho usado para a inspeção.
[0238] A inspeção com uma lâmpada de arco voltaico é realizada usando-se uma lâmpada BT XL 75/LIS fabricada pela Bulbtronics Inc.
[0239] A luz da lâmpada acima é direcionada em direção à lente e a luz refletida é projetada em uma tela. A imagem da lente na tela é visualmente inspecionada de modo a ver se existem defeitos ópticos.
[0240] Declarações gerais com respeito aos exemplos executando um processo de transferência HMC.
1. As composições HMA líquidas são preparadas dissolvendo-se o polímero de base HMA em um solvente e em seguida misturando-se os monômeros/oligômeros fotopolimerizáveis para obter uma solução. Em alguns casos um fotoiniciador é adicionado, se necessário.
2. As composições HMA líquidas são revestidas por rotação sobre a superfície exposta dos revestimentos funcionais portados pelo
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40/46 carreador de HMC com a condição de rotação de 400 rpm durante 2 segundos e 1500 rpm durante 8 segundos. Depois de secar na temperatura ambiente durante poucas horas, a camada resultante que é de espessura muito uniforme é seca de levemente pegajosa e pode ser usada durante a implementação das etapas subsequentes do processo.
3. O carreador de HMC portando a camada HMA fotopolimerizável seca (polimerizável por UV) depois é usado para transferir o revestimento HMC sobre a superfície principal côncava de uma lente.
[0241] Esta superfície principal é uma superfície áspera, isto é, uma superfície que foi esmerilhada, esmerilhada fina mas não polida.
[0242] A transferência é implementada usando um aparelho de membrana inflável como divulgado na WO 03/004255.
[0243] A menos que de outro modo estabelecido, a pressão aplicada está em torno de 1,38 bar (20 psi) e a temperatura de aquecimento está em torno de 80 °C e tempo de aquecimento é cerca de 30 minutos.
[0244] A menos que de outro modo estabelecido, a irradiação é uma irradiação de luz UV de 80 mW/cm2 e uma duração de cerca de 1 minuto.
Exemplo 1 (Processo de transferência) [0245] Uma solução de mistura de 0,55 g de metacrilato de polibutila, 5,0 g de triacrilato de isocianurato de tris(2-hidróxi etila), 2,0 g de acrilato de 2,4,6tribromofeniletóxi, e 0,1 g de fotoiniciador Igacure® 819 em 4,0 g de MEK foi preparada. Um revestimento usando esta solução foi revestido por rotação no lado de HMC convexo de carreadores com curva de base 6. Depois da secagem, os carreadores revestidos foram colocados sobre lentes Orma® ásperas e opacas (+2,00) que foram imediatamente cortadas por uma máquina Schneider sem polimento, e depois as duas peças foram laminadas usando o aparelho de compressão por membrana inflável. Sob pressão de 1,38 bar (20 psi), as lentes com a camada revestida nos carreadores foram aquecidas a 809 C durante 30 min. Depois da cura por UV in-situ usando 120 W durante 1,5 min, a montagem foi
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41/46 removida e esfriada. Quando o aparelho de membrana inflável e carreador de BST foram removidos, lentes claras ópticas foram obtidas sem nenhuma marca de arranhão na superfície vista pelos olhos ou em lâmpada de arco voltaico. As lentes depois deste processo têm o mesmo alcance óptico de +2,00 como antes checado por Humphery.
[0246] A Tabela 7 mostra nível de turvação e nitidez da superfície das lentes antes e depois do processo.
Tabela 7
LENTE
Valor de turvação (%) 1 2 3 média
Lente imediatamente cortada 42,0 41,3 40,8 41,4
Transferência depois do revestimento 0,36 0,24 0,33 0,31
Espessura da camada HMA: 8pm [0247] Lente Orma®: lente fabricada de CR-39® da PPG Industries (polímeros de bis(alilcarbonato) de etileno glicol).
Exemplo 2 (processo de transferência) [0248] Uma solução de mistura de 0,5 g de metacrilato de polibutila, 7,0 g de triacrilato de isocianurato de tris(2-hidróxi etila), 2,5 g de acrilato de 2,4,6tribromofeniletóxi, e 0,1 g de fotoiniciador lgacure®819 em 5,0 g THF foi preparada. Um revestimento usando esta solução foi revestido por rotação no lado de HMC convexo de um carreador com curva de base 7. Depois da secagem, o carreador revestido foi colocado sobre um superfície côncava afinada de um lente Orma® (2,00) que foi cortada por V-95 e afinada com almofada de 15 pm sem polimento, e depois foi ajustada no aparelho de membrana inflável. Sob pressão de 1,38 bar (20 psi), a montagem foi aquecida até uma temperatura entre 80 e 859 C durante 30 min. Depois da cura por UV in-situ durante 1 min, o dispositivo foi removido e esfriado. Quando o aparelho de membrana inflável e o carreador foram removidos, um lente óptica clara foi obtida sem nenhuma marca de aranhão visto pelos olhos e nenhum fluxo de revestimento visto na lâmpada de arco voltaico. A espessura da camada HMA é 5 pm e a variação da espessura está abaixo de 1 pm na superfície da lente
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42/46 inteira, medida por microscópio.
Exemplos 3 a 9 (processo de transferência) [0249] A Tabela 8 lista formulações experimentais que foram testadas em lentes CR-39®, afinadas apenas com 15 pm, e finalmente almofadas de 9 pm. O processo de transferência BST foi feito similar como do Ex. 1 a 2. A lente obtida parece ser muito clara e transparente sem nenhuma marca fina ou superfície áspera vista na inspeção R-17, lâmpada de arco voltaico e mini-mancha.
[0250] A lente transferida de HMC obtida tem adesão muito boa com o registro da hachura do tipo cruzada 0. Ela tem boa dureza também.
Tabela 8
Componente Ex. 3 Ex. 4 Ex. 5 Ex. 6 Ex. 7 Ex. 8 Ex. 9
Aquazol® 5 1,88 g 2,25 g 2,5 g 2,5 g 2,5 g 2,5 g
Aquazol® 200 1,51
BP-A DMAc 0,8 g
SR 368 4,02 g 3,75 g 4,32 g 1,84 g 1,09 g 1,70 g 1,09 g
CD 406 1,03 g 1,03 g
BR 31 1,61 g 1,50 g 1,73 g 0,66 g 0,38 g 0,38 g
MEK 7,5 g 7,5 g 7,5 g 5,0 g 5,0 g 5,0 g 5,0 g
% de polímero 25 30 20 50 50 50 50
% de sólidos 50 50 50 50 50 50 40
*Aquazol 5 (peso molecular 5000) *Aquazol 200 (peso molecular 200,000)
BP-A DMAc = dimetacrilato de bisfenol-A
SR 368 = Triacrilato de isocianurato de Tris(2-Hidróxi Etila)
CD 406 = Diacrilato de Cicloexano Dimetanol
BR 31 = acrilato de tribromofeniletóxi [0251] Aquazol: poli (2-etil-2-oxazolina) [0252] Mesmo Tg para Aquazol 5 e aquazol 200 (Tg = 69 a 71 °C).
[0253] Parâmetros do Processo [0254] Lente: CR-39®, 5,5 curva posterior da base, afinada apenas com almofada de 9 pm por corte LOH e máquina de afinamento sem etapa de polimento.
[0255] Carregador: HMC de base 6,0
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43/4Q [0256] Pressão: 1,38 bar (20 psig) (lentes apenas afinadas) [0257] Temperatura: 85 °C durante 30 minutos, depois [0258] Força da lâmpada UV: 80 mW/cm2 durante 1 minuto [0259] Exemplos 10 a 15 (processo de transferência) [0260] Transferências de revestimento foram realizadas como nos exemplos 1 e 2 em CR-39® lentes digitalmente alisadas sem polimento usando as composições HMA da Tabela 9.
[0261] A lente obtida parece ser muito clara e transparente sem nenhuma marca fina ou superfície áspera vista na inspeção R-17, lâmpada de arco voltaico e minimancha.
Tabela 9
Componente Ex. 10 Ex. 11 Ex. 12 Ex. 13 Ex. 14 Ex. 15
Aquazol® 5 2,5 g 1,0 g
Aquazol® 200 2,5 g 2,5 g
poli(metacrilato de butila) 2,5 g 1,0 g
SR 368 1,17 g 2,5 g 0,27 g 1,27 g
CD 406 1,33 g 2,5 g 2,5 g 3,73 g 2,73 g
Combinação de iniciador 1173/819 0,1 g 0,1 g 0,1 g 0,1 g 0,1 g 0,1 g
MEK 5,0 g 7,5 g 7,5 g 7,5 g 7,5 g 7,5 g
% de polímero 50 50 50 50 20 20
% de sólidos 40 40 40 40 40 40
Exemplo 16 (processo de transferência) [0262] O Exemplo 12 foi reproduzido, exceto usando uma lente Orma afinada e polida tradicional de +0,75 de alcance D. A lente obtida mostrou uma adesão muito boa (hachura do tipo cruzada seca 0 a 1). Por causa da camada adesiva HMA-UV para fazer a pilha AR na compressão durante a transferência de revestimento AR, a lente também apresenta uma resistência térmica muito boa da pilha AR (temperatura térmica crítica/Tc é 809 C), que é muito maior do que quando usando processo de cola clássica.
Exemplo 17 (processo de transferência) [0263] O Exemplo 16 foi reproduzido, exceto usando uma lente de policarbonato
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44/46 afinada e polida tradicional de -2,00 alcance D. A lente obtida mostrou uma adesão muito boa e óptica boa.
Exemplo 18 (processo de transferência) [0264] Exemplo 16 foi reproduzido exceto que uma lente plana afinada e polida Thin & Light 1,67 tradicional e lente Thin & Light 1,67 foi usada e a superfície do material da lente de poli tio-uretano foi pré-tratada por corona antes do revestimento para transferir o processo. A lente obtida mostrou uma adesão muito boa e óptica boa também.
Exemplo 19 (Processo de Laminação para fabricar uma lente laminada) [0265] A formulação de HMA UV do exemplo 12 foi revestida por rotação sobre uma película plana de poliuretano PU, com uma espessura de 0,86 mm e curva de base 6. Depois da secagem, a película com camada adesiva HMA UV foi laminada sobre uma lente Orma de +0,75 de alcance D. As condições de laminação foram as mesmas como no Ex. 12. Depois do aquecimento, cura e emolduração, uma lente Orma de película laminada PU foi obtida com óptica boa (+0,78 D depois da laminação) e cosméticos.
Exemplos Comparativos [0266] Exemplo Comparativo 1: Uma solução de película polimérica contendo 100 % de Aquazol® 5 foi revestida por rotação sobre um carreador de HMC. Depois da secagem, o carreador revestido de HMC foi submetido ao processo de transferência como nos Exemplos 1 a 2 exceto que nenhuma radiação UV foi aplicada. A lente resultante teve transferência de HMC muito áspera, rugosa. Isto mostrou que o monômero curado por UV é importante em conceder uniformidade na película durante a transferência de camada HMC.
[0267] Exemplo Comparativo. 2: Uma formulação de cola UV acrílica comercial (OP-40) da Dymax Co foi usada para substituir o adesivo HMA usado no Ex. 16. O processo de cura foi conduzido no mesmo modo como no Ex. 16 sem aquecimento porque nenhum aquecimento é necessário no processo de cura por UV. A lente obtida mostrou uma transferência de AR muito boa e adesão a seco boa, mas tem baixa resistência térmica da pilha AR (Tc está em torno de 50 a 60°C).
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Exemplos 20 a 21:
[0268] Exemplo 1 foi reproduzido exceto
- que o adesivo HMA foi substituído por uma composição compreendendo uma mistura de um 1:1 em peso de um oligômero curável por UV (dispersão de poliuretano curável por UV-com base em água) Bayhydrol UV 2282 disponível da Bayer.
- O aquecimento é implementado a 80 °C durante 2 minutos. A cura por
UV é implementada durante 1 minuto.
[0269] Propriedades de adesão são medidas e relatadas na tabela 11.
Tabela 10
Adesão da hachura do tipo cruzada seca
polímero de base HMA S.C(1) Tg (°C) lente Orma® lente de índice 1,6 lente de índice 1,67
Ex. 20 Joncryl®1532 Não 12 1 1 1
Ex. 21 Joncryl®8383 Sim 14 1 1 0
Ex. 22 Joncryl®1980 Sim 69 0 1 1
Ex. 23 Joncryl®1972 Sim 78 0 3 1
Ex. 24 Joncryl®1992 Não 78 0 0 0
Ex. 25 Witcobond W240® Sim 1 2 2
[0270] ω: SC significa auto-reticulação [0271] Lentes de politiouretano de índice refrativo de 1,6 e índice refrativo de 1,67 são respectivamente fabricadas de materiais MR® e MR7® da Mitsui.
[0272] Os polímeros de base HMA Joncril® são emulsões acrílicas que podem ser de auto-reticulação ou não e são fornecidas por S.C. Jonhson.
[0273] Joncril 1532 é um copolímero acrílico/estireno.
Exemplos 26 a 31:
[0274] O Exemplo 20 é reproduzido exceto que o Bayhydrol é substituído por um oligômero de uretano com base em água por curável UV Neorad® R440. Um fornecedor deste componente é DSM.
[0275] polímeros de base HMA Joncril diferente são usados.
Tabela 11
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Adesão da hachura do tipo cruzada seca
polímero de base HMA S.C(1) Tg (°C) lente Orma® lente de índice 1,6 lente de índice 1,67
Ex. 26 Joncryl® 1532 não 12 1 0 0
Ex. 27 Joncryl® 8383 Sim 14 2 1 2
Ex. 28 Joncryl® 1919 Não 29 0 1 1
Ex. 29 Joncryl®1980 Sim 69 1 1 0
Ex. 30 Joncryl® 1972 Sim 78 1 3 1
Ex. 31 Joncryl® 1992 não 78 0 0 0
: SC significa auto-reticu ação
Exemplos 32 a 37:
[0276] Os Exemplos 26 a 31 são reproduzidos exceto que o Neorad® é substituído por uma dispersão de oligômero de acrilato de uretano aquosa alifática curável por UV Laromer®LR8949. Este produto é disponível da BASF.
Tabela 12
Adesão de hachura do tipo cruzada seca
polímero de base HMA S.C(1) Tg (°C) lente Orma® lente de índice 1,6 lente de índice 1,67
Ex. 32 Joncryl® 1532 Não 12 0 0 1
Ex. 33 Joncryl® 8383 Sim 14 2 2 2
Ex. 34 Joncryl® 1919 Não 29 0 1 1
Ex. 35 Joncryl® 1980 Sim 69 1 2 2
Ex. 36 Joncryl® 1972 Sim 78 0 0 1
Ex. 37 Joncryl® 1992 Não 78 0 1 1
(1): SC significa auto-reticulação
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Claims (31)

  1. REIVINDICAÇÕES
    1. Processo para aplicar uma película revestida ou não revestida sobre pelo menos uma superfície geometricamente definida de um substrato de lente, caracterizado pelo fato de que compreende as etapas de:
    (a) fornecer uma composição adesiva termorreversível líquida (HMA) compreendendo:
    (a1) pelo menos um polímero de base HMA tendo uma temperatura de transição vítrea Tg e uma temperatura de fusão Tm, com Tg < Tm;
    (a2) pelo menos um monômero, oligômero ou polímero polimerizável;
    (b) fornecer uma película tendo duas superfícies principais opostas: uma primeira superfície principal e uma segunda superfície principal;
    (c) fornecer um substrato de lente tendo pelo menos uma superfície geometricamente definida;
    (d) aplicar a composição HMA líquida sobre a superfície da dita película ou a dita pelo menos uma superfície geometricamente definida;
    (e) secar a composição HMA líquida aplicada para formar uma camada HMA seca em contato com a dita pelo menos uma das superfícies principais da dita película ou a dita pelo menos uma superfície geometricamente definida do substrato de lente;
    (f) mover a película e o substrato de lente relativamente de um para o outro para levar a camada HMA seca em contato com a dita pelo menos uma superfície geometricamente definida do substrato de lente ou uma das ditas superfícies principais da dita película;
    (g) aplicar uma pressão na película;
    (h) aquecer para atingir uma Temperatura Tmax do processo em ou acima da temperatura de transição vítrea (Tg), mas abaixo da temperatura de fusão Tm do dito polímero de base de HMA, os monômeros ou oligômeros polimerizáveis estando líquidos na Temperatura Tmaxdo processo;
    (i) polimerizar dito pelo menos um monômeros, oligômeros ou polímeros
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  2. 2/5 polimerizáveis, enquanto mantendo a pressão e o aquecimento;
    (j) remover a pressão aplicada na película, e recobrir o substrato de lente com a película aderente à dita superfície principal do substrato de lente.
    2. Processo, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a dita composição adesiva termorreversível (HMA) líquida da etapa (a) compreende adicionalmente (a3) pelo menos um solvente líquido compatível com tanto o dito pelo menos um polímero e o dito pelo menos um monômero, oligômero ou polímero polimerizável.
  3. 3. Processo, de acordo com a reivindicação 1 ou 2, caracterizado pelo fato de que o um monômero, oligômero ou polímero polimerizável é polimerizável com UV.
  4. 4. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 3, caracterizado pelo fato de que a composição adesiva termorreversível líquida compreende pelo menos um monômero ou oligômero polimerizável.
  5. 5. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 4, caracterizado pelo fato de que a primeira superfície principal da dita película porta pelo menos um revestimento funcional.
  6. 6. Processo, de acordo com a reivindicação 4, caracterizado pelo fato de que a etapa d) compreende aplicar a composição HMA líquida sobre a dita pelo menos uma superfície geometricamente definida do substrato de lente ou o dito revestimento funcional da dita primeira superfície principal da dita película.
  7. 7. Processo, de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo fato de que a etapa d) compreende aplicar a composição HMA líquida no dito revestimento funcional da dita primeira superfície principal da dita película.
  8. 8. Processo, de acordo com a reivindicação 6 ou 7, caracterizado pelo fato de que compreende (k) retirar a película para recuperar o substrato de lente revestido com o dito pelo menos um revestimento funcional aderindo à dita pelo menos uma superfície geometricamente definida através de uma camada curada HMA.
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  9. 9. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações de 4 a 8, caracterizado pelo fato de que o pelo menos um monômero ou oligômero polimerizável é fotopolimerizável.
  10. 10. Processo, de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo fato de que o pelo menos um monômero ou oligômero polimerizável é polimerizável por UV.
  11. 11. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 4 a 10, caracterizado pelo fato de que a etapa i) compreende irradiar os monômeros ou oligômeros polimerizáveis com uma radiação actínica.
  12. 12. Processo, de acordo com a reivindicação 11, caracterizado pelo fato de que a irradiação com uma radiação actínica compreende irradiar com luz UV.
  13. 13. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 4 a 8, caracterizado pelo fato de que o pelo menos um monômero ou oligômero polimerizável é termicamente polimerizável.
  14. 14. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 13, caracterizado pelo fato de que o dito pelo menos um polímero de base HMA é um polímero termoplástico.
  15. 15. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 14, caracterizado pelo fato de que o dito pelo menos um polímero de base HMA tem uma Tg que varia de 40 a 90 °C.
  16. 16. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 2 a 15, caracterizado pelo fato de que a composição HMA compreende pelo menos um solvente líquido e pelo menos alguns monômeros ou oligômeros que são sólidos na temperatura ambiente, mas solubilizados na temperatura ambiente pelo dito pelo menos um solvente.
  17. 17. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 16, caracterizado pelo fato de que o dito pelo menos um polímero de base HMA é solubilizado por monômeros e/ou oligômeros líquidos.
  18. 18. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 17, caracterizado pelo fato de que o dito pelo menos um polímero de base HMA é selecionado do grupo que consiste de poliolefinas, poliamidas, poliuretanos,
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    4/5 poliuretano/uréia, polivinil pirrolidonas, poliésteres, poliesteramidas, poli(met)acrílicos e poli(oxazolinas).
  19. 19. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 4 a 18, caracterizado pelo fato de que o dito pelo menos um monômero ou oligômero polimerizável é selecionado de compostos de mono e poli(met)acrilato.
  20. 20. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 9 a 19, caracterizado pelo fato de que a razão em peso de monômeros e/ou oligômeros fotopolimerizáveis para polímeros de base HMA varia de 95:5 a 5:95, preferivelmente 80:20 a 20:80.
  21. 21. Processo, de acordo com a reivindicação 20, caracterizado pelo fato de que a razão em peso varia de 60:40 a 40:60.
  22. 22. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 21, caracterizado pelo fato de que a superfície geometricamente definida do substrato de lente está sob estado polido.
  23. 23. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 22, caracterizado pelo fato de que a superfície geometricamente definida do substrato de lente foi esmerilhada e afinada, mas não polida.
  24. 24. Processo, de acordo com a reivindicação 23, caracterizado pelo fato de que Rq da superfície geometricamente definida do substrato de lente está acima ou igual a 0,01 pm.
  25. 25. Processo, de acordo com a reivindicação 24, caracterizado pelo fato de que Rq da superfície geometricamente definida do substrato de lente varia de 0,01 pm a 1,50 pm.
  26. 26. Processo, de acordo com a reivindicação 25, caracterizado pelo fato de que Rq da superfície geometricamente definida do substrato de lente varia de 0,05 pm a 1 pm.
  27. 27. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 26, caracterizado pelo fato de que a superfície geometricamente definida do substrato de lente foi digitalmente esmerilhada e não polida.
  28. 28. Processo, de acordo com a reivindicação 27, caracterizado pelo fato
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    5/5 de que Rq da superfície geometricamente definida do substrato de lente é maior do que 0,05 pm e menos do que 1 pm.
  29. 29. Processo, de acordo com a reivindicação 28, caracterizado pelo fato de que Rq da superfície geometricamente definida do substrato de lente é menor do que 0,6 pm.
  30. 30. Processo, de acordo com a reivindicação 28, caracterizado pelo fato de que Rq da superfície geometricamente definida do substrato de lente é menor do que 0,4pm.
  31. 31. Processo, de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de que Tmax do processo é menor do que 130°C.
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