BRPI0714300A2 - mÉtodo baseado em computador para processar uma pluralidade de mergulhos em uma porÇço de uma formaÇço subterrÂnea, mÍdia, mÉtodo baseado em computador para processar dados de litofÁcies baseados em minerais em uma porÇço de uma formaÇço subterrÂnea, sistema baseado em computador para processar dados de litofÁcies baseados em minerais em uma porÇço de uma formaÇço subterrÂnea, e mÉtodo baseado em computador para processar dados geolàgicos em uma porÇço de uma formaÇço subterrÂnea, mÍdia armazenadora legÍvel por computador, sistema baseado em computador para processar uma pluralidade de mergulhos em uma porÇço de uma formaÇço subterrÂnea, mÉtodo baseado em computador para processar dados de litofÁcies baseados em minerais em uma porÇço de uma formaÇço subterrÂnea, siatema baseado em computador para processar dados de litofÁcies baseados em minerais em uma porÇço de uma formaÇço subterrÂnea, e mÉtodo baseado em computador para processar dados geolàgicos em uma porÇço de uma formaÇço subterrÂnea - Google Patents
mÉtodo baseado em computador para processar uma pluralidade de mergulhos em uma porÇço de uma formaÇço subterrÂnea, mÍdia, mÉtodo baseado em computador para processar dados de litofÁcies baseados em minerais em uma porÇço de uma formaÇço subterrÂnea, sistema baseado em computador para processar dados de litofÁcies baseados em minerais em uma porÇço de uma formaÇço subterrÂnea, e mÉtodo baseado em computador para processar dados geolàgicos em uma porÇço de uma formaÇço subterrÂnea, mÍdia armazenadora legÍvel por computador, sistema baseado em computador para processar uma pluralidade de mergulhos em uma porÇço de uma formaÇço subterrÂnea, mÉtodo baseado em computador para processar dados de litofÁcies baseados em minerais em uma porÇço de uma formaÇço subterrÂnea, siatema baseado em computador para processar dados de litofÁcies baseados em minerais em uma porÇço de uma formaÇço subterrÂnea, e mÉtodo baseado em computador para processar dados geolàgicos em uma porÇço de uma formaÇço subterrÂnea Download PDFInfo
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Abstract
MÉTODO BASEADO EM COMPUTADOR PARA PROCESSAR UMA PLURALIDADE DE FORMAÇçO SUBTERRÂNEA, MÍDIA ARMAZENADORA LEGÍVEL POR COMPUTADOR, SISTEMA BASEADO EM COMPUTADOR PARA PROCESSAR UMA PLIRALIDADE DE MERGULHOS EM UMA PORÇçO DE UMA FORMAÇçO SUBTERRÂNEA, MÉTODO BASEADO EM COMPUTADOR PARA DADOS DE LITOFÁCIES BASEADOS EM MINEIRAIS EM UMA PORÇçO DE UMA FORMAÇçO SUBTERRÂNEA, SISTEMA BASEADO EM COMPUTADOR PARA PROCESSAR DADOS DE LITOFÁCIES BASEADO EM MINERAIS EM UMA PORÇçO DE UMA FORMAÇçO SUBTERRÂNEA, E MÉTODO BASEADO EM COMPUTADOR PARA PROCESSAR DADOS GEOLàGICOS EM UMA PORÇçO DE UMA FORMAÇçO SUBTERRÂNEA. Método e sistema baseado em computador são divulgados para interpretar mergulhos, tendências de mergulhos, e dados de litofácies baseados em minerais, a fim de identificar certos eventos geológicos em uma formação subterrânea. O método/ sistema divulgado analisa dados de amplitude e azimute do mergulho, para determinar as tendências do mergulho na formação. As tendências do do mergulho são, então, examiminadas, quanto a indicações da presença de certos eventos deposicionais, tais como aumentos cumulativos, direções de fluxo, casos de areações e preenchimentos, direção para talvegue, estratificação paralela, indicações de falhas, e semelhantes. Se dados de litofácies estiverem disponíveis, o método/ sistema divulgado pode também analisar esses dados, para identificar a presença de sequências intercaladas e seções condensadas. Essa solução integrada poupa uma enorme quantidade de tempo geocientistas e intérpretes, se comparada às técnicas de interpretação existentes, permitindo que elas sejam muito mais produtivas. O siatema /método divulgado pode ser também usado para treinar geocíentistas e intérpretes novos e menos experientes.
Description
MÉTODO BASEADO EM COMPUTADOR PARA PROCESSAR UMA PLURALIDADE DE MERGULHOS EM UMA PORÇÃO DE UMA FORMAÇÃO SUBTERRÂNEA, MÍDIA ARMAZENADORA LEGÍVEL POR COMPUTADOR, SISTEMA BASEADO EM COMPUTADOR PARA PROCESSAR UMA PLURALIDADE DE MERGULHOS EM UMA PORÇÃO DE UMA FORMAÇÃO SUBTERRÂNEA, MÉTODO BASEADO EM COMPUTADOR PARA PROCESSAR DADOS DE LITOFÁCIES BASEADOS EM MINERAIS EM UMA PORÇÃO DE UMA FORMAÇÃO SUBTERRÂNEA, SISTEMA BASEADO EM COMPUTADOR PARA PROCESSAR DADOS DE LITOFÁCIES BASEADOS EM MINERAIS EM UMA PORÇÃO DE UMA FORMAÇÃO SUBTERRÂNEA, E MÉTODO BASEADO EM COMPUTADOR PARA PROCESSAR DADOS GEOLÓGICOS EM UMA PORÇÃO DE UMA FORMAÇÃO SUBTERRÂNEA
CAMPO DA INVENÇÃO
A presente invenção se refere, de um modo geral, à interpretação dos dados geológicos de uma formação subterrânea e, de modo particular, a um método e sistema baseado em computador para interpretar mergulhos, tendências de mergulho e dados de litofácies para identificar e analisar certos eventos e aspectos geológicos na formação subterrânea.
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO
Na geologia, um "mergulho" diz respeito à amplitude e ao azimute de inclinação de um plano relativo a um plano horizontal. Os mergulhos dos planos de estratíficação dentro de uma seção da formação definem um padrão ou tendência de mergulho. Tais padrões ou tendências de mergulho são usados em interpretações geológicas, que são, por sua vez, muito importantes na indústria do petróleo para uma correta compreensão das propriedades e características dos diversos reservatórios de óleo e gás e para a simulação e modelamento precisos dos reservatórios.
As tendências de mergulho em uma formação subterrânea são amplamente interpretadas, com base em dados de registros geológicos (ressonimetro e imagem) do poço. Um número de dispositivos e sensores avançados foi desenvolvido para facilitar a coleta desses dados de registro geológico do poço. Dispositivos formadores de microimagens da formação do diâmetro pleno do poço (FMI™), dispositivos formadores de imagens da lama base óleo (OBMI™) e outros dispositivos avançados podem fornecer imagens rápidas e de alta resolução do poço e/ou medições para computar mergulhos. Esses dispositivos geológicos de poço tornam possível realizar interpretações geológicas, estruturais, e estratigráficas, incluindo detecção de camada delgada, delineamento de compartimentação, cálculos de espessura eficaz de alta resolução e correlações entre poços.
Além disso, os inventores da presente invenção co- inventaram um sistema patenteado para classificação de rochas, denominado iCore™. O sistema classificador de rochas iCore™, fornecido pela Schlumberger Oilfield Services.Inc., usa um modelo de Diagrama Ternário e um grupo de regras de classificação para classificar os dados de rocha obtidos através de uma ferramenta de espectroscopia de poço. As ferramentas de espectroscopia de poço fornecem dados para computar as porcentagens totais de peso seco do QFM (quartzo, feldspato, e mica), argila, carbonato, pirita, siderita, anidrita, carvão, e sal na formação. Baseado no grupo de regras, o sistema iCore™ determina se os dados de rocha representam marga, rocha argilosa, cascalho, cascalho arenoso, areia com folhelho, areia, areia limpa, areia calcária, cascalho calcário, carbonato, carbonato arenoso, ou carbonatos com folhelhos. Um sistema classificador de rochas desses tem ajudado consideravelmente a melhorar as interpretações geológicas. Para obter mais informações sobre o sistema classificador de rochas iCore™, o leitor deve consultar a Patente U. S. N0 6.751.557 concedido em conjunto, intitulado "Método e Aparelho Classificador de Rochas", publicada em 15 de junho de 2004, e aqui incorporada na sua integridade para fins de referência.
Embora as ferramentas acima sejam úteis e forneçam dados muito exatos sobre a geologia do poço, o processo de reconhecimento e interpretação da tendência dos mergulhos tem permanecido sendo um processo amplamente manual até a presente data. Esse processo demanda geralmente que geocientistas e intérpretes examinem manualmente (isto é, visualizem) os dados de registro geológico do poço, identifiquem os mergulhos individuais, estudem as tendências de mergulho, e façam uma interpretação geológica. Porém, tal processo requer uma quantidade de tempo excessivamente grande, quando milhares de pés de dados do registro de imagens do poço estiverem envolvidos, conforme ocorre muitas vezes na indústria do petróleo. Por conseguinte, se faz necessária uma maneira para automatizar ao máximo o processo de interpretação da tendência de mergulho, a fim de reduzir a quantidade de tempo demandada pelos geocientistas e intérpretes.
SUMÁRIO
A presente invenção é dirigida a um método e sistema baseado em computador para interpretar mergulhos, tendências de mergulho, e dados de litofácies baseados em minerais, a fim de identificar certos eventos geológicos em uma formação subterrânea. 0 método/ sistema da invenção analisa dados de amplitude e azimute de mergulho para determinar as tendências de mergulho na formação. A seguir, as tendências de mergulho são examinadas quanto a indicações da presença de certos eventos deposicionais, tais como aumentos cumulativos, direções de fluxo, casos de areação e preenchimento, direção para talvegue, estratificação paralela, indicações de falhas, e semelhantes. Se dados de litofácies estiverem disponíveis, um método/ sistema da invenção pode também analisar esses dados, para identificar a presença de seqüências intercaladas e seções condensadas. Tal solução integrada poupa uma enorme quantidade de tempo para os geocientistas e intérpretes, em comparação com as técnicas de interpretação existentes, permitindo que eles sejam muito mais produtivos. 0 sistema/ método da invenção pode ser também usado para ajudar a treinar geocientistas e intérpretes novos e menos experientes.
De um modo geral, em um aspecto, a invenção é dirigida a um método baseado em computador para processar uma pluralidade de mergulhos em uma porção de uma formação subterrânea. Um método compreende a recepção de um limiar de consecutividade a ser aplicado aos mergulhos e determinação se os mergulhos possuem consecutividade, com base no limiar de consecutividade. O método ainda compreende a identificação e análise de um ou mais eventos geológicos a partir dos mergulhos tendo consecutividade e exibição das informações das tendências de mergulho para os mergulhos tendo consecutividade baseados nos eventos geológicos identificados.
De um modo geral, em outro aspecto, a invenção é dirigida a um sistema baseado em computador para processar uma pluralidade de mergulhos em uma porção de uma formação subterrânea. 0 sistema compreende um processador, um barramento de sistema conectado ao processador, e uma midia armazenadora conectada ao barramento de sistema. Δ midia armazenadora possui instruções legíveis por computador armazenadas sobre ela, para fazer com que o processador receba um limiar de consecutividade a ser aplicado aos mergulhos e determine se os mergulhos possuem consecutividade, com base no limiar de consecutividade. As instruções legíveis por computador ainda fazem com que o processador identifique e analise um ou mais eventos geológicos, a partir dos mergulhos tendo consecutividade, e gere informações da tendência de mergulhos para os mergulhos tendo consecutividade, com base nos eventos geológicos identificados.
De um modo geral, em outro aspecto ainda, a invenção é dirigida a um método baseado em computador para processar dados de litofácies baseados em minerais em uma porção de uma formação subterrânea. O método compreende a recepção dos dados de litofácies baseados em minerais, identificação e análise de um ou mais eventos deposicionais a partir dos dados de litofácies baseados em minerais, e exibição das informações de eventos deposicionais para os eventos deposicionais identificados.
De um modo geral, em outro aspecto ainda, a invenção é dirigida a um sistema baseado em computador para processar dados de litofácies baseados em minerais em uma porção de uma formação subterrânea. O sistema compreende um processador, um barramento de sistema conectado ao processador, e uma mídia armazenadora conectada ao barramento de sistema. Δ mídia armazenadora possui instruções legíveis por computador armazenadas sobre ela, para fazer com que o processador receba os dados de litofácies baseados em minerais, identifique e analise um ou mais eventos deposicionais, a partir dos dados de litofácies baseados em minerais, e exiba informações de eventos deposicionais para os eventos deposicionais identificados.
De um modo geral, em outro aspecto ainda, a invenção é dirigida a um método baseado em computador para processar dados geológicos em uma porção de uma formação subterrânea. O método compreende a recepção de dados representando uma pluralidade de mergulhos, e a recepção de um limiar de consecut ividade a ser aplicado na pluralidade de mergulhos. O método ainda compreende a determinação se os mergulhos possuem consecutividade, baseado no limiar de consecutividade, e identificação e análise de um ou mais eventos geológicos, a partir dos mergulhos tendo consecutividade. Os eventos geológicos incluem pelo menos um dentre uma estratificação ascendente de amplitude decrescente, estratificação ascendente de amplitude crescente, direção de fluxo, evento de areações e preenchimentos, indicação de falhas, e direção para talvegue. Quando dados de litofácies baseados em minerais estiverem disponíveis, o método ainda compreende a recepção dos dados de litofácies baseados em minerais, e identificação e análise de um ou mais eventos deposicionais, a partir dos dados de litofácies baseados em minerais. Os eventos deposicionais incluem pelo menos um dentre uma seqüência intercalada e uma possível seção condensada. As informações da tendência de mergulhos são geradas e disponibilizadas para exibição com os mergulhos baseados nos eventos geológicos e nos eventos deposicionais identificados.
Outros aspectos da invenção tornar-se-ão claros, a partir da descrição a seguir e das reivindicações apensas.
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS A fig. 1 ilustra um sistema exemplificante, que pode ser usado para interpretar tendências de mergulho, de acordo com as modalidades da invenção; a fig. 2 ilustra um método exemplif icante para
detectar consecutividade, de acordo com as modalidades da invenção;
a fig. 3 ilustra um método exemplificante para detectar estratificação paralela, de acordo com as modalidades da invenção;
a fig. 4 ilustra um método exemplificante para detectar estratificação ascendente de amplitude decrescente, de acordo com as modalidades da invenção;
a fig. 5 ilustra um método exemplificante para detectar estratificação ascendente de amplitude crescente, de acordo com as modalidades da invenção; a fig. 6 ilustra uma porção de uma apresentação exemplificante mostrando as interpretações das tendências de mergulho, de acordo com as modalidades da invenção;
a fig. 7 ilustra um sistema exemplificante, que pode ser usado para detectar seqüências intercaladas e seções condensadas, de acordo com as modalidades da invenção;
a fig. 8 ilustra um método exemplificante para detectar seqüências intercaladas, de acordo com as modalidades da invenção;
a fig. 9 ilustra um método exemplificante para detectar seções condensadas, de acordo com as modalidades da invenção; e
a fig. 10 ilustra uma porção de uma apresentação exemplificante mostrando as seqüências intercaladas e seções condensadas, de acordo com as modalidades da invenção.
DESCRIÇÃO DETALHADA Conforme acima citado, as interpretações existentes sobre tendências de mergulho exigem que geocientistas e interpretes examinem manualmente dados de registro geológico do poço, e identifique os mergulhos e tendências de mergulho individuais. Modalidades da invenção apresentam um método e sistema baseado em computador para processar, por meios automáticos, dados de mergulho para identificar e analisar os padrões e tendências de mergulho. A seguir, existe uma descrição detalhada das modalidades exemplificantes da invenção, conforme ilustrado pelos desenhos.
Com referência à fig. 1, é mostrado um sistema 100 para interpretar padrões ou tendências de mergulho, de acordo com modalidades da invenção. O sistema 100 inclui, dentre outras coisas, uma estação de trabalho 102, que pode ser um computador pessoal (PC) independente, uma estação de trabalho (p. ex. , uma estação de trabalho da Sun Microsystems baseada em Unix) , duas ou mais estações de trabalho ligadas em rede, um computador de grande porte, e semelhantes. Em uma modalidade, a estação de trabalho 102 possui um número de componentes opcionais, incluindo pelo menos um processador 104, uma unidade entrada/ saida (I/O) 106, um barramento de sistema 108, e uma memória de sistema legível por computador 110. Esses componentes da estação de trabalho 102 são, em geral, bastante conhecidos pelas pessoas versadas na técnica, e, portanto, não serão aqui descritos em mais detalhes. Além disso, embora diversos componentes distintos sejam mostrados na fig. 1, as pessoas versadas na técnica irão entender, que dois ou mais desses componentes podem ser combinados formando um único componente, e que um único componente pode ser dividido em diversos subcomponentes, caso necessário. Também se acham presentes um módulo interpretador das tendências de mergulho 112 para reconhecer e interpretar as tendências de mergulho na formação subterrânea, um banco de dados 114 para armazenar dados usados pelo módulo interpretador das tendências de mergulho 112, e um mostrador 116 para exibir informações geradas pelo módulo interpretador das tendências de mergulho 112.
Em resumo, o processador 104 é responsável pela operação global da estação de trabalho 102, incluindo a execução do software do sistema operacional e de quaisquer outros aplicativos de software, que possam estar presentes na estação de trabalho 102. A unidade de I/O 106 controla o fluxo de dados para dentro e para fora da estação de trabalho 102, por exemplo, através de vários dispositivos leitores de midia e dispositivos de saida. O barramento de sistema 108 permite que os diversos componentes funcionais da estação de trabalho 102 se comuniquem e troquem dados entre si. Por último, a memória de sistema 110, que pode ser uma memória magnética, ótica, e/ou semicondutora, fornece armazenamento temporário e de longa duração para quaisquer informações ou dados necessários pelo sistema operacional e aplicativos rodando na estação de trabalho 102.
De acordo com modalidades da invenção, o módulo interpretador das tendências de mergulho 112 é armazenado na memória de sistema 110 para reconhecer e interpretar as tendências de mergulho em uma formação subterrânea. O módulo interpretador das tendências de mergulho 112 usa dados que são compostos de uma série de mergulhos individuais selecionados pelo geocientista/ usuário. Para fins de informações de fundamentos, os mergulhos são derivados, de antemão, dos dados de registro geológico do poço, usando um dos diversos aplicativos de software disponíveis (por exemplo, GeoFrame™, BorView™, BorDip™, DipRemoval™ etc.)· Alguns desses aplicativos de software são especialmente projetados para processar automaticamente os dados de registros geológico do poço e gerar uma série de mergulhos a partir desses. Devido ao fato do software tender a ser excessivamente inclusivo, o grupo inicial de mergulhos é normalmente verificado por um geocientista, a fim de coletar os mergulhos exatos daqueles que possam não ser considerados como mergulhos reais ou representativos de superfícies e eventos reais na formação subterrânea. Além disso, mergulhos podem ser manualmente coletados pelo geocientista/ usuário, através de inspeção visual e das imagens e identificação dos mergulhos e interfaces de estratificação. Os mergulhos selecionados, incluindo suas profundidades, amplitudes, e azimutes, são então armazenados no banco de dados 114 para subseqüente processamento.
Após os dados de mergulho serem carregados na estação de trabalho 102, eles precisam ser processados quanto à supressão estrutural, antes do reconhecimento e interpretação do padrão ou tendência de mergulho. Um mergulho com estrutura suprimida, conforme entendido pelas pessoas versadas na técnica, é um mergulho que foi compensado quanto às mudanças estruturais que possam ter ocorrido na formação subterrânea ao longo do tempo. 0 mergulho com estrutura suprimida é essencialmente um cálculo do mergulho, conforme ele era, quando houve o assentamento original da formação subterrânea. Um número de aplicativos de software, tais como GeoFrame™, DipRemoval™, se acha disponível para execução da supressão estrutural.
Um método para realizar supressão de mergulho estrutural é abaixo discutido. Após os dados de mergulho serem tornados disponíveis, a etapa seguinte é determinar o mergulho estrutural usando esses mergulhos. A determinação do mergulho estrutural pode ser realizada, seguindo-se a Lei da Horizontalidade Original, que pode ser definida como camadas sedimentares depositadas sobre superfícies praticamente horizontais e essencialmente paralelas à superfície, sobre a qual eles se acumulam. De modo particular, a determinação do mergulho estrutural pode ser realizada, através do exame dos mergulhos nas formações de cascalhos ou outros ambientes de energia silenciosa, através dos dados e imagens de micro-resistividade do poço e computação de um mergulho médio para representar o mergulho estrutural ao longo de uma seção de interesse. Quando necessário, o mergulho estrutural possui seu vetor subtraído de todos os mergulhos verdadeiros para simular ou mais se aproximar dos mergulhos que existiam nas camadas, no momento da deposição. A supressão estrutural, no processo acima discutido, é capaz de simular mergulhos muito planos (horizontais) nas formações de cascalho, e também comuta mergulhos nas formações arenosas, conforme os mergulhos existiam no momento da deposição. Esses mergulhos podem ser chamados de mergulhos estratigráficos. A interpretação dos mergulhos estratigráficos pode ser usada para determinar direções de fluxo, tendências de fluxo, energia de deposição e ambientes deposicionais. Os mergulhos com estrutura suprimida resultantes são, então, inseridos no banco de dados 114.
Devido ao fato dos mergulhos no banco de dados 114 poderem ter mergulhos espaçados de modo desigual, especialmente se eles tiverem sido anualmente coletados por um geocientista, os dados de mergulho podem resultar em uma razão de amostragem irregular de dados. Tal razão de amostragem irregular de dados pode tornar difícil carregar os dados de mergulho na estação de trabalho 102 e nos aplicativos de software, que estão rodando na estação de trabalho 102. Vários procedimentos podem ser opcionalmente realizados para corrigir a razão de amostragem irregular de dados. 0 a seguir é uma discussão de uma maneira para diminuir os efeitos de uma razão de amostragem irregular de dados, usando um procedimento de manipulação de dados. Uma maneira é forçar o aplicativo de software a amostrar os dados em uma razão de amostragem arbitrária, mas alta o suficiente. Isso pode ser feito para aplicativos de software, que são projetados usando certo software desenvolvedor de aplicativos, p. ex., software Desenvolvedor de Aplicativos GeoFrame™ da GeoQuest, que é uma empresa Schlumberger. O software desenvolvedor de aplicativos, como o GeoFrame™, permite que o programador controle a razão de amostragem de entrada e saida para todos os dados. O programador pode, então, definir a razão de amostragem do aplicativo de software em um nivel apropriado.
Os dados de entrada podem ser também monitorados, de modo que nenhum ponto de dados seja lido duas vezes. Em um exemplo, a profundidade da maioria dos pontos de dados previamente carregados pode ser checada com relação à profundidade do ponto atual de dados. Se essas duas profundidades estiverem dentro de certa distância entre si, conforme pode ser determinado pelas pessoas versadas na técnica, os mergulhos associados podem ser considerados duplicados e, assim, o ponto atual de dados deve ser descontado. Após todos os pontos de dados serem lidos, o programador pode definir a razão de amostragem interna do aplicativo de software para uma razão mais desejável.
0 acima é uma discussão de apenas uma maneira para diminuir os efeitos da razão de amostragem irregular de dados. Se necessário, procedimentos alternativos para manipulação de dados (ou nenhum procedimento adicional para manipulação de dados) podem ser também realizados.
Após a obtenção dos dados finais de mergulho com estrutura suprimida, a estação de trabalho 102 executa o módulo interpretador de mergulho 112 para interpretar as tendências de mergulho. O módulo interpretador das tendências de mergulho 112 pode usar regras interpretadoras padrão e/ou proprietárias para das tendências de mergulho, para buscar indicações de certos eventos geológicos a partir dos dados de mergulho, incluindo consecutividade, aumentos cumulativos, direções de fluxo, casos de areação e preenchimento, direção para talvegue, estratificação paralela, indicações de falhas, e semelhantes. O módulo interpretador das tendências de mergulho 112 apresenta, a seguir, o resultado das interpretações, incluindo as tendências de mergulho, anotações sobre elas, e identificação de certos eventos geológicos no mostrador 116 ou em outra midia adequada.
A operação do módulo interpretador das tendências de mergulho 112, de acordo com certas modalidades da invenção, será agora descrita com respeito às figs. 2 - 5. Conforme acima citado, o módulo interpretador das tendências de mergulho 112 pode ser usado para determinar, se os mergulhos possuem consecutividade. 0 termo "consecutividade", conforme usado pelas pessoas versadas na técnica, se refere à proximidade vertical dos mergulhos entre si e, assim, à relação deposicional inerente. Assim, dois mergulhos são considerados como tendo consecutividade, se eles estiverem dentro de certo limite vertical entre si, tal limite sendo determinável pelas pessoas versadas na técnica. 0 limite vertical pode ser definido pelo geocientista/ usuário e alterado, conforme necessário, para uma formação subterrânea especifica. A fig. 2 ilustra um método exemplificante, que pode ser usado pelo módulo interpretador das tendências de mergulho 112 para determinar se dois ou mais mergulhos possuem consecutividade.
Conforme pode ser visto na fig. 2, um método 200 para determinar consecutividade começa na etapa 202 onde o mergulho tendo a profundidade máxima é atribuído como o mergulho sendo atualmente considerado, aqui indicado como uma variável "mergulho_atual". Observe que o mesmo esquema de anotação de variáveis é usado em todas as figuras. O mergulho imediatamente acima do "mergulho_atual" é, então, atribuído como "mergulho_seguinte" na etapa 204, e as profundidades do "mergulho_atual" e do "mergulho_seguinte" são comparadas na etapa 206. Na etapa 208, é feita uma determinação acerca de se a diferença na profundidade entre o "mergulho_atual" e o "mergulho_seguinte" é maior do que um limite predefinido "X", que pode ser escolhido pelo geocientista/ usuário, com base na formação específica sendo considerada, e pode ser alterado, se necessário. Se a diferença na profundidade entre o "mergulho_atual" e o "mergulho_seguinte" for superior ao limite predefinido "X", então não existe consecutividade entre os dois mergulhos, e o "mergulho_seguinte" é atribuído como o novo "mergulho_atual" na etapa 210. Em seguida, o método 200 retorna para a etapa 204, onde o mergulho imediatamente acima do novo "mergulho_atual" é atribuído como o novo "mergulho_seguinte", e outra comparação é realizada.
Por outro lado, se, na etapa 208, a diferença na profundidade entre o "mergulho_atual" e o
"mergulho_seguinte" não for superior ao limite predefinido "X", então existe consecutividade entre os dois mergulhos. Já que esse seria o primeiro caso de consecutividade, ele constitui o inicio da consecutividade. Assim, na etapa 212, o "mergulho_atual" é atribuído como o "mergulho_linha base" para indicar o início da consecutividade. Na etapa 214, o "mergulho_seguinte" é, então, atribuído como o novo "mergulho_atual" e, na etapa 216, o mergulho imediatamente acima do novo "mergulho_atual" é atribuído como o novo "mergulho_seguinte".
Uma comparação das profundidades do
"mergulho_atual" e do "mergulho_seguinte" é feita na etapa 218, e uma determinação é feita na etapa 220 acerca de se a diferença é superior ao limite "X" predefinido. Se a diferença não for superior ao limite "X" predefinido, então existe consecutividade, e o método 200 retorna para a etapa 214, onde o "mergulho_seguinte" é atribuído como o novo "mergulho_atual". 0 mergulho imediatamente acima do "mergulho_atual" é então atribuído como o novo "mergulho_seguinte" na etapa 216, e a comparação é repetida na etapa 218. Por outro lado, se na etapa 220 a diferença entre'o "mergulho_atual" e o "mergulho_seguinte" se mostrar superior ao limite "X" predefinido, então a consecutividade terminou e o método 200 avança na etapa 222 para registrar o fim da consecutividade. A seguir, o método 200 retorna para a etapa 210, para iniciar o procedimento novamente para mergulhos mais acima.
Após as ocorrências da consecutividade terem sido identificadas, o módulo interpretador das tendências de mergulho 112 usa essas informações para identificar outros eventos geológicos. Em uma modalidade, o módulo interpretador das tendências de mergulho 112 pode usar as informações sobre consecutividade para identificar estratificação paralela. Estratificação paralela, conforme entendido pelas pessoas versadas na técnica, se refere a um fenômeno onde os mergulhos são essencialmente paralelos entre si dentro de certos números de graus de amplitude e de azimute. A fig. 3 ilustra um método exemplificante 300, que pode ser usado pelo módulo interpretador das tendências de mergulho 112 para identificar estratificação paralela.
Como mostrado na fig. 3, o método 300 começa na etapa 302, onde o "mergulho_linha base" para o grupo específico de mergulhos "consecutivos" (conforme acima determinado) sob consideração é coletado, por exemplo, através do método 200, etapa 212 (ver fig. 2) . O mergulho, que está imediatamente acima do "mergulho__linha base", é então atribuído como o "mergulho_atual" na etapa 304, e uma comparação dos dois valores de mergulho, incluindo amplitudes e azimutes, é feita na etapa 306. Na etapa 308 é feita uma determinação acerca de se os mergulhos estão dentro de um certo número de graus de amplitude e de azimute, por exemplo, "Y" graus de amplitude e "Z" graus de azimute, entre si. Os valores de "Y" e "Z" podem ser selecionados pelo geocientista/ usuário, conforme apropriado. Se os mergulhos estiverem dentro de "Y" graus de amplitude e "Z" graus de azimute entre si, então uma determinação é feita na etapa 310 acerca de se a consecutividade terminou. Se a consecutividade não tiver terminado, então na etapa 312, o mergulho imediatamente acima do "mergulho_atual" é atribuído como o novo "mergulho_atual". A seguir, o método 300 retorna para a etapa 306, onde os ângulos de amplitude e de azimute do novo "mergulho_atual" são comparados com aqueles do "mergulho_linha base".
Porém, se o final da consecutividade for atingido na etapa 310, e todos os mergulhos fe rem determinados como estando dentro de "Y" graus de amplitude e "Z" graus de azimute do "mergulho_linha base", então esse grupo de mergulho sendo atualmente considerado é classificado como tendo estratificação paralela na etapa 314, e uma anotação apropriada é apresentada no mostrador 116 (ver fig. 1). Por outro lado, se for determinado na etapa 308 que um mergulho não se encontra dentro de "Y" graus de amplitude e de "Z" graus de azimute do "mergulho_linha base", então o grupo de mergulhos em consideração é classificado como tendo estratificação não-paralela na etapa 316. Porém, qualquer um dos casos irá resultar na conclusão do procedimento para o grupo atual de mergulhos, após o que o método 300 pode ser repetido para o próximo grupo de mergulhos tendo consecutividade, aqui indicado geralmente na etapa 318. De modo opcional, o método 300 pode ser derivado (não expressamente mostrado) após a etapa 316 para checar outras interpretações usando os métodos destacados, por exemplo, nas figs. 4 e 5.
Em adição à estratificação paralela, o módulo interpretador das tendências de mergulho 112 pode ainda usar as informações sobre consecutividade para identificar estratificação ascendente de amplitude decrescente. A estratificação ascendente de amplitude decrescente, conforme essa expressão é usada pelas pessoas versadas na técnica, se refere a um fenômeno, no qual os mergulhos "consecutivos" subindo por um furo de poço (isto é, seção ascendente) possuem amplitudes de mergulho progressivamente menores, enquanto que os azimutes permanecem dentro de uma faixa compatível de azimute definida pelo usuário. A fig. 4 ilustra um método exemplificante 400, que pode ser usado pelo módulo interpretador das tendências de mergulho 112 para identificar estratificação ascendente de amplitude decrescente.
Conforme pode ser visto na fig. 4, o método 400 começa na etapa 402, onde um mergulho da linha base, tal como o "mergulho_linha base" do método 200, etapa 212 (ver fig. 2), para a consecutividade específica em consideração é atribuído como o "mergulho_atual". O mergulho, que está imediatamente acima do "mergulho_linha base", é então atribuído como "mergulho_seguinte" na etapa 404. Na etapa 406, é feita uma determinação acerca de se o azimute do "mergulho_seguinte" está dentro de uma faixa do azimute do "mergulho_linha base" definida pelo usuário. Se o azimute do "mergulho_seguinte" estiver fora da faixa definida pelo usuário, então uma nova tendência ascendente decrescente é iniciada na etapa 421. Se o azimute do "mergulho_seguinte" estiver dentro da faixa definida pelo usuário do azimute do "mergulho_linha base", então na etapa 408, é feita uma determinação acerca de se a amplitude do "mergulho_seguinte" é inferior à amplitude do "mergulho_atual". Obviamente, também é possível inverter a ordem das duas etapas de determinação 406 e 408 acima, sem se afastar do escopo da invenção. Se a amplitude do "mergulho_seguinte" for verificada como sendo inferior àquela do "mergulho_atual", então é feita uma determinação na etapa 410 acerca de se a consecutividade terminou. Se a consecutividade não tiver terminado, então na etapa 412, o "mergulho_seguinte" é atribuído como o novo "mergulho_atual". O método 400 retorna para a etapa 4 04, onde o mergulho imediatamente acima do novo "mergulho_atual" é atribuído como o novo "mergulho_seguinte", e o procedimento é repetido usando-se o novo "mergulho_atual" e o "mergulho_seguinte".
Por outro lado, se for determinado na etapa 410 que a consecutividade terminou, então a etapa 414, o grupo de mergulhos sendo atualmente considerado é classificado como tendo estratificação ascendente de amplitude decrescente. Embora não mostrado, o método 400 pode ser opcionalmente ramificado nesse ponto, para checar outras interpretações usando os métodos destacados, por exemplo, nas figs. 3 e 5.
Uma determinação é feita na etapa 416 acerca de se a inclinação do "mergulho_linha base" é inferior a certo grau, por exemplo, "K" graus, onde "K" é o ângulo de repouso para sedimentos e pode ser escolhido pelo geocientista/ usuário, conforme necessário. Se a determinação na etapa 416 resultar em um resultado positivo (isto é, a amplitude do "mergulho_linha base" for inferior a "K" graus), então o grupo de mergulhos em consideração é classificado como um evento de "areação e preenchimento". Um evento de areação e preenchimento é geralmente entendido como referente a um fenômeno, no qual uma porção de uma camada sofre erosão ou é de outro modo removida por um corpo de água surgente, e camadas subseqüentes preenchem a porção removida. Uma anotação apropriada é, então, exibida no mostrador 116 para esses mergulhos. Na etapa 42C, o azimute do "mergulho_linha base" é atribuído como a direção para talvegue do corpo de água surgente, e é também anotado no mostrador 116, após o qual o método 400 avança para a etapa 424, onde o procedimento é repetido para o grupo seguinte de mergulhos tendo consecutividade.
De modo alternativo, se a determinação na etapa 416 resultar em um resultado negativo (isto é, a amplitude do "mergulho_linha base" for superior a "K" graus), então na etapa 422, o grupo de mergulhos em consideração é classificado como uma indicação de falha. Uma anotação apropriada é novamente apresentada no mostrador 116, após o qual o método 400 avança novamente para a etapa 424, para repetir o procedimento para o próximo conjunto de mergulhos tendo consecutividade.
Se for observado a qualquer momento durante a determinação na etapa 408, que a amplitude do "mergulho_seguinte" não é inferior à amplitude do "mergulho_atual", então o grupo de mergulhos sendo atualmente considerado é classificado como tendo estratificação ascendente de amplitude não-decrescente na etapa 426. O método 400 avança para a etapa 424, para repetir o procedimento para o próximo grupo de mergulhos tendo consecutividade. De modo opcional, o método 400 pode ser ramificado a partir desse ponto, para verificar outras interpretações usando os métodos destacados, por exemplo, nas figs. 3 e 5.
Em adição à estratificação ascendente de amplitude decrescente, o módulo interpretador das tendências de mergulho 112 pode ser também configurado para usar as informações sobre consecutividade, para identificar estratificação ascendente de amplitude crescente. A estratificação ascendente de amplitude crescente, conforme conhecida pelas pessoas versadas na técnica, se refere a um fenômeno, no qual os mergulhos se deslocando para a seção superior possuem amplitudes cada vez maiores, enquanto que os azimutes permanecem dentro de uma faixa compatível de azimutes definida pelo usuário. A fig. 5 ilustra um método exemplif icante 500, que pode ser usado pelo módulo interpretador das tendências de mergulho 112 para identificar estratificação ascendente de amplitude crescente.
Como mostrado na fig. 5, o método 500 começa na etapa 502, onde um mergulho de linha base, tal como o "mergulho_linha base" do método 200, etapa 212 (ver fig. 2), para o grupo de mergulhos consecutivos em consideração é atribuído como "mergulho_atual". O mergulho, que está imediatamente acima do "mergulho_atual", é então atribuído como "mergulho_seguinte" na etapa 504. Na etapa 506, é feita uma determinação acerca de se o azimute do "mergulho_seguinte" está dentro de uma faixa do azimute do "mergulho_linha■base", definida pelo usuário. Se o azimute do "mergulho_seguinte" estiver fora da faixa do azimute do "mergulho_linha base", definida pelo usuário, então uma nova tendência ascendente crescente é iniciada na etapa 524. Se o azimute do "mergulho_seguinte" estiver dentro da faixa do azimute do "mergulho_linha base", definida pelo usuário, então na etapa 508, é feita uma determinação acerca de se a amplitude do "mergulho_seguinte" é superior à amplitude do "mergulho_atual". As pessoas versadas na técnica deverão reconhecer que as duas etapas de determinação 506 e 508 acima podem ser também executadas na ordem inversa, sem se afastarem do escopo da invenção.
Se a amplitude do "mergulho_seguinte" for verificada, como sendo superior àquela do "mergulho_atual", então é feita uma determinação na etapa 510 acerca de se a consecutividade terminou. Se a consecutividade não tiver terminado, então na etapa 512, o "mergulho'_seguinte" é atribuído como "mergulho_atual", e o método 500 retorna para a etapa 504, onde o mergulho imediatamente acima do novo "mergulho_atual" é atribuído como o novo "mergulho_seguinte", e o procedimento é repetido, usando-se um novo "mergulho_atual" e o novo "mergulho_seguinte". Por outro lado, se for determinado na etapa 510, que a consecutividade terminou, então na etapa 514, o grupo de mergulhos sendo atualmente considerado é classificado como tendo estratificação ascendente de amplitude crescente. Além disso, na etapa 516, uma média vetorial dos azimutes é obtida para todos os mergulhos consecutivos sendo atualmente considerados, de acordo com técnicas bastante conhecidas pelas pessoas versadas na técnica. Essas informações de média vetorial são em seguida usadas na etapa 518, onde os mergulhos são classificados como um evento de "aumento cumulativo", para fornecer a direção de fluxo para a estratificação. Um evento de aumento cumulativo, conforme entendido pelas pessoas versadas na técnica, se refere a um fenômeno no qual as camadas de sedimentos são depositadas, umas sobre as outras (com amplitude de mergulho crescente), sem qualquer erosão, ou com uma parcela mínima de erosão. Uma anotação apropriada é então apresentada no mostrador 116 para esses mergulhos.
Se for observado a qualquer momento durante a determinação na etapa 508, que a amplitude do "mergulho_seguinte" não é superior à amplitude do "mergulho_atual", então o grupo de mergulhos sendo atualmente considerado é classificado como tendo estratificação ascendente de amplitude não-crescente na etapa 522. O método 500 avança para a etapa 520, para repetir o procedimento para o próximo grupo de mergulhos tendo consecutividade.
Embora os métodos 300, 400, e 500 das figs. 3, 4, e 5, respectivamente, fossem descritos na ordem seqüencial, deve ficar claro que cada um desses métodos pode ser realizado de modo independente dos outros métodos, e que um ou mais dos métodos podem ser omitidos inteiramente sem afetar os outros métodos. Além disso, embora nas modalidades acima descritas, todas as ocorrências da consecutividade de mergulho tenham sido primeiro identificadas, antes dos eventos geológicos de interesse serem identificados, é possível identificar os eventos geológicos de interesse, assim que cada ocorrência de consecutividade for identificada, ao invés de aguardar para que todas as ocorrências de consecutividade sejam identificadas. Além disso, embora o grupo de mergulhos tendo consecutividade seja geralmente analisado a partir do grupo mais inferior para o grupo mais superior, é também possível analisar os grupos fora de ordem (isto é, sem nenhuma ordem específica), sem se afastar do escopo da invenção. Por último, embora diversas etapas distintas tenham sido escritas nas figs. 2-5, as pessoas versadas na técnica deverão entender que duas ou mais etapas podem ser combinadas em uma única etapa, e que uma única etapa pode ser dividida em diversas subetapas, conforme necessário. Os comentários acima também se aplicam aos métodos das figs. 8 e 9, que são aqui mais tarde descritos. A despeito da seqüência ou ordem especifica, em que qualquer uma das modalidades da invenção é realizada, deve ficar claro que essas modalidades irão poupar uma tremenda quantidade de tempo aos geocientistas/ usuários, em comparação com as técnicas existentes.
Após as interpretações das tendências de mergulho e a identificação dos eventos geológicos de interesse (ver figs. 3-5) serem concluídas, essas informações podem ser apresentadas no mostrador 116. Em uma modalidade, o mostrador 116 pode exibir uma apresentação integrada, onde as diversas trilhas de dados podem ser mostradas ao lado dos mergulhos e das anotações. Tal apresentação integrada pode ser gerada, usando-se um número de aplicativos de software bastante conhecidos, especialmente projetados para esse fim, incluindo o software Boreview™ fornecido pela Schlumberger Oilfield Services, Inc. Um exemplo de uma apresentação integrada 600, gerada usando-se o Boreview™, é ilustrado na fig. 6.
Como pode ser visto na fig. 6, a apresentação integrada exemplificante 600 mostra uma trilha 602 para as curvas de correlação (juntamente com os indicadores de profundidade para tal) após a outra telha 604 para os mergulhos correspondentes. Acredita-se que as trilhas dos dados 602 e 604 sejam bastante conhecidas pelas pessoas versadas na técnica e, assim, não serão aqui descritas. Observe que os mergulhos são aqui mostrados, usando-se os marcadores padrão da indústria para mergulhos. Outras trilhas para outros tipos de dados podem ser obviamente adicionadas à (ou removidas da) apresentação integrada 600, conforme necessário, sem se afastar do escopo da invenção.
· As anotações para as interpretações das tendências
de mergulho são, a seguir, mostradas em outra trilha ainda 606, com as anotações individuais 608 e 610 apresentadas ao lado do grupo de mergulho, aos quais elas correspondem. Os tipos específicos de anotações, bem como a linguagem específica para cada anotação, podem ser customizados pelo geocientista/ usuário, conforme necessário, e, assim, nenhum grupo predefinido de anotações é aqui apresentado. Em algumas modalidades, o grupo de anotações pode ser armazenado no módulo interpretador das tendências de mergulho 112 propriamente dito, ou em uma tabela de pesquisa, que pode ser acessada pelo módulo interpretador das tendências de mergulho 112, de acordo com os resultados dos métodos 200, 300, 400, e 500 das figs. 2, 3, 4, e 5 respectivamente.
No presente exemplo, a primeira anotação 608
menciona que sedimentos estão sendo transportados de leste - nordeste (ENE) para o oeste - sudoeste (WSW) para o respectivo grupo de mergulhos, conforme identificado, por exemplo, pela determinação do aumento cumulativo na etapa 518 (ver a fig. 5). As segundas anotações 610 indicam que o talvegue do fluxo (p. ex., do canal) é para o sudeste (SE), conforme identificado, por exemplo, pela determinação de areações e preenchimentos na etapa 418 (ver a fig. 4) .
Em adição às interpretações das tendências de mergulho, as modalidades da invenção podem ainda apresentar um método e sistema baseado em computador para identificar e analisar, de modo automático, os eventos deposicionais. Nessas modalidades, o sistema/ método da invenção pode usar dados de litofácies baseados em minerais derivados da espectroscopia de captura elemental (ECS™), dispositivo formador de microimagens da formação do diâmetro pleno do poço/ dispositivo formador de imagens de lama base óleo (OBMI™/ FMI™), e/ou ferramentas similares para identificar e analisar eventos deposicionais. Em adição às interpretações das tendências de mergulho, modalidades da invenção podem ainda apresentar um método e sistema baseado em computador para identificar e analisar, de modo automático, eventos deposicionais. Porém, essa parte da invenção é opcional. Se seus resultados forem desejados, então uma entrada de dados de litofácies baseados em minerais derivados de ECS™, OBMI™/ FMI™, e/ou outras ferramentas similares serão necessárias. A seguir, se encontra uma descrição de uma implementação exemplificante da modalidade dos eventos deposicionais da invenção.
Com referência agora à fig. 7, um sistema 700 é mostrado para identificar e analisar eventos deposicionais de modo automático. 0 sistema 700 é similar ao sistema 100 da fig. 1, em que ele inclui, dentre outras coisas, uma estação de trabalho 102 tendo pelo menos um processador 104, uma unidade de entrada/ saida (I/O) 106, um barramento de sistema 108, e uma memória de sistema 110. Para uma discussão sobre as funções desses componentes, o leitor deve consultar a descrição referente à fig. 1 acima. A principal diferença entre os dois sistemas 700 e 100 é que, em adição ao (ou ao invés do) módulo interpretador das tendências de mergulho 112, a memória de sistema 110 possui, nela armazenado, um módulo interpretador de eventos deposicionais 702.
O módulo interpretador de eventos deposicionais 702, de acordo com modalidade da invenção, é configurado para identificar, por exemplo, seqüências intercaladas, seções condensadas, e outros eventos deposicionais. O módulo interpretador de eventos deposicionais 702 usa dados de litofácies baseados em minerais obtidos, por exemplo, a partir dos dados de saida das ferramentas ECS™ e OBMI™/ FMI™ para identificar os eventos deposicionais. Exemplos dos dados de saida processados da ferramenta ECS™ com software de processamento incluem as porcentagens de peso seco do carbonato total de uma formação, a argila total, o QFM (quartzo, feldspato, mica), a pirita, siderita, anidrita, e a concentração de carvão e sal. Após coletados e processados, esses dados de saida podem ser armazenados em um banco de dados 704 para carregamento subseqüente na estação de trabalho 102. Exemplos dos tipos de dados, que podem ser coletados da ferramenta OBMI™/ FMI™, incluem uma imagem de alta resolução do poço e uma micro-resistividade de alta reprodução para o poço. Os dados da ferramenta OBMI™/ FMI™, após coletados, podem ser armazenados em outro banco de dados 706 para subseqüente carregamento na estação de trabalho 102.
Após os dados das ferramentas ECS™ e OBMI™/ FMI™ terem sidos carregados na estação de trabalho 102 a partir dos bancos de dados 704 e 706, a estação de trabalho 102 converte os dados carregados em dados de litofácies. Para obter informações sobre esse processo de conversão, o leitor deve consultar o sistema classificador de rochas iCore™, descrito na Patente U.S. N0 6.751.557 concedida em conjunto, acima citado. Em uma modalidade, a estação de trabalho 102 possui software nela armazenado, que funciona de maneira similar ou idêntica ao sistema classificador de rochas iCore™. Após a recepção dos dados das ferramentas ECS™ e OBMI™/ FMI™ e algumas entradas de usuário, a estação de trabalho 102 executa esse software para converter os dados carregados em dados de litofácies. 0 módulo interpretador de eventos deposicionais 702 pode, então, usar os dados de litofácies para identificar e analisar os diversos eventos deposicionais.
A fig. 8 ilustra um método exemplificante 800, que o módulo interpretador de eventos deposicionais 702 pode usar para identificar um evento deposicional especifico, a saber, seqüências intercaladas. Uma "seqüência intercalada", conforme compreendida pelas pessoas versadas na técnica, se refere a uma seqüência alternativa de camadas de cascalho (ou de rocha dominada com argila) e camadas de areia (ou de rocha rica em quartzo) ou de carbonato (ou de rocha rica em cálcio). Para determinar se existe uma seqüência intercalada, dois parâmetros precisam ser especificados de antemão pelo geocientista/ usuário: (1) a espessura máxima de qualquer uma das camadas, e (2) o número mínimo de camadas, que necessita estar presente, a fim de que a seqüência seja chamada de uma seqüência intercalada.
Como pode ser visto na fig. 8, o método 800 começa na etapa 802, onde dados de litofácies baseados em minerais são lidos, ou de outro modo recebidos, por exemplo, através do sistema classificador de rochas iCore™ ou outros sistemas similares. Dando início na parte inferior dos dados (isto é, dados mais baixos em primeiro lugar), a camada tendo a profundidade máxima é atribuída como a camada_atual, aqui indicada pela variável "camada_atual" na etapa 804. A camada imediatamente acima da "camada atual" movendo-se poço acima é atribuída como "camada_seguinte" na etapa 806. Na etapa 808, é feita uma determinação acerca de se a "camada_atual" é de areia/ carbonato ou de cascalho e também inferior ou igual a uma espessura máxima especificada pelo usuário (p. ex. , xvN" pol.) Se a resposta for sim, então, na etapa 810, é feita uma determinação acerca de se a "camada_seguinte" é de areia/ carbonato ou de cascalho e também inferior ou igual à mesma espessura máxima. Se a resposta for novamente sim, então é feita uma determinação, na etapa 812, acerca de se a "camada_atual" e a "camada_seguinte" são camadas alternadas de cascalho (ou de rocha dominada com argila) e camadas de areia (ou de rocha rica em quartzo) ou de carbonato (ou de rocha rica em cálcio). Se a resposta for novamente sim, então a "camada_seguinte" é atribuída com a nova "camada_atual" na etapa 814, e a camada imediatamente acima da nova "camada_atual" é atribuída com a nova "camada_seguinte" na etapa 816. A seguir, o método 800 retorna para a etapa 808, para checar a nova "camada_atual" e a nova "camada_seguinte".
Se qualquer uma das determinações realizadas nas etapas 808, 810 e 812 resultar em uma resposta negativa, então é feita uma determinação na etapa 880 acerca de se o número total de camadas acumuladas na seqüência até então intercalada é superior ou igual a um número mínimo de camadas. Como acima citado, o número mínimo de camadas pode ser especificado pelo geocientista/ usuário, conforme necessário. Se a resposta para a determinação na etapa 818 for positiva, então o início e o fim da seqüência intercalada atual são anotados e apresentados (p. ex. , em um mostrador 116) . Por outro lado, se a resposta para a determinação na etapa 818 for negativa, então o número total de camadas acumuladas na seqüência intercalada é restaurado (isto é, ajustado a zero). 0 método 800 avança, a seguir, para a etapa 814, a fim de prosseguir o processo com o próximo grupo de camadas movendo-se poço acima.
Em adição às seqüências intercaladas, o módulo interpretador de eventos deposicionais 702 pode ainda usar os dados de litofácies para identificar possíveis seções condensadas. Essa modalidade da invenção é ilustrada na fig. 9. Como pode ser visto, o método 900 para identificar possíveis seções condensadas começa na etapa 902 com o módulo interpretador de eventos deposicionais 702 obtendo dados sobre litofácies. Na etapa 904, o módulo interpretador de eventos deposicionais 702 faz uma determinação acerca de se os dados sobre litofácies para uma profundidade específica em consideração indicam alto teor de argila (p. ex. , teor de rocha argilosa) . Se a determinação for negativa, então as litofácies em consideração são classificadas como uma seção não- condensada na etapa 906, e uma anotação apropriada pode ser ou não apresentada no mostrador 116. Por outro lado, se a determinação for positiva, então as litofácies em consideração são classificadas como uma possível seção condensada, e uma anotação apropriada pode ser igualmente apresentada no mostrador 116. Após a determinação de uma seção não-condensada ou de uma possível seção condensada ter sido realizada, o método 900 retorna para a etapa 902, onde o procedimento é repetido para as próximas litofácies.
Após o término da identificação (ver fig. 8) e/ou
da possível seção condensada (ver fig. 9), essas podem ser novamente apresentadas ao geocientista/ usuário através do mostrador 116. Como nas modalidades anteriores, o mostrador 116 pode exibir uma apresentação integrada, onde as diversas trilhas de dados podem ser mostradas ao lado dos mergulhos e das anotações. Novamente, tal apresentação integrada pode ser gerada, usando-se um número de aplicativos de software bastante conhecidos, especialmente destinados a esse fim, incluindo o software BorView™ fornecido pela Schlumberger Oilfield Services, Inc. Um exemplo de uma apresentação integrada 1000 gerada, usando- se o BorView™, é ilustrada na fig. 10.
Como pode ser visto na fig. 10, a apresentação integrada exemplificante 1000 possui uma trilha 1002 para as litofácies da formação no poço e outra trilha 1004 para a imagem estática do poço. Uma terceira trilha 1006 também se faz presente para mostrar os mergulhos reais (selecionados pelo geocientista/ usuário), assim como uma quarta trilha 1008 para mostrar a imagem dinâmica do poço. Uma quinta trilha 1010 mostra os mergulhos com estrutura suprimida, que são novamente identificados, usando-se marcadores padrão da indústria para mergulho. Acredita-se que essas trilhas de dados sejam bastante conhecidas pelas pessoas versadas na técnica e, assim, não precisam ser aqui descritas. Outras trilhas para outros tipos de dados podem ser também adicionadas à (ou removidas da) apresentação integrada 1000, conforme necessário, sem se afastarem do escopo da invenção.
As anotações para as interpretações das tendências de mergulho e das litofácies são, a seguir, mostradas em uma sexta trilha 1012, com as anotações individuais 1014 e 1016 apresentadas ao lado dos eventos geológicos, aos quais elas correspondem. A primeira anotação 1014 indica que existe uma possível seção condensada iniciando em uma primeira profundidade, e a segunda anotação 1016 indica que existe uma seqüência intercalada iniciando em uma segunda profundidade. Como nas modalidades anteriores, os tipos de anotações específicas, bem como a linguagem específica para cada anotação, podem ser customizados pelo geocientista/ usuário, conforme necessário, e assim nenhum grupo predefinido de anotações é aqui apresentado. Em um exemplo, o grupo de anotações pode ser armazenado em um módulo interpretador de eventos deposicionais 702 em si, ou em uma tabela de pesquisa, que pode ser acessada pelo módulo interpretador de eventos deposicionais 702, de acordo com os resultados dos métodos 800 e 900 das figs. 8 e 9, respectivamente. Embora a presente invenção tenha sido descrita com referência a uma ou mais modalidades particulares, as pessoas versadas na técnica deverão reconhecer que muitas mudanças podem ser feitas na mesma, sem se afastarem do espirito e escopo da invenção. Assim, cada uma das modalidades anteriores e de suas variações óbvias é contemplada como incidente no espirito e escopo da invenção reivindicada, que é apresentada nas reivindicações a seguir.
Claims (34)
1. MÉTODO BASEADO EM COMPUTADOR PARA PROCESSAR UMA PLURALIDADE DE MERGULHOS EM UMA PORÇÃO DE UMA FORMAÇÃO SUBTERRÂNEA, CARACTERIZADO pelo fato de compreender: recepção de um limiar de consecutividade a ser aplicado aos mergulhos; determinação de se os mergulhos possuem consecutividade, baseado no limiar de consecutividade; identificação e análise de um ou mais eventos geológicos, a partir dos mergulhos tendo consecutividade; e exibição das informações da tendência de mergulhos para os mergulhos tendo consecutividade, com base nos eventos geológicos identificados.
2. Método, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de ainda compreender a exibição das informações da tendência de mergulhos ao lado dos mergulhos, em um formato de apresentação integrada.
3. Método, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADO pelo fato dos mergulhos serem a intervalos de profundidades espaçados de modo desigual, resultando em uma razão de amostragem irregular de dados, ainda compreendendo a elevação da razão de amostragem de dados, para adequar a razão de amostragem irregular de dados a uma razão de amostragem regular de dados.
4. Método, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADO pelo fato dos mergulhos incluírem mergulhos com estrutura suprimida.
5. Método, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de um ou mais eventos geológicos identificados incluírem estratificação paralela.
6. Método, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de um ou mais eventos geológicos identificados incluírem estratificação ascendente de amplitude decrescente, direção de fluxo, evento de areações e preenchimentos, indicação de falhas, e direção para talvegue.
7. Método, de acordo com a reivindicação 6, CARACTERIZADO pelo fato de ainda compreender a determinação de uma amplitude máxima de mergulho e o uso de um azimute de qual mergulho possuir a amplitude máxima de mergulho, para identificar a direção para talvegue.
8. Método, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de um ou mais eventos geológicos identificados incluírem estratificação ascendente de amplitude crescente, aumento cumulativo, e direção de fluxo.
9. Método, de acordo com a reivindicação 8, CARACTERIZADO pelo fato de ainda compreender a obtenção de uma média vetorial de todos os azimutes de mergulho tendo estratificação ascendente de amplitude crescente dentro de certa consecutividade, para determinar uma direção de fluxo.
10. Método, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de ainda compreender a recepção de dados de litofácies baseados em minerais, e identificação de um ou mais eventos deposicionais a partir dos dados de litofácies baseados em minerais.
11. Método, de acordo com a reivindicação 10, CARACTERIZADO pelo fato dos eventos deposicionais identificados incluírem uma seqüência intercalada e uma possível seção condensada.
12. MÍDIA ARMAZENADORA LEGÍVEL POR COMPUTADOR, codificada com instruções para fazer com que um computador processe uma pluralidade de mergulhos em uma porção de uma formação subterrânea, CARACTERIZADA pelo fato de compreender: recepção de um limiar de consecutividade a ser aplicado aos mergulhos; determinação de se os mergulhos possuem consecutividade, baseado no limiar de consecutividade; identificação e análise de um ou mais eventos geológicos, a partir dos mergulhos tendo consecutividade; e exibição das informações da tendência de mergulhos para os mergulhos tendo consecutividade, com base nos eventos geológicos identificados.
13. SISTEMA BASEADO EM COMPUTADOR PARA PROCESSAR UMA PLURALIDADE DE MERGULHOS EM UMA PORÇÃO DE UMA FORMAÇÃO SUBTERRÂNEA, CARACTERIZADO pelo fato de compreender: processador; barramento de sistema conectado ao processador; mídia armazenadora conectada ao barramento de sistema, a mídia armazenadora tendo instruções legíveis por computador armazenadas sobre ela, para fazer com que o processador: receba um limiar de consecutividade a ser aplicado aos mergulhos; determine se os mergulhos possuem consecutividade, com base no limiar de consecutividade; identifique e analise um ou mais eventos geológicos, a partir dos mergulhos tendo consecutividade; e gere informações da tendência de mergulhos para os mergulhos tendo consecutividade, com base nos eventos geológicos identificados.
14. Sistema, de acordo com a reivindicação 13, CARACTERIZADO pelo fato de ainda compreender um banco de dados para armazenar dados de profundidade, inclinação, e azimute para os mergulhos, os dados de mergulho resultando em uma razão de amostragem irregular de dados, as instruções legíveis por computador ainda fazendo com que o processador adéque a razão de amostragem irregular de dados a uma razão de amostragem regular de dados, pelo aumento da razão de amostragem de dados.
15. Sistema, de acordo com a reivindicação 13, CARACTERIZADO pelo fato de um ou mais eventos geológicos de interesse incluírem estratificação paralela.
16. Sistema, de acordo com a reivindicação 13, CARACTERIZADO pelo fato de um ou mais eventos geológicos identificados incluírem estratificação ascendente de amplitude decrescente, direção de fluxo, evento de areações e preenchimentos, indicação de falhas, e direção para talvegue.
17. Sistema, de acordo com a reivindicação 16, CARACTERIZADO pelo fato das instruções legíveis por computador ainda fazerem com que o processador determine uma amplitude máxima de mergulho e o uso da amplitude máxima de mergulho para determinar a direção para talvegue.
18. Sistema, de acordo com a reivindicação 13, CARACTERIZADO pelo fato de um ou mais eventos geológicos identificados incluírem estratificação ascendente de amplitude crescente, aumento cumulativo, e direção de fluxo.
19. Sistema, de acordo com a reivindicação 18, CARACTERIZADO pelo fato das instruções legíveis por computador ainda fazerem com que o processador obtenha uma média vetorial de todos os azimutes de mergulho tendo estratificação ascendente de amplitude crescente dentro de certa consecutividade, para determinar uma direção de fluxo.
20. Sistema, de acordo com a reivindicação 13, CARACTERIZADO pelo fato das instruções legíveis por computador ainda fazerem com que o processador receba dados de litofácies baseados em minerais, e identifique e analise um ou mais eventos deposicionais a partir dos dados de litofácies baseados em minerais.
21. Sistema, de acordo com a reivindicação 13, CARACTERIZADO pelo fato dos eventos deposicionais identificados incluírem uma seqüência intercalada e uma possível seção condensada.
22. MÉTODO BASEADO EM COMPUTADOR PARA PROCESSAR DADOS DE LITOFÁCIES BASEADOS EM MINERAIS EM UMA PORÇÃO DE UMA FORMAÇÃO SUBTERRÂNEA, CARACTERIZADO pelo fato de compreender: recepção dos dados de litofácies baseados em minerais; identificação e análise de um ou mais eventos deposicionais a partir dos dados de litofácies baseados em minerais; e exibição das informações de eventos deposicionais para os eventos deposicionais identificados.
23. Método, de acordo com a reivindicação 22, CARACTERIZADO pelo fato de ainda compreender a exibição das informações dos eventos deposicionais ao lado eventos deposicionais identificados, em um formato de apresentação integrada.
24. Método, de acordo com a reivindicação 22, CARACTERIZADO pelo fato dos eventos deposicionais identificados incluírem uma seqüência intercalada e uma possível seção condensada.
25. Método, de acordo com a reivindicação 22, CARACTERIZADO pelo fato dos dados de litofácies baseados em minerais serem derivados de pelo menos um dentre um dispositivo de mineralogia/ espectroscopia e um dispositivo formador de microimagens da formação do diâmetro pleno do poço/ formador de imagens de lama base óleo, ou outro dispositivo geológico de poço.
26. Método, de acordo com a reivindicação 22, CARACTERIZADO pelo fato de ainda compreender a recepção de um limiar de consecutividade, aplicação do limiar de consecutividade a uma pluralidade de mergulhos, determinação de se os mergulhos possuem consecutividade, baseado no limiar de consecutividade, e identificação e análise de um ou mais eventos geológicos, a partir dos mergulhos tendo consecutividade.
27. Método, de acordo com a reivindicação 26, CARACTERIZADO pelo fato de um ou mais eventos geológicos identificados incluírem estratificação paralela, estratificação ascendente de amplitude decrescente, estratificação ascendente de amplitude crescente, aumento cumulativo, direção de fluxo, evento de areações e preenchimentos, indicação de falhas, e direção para talvegue.
28. MÍDIA ARMAZ ENADORA LEGÍVEL POR COMPUTADOR, codificada com instruções para fazer com que um computador processe dados de litofácies baseados em minerais, em uma porção de uma formação subterrânea, CARACTERIZADA pelo fato de compreender: recepção dos dados de litofácies baseados em minerais; identificação e análise de um ou mais eventos deposicionais, a partir dos dados de litofácies baseados em minerais; e exibição das informações de eventos deposicionais para os eventos deposicionais identificados.
29. SISTEMA BASEADO EM COMPUTADOR PARA PROCESSAR DADOS DE LITOFÁCIES BASEADOS EM MINERAIS EM UMA PORÇÃO DE UMA FORMAÇÃO SUBTERRÂNEA, CARACTERIZADO pelo fato de compreender: processador; barramento de sistema conectado ao processador; midia armazenadora conectada ao barramento de sistema, a midia armazenadora tendo instruções legíveis por computador armazenadas sobre ela, para fazer com que o processador: receba os dados de litofácies baseados em minerais; identifique e analise um ou mais eventos deposicionais, a partir dos dados de litofácies baseados em minerais; e exiba informações de eventos deposicionais para os eventos deposicionais identificados.
30. Sistema, de acordo com a reivindicação 29, CARACTERIZADO pelo fato dos eventos deposicionais identificados incluírem uma seqüência intercalada e uma possível seção condensada.
31. Sistema, de acordo com a reivindicação 29, CARACTERIZADO pelo fato de ainda compreender um banco de dados para armazenar os dados de litofácies baseados em minerais, onde os dados de litofácies baseados em minerais armazenados no banco de dados são derivados de pelo menos um dentre um dispositivo de mineralogia/ espectroscopia e um dispositivo formador de microimagens da formação do diâmetro pleno do poço/ formador de imagens de lama base óleo, ou outro dispositivo geológico de poço.
32. Sistema, de acordo com a reivindicação 29, CARACTERIZADO pelo fato das instruções legíveis por computador ainda fazerem com que o processador receba um limiar de consecutividade, aplique o limiar de consecutividade a uma pluralidade de mergulhos, determine se os mergulhos possuem consecutividade, baseado no limiar de consecutividade, e identifique e analise um ou mais eventos geológicos, a partir dos mergulhos tendo consecutividade.
33. Sistema, de acordo com a reivindicação 32, CARACTERIZADO pelo fato de um ou mais eventos geológicos identificados incluírem estratificação paralela, estratificação ascendente de amplitude decrescente, estratificação ascendente de amplitude crescente, aumento cumulativo, direção de fluxo, evento de areações e preenchimentos, indicação de falhas, e direção para talvegue.
34. MÉTODO BASEADO EM COMPUTADOR PARA PROCESSAR DADOS GEOLÓGICOS EM UMA PORÇÃO DE UMA FORMAÇÃO SUBTERRÂNEA, CARACTERIZADO pelo fato de compreender as etapas de: recepção de dados representando uma pluralidade de mergulhos; recepção de um limiar de consecutividade a ser aplicado na pluralidade de mergulhos; determinação de se os mergulhos possuem consecutividade, baseado no limiar de consecutividade; identificação e análise de um ou mais eventos geológicos, a partir dos mergulhos tendo consecutividade, os eventos geológicos incluindo pelo menos um dentre uma estratificação ascendente de amplitude decrescente, estratificação ascendente de amplitude crescente, direção de fluxo, evento de areações e preenchimentos, indicação de falhas, e direção para talvegue; recepção dos dados de litofácies baseados em minerais; identificação e análise de um ou mais eventos deposicionais, a partir dos dados de litofácies baseados em minerais, os eventos deposicionais incluindo pelo menos um dentre uma seqüência intercalada e uma possível seção condensada; e exibição das informações da tendência de mergulhos para os mergulhos, com base nos eventos geológicos e nos eventos deposicionais identificados.
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