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BRPI0708135A2 - método para corrigir visão de um paciente, e, bolsa coreana - Google Patents

método para corrigir visão de um paciente, e, bolsa coreana Download PDF

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BRPI0708135A2
BRPI0708135A2 BRPI0708135-9A BRPI0708135A BRPI0708135A2 BR PI0708135 A2 BRPI0708135 A2 BR PI0708135A2 BR PI0708135 A BRPI0708135 A BR PI0708135A BR PI0708135 A2 BRPI0708135 A2 BR PI0708135A2
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BR
Brazil
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lens
corneal
pouch
corneal pouch
forming
Prior art date
Application number
BRPI0708135-9A
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English (en)
Inventor
Vladmir Feingold
Original Assignee
Biovision Ag
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Publication date
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Abstract

MéTODO PARA CORRIGIR VISãO DE UM PACIENTE, E, BOLSA CORNEANA São providos métodos para corrigir a visão de um paciente que incluem o uso de uma lente intracomeana refrativa que pode ser facilmente inserida em uma bolsa comeana. A lente intracomeana inclui uma região háptica corrugada que facilita a inserção e manutenção da lente intracomeana na posição desejada na cómea. Uma variedade de configurações de bolsa comeana pode ser usada para acomodar várias formas e tamanhos de lentes comeanas.

Description

"MÉTODO PARA CORRIGIR VISÃO DE UM PACIENTE, E, BOLSACORNEANA"
REFERÊNCIA CRUZADA A PEDIDOS RELACIONADOS
O presente pedido é uma continuação em parte do pedido US10/980.717, depositado em 3 de novembro de 2004, e também reivindica obenefício do pedido de patente provisório US 60/775.607, depositado em 21de fevereiro de 2006.
FUNDAMENTOS DA INVENÇÃO
A presente invenção diz respeito no geral a métodos de formaruma bolsa corneana para receber lentes refrativas intracorneanas e, maisparticularmente, a configurações de bolsas corneanas para receber tais lentes.
Lentes refrativas intraoculares ou intracorneanas fornecemuma alternativa viável para óculos e lentes de contato extraocular para corrigirdeficiências na acuidade visual e erros refrativos. Lentes intraoculares (OLs)da tecnologia anterior tipicamente compreendem uma porção óptica pararefração e uma porção háptica para suportar a IOL na câmara anterior ouposterior do olho. Toda ou parte de uma IOL pode ser construída a partir deum material deformável ou flexível. Uma IOL deformável tem a vantagem deque ela pode ser inserida no olho por meio de uma incisão menor que umaincisão necessária para inserir uma IOL não deformável ou rígida dedimensões equiparáveis. Maiores incisões no olho têm muitas desvantagens,incluindo maiores tempos de recuperação do paciente, astigmatismo e maiorrisco de infecção.
Entretanto, a natureza flexível de IOLs deformáveistipicamente apresenta problemas, tanto na manobra da IOL durante umprocedimento de inserção quanto na retenção da IOL da posição corretadentro do olho. Para prevenir o risco de danos ou necrose do tecido ocularapós contato ou penetração em uma porção de uma IOL, estruturas rígidase/ou pontudas devem ser evitadas.No entanto, em uma tentativa de ancorar a IOL no lugar dentrodo olho, IOLs da tecnologia anterior usaram braçadeiras, pontas vivas, esimilares, que penetram no tecido da íris. Por exemplo, a patente US6.755.859 B2 de Hoffmann et al. revela uma lente intraocular que tem umaporção óptica e dois ou mais elementos hápticos para suportar a porção ópticano olho por meio de um grampo de tecido em cada elemento háptico. Apublicação do pedido de patente US 2002/0103537 Al (Willis et al.) revelauma lente intraocular que tem um ótico e um háptico, em que a extremidadedistai do háptico inclui uma ponta saliente construída e arranjada parapenetrar na íris. Em uma segunda modalidade de Willis et al., a lenteintraocular é anexada na íris por um grampo.
A publicação do pedido de patente US 2004/0085511 Al (Uno et al.) revela uma lente intraocular que tem pelo menos um poro próximo aocentro da parte óptica da lente, e uma pluralidade de entalhes na superfícieinferior da lente em uma região que fará contato com a lente cristalina. Osentalhes permitem que fluido escoe para os poros, e os poros permitem quefluido escoe através da lente. A lente intraocular de Uno et al. pode tambémter protuberâncias circunferencialmente espaçadas, arranjadas no limite entrea parte óptica e a parte de suporte da lente, em uma tentativa de separar aparte óptica da IOL da lente cristalina. O diâmetro dos poros é restrito peladeterioração potencial nas características ópticas da porção óptica, porexemplo, reflexão de luz incidente na periferia dos poros. A localização dasprotuberâncias é limitada pelo seu potencial de interferir ou restringir adeformabilidade da lente para inserção no olho.
A patente US 6.106.553 de Feingold revela uma lenteintraocular que tem uma forma que é predeterminada com relação à forma dalente cristalina para formar um espaçamento entre pelo menos parte da IOL ea lente cristalina. Por exemplo, o raio de arco da superfície posterior de umaporção óptica da IOL pode ser menor que o raio de arco da superfícieposterior de uma porção do corpo da IOL5 de forma que a porção óptica tenhaum relacionamento em abóbada para a superfície anterior da lente cristalinano local da pupila. Neste relacionamento (por exemplo, figura 28 da patente'553), a porção do corpo da IOL está em contato com a lente cristalina emuma posição radialmente para fora da pupila. A IOL pode ter um entalhecircular que permite circulação de fluido no olho (figuras 20 e 21 da patente'553).
Lentes refrativas intracorneanas oferecem inúmeras vantagenspara corrigir deficiências na acuidade visual. Uma lente intracorneana podeser inserida em uma abertura na córnea de um olho com anormalidadesvisuais. Algumas técnicas anteriores baseadas em córnea envolviamremodelamento cirúrgico de porções internas da córnea para corrigirdeficiências visuais. Entretanto, tal remodelamento cirúrgico não é reversível,resultando em algum risco de criar aberrações visuais permanentes para opaciente. Ao contrário, os procedimentos usados com lentes intraconeanas sãoreversíveis. Também, em cirurgia de remodelamento cirúrgico típico, todauma aba da córnea é levantada para permitir acesso para modificaçãocirúrgica adicional da córnea. Na cirurgia usada para inserir lentesintraconeanas, a aba da córnea não é levantada, mas, em vez disso, uma bolsaé formada no tecido corneano, que deixa a maior parte da superfície corneanaintacta, simplificando assim a cicatrização. No entanto, a preparação cirúrgicade uma bolsa como esta para uma lente intracorneana é difícil de realizarprecisamente. Também, algumas lentes que são disponíveis para tal correçãode visão não são completamente satisfatórias por uma variedade de motivos,incluindo uma tendência de deslocar da posição depois da colocação, paraprejudicar a difusão de gás transcorneano, de ser excessivamente espessa, oude ser incapaz de corrigir presbiopsia ou astigmatismo.
A patente US 6.599.305 de Feingold revela um dispositivo deceratometria da bolsa corneana para criar uma bolsa corneana e uma lente aser inserida e retida na bolsa corneana para realizar a correção. O ceratoma dabolsa corneana cria uma bolsa de dimensão precisa na córnea. O ceratoma dabolsa corneana inclui uma unidade de acionamento que tem elementos decabeça de corte que fazem contato com o olho do sujeito durante a formaçãoda bolsa corneana, e também inclui um conjunto de lâmina que oscilalateralmente durante a extensão para frente para a córnea para formar a bolsa.Lentes intracorneanas são também reveladas na patente US 6.599.305 quepodem incluir um recurso para impedir o movimento acidental da lente depoisque a lente é disposta dentro da bolsa corneana, tais recursos podem incluir umintumescimento depois da inserção ou uma irregularidade circunferencial.
Conforme pode-se ver, existe uma necessidade de um métodopara corrigir anormalidades visuais por meio de implantação cirúrgica de umalente de correção apropriada na córnea de uma maneira precisamenteprevisível e reprodutível, e de uma maneira tal que a lente permaneçadevidamente posicionada e orientada. Existe também uma necessidade de ummétodo de corrigir anormalidades visuais que podem ser revertidas e quepermite correção de uma ampla faixa de anormalidades visuais. Existe umanecessidade adicional de um método de inserir uma lente intracorneana, demaneira tal que ela possa ser mantida em um local intracorneano desejado,sem penetrar ou danificar outro tecido ocular. Existe também umanecessidade de um método de criar uma bolsa corneana e configurações de talbolsa que efetivamente posicione e mantenha uma variedade de lentesintracorneanas.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
Em um aspecto da presente invenção, é provido um métodopara corrigir visão de um paciente, compreendendo prover uma lenteintracorneana refrativa, em que a lente intracorneana compreende uma porçãoóptica e uma porção háptica, e em que a porção háptica é corrugada; formaruma bolsa corneana em um olho do paciente; e inserir a lente intracorneana nabolsa corneana.
Também em um outro aspecto da presente invenção, é providoum método para corrigir visão de um paciente, compreendendo prover umalente intracorneana refrativa; formar com um laser uma bolsa corneana emuma córnea do paciente; e inserir a lente na bolsa corneana.
Em um aspecto adicional da presente invenção, uma bolsacorneana compreende uma porção arqueada; e uma porção reta adjacente àporção arqueada.
Em um aspecto adicional da presente invenção, a bolsacorneana em uma córnea compreende uma porção reta que estende-se portoda a córnea.
Esses e outros recursos, aspectos e vantagens da presenteinvenção ficarão mais bem entendidos com referência aos desenhos, descriçãoe reivindicações seguintes.
DESCRIÇÃO RESUMIDA DOS DESENHOS
A figura 1 é uma vista seccional da porção anterior de um olhocom uma lente corrugada disposta dentro da córnea do olho, de acordo comuma modalidade da invenção.
A figura 2 é uma vista seccional da porção anterior de um olhocom uma lente disposta dentro da córnea do olho, de acordo com uma outramodalidade da invenção;
A figura 3 representa esquematicamente uma série de etapasenvolvida em um método para inserir uma lente na córnea de um paciente, deacordo com uma outra modalidade da invenção;
A figura 4 é uma vista seccional transversal de uma bolsacorneana de acordo com uma modalidade da presente invenção; e
As figuras 5a-51 representam uma configuração exemplar deuma bolsa corneana de acordo com várias modalidades da presente invenção.DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO
A descrição detalhada seguinte é dos melhores modosatualmente contemplados de realizar a invenção. A descrição não deve serconsiderada em um sentido limitante, mas é feita meramente com o propósitode ilustrar os princípios gerais da invenção, uma vez que o escopo dainvenção está bem definido pelas reivindicações anexas.
No geral, a presente invenção diz respeito a métodos paracorreção de uma deficiência visual de um paciente. A presente invençãotambém diz respeito a métodos para inserção de uma lente intracorneana emuma bolsa corneana no olho de um paciente. A presente invenção ainda dizrespeito adicionalmente a bolsas corneanas configuradas para facilitar ainserção de uma lente intracorneana nela.
Ao contrário da tecnologia anterior, em algumas modalidadesda presente invenção, pode-se empregar uma variedade de diferentes formasde bolsa corneana para aumentar ainda mais a facilidade de inserção de umalente intracorneana, e maximizar a superfície da córnea que é deixada intacta,
facilitando assim a cicatrização.
A figura 1 é uma vista seccional da porção anterior de um olho100" com uma lente intracorneana corrugada 10 disposta nela, de acordo comuma modalidade da invenção. Na modalidade da invenção mostrada na figura1, a lente 10 pode ficar disposta dentro da córnea 110, que pode encerrarparcialmente a câmara anterior 114. Também mostrada na figura 1 está umaíris 108. Como um exemplo, a lente 10 pode ser inserida na córnea 110 após aformação de uma bolsa corneana, que pode ser formada, por exemplo, usandoum laser ou dispositivo de ceratometria de bolsa corneana revelados napatente US 6.599.305 supramencionada, cuja revelação está aqui incorporadapela referência na sua íntegra. Para inserção na córnea 110, a lente 10 pode teruma porção háptica 30, que pode ser opaca e pode ficar localizada fora dazona óptica do olho 100"', por meio do que a interferência na visão dopaciente pela porção háptica 30 pode ser evitada. Em uma modalidadealternativa, a porção háptica pode ser eliminada, por meio do que a lente10/10" pode consistir essencialmente da porção óptica 20 (ver, por exemplo,figura 2).
A porção óptica 20 não está restrita à configuração mostradanos desenhos, mas pode ter várias formas, tais como circular ou oval, em quea porção óptica 20 pode ser alongada na direção horizontal (eixo x) ouencurtada na direção vertical (eixo y). Em algumas modalidades, a porçãoóptica 20 pode ter uma configuração tipo rosca. O tamanho e forma da lente10 podem, em alguns casos, determinar o tamanho e forma da bolsa corneana.Várias modalidades de tais bolsas corneanas estão descritas a seguir emostradas nas figuras 5A-5I.
A lente 10 preferivelmente pode ser formada por um materialbiocompatível que permite difusão de gás suficiente para permitir aoxigenação adequada dos tecidos internos do olho. Tais materiais podemincluir silicone, hidrogéis, uretanos ou acrílicos. Também pode ser desejávelque a lente seja feita de um material hidrofílico que intumesce um poucoquando hidratado. Tais materiais, por exemplo, hidrogéis, são bemconhecidos e são usados em algumas lentes de contato atuais.
As características ópticas da porção óptica 20 podem serselecionadas para corrigir várias deficiências visuais, incluindo, semlimitações, miopia (visão de longe), hipermetropia (visão de perto), presbiopiae astigmatite. Como um exemplo, a porção óptica 20 pode ter um poder ouvalor dióptico na faixa de +15 a -30. A porção óptica 20 pode ser customizadapara um paciente particular para fornecer características ópticas para corrigirum defeito visual específico de um paciente. A porção óptica 20 pode sermultifocal. A lente 10 pode também ser provida como uma unidade fora deprateleira com características ópticas predeterminadas. Deve-se entender quea presente invenção não está limitada ao tratamento dos defeitos visuaissupramencionados, e que o tratamento de outras condições de olho estátambém no escopo da invenção.
A porção háptica 30 pode envolver a porção óptica 20 e podeser corrugada. A porção háptica 30 pode variar no número e configuração dascorrugações, e pode ser adaptada para suportar a porção óptica 20 e paramanter as lentes 10 em uma posição desejada na córnea 110. Tipicamente, onúmero de corrugações na porção háptica 30 pode ser na faixa de 1 a cerca de5. Em geral, uma maior quantidade de corrugações da porção háptica 30 podelevar a maior flexibilidade e maior deformabilidade na direção horizontal.
Adicionalmente, a porção háptica 30 pode ter corrugações orientada emdireções sem ser as mostradas na figura 1. Maior rigidez da porção háptica 30pode prover maior retenção de lente 10 em um local intracorneano desejado.A deformação da lente 10 permite sua inserção na córnea de um paciente pormeio de uma pequena incisão (cerca de 3 mm). A corrugação da porçãoháptica 30 pode fazer com que a lente 10 se comporte como uma mola,quando distorcida, de uma configuração relaxada para uma configuraçãoflexionada.
A figura 2 é uma vista seccional da porção anterior de um olho100'" com uma lente 10" disposta nele, de acordo com uma outra modalidadeda invenção. A lente 10" pode compreender uma porção óptica 20. Pelomenos uma porção da porção háptica 30 (por exemplo, figura 1) pode sereliminada ou removida na lente 10". Como um exemplo, a lente 10" podetanto não ter a porção háptica, quanto uma porção háptica vestigial 30 (figura2). A lente 10" pode ser inserida na córnea 110 após a formação de uma bolsacorneana, por exemplo, da maneira descrita com referência à figura 1. Aporção óptica 20 na modalidade da figura 2 pode ter vários recursos,características e elementos em comum com outras modalidades da presenteinvenção da maneira supradescrita. Por exemplo, uma porção óptica 20 parainserção na córnea 110 pode ter uma configuração tipo rosca compreendendouma zona óptica periférica 22 com poder ótico e uma zona não óptica interna24 sem poder ótico.
A figura 3 representa esquematicamente uma série de etapasenvolvida em um método 400 para inserir uma lente na córnea de umpaciente, de acordo com uma outra modalidade da invenção, em que a etapa402 pode envolver prover uma lente. A lente, por exemplo, uma lenteintracorneana provida na etapa 402, pode ter recursos no geral tais como osdescritos anteriormente. Como um exemplo, a lente provida na etapa 402pode incluir uma porção óptica com uma zona óptica periférica com poderóptica, e uma zona não óptica interna sem poder ótico. Em algumasmodalidades, a lente provida na etapa 402 pode não ter uma porção háptica,por exemplo, a lente pode consistir essencialmente em uma porção óptica. Alente pode ser inserida na córnea para corrigir visão do paciente. A lenteprovida na etapa 402 pode ser adaptada para ser deformável a fim de facilitara inserção da lente na córnea.
A etapa 404 pode envolver formar uma incisão na córnea doolho. A etapa 404 pode envolver formar uma incisão na córnea do olho. Aetapa 404 pode envolver formar uma aba corneana ou uma bolsa corneana. Aformação de abas corneanas e bolsas corneanas é conhecida na tecnologia decirurgia dos olhos. Como um exemplo, a aba corneana pode ser formadausando um laser. O laser pode ser usado e guiado por controle de computador,como é bem conhecido na tecnologia. Uma aba corneana pode ser formadapor métodos similares aos usados durante procedimentos LASIK(ceratomileuse assistida por laser in situ). Uma bolsa corneana pode serformada formando-se um túnel na córnea, por exemplo, usando um micro-ceratoma com uma lâmina de metal oscilante. Um dispositivo de ceratomia debolsa corneana foi revelado na patente US 6.599.305, cuja revelação está aquiincorporada na sua íntegra pela referência. Em modalidades alternativas, umabolsa corneana pode ser formada por um laser. Alternativamente, uma bolsacorneana pode ser formada manualmente pelo cirurgião usando instrumentosmanuais. Uma bolsa corneana exemplar 116 formada por uma incisão estárepresentada em seção transversal na figura 4.
A etapa 406 pode envolver inserir a lente na córnea (ver, porexemplo, figura 2). Em modalidades alternativas, a etapa 406 pode envolverinserir a lente em uma bolsa corneana. A etapa 406 pode envolveradicionalmente deformar temporariamente a lente em preparação paraintrodução da lente no olho. A lente pode ser deformada por rolagem,dobramento e similares. A lente da invenção pode ter memória prescrita,características que permitem que a lente retorne para seu tamanho econfiguração originais depois da inserção no olho, retendo ainda ascaracterísticas ópticas da porção óptica. Corrugações na porção háptica dalente podem facilitar a manobra da lente durante a etapa 406 provendo rigidezà lente e permitindo que o cirurgião segure firmemente a porção háptica pelascorrugações. Da maneira supradescrita, a lente pode ser feita de um materialhidrofílico que intumesce quando hidratado. A lente pode ser inseridacompletamente hidratada para se encaixar elasticamente em uma bolsacorneana, ou enquanto pelo menos parcialmente desidratada, de maneira talque a hidratação subseqüente ajude prender o encaixe na bolsa.
Várias configurações de bolsas corneanas podem serempregadas na presente invenção, tais como aquelas bolsas 116 representadasnas figuras 5 A a 51 que são vistas de topo das bolsas 116 formadas na córnea110. As várias configurações são adaptadas para ser usadas com lentes devárias formas e tamanhos. As bolsas corneanas 116 também são configuradaspara facilitar a inserção da lente e minimizar o tamanho da incisão paramelhor cicatrização pós-cirúrgica da córnea.
As bolsas corneanas mostradas nas figuras 5A a 5G e 51incluem uma porção arqueada 118 próxima a um centro da bolsa, além deuma porção reta 120 adjacente à porção arqueada 118. Na figura 5H, a bolsacorneana inclui uma porção reta 122 que estende-se através de toda a córnea.
Em conjunto com a bolsa corneana, uma área de liberação 124(representada nas figuras 5D-5H como linhas arqueadas) pode seropcionalmente provida na córnea 110 de maneira a prover um dispositivo deexpansão e contração durante a inserção e posicionamento da lente na bolsacorneana. A incisão arqueada em combinação com a bolsa pode tambémreduzir o astigmatismo induzido. Áreas de liberação 124 podem compreenderincisões feitas na córnea 110. Essas incisões arqueadas são feitas por laser aomesmo tempo que a bolsa está sendo criada, de forma que o paciente nãoprecise voltar ao cirurgião para melhorar sua visão por causa do astigmatismo.
Conforme versados na técnica podem perceber, a presenteinvenção pode fornecer um método para corrigir a visão de um paciente comuma lente intracorneana refrativa que pode ser facilmente inserida em umabolsa corneana. A lente intracorneana pode ser efetivamente posicionada emantida no lugar pelo uso da região háptica corrugada. Uma variedade deconfigurações de bolsas corneanas pode ser usada para acomodar váriasformas e tamanhos de lentes corneanas.
Certamente, deve-se entender que o exposto diz respeito amodalidades exemplares da invenção e que modificações podem ser feitassem fugir do espírito e escopo da invenção, apresentados nas reivindicaçõesseguintes.

Claims (31)

1. Método para corrigir visão de um paciente, caracterizadopelo fato de que compreende:prover uma lente intracorneana refrativa, em que a dita lenteintracorneana compreende uma porção óptica e uma porção háptica, e em quea dita porção háptica é corrugada;formar uma bolsa corneana em um olho do dito paciente; einserir a dita lente intracorneana na dita bolsa corneana.
2. Método, de acordo com a reivindicação 1, caracterizadopelo fato de que a dita etapa de inserir a dita lente corneana compreendeadicionalmente:deformar a dita lente intracorneana de uma configuraçãoestendida para uma configuração deformada antes de inserir a dita lenteintracorneana; eliberar a dita lente intracorneana, em que ela retorna para a ditaconfiguração estendida depois da inserção na dita bolsa corneana.
3. Método, de acordo com a reivindicação 1, caracterizadopelo fato de que a dita etapa de formar uma bolsa corneana compreendeadicionalmente formar a dita bolsa corneana usando um laser.
4. Método, de acordo com a reivindicação 1, caracterizadopelo fato de que a dita etapa de formar uma bolsa corneana compreendeadicionalmente formar a dita bolsa corneana usando um micro-ceratoma.
5. Método, de acordo com a reivindicação 1, caracterizadopelo fato de que a lente intracorneana é feita de um material hidrofílico e éparcialmente hidratada de maneira tal que a dita lente intumesça depois dainserção na dita bolsa corneana.
6. Método, de acordo com a reivindicação 1, caracterizadopelo fato de que compreende adicionalmente formar pelo menos uma área deliberação na córnea.
7. Método, de acordo com a reivindicação 1, caracterizadopelo fato de que a dita etapa de formar uma bolsa corneana compreendeadicionalmente formar uma bolsa corneana com uma porção em forma dearco e uma porção reta.
8. Método, de acordo com a reivindicação 1, caracterizadopelo fato de que a dita etapa de formar uma bolsa corneana compreendeformar uma bolsa corneana com porções retas paralelas.
9. Método para corrigir visão de um paciente, caracterizadopelo fato de que compreende:prover uma lente refrativa com uma porção óptica e umaporção háptica;formar com um laser uma bolsa corneana em uma córnea dopaciente; einserir a dita lente na bolsa corneana.
10. Método, de acordo com a reivindicação 9, caracterizadopelo fato de que a dita etapa de prover uma lente refrativa compreendeadicionalmente prover uma lente refrativa com uma porção óptica e umaporção háptica que é pelo menos parcialmente opaca.
11. Método, de acordo com a reivindicação 10, caracterizadopelo fato de que a dita etapa de prover uma lente refrativa compreendeadicionalmente prover uma lente refrativa com uma porção háptica que écorrugada.
12. Método, de acordo com a reivindicação 9, caracterizadopelo fato de que a dita etapa de inserir a dita lente compreendeadicionalmente:deformar a dita lente de uma configuração estendida para umaconfiguração deformada antes da inserção da dita lente; eliberar a dita lente, em que ela retorna para a dita configuraçãoestendida depois da inserção na dita bolsa corneana.
13. Método, de acordo com a reivindicação 9, caracterizadopelo fato de que a lente é compreendida de um material hidrofílico que éparcialmente hidratado de maneira tal que a lente intumesça depois dainserção na dita bolsa corneana.
14. Método, de acordo com a reivindicação 9, caracterizadopelo fato de que compreende adicionalmente formar pelo menos uma área deliberação na córnea do dito paciente.
15. Método, de acordo com a reivindicação 14, caracterizadopelo fato de que a etapa de formar pelo menos uma área de liberação na ditacórnea compreende adicionalmente formar uma área de liberação em formade arco.
16. Método, de acordo com a reivindicação 9, caracterizadopelo fato de que a dita etapa de formar uma bolsa corneana compreendeadicionalmente formar uma bolsa corneana com uma porção em forma dearco e uma porção reta.
17. Método, de acordo com a reivindicação 9, caracterizadopelo fato de que a dita etapa de formar uma bolsa corneana compreendeformar uma bolsa corneana com porções retas paralelas.
18. Bolsa corneana, caracterizada pelo fato de quecompreende:uma porção arqueada; euma porção reta adjacente à porção arqueada.
19. Bolsa corneana, de acordo com a reivindicação 18,caracterizada pelo fato de que a dita porção reta inclui uma porção reta queestende-se radialmente para fora da dita porção arqueada.
20. Bolsa corneana, de acordo com a reivindicação 19,caracterizada pelo fato de que a dita porção reta compreende adicionalmenteprimeira e segunda porções retas que estendem-se radialmente a partir da ditaporção arqueada e que ficam dispostas em lados opostos da dita porçãoarqueada.
21. Bolsa corneana, de acordo com a reivindicação 18,caracterizada pelo fato de que a dita porção reta compreende bordas paralelasque estendem-se radialmente para fora da dita porção arqueada.
22. Bolsa corneana, de acordo com a reivindicação 18,caracterizada pelo fato de que a dita porção reta compreende bordas nãoparalelas que estendem-se para fora da dita porção arqueada.
23. Bolsa corneana, de acordo com a reivindicação 18,caracterizada pelo fato de que compreende adicionalmente pelo menos umaporção de liberação separada da porção arqueada e da dita porção reta.
24. Bolsa corneana, de acordo com a reivindicação 23,caracterizada pelo fato de que a dita porção de liberação compreende umaincisão corneana em forma de arco.
25. Bolsa corneana, de acordo com a reivindicação 28,caracterizada pelo fato de que a dita bolsa corneana é formada por um laser oupor um micro-ceratoma.
26. Bolsa corneana em uma córnea, caracterizada pelo fato deque compreende:uma porção reta que estende-se por toda a córnea.
27. Bolsa corneana, de acordo com a reivindicação 26,caracterizada pelo fato de que compreende adicionalmente pelo menos umaporção de liberação separada da dita porção reta.
28. Bolsa corneana, de acordo com a reivindicação 27,caracterizada pelo fato de que a dita porção de liberação é uma incisãocorneana em forma de arco.
29. Bolsa corneana, de acordo com a reivindicação 26,caracterizada pelo fato de que a dita bolsa corneana é formada por um laser oupor um micro-ceratoma.
30. Método para corrigir visão de um paciente, caracterizadopelo fato de que compreende:prover uma lente intracorneana refrativa, em que a dita lenteintracorneana compreende uma porção óptica;formar uma bolsa corneana em um olho do dito paciente; einserir a dita lente intracorneana na dita bolsa corneana.
31. Método para corrigir visão de um paciente, caracterizadopelo fato de que compreende:prover uma lente intracorneana refrativa, em que a dita lenteintracorneana compreende uma porção óptica e porção não óptica;formar uma bolsa corneana em um olho do dito paciente; einserir a dita lente intracorneana na dita bolsa corneana.
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