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2014-06-20

Canção Tzigana - António Feijó

Das minhas trinta e três amantes
Apenas três me não traíram:
Mas dessas três, sempre constantes,
Duas por fim também partiram.

De amor eterno, alto, modelo,
Foi uma só, das trinta e três...
Mas essa, em paga do seu zelo,
Sou eu que a engano muita vez...


Extraído de Poesias Completas, António Feijó, Prefácio de J. Cândido Martins, Edições Caixotim

António Joaquim de Castro Feijó, nasceu em Ponte de Lima a 1 de Junho de 1859 e faleceu em Upsala na Suécia a 20 Junho 1917).

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2014-06-01

Sonho Desfeito - António Feijó

A Alfredo Guimarães

Quando o Sonho, batendo as asas doidamente,
Voa como falena errante, no infinito,
Cuido que ao pé de mim, voluptuosamente,
Cravas no meu olhar o teu olhar bendito.

E no delírio em que eu nervosamente fito
A curva do teu seio elástico e tremente,
Atrevo-me a poisar, nostálgico proscrito,
Meus lábios sem pudor sobre o teu colo ardente.

Mas como o vento espalha as húmidas neblinas,
Diluídas no vapor das névoas matutinas
A quimera, a ilusão de estranho visionário,

Vejo que o teu sorriso, ó casta Margarida!
Apenas me envolveu, luar da minha vida,
No tépido clarão dum beijo imaginário! …


Extraído de Poesias Completas, António Feijó, Prefácio de J. Cândido Martins, Edições Caixotim

António Joaquim de Castro Feijó, nasceu em Ponte de Lima a 1 de Junho de 1859 e faleceu em Upsala na Suécia a 20 Junho 1917).

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2013-06-20

Sonho Desfeito - António Feijó

A Alfredo Guimarães


Quando o Sonho, batendo as asas doidamente,
Voa como falena errante, no infinito,
Cuido que ao pé de mim, voluptuosamente,
Cravas no meu olhar o teu olhar bendito.

E no delírio em que eu nervosamente fito
A curva do teu seio elástico e tremente,
Atrevo-me a poisar, nostálgico proscrito,
Meus lábios sem pudor sobre o teu colo ardente.

Mas como o vento espalha as húmidas neblinas,
Diluídas no vapor das névoas matutinas
A quimera, a ilusão de estranho visionário,

Vejo que o teu sorriso, ó casta Margarida!
Apenas me envolveu, luar da minha vida,
No tépido clarão dum beijo imaginário! …

Extraído de Poesias Completas, António Feijó, Prefácio de J. Cândido Martins, Edições Caixotim

António Joaquim de Castro Feijó, nasceu em Ponte de Lima a 1 de Junho de 1859 e faleceu em Upsala na Suécia a 20 Junho 1917).

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2011-06-20

O Amor e o Tempo - António Feijó

(Christopulos)

Pela montanha alcantilada
Todos quatro em alegre companhia,
O Amor, o Tempo, a minha Amada
E eu subíamos um dia.

Da minha Amada no gentil semblante
Já se viam indícios de cansaço,
O Amor passava-nos adiante
E o Tempo acelerava o passo.

– «Amor! Amor! mais devagar!
Não corras tanto assim, que tão ligeira
Não pode com certeza caminhar
A minha doce companheira!»

Súbito, o Amor e o Tempo, combinados,
Abrem as asas trémulas ao vento...
– «Por que voais assim tão apressados?
Onde vos dirigis?» – Nesse momento,

Volta-se o Amor e diz com azedume:
– «Tende paciência, amigos meus!
Eu sempre tive este costume
De fugir com o Tempo... Adeus! Adeus!»

(in «Sol de Inverno», 1922). Extraído de Poesias Completas, António Feijó, Prefácio de J. Cândido Martins, Edições Caixotim

António Joaquim de Castro Feijó, nasceu em Ponte de Lima a 1 de Junho de 1859 e faleceu em Upsala na Suécia a 20 Junho 1917).

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2011-06-01

Sonho Desfeito - António Feijó

Quando o Sonho, batendo as asas doidamente,
Voa como falena errante, no infinito,
Cuido que ao pé de mim, voluptuosamente,
Cravas no meu olhar o teu olhar bendito.

E no delírio em que eu nervosamente fito
A curva do teu seio elástico e tremente,
Atrevo-me a poisar, nostálgico proscrito,
Meus lábios sem pudor sobre o teu colo ardente.

Mas como o vento espalha as húmidas neblinas,
Diluídas no vapor das névoas matutinas
A quimera, a ilusão de estranho visionário,

Vejo que o teu sorriso, ó casta Margarida!
Apenas me envolveu, luar da minha vida,
No tépido clarão dum beijo imaginário! …


(in Poesias Completas, António Feijó, Prefácio de J. Cândido Martins, Caixotim Edições)

António Joaquim de Castro Feijó, nasceu em Ponte de Lima a 1 de Junho de 1859 e faleceu em Upsala na Suécia a 20 Junho 1917).

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2010-06-20

Súplica Ao Vento - António Feijó

A Luiz de Magalhães

Grito ao Vento que passa a galopar na treva:
— «Escuta a minha dor!»--rouco, de braços hirtos,
A ver se ele ouve e ao longe esta Saudade leva!

«Meus queixumes, ó Vento, hão de em ânsia ouvir-tos
Esses campos que amei, vinhas, rios suaves,
Pomares, laranjais, bosques de louro e mirtos,

Onde, inverno e verão, nunca emudecem aves,
Onde nunca se extingue o murmurar das fontes,
Todo o ano a correr entre rosais e agaves...

Vento largo, que vens de ignotos horizontes!
No teu rugido absorve o meu grito pungente!
Vai repeti-lo ao mar e aos pinheirais dos montes,

Para tornar mais triste o seu gemer plangente,
Mais expressivo e humano o seu lamento amargo,
Como um eco, a expirar, desta noite inclemente!

Leva contigo, ó Vento, este gemido ao largo,
A ver se nele alguém a minha voz conhece,
Nessas terras de luz, sem hiemal letargo,

Onde o Estio a cantar longos meses se esquece,
E onde o Sol não é só lâmpada que ilumina,
Mas o Ágni criador que tudo anima e aquece!

Debalde, sobre mim, na sua graça divina,
Almas puras, abrindo a plumagem das asas,
Com o ardor que nenhuma angústia contamina,

Espalham no meu lar como um calor de brasas...
— Para fundir de todo esta geada tão densa,
Só tu, meu claro Sol, que até de inverno abrasas!

Vento frio, que vais da minha noite imensa,
Tenebroso e a rugir! - leva a minha Saudade,
Como uma estrela a arder, na tua asa suspensa!

Quando essa luz passar, com que mágoa não há-de
Reflecti-la o meu rio, e acariciá-la, vendo
Que vai dos olhos meus a ténue claridade!

Mas então, Rio amado, as tuas águas descendo
Nessa luz reflectida, a tremer como um luar,
Todo o passado irei nas tuas margens revendo,

E o coração talvez se esqueça de chorar,
Como manta que a voz de Loreley enleva,
E para a morte vai nesse enlevo a cantar...

Vento surdo, que vais a galopar na treva!
Pára um momento! Escuta a minha voz clamante
Vê como sofro, e ao longe esta Saudade leva!»

Mas o Vento não ouve o meu grito alarmante!
Ai de mim, que sou eu?! pobre louco exilado,
De toda a parte vendo o meu país distante,
Como se lá tivesse os meus olhos deixado!

(in Poesias Completas, António Feijó, Prefácio de J. Cândido Martins, Caixotim Edições)

António Joaquim de Castro Feijó, nasceu em Ponte de Lima a 1 de Junho de 1859 e faleceu em Upsala na Suécia a 20 Junho 1917).

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2010-06-01

Castelo em Ruínas - António Feijó

Broken Heart  by Lucaszoltovskyimagem daqui

Meu triste coração, como um castelo antigo,
Que a legenda vestiu de espectro e visões,
A lembrança do tempo em que sonhou contigo
Sustenta-o como a hera as velhas construções,
Meu triste coração, como um castelo antigo,

De noite, quando o orvalho os lírios humedece,
Como se a lua andasse e os astros a chorar,
Nas sombras da ruína afirmam que aparece
Uma estranha visão de alvura singular,
De noite, quando o orvalho os lírios humedece.

Semelhante à visão que no castelo existe,
Também no coração, rasgado pela dor,
Eu sinto perpassar, no seu sudário triste,
O espectro sepulcral do meu perdido Amor,
Semelhante à visão que no castelo existe...


(in Poesias Completas, António Feijó, Caixotim Edições)

António Joaquim de Castro Feijó, nasceu em Ponte de Lima a 1 de Junho de 1859 e faleceu em Upsala na Suécia a 20 Junho 1917).

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2009-06-20

Diante do Espelho - António Feijó (na passagem do 92º aniversário da sua morte)

«Sait-on au juste ce que Narcisse a-vu dans la fontaine et quoi il est mort»

Dizem que a Vida é curta... E os que sofrem, famintos?
Para mim é tão longa e tão cheia de enganos,
Que eu penso, ao revolver os meus sonhos extintos,
Que nasci há cem anos!

E espanto-me, fitando o meu rosto ao espelho
Nem uma ruga só, nem um cabelo branco!
Mas nos meus lábios paira um sorriso de velho,
E as lágrimas a errar nos meus olhos estanco...

A fronte guarda ainda a firmeza vaidosa
Que à força juvenil dá relevos de herói;
Mas se o fruto conserva a sua polpa graciosa
Já no seio alimenta o verme que o destrói.

Horas inteiras fico a olhar, hipnotizado,
Essa imagem que o espelho a princípio compôs,
Mas pouco a pouco vejo o meu rosto mudado...
E contudo ninguém entre nós se interpôs!

Traços de mocidade extinguem-se de todo;
O cabelo embranquece a ondular sobre a testa,
E num rosto de asceta, um olhar sem denodo,
Paira como o luar duma noite funesta...

Ponho-me a analisar traço por traço a imagem,
E o meu modo de ser nela se reproduz,
A primitiva sombra era apenas miragem,
Ilusão, aparência ou capricho da luz.

O meu retrato é este, o verdadeiro: é vê-lo!
Não sou eu porventura esse velhinho ansioso?
Tantos anos de dor branquearam-lhe o cabelo,
Mas a resignação deu-lhe o riso bondoso...

(in Poesias Completas, António Feijó, Caixotim Edições)

António Joaquim de Castro Feijó, nasceu em Ponte de Lima a 1 de Junho de 1859 e faleceu em Upsala na Suécia a 20 Junho 1917).

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2009-06-01

António Feijó nasceu há 150 anos! - Ilusão Perdida

Doce ilusão que foges perseguida
Como gazela timida e medrosa
Ou como nuvem pelo céu batida
Ao sopro de uma aragem silenciosa:

Levas contigo, ó pomba gloriosa!
A esvoaçar em busca de guarida,
O meu amor, a desmaiada rosa!
Levas contigo o coração e a vida.

E nunca mais, no exílio onde agonizo,
A melindrosa flor do teu sorriso
Há-de ostentar as pétalas vermelhas...

Mas na estância feliz que eu não devasso,
Encontrarás meus beijos, pelo espaço,
Em busca de teus lábios, como abelhas.

(in Poesias Completas, António Feijó, Caixotim Edições)

António Joaquim de Castro Feijó, nasceu em Ponte de Lima a 1 de Junho de 1859 e faleceu em Upsala na Suécia a 20 Junho 1917)

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2008-06-20

A Folha de Salgueiro

Salgueiro

Adoro esta mulher moça e formosa,
Que à janela, a sonhar, vejo esquecida,
Não por ter uma casa sumptuosa
Junto ao Rio Amarelo construída...
- Amo-a porque uma folha melindrosa
Deixou cair nas águas distraída.

Tambem adoro a brisa do Levante
Não por trazer a essência virginal
Do pessegueiro que floriu distante,
No pendor da Montanha Oriental...
- Amo-a porque impeliu a folha errante
Ao meu batel no lago de cristal.

E adoro a folha, não por ter lembrado
A nova primavera que rompeu,
Mas por causa de um nome idolatrado
Que essa jovem mulher n'ela escreveu
Com a doirada agulha do bordado...
E esse nome... era o meu !

in Poesias Completas - António Feijó, Prefácio de J. Candido Martins, Edições Caixotim

António Joaquim de Castro Feijó nasceu em Ponte de Lima (Minho) a 1 de Junho de 1859 e faleceu em Upsala (Suécia) a 20 de Junho de 1917.

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2008-06-01

A Flor de Pessegueiro - António Feijó

Flor de Pessegueiro

A melindrosa flor de pessegueiro
Deixei-a, como dádiva de amores,
A essa que tem o rosto feiticeiro
E os lábios cor das purpurinas flores.

E a tímida andorinha, de asas quietas,
Dei-a também como lembrança minha,
A essa que tem as sobrancelhas pretas,
Iguais às asas da andorinha.

No dia imediato a flor morria,
E a andorinha voava, entre esplendores,
Sobre a Grande Montanha onde vivia
O Génio oculto que preside às flores.

Mas nos seus lábios, como a flor abrindo,
Conserva a mesma carnação,
E não voaram, pelo azul fugindo
As asas negras dos seus olhos, não!

in Poesias Completas - António Feijó, Prefácio de J. Candido Martins, Edições Caixotim

António Joaquim de Castro Feijó nasceu em Ponte de Lima (Minho) a 1 de Junho de 1859 e faleceu em Upsala (Suécia) a 20 de Junho de 1917. Formado em Direito pela universidade de Coimbra (1883), consagrou-se à carreira diplomática: foi cônsul no Rio Grande do Sul (1886) e passou por Pernambuco antes de se fixar, em 1891, em Estocolmo. Aí foi nosso ministro plenipotenciário, para toda a Escandinávia, e decano do corpo diplomático. A morte da esposa, uma senhora meio-sueca meio-equatoriana, Maria Luísa Carmen Mercedes Juana Lewin (1878-1915), vítima de cancro, mais não fez que agravar o pessimismo inato do poeta, que mal lhe sobreviveu. É um autor de transição do parnasianismo para o simbolismo. O seu soneto, que faz parte das «Líricas e Bucólicas» (1884), parece ter sido motivado pela morte de uma tricana, ainda nos tempos de Coimbra.

Nota biobliográfica extraída de «A Circulatura do Quadrado - Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe - Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.

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2007-06-20

Fábula Antiga - António Feijó

No princípio do mundo o Amor não era cego;
Via mesmo através da escuridão cerrada
Com pupilas de Lince em olhos de Morcego.

Mas um dia, brincando, a Demência, irritada,
Num ímpeto de fúria os seus olhos vazou;
Foi a Demência logo às feras condenada,

Mas Júpiter, sorrindo, a pena comutou.
A Demência ficou apenas obrigada
A acompanhar o Amor, visto que ela o cegou,

Como um pobre que leva um cego pela estrada.
Unidos desde então por invisíveis laços
Quando o Amor empreende a mais simples jornada,
Vai a Demência adiante a conduzir-lhe os passos

(extraído de Poesias Completas, António Feijó, Caixotim Edições)

António Feijó (n. 1 Jun 1859 em Ponte de Lima m. 20 Junho 1917 em Upsala - Suécia )


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2006-06-01

Sonho Desfeito - António Feijó

A Alfredo Guimarães


Quando o Sonho, batendo as asas doidamente,
Voa como falena errante, no infinito,
Cuido que ao pé de mim, voluptuosamente,
Cravas no meu olhar o teu olhar bendito.

E no delírio em que eu nervosamente fito
A curva do teu seio elástico e tremente,
Atrevo-me a poisar, nostálgico proscrito,
Meus lábios sem pudor sobre o teu colo ardente.

Mas como o vento espalha as húmidas neblinas,
Diluídas no vapor das névoas matutinas
A quimera, a ilusão de estranho visionário,

Vejo que o teu sorriso, ó casta Margarida!
Apenas me envolveu, luar da minha vida,
No tépido clarão dum beijo imaginário! …


In Poesias Completas – Caixotim Edições


António Feijó (n. 1 Jun 1859 em Ponte de Lima, m. 20 Junho 1917 em Upsala - Suécia)
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2005-06-20

PÁLIDA E LOIRA - ANTÓNIO FEIJÓ

Morreu. Deitada no caixão estreito,
Pálida e loira, muito loira e fria,
O seu lábio tristíssimo sorria
Como num sonho virginal desfeito.

- Lírio que murcha ao despontar do dia,
Foi descansar no derradeiro leito,
As mãos de neve erguidas sobre o peito,
Pálida e loira, muito loira e fria...

Tinha a cor da rainha das baladas
E das monjas antigas maceradas,
No pequenino esquife em que dormia...

Levou-a a morte na sua graça adunca!
E eu nunca mais pude esquece-la, nunca!
Pálida e loira, muito loira e fria...

António Feijó (n. 1 Jun 1859 em Ponte de Lima m. 20 Junho 1917 em Upsala - Suécia )

Este soneto de 1884 incluido originalmente in Líricas e Bucólicas, transcrevê-mo-lo de "A circulatura do Quadrado" pg. 165 - (Alguns dos mais belos SONETOS de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa) Edição UNICEPE

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EU e TU... - António Feijó

Dois! Eu e Tu, num ser indissolúvel! Como
Brasa e carvão, centelha e lume, oceano e areia,
Aspiram a formar um todo,– em cada assomo
A nossa aspiração mais violenta se ateia...

Como a onda e o vento, a lua e a noite, o orvalho e a selva,
– O vento erguendo a vaga, o luar doirando a noite,
Ou o orvalho inundando as verduras da relva
– Cheio de ti, meu ser d'eflúvios impregnou-te!

Como o lilás e a terra onde nasce e floresce,
O bosque e o vendaval desgrenhando o arvoredo,
O vinho e a sede, o vinho onde tudo se esquece,
– Nós dois, d'amor enchendo a noite do degredo,

Como parte dum todo, em amplexos supremos
Fundindo os corações no ardor que nos inflama,
Para sempre um ao outro, Eu e Tu pertencemos,
Como se eu fosse o lume e tu fosses a chama.

António Feijó , in Sol de Inverno, 1922

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