[go: up one dir, main page]

Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for Setembro, 2009

Mais um passeio…

… no eléctrico (sazonal) de Sintra até à Praia das Maçãs:

DSC02336DSC02339A mana não sabia que estes “fios” em cima servem para “tocarmos a campainha” “dizendo” que queremos sair na próxima paragem…

DSC02340DSC02337A paragem “Praia das Maçãs”:

DSC02341É bom aproveitarmos este bom tempo antes que venham os dias chuvosos   😉

É uma das vantagens do ensino doméstico (em Outubro penso que este eléctrico já não realiza percursos, até à Primavera do ano que vem, mas é melhor confirmarem, caso estejam interessados no passeio), esta flexibilidade para o que melhor nos aprouver.

Beijinhos, até breve

Isabel

Read Full Post »

Às vezes há coisas que não esperamos…

Enquanto “faziam tempo” à minha espera que tinha ido tratar de uns papéis, a Catarina e o Alexandre entraram numa loja Imaginarium e vieram de lá com um atractivo recipiente de bolinhas de sabão, verde-alface e azul turquesa.

O Alexandre sempre gostou de fazer bolas de sabão, mas o que eu não estava à espera é que ele, depois de chegarmos a casa, passasse o resto da tarde e pela noite fora sempre entretido a fazer as ditas bolas e a “andar atrás delas”. Na sala… o que vale é que o chão da sala era para ser lavado na manhã seguinte.

No dia seguinte, ainda andava entusiasmado e queria continuar, mas o chão já estava lavadinho e então sugerimos-lhe continuar a brincadeira na rua, íamos dar uma volta a pé pela vila, aproveitávamos para comprar pão e … fazer bolas de sabão!

Ficou todo contente e, desta vez, pediu à irmã que fosse soprando as bolas e ele ia tentando agarrá-las, o que se tornou uma tarefa difícil, pois nesse dia estava um pouco de vento e o rapaz fartou-se de correr para que algumas lhes rebentassem na mão!

DSC02309

DSC02312A diversão, e por largos períodos de tempo, também acontece com coisas simples!

🙂

Beijinhos e até breve

Isabel

Read Full Post »

O Fim do Verão

dscf0252

Enquanto não nos sintonizamos na nova estação que acaba de começar, aqui fica um resumo das nossas primeiras (quase) duas semanas de “aulas”, em que aproveitamos para nos despedirmos do Verão.

A tal prateleira com os achados da praia ficou pronta rapidamente, como podem ver lá em cima. E rapidamente também, foi usada para brincar e experimentar com as pinças das sapateiras e as conchas:

dscf0254

Também arranjámos uma cesta para pôr os livros trazidos da biblioteca (na esperança de não passar horas à procura deles quando chega a hora de os devolver) e outros que andamos a usar na altura. Se repararem, estão aqui vários dos que mencionei no post anterior:

dscf0256

Um dos livros, o “Segredos da Água”, tem uma série de experiências simples e interessantes. Já fizémos várias, como a da “força” da água:

dscf0239

ou a outra em que vemos como uma mesma massa pode afundar-se…

dscf0244

… ou flutuar, consoante a forma que lhe damos:

dscf0245

e elas também fizeram umas variações…

dscf0246

após o que voltámos às experiências, com um aspirador de água:

dscf0248

Mas esta semana também fizémos doces, embora este Verão, sem água, não tenha sido muito pródigo em frutos. Eu fiz os doces, elas as etiquetas:

dscf0005

mas provaram que também sabem cozinhar, fazendo, sózinhas (!) este bolo de chocolate (eu e o L. estávamos na horta e quando abrimos a porta da cozinha, o bolo já estava na forma, à espera que um de nós ligasse o forno…) Fizeram-no com uma receita dos desenhos animados “Telmo e Tula, os Pequenos Cozinheiros”, que a M. foi escrevendo enquando fazia “paly” e “pause” no video. Confesso que fiquei babada (de orgulho, e também de apetite, pois o bolo tinha excelente aspecto e ficou mesmo bom):

bolo

Esta semana também passeámos no campo

dscf0007

e costurámos um novo boneco com meias velhas, que é suposto ser um pinguim – o Toni – embora também dê uns certos ares de touperira…

dscf0014

As duas divertiram-se a escrever palavras com massas de letras:

dscf0013

E a M. aprendeu novas palavras em inglês:

dscf0010

e também trabalhou nos manuais escolares (embora com menos ânimo…):

dscf0016

E ambas usaram e abusaram do Magalhães:

dscf0015

Fizémos ainda uma árvore do tempo- a ideia e a imagem foram retiradas de um livro chamado All Year Round (ver aqui) – onde cada dia,elas irão pintar uma folha, usando uma cor diferente para cada estado do tempo. Primeiro pensei em traduzir tudo para português, mas depois achei que era uma boa oportunidade para aprenderem mais umas palavras em inglês e fotocopiei a imagem directamente do livro, que elas depois pintaram:

dscf0012

Por fim, houve também tempo para uns mergulhos, quem sabe, os últimos deste ano, pois embora ainda esteja bastante calor durante o dia, as temperaturas nocturnas mais baixas já arrefeceram muito a água:

dscf0006_1

E hoje fico por aqui. No próximo post, espero voltar num tom mais outonal, para participar no desafio da meninheira, que esta semana é… o OUTONO, pois claro! Mais alguém se entusiasma?

Read Full Post »

De há uns anos para cá que, a 22 de Setembro, se comemora o Dia Mundial Sem Carros (que coincide com o último dia da semana da mobilidade), e também, pelo menos o ano passado e este ano (não me lembro se nalgum outro anterior foi igual), um dos “acontecimentos” que o assinala é serem grátis nesse dia os transportes colectivos de alguma forma ligados à CP e à Carris, em Lisboa e no Porto.

O Pedro e o Alexandre, aproveitaram, obviamente, para ir “andar de transportes”.

Quando cheguei ontem a casa, já regressados e satisfeitos, disse-me o Alexandre: “Mãe, andámos em 4 transportes!” “Ai sim, filho? E quais foram eles?” E ele confirmando com os dedos, um, dois … “Comboio, Metro, Ferry Boat e Ascensor”. “O ascensor também era grátis?”, perguntei admirada ao Pedro. “Sim, pertence à Carris. Andámos no Ascensor (Elevador) da Bica”.

Um grande passeio que num outro dia custaria bem caro…                 😉

Há um ano atrás, neste mesmo dia, ele e a irmã Catarina e o namorado dela, tinham aproveitado para ir de eléctrico até à Praia das Maçãs, também gratuitamente e experimentar os Segwey (havia uma demonstração em Sintra).

Read Full Post »

Areia e água (muito importante a água e às vezes nem sequer a mencionamos como fazendo parte dos materiais de construção e/ou da modelagem!                     🙂

A praia de S. Martinho do Porto:

DSC02201

Está já muito diferente de quando a frequentava por volta dos meus 16 anos, junto à baía não havia prédios nenhuns, só casinhas baixas… nem esta grande quantidade de toldos!

DSC02202

DSC02203E bem, sim , filho é desta areia que se faz o vidro!

E a areia e a água, juntamente com o cimento, também entram na composição do betão com que se constróiem as casas e os túneis e as pontes.

E também podemos agora “construir” um túnel e uma ponte ao mesmo tempo, só com a areia e a água… aqui está: ponte
DSC02204e ao mesmo tempo túnel (delírio!)

DSC02205E também se moldam castelos, como este

DSC02259DSC02271DSC02268

(num outro dia, na mesma praia _ estava um pouco de vento, mas aproveita-se à mesma o ar do mar…)

DSC02255

(nesse dia o windsurf estava em alta!):

DSC02265e a alta velocidade:

DSC02262E também se moldam “pistas de comboio”

DSC02207e somos uma automotora

DSC02209E não tendo muito a ver com este assunto, este é um saco pintado pela mana Catarina num dia em que se resolveu entreter enquanto fazíamos um piquenique e que agora usamos nas mais variadas situações (normalmente ando com ele na mala dobradinho, não pesa nada e dá muito jeito quando faço poucas compras e não quero usar saco plástico para as transportar)DSC02208Beijinhos a todos e bom regresso de férias! Até breve!

Read Full Post »

p1000897Para quem vive a muitos quilómetros do mar, como nós, as férias de Verão são sempre um acontecimento muito esperado, pois é para lá que vamos: para “onde a terra acaba e o mar começa” – saiu-me num momento de inspiração (pomposa) quando uma delas perguntou onde estávamos, há poucos dias atrás. A verdade é que a frase impressionou e foi mote para uma daquelas conversas em cadeia, que passou pela geografia, pela literatura, pela história… No fundo, a contrariar quem opina que uma criança que siga apenas os seus interesses e curiosidade, acabará por nunca ter contacto com alguns dos temas “essenciais” (seja lá o que isso for).

A estátua de D. Sancho, à entrada do castelo de Silves

A estátua de D. Sancho, à entrada do castelo de Silves

Outros acontecimentos que impressionaram, durante as férias que agora terminam:

* uma visita ao castelo de Silves, e a monumental estátua de D. Sancho que está mesmo à entrada. A M. entusiasmou-se com a máquina e tirou fotografias  às bandeiras (de Portugal e de Silves), às seteiras, às açoteias das casas em redor, às escavações arqueológicas…

* a pesca com o pai – a persistência da M. surpreendeu-me, mas os esforços foram recompensados com uma salema, três sargos (dois deles devolvidos à água) e uma baila (espécie de robalo)

* as poças de maré e os seus inúmeros e fascinantes habitantes

* as dunas e o chorão que as invade

* uma visita ao ZooMarine, com direito a fazer festas num golfinho

M. a pescar

M. a pescar

Anémona numa poça de maré

Anémona numa poça de maré

Chorão em avanço descontrolado sobre a vegetação das dunas

Chorão em avanço descontrolado sobre a vegetação das dunas

C. a fazer festas no "seu" golfinho

C. a fazer festas no "seu" golfinho

Todos eles foram acompanhados de muitas observações, fotografias, conversas e algumas leituras e pesquisas, com a ajuda destes livros, que recomendo:

Descobrir a Praia

Descobrir as Poças de Maré

Beira-Mar (Enciclopédia Visual)

Fauna e Flora do Litoral de Portugal e Europa

Segredos da Água

A bandeira de Silves, no interior do castelo

A bandeira de Silves, no interior do castelo

Para terminar, aqui fica a lista das coisas que combinámos fazer no regresso das férias. Não sei se as faremos todas (embora algumas tenham sido feitas entretanto, pois já regressámos há uns dias e eu tardei a publicar o post), mas ficam as ideias, para ir lembrando:

– procurar a bandeira da nossa cidade (démos conta que não sabemos como é – vergonha… – ao observar a de Silves, no castelo)

– organizar a colecção de areias recolhidas nas praias que visitámos

– fazer jarras ou vasos com pasta de moldar e decorá-las com conchas trazidas da praia

– fazer um mini-herbário de algas (vai a meio)

– arranjar uma prateleira para expor os nossos achados da praia e para ir mudando à medida que avançam as estações do ano (esta já está!)

– pôr em prática as experiências propostas no livro “Segredos da Água” (ver link lá em cima) (já fizémos várias!)

– fazer uma árvore do tempo (hei-de explicar noutro post o que é)

– terminar o lagarto começado no curso de escultura de Junho, que não houve ainda tempo de acabar

Também programado para esta semana, está passar na livraria a recolher os manuais escolares da M., encomendados em Agosto (feito!), ir comprar alguns materiais necessários para os trabalhos listados lá em cima (feito!) e, finalmente, uma grande arrumação no escritório (vai mais ou menos a meio…), que é onde passamos uma boa parte do tempo de “aulas” e onde está guardada a maior parte dos materiais, outra ao lado da cozinha onde têm lugar os trabalhos mais exuberantes (pastas de moldar, plasticinas, pinturas várias…) e ainda uma limpeza à varanda e ao jardim, onde também passamos muito tempo, e que viémos encontrar cobertos de folhas secas, já a anunciar o Outono que não tarda a chegar.

C. a escrever uma história (por cima das letras que ela me ditou e eu escrevi a lápis)

C. a escrever uma história (por cima das letras que ela me ditou e eu escrevi a lápis)

O post já vai longo, por isso deixo-vos com votos de bom “regresso às aulas”, na certeza de que todos aprendemos tanto durante as férias como no resto do ano… e ainda bem que assim é!

Read Full Post »

Estivémos uns dias em Alcobaça, a convite de uma amiga.

Uma das muitas coisas que fizémos a “aproveitar a zona”, foi visitar uma “fábrica de vidro”, na Marinha Grande.

DSC02237

Também visitámos o Museu do Vidro, mas o que o Alexandre achou mais interessante foi ver um artesão que estava lá , com um maçarico, a moldar pecinhas em vidro.

DSC02211DSC02213DSC02214

Daí que percebemos que o interessante para ele era ver mais dessa parte do “fabrico e moldagem” e perguntámos que fábricas da Marinha Grande permitiam que fôssemos observar o processo.

Falaram-nos em duas (informação dada lá no Museu),  a “Montra do Vidro” (à qual nos dirigimos primeiro, mas que tinha feito uma paragem de férias, não pudémos ver nada do processo; avisaram que fazem nova paragem no início do ano) e a “Jasmim”.

DSC02249DSC02248

Na Jasmim, pudémos observar os fornos e a sua utilização para a moldagem de várias peças: jarras, pratos decorativos, objectos decorativos mais pequenos como cavalinhos…

DSC02216DSC02220DSC02218DSC02223DSC02222DSC02240DSC02228DSC02230DSC02244DSC02245

Também vimos que adicionavam uma cor, quando pretendiam, ainda pensei que fossem pigmentos, mas depois achei que não podia ser…

DSC02219A “máquina ” para o recozimento…

DSC02235DSC02232

O Alexandre perguntou-me de que era feito o vidro, se era “de fogo”. Eu respondi-lhe que era feito de areia, que a areia era aquecida a uma temperatura muito alta e “derretia-se” um pouco e enquanto estava assim quente e mole podia-se dar-lhe várias formas como o que aqueles senhores estavam a fazer. Eu lembrava-me ainda de ter aprendido isso na primeira visita de estudo que fizera na escola, tinha eu 8 anos, tinha ido a Fátima, às grutas de Santo António e precisamente à Marinha Grande visitar uma fábrica, na altura várias permitiam estas visitas, fábricas grandes, e já me tinham dito que agora não, só uma ou duas mais pequenas é que permitiam público a observar. Nunca esqueci nada do que vi e explicaram nesse dia, a ver “fazer vidro” e já tinha pensado que o Alexandre iria também gostar de ver, que haveríamos de proporcionar-lhe algo do género.

De facto agora não foi bem a mesma coisa, observávamos “de cima”, de um varandim, não se via ao pormenor tudo o que faziam. Mas mesmo assim foi interessante e o Alexandre gostou muito de ver; assim que voltámos a Alcobaça pegou nos seus “Legos” (que andam sempre com ele) e “construíu uma fábrica” (os fornos são as peças redondinhas):

DSC02251

Mas voltando ao processo do vidro, no final, quando estavam a fechar, às 19h, perguntámos ao último funcionário que ficara a terminar uma peça, como era “feito o vidro”, se a matéria prima era só areia.

Ele explicou-nos que poderia ser só areia, só que a temperatura de fusão seria muito alta, na ordem dos 1800 ºC. Então adicionam outras matérias primas como soda e potassa, diminuindo assim a temperatura de fusão para os 1400 ºC – 1500 ºC.

Explicou ainda que ali são uma fábrica pequena, fazem o que chamam de “peças livres”, que não têm que ser exactamente iguais umas às outras, daí não terem “linha de montagem” que existe nas fábricas maiores e onde o processo é todo mecanizado. Ali há pessoas que trabalham de noite a preparar a matéria-prima para o vidro (ficam umas “betoneiras” a misturar a areia, e as restantes matérias que lhe incorporam e depois alguém coloca porções da mistura nos fornos, ficando a fundir durante a noite). De manhã eles chegam e “pegam na fusão” como vemos nas fotos e vão moldando peças.

DSC02247

Entretanto perguntámos-lhe sobre a cor e ele disse que o que utilizam ali (nos frasquinhos que vimos) já vem preparado da Alemanha, são porções de vidro colorido moído (esmigalhado, melhor dizendo), que eles vão incorporando nas partes das peças às quais querem “dar cor”, pois ali só fazem mesmo “vidro branco” (transparente). Mas que, não sendo perito nessa área, sabe que, por exemplo, o vidro azul é feito adicionando cobalto, o amarelo, enxofre, o vermelho, óxido de ferro…

Saímos contentes com a explicação e, como disse há pouco, o Alexandre muito entusiasmado que resolveu “construir uma fábrica” em Lego, assim que chegámos.

Read Full Post »

Design a site like this with WordPress.com
Iniciar