PT94434B - Processo e dispositivo para o encurvamento e tempera por contacto - Google Patents
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Description
PROCESSO E DISPOSITIVO PARA 0 ENCURVAMENTO E
TEMPERA POR CONTACTO presente invento visa o encurvamento e a têmpera por contacto de chapas de vidro, nomeadamente para a produção de vidraças destinadas, por exemplo, a veículos automóveis, devendo possuir uma precisão de forma muito grande, em caso de quebra uma fragmentação de acordo com as normas de segurança e uma qualidade óptica que satisfaça igualmente as normas mais severas.
é conhecido por exemplo pelo pedido de patente EP—A— 277 074 de proceder simultâneamente ao encurvamento e à têmpera de chapas de vidro que são para esse fim aquecidas antecipadamente para além da sua temperatura de deformação plástica e trazidas entre duas placas de arrefecimento e compressão cujo perfil corresponde à curvatura que se pretende conferir à chapa de vidro. As chapas de vidro são prensadas entre as placas até a sua temperatura ser suficientemente baixa para que a sua forma se fixe. Esse processo é particularmente vantajoso para as vidraças de vidro delgado, por exemplo, de menos de 3 mm de espessura, que é difícil de levar depois do encurvamento a uma temperatura suficientemente elevada para uma têmpera térmica;
isto devido ao facto da rapidez do seu arrefecimento ao ar, logo que as vidraças de vidro fino saiem do forno de aquec imento
Uma outra razão do desenvolvimento desses processos de encurvamento-têmpera por contacto é o objectivo de obtenção de uma perfeita curvatura duma vidraça, nomeadamente a supressão dos defeitos chamados duplo-encurvamento, isto é curvaturas não desejadas, devidas nomeadamente à acção da gravidade quando a chapa de vidro não é sustida em todos os pontos da sua face inferior.
No entanto, os autores do presente invento observaram um ligeiro desvio do perfil da chapa de vidro em relação ao das placas de arrefecimento e de compressão cuja origem é em parte devida à relaxação incompleta das tensOes de enformagem e mais precisamente tensões de flexão. Essas tensões de flexão são máximas na proximidade das superfícies do vidro - isto é são máximas nos locais mais rápidamente arrefecidos e portanto para os quais é mínimo o período durante o qual o relaxamento das tensões pode efectivamente produzi ϊ—se. De resto, o não relaxamento das tensOes pode acarretar localmente tensOes superiores à resistência do vidro e o partii—se a vidraça.
έ possível prolongar esse período durante o qual se pode produzir esse relaxamento procedendo com chapas de vidro cuja temperatura inicial é maior e que portanto sofrem um arrefecimento de maior intensidade. No entanto, existe em termos de qualidade óptica um limite ao aquecimento inicial da chapa de vidro. Com efeito, se as chapas de vidro forem transportadas na horizontal sobre os rolos — o que é ao mesmo tempo o modo de transporte mais simples, mais económico e em grande parte o menos susceptível de acarretar marcas ou manchas pelos esmaltes - o vidro excessivamente quente tem uma ligeira tendência para descair entre os rolos, o que cria defeitos do tipo tela ondulada cujos vestígios persistem mesmo depois da prensagem durante a étapa de encurvamento— têmpera por contacto.
De resto, com o processo de encurvamento-têmpera por contacto não é possivel práticamente prolongar a fase de enformagem procedendo por exemplo a uma dobradura progressiva das formas de encurvamento - isto evidentemente pelo facto de o tempo de enformagem ser calculado na medida em que a chapa de vidro sofre simultâneamente um intenso arrefecimento pelas placas de arrefecimento e de compressão. A utilização de materiais tampões adequados contribui com uma solução para este problema, mas únicamente se se ficar no caso de velocidades de prensagem habituais para uma têmpera por contacto. Com efeito, se o tempo de enformagem imprimido for excessivamente longo, no final da enformagem produz-se uma quebra porque o vidro estã então excessivamente frio para suportar a taxa de deformação. Esta limitação do tempo de enformagem acarreta uma limitação das curvaturas susceptíveis de ser conferidas por este processo. De resto, no absoluto, prolongar a fase de enformação reduz a cadência de funcionamento da linha de produção, o que é sempre um defeito para um uso industrial.
Por outro lado, é conhecido por numerosos processos de fabricação de vidraças encurvadas e temperadas nas quais estas duas operações são efectuadas em tempos e lugares distintos, nomeadamente processo segundo os quais as chapas de vidro são aquecidas em posição horizontal num forno que elas atravessam, por exemplo, veiculadas por um transportador formado por rolos, depois são levantadas acima do transportador por meios mecânicos ou de natureza pneumática sobretudo por aspiração ou por sopragem de ar quente — aplicadas contra um elemento superior plano ou constituindo uma forma de encurvamento, depois deixadas sobre um elemento inferior, por exemplo, um anel aberto no seu centro, o que
leva a chapa de vidro até um dispositivo de têmpera térmica por sopragem de ar frio por meio de caixas de têmpera. Segundo os casos, a enformagem da chapa de vidro opera-se exclusivamente sobre o elemento inferior, pareialmente onde já está acabada quando o vidro é depositado sobre o elemento inferior. Também é conhecido processos que nSo utilizam o elemento inferior — ou sómente para a étapa de encurvamento — e segundo os quais a transferência da chapa de vidro encurvada até ao dispositivo de têmpera opera-se directamente sobre a forma superior que ê neste caso móvel ou ainda sobre um transportador formado por um leito de rolos eventualmente curvos. A estes processos de encurvamento-têmpera tendo por característica comum, o uso dum elemento superior e o deslocamento vertical da chapa de vidro, é preciso juntar ainda os processos de encurvamento segundo os quais se faz progredir a chapa de vidro sobre um leito de conformação, constituído por exemplo por guias montadas segundo um caminho curvo mencionados acima s3o bem conhecidos na arte encontrai—se exemplos nas publicações de patentes US-A3527589, EP-A-3391, EP-A-5306, FR-A-2085464, FR-A-2312463,
FR—A—2442219, FR-A-2549464, FR-A-2549465, FR-A-2554436, FR-A2567508, FR—A—259675C, FR-A-2596751.
ou hastes T odos os direitas, processos e podem ) Estes processos permitem atingir cadências muito elevadas, mesmo para formas de vidraça relativamente complexas, no entanto na medida em que a prioridade é dada sistemáticamente à qualidade óptica, é práticamente impossível obtei—se uma conformidade perfeita ao perfil e nomeadamente evitar-se o defeito de duplo-encurvamento. É preciso notar que as diferenças de perfil são tanto mais sensíveis quanto menor for a espessura da chapa de vidro, o que explica o interesse aumentado pelos processos de encurvamento-têmpera por contacto para vidro delgado.
presente invento tem por finalidade primeiro
melhorar os processos de encurvamento-têmpera por contacto, de maneira que seja possível obter em condições suficientemente industriais, vidraças que possam apresentar todos os tipos de curvatura, nomeadamente os que se traduzem por pequenos raios de curvatura, e isto com uma precisão muito grande do perfil.
A solução para este problema proposta pelo invento consiste numa operação de pré-enformagem num ambiente quente, antes de proceder à operação de encurvamento-têmpera por contacto. Por ambiente quente, entende—se aqui que a préenf ormagem deve ser conduzida em condições tais que a temperatura das chapas de vidro seja igual à sua temperatura de encurvamento-têmpera quando são conduzidas entre as placas de arrefecimento e de compressão.
Vantajosamente, em todas as direcções da chapa de vidro, a diferença entre a curvatura definitiva desejada pela chapa de vidro e a sua curvatura inicial conferida pela préenf ormagem é em toda a parte da chapa de vidro inferior a 1 m_l ; lembramos que a curvatura num ponto dado da chapa de vidro é igual por definição ao inverso do raio de curvatura nesse ponto. Por outras palavras, seja qual for a forma escolhida, a operação de encurvamento-têmpera por contacto pode ser efectuada à mesma velocidade que a operação de encurvamento-têmpera para uma chapa de vidro plana à qual foi conferido um raio de curvatura pelo menos de 1 metro. A préenf ormagem tem assim por finalidade aproximar grosseiramente a curvatura definitiva sobretudo nos locais onde estão localizados os pequenos raios de curvatura. Pode ser assim efectuado de forma extremamente rápida, sem se preocupar da eventual formação de curvaturas parasitárias que serão recuperadas durante a fase de prensagem da operação de encurvamento-têmpera por contacto, mas tendo o cuidado absoluto de não induzir defeitos ópticos, durante a fase de pré-enformagem ou durante a fase de transferência até ao dispositivo de encurvamento—têmpera por contacto.
Esta fase posterior de recuperação da curvatura dá uma flexibilidade muito grande ao processo segundo o invento. Na medida em que a diferença entre as curvaturas fica sempre inferior a 1 m~^ por exemplo, pouco importa que a chapa de vidro perca durante a transferência um pouco da curvatura que lhe foi conferida no decurso da pré—enformagem - ou adquira uma suplementar. Por esse facto, a transferência pode ser obtida por meio dum transportador com almofadas de ar (que não pode acarretar defeitos ópticos), dum transportador de rolos eventualmente em forma ou dum tapete metálico constituído por uma banda flexível formada dum tecido ou duma malha em fibras metálicas, resistentes ao calor, apresentando uma resistência à passagem do calor medida perpendicularmente ao plano da banda compreendida entre 0,25 x 10-3 e 5 x 10~3 m3.K.W~l, a referida banda flexível intercalando-se entre a chapa de vidro e a placa inferior de compressão e arrefecimento.
Em uti1izar—se que servem conformação substituição destes transportadores, pode também directamente os elementos de conformação para a pré-enformagem, quer seja um leito de conferindo progressivamente uma curvatura ao vidro ou quer sejam elementos contra os quais se aplica a chapa de vidro sobretudo formas de prensagem macho e fémea, plenas ou constituídas por anéis cobertos no seu centro. Regra geral, os elementos de prensagem — que estão associados a forças de natureza mecânicas ou pneumáticas - são preferidos segundo o invento - porque são bem convenientes à obtenção de pequenos raios de curvatura. A prensagem por uma corrente ascendente de ar quente é mais particularmente preferida, mas pode haver igualmente uma prensagem por aspiração, isto é que a chapa de vidro seja plaqueada contra o elemento superior em forma por uma aspiração criada, por exemplo, na proximidade da periferia da chapa de vidro ou na proximidade da superfície do referido elemento superior.
Entre todos os processos acima enumerados, deve ser feita menção especial aos que, na fase final do encurvamento e portanto aqui da pré-formagem, trazem a chapa de vidro sobre um suporte anelar sobre o qual assentam as bordas da chapa de vidro. Nestes casos, a parte central da chapa de vidro - que após a montagem do vidro num veículo é na maioria das vezes a única visivel, não corre o risco de estar marcada. Para mais, sabe-se que se as vidraças forem revestidas com uma camada de esmaltagem, esta fica sempre virada para o interior do veículo, lado menos exposto às intempéries ; por outras palavras, os esmaltes - que durante o encurvamento estão parcialmente no estado fundido com um grande risco de manchas - estão sobre a face côncava do vidro e não sobre a sua face convexa que assenta sobre o suporte anelar. De resto, esta armação anular pode muito bem ser utilizada para transferir as chapas de vidro do dispositivo de pré-enformagem para o dispositivo de encurvamento-témpera por contacto - como é conhecido pelos processos de têmpera térmica com caixas de sopragem de ar frio, ainda mais no caso particular do invento, com a vantagem de dar uma precisão muito grande da posição da chapa de vidro em relação às placas de arrefecimento e de compressão, precisão que é uma das condições da obtenção de vidros perfeitamente conformes ao perfil.
Como indicado anteriormente, um aspecto essencial da pré—enformagem antes da operação de encurvamento-témpera é a possibilidade de reduzir em todos os casos a deformação que sofre o vidro entre as placas de arrefecimento e de compressão a uma deformação correspondente a uma curvatura de menos de 1 m-^·. Assim, é possível obter—se vidros de qualquer raio de curvatura, enquanto que na ausência de préenf ormagem, os raios de curvatura mínimos estão próximos de 0,85 m - ou mesmo superiores para uma maior qualidade óptica.
uma
Como corolário, esta pré-enformagem permite redução importante do tempo de enformagem entre as prensas de arrefecimento e de compressão e dal um aumento das cadências de produção, sobretudo permitindo uma aceleração da velocidade de prensagem na medida em que a fase de encurvamento pode ser breve.
Uma outra vantagem importante é a de que é possível procedei—se à étapa de encurvamento e de têmpera por contacto com as chapas de vidro cuja temperatura inicial é relativamente baixa, o que limita ao máximo os riscos de formação de defeitos ópticos. Por temperatura baixa, entendese aqui uma temperatura inferior a 65Θ5 C e de preferência a 6305 C, mas evidentemente para além da temperatura de deformação plástica da chapa de vidro, de forma a poder dar o complemento de curvatura.
De resto, o processo segundo o invento é particularmente conveniente a uma das formas de realização descrita no pedido de patente já citado EP—A-277 074, a saber, aquele segundo o qual se escolhe operar um encurvamento-têmpera por contacto por meio de placas de arrefecimento mais pequenas do que as chapas de vidro. A escolha dessa forma de proceder é particularmente vantajosa nos casos de vidraças de grandes dimensões, porque à medida que aumentam as dimensões das vidraças, a construção das placas de arrefecimento perfiladas adequadas suscita cada vez mais dificuldades. Além disso, torna-se cada vez mais difícil produzir a pressão de compressão uniforme necessária e evacuar as quantidades de calor crescentes pelo arrefecimento das referidas placas. Note-se ainda que este processo preferido permite o emprego duma armação de transferência do vidro que fica no local durante a têmpera por contacto.
Uma outra dificuldade bem conhecida para a qual as placas de arrefecimento e de compressão mais pequenas do que
a chapa de vidro podem contribuir com um remédio satisfatório é a apresentada por vidraças cujas regiOes marginais são cobertas por esmaltes destinados a formar uma camada opaca formando enquadramento e disfarçando, por exemplo, a cola utilizada para a montagem do vidro no veiculo, É evidente que as dificuldades pormenorizadas acima, com referência à préenformagem encontram-se idênticamente e a vantagem de proceder com placas de arrefecimento e de compressão que não cobrem essas zonas marginais esmaltadas é deste ponto de vista perfeitamente evidente.
principal defeito da forma de realização ensinada por EP-A-277 074 reside sobretudo no facto de a parte do vidro exterior nâo ficar submetida à compressão e portanto nâo ser directamente encurvada, embora na condição de as partes exteriores não representarem senão uma fracção bastante pequena da superfície e a viscosidade do vidro não ser excessivamente fraca, a rijeza do vidro é suficiente para que essas zonas sigam em parte, pelo menos, a curvatura conferida à parte central. Com uma fase de enformagem antecipadamente de acordo com o processo segundo o invento, torna—se possível conferir mesmo a essas zonas marginais a curvatura desejada e isto sem correr o risco de danificar as partes esmaltadas e/ou sujar as placas de arrefecimento pelos f esma1tes.
Pode ser vantajoso pré-formar essas vidraças esmaltadas utilizando um suporte anelar em forma que sirva de forma de prensagem e/ou de ferramenta de transferência até ao dispositivo de encurvamento-têmpera comportando placas de arrefecimento e de compressão menores do que as chapas de vidro - e associando com esse dispositivo, um dispositivo de sopragem de ar frio sobre as zonas marginais do vidro. Pode operar-se com uma armação que apresente uma superfície de suporte da chapa de vidro discontínua, para uma evacuação melhor do ar frio soprado — o que previligia a qualidade da
têmpera — ou com uma armação contínua — o que é sinónimo duma qualidade óptica melhor na medida em que se evitam assim os defeitos que podem ser gerados durante a prensagem eventual na ocasião da fase de pré—enformagem, armação que é então evacuada justamente antes de se proceder à sopragem ao longo das zonas marginais.
No sentido estrie to, a noção segundo o invento de pré-enformagem não se aplica evidentemente senão no caso da produção de vidros apresentando uma curvatura não nula. No entanto uma das vantagens numerosas da pré—enformagem é a de permitir optimizar as temperaturas de superfície das chapas
J de vidro. Com efeito, os autores do presente invento constataram que esta noção podia ser numa certa medida, estendida mesmo ao caso de vidros planos. Com efeito, constatou-se que qualquer dissimetria, mesmo pequena, entre as temperaturas das duas faces opostas da chapa de vidro é bastante para acarretar após a têmpera, uma certa diferença em relação ao perfil esperado, o lado inicialmente o mais frio correspondendo ao lado convexo do vidro. A préenformagem torna-se, sob este ponto de vista, muito interessante, seja para conferir ao volume uma curvatura inversa que será compensada durante a operação de têmpera por contacto, seja mais simplesmente para não constituir senão ) uma simples fase de condicionamento térmico da chapa de vidro. Os fornos muitas vezes utilizados têm tendência, por exemplo, para aquecer mais a face superior da chapa de vidro do que a face inferior que, em parte, está escondida pelos rolos que suportam o vidro, pode então tentai—se compensar a diferença de temperatura entre as faces por meio dum aporte especifico de calor reservado à face inferior, aporte que pode ser obtido por exemplo por uma corrente de ar quente ascendente, exercendo uma pressão dinâmica uniforme. Uma mesma linha de produção pode ser assim utilizada para todos os tipos de vidraças.
maioria dos técnica são
Como se explica mais acima, a dispositivos de encurvamento conhecidos da convenientes para a realização do invento, produção concebida para o processo segundo portanto essencialmente formada dum forno, encurvamento a quente sem arrefecimento de posto de encurvamento-têmpera por contacto e transferência das chapas de vidro entre os dois de encurvamento.
| Uma | 1 inha | de |
| o | invento | é |
| dum | posto | de |
| têmpera, | dum | |
| de | meios | de |
dispositivos
Em certos casos, é no entanto vantajoso utilizar o dispositivo especifico descrito a seguir em referência aos desenhos anexos que representam :
• a figura 1 : uma vista do conjunto esquemático duma instalação de encurvamento e de têmpera, . a figura 2 : uma vista em perspectiva dos elementos essenciais do posto de compressão e de têmpera, • a fidura 3 : uma vista do posto de compressão e de têmpera no momento de posicionamento da vidraça pré— encurvada, ) . a figura 4 : uma vista do posto de compressão e de têmpera no momento da operação de compressão e de têmpera, . a f iqura 5 : uma vista em corte ilustrando a estrutura das ferramentas de encurvamento arrefecidas, . a f iqura 6 : uma vista, em escala maior, duma parte da figura 5.
Uma instalação para a execução do processo de acordo com o invento compreende, como mostra esquemáticamente a figura 1, essencialmente três postos, a saber, um posto de encurvamento A, um posto ou plataforma de compressão e de têmpera B e uma plataforma de evacuação C.
As vidraças 1 a encurvar são aquecidas à temperatura de encurvamento num forno contínuo 2 duma maneira conhecida. Por meio dum transportador constituído, por exemplo, por rolos 3, as vidraças aquecidas são transportadas através do forno 2 e até à plataforma de encurvamento A onde se procede à pré-enformagem.
No caso representado, a operação de encurvamento efectua-se na plataforma de encurvamento A pelo processo de encurvamento com ar quente conhecido de US-A-4682997. A plataforma de encurvamento A compreende, para esse efeito, uma forma superior de encurvamento plena, convexa 6 instalada por cima dos rolos 3. A forma de encurvamento 6 está fixada a uma armação 7, montada pela sua parte sobre hastes 8 que podem ser deslocadas verticalmente por meio de dispositivos de arrastamento 9 apropriados, de maneira que a forma de encurvamento & pode ser trazida para a posição abaixada representada nos desenhos e numa posição subida. Por baixo dos rolos 3 está prevista uma conduta de alimentação 12 pela qual é encaminhado o ar quente segundo um débito volúmico pré—determinado e sob uma pressão pré-determinada, de maneira ) que a corrente de ar quente ascendente seja dirigida para a forma superior 6. Depois de ter atravessado a câmara de encurvamento, a corrente de ar quente sai pelo canal 13 e em seguida é reciclada para a conduta 12.
Por meio do fluxo de gás quente, a vidraça 1 é prensada contra a superfície de moldagem do molde de encurvamento 6 e toma assim a forma que é pré-definida por esta. A câmara de encurvamento própriamente dita é rodeada por um local 14. A parede 15 do local 14 apresenta uma abertura 16 que é fechada por uma porta 17 durante a operação de encurvamento.
A plataforma de compressão e têmpera B compreende um molde 20 superior convexo arrefecido por exemplo por água e um molde inferior 30 inferior côncavo também arrefecido. Os dois moldes 20 e 30 definem uma superfície menor do que a da vidraça 1'. Os dois moldes são rodeados por condutas anelares, respectivamente designadas 40 e 41 para a distribuição de ar frio. As condutas 40, 41 compreendem respectivamente bicos de sopragem 42, 43 dirigidos para as regiões marginais da vidraça 1'. As condutas 40 e 41 sSo alimentadas de ar por intermédio de tubos flexíveis de sopragem de ar frio de alimentação 44 e 45.
molde superior 20 está instalado conjuntamente com a conduta anelar 40 sobre uma armação 46 cuja posição vertical é comandada por meio do macaco pneumático ou hidráulico 47. Igualmente, o molde inferior 30 está instalado conjuntamente com a conduta anelar 41 sobre uma armação comum 43, cuja posição vertical é comandada por meio do macaco pneumático ou hidráulico 49.
A plataforma de transferência C compreende essencia1mente um carrinho 52 que se desloca sobre rails 51 paralelos ao eixo de direcção de transporte das chapas de vidro. O carrinho 52 tem um macaco pneumático 53 $ sobre a haste do pistão 54 do macaco 53 está fixada uma armação 55 na qual estão suspensas ventosas 56. Por meio deste dispositivo de transferência, as vidraças sSo agarradas depois da têmpera pelas ventosas 56, içadas e depositadas sobre um transportador móvel de rolos 58.
A transferência da vidraça 1' depois da plataforma de encurvamento A até à plataforma de transferência C efectua-se por meio duma armação anelar 60 correspondente à forma da vidraça encurvada. A armação 60 está montada sobre um carrinho 61 provido de rodas 62 que rolam sobre carris 63 paralelos aos carris 51.
A construção das ferramentas de compressão e de têmpera e a sua forma de funcionamento deduzem-se do pormenor das figuras 2 a 6. 0 molde superior 2®, que garante simultâneamente a compressão, o arrefecimento brusco da zona central para a têmpera de vidraça 1' ê constituído por um corpo metálico provido de canais 21 atravessados pela água de arrefecimento. Pode utilizai—se igualmente para realizar placas de arrefecimento, qualquer material de pouco valor da relação coeficiente de dilatação linear sobre a conductividade térmica, nomeadamente de grafite como indicado no pedido de patente EP-A-312441. A água de arrefecimento é admitida por um tubo flexível 22 e evacuada pelo tubo flexível 23. Sobre a superfície de moldagem própriamente dita, o molde 2® está provido duma camada 24. A camada 24 é feita dum material que, numa pequena medida, possui uma deformabi1 idade elástica que lhe permite aplicar-se de maneira óptima por toda a sua superfície sobre a superfície do vidro e que possui por outro lado boas propriedades de conductibi1 idade térmica. A camada 24 pode, por exemplo, ser feita duma placa de grafite lamelar de aproximadamente la 2 mm de espessura, disponivel sob a marca comercial SIGRAFLEX (marca registada da Sociedade SIGRA GMBH, constituída segundo o direito da República Federal Alemã). Como mostram as figuras 5 e 6, esta placa de grafite lamelar 25 está coberta e retida por uma tela metálica fina 26 que, pela sua parte, está fixada às paredes laterais do molde 2®. A tela metálica 26 é igualmente constituída dum metal que possui uma conductância térmica adequada - como está indicado no pedido de patente EP—A—312441 pré—citado — e que apresenta uma espessura fraca compreendida por exemplo entre ®,1 e 0,3 mm.
molde inferior 3® é construído duma maneira análoga. Está igualmente provido de canais 31 que são atravessados pela água de arrefecimento. A água de arrefecimento é admitida pelo tubo flexível 32 e evacuada pelo tubo flexível 33. A superfície do corpo metálico do molde de compressão 30 está de novo provida duma camada elásticamente flexível 34 que é feita duma placa de grafite lamelar 35 coberta duma tela metálica 36.
Os moldes 20 e 30 têm um comprimento em superfície que é inferior ao da vidraça 1' numa medida tal que a largura L da região marginal da vidraça que ultrapassa lateralmente os molde é de 1 a 10 cm. Nesta região marginal, a vidraça 1' é temperada por meio de jactos de ar frio que saiem dos bicos de sopragem 42 e 43.
Para evitar deformações da vidraça 1' ao nível da borda dos moldes 20 e 30, as superfícies de moldagem dos moldes apresentam ao nível das suas bordas, de cada vez, um raio de curvatura diferente do da vidraça 1', como mostram claramente as figuras 5 e 6. A pressão de compressão ê assim descida sempre até zero numa região de transição R, o que exclui qualquer risco de deformação da vidraça neste ponto. Além disso - deduz-se mais precisamente da figura 4, durante a operação de compressão e de têmpera própriamente dita, a vidraça 1' está ligeiramente levantada da armação de moldagem 60, de forma que a armação de moldagem 60 não transmite, durante esta operação, nenhuma força eventualmente perturbadora, à vidraça 1'.
A vidraça 1' é levantada da armação de moldagem 60 pelo molde inferior 30 que é içado pelo macaco 49. Numa variante ou em outra, a armação de moldagem 60 pode ser montada igualmente de forma móvel para cima e para baixo, de forma que a vidraça 1' pode ser depositada sobre o molde inferior 30 por abaixamento da armação de moldagem 60 e que, logo que a vidraça 1' é assumida pelo molde de recompressão inferior 30, a armação de moldagem 60 separa-se da vidraça 1' por um abaixamento suplementar.
O processo executado por meio do dispositivo descrito acima desenrola-se da maneira seguinte.
A vidraça 1 aquecida à temperatura de encurvamento penetra na câmara de encurvamento 14. Durante esse tempo, a abertura 16 é fechada pela porta 17. 0 molde de encurvamento 6 vem ocupar a sua posiçSo da extremidade inferior na qual ele se encontra um pouco acima do plano de transporte das chapas de vidro. A vidraça é colocada por baixo do molde de encurvamento 6. A corrente de ar quente pela qual a vidraça é prensada contra a superfície de encurvamento do molde de encurvamento 6 é então desencadeada.
encurvamento 6 encurvamento 6 armação anelar
Mantendo-se a corrente de ar quente, o molde de encurvamento é deslocado para a sua posição superior com a vidraça 1'. Ao mesmo tempo, a porta 17 é aberta o que liberta a trajectória da armação anelar 60 que, até esse instante se encontrava fora da câmara de encurvamento. O carrinho 61 que suporta a armação anelar 60 desloca-se em direcção à câmara de encurvamento até que a armação 60 se encontre exactamente por baixo da vidraça 1' mantida contra o molde de pela corrente de ar quente. 0 molde de é neste momento deslocado em direcção à 60 e o débito volúmico da corrente de ar quente é reduzido ao ponto da vidraça 1' se destacar do molde de encurvamento 6 e se depositar sobre a armação anelar 60.
Logo que a vidraça 1' se separa do molde de encurvamento 6, este de novo se desloca para cima e a armação anelar 60 que suporta a vidraça 1' encurvada é introduzida na plataforma de compressão ε têmpera Β. A fraca deformação da vidraçRa 1' que se produz inevitávelmente durante o transporte da vidraça encurvada quente, e que é devida ao descaimento da vidraça na sua zona central sob o efeito do seu próprio peso, é neste momento anulada na plataforma de compressão e têmpera. Imediatamente após o posicionamento da armação 60 entre os moldes de arrefecimento e de compressão 20 e 30,
estes moldes são deslocados um para o outro, de forma que a vidraça 1' é ligeiramente levantada da armação de moldagem 60 pelo molde inferior. Pelo contacto sob pressão com os dois moldes arrefecidos 20 e 30, a vidraça 1' adquire a sua forma final na sua zona central e é simultâneamente temperada térmicamente pelo arrefecimento rápido. Ao mesmo tempo, as condutas de distribuição de ar 40 e 41 são alimentadas de ar frio, de forma que a região marginal é também rápidamente arrefecida e consequentemente temperada.
Logo que está terminada a operação de arrefecimento, os dois moldes de arrefecimento e de compressão 20 e 30 são devolvidos à sua posição inicial. Desta forma, a vidraça é libertada. O carrinho 61 com a vidraça 1' é levado nessa altura para a plataforma de transferência C onde a vidraça é levantada da armação de moldagem 60 e é depositada sobre o transportador de rolos 58.
RESUMO
Q invento refere-se à fabricação de vidraças para automóveis. Segundo o invento, pré—formam—se as vidraças antes de as submeter a uma têmpera por contacto.
Numa variante preferida, a têmpera por contacto só diz respeito à região central da vidraça ¢1) e a banda marginal é temperada por sopragem de ar frio (40, 41).
Claims (17)
- RE I VINDI CAÇOE SIa - Processo de encurvamento e de têmpera simultânea por contacto de chapas de vidro, caracterizado por uma pré-formagem das chapas de vidro num ambiente quente sendo tal que a temperatura das chapas de vidro seja igual à sua temperatura de encurvamento-têmpera ao mesmo tempo que são conduzidas entre as placas de arrefecimento e de compressão.
- 2a - Processo de encurvamento-têmpera por contacto segundo a reivindicação 1, caracterizado pelo facto de todas as operações serem efectuadas enquanto as chapas de vidro estão em posição horizontal ou sensivelmente horizontal.
- 3a - Processo de encurvamento-têmpera por contacto segundo a reivindicação 1 ou 2, caracterizado pelo facto de que em todas as direcções da chapa de vidro, a curvatura inicial conferida à chapa de vidro durante a pré-formagem ser tal que a distância entre a sua curvatura definitiva e a referida curvatura inicial é inferior a 1 m~!.
- 4a - Processo de encurvamento-têmpera por contacto segundo qualquer uma das reivindicações 1 a 3, caracterizado pelo facto de a temperatura das chapas de vidro depois da pré-formagem ser inferior a 650 C e de preferência a 630 C.
- 5a - Processo de encurvamento-têmpera por contacto segundo qualquer uma das reivindicações precedentes, caracterizado pelo facto de as chapas de vidro pré-formadas serem transferidas da estação de pré-formagem para a estação de encurvamento-têmpera por contacto por meio dum dos elementos de conformação que serve para a pré-formagem.
- 6a - Processo de encurvamento-têmpera por contacto segundo a reivindicação 5, caracterizado pelo facto de o referido elemento de conformação ser uma armação em forma anelar.
- 7a - Processo de encurvamento-têmpera por contacto segundo qualquer uma das reivindicações precedentes, caracterizado pelo facto de a pré-formagem ser obtida por uma prensagem.
- 8a - Processo de encurvamento-têmpera por contacto segundo a reivindicação 7, caracterizado pelo facto de a prensagem ser efectuada por uma corrente ascendente de ar quente.
- 9a - Processo de encurvamento-têmpera segundo a reivindicação 7, caracterizado pelo facto de a prensagem ser obtida por aspiração.a - Processo de encurvamento-têmpera por contacto segundo qualquer uma das reivindicações de 1 a 5, caracterizado pelo facto de a pré-formagem ser obtida fazendo progredir a chapa de vidro sobre um leito de conformação.
- 11a - Processo de encurvamento-têmpera por contacto segundo uma ou várias das reivindicações precedentes, caracterizado pelo facto de a operação de encurvamento-têmpera por contacto das chapas de vidro ser realizada deixando as zonas marginais da vidraça que ultrapassam os moldes de compressão e de arrefecimento, as referidas zonas marginais sendo temperadas por sopragem de jactos de ar frio.
- 12a - Processo segundo a reivindicação 11, caracterizado pelo facto de a região marginal ou a banda marginal de contorno a temperar por sopragem de jactos de ar apresentar uma largura (L) de 1 a 10 cm.
- 13a - Processo de encurvamento-têmpera por contacto segundo qualquer uma das reivindicações precedentes, caracterizado pelo facto de a região marginal ou a banda marginal de contorno a temperar por sopragem de jactos de ar estar provida duma borda decorativa imprimida em esmalte para cozer.- Dispositivo para a execução do processo segundo uma das reivindicações 1 a 12, caracterizado por um forno, uma plataforma de encurvamento (A) a quente, uma plataforma de encurvamentotêmpera por contacto (B) e meios de transferência das chapas de vidro entre os dois dispositivos de encurvamento.
- 15a - Dispositivo para a execução do processo segundo a reivindicação 11 ou 12, caracterizado por um forno, uma plataforma de pré-formagem (A), uma armação anelar (60) que recebe a vidraça encurvada (1') e montada sobre um carrinho deslocável (61) e uma plataforma de encurvamento-têmpera (B) a seguir à plataforma de pré-formagem na qual as ferramentas de compressão e arrefecimento são constituídas por dois moldes arrefecidos (20, 30) apresentando dimensões menores do que as da vidraça (1') e bicos de sopragem (42, 43) dispostos ao lado dos moldes (20, 30) que actuam sobre as regiões marginais da vidraça (1') que ultrapassam lateralmente os moldes e alimentados de ar frio por meio duma conduta de distribuição de ar (40, 41).
- 16a - Dispositivo segundo a reivindicação 15, caracterizado pelo facto dos moldes arrefecidos (20, 30) estarem providos de canais (21, 31) e estarem munidos, na sua superfície virada para a vidraça (1') duma camada elásticamente flexível (24, 34) de alta conductibilidade térmica.a - Dispositivo segundo a reivindicação 16, caracterizado pelo facto de a camada elásticamente flexível (24, 34) de alta conductibilidade térmica ser feita duma placa (25, 35) de 1 a 2 mm de espessura de grafite laminar e duma tela metálica (26, 36) que cobre o grafite.18a - Dispositivo segundo qualquer uma das reivindicações 15 a
- 17, caracterizado pelo facto de os moldes (20, 30) apresentarem, nas suas regiões de extremidade, um raio de curvatura diferente do da vidraça (1') nessas regiões, de forma que as forças de compressão exercidas sobre a vidraça (1') são sempre reconduzidas a zero numa região de transição (R).19a - Dispositivo segundo qualquer uma das reivindicações 15 a
- 18, caracterizado pelo facto de o comprimento em superfície dos moldes de compressão (20, 30) ser inferior ao da vidraça (1') numa medida tal que uma banda marginal de 1 a 10 cm de largura ultrapasse lateralmente os moldes de compressão.
- 20a - Aplicação do processo segundo uma das reivindicações 1 a 12, para a obtenção de vidraças planas.Correspondente pedido foi depositado em França, sob o n° 89.08310, em 22 de Junho de 1989, cuja prioridade reivindica.
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