MÁQUINA. PARA. RECOLHER E LIMPAR GRÃOS DE CAFÉ EM COCO.
Campo da Invenção.
Mais particularmente, a presente invenção refere-se a aprimoramentos técnicos e funcionais especialmente desenvolvidos e introduzidos nos subconjuntos que configuram uma máquina para recolher e limpar grãos de café em coco.
É sabido que existem diferentes formas para se colher os grãos nos cafeeiros. Essa colheita pode ser manual, semi-automática ou automática. Logicamente todas essas forma apresentam certa eficiência no trabalho de colheita, variando-se apenas no que se refere a velocidade. Independente dos meios utilizados para colheita é muito comum o fato de se espalhar pelo chão uma quantidade considerável de grãos, os quais são normalmente amontoados em leiras nas ruas entre os cafeeiros e, nesta condição, são recolhidos e também são processados para limpeza adequada.
A presente máquina recolhedora de grãos de café em coco é do tipo classificada como máquina de arrasto para realizar três operações distintas: a) recolhimento dos grãos em coco previamente enleirados;
b) realizar um processo de limpeza completo separando os grãos (sementes) das demais partes descartáveis; e
c) armazenamento em uma caçamba prevista na própria máquina, onde dita caçamba possui meios para que a mesma possa ser basculada para descarregamento rápido no momento desejado.
Estado da técnica. Atualmente existem vários equipamentos e máquinas para a finalidade acima, alguns realmente muito simples e outros mais complexos, entretanto, de uma forma ou de outra apresentam muitos recursos para recolhimento e limpeza dos grãos, tal como ensinam, por exemplo, alguns documentos já conhecidos:
A0ld 46/06
MU8702498-5 depositado em 05/12/2007.
MELHORAMENTO EM SISTEMA DE RECOLHEDORES UTILIZADOS EM COLHEDORAS DE CAFÉ COM NOVOS AMORTECEDORES DE MOLAS CÔNICAS.
PI0705335-5 depositado em 08/10/2007.
SISTEMA DE PRÉ-LIMPESA DE GRÃOS DE CAFÉ APLICADO EM IMPLEMENTO AGRÍCOLA DO TIPO RECOLHEDORA. PI0705024-0 depositado em 18/07/2007.
COLHEDORA DE CAFÉ COM DISPOSITIVO PARA DESCARGA LATERAL DE GRÃOS (BICA) E DEPÓSITOS VERTICAIS ARTICULÁVEIS PARA ARMAZENAMENTO TEMPORÁRIO DE GRÃOS (CAIXAS), QUE ATUAM DE MODO CONCOMITANTE, SEM NECESSIDADE DE INTERRUPÇÃO DOS PROCEDIMENTOS DE COLHEITA.
PI0701445-7 depositado em 17/04/2007.
IMPLEMENTO AGRÍCOLA MULTIFUNCIONAL, ESTACIONÁRIO OU DINÂMICO APLICADO NA SEPARAÇÃO DE GRÃOS DE CAFÉ MADURO (CEREJA) E OU DESPOLPADO COLHIDOS POR PROCESSO DE ESQUELETAMENTO DE CAFEEIROS. MU8700700-2 depositado em 16/04/2007.
DISPOSIÇÃO CONSTRUTIVA " INTRODUZIDA EM IMPLEMENTO AGRÍCOLA PARA SEPARAÇÃO DE GRÃOS DE CAFÉ VARRIDO DE MATERIAL PARTICULADO IMPURO. ΡΙ0700905-4 depositado em 12/03/2007. DERRIÇADEIRA MECÂNICA DE CAFÉ E OUTROS FRUTOS.
PI0604471-9 depositado em 10/10/2006. DERRIÇADEIRA PARA CAFÉ.
PI0603180-3 depositado em 07/08/2006. KIT PODADOR DE TOPO E KIT PODADOR LATERAL ACOPLÁVEIS A COLHEDEIRAS DE GRÃOS DE CAFÉ E SIMILARES.
PI0602807-1 depositado em 17/07/2006. DERRIÇADEIRA AUTOMOTRIZ OBLÍQUA COM AJUSTE DE MEDIDAS PARA COLHEITA DE GRÃOS DE CAFÉ E CONGÊNERES.
MÜ8601372-6 depositado em 03/07/2006. RECOLHEDORA DE CAFÉ COM ELEVAÇÃO MECÂNICA ACOPLADA A VASSOURAS ROTATIVAS.
PI0602334-7 depositado em 23/06/2006. EQUIPAMENTO AUTOMOTRIZ OU MOVIDO POLIVALENTE PARA CULTURA DE GRÃOS DE CAFÉ E CONGÊNERE.
PI0606065-0 depositado em 30/05/2006. RECOLHEDORA DE CAFÉ COM ELEVAÇÃO MECÂNICA ACOPLADA A VASSOURAS ROTATIVAS.
PI0601828-9 depositado em 24/03/2006. MINI-COLHEDORA PARA CAFÉ NOVO E ADENSADO.
MU8600226-0 depositado em 17/02/2006. EQUIPAMENTO RECOLHEDOR DE GRÃOS DE CAFÉ E SIMILARES.
MU8502763-4 depositado em 19/12/2005. EQUIPAMENTO RECOLHEDOR DE GRÃOS DE CAFÉ E SIMILARES.
PI0503706-9 depositado em 22/08/2005. KIT RECOLHEDOR PARA COLHEDEIRA DE CAFÉ.
MU8502421-0 depositado em 20/07/2005. MAQUINA RECOLHEDORA DE CAFÉ EM TERREIRO UTILIZANDO TRANSPORTE PNEUMÁTICO. MU8500781-1 depositado em 18/04/2005.
MAQUINA SEPARADORA DE CAFÉ. MU8500270-4 depositado em 15/02/2005.
MAQUINA PARA RECOLHIMENTO DO CAFÉ ATRAVÉS DE ESTEIRAS E ROLETES.
MU8402097-0 depositado em 27/08/2004.
RECOLHEDOR DE CAFÉ.
MU8401435-0 depositado em 02/07/2004.
DISPOSIÇÃO TÉCNICA INTRODUZIDA EM MÁQUINA AGRÍCOLA PARA RASTELAR, CLASSIFICAR E TRANSPORTAR CAFÉ. PI0402836-8 depositado em 22/06/2004. PLATAFORMA RECOLHEDORA DE CAFÉ. MU8401240-4 depositado em 03/06/2004.
APERFEIÇOAMENTO CONSTRUTIVO INTRODUZIDO EM PÁS RECOLHEDORAS APLICADAS A MAQUINAS COLHEDEIRAS DE CAFÉ. MU8400099-6 depositado em 09/03/2004. MODELO APERFEIÇOADO DE MAQUINA PARA COLHER CAFÉ. C10201196-4 depositado em 07/11/2003.
MÁQUINA MECÂNICA, HIDRÁULICA, PNEUMÁTICA, COLHEDORA POLIVALENTE DE CAFÉ, GRÃOS, FRUTOS, AZEITONAS, CEREJAS, CITROS, NOZES E OUTROS. MU8201987-8 depositado em 20/08/2002. COLHEITADEIRA DE CAFÉ. MU8201854-5 depositado em 06/08/2002.
DISPOSIÇÃO INTRODUZIDA EM MAQUINA COLHEITADEIRA DE CAFÉ E SIMILARES.
PI0206174-0 depositado em 26/07/2002.
DERRIÇADOR MANUAL PARA COLHEITA DE CAFÉ. PI0201196-4 depositado em 01/04/2002.
MÁQUINA MECÂNICA, HIDRÁULICA, PNEUMÁTICA, COLHEDORA POLIVALENTE DE CAFÉ, GRÃOS, FRUTOS, AZEITONAS, CEREJAS, CITROS, NOZES E OUTROS. PI0106369-3 depositado em 13/12/2001. SUGA-CAFÉ TAMANDUÁ 2002. MU8102876-8 depositado em 22/11/2001. COLHEITADEIRA DE CAFÉ ESQUELETADO. MU8101948-3 depositado em 20/08/2001. DERRIÇADEIRA PARA COLHEITA DE CAFÉ. C19805064-8 depositado em 04/06/2001. DISPOSITIVO SOPRADOR PARA MAQUINA RECOLHEDORA E ENLEIRADORA DE GRÃOS DE CAFÉ E SIMILARES. MÜ8002636-2 depositado em 20/11/2000. PLATAFORMA COLHEDEIRA DE CAFÉ RECEPADO. PI0014777-0 depositado em 13/10/2000. COLHEITADEIRA DE CAFÉ.
PI0004854-2 depositado em 05/10/2000.
PROCESSO DE RECOLHIMENTO DE CAFÉ ENLEIRADO E EQUIPAMENTO PARA REALIZAÇÃO DO PROCESSO. MÜ8001043-1 depositado em 30/05/2000. DISPOSITIVO PARA COLHEITA MANUAL DO CAFÉ. PI0001952-6 depositado em 25/05/2000. RECOLHEDEIRA DE CAFÉ DERRIÇADO. PI0000271-2 depositado em 11/01/2000. DERRIÇADEIRA MANUAL DE CAFÉ E OUTROS FRUTOS E GRÃOS. PI9901223-5 depositado em 01/04/1999
DISPOSITIVO PARA COLHEITA DE FRUTOS, EM PARTICULAR FRUTOS DE CAFÉ.
PI9902499-3 depositado em 26/03/1999.
ABANADOR DE CAFÉ. PI9900410-0 depositado em 12/02/1999. DERRIÇADEIRA PARA CAFÉ. PI9805064-8 depositado em 17/09/1998.
MÁQUINA RECOLHEITADEIRA DE CAFÉ. MU7801970-2 depositado em 06/08/1998. COLHEITADEIRA DE CAFÉ SUSPENSA E DE ACIONAMENTO MECÂNICO POR TRATOR ATRAVÉS DE DIFERENCIAL VIBRADOR. PI9803000-0 depositado em 24/07/1998. MÁQUINA MÓVEL OU PORTÁTIL ABANADORA DE CAFÉ. PI9803671-8 depositado em 20/04/1998. EQUIPAMENTO PARA DERRIÇAR CAFÉ. PI9705267-1 depositado em 13/10/1997. MAQUINA PARA CAPTAÇÃO DE CAFÉ OU OUTROS GRÃOS SOBRE 0 SOLO, SEPARAÇÃO E TRITURAÇÃO DE IMPUREZAS POR PROCESSO MECÂNICO - PNEUMÁTICO. MÜ7703161-0 depositado em 21/07/1997.
ARRUADOR PNEUMÁTICO PARA LAVOURA DE CAFÉ. MU7702322-6 depositado em 12/06/1997. MAQUINA PARA DERRIÇAR CAFÉ. PI9703102-0 depositado em 07/05/1997. MÁQUINA RECOLHEDORA-ABANADORA DE CAFÉ. PI9604543-4 depositado em 14/11/1996. MÁQUINA RECOLHEDORA E ABANADORA DE GRÃOS DE CAFÉ EM COCO PI9601916-6 depositado em 05/07/1996. DERRIÇADEIRA COSTAL DE CAFÉ. PI9504754-9 depositado em 29/09/1995. RECOLHEDORA DE CAFÉ. PI9503122-7 depositado em 09/09/1995. EQUIPAMENTO TURBO COLHEDOR PNEUMÁTICO DE CEREAIS E RECOLHEDOR DE GRÃOS, CAFÉ E SEMENTES CAÍDAS NO SOLO. MU7501841-1 depositado em 07/08/1995.
DERRIÇADEIRA DE CAFÉ
PI9404583-6 depositado em 17/11/1994.
DISPOSITIVO PORTÁTIL PARA COLHER E CLASSIFICAR CAFÉ. PI9403010-3 depositado em 29/08/1994.
COLHEDORA DE CAFÉ.
PI9104354-9 depositado em 03/10/1991.
MAQUINA PARA VARRER, RECOLHER E ABANAR GRÃOS DE CAFÉ. MU7102126-4 depositado em 18/09/1991. INSTRUMENTO PARA 0 RECOLHIMENTO DE OLIVAS, NOZES, AVELÃS, CASTANHAS, GRÃOS DE CAFÉ E SIMILARES. PI9004042-2 depositado em 15/08/1990. MÁQUINA ABANADORA DE CAFÉ TIPO REBOCADA. PI8905812-7 depositado em 17/11/1989. MÁQUINA COMPACTA PARA BENEFICIAMENTO DE CAFÉ E AMENDOIM.
PI8905141-6 depositado em 03/10/1989.
MAQUINA DESTINADA A COLHER, LIMPAR, SEPARAR, E ENSACAR CAFÉ EM COCO. MU6901547-3 depositado em 08/08/1989. COLHEDOR MANUAL DE CAFÉ PI8903730-8 depositado em 21/07/1989.
CONJUNTO SINÉRGICO OPERACIONAL AUTO OU HETERO- PROPELIDO, MONTADO SOBRE RODAS, PRÓPRIO PARA 0 RECOLHIMENTO DE CAFÉ, FRUTOS E GRÃOS. PI8805693-7 depositado em 03/11/1988. DERRIÇADOR MECÂNICO DE CAFÉ. PI8807930-9 depositado em 03/08/1988.
DISPOSIÇÃO INTRODUZIDA EM RECOLHEDOR SELETIVO DE CAFÉ, FRUTOS E GRÃOS ΡΙ8802971-9 depositado em 17/06/1988.
MAQUINA AUT0M0T0RA PARA COLHEITA, LIMPEZA, SEPARAÇÃO E ENSAQUE DE CAFÉ EM COCO. PI8602424-8 depositado em 19/05/1986. UNIDADE MÓVEL AUTO OU HETERO- PROPELIDA PARA A COLHEITA DE CAFÉ, FRUTOS E GRÃOS. MÜ6500496-5 depositado em 23/04/1985. COLHEDEIRA MANUAL PARA CAFÉ. MU6201447-1 depositado em 22/10/1982. DERRICADOR MECÂNICO DE GRÃOS DE CAFÉ PI7905545-1 depositado em 29/08/1979. COLHEDEIRA DE CAFÉ, FRUTOS E GRÃOS. PI7907558-4 depositado em 21/11/1979. COLHEDEIRA E SEPARADORA DE CAFÉ EM COCO. PI7902674-5 depositado em 25/04/1979.
COLHEDEIRA DE CAFÉ COM SISTEMA DE SUCÇÃO E VIBRAÇÃO ATRAVÉS DE GRAMPOS QUE ABREM E FECHAM. PI7702929-1 depositado em 06/05/1977. COLHEDEIRA MECÂNICA DE CAFÉ. PI7602766-0 depositado em 30/04/1976.
MAQUINA PARA COLHER CAFÉ, MECANICAMENTE. A01d 46/20
MU7902428-9 depositado em 22/10/1999.
DISPOSIÇÃO EM MAQUINA PARA COLHER CAFÉ. PI8705851-0 depositado em 03/11/1987.
IMPLEMENTO AGRÍCOLA PARA COLHEITA DE CAFÉ E FRUTOS SIMILARES
PI8601130-8 depositado em 24/02/1986.
APERFEIÇOAMENTO EM COLHEDEIRA DE CAFÉ, FRUTOS E GRÃOS. B60G 19/00 ΡΙ9601892-5 depositado em 27/06/1996.
APERFEIÇOAMENTO NO SISTEMA DE AUTOPROPULSÃO DA MAQUINA DESTINADA A LIMPEZA, SEPARAÇÃO E ENSAQUE DE CAFÉ EM COCO.
AOlD 46/10
PI9604409-8 depositado em 17/10/1996.
TURBO RECOLHEDOR E ABANADOR DE GRÃOS, CAFÉ EM COCO E SEMENTES DE CAPIM.
Não resta a menor dúvida de que as máquinas e implementos atualmente conhecidos apresentam os recursos necessários para recolher e limpar grãos de café em coco, entretanto, algumas delas são limitadas e outras apresentam custo de fabricação realmente elevado, mesmo assim, não conferem um equipamento ideal para médios e pequenos produtores. Por outro lado, as máquinas tradicionais apresentam detalhes construtivos que se desgastam com muita facilidade, particularmente no que se refere ao sistema que recolhedor de grãos com as impurezas, pois, os implementos usuais considerados mais eficientes são motorizados e outros possuem sistema recolhedor por aspiração ou, ainda, utilizam pás recolhedoras com baixa eficiência de produção.
Portanto, os maiores problemas encontrados com os equipamentos convencionais são, sem dúvida, a complexidade construtiva, gerando máquinas superdimensionadas e que exigem cuidados especiais no seu funcionamento, algumas delas requerem a presença de um operador constantemente, isso e outros fatores concorrem para definir um equipamento de custo elevado, não só no que se refere ao processo de fabricação, mas também no que se refere ao funcionamento do conjunto.
Objetivos da Invenção.
Diante das circunstâncias acima e com o objetivo de superá-las, foi criada a presente MÁQUINA PARA RECOLHER E LIMPAR GRÃOS DE CAFÉ EM COCO, desenvolvida com um chassi monobloco que, pela parte inferior inclui um eixo transversal para um par de rodagem, como também pela sua extremidade anterior inclui lança de engate universal para ser rebocada por um trator usual e, ainda, nesta mesma extremidade encontra-se o primeiro sistema de acionamento de todos os conjuntos da máquina, definindo assim um equipamento do tipo classificado como de arrasto para realizar três operações distintas: a) recolhimento dos grãos previamente enleirados; b) realizar um processo de limpeza completo separando o grão (sementes) das demais partes descartáveis; e c) armazenamento em uma caçamba prevista na própria máquina, onde dita caçamba possui meios para que a mesma possa ser basculada para descarregamento rápido no momento desejado.
Para realizar tais operações, a máquina inclui um primeiro eixo cardan para ser acoplado à tomada de força do trator e, assim, são acionados simultaneamente diferentes subconjuntos, começando por uma esteira recolhedora do material a ser processado. Este conjunto foi projetado para proporcionar diferentes vantagens, ou seja, é uma esteira que funciona com certa inclinação de modo que somente a sua extremidade anterior toque no chão, onde patins laterais conferem meios para que esta extremidade copie todas as irregularidades do solo, acompanhando o seu perfil durante o deslocamento da máquina sobre o material a ser colhido que, por sua vez, consiste de grãos de café (coco) e outras. Este recolhimento ocorre em uma velocidade considerável, pois, a esteira possui várias palhetas transversais emborrachadas, As quais funcionam como verdadeiras pás, colhendo continuamente o material e lançando-o por sobre outro dois conjuntos sobrepostos definidos como conjunto mexedor e conjunto de peneiras. Neste percurso inicia-se uma primeira etapa de limpeza por aspiração através de dutos laterais e um ventilador. O conjunto mexedor agita o material de forma a soltar as ligações remanescentes entre grãos de café e suas ramas. Os grãos passam por duas peneiras vibratórias e, em seguida, são recolhidos por outros conjuntos e conduzidos até uma caçamba superior e, neste percurso, outro conjunto de aspiração realiza a ultima etapa de limpeza. Os grãos completamente limpos são acondicionados na referida caçamba que, por sua vez, possui recursos para ser basculada no momento de descarregamento.
Como se percebe, trata-se de uma máquina compacta, sem motorização, uma vez que utiliza a tomada de força do trator, consequentemente, seu funcionamento é realmente vantajoso, pois, todos os subconjuntos são interligados entre si para funcionamento automático dispensando a atenção de um operador especifico, isto é, apenas o condutor do trator controla confortavelmente todas as operações da máquina em questão.
Por outro lado, a forma construtiva e o arranjo dos subconjuntos sobre o chassi monobloco conferem a concretização de uma colhedeira compacta e de custo substancialmente baixo, atendendo os pequenos e médios produtores.
Outro aspecto importante na máquina em questão é simplicidade de projeto, tanto da parte estrutural, como também na montagem dos subconjuntos, o que concorre para aumentar a vida útil do conjunto e também simplifica sobremaneira as operações de manutenção, corretiva ou preventiva.
Descrição dos desenhos.
Para melhor compreensão da presente Invenção, é feita em seguida uma descrição detalhada da mesma, fazendo-se referências aos desenhos anexos:
FIGURA 1 representa uma perspectiva em ângulo ântero-superior, mostrando a máquina completamente montada;
FIGURA 2 mostra outra vista em perspectiva, porém, somente da estrutura da máquina;
FIGURA 3 ilustra uma perspectiva igual a figura 1, porém, neste caso foram excluídos alguns componentes de fechamento para expor os conjuntos internos da máquina;
FIGURA 4 é uma nas mesmas condições da figura anterior, sendo que neste caso a máquina está ilustrada em ângulo póstero-superior;
FIGURA 5 expõe uma vista lateral em corte, colocando em destaque os conjuntos internos da máquina;
FIGURA 6 reproduz uma vista lateral esquerda da máquina; FIGURA 7 é um detalhe ampliado em perspectiva mostrando a região anterior da máquina que constitui a lança de engate ao trator e a tomada de força;
FIGURA 8 mostra uma vista em corte colocando em destaque o conjunto de transmissão motora da máquina;
FIGURA 9 representa uma perspectiva da máquina, um detalhe ampliado e um detalhe em corte, particularizando o conjunto de transmissão;
FIGURA 10 representa uma perspectiva da máquina e um detalhe ampliado em ângulo diferente mostrando o conjunto de transmissão motora;
FIGURA 11 mostra uma vista inferior colocando em destaque somente o conjunto de transmissão motora;
FIGURA 12 mostra uma perspectiva da máquina e uma perspectiva ampliada do conjunto de transmissão motora;
FIGURA 13 ilustra outra perspectiva do conjunto de transmissão motora, porém, em ângulo diferente das vistas anteriores;
FIGURA 14 é uma vista lateral do conjunto de transmissão motora;
FIGURA 15 expõe uma perspectiva parcial da máquina colocando em destaque o conjunto da esteira recolhedora;
FIGURA 16 reproduz também uma perspectiva parcial da máquina colocando em destaque a esteira recolhedora;
FIGURA 17 é uma perspectiva em ângulo superior somente da esteira recolhedora; FIGURA 18 também mostra uma perspectiva da esteira recolhedora; porém, em ângulo inferior;
FIGURA 19 representa uma vista lateral em corte da referida esteira transportadora;
FIGURA 20 mostra uma perspectiva explodida, somente da esteira recolhedora;
FIGURA 21 representa uma perspectiva da esteira propriamente dita, ou seja, esteira recolhedora sem a sua caixa;
FIGURA 22 mostra uma perspectiva em ângulo superior somente da caixa da esteira recolhedora;
FIGURA 23 ilustra uma perspectiva colocando em destaque os componentes da parte inferior que são uma peneira e uma coifa da esteira transportadora;
FIGURA 24 é uma vista lateral da máquina e um detalhe ampliado do conjunto mexedor;
FIGURA 25 expõe uma vista frontal somente do conjunto mexedor;
FIGURA 26 reproduz uma vista lateral do conjunto mexedor;
FIGURA 27 é uma perspectiva do conjunto mexedor;
FIGURA 28 mostra outra perspectiva do conjunto mexedor, porém, em ângulo diferente da primeira;
FIGURA 29 mostra uma lateral em corte e um detalhe ampliado também lateral particularizando o conjunto de peneiras vibratórias;
FIGURAS 30 a 33 representam perspectivas em ângulos diferentes somente das peneiras vibratórias;
FIGURAS 34 e 35 são perspectivas da máquina e detalhes ampliados colocando em destaque a saída de resíduos no fim da esteira vibratória mais longa;
FIGURA 36 reproduz uma vista lateral em corte e um detalhe ampliado, colocando em destaque a calha transportadora de grãos limpos para o elevador de canecas;
FIGURA 37 é um detalhe posterior em corte mostrando a calha transportadora com mais detalhes e o seu acoplamento com o elevador de canecas;
FIGURA 38 mostra um detalhe lateral colocando em destaque o acionamento do sem fim da calha transportadora;
FIGURA 39 representa a máquina de acordo com uma perspectiva em ângulo posterior colocando em destaque o elevador de canecas;
FIGURA 40 mostra uma vista lateral da máquina parcialmente em corte, colocando em destaque a construção do elevador de canecas;
FIGURA 41 representa uma vista posterior parcialmente em corte, também colocando em destaque o elevador de canecas;
FIGURA 42 a 46 ilustra perspectivas e vistas em elevação, colocando em destaque a construção e o funcionamento da caçamba basculante da máquina.
De acordo com estas ilustrações e em seus pormenores, a presente Invenção, MÁQUINA PARA RECOLHER E LIMPAR GRÃOS DE CAFÉ EM COCO, compreende, tal como ilustram as figuras 1 e 2, uma estrutura monobloco (1), confeccionada com uma pluralidade de tubos e chapas soldadas, cooperantes para configuração de cinco partes distintas (2-3-4-5-6), onde a primeira (2) é um quadro inferior definido por longarinas (7) e travessas (8-9), uma delas para disposição de eixo transversal (10) e respectiva rodagem (11); a segunda parte (3) é um complemento estrutural ordinariamente paralelepipédico posicionado praticamente sobre a parte mediana do quadro (2), onde dita segunda parte é formada por montantes tubulares (12) e travessas tubulares superiores (13-14); a terceira parte (4), além de ser um complemento estrutural traseiro da estrutura (1), é formada por chapas que se combinam para configuração de uma caixa de ar com duas fontes de aspiração (15-16) e respectivos condutos de saida (17-18) por onde saem palhas e outras impurezas dos grãos colhidos; a quarta parte (5) é formada no lado anterior da segunda parte (3) e sobre o primeiro terço das longarinas (7), onde forma-se um complemento estrutural em forma de cunha definido por duas peças tubulares dispostas longitudinalmente e inclinadas (19) acima das longarinas (7) e com as quais são unidas na parte anterior juntamente com esquadros de chapa laterais (20) e também com a última parte (6) que é uma caixa de montagem totalmente de chapa.
Conforme ilustram as figuras 3 a 6, a estrutura monobloco (1) e seus detalhes construtivos conferem meios para montagem de todos os subconjuntos móveis e fixos que formam a máquina em questão que, como já foi dito, é do tipo para ser rebocada por trator durante o seu funcionamento e, para tanto, a parte anterior da estrutura (1) recebe um primeiro conjunto definido como lança de engate (21) com todos os recursos necessários para ser engatada em um trator usual, como também inclui um pé de descanso (22) do tipo com regulagem de altura por meio de manivela.
Acima da lança de engate (21) e no interior da caixa de montagem (6) está montado o conjunto de transmissão e tomada de força (23) que, por um lado, possui meios para ser acoplado diretamente à tomada de força de um trator usual e, pelo lado oposto, apresenta derivações para acionamento de todos os subconjuntos da máquina, começando por uma esteira recolhedora (24) e respectivo conjunto de levante (25) disposta de forma inclinada entre as longarinas (7) da estrutura (1) e no trecho compreendido pelo complemento de estrutura em cunha (6), onde a extremidade anterior da dita esteira recolhedora (24) é orientada praticamente para deslizar sobre o solo e contra a leira de grãos e impurezas, lançando-os para dentro da dita esteira, cuja outra extremidade mais elevada, além de ser equipada com dois dutos laterais de sucção de limpeza (26), também termina no interior de uma boca de descarga invertida (27) que, por sua vez, está posicionada no interior da estrutura (3) e sobre um conjunto definido como mexedor (28), desentrelaçador de ramas e de soltura dos grãos das ditas ramas, como também desloca para trás o material processado deslizando-o sobre um conjunto de peneiras vibratórias, uma superior mais curta (29) e uma inferior mais longa (30), em que a primeira termina sob a caixa de aspiração (4), definindo assim outra fase de limpeza, pois, nesta são removidas todos as impurezas maiores que os grãos (ramos, folhas e outros), permitindo a passagem dos grãos e impurezas menores para a segunda peneira que, por sua vez, também passa sob a caixa de aspiração (4) e termina em uma calha de transporte transversal de grãos limpos
(31) tendo uma extremidade interligada para transferir os grãos para um elevador de canecas de grãos limpos
(32), cuja extremidade superior termina em uma bica de descarga (33) orientada para o interior de uma caçamba basculante (34), onde os grãos são acondicionados e, no momento necessário, a dita caçamba é basculada para descarregamento dos grãos limpos.
Conforme ilustram as figuras 7 e 8, a caixa de montagem (6) apresenta feitio frontal ordinariamente retangular, como também e definida por duas chapas, uma anterior (35) e uma posterior (36), unidas no contorno por outras chapas de fechamento algumas das quais com grelhas de ventilação (37a) e, ainda, na chapa superior existe um suporte (38) com uma peça tubular longitudinha (39) para passagem de mangueiras hidráulicas, sendo que, ainda, na chapa anterior (35) e chapa posterior (36) existem tampas gradeadas (37b) e outras diferentes aberturas de montagem e acesso ao conjunto de transmissão (23).
O conjunto de transmissão e tomada de força (23) está ilustrado com detalhes nas figuras de 9 e 10, por onde se verifica que o mesmo compreende um conjunto inicial de quatro polias, uma maior (40) e sua solidária polia menor de redução (41), a primeira está interligada por meio de correias (42) com outra polia (43), enquanto a polia escrava (41) está interligada por meio de correias (44) com uma outra polia maior (45), todas elas com os seus eixos mancalizados na caixa de montagem (6), exceto a primeira polia (40) cujo eixo está mancalizado em duas chapas (46) que, através de seus rasgos (47), são fixadas na caixa de montagem (6), onde ditas chapas em conjunto com fusos rosqueados (48) configuram também esticadores de correias, prevendo-se também outros esticador (49) para a correia (44), sendo que, ainda, o eixo da primeira polia (40) está acoplado em uma das extremidades de um eixo cardan (50), enquanto a sua outra extremidade possui engate universal de acoplamento à tomada de força de um trator usual, cuja potência é transmitida para ao primeiro par de polias (40-41) que, através das correias (42-44) imprime rotações diferentes no outro par de polias(43-45), também ilustradas nas figuras de 11 a 14, por onde se verifica o eixo de uma delas (43) é prolongado (51) passando por várias mancais e juntas universais até chegar na caixa de ar (4) e atravessar as fontes de aspiração (15-16) , onde cada uma delas recebe a sua correspondente turbina de ventilação (52) e (53) , sendo que, ainda, uma construção semelhante acontece com a outra polia (45), porém, neste caso o seu eixo está acoplado em um eixo cardan (54), cuja outra extremidade está acoplada em uma caixa de transmissão de 90° (55), cujo eixo de saida é equipado com engrenagem de transmissão (56) e respectiva corrente (57) com esticador (58) para conexão de acionamento da esteira recolhedora (24).
A esteira recolhedora (24) está ilustrada com detalhes nas figuras de 15 a 23, por onde se verifica que a mesma apresenta-se na forma de uma caixa ordinariamente paralelepipédica, definida por chapas laterais (59) que, alem de ter as extremidades arredondadas (60), uma delas, a superior, é estruturada com um fechamento parcial arredondado (61) e por barramentos internos (62), prevendo-se ainda outros dois fechamentos incompletos, um superior de chapa (63) e um inferior na forma de peneira (64), em que o primeiro deixa uma parte aberta superior de aproximadamente 1/3 (65) do comprimento do conjunto, o que também acontece na parte inferior, porém, esta abertura (66) está localizada na extremidade superior e fica voltada para o interior daquela boca de descarga invertida (27), onde tal parte serve também para mancalização da extremidade superior da dita esteira (24) através de seu eixo (67), cujas extremidades possuem igualmente engrenagens (68), uma delas (fig. 13) acoplada à corrente (57) do conjunto de transmissão (23), pois dito eixo (67) é de tração para esteira propriamente dita, configurada em conjunto com outro eixo transversal (69) igualmente mancalizado nas extremidades inferiores das chapas laterais (59), sendo que este eixo (69) e o anterior (67) possuem engrenagens (70) para correntes (71), preferivelmente três, interligadas por várias palhetas flexíveis (72), cada qual com feitio retangular e disposta transversalmente sobre as correntes (71), onde são fixadas por entre chapas (73a) e cantoneiras (73b), formando a esteira recolhedora propriamente dita que se desloca por sobre réguas (74)rente as paredes de chapa superior (63) e inferior na forma de peneira (64), esta última permite que parte das impurezas sejam eliminadas, principalmente terra e, ainda, sob dita peneira existe uma coifa transversal (75) cujas extremidades estão acopladas aos dutos de aspiração (26), de modo que a poeira nesta região possa ser coletada e dispensada na traseira da máquina.
Conforme ilustram as figuras 17, 18 e 19, a extremidade inferior ou anterior da esteira recolhedora (24) é equipada com um par de esquis (76) próprios para que tal extremidade, durante o funcionamento da máquina, possa deslizar e acompanhar eventuais irregularidades sobre o solo, com isso, tal extremidade é movimentada contra a leira de grãos de café em coco sendo que, ainda, tal como ilustram as figuras 15 e 16, o conjunto de levante (25) também confere meios para manter estável a extremidade inferior da esteira recolhedora, pois, esta extremidade é mantida com uma suspensão constituída por um par de molas helicoidais (77), cujas extremidades inferiores são acopladas em suportes (78) existentes nas laterais (59) da dita esteira recolhedora (24), enquanto as extremidades superiores estão acopladas em hastes rosqueadas de regulagem de tensão (79) igualmente ancoradas em coxins (80) dispostos em suportes (81) existentes na estrutura (1) ·
Ainda com relação as figuras 15 e 16, faz parte do conjunto de levante um mecanismo para levantar a extremidade correspondente da esteira recolhedora quando a mesma não está em uso. Esse dispositivo é formado por um eixo transversal (82) mancalizado sobre a estrutura (1)/ onde o mesmo apresenta uma curta alavanca radial (83) acionada por cilindro hidráulico (84), cooperante para imprimir um semi-giro no dito eixo (82) e movimentar angularmente dois braços radiais (85) soldados ao longo de seu comprimento, braços estes em cujas extremidades em gancho estão acopladas correntes (86), as quais possuem as extremidades inferiores acopladas nas partes correspondentes da esteira recolhedora (24), permitindo que esta seja abaixada e levantada no momento desejado.
Como já foi dito antes, ver figura 24, o material movimentado no interior da esteira recolhedora (24) é dispensado pela boca (26) sobre o conjunto mexedor (28) que, por sua vez, desentrelaça as ramas e provoca a soltura dos grãos das ditas ramas ou partes semelhantes, para que o processamento possa continuar e, para tanto, o referido conjunto mexedor (28) é constituído, tal como ilustram também as figuras de 25 a 28, por eixos transversais (87), preferivelmente três, todos mancalizados nas longarinas da estrutura (1), onde todos eles são sincronizados para girarem ao mesmo tempo e, para tanto, possuem as suas extremidades equipadas com engrenagens (88) para correntes (89) que constitui continuidade do sistema de transmissão motora (23) a partir da engrenagem (68) de acionamento da esteira recolhedora (24), sendo que, ainda, ao longo dos eixos (87) são distribuídas pás rotativas (90), cada qual formada por uma peça de chapa em forma de estrela de quatro pontas radiais (91) que, na parte central, inclui uma luva de fixação (92) no correspondente eixo utilizando-se chaveta ou outro meio mecânico qualquer, enquanto pelo lado oposto as pontas da dita peça de chapa são perpendiculares uma em relação a outra, cada ponta recebendo uma pá propriamente dita (93), conforme vista em planta, as estrelas ou pás de um eixo ficam entre as pás do eixo adjacente, sendo que no primeiro eixo as suas pás passam por uma borda à maneira de pente (94) configurado na parede correspondente da boca (26), evitando assim que o material processado retorne para a dita boca (26) , ou seja, ao passar por esta última é agarrado pelas pás do primeiro eixo e, em seguida lança em direção aos eixos subseqüentes, promovendo impactos controlados no produto, o suficiente para que o mesmo não fique embolado na máquina e também provoque a soltura dos grãos em relação as ramas, consequentemente, neste estágio parte do material é conduzido a passar pelas peneiras (29-30) .
Como já foi dito antes, (ver fig. 29) a máquina inclui um conjunto de peneiras vibratórias, uma superior mais curta (29) e uma inferior mais longa (30), em que a primeira termina sob a caixa de aspiração (4), definindo assim outra fase de limpeza, pois, nesta são removidas todas as impurezas maiores que os grãos (ramos, folhas e outros), permitindo a passagem dos grãos e impurezas menores para a segunda peneira que, por sua vez, também passa sob as caixas de aspiração (4) e termina sobre a calha de transporte transversal de grãos limpos (31).
Conforme ilustram também as figuras 30 a 33, as peneiras vibratórias (29-30) apresentam-se na forma de calhas sobrepostas com as suas respectivas paredes laterais (95) e posterior (96), através das quais as mesmas alinhadas uma sobre a outra com certa distância e fixada suspensas por quatro montantes flexíveis (97), os quais possuem as suas extremidades inferiores fixadas na estrutura (1), ou mais precisamente nas longarinas (7) e, ainda, suportes laterais triangulares (98) também unem as duas peneiras (29 — 30), sendo que estes suportes são pontos de apoio para as extremidades de um eixo (99), onde está acoplado um dispositivo vibrador (100), constituído por uma peça triangular (101) que, por um lado está acoplado ao dito eixo (99) enquanto o seu vértice culmina em uma peça de engate (102) que faz parte integrante de um excêntrico (103) montado em outro eixo transversal (104), também mancalizado na estrutura (1), onde uma de suas extremidades recebe engrenagem (105 que, por meio de corrente (106) está acoplada em outra engrenagem (107) do conjunto de transmissão motora (23). Portanto, o conjunto acima descrito permite a realização da limpeza final, ou seja, as impurezas que não passam pela peneira superior (29) são aspiradas em (4), consequentemente, o que passa para a segunda peneira são grãos e outras pequenas impurezas, onde as mais leves são também aspiradas no seu final, enquanto partículas menores caem no chão após passarem pela segunda peneira (30) e, neste ponto, somente os grãos limpos de café em coco são conduzidos até a calha de transporte (31).
Conforme ilustram as figuras 34 e 35, a calha de transporte (31) está posicionada no final da estrutura (1) e abaixo da caixa de ar (4), onde estas duas partes se combinam para formar uma saída retangular (108), exatamente sobre o trecho prolongado da peneira inferior (30) , sendo que, ainda, esta saída apresenta a sua parte superior equipada com uma tampa basculante (109) de inspeção e limpeza, ficando abaixo de todo este conjunto a dita calha de transporte (31), vista com detalhes nas figuras 36, 37 e 38, por onde se verifica que a mesma tem internamente uma rosca transportadora (110) e respectivo eixo (111) que, por sua vez, tem as suas extremidades mancalizadas na estrutura (1), onde uma delas é prolongada o suficiente para formar também o eixo de acionamento do elevador de canecas de grãos limpos (32) e, para tanto, uma das suas extremidades recebe uma engrenagem (112) que, por meio de corrente (113) constitui continuação do conjunto de transmissão motora (23) que passou pelo conjunto mexedor (28). Portanto, o conjunto acima, ou seja, a calha de transporte (31) tem a função de receber apenas os grãos limpos, uma vez que as impurezas finais ou foram aspiradas pelo conjunto (4) ou eliminados pela saida (108), deixando para trás os grãos limpos que passam pela peneira (30) e caem na calha de transporte (31) para serem enviados ao elevador de canecas de grãos limpos (32).
As figuras 39 a 41 mostram os detalhes construtivos do elevador de canecas de grãos limpos (32) , o qual é constituído por uma torre ligeiramente inclinada (114), de chapas, incluindo tampas de inspeção (115) e extremidade inferior arredondada (116) alinhada axialmente com a calha (31) para receber os grãos limpos dessa última, como também no centro desse arredondamento (116) passa aquele eixo (111) que, em conjunto com outro superior (117), recebem engrenagens (118-119) para uma corrente (120) ao longo da qual são distribuídas canecas (121), orientadas para passarem emborcadas pelo arredondamento (116) onde são carregadas ao desemborcarem e, quando atingem a extremidade superior da torre (114) emborcam novamente para serem descarregadas na bica (33) onde os grãos limpos são conduzidos para a caçamba (34).
A bica de descarga (33) tem uma extremidade ou boca de descarga retangular (122) que coincide com a largura da caçamba basculante (34), esta boca é fixada diretamente sobre as bordas correspondentes da caçamba basculante (34), de modo que ambas possam se mover, sendo que, ainda, a dita bica (33) apresenta o lado oposto ou boca de entrada definida por um colarinho (123) que se ajusta por simples assentamento na extremidade superior da torre (114) do elevador de canecas (32).
A caçamba basculante (34) está ilustrada com detalhes nas figuras 42 e 43, por onde se verifica que a mesma compreende, inicialmente, um par de traves à maneira de pórtico, uma de cada lado (124), cada qual formada por dois tubos inclinados, cujas extremidades superiores são unidas e constituem ponto de mancalização para um eixo (125), enquanto as extremidades inferiores das traves são fixadas sobre os montantes (12) da estrutura complementar (3) da estrutura (1), de modo que o dito eixo (125) fique posicionado substancialmente alto e para fora da lateral direita da máquina, mantendo o paralelismo, pois, o mesmo constitui ponto de articulação e está integrado à borda correspondente da caçamba (34) que, por sua vez, é definida com um fundo quadrangular e paredes lisas ou na forma de peneiras, onde as paredes anterior e posterior são verticais, enquanto as paredes laterais são substancialmente inclinadas, formando uma boca substancialmente maior que a base, boca esta sobre a qual está fixada aquela bica (33) do elevador (32), enquanto do lado oposto é articulação com o eixo (125), ficando entre estes dois pontos, ou mais precisamente no primeiro terço da largura da boca da caçamba (34), uma travessa cujas pontas constitui eixo (126) para as extremidades superiores de cilindros hidráulicos (127), um de cada lado, cujas extremidades inferiores estão mancalizadas em suportes (128) existentes sobre a estrutura complementar (3), de modo que ditos cilindros (127) possam se estender tal como ilustrado nas figuras de 44 a 46, por onde se verifica a extensão máxima dos ditos cilindros hidráulicos (127) no momento em que a caçamba é descarregada. Logicamente esse descarregamento pode ocorrer em várias condições, tal como, por exemplo, no interior de outra caçamba ou carroceria de um veiculo de transporte de grãos limpos, porém, independentemente de tais aspectos, o descarregamento da caçamba (34) é realizado de maneira rápida e eficiente.