Campo da Invenção
[001] A presente invenção refere-se a dispositivos para armazenamento de fármaco e administração de fármaco a um paciente.
Antecedentes da Invenção
[002] Um tipo de dispositivo de distribuição de fármaco conhecido na técnica é um aparelho de injeção que contém um composto (fármaco) médico, terapêutico, diagnóstico, farmacêutico ou cosmético antes de ser administrado, e que é usado para administrar o composto através da pele do paciente por meio de uma agulha oca.
[003] Aparelhos de injeção deste tipo incluem seringas e autoinje- tores preenchidos. Estes podem conter um fármaco dentro de um alojamento de vidro ou de plástico que é selado em uma extremidade por um êmbolo de borracha móvel, as superfícies internas do alojamento e do êmbolo tendo sido lubrificadas antes de ser enchido com fármaco pela aplicação de silicone. O êmbolo de borracha executa as duplas funções de vedar uma abertura no recipiente antes da administração do fármaco para o paciente e também de aplicar uma força exigida para expelir o fármaco do recipiente durante administração do fármaco para o paciente.
[004] Êmbolos de borracha deste tipo tipicamente incorporam múltiplos anéis de contato de vedação contínuos espaçados lado a lado uns dos outros, de maneira que movimento do êmbolo dentro do recipiente por causa de mudanças na pressão atmosférica durante armazenamento não permite que qualquer superfície do recipiente fique em contato em diferentes momentos tanto com o fármaco quanto com o ambiente não estéril fora do recipiente. Os múltiplos anéis também aumentam a espessura efetiva da vedação de borracha entre o fármaco e a atmosfera fora do alojamento a fim de fornecer uma barreira substancial para gases e umidade. Uma desvantagem destes múltiplos anéis é que eles aumentam a força exigida para deslocar o êmbolo dentro do alojamento.
[005] Outros fatores que afetam as forças exigidas para deslocar o êmbolo de borracha durante administração do fármaco a um paciente podem incluir a distribuição e quantidade de qualquer silicone ou outro lubrificante presente sobre a superfície do alojamento ou do êmbolo. Na prática estas forças podem variar muito por causa de variação na consistência da aplicação de lubrificante durante fabricação e de deslocamento do lubrificante e consequente união do êmbolo ao alojamento ao longo do tempo. Isto tem um impacto correspondente sobre as exigências de projeto e confiabilidade do dispositivo de distribuição de fármaco. Além do mais, quaisquer lubrificantes, tais como silicone, em contato com o fármaco podem ter um efeito prejudicial sobre o fármaco, o que pode diminuir o tempo no qual o fármaco permanece em uma condição utilizável dentro do dispositivo.
[006] Algumas seringas e autoinjetores preenchidos incorporam uma segunda abertura dentro do alojamento através da qual o fármaco é expelido através de uma agulha hipodérmica oca que é fixada ao alojamento. Durante armazenamento do dispositivo cheio antes da administração do fármaco, a agulha fica bloqueada por uma tampa de borracha a fim de vedar os conteúdos do alojamento. Este projeto tem a desvantagem em que ele permite que o fármaco contate o lado de dentro da agulha e outros materiais tais como a cola de retenção de agulha durante armazenamento. Este projeto também exige que a tampa de borracha seja removida antes de o fármaco ser administrado, exigindo uma ação de separação adicional pelo usuário de dispositivo. Este projeto tipicamente também deixa uma abertura relativamente grande no dispositivo de distribuição de fármaco após a tampa de borracha ter sido removida e o fármaco administrado, através do qual a agulha contaminada pode ser acessada, resultando em um risco aumentado de transmissão acidental de doenças transmitidas pelo sangue por causa de ferimento de espetada de agulha.
Sumário da Invenção
[007] A presente invenção está descrita nas reivindicações anexas.
[008] A expressão "selo de vedação" tal como usada neste do cumento nas reivindicações e na descrição significa um selo que impede deterioração ou contaminação de um fármaco em um recipiente contra fatores externos previsíveis em armazenamento. Um selo de vedação mantém a segurança, identidade, concentração, qualidade e/ou pureza de um fármaco em um recipiente de acordo com exigências regulatórias ou estabelecidas oficiais.
[009] A presente invenção tem como objetivo abordar alguns ou todos os problemas descritos anteriormente ao fornecer um dispositivo de distribuição de fármaco ou recipiente primário para fármaco com um êmbolo que tipicamente exija menos forças para deslocá-lo dentro do alojamento quando comparado com um êmbolo de borracha típico, e um elemento de vedação separado para compensar o desempenho de vedação reduzido deste êmbolo contra contaminação por gases, umidade e biológica quando comparado com um êmbolo de borracha típico.
[0010] Em uma modalidade da invenção, nem o alojamento nem o êmbolo são lubrificados com um lubrificante separado para reduzir forças de atrito do êmbolo durante administração do fármaco. O uso de um êmbolo de baixo atrito que não é provido com um selo de vedação fornece forças baixas e consistentes de modo aceitável durante administração de fármaco sem este lubrificante.
[0011] Em uma modalidade da invenção, um êmbolo de baixo atrito é alcançado pelo uso de um material substancialmente não elasto- mérico tal como polipropileno, polietileno ou FEP (Propileno Etileno Fluorado) em um projeto de selo de parede fina tal como um selo de ‘copo’, onde o selo entre o êmbolo e o alojamento é aumentado pela pressão da medicação sobre o selo durante administração.
[0012] Preferivelmente, o êmbolo é formado de maneira que uma componente da pressão de fluido exercida pelo fármaco durante distri-buição do fármaco é direcionada para a interface de vedação entre o êmbolo e o alojamento. A pressão de fluido exercida pelo fármaco aumenta assim o selo entre o êmbolo e o alojamento. Para alcançar isto, o êmbolo pode ser formado com uma parte oca em contato com o fármaco, de tal maneira que o fármaco fica em contato com e pressiona contra uma parede interna do êmbolo. A vantagem deste tipo de selo é que existe uma forte correlação entre a força que capacita o selo (e consequentemente cria atrito que resiste ao movimento do selo) e a força agindo sobre o êmbolo para impelir o fármaco para fora do recipiente primário para fármaco. Se o êmbolo parar de se deslocar por causa de atrito, então a pressão hidráulica do fármaco reduz à medida que fármaco sai do recipiente para dentro do paciente, reduzindo o atrito e permitindo ao êmbolo se deslocar de novo, e assim um mecanismo de autocompensação é alcançado. Este tipo de selo, portanto, é menos provável de ‘agarrar’ quando comparado com êmbolos de seringas de borracha convencionais. Este tipo de êmbolo, o qual conta com pressão proveniente do fármaco para formar um selo, não é adequado para movimento em uma direção contrária, para longe do fármaco, e assim pode ser pensado como um êmbolo "não reversível". Movimento em uma direção contrária provavelmente permitiria ao ar ou qualquer outro gás, líquido ou outro contaminante no outro lado do selo passar pelo selo e contaminar o fármaco e/ou o paciente.
[0013] Outros projetos de êmbolo de baixo atrito também são adequados para uso na presente invenção. Por exemplo, um projeto incorporando uma moldagem por injeção de dois componentes de um TPE (elastômero termoplástico) e um material substancialmente não elastomérico, ou incorporando um anel-0 elastomérico em conjunto com um corpo de êmbolo rígido, ou incorporando um encaixe por interferência entre o alojamento e um êmbolo feito de um material de baixo atrito tal como polipropileno ou polietileno. O fato de que estes projetos podem fornecer somente um único anel de contato de vedação contínuo não compromete a esterilidade e condição do fármaco por causa do uso do selo de vedação separado.
[0014] O êmbolo pode incorporar outras superfícies projetadas para contatar com o alojamento a fim de manter o êmbolo alinhado axialmente dentro do alojamento durante administração do fármaco, a fim de manter a integridade de qualquer selo entre o êmbolo e o alojamento. As superfícies de contato podem ser formadas de um material não elastomérico, e podem ter dimensões e/ou forma que as impeçam de formar um substantivo selo com o alojamento.
[0015] O elemento de vedação separado do selo de vedação pre-ferivelmente é formado de um material que é substancialmente imper-meável à contaminação por oxigênio, umidade e biológica, e que pode ser rompido por um empurrador para expelir o fármaco. Tais materiais incluem lâminas delgadas ‘trilaminadas’. Estas lâminas delgadas podem incluir uma camada ‘adesiva’ interna, por exemplo, de polipropileno, a qual é apropriada para contato com fármaco e que pode ser selada ao alojamento usando calor ou um outro método. Elas também podem incluir uma camada central tal como alumínio ou um fluoropo- límero para fornecer desempenho de barreira ao oxigênio. Barreiras ao oxigênio alternativas incluem álcool de etileno vinila e poliamida. Uma camada externa adicional de uma maneira geral é usada para fornecer resistência, e pode ser feita de papel, poliamida, PVC, etc. Tais materiais também incluem lâminas delgadas que consistem de um único material tal como um fluoropolímero.
[0016] O elemento de vedação é projetado para ser rompível, isto é, sob pressão ele se romperá em vez de descascar ou ir de outro modo para longe do alojamento, e é tipicamente mais fino e menos rígido que o alojamento.
[0017] O elemento de vedação separado pode ser soldado por calor ao alojamento, ou pode ser unido através de outros meios tais como soldagem ultrassónica, de indução ou a laser, ou pelo uso de adesivos separados, tais como adesivos curáveis por UV. Alternativamente, o elemento de vedação pode ser retido no lugar por meio de força exclusiva, por exemplo, ao usar um componente de fixação mecânica, preferencialmente em conjunto com uma arruela de compressão para manter uma força suficientemente consistente sobre o selo para acomodar tolerâncias de fabricação e mudanças dimensionais dos componentes ao longo do tempo. Este componente de fixação mecânica tipicamente pode ser preso ou atarraxado ao lugar, e tipicamente se fixaria ao alojamento.
[0018] A fim de deslocar o êmbolo para expelir o fármaco durante administração, um empurrador é posicionado no lado oposto ao elemento de vedação. Este empurrador pode ser deslocado para romper o selo e deslocar o êmbolo dentro do alojamento para dispensar o fármaco. Em uma modalidade do projeto, este movimento é causado por um usuário do dispositivo aplicando uma força ao dispositivo. Em uma outra modalidade, esta força vem de uma fonte de energia armazenada tal como uma mola.
[0019] Durante fabricação, seringas e autoinjetores preenchidos anteriores são quase sempre enchidos com fármaco através da mesma abertura no alojamento em que o êmbolo é montado. Este processo tipicamente ocorre em um ambiente asséptico. Em um aspecto preferido da presente invenção, existem vantagens em encher o fármaco através de uma segunda abertura tal como a abertura através da qual o fármaco é expelido porque isto permite que o êmbolo seja montado, o elemento de vedação fixado e então o sistema ser todo esterilizado, antes de o dispositivo entrar no ambiente asséptico para enchimento com fármaco. Entretanto isto exige que a segunda abertura seja selada após enchimento.
[0020] Uma modalidade da invenção, portanto, incorpora um segundo elemento de vedação que é projetado para ser apropriado para montagem dentro de um ambiente asséptico. O segundo elemento de vedação pode ser retido no lugar por força exclusiva, por exemplo, ao usar um componente de fixação mecânica, preferencialmente em conjunto com uma arruela de compressão para manter uma força suficientemente consistente sobre o selo para acomodar tolerâncias de fabricação e mudanças dimensionais dos componentes ao longo do tempo. Este componente de fixação mecânica pode ser preso ou atarraxado ao lugar, e tipicamente se fixaria ao alojamento. Alternativamente, o segundo elemento de vedação pode ser soldado por calor ao alojamento, ou pode ser unido através de outros meios tais como soldagem ultrassónica, de indução ou a laser, ou por meio do uso de adesivos separados tais como adesivos de cura por UV.
[0021] Um aspecto adicional da invenção, incorpora um mecanismo para romper o segundo elemento de vedação e permitir que o fármaco passe através de uma agulha hipodérmica oca durante administração do fármaco a um paciente. Esta abordagem impede o fármaco de contatar a agulha ou outros materiais associados durante armazenamento do dispositivo, e evita o uso de uma grande tampa de borracha de bloqueio de agulha que exige uma ação de remoção separada pelo usuário antes de o fármaco ser administrado, e que pode fazer com que a agulha usada fique exposta após administração.
[0022] Ainda em um aspecto adicional da invenção, um recipient primário para fármaco pode compreender: um alojamento contendo um fármaco para ser dispensado, o alojamento tendo uma primeira extremidade definindo uma abertura; um êmbolo, posicionado dentro do alojamento, em contato com o fármaco; e um primeiro elemento de vedação fornecendo um primeiro selo de vedação através da primeira abertura do alojamento; em que o êmbolo não forma um selo de vedação com o alojamento e inclui uma parte oca de tal maneira que, em uso, o fármaco fica em contato com a parte oca e pressiona contra uma parede interna da parte oca. Com este tipo de êmbolo, em uso, a pressão de fluido exercida pelo fármaco aumenta ou cria substancialmente a vedação entre o êmbolo e o alojamento, mas o êmbolo fornece um contato de baixo atrito previsível com o alojamento. Este tipo de êmbolo pode ser descrito como formando um selo de autoenergização, e um exemplo é um êmbolo de selo de copo. O êmbolo não sofre de agarramento e lubrificante pode não ser exigido. Este tipo de recipiente primário para fármaco é particularmente adequado para mecanismos de distribuição de fármaco automatizados, exigindo movimento do êmbolo em somente uma única direção. Por causa de o êmbolo contar com pressão proveniente do fármaco para formar um selo, ele não é adequado para movimento em uma direção contrária, para longe do fármaco, e assim pode ser pensado como um êmbolo "não reversível". Movimento em uma direção contrária provavelmente permitiria ao ar ou qualquer outro gás, líquido ou outro contaminante no outro lado do selo passar pelo selo e contaminar o fármaco e/ou o paciente.
[0023] Neste aspecto, o selo de vedação preferivelmente é projetado para ser perfurável, mas pode ser descascável ou removido em outros modos durante uso. Deve ficar aparente que outros recursos deste aspecto da invenção, tais como a escolha de materiais para o alojamento, selo de vedação e êmbolo, e os meios de fixar o selo de vedação ao alojamento podem ser os mesmos tal como descrito com referência às modalidades descritas anteriormente.
[0024] Embora a presente invenção esteja descrita primariamente neste documento em relação a dispositivos baseados em agulha, tais como autoinjetores e seringas, isto é, dispositivos incluindo uma agulha hipodérmica oca através da qual o fármaco é entregue para o paciente, a invenção é igualmente aplicável a dispositivos de distribuição de fármaco não baseados em agulha. A frase "não baseado em agulha", tal como usada neste documento, se refere a dispositivos de distribuição de fármaco que não incluem uma agulha hipodérmica através da qual o fármaco é entregue em uso. Dispositivos de distribuição de fármaco que podem compreender um recipiente primário para fármaco, de acordo com a invenção, incluem inaladores, insufladores, conta- gotas, tubos, garrafas, frascos, aplicadores e outros dispensadores de fármacos incluindo fármacos na forma de líquidos, cremes, géis, pós, pastilhas, grânulos, gases, aerossóis, borrifos e suspensões para aplicações parenterais (incluindo intradérmicas, subcutâneas, intramusculares e intravenosas), tópicas, nasais, orais, auriculares, sublinguais, retais, vaginais e outras. A invenção pode ser usada em dispositivos que exijam força manual para dispensar o fármaco assim como com em uma variedade de mecanismos de dispensação automatizados.
Descrição Resumida dos Desenhos
[0025] Exemplos da presente invenção serão agora descritos deta-lhadamente com referência para os desenhos anexos, nos quais:
[0026] a figura 1 é uma seção transversal longitudinal de um exemplo de um recipiente primário para fármaco;
[0027] a figura 2 é uma vista explodida do recipiente primário para fármaco da figura 1;
[0028] a figura 3 é uma seção transversal longitudinal através de um exemplo de um dispositivo de distribuição de fármaco incorporando a presente invenção antes da administração do fármaco para o paciente;
[0029] a figura 4 é a invenção na figura 3 após administração do fármaco para o paciente;
[0030] a figura 5 é uma vista de detalhe da figura 3 mostrando um projeto de êmbolo alternativo que inclui um anel-O;
[0031] a figura 6 é uma vista de detalhe da figura 3 mostrando um projeto de êmbolo alternativo que inclui um selo por interferência;
[0032] a figura 7 é uma vista de detalhe da figura 3 mostrando um projeto de êmbolo alternativo que é compreendido de uma moldagem por injeção de dois componentes de um TPE (elastômero termoplástico) e um material substancialmente não elastomérico;
[0033] a figura 8 é uma vista de seção de um outro exemplo da invenção com um primeiro elemento de vedação retido por uma fixação mecânica que é retida por uma rosca de parafuso;
[0034] a figura 9 é uma vista explodida do alojamento, primeiro elemento de vedação, arruela de compressão e fixação mecânica da figura 8;
[0035] a figura 10 é uma vista de seção de um outro exemplo da invenção com um primeiro elemento de vedação retido por uma fixação mecânica que é retida por grampos no alojamento;
[0036] a figura 11 é uma vista explodida do alojamento, primeiro elemento de vedação, arruela de compressão e fixação mecânica da figura 10;
[0037] a figura 12 é uma vista do recipiente primário de um outro exemplo da invenção antes do enchimento, mostrando uma submon- tagem de alojamento separada e uma submontagem de segunda vedação separada;
[0038] a figura 13 é uma vista de seção do recipiente primário de um outro exemplo da invenção antes do enchimento, mostrando uma submontagem de alojamento separada e uma submontagem de segunda vedação separada;
[0039] as figuras 14a, 14b, 14c e 14d são vistas de seção da sequência de enchimento do recipiente primário da figura 12;
[0040] a figura 15 é uma vista de seção de um exemplo de um au- toinjetor incorporando a presente invenção antes da administração do fármaco para o paciente;
[0041] a figura 16 é uma vista de seção do autoinjetor da figura 15 imediatamente após administração do fármaco para o paciente;
[0042] a figura 17 é uma vista de seção do autoinjetor da figura 15 após o usuário ter removido o autoinjetor do paciente e um mecanismo de segurança de agulha ter sido aplicado;
[0043] a figura 18 é uma vista explodida do autoinjetor da figura 15;
[0044] a figura 19 é uma vista de seção da figura 3 mostrando um projeto alternativo do segundo elemento de vedação soldado ao alojamento;
[0045] a figura 20 é uma vista de seção da figura 3 mostrando um projeto alternativo com um segundo elemento de vedação retido por uma fixação mecânica que é retida por uma rosca de parafuso;
[0046] a figura 21 é uma vista de uma modalidade alternativa da invenção na qual o fármaco é colocado dentro do alojamento através da mesma abertura no alojamento através da qual o êmbolo é montado;
[0047] a figura 22 é uma vista de seção tridimensional da figura 21;
[0048] a figura 23 é uma vista de seção da figura 21 antes da ad-ministração do fármaco a um paciente;
[0049] a figura 24 é uma vista de seção da figura 21 após administração do fármaco a um paciente;
[0050] a figura 25 é uma vista explodida da figura 21; e
[0051] a figura 26 mostra a sequência de enchimento com fármaco para a invenção descrita na figura 21.
Descrição Detalhada
[0052] Para os propósitos de descrever a invenção, o recipiente primário para fármaco é definido como o alojamento, êmbolo e quaisquer componentes de vedação exigidos a fim de conter o fármaco dentro do alojamento.
[0053] A figura 1 mostra um exemplo de um recipiente primário para fármaco 1 para uso em um dispositivo de distribuição de fármaco de acordo com a presente invenção. O recipiente primário para fármaco 1 compreende um alojamento 2, um primeiro elemento de vedação 3, um êmbolo 4, um segundo elemento de vedação 5, uma arruela de com-pressão 6 e um componente de fixação mecânica 7. O alojamento 2, o primeiro elemento de vedação 3 e o segundo elemento de vedação 5 formam um recipiente selado que é substancialmente impermeável à umidade, gases atmosféricos incluindo oxigênio e contaminação biológica. Um fármaco 8 é contido dentro do recipiente antes da administração a um paciente. O recipiente primário para fármaco pode formar parte de um dispositivo de distribuição de fármaco, mas pode ser enchido e selado em um ambiente separado da montagem do resto do dispositivo de distribuição de fármaco, a fim de proteger o fármaco contra contaminação. O êmbolo 4 inclui um recurso de vedação 9 com uma borda de vedação 10 em contato com o alojamento 2. O êmbolo 4 é posicionado nas proximidades do primeiro elemento de vedação 3 e é projetado para minimizar o volume de fármaco que pode residir entre a borda de vedação 10 e o primeiro elemento de vedação 3. Durante administração do fármaco 8 a pressão do fármaco fluido age sobre o recurso de vedação 9 para aumentar a força de vedação entre a borda de vedação 10 e o alojamento 2. O primeiro elemento de vedação 3 é soldado ao alojamento 2. O segundo elemento de vedação 5 é mantido na posição contra o alojamento 2 pelo componente de fixação mecânica 7 agindo sobre ele por meio da arruela de compressão 6.
[0054] O alojamento 2 nesta modalidade, pode ser formado de plástico ou vidro. O primeiro elemento de vedação nesta modalidade, é formado de uma folha metálica trilaminada incluindo uma camada ‘adesiva’ interna, por exemplo, de polipropileno, o qual é apropriado para contatar fármaco e que pode ser selado ao alojamento usando calor ou um outro método, uma camada central tal como alumínio ou um fluoropolímero para fornecer desempenho de barreira ao oxigênio e uma camada externa adicional para fornecer resistência, a qual pode ser feita de papel, poliamida, ou PVC.
[0055] O êmbolo nesta modalidade é formado de um material substancialmente não elastomérico tal como polipropileno, polietileno ou FEP (Propileno etileno fluorado) em um selo de ‘copo’ de parede fina, onde o selo entre o êmbolo e o alojamento é aumentado pela pressão da medicação sobre o selo durante administração.
[0056] A figura 2 mostra uma vista explodida do recipiente primário para fármaco 1 da figura 1 sem o fármaco 8.
[0057] A figura 3 mostra um exemplo de um dispositivo de distribuição de fármaco 11, de acordo com a presente invenção, em seu estado armazenado antes de o fármaco 8 ser administrado a um paciente. O dispositivo de distribuição de fármaco 11 inclui o recipiente primário para fármaco 1 da figura 1. Ele também inclui uma haste de êmbolo 12 que incorpora um empurrador 13 com um recurso de perfuração 14. Durante administração do fármaco a um paciente, o recurso de perfuração 14 rompe o elemento de vedação 3 e impele o êmbolo axialmente ao longo do alojamento 2 para expelir o fármaco 8 por causa da aplicação de força à haste de êmbolo 12 pela pessoa administrando o fármaco.
[0058] Aplicação de força à haste de êmbolo 12 pela pessoa administrando o fármaco também faz com que uma agulha hipodérmica oca 15 se estenda através da pele do paciente e a extremidade oposta da agulha perfure o segundo elemento de vedação 5, permitindo que a fármaco 8 flua através da agulha 15 e para dentro do paciente. A agu- lha 15 é montada em um cubo de agulha 16 que é selado por um selo de cubo de agulha 34 para impedir vazamento do fármaco 8 durante administração. O selo de cubo de agulha 34 veda adicionalmente junto a uma proteção de agulha removível 17 que mantém a agulha 15 estéril e a protege contra danos antes da administração do fármaco 8. Uma mola 18 impele a extremidade da agulha 15 para fora do paciente de volta para dentro do dispositivo quando a pessoa administrando o fármaco 8 libera a força que ela esteja aplicando à haste de êmbolo 12.
[0059] A figura 4 mostra o dispositivo de distribuição de fármaco da figura 3 no seu estado usado após o fármaco 8 ter sido entregue, mas antes de a agulha 15 ter sido removida do paciente. O empurrador 13 força o alojamento 2 para frente, o qual por sua vez faz com que a extremidade da agulha 15 seja estendida para frente para dentro do paciente e a outra extremidade da agulha 19 perfure o segundo elemento de vedação 5. O empurrador 13 rompe o primeiro elemento de vedação 3 e impele o êmbolo 4 para frente para expelir o fármaco 8.
[0060] A figura 5 mostra uma vista de detalhe do projeto da figura 1 incorporando um projeto alternativo do êmbolo 20 que é feito de um ma-terial substancialmente rígido e que inclui um anel-0 elastomérico 21.
[0061] A figura 6 mostra uma vista de detalhe do projeto da figura 1 incorporando um projeto alternativo do êmbolo 22 que inclui um recurso de vedação mais forte 23 quando comparado com o primeiro êmbolo 4 descrito anteriormente. O êmbolo 22 difere do êmbolo 4 descrito anteriormente em que o selo conta mais com um encaixe por interferência entre o alojamento 2 e o recurso de vedação 23. Entretanto, este selo ainda fornece baixo atrito com o alojamento e não é suficiente para fornecer um selo de vedação para manter a condição de fármaco.
[0062] A figura 7 mostra uma vista de detalhe do projeto da figura 1 incorporando um projeto alternativo do êmbolo 25 que inclui tanto um material substancialmente rígido tal como polipropileno ou polietileno quanto um segundo material elastomérico tal como TPE (elastômero termoplástico). A parte rígida do êmbolo 26 suporta a parte elastoméri- ca 27 para formar um selo na área de contato de vedação 28 com o alojamento 2. Em uma modalidade deste projeto, o êmbolo é fabricado usando um processo de moldagem por injeção de ‘duas cargas’ envol-vendo dois materiais separados dentro de uma única ferramenta de moldagem, ou ao sobremoldar de outro modo a parte elastomérica 27 sobre a parte substancialmente rígida 26. De novo, o selo formado entre o êmbolo e a área de contato 28 não é suficiente para fornecer um selo de vedação suficiente para manter o fármaco em uma condição utilizável para sua vida de prateleira. O selo de vedação 3 é fornecido para esse propósito.
[0063] A figura 8 é uma vista de seção de um outro exemplo de um recipiente primário idêntico ao da figura 1, exceto que o primeiro elemento de vedação 3 é retido por um componente de fixação mecânica 30 em conjunto com uma arruela de compressão 31. A arruela de compressão mantém uma força suficientemente consistente sobre o primeiro elemento de vedação para acomodar tolerâncias de fabricação e mudanças dimensionais dos componentes ao longo do tempo. Este componente de fixação mecânica 30 é retido por uma rosca de parafuso 32, e é atarraxado a um detalhe de rosca correspondendo 33 no alojamento 38 durante o processo de montagem. Este processo de montagem pode acontecer antes ou após colocação do fármaco 8 dentro do recipiente primário.
[0064] A figura 9 é uma vista explodida do alojamento 38, primeiro elemento de vedação 3, arruela de compressão 31 e do componente de fixação mecânica 30 da figura 8.
[0065] A figura 10 é uma vista de seção de um outro exemplo de um recipiente primário idêntico ao da figura 8, exceto que o componen- te de fixação mecânica 35 é retido pelas superfícies de fixação 36 que encaixam com os detalhes de engate 37 no alojamento 39. Isto permite que o primeiro componente de fixação mecânica 35 seja montado diretamente no recipiente primário 39 como um ‘encaixe de empurrar’ que não exige uma ação de aparafusamento.
[0066] A figura 11 é uma vista explodida do alojamento 39, do primeiro elemento de vedação 3, da arruela de compressão 31 e componente de fixação mecânica 35 da figura 10.
[0067] A figura 12a e a figura 12b mostram conjuntamente um exemplo de recipiente primário para fármaco parcialmente montado que é capaz de ser enchido e então montado conjuntamente. O recipiente primário para fármaco compreende uma parte de recipiente 52 e uma parte de tampa 53. O recipiente primário para fármaco é idêntico ao recipiente primário para fármaco da figura 1 e da figura 3 com a adição de um mecanismo de agulha similar àquele mostrado na figura 3. Neste exemplo da invenção, as duas submontagens da figura 12a e da figura 12b, tal como descritas, são fornecidas para o processo de enchimento, onde fármaco é colocado através de uma abertura 40 na parte de recipiente 52 e então a parte de tampa 53 é montada na parte de recipiente 52 para vedar o recipiente primário para fármaco.
[0068] A figura 13a e a figura 13b mostram as vistas de seção cor-respondentes da parte de recipiente 52 e da parte de tampa 53 da figura 12a e da figura 12b.
[0069] As figuras 14a a 14d mostram a sequência de enchimento para a figura 12. A figura 14a mostra a parte de recipiente 52 pronta para enchimento. O recipiente com o primeiro selo de vedação 3 e o êmbolo 4 podem ser montados fora do ambiente asséptico. A montagem de recipiente é então esterilizada antes de ser enchida com fármaco em um ambiente asséptico. A figura 14b mostra a parte de recipiente 52 após ela ter sido enchida com fármaco. A figura 14c mostra a parte de tampa 53 na posição acima da parte de recipiente 52 pronta para montagem. De novo, a montagem de tampa total vantajosamente pode ser montada fora do ambiente asséptico e então esterilizada antes de ser unida à montagem de recipiente em um ambiente asséptico. A figura 14d mostra a parte de tampa 53 e a parte de recipiente 52 montadas juntamente com o fármaco.
[0070] A figura 15 mostra uma vista de seção através de um outro exemplo da invenção onde o dispositivo de distribuição de fármaco é um autoinjetor. O recipiente primário para fármaco é significativamente similar ao recipiente primário para fármaco da figura 1, e a ambos o recipiente primário e mecanismo de agulha da figura 3, ambos descritos detalhadamente acima. Uma mola de acionamento principal 41 aplica uma força a um empurrador 42, o qual é retido por dois roletes de tra- vamento 43. A fim de administrar o fármaco, um usuário de autoinjetor remove a tampa 44 com a proteção de agulha fixada 45 e pressiona a superfície dianteira exposta 46 da cobertura de agulha 47 sobre o local de injeção de paciente, empurrando a cobertura de agulha 47 de volta para o autoinjetor. Isto permite que os roletes de travamento 43 se desloquem para fora do caminho do empurrador 42, de maneira que a mola 41 pode deslocar o empurrador 42 para frente. Este, por sua vez, faz com que os elementos de perfuração 48 do empurrador perfurem o primeiro elemento de vedação 3 e desloquem o recipiente primário para fármaco axialmente através do autoinjetor, o qual, por sua vez, desloca a agulha 15 para frente para dentro do paciente. Este movimento axial do recipiente primário para fármaco, também faz com que a outra extremidade da agulha 19 mais afastada do paciente perfure um segundo elemento de vedação 5, permitindo ao êmbolo 4 se deslocar axialmente através do alojamento 2 e que o fármaco 8 seja administrado através de uma agulha hipodérmica oca 15 a um paciente.
[0071] A figura 16 mostra a figura 15 imediatamente após adminis- tração do fármaco ao paciente. A agulha 15 está estendida dentro do paciente. A outra extremidade da agulha 19 mais afastada do paciente perfurou o segundo elemento de vedação 5 e o êmbolo 4 foi impelido axialmente através do alojamento 2 pelo empurrador 42. O primeiro elemento de vedação 3 foi rompido pelos elementos de perfuração de empurrador 48.
[0072] A figura 17 mostra a figura 15 após o usuário ter parado de aplicar o autoinjetor à pele do paciente e a mola de cobertura de agulha 50 ter forçado a cobertura de agulha 47 para se estender de maneira que ela proteja a agulha usada 15, para reduzir o risco de transmissão acidental de doenças transmitidas pelo sangue por causa de ferimento de espetada de agulha. Os detalhes de travamento 51 na traseira da cobertura de agulha 47 impedem que a cobertura de agulha 47 se desloque para trás dentro do autoinjetor.
[0073] A figura 18 é uma vista explodida da figura 15 mostrando os componentes do autoinjetor. Uma cobertura traseira 62, uma cobertura frontal 63 e uma tampa 44 formam o envoltório externo do autoinjetor. Um alojamento interno 83 suporta a mola 41.
[0074] A figura 19 mostra uma vista de seção da figura 1 incorporando um projeto alternativo do alojamento 54 e do segundo elemento de vedação 55, onde o segundo elemento de vedação 55 é soldado ou fixado com adesivo ao alojamento e, portanto, não exige a arruela de compressão 6 ou o componente de fixação mecânica 7 mostrado na figura 1.
[0075] A figura 20 mostra uma vista de seção da figura 1 incorporando um projeto alternativo do alojamento 56 e do segundo elemento de vedação 58, onde o segundo elemento de vedação 58 é fixado por meio de um componente de fixação mecânica 57 e da arruela de compressão 59, onde o componente de fixação mecânica 57 é retido preferencialmente no alojamento 56 por uma rosca de parafuso 61 que encaixa em um detalhe de rosca correspondente 60 no alojamento.
[0076] A figura 21 mostra uma outra modalidade da invenção, onde a abertura em um alojamento através da qual o fármaco é colocado é igual àquela usado para montar o êmbolo.
[0077] A figura 22 é uma vista de seção tridimensional da figura 21 mostrando os componentes com mais detalhes. Um alojamento 64 é selado por um primeiro elemento de vedação 65 que é retido por uma arruela de compressão 66 e pelo componente de fixação mecânica 67. Dentro do alojamento 64 um êmbolo 68 é posicionado adjacente ao primeiro elemento de vedação 65, e pode ser fixado ao elemento de vedação 65 por meio de uma solda ou adesivo. Um corpo inferior 69 é móvel axialmente em relação ao alojamento 64, e contém um cubo de agulha 70, que por sua vez, é móvel axialmente em relação ao corpo inferior 69. Um selo 71 incorporado ao cubo de agulha 70 impede mo-vimento acidental do cubo de agulha 70 antes da administração do fármaco 72. Os dentes de perfuração 80 no cubo de agulha 70 perfuram o primeiro elemento de vedação 65 durante administração do fármaco, permitindo ao cubo de agulha 70 deslocar uma parte do primeiro elemento de vedação 65 incluindo a parte unida ao êmbolo 68 e também o êmbolo 68 propriamente dito axialmente através do alojamento 64. Um segundo elemento de vedação 73, mantém a limpeza e esterilidade de uma agulha 74 antes da administração do fármaco 72, e é rompido pela agulha 74 durante administração do fármaco 72. A agulha 74 é fixada ao cubo de agulha 70 de maneira que a extremidade da agulha 75 mais próxima ao segundo elemento de vedação 73 possa entrar no paciente durante administração de fármaco, e de maneira que a outra extremidade da agulha 76 mais afastada do paciente possa perfurar o primeiro elemento de vedação 65 durante administração de fármaco para permitir que o fármaco 72 flua através da agulha 74. Um componente de botão 77 fornece uma superfície adequada 78 para a pessoa administrando o fármaco aplicar uma força a fim de facilitar administração de fármaco. Um anel de travamento 79 impede ativação acidental do dispositivo, e é removido antes da administração do fármaco 72.
[0078] A figura 23 mostra uma vista de seção da figura 21 antes da administração do fármaco 72.
[0079] A figura 24 mostra uma vista de seção da figura 21 após administração do fármaco 72, e ilustra o primeiro elemento de vedação 65 após ele ter sido rompido pelo cubo de agulha 70, o segundo elemento de vedação 73 após ele ter sido perfurado pela agulha 74, e o êmbolo 68 após ele ter sido impelido axialmente através do alojamento 64 pelo cubo de agulha 70 a fim de distribuir o fármaco 72.
[0080] A figura 25 mostra uma vista explodida da figura 21.
[0081] As figuras 26a a 26d mostram a sequência de enchimento para a figura 21. A figura 26a mostra a parte de recipiente 81 pronta para enchimento. A figura 26b mostra a parte de recipiente 81 após ela ter sido enchida com o fármaco 72. A figura 26c mostra a parte de tampa 82 na posição acima da parte de recipiente 81 pronta para montagem. A figura 26d mostra a parte de tampa 82 e a parte de recipiente 81 montadas juntamente com o fármaco 72.
[0082] Tal como com a modalidade descrita com referência à figura 14, a parte de tampa 82 pode ser pré-montada fora do ambiente asséptico e então esterilizada antes de ser fixada à parte de recipiente 81 usando uma conexão de encaixe de empurrar ou outra fixação mecânica adequada.