DESCRIÇÃO DA TÉCNICA ANTERIOR
[0001] Várias tecnologias de acesso sem fio foram propostas ouimplementadas para ativar as estações móveis para desempenhar comunicações com outras estações móveis ou com terminais com fio acoplados às redes com fio. Os exemplos de tecnologias de acesso sem fio incluem tecnologias GSM (Sistema Global para comunicações Móveis) e UMTS (Sistema de Telecomunicações Móvel e Universal), definidas pelo Projeto de Parceria da Terceira Geração (3GPP); e tecnologias CDMA 2000 (Acesso Múltiplo de Divisão por Código 2000), definidas por 3GPP2.
[0002] Como parte da evolução contínua de tecnologias de acessosem fio para melhorar a eficiência espectral, para melhorar serviços, para reduzir custos, e assim por diante, novos padrões foram propostos. Um tal novo padrão é o padrão da Evolução a Longo Prazo (LTE) da 3GPP, o qual busca aperfeiçoar as redes sem fio UMTS.
[0003] As estações móveis de modo duplo podem desempenhar oacesso usando-se diferentes tipos de redes de acesso sem fio, tais como uma rede de acesso sem fio de HRPD (Dados de Pacote com Alta Taxa) antiga (conforme definido por CDMA 2000) ou uma E- UTRAN (Rede de Acesso de Rádio Terrestre UMTS Evoluída, conforme definido por 3 GPP). A rede de acesso sem fio da E-UTRAN permite o acesso de serviços sem fio da 4G (quarta geração), tais como aqueles fornecidos através de LTE.
[0004] À medida que os operadores de serviço evoluem a partirdas redes de acesso sem fio antigas para as redes 4G, tais operadores de serviço tipicamente têm que suportar o acesso do assinante em ambos os tipos de rede. Quando uma estação móvel (tal como uma estação móvel de modo duplo) se prende a uma rede de acesso sem fio da E-UTRAN, por exemplo, os serviços fornecidos na rede antiga podem não estar mais disponíveis à estação móvel.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
[0005] Em geral, uma técnica ou mecanismo é fornecido parapermitir o ancoramento dos serviços em uma rede nativa da estação móvel mesmo quando a estação móvel está anexada a uma rede de acesso sem fio de um domínio de serviço diferente.
[0006] Outras características ou características alternativas ficarãoaparentes a partir da descrição seguinte, a partir dos desenhos, e a partir das reivindicações.
BREVE DESCRIÇÃO DAS FIGURAS
[0007] As Figuras 1 a 3 ilustram as partes de diferentes redes queincorporam algumas modalidades preferidas da invenção; e
[0008] A Figura 4 é um diagrama em bloco de componentes emum nó de um primeiro domínio de serviço e um nó de agente nativo em um segundo domínio de serviço, de acordo com uma modalidade preferida exemplificativa.
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO
[0009] Na descrição seguinte, inúmeros detalhes sãoestabelecidos para fornecer um entendimento de algumas modalidades. No entanto, ficará entendido por aqueles versados na técnica que algumas modalidades podem ser praticadas sem esses detalhes e que inúmeras variações ou modificações das modalidades descritas podem ser possíveis.
[00010] Vários serviços podem ser fornecidos a uma estação móvel por meio de um domínio de serviço nativo da estação móvel. Os exemplos de tais serviços incluem um serviço de contabilidade/faturamento; um serviço de jogo; um serviço de aperte- para-falar; um serviço de conferência ou mensagem instantâneo; um serviço de calendário; um serviço baseado em localização (por exemplo, encontrar a loja mais próxima ou outra localização); um serviço de presença (por exemplo, serviço que segue os movimentos do assinante); serviços de broadcast e multicasting (por exemplo, relacionado à Internet TV); e assim em diante.
[00011] Assim, quando a estação móvel está anexada a uma rede de acesso sem fio do domínio de serviço nativo da estação móvel, tais serviços podem ser fornecidos para a estação móvel. Em uma modalidade exemplificativa, o domínio de serviço nativo da estação móvel inclui uma rede de acesso sem fio de HRPD (Dados de Pacote com Alta Taxa), conforme definida por 3GPP2, para suportar o acesso sem fio pela estação móvel. A rede de acesso sem fio de HRPD é considerada como uma rede de acesso sem fio antiga. O domínio de serviço nativo, neste exemplo, é considerado um domínio de serviço antigo que suporta serviços de acordo com um padrão mais antigo, tal como o padrão 3GPP2 CDMA 2000. Um "domínio de serviço"refere- se a uma disposição de nós de rede associados com um ou mais operadores de serviço para fornecer acesso sem fio e outros serviços à estação móvel.
[00012] As novas tecnologias sem fio estão sendo desenvolvidas, com uma tal nova tecnologia sendo a tecnologia da Evolução a Longo Prazo (LTE) da 3GPP. A rede LTE usa E-UTRAN como a tecnologia de acesso sem fio para a estação móvel acessar a rede LTE. Neste exemplo, a LTE define um segundo domínio de serviço que é de um tipo diferente do domínio de serviço nativo (ou antigo).
[00013] Apesar de a referência ser feita aos padrões de HRPD e LTE acima, nota-se que nas modalidades preferidas alternativas, outros tipos de domínios de serviço podem ser empregados.
[00014] Uma questão associada com uma estação móvel que é anexada à rede de acesso sem fio da E-UTRAN é que a estação móvel tende a seguir os procedimentos e protocolos da LTE, os quais podem fazer com que a estação móvel seja ancorada a um nó no domínio de serviço da LTE. No entanto, ancorar a estação móvel no domínio de serviço da LTE significa que a estação móvel pode não ser mais capaz de acessar vários serviços fornecidos pelo domínio de serviço nativo.
[00015] De acordo com algumas modalidades, para direcionar a questão anterior, um mecanismo é fornecido para ancorar uma sessão da estação móvel em um nó no domínio de serviço nativo da estação móvel, mesmo se a estação móvel estiver anexada à rede de acesso sem fio da E-UTRAN (em um domínio de serviço diferente). Ao ancorar a estação móvel no nó no domínio de serviço nativo, os serviços do domínio de serviço nativo podem ser disponibilizados para a estação móvel mesmo se a estação móvel estiver localizada em um domínio de serviço diferente.
[00016] Em algumas modalidades, o nó do domínio de serviço nativo no qual a sessão da estação móvel está ancorada é um agente nativo conforme definido ou pelo IPv4 Móvel Proxy (Protocolo de Internet versão 4) ou IPv6 Móvel Proxy (Protocolo de Internet versão 6). O IPv6 Móvel Proxy é definido pela Solicitação de Comentários (RFC) 5213, intitulada "Proxy Móbile IPv6," datada de agosto de 2008. O IPv4 Móvel Proxy é definido por K. Leung et al., Internet-Draft, intitulado "WiMAX Forum/3GPP2 Proxy Móbile IPv4," draft-leung-mip4- proxy-mode-10.txt, datado de novembro de 2008.
[00017] Um agente nativo, conforme definido por IPv4 ou IPv6 Móvel, é um roteador em uma rede nativa da estação móvel com a qual a estação móvel registrou seu atual endereço dinâmico. No IPv6 Móvel Proxy, a funcionalidade do agente nativo é fornecida em uma âncora de mobilidade local (LMA), a qual fornece as funcionalidades do agente nativo, assim como as capacidades adicionais que suportam o protocolo IPv6 Móvel Proxy. Assim, conforme usado no presente, "agente nativo" refere-se tanto a um agente nativo de IP Móvel quanto a uma âncora de mobilidade local do IPv6 Móvel Proxy.
[00018] São fornecidas várias modalidades diferentes para ancorar os serviços da estação móvel no agente nativo da estação móvel enquanto a estação móvel é anexada a um domínio de serviço diferente. A Figura 1 ilustra uma primeira solução de acordo com uma modalidade. Na Figura 1, dois domínios de serviço são ilustrados, inclusive um domínio de serviço da LTE 100 e um domínio de serviço antigo 102. No exemplo da Figura 1, o domínio de serviço antigo 102 usa tecnologia de acesso sem fio de HRPD com uma rede núcleo definida por 3GPP2.
[00019] No domínio de serviço antigo 102, uma rede de acesso sem fio 104 inclui uma estação transceptora base de HRPD (BTS) 106, e um nó da rede de acesso (AN) 108 que é anexado a um servidor AAA (autenticação, autorização, e contagem) 110 para desempenhar as tarefas de autenticação, autorização, e contagem quando uma estação móvel se prende à rede de acesso sem fio 104.
[00020] A rede de acesso sem fio 104 é conectada a um PDSN (nó em serviço de dados de pacote) 112 que fornece acesso a uma rede externa de dados em pacote tal como a Internet, uma intranet, ou um servidor aplicativo. O PDSN 112 é um componente da rede CDMA 2000, e age como um ponto de conexão entre uma rede de acesso sem fio e a rede externa de dados em pacote.
[00021] O domínio de serviço antigo 102 também inclui um agente nativo (HA) 116, o qual ativa a criação e manutenção de uma ligação entre um endereço nativo da estação móvel e seu endereço dinâmico (o endereço usado pela estação móvel quando ela é anexada a uma rede visitada). O agente nativo gerencia os serviços fornecidos à estação móvel, inclusive serviços 3GPP2 fornecidos por uma rede de serviços 3GPP2 118. A rede de serviços 3GPP2 inclui um servidor AAA fornecedor de serviço AAA 120 para desempenhar os serviços de autenticação, autorização e contagem quando os serviços da rede de serviços 3GPP2 118 são acessados por uma estação móvel.
[00022] O domínio de serviço da LTE 100 inclui uma rede de acesso sem fio da E-UTRAN 120 para permitir o acesso sem fio pelas estações móveis, que inclui uma estação móvel 130. Em adição, o domínio de serviço da LTE 100 inclui um portal de serviço (SGW) que roteia e encaminha os pacotes de dados de usuário para um gateway PDN (rede de dados de pacote) 126. O gateway PDN 126 fornece conectividade da estação móvel para uma rede externa de dados em pacote ao ser o ponto de saída e de entrada do tráfego de dados para a estação móvel. O portal de serviço é o ponto de âncora para a mobilidade intra-3GPP, à medida que a estação móvel 130 se move para diferentes pontos de acesso na rede de acesso sem fio da E- UTRAN 120 que faz com que diferentes SGWs sejam selecionados.
[00023] Os termos "portal de serviço"e "portal de rede de dados de pacote"também podem ser aplicados a outros tipos de domínios de serviço (diferentes do domínio de serviço da LTE). De modo mais geral, um portal de rede de dados de pacote pode se referir a qualquer ponto que estabeleça conectividade entre um domínio de serviço e uma rede externa de dados em pacote. Um portal de serviço pode se referir a qualquer nó que gerencie a mobilidade de uma estação móvel dentro de um domínio de serviço.
[00024] Uma outra entidade no domínio de serviço da LTE 100 é uma entidade de gerenciamento de mobilidade (MME) 122, a qual é um nó de controle que fornece vários serviços de controle para uma estação móvel. Os exemplos de tais serviços incluem rastrear a estação móvel, fornecer um procedimento de paging para a estação móvel, e assim por diante. O MME 122 também está envolvido no processo de ativação e desativação do portador, e é responsável por escolher o SGW para a estação móvel no tempo que a estação móvel inicialmente se anexa à rede de acesso sem fio da E-UTRAN 120.
[00025] De acordo com a modalidade mostrada na Figura 1, um link 128 é fornecido entre o SGW 124 e o agente nativo 116 para permitir que a estação móvel 130 se anexe à rede de acesso sem fio da E- UTRAN 120 para ser ancorada pelo agente nativo 116 (em vez de ser ancorada em um nó no domínio da LTE 100). Desta maneira, os serviços 3GPP2 fornecidos pela rede 118 no domínio de serviço antigo 102 podem continuar a estarem disponíveis para a estação móvel 130 que é anexada à rede de acesso sem fio da E-UTRAN 120.
[00026] Existem dois contextos nos quais a estação móvel 130pode ser ancorada pelo agente nativo 116 do domínio de serviço antigo 102. Em um primeiro contexto, a estação móvel 130 é uma estação móvel de modo duplo que é capaz de se prender ou à rede de acesso sem fio de HRPD 104 do domínio de serviço antigo 102, ou à rede de acesso sem fio da E-UTRAN 120 do domínio de serviço da LTE 100. Em um segundo contexto, a estação móvel 130 pode ser uma estação móvel apenas da LTE que é capaz de se anexar apenas à rede de acesso sem fio da E-UTRAN 120.
[00027] Quando a estação móvel 130 inicialmente se prende à rede de acesso sem fio da E-UTRAN 120, a estação móvel 130 desempenha a autenticação de acesso com base em procedimentos de acesso da E-UTRAN. Como parte deste processo de autenticação de acesso, o SGW 124 recebe a informação do usuário, que inclui o endereço do agente nativo IP (o endereço de IP do agente nativo 116) associado com a estação móvel 130. Outros parâmetros da informação do usuário recebida pelo SGW 124 podem incluir um NAI (identificador de acesso de rede) do usuário, APNs suportados (nomes de ponto de acesso, os quais são nomes usados para identificar serviços do portador), um perfil do usuário, parâmetros de associaçãode segurança de mobilidade, e assim por diante.
[00028] No recebimento da informação do usuário, o SGW 124 envia (em 150) uma solicitação de registro, a qual pode ser uma RRQ proxy (solicitação de registro) conforme definido por IPv4 Móvel Proxy, em nome da estação móvel 130 para o agente nativo 116 pelo link 128 entre o SGW 124 o agente nativo 116. Nota-se que o SGW 124 possui o endereço de IP do agente nativo 116 uma vez que o SGW 124 recebeu o endereço de IP do agente nativo como parte do processo de autenticação de acesso da estação móvel. No recebimento da RRQ proxy a partir do SGW 124 pelo link 128 (o qual pode ser um link que suporta a IPv4 Móvel Proxy), o agente nativo 116 registra a sessão da estação móvel. Em adição, o agente nativo 116 aloca (em 152) um endereço de IP para a sessão que a estação móvel pode usar.
[00029] O agente nativo 116 então envia (em 154) uma mensagem de resposta de registro (por exemplo, RRP proxy) de volta para o SGW 124 pelo link 128. A mensagem de RRP proxy contém o endereço de IP alocado para a estação móvel. Em resposta à mensagem de RRP proxy, o SGW 124 segue os procedimentos de acesso da E-UTRAN para entregar (em 156) o endereço de IP para a estação móvel 130 através da rede de acesso sem fio da E-UTRAN 120.
[00030] Nota-se que, a partir da perspectiva do agente nativo 116, o SGW 124 parece ser um PDSN similar ao PDSN 112 no domínio de serviço antigo 102.
[00031] Quando quer que seja que a estação móvel se move pela rede de acesso sem fio da E-UTRAN 120 (por exemplo, se move entre diferentes estações móveis), é possível que uma transferência, de um SGW fonte para um SGW alvo, fosse desempenhada. Para uma transferência inter-SGW, o sistema de acordo com algumas modalidades garante que o SGW alvo irá receber o endereço de IP do agente nativo da estação móvel (116), tal que o SGW alvo pode emitir uma RRQ proxy para o agente nativo 116 para fazer com que o agente nativo 116 atribua o mesmo endereço de IP para a estação móvel para manter a mobilidade e acesso à infraestrutura dos serviços 3GPP2.
[00032] A Figura 2 ilustra uma disposição que suporta uma modalidade alternativa da invenção. Nesta segunda modalidade, em vez de estabelecer um link 128 (Figura 1) entre o SGW 124 e o agente nativo 116, um link 202 é estabelecido entre o gateway PDN 126 e o agente nativo 116. Os nós ilustrados na Figura 2 são os mesmos nós que os ilustrados na Figura 1. O link 202 suporta o tunelamento da IPv4 Móvel Proxy e o IP-em-IP entre o gateway PDN 126 e o agente nativo 116. O tunelamento de IP-em-IP refere-se a encapsular um pacote de IP na carga útil de um outro pacote de IP.
[00033] Na segunda solução que emprega a disposição da Figura 2, o gateway PDN 126 suporta a funcionalidade do portal de acesso móvel da IPv4 Móvel Proxy (MAG) ou agente de mobilidade proxy (PMA). O PMA gerencia a sinalização relacionada à mobilidade para uma estação móvel que é anexada ao MAG. O MAG desempenha o gerenciamento da mobilidade em nome da estação móvel. O MAG também rastreia os movimentos da estação móvel de modo que a handover entre o MAG e um outro MAG possa ser desempenhada quando a estação móvel se cruza entre as áreas de cobertura dos respectivos MAGs.
[00034] Depois de a estação móvel desempenhar a autenticação de acesso baseada em procedimentos de acesso da E-UTRAN, o SGW 124 recebe a informação do usuário que inclui o endereço de IP do gateway PDN 126 e outros parâmetros, conforme discutido acima em conexão com a Figura 1. No recebimento de tal informação, o SGW 124 segue os procedimentos da 3GPP para estabelecer uma sessão de IP para a estação móvel no gateway PDN 126. Isso pode ser alcançado ao usar um procedimento de ocultamento (210) conforme definido pela IPv6 Móvel Proxy, tal como ao enviar uma mensagem (PBU) de atualização de vinculação de proxy que solicita um endereço de IP para a estação móvel.
[00035] Quando o gateway PDN 126 recebe a mensagem de atualização de vinculação de proxy, o gateway PDN 126 ou ao usar a sinalização fora de banda ou a configuração estática, encontra o endereço de IP do agente nativo que deve ancorar a sessão de IP para a estação móvel. A sinalização fora de banda pode ser desempenhada ao acessar um servidor AAA para selecionar o agente nativo. Alternativamente, o gateway PDN 126 pode ser fornecido com múltIPlos agentes nativos dos quais o gateway PDN 126 pode fazer uma seleção (para fins de balanceamento de carga). Ainda como uma outra alternativa, a configuração estática é fornecida, onde o gateway PDN 126 tem que usar um agente nativo em particular.
[00036] Na obtenção do endereço de IP do agente nativo 116, o gateway PDN 126 envia (em 212) uma mensagem de RRQ proxy para o agente nativo 116 para alocar um endereço de IP para a estação móvel e para criar uma vinculação para a sessão do usuário para um endereço dinâmico proxy (CoA) que é finalizado no gateway PDN 126.
[00037] Quando o agente nativo 116 recebe a mensagem de RRQ proxy, o agente nativo 116 valida a mensagem de RRQ proxy e se bem-sucedida, o agente nativo 116 irá alocar (em 214) um endereço de IP para a sessão que é retornada (em 216) para o gateway PDN 126 em uma mensagem de RRP proxy. O agente nativo 116 também cria uma vinculação para o usuário, seu endereço nativo, e o endereço dinâmico proxy que pertence ao gateway PDN 126.
[00038] Quando o gateway PDN 126 recebe a mensagem de RRP proxy do agente nativo 116 com o endereço de IP da estação móvel incluída, o gateway PDN 126 envia uma confirmação de vinculação de proxy (PBA) para o SGW 124 (como parte do procedimento de ocultamento 210) com o endereço de IP nativo designado, junto com outros parâmetros, tais como o prefixo de rede nativa da IPv6 (HNP). O HNP é atribuído a uma interface de uma estação móvel para o domínio de IP Móvel Proxy, e o HNP pode ser usado para derivar um endereço da interface.
[00039] O gateway PDN 126 atualiza uma BCE (entrada de cache de vinculação) atual da estação móvel com o endereço de IP do agente nativo. É possível criar uma vinculação separada que é ligada à BCE proxy da estação móvel.
[00040] Quando o SGW 124 recebe a mensagem de confirmação de vinculação de proxy do gateway PDN 126, o SGW 124 entrega (em 218) o endereço de IP e, possivelmente, o prefixo de rede nativo para a estação móvel 130 seguindo-se os procedimentos de acesso da E- UTRAN.
[00041] Nota-se que, a partir da perspectiva do agente nativo 116, o gateway PDN 126 parece ser um PDSN similar ao PDSN 112 no domínio de serviço antigo 102.
[00042] Quando quer que seja que a estação móvel se mover através da rede de acesso sem fio da E-UTRAN 120 que ocasiona uma transferência do inter-SGW, o sistema garante que o SGW alvo irá receber o endereço de IP do gateway PDN atual 126 que mantém uma vinculação da estação móvel 130 a seu agente nativo atual. O SGW alvo irá iniciar o procedimento discutido acima, o qual faz com que o agente nativo 116 atribua o mesmo endereço de IP à estação móvel 130 para manter a mobilidade e conectividade do IP ao usar o mesmo endereço de IP.
[00043] Se a estação móvel 130 se mover para a rede de acesso sem fio de HRPD 104 a partir da rede de acesso sem fio da E-UTRAN 120, o sistema irá fornecer o PDSN 112 com o endereço do agente nativo atual 116 que mantém e ancora a sessão de IP da estação móvel 130. Quando o PDSN 112 subsequentemente envia uma RRQ proxy ao agente nativo 116, o agente nativo 116 atualiza a vinculação da estação móvel com o novo endereço dinâmico proxy para indicar o PDSN 112 em vez de o gateway PDN 126.
[00044] De acordo com uma outra modalidade preferida, conforme ilustrado na Figura 3, um túnel GRE (Encapsulamento de Rota Genérico) é empregado em um link 302 entre o gateway PDN 126 e o agente nativo 116. O GRE é um protocolo de tunelamento que pode encapsular vários tipos de pacote de protocolo de camada de rede dentro dos túneis de IP para criar links de ponto a ponto virtuais. O GRE é descrito em RFC 2784, intitulado "Generic Routing Encapsulation (GRE)", datado de março de 2000, conforme atualizado por RFC 2890, intitulado "Key and Sequence Number Extensions to GRE," datado em setembro de 2000.
[00045] Em algumas implementações, a funcionalidaDHCP (Protocolo de Configuração do Hospedeiro Dinâmica) é suportada pelo gateway PDN 126 e pelo agente nativo 116 para suportar a solução de acordo com esta modalidade. O DHCP é um protocolo de aplicação de rede usado por dispositivos (referidos como clientes do DHCP) para obter a informação da configuração quanto ao cliente do DHCP de um servidor DHCP. O DHCP para redes IPv4 é descrito em RFC 2131, intitulado "Protocolo de Configuração do Hospedeiro Dinâmico", datado de março de 1997. O DHCP para redes IPv6 é descrito em RFC 3315, intitulado "Protocolo de Configuração do Hospedeiro Dinâmico for IPv6 (DHCPv6)", datado de julho de 2003.
[00046] O gateway PDN 126 suporta a funcionalidade do cliente do DHCP, enquanto o agente nativo 116 suporta a funcionalidade da retransmissão do DHCP ou a funcionalidade do servidor do DHCP. Uma vez que a funcionalidade do cliente e do servidor do DHCP entre o gateway PDN 126 e o agente nativo 116 não é visível para o mundo externo, a informação específica sobre o fornecedor pode ser comunicada entre o gateway PDN 126 e o agente nativo 116 usando- se o protocolo DHCP, tal como chaves de GRE.
[00047] Como com as modalidades associadas com as Figuras 1 e 2, devido à autenticação de acesso pela estação móvel com base nos procedimentos de acesso da E-UTRAN, o SGW 124 recebe a informação do usuário, que inclui o endereço de IP do gateway PDN 126, junto com outros parâmetros, tais como NAI do usuário, APNs suportados, o perfil do usuário, e assim por diante. Quando o SGW 124 recebe tal informação, que inclui o endereço de IP do gateway PDN 126, o SGW segue os procedimentos da 3GPP para estabelecer uma sessão de IP para a estação móvel no gateway PDN 126. Por exemplo, isso pode ser alcançado ao usar um procedimento de ocultamento (310) que inclui enviar uma mensagem de atualização de vinculação de proxy (de acordo com a IPv6 Móvel Proxy) para o gateway PDN 126 para solicitar um endereço de IP (e possivelmente um prefixo de rede nativo da IPv6).
[00048] No recebimento da mensagem de atualização de vinculação de proxy do SGW 124, o gateway PDN 126 que usa sinalização fora de banda ou configuração estática é capaz de encontrar o endereço de IP do agente nativo 116 que deve ancorar a sessão de IP da estação móvel. O gateway PDN 126 identifica o túnel GRE estático pelo link 302 que é usado para se comunicar com o agente nativo 116. Se nenhum túnel GRE existir, o gateway PDN 126 irá iniciar o estabelecimento do túnel GRE.
[00049] Em seguida, o gateway PDN 126 envia (em 312) uma solicitação DHCP para o agente nativo 116 no túnel GRE. A solicitação DHCP inclui a identidade do usuário e uma solicitação de alocação de endereço de IP. Opcionalmente, a solicitação DHCP também pode incluir uma solicitação para uma chave de GRE no caso de a sobreposição do endereço privado de IP ser suportado.
[00050] Quando o agente nativo 116 recebe a solicitação DHCP, o agente nativo ou aloca (em 314) o endereço de IP localmente (como parte da funcionalidade do servidor DHCP) ou usa a funcionalidade de retransmissão DHCP para obter informação de um outro servidor DHCP para alocar o endereço de IP para a estação móvel.
[00051] Quando o endereço de IP da estação móvel é alocado, o agente nativo 116 mantém uma vinculação do NAI do usuário e do endereço de IP nativo da estação móvel, e da interface do túnel GRE (o gateway PDN 126 que enviou a solicitação DHCP) ao qual esta sessão /endereço de IP pertence.
[00052] O agente nativo 116 então envia (em 316) uma resposta DHCP que é responsiva à solicitação DHCP enviada em 312. Quando o gateway PDN 126 recebe a resposta DHCP, o gateway PDN 126 atualiza a BCE da estação móvel com o endereço de IP recentemente alocado, e o endereço de IP do agente nativo é atualizado com a interface do túnel GRE atual.
[00053] Em resposta à mensagem de atualização de vinculação de proxy do SGW 124, o gateway PDN 126 envia uma mensagem de confirmação de vinculação de proxy (parte do procedimento de ocultamento 310) ao SGW 124 com o endereço de IP nativo atribuído e outros parâmetros (que incluem, possivelmente, o prefixo de rede nativo da IPv6). No recebimento da mensagem de confirmação de vinculação de proxy do gateway PDN 126, o SGW 124 entrega (em 318) o endereço de IP alocado (e possivelmente o prefixo de rede nativo) à estação móvel, usando-se procedimentos de acesso da E- UTRAN.
[00054] No caso de a estação móvel se mover através de células na rede de acesso sem fio da E-UTRAN 120, tal que ocorre uma transferência inter-SGW, o SGW alvo irá receber o endereço de IP do gateway PDN atual da estação móvel para manter uma vinculação da estação móvel com seu agente nativo. O agente nativo irá atribuir o mesmo endereço de IP à mesma estação móvel para manter a mobilidade e conectividade de IP ao usar o mesmo endereço de IP.
[00055] Se a estação móvel se mover para a rede de acesso de HRPD 104, o sistema irá fornecer o PDSN 112 com o atual agente nativo que mantém e ancora a sessão de IP da estação móvel. Quando o PDSN 112 envia uma mensagem de RRQ proxy para o agente nativo 116, o agente nativo 116 valida a lista das vinculações da estação móvel que inclui aquelas estabelecidas pelo túnel GRE com o gateway PDN 126 usando-se o protocolo DHCP. Se o mesmo NAI do usuário já for atribuído ao endereço de IP, o agente nativo 116 atualiza a vinculação da estação móvel com o novo endereço dinâmico proxy para indicar o PDSN 112 em vez do gateway PDN 126.
[00056] A Figura 4 é um diagrama em bloco de nós que são parte das redes retratadas nas Figuras 1 a 3. Um primeiro nó de domínio de serviço 400 pode ser um nó no domínio de serviço da LTE 100, e o Nó agente nativo 402 é um nó que contém o agente nativo 116 das Figuras 1 a 3. Um "nó"refere-se a qualquer montagem de computação/processamento. Por exemplo, o primeiro nó de domínio de serviço 400 pode ser ou o SGW 124 ou o gateway PDN 126 das Figuras 1 a 3.
[00057] No exemplo da Figura 4, o primeiro nó de domínio de serviço 400 inclui o software 404 executável em um processador 406. O software 404 inclui vários módulos de software que desempenham tarefas do SGW 124 e/ou do gateway PDN 126 discutidas acima. O processador é conectado a uma meio de armazenamento 410, e uma interface 408 que permite que o primeiro nó de domínio de serviço 400 se comunique com o Nó agente nativo 402.
[00058] O Nó agente nativo 402 inclui software 414 executável em um processador 416 para desempenhar varias tarefas do agente nativo 116 discutidas acima. O processador 416 é conectado a uma meio de armazenamento 420 e a uma interface 418 para permitir que o Nó agente nativo 402 se comunique com o primeiro nó de domínio de serviço 400.
[00059] As instruções do software 404 e 414 podem ser carregadas a partir da respectiva meio de armazenamento 410 e 420 para execução nos processadores 406 e 416, respectivamente. Um processador inclui microprocessadores, microcontroladores, módulos e subsistemas do processador (que incluem um ou mais microprocessadores ou microcontroladores), ou outros dispositivos de controle ou computação. Um "processador" pode se referir a um único componente ou a vários componentes (por exemplo, uma CPU ou múltiplas CPUs).
[00060] Os dados e as instruções (do software) são armazenados em respectivos dispositivos de armazenamento, os quais são implementados como uma ou mais meio de armazenamento legível por computador ou usável por computador. A meio de armazenamento inclui diferentes formas de memória que incluem dispositivos de memória semicondutores, tais como memórias de acesso aleatório dinâmicas ou estáticas (DRAMs ou SRAMs), memórias apenas de leitura apagáveis e programáveis (EPROMs), memórias apenas de leitura eletricamente apagáveis e programáveis (EEPROMs) e memórias rápidas; discos magnéticos, tais como discos fixos, flexíveis e removíveis; outras mídias magnéticas que incluem fita; e mídia óptica, tais como discos compactos (CDs) ou discos de vídeo digitais (DVDs).
[00061] Na descrição anterior, inúmeros detalhes são estabelecidos para fornecer um entendimento da presente invenção. no entanto, será entendido por aqueles versados na técnica que a presente invenção poder ser praticada sem esses detalhes. Muito embora a invenção tenha sido revelada com relação a um número limitado de modalidades, aqueles versados na técnica irão observar inúmeras modificações e variações a partir delas. Pretende-se que as reivindicações em anexo cubram tais modificações e variações à medida que caem no verdadeiro espírito e escopo da invenção.