"SISTEMA MODULAR DE CONSTRUÇÕES INDUSTRIALIZADASBIPARTIDAS LONGITUDINALMENTE"
BREVE APRESENTAÇÃO
Trata a presente solicitação de Patente de Invenção de um "SISTEMAMODULAR DE CONSTRUÇÕES INDUSTRIALIZADAS BIPARTIDASLONGITUDINALMENTE", para uso na área da construção civil, sendoque este sistema industrializa até 100% das construções de qualquerporte ou tipo, em qualquer terreno, sendo que o processo industrialpode ser total ou parcialmente automatizado. O sistema possuicaracterísticas construtivas absolutamente inovadoras, sendoidealizado a partir de um método, que é sistêmico, ambientalmentecorreto, inteligente, revolucionário, totalmente diferenciado e altamenteracional, possuindo como objetivo primordial simplificar extremamentea concepção e o projeto de qualquer edificação, bem como afabricação e montagem de todos os elementos constitutivos destasedificações, tornando as operações mais rápidas, garantindo precisãoe qualidade da construção como um todo. Este sistema possuiexcelência e qualidades excepcionais quanto aos impactosambientais, que tendem a zero. Não haverá utilização demadeiramentos para formas, escoramentos e outros usos destanatureza, assim como não haverá consumo de madeiras nobres nasestruturas dos telhados. A pouca utilização de madeiras paradecorações e acabamentos poderá ser proveniente dereflorestamentos e/ou de madeiras nobres recicladas. Quanto aosdemais materiais empregados na construção civil, a perda tende azero, evitando assim o consumo desnecessário de matérias primas, aomesmo tempo em que deixa de utilizar os aterros das cidades para aremoção e descarga dos entulhos. Pela economia de materiais,nobres ou não, o sistema acaba por contribuir ainda mais com o meioambiente, a sociedade e o planeta, na medida em que, porconseqüência, economizam água, energia elétrica, combustíveis,tempo, recursos naturais e financeiros que podem ser úteis paraoutros investimentos, proporcionando assim um círculo virtuoso para asociedade.
FUNDAMENTOS DAS TÉCNICAS EXISTENTES
No atual estado da técnica, são conhecidos diversos tipos deconstruções modulares, particularmente as chamadas construçõespré-moldadas, ou seja, sistemas de construções de casas e prédioscom estruturas, colunas, paredes, lajes pré-fabricadas que sãomontadas encaixando umas às outras, definindo o formato final.Porém nenhuma das técnicas existentes trabalha o processo daconstrução civil olhando-a sistemicamente, ou seja, elas têm umavisão muito parcial e limitada a pequenos processos ou etapas.
No atual estado da técnica construtiva, os sistemas de industrializaçãosão parciais e precários. Estes sistemas são tão embrionários quepouco impacto causam no processo produtivo, e continuam como sefossem totalmente manuais. Os atuais sistemas, ao contrário, acabampor criar uma imagem muito negativa dos reais avanços epossibilidades que a industrialização total e sistêmica pode trazer paraa sociedade como um todo e para o planeta. Ainda para piorar, osatuais sistemas de industrialização obrigam os projetos dasedificações a se adequarem a estas técnicas industriais,engessando-as.
FUNDAMENTOS DA PATENTE
O sistema é pioneiro em conseguir, de forma sistêmica e total, aindustrialização de edificações. Através do processo consegue-se aindustrialização total, como também a industrialização respeita osaspectos culturais de cada sociedade. A inovação e criatividadechegam a tal ponto que os projetos não precisam se adaptar aosistema, não restringindo assim a criatividade dos projetistas. Aocontrário, é o sistema que se adapta aos projetos.
Os elementos construtivos serão fabricados em série na própria obra,ou seja, haverá uma fábrica automatizada e completa no local da obra,desenvolvendo todos os elementos necessários para a edificação. Istoacontece visando minimizar gastos em relação ao transporte,diminuindo o tempo de construção, otimizando-o. Na fábrica móvel,instalada em cada uma das obras, serão confeccionados todos oselementos necessários à edificação. Os elementos terão seus própriosmoldes, matrizes e dispositivos, o que dará alta precisão dimensionalem todas as peças e componentes necessários a edificação.O sistema industrial e construtivo permite a construção em grandeescala, ao mesmo tempo em que permite a personalização de cadaedificação em um conjunto habitacional ou condomínio.A fábrica móvel será uma linha de fabricação e montagem de cadaelemento constitutivo da edificação. Cada etapa da linha de fabricaçãoe montagem terá seus moldes, matrizes e dispositivos (mecânicos,elétricos, eletrônicos, robóticos ou lógicos) próprios e desenvolvidospara este sistema construtivo. Desta forma o sistema é pioneiro nacriação de uma linha de montagem de edificações.
DA INVENÇÃO
Os conceitos do "SISTEMA MODULAR DE CONSTRUÇÕESINDUSTRIALIZADAS BIPARTIDAS LONGITUDINALMENTE" se
baseiam em um método industrial de construção em que os elementosfabricados em série, produção em massa, são fabricados e montadosnas obras mediante aparatos e dispositivos inovadores e de formatotalmente diferenciada das existentes até o momento.
Este sistema apresenta todos os elementos necessários para aconstrução completa de qualquer edificação, seja ela residencial,comercial, construções térreas ou com vários níveis. Estes elementossão definidos pelos inventores como réguas de piso, pinos denivelamento, sapata de assentamento, base da sapata, painéis deparede, painéis de canto, painéis de portas e janelas, painéis de laje,painéis de cobertura, réguas de teto, flange, gancho de fixação deforro, estribos espaçadores e calhas.A construção acontece em algumas etapas, sendo que a seguintedescrição se refere a uma casa térrea, não limitando o escopo dainvenção, cujo objetivo é construir todo e qualquer tipo de edificação.Podemos subdividir o método em duas etapas básicas: fabricação emontagem de cada um dos elementos constitutivos das edificações.A fabricação acontecerá através de máquinas, dispositivos, robôs,equipamentos, moldes, matrizes, gabaritos e "softwares"desenvolvidos e específicos para atender a todos os detalhes erequisitos de nosso sistema industrial e construtivo.
A montagem se dará através da seguinte seqüência básica:
1. A preparação do terreno e marcação da obra é a primeira tarefada montagem, que acontecerão através de máquinas,dispositivos, equipamentos e "softwares", que serão específicospara atender a todos os detalhes e requisitos do sistemaindustrial e construtivo. Da mesma forma será feita a plotagemautomatizada com o alinhamento e nivelamento de todas asréguas de piso. Nesta última etapa também serão utilizados ospinos de nivelamento.Com o posicionamento preciso das réguas de piso, nas trêsdireções do espaço, serão colocados sobre elas os gabaritosque aprumarão todas as ferragens das colunas. Neste ponto afutura edificação estará pronta para receber a concretagem dasfundações, sem que tenha sido consumida qualquer quantidadede madeira.
A tarefa seguinte será a colocação dos painéis internos,iniciando-se pelos painéis de canto, que serão também asformas das colunas. Após a colocação de todos os painéisinternos sobre as réguas de piso, devidamente rejuntados, serácolocado um gabarito de alinhamento na parte superior quetambém sustentará estes painéis.
Nos painéis internos serão instaladas todas as utilidadesnecessárias à edificação (como por exemplo: água, esgoto,elétrica, telefonia, lógica, rede, alarme e antena). Estes painéisvirão com todos os acabamentos definidos em projeto edevidamente aplicados.
A tarefa seguinte será o fechamento com os painéis externos,formando-se assim uma parede. Os painéis externos serãorejuntados sobre as réguas de piso. Estes painéis serão fixadospor dispositivo de encaixe rápido aos painéis internos, que porsua vez estão sustentados pelo gabarito de alinhamento. Destaforma a parede fica provisoriamente alinhada e aprumada.
Estes painéis, também, virão com todos os acabamentosdefinidos em projeto e devidamente aplicados.
6. Quando for necessário para o conforto térmico, o espaço entreos dois painéis será preenchido com pequenas bolhas de ardelimitado por película de polipropileno em formato tetraédricoou por qualquer outro material de baixa condutibilidade térmica.
7. O passo seguinte será a colocação de todas as réguas de teto,que alinharão e aprumarão definitivamente todos os painéis,internos e externos, das paredes. Esta régua também servirácomo forma das vigas superiores (de amarração ou estruturais).
8. Nos espaços definidos em projeto para portas e janelas serãoutilizados painéis específicos, tanto internos como externos.
9. Neste ponto virá a concretagem simultânea de todas as colunase vigas, sem que seja necessária a utilização de qualquerquantidade de madeira.10. Em se tratando de uma edificação com mais de um piso, nesteponto será colocada uma laje pré-fabricada.
11. Após a etapa anterior será feita a instalação das caixasd'água, "boilers" e/ou reservatórios de água quente, assimcomo o fechamento e acabamento de todas as utilidadesembutidas nas paredes.
12. O passo seguinte será a colocação dos painéis de cobertura,suas junções, telhas de acabamento e calhas.
13. O passo final será a colocação dos forros de acabamento nosambientes internos.
O sistema industrial, construtivo e de produção, denomina-se"SISTEMA MODULAR DE CONSTRUÇÕES INDUSTRIALIZADASBIPARTIDAS LONGITUDINALMENTE".
O sistema construtivo aqui apresentado se difere dos demais, poisrevoluciona com soluções novas e criativas todo o sistema envolvidona produção de edificações, à medida que é capaz de reduzir tempo,custos e impactos ambientais. Ao mesmo tempo em que permiteversatilidade aos projetos, atendendo às normas técnicas epossibilitando integrações ou ampliações futuras.DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
Para que se tenha uma clara visualização do "SISTEMA MODULARDE CONSTRUÇÕES INDUSTRIALIZADAS BIPARTIDASLONGITUDINALMENTE", nos mais variados tipos de edificações,apresentam-se os desenhos ilustrativos anexos aos quais se fazemreferências a fim de melhor elucidar a descrição detalhada que sesegue.
FIGURA 1: Vista superior da régua de piso com armação triangular;
FIGURA 2: Vista frontal da régua de piso com encaixe em rebaixoarredondado e armação triangular;
FIGURA 3: Vista frontal da régua de piso com encaixe em relevoarredondado e armação triangular;
FIGURA 4: Vista frontal da régua de piso com encaixe em rebaixotriangular e armação triangular;
FIGURA 5: Vista frontal da régua de piso com encaixe em relevotriangular e armação triangular;
FIGURA 6: Vista frontal da régua de piso com encaixe em rebaixoquadrado e armação triangular;FIGURA 7: Vista frontal da régua de piso com encaixe em relevoquadrado e armação triangular;
FIGURA 8: Vista lateral da régua de piso com armação triangular;
FIGURA 9: Corte A-A ou Vista em corte frontal da régua de pisocom encaixe em rebaixo arredondado e armaçãotriangular;
FIGURA 10: Corte B-B ou Vista em corte frontal da régua de pisocom encaixe em relevo arredondado e armaçãotriangular;
FIGURA 11: Vista superior da régua de piso com armaçãoretangular;
FIGURA 12: Vista frontal da régua de piso com encaixe em rebaixoarredondado e armação retangular;
FIGURA 13: Vista frontal da régua de piso com encaixe em relevoarredondado e armação retangular;
FIGURA 14: Vista frontal da régua de piso com encaixe em rebaixotriangular e armação retangular;
FIGURA 15: Vista frontal da régua de piso com encaixe em relevotriangular e armação retangular;FIGURA 16: Vista frontal da régua de piso com encaixe em rebaixoquadrado e armação retangular;
FIGURA 17: Vista frontal da régua de piso com encaixe em relevoquadrado e armação retangular;
FIGURA 18: Corte C-C ou Vista em corte frontal da régua de pisocom encaixe em rebaixo arredondado e armaçãoretangular;
FIGURA 19: Corte D-D ou Vista em corte frontal da régua de pisocom encaixe em relevo arredondado e armaçãoretangular;
FIGURA 20: Vista lateral da régua de piso com armação retangular;
FIGURA 21: Vista frontal do conjunto do pino de nivelamento quecontém parafuso, bucha rosqueada, sapata e base dasapata;
FIGURA 22: Vista superior do sistema de nivelamento;
FIGURA 23: Corte E-E ou Vista em corte superior do sistema denivelamento;
FIGURA 24: Vista superior do painel de parede, interno ou externo;FIGURA 25: Vista superior do painel de parede interno e externomontado;
FIGURA 26: Vista superior dos encaixes rápidos, de travamento e deconexão dos painéis;
FIGURA 27: Vista lateral do painel de parede;
FIGURA 28: Vista posterior do painel de parede;
FIGURA 29: Vista em corte lateral do painel de parede;
FIGURA 30: Vista frontal dos painéis com fixação das tubulaçõesdas instalações prediais;
FIGURA 31: Vista superior da variante curva do painel de paredemontado;
FIGURA 32: Vista superior de uma variante assimétrica do painel deparede montado;
FIGURA 33: Vista superior do painel de parede com estruturageométrica interna lisa;
FIGURA 34: Vista posterior do painel de parede com estruturageométrica interna lisa;FIGURA 35: Vista superior do painel de parede com estruturageométrica interna com nervuras retangulares verticaisde sustentação;
FIGURA 36: Vista posterior do painel de parede com estruturageométrica interna com nervuras retangulares verticaise horizontais de sustentação;
FIGURA 37: Vista superior do painel de parede, com variantegeométrica da estrutura interna com nervurastrapezoidais verticais e horizontais de sustentação;
FIGURA 38: Vista posterior do painel de parede, com variantegeométrica da estrutura interna com nervurastrapezoidais verticais e horizontais de sustentação;
FIGURA 39: Vista superior do painel de parede, com variantegeométrica da estrutura interna com nervuras curvasverticais e horizontais de sustentação;
FIGURA 40: Vista posterior do painel de parede, com variantegeométrica da estrutura interna com nervuras curvasverticais e horizontais de sustentação;FIGURA 41: Vista lateral do painel com furos circulares parapassagem de tubulações;
FIGURA 42: Vista superior do painel de canto;
FIGURA 43: Vista superior do painel de canto montado;
FIGURA 44: Vista superior do detalhe de esquadro dos painéis decanto e espaçadores das ferragens;
FIGURA 45: Vista lateral do painel de canto;
FIGURA 46: Vista em corte lateral do painel de canto;
FIGURA 47: Vista frontal do painel de canto;
FIGURA 48: Vista posterior do painel de canto;
FIGURA 49: Vista superior do painel de canto com quinaarredondada;
FIGURA 50: Vista superior do painel de canto com quina chanfrada;
FIGURA 51: Vista superior do painel de canto com quina em ânguloobtuso;
FIGURA 52: Vista superior do painel de canto com quina em ânguloagudo;
FIGURA 53: Vista superior de três painéis de canto interligados;
FIGURA 54: Vista superior do painel de porta;FIGURA 55: Vista superior do painel de porta montado;
FIGURA 56: Vista lateral do painel de porta;
FIGURA 57: Vista em corte lateral do painel de porta;
FIGURA 58: Vista em corte lateral do painel de porta detalhando vãoda porta e bandeira superior;
FIGURA 59: Vista posterior do painel de porta com vão depassagem retangular;
FIGURA 60: Vista frontal do painel de porta com vão de passagemretangular;
FIGURA 61: Vista frontal do painel de porta com vão de passagemem arco;
FIGURA 62: Vista superior do painel de porta montado;
FIGURA 63: Vista frontal do painel de porta com vão de passagemretangular;
FIGURA 64: Vista frontal do painel de porta com vão de passagemem arco;
FIGURA 65: Vista superior dos painéis inferiores de janela,montados;FIGURA 66: Vista em corte da viga de travamento entre os painéisinternos e externos inferiores de janela;
FIGURA 67: Corte F-F ou Vista em corte dos painéis superioresinternos e externos de janelas e seus encaixes;
FIGURA 68: Vista frontal do painel de janela com vão em arco;
FIGURA 69: Vista frontal do painel de janela com vão retangular;
FIGURA 70: Vista lateral do painel de travamento e acabamento dospainéis inferiores de janela;
FIGURA 71: Vista superior do painel de travamento e acabamentodos painéis inferiores de janela;
FIGURA 72: Corte G-G ou Vista em corte da viga de travamento eacabamento dos painéis inferiores de janela;
FIGURA 73: Vista em Corte da viga de travamento e acabamentodos painéis inferiores de janela formando umajardineira;
FIGURA 74: Vista superior da régua de teto;
FIGURA 75: Vista lateral da régua de teto;FIGURA 76: Vista em corte lateral da régua de teto de borda,bipartida, com a estrutura metálica embutida e montadacom encaixe em relevo;
FIGURA 77: Vista em corte lateral da régua de teto de borda,bipartida, com a estrutura metálica embutida e opreenchimento de concreto;
FIGURA 78: Vista em corte lateral da régua de teto interna, bipartida,com a estrutura metálica embutida e o preenchimentode concreto;
FIGURA 79: Vista em corte lateral da régua de teto interna, bipartida,com a estrutura metálica embutida e montada comencaixe em relevo;
FIGURA 80: Vista em corte lateral da régua de teto de borda, única,com a estrutura metálica embutida e montada comencaixe em relevo;
FIGURA 81: Vista em corte lateral da régua de teto de borda, única,com a estrutura metálica embutida e o preenchimentode concreto;FIGURA 82: Vista em corte lateral da régua de teto interna, única,com a estrutura metálica embutida e o preenchimentode concreto;
FIGURA 83: Vista em corte lateral da régua de teto interna, única,com a estrutura metálica embutida e montada comencaixe em relevo;
FIGURA 84: Vista em corte lateral da régua de teto com abas detravamento do painel de parede, com a estruturametálica embutida;
FIGURA 85: Vista em corte lateral da régua de teto com abas detravamento do painel de parede, com a estruturametálica embutida e o preenchimento de concreto;
FIGURA 86: Vista em corte da régua de piso, painéis de paredeinterno e externo, régua de teto e laje de teto pré-fabricada montados;
FÍGÜRA87: Vista superior do detalhe de encaixe com formaretangular;
FIGURA 88: Vista superior do detalhe de encaixe com forma circular;FIGURA 89: Vista superior do detalhe de encaixe com formatriangular;
FIGURA 90: Vista superior do detalhe de encaixe forma poligonal;
FIGURA 91: Vista superior do sistema de cobertura;
FIGURA 92: Vista superior do sistema estrutural da cobertura, laje evigamento;
FIGURA 93: Corte H-H ou Vista em Corte do sistema de cobertura;
FIGURA 94: Vista em corte do detalhe de todas as calhas (espigãomocho) da cobertura, podendo ser poliuretano, EPS,silicone, entre outros;
FIGURA 95: Vista em corte da laje de cobertura e cumeeira;
FIGURA 96: Vista em corte do detalhe do flange de fixação dacumeeira da laje de cobertura;
FÍGURA 97: Vista em corte do perfil da laje de cobertura;
FIGURA 98: Vista em corte do detalhe de recobrimento dasemendas entre as lajes de cobertura;
FIGURA 99: Vista em corte de alternativa de travamento da laje decobertura com a viga estrutural;FIGURA 100: Vista em corte do encaixe lateral do painel de coberturacom telhas de concreto modeladas.
FIGURA 101; Vista frontal da laje pré-fabricada com o gancho parafixação do forro.
FIGURA 102: Vista frontal de montagem dos painéis de laje pré-fabricada com o gancho para fixação do forro.
FIGURA 103: Vista frontal da amarração do gancho para fixação doforro na laje pré-fabricada.
FIGURA 104: Vista em corte do detalhe de fixação do painel deparede interno e externo sobre laje pré-fabricada.
FIGURA 105: Vista em corte do detalhe de fixação do alisar ao portalde madeira das portas e janelas.
DESCRIÇÃO DETALHADA
O "SISTEMA MODULAR DE CONSTRUÇÕES INDUSTRIALIZADASBIPARTIDAS LONGITUDINALMENTE", objeto desta solicitação dePatente de Invenção, consiste em um método de construção deedificações que possui características inovadoras, com objetivo desimplificar e revolucionar todo o processo construtivo, otimizando aomáximo a produção de seus elementos constituintes (estruturas,paredes, coberturas e outros) e dispositivos, diminuindo tarefas, egarantindo assim, grande precisão, repetibilidade e qualidade a todasas edificações. Este sistema possui um conjunto de elementosessenciais para a construção e finalização da obra por completo,sendo que no decorrer desta descrição, detalharemos passo a passotais elementos e o método de construção.Réauas de Piso (1):
São denominadas réguas de piso (1) a base que comporta os painéisde parede (2) e painéis de canto (24). As réguas de piso (1) permitemo encaixe perfeito dos painéis parede (2) e painéis de canto (24), alémde fixá-los de modo seguro e sustentável.
As réguas de piso (1) são dispostas horizontalmente junto ao solo,onde serão alinhadas, esquadrejadas e niveladas, formando toda aestrutura de base da construção.
As réguas de piso (1) possuem um encaixe (3) que poderá ser emrebaixo redondo (3A), encaixe em relevo redondo (3B), encaixe emrebaixo triangular (3C), encaixe em relevo triangular (3D), encaixe emrebaixo quadrado (3E), encaixe em relevo quadrado (3F). O encaixe(3) hão se limita às formas geométricas atribuídas e seu objetivo éproporcionar melhor firmeza e sustentabilidade, podendo ter variaçõesde profundidade, largura, comprimento e forma.
As réguas de piso (1) são projetadas para permitir que sejaimplementado qualquer desnível (4) de piso entre as dependências daconstrução como cozinha, salas, banheiros e quartos. A superfície (5)das réguas de piso (1) é a referência para o desempeno eacabamento do contrapiso, de acordo com os projetos de arquitetura eengenharia civil. Como alicerce de sustentação da edificação, asréguas de piso (1) possuem uma armação de ferro, que são aferragem (25/26) das vigas estruturais inferiores, concretadas emvalas escavadas junto ao solo (9).
A armação (6) da régua de piso (1) pode possuir formatosdiferenciados, triangular (6A) ou retangular (6B), de acordo com anecessidade definida pelo projeto estrutural. Com estas concepçõesde armação (6) pode-se ter a execução de qualquer tipo ou tamanhode edificação.
todas as réguas de piso (1) terão marcos ou linhas (7) transversais,de uma extremidade a outra, servindo de referência para oalinhamento e nivelamento da régua de piso (1).Todas as réguas de piso (1) terão buchas de precisão (8E) localizadasnas extremidades e meio para receber os sensores de ondas de rádioou laser, utilizados para o nivelamento e alinhamento preciso.
Pino de Nivelamento (8):
Depois de colocada a régua de piso (1), é necessário nivelá-la paraque as extremidades, o centro e todo elemento estejam alinhados nastrês coordenadas (x, y, z), pronto a ser concretado, recebendo após,os painéis de parede (2). Como característica única deste sistema, elepode ser implantado em diferentes relevos de terreno.
Isto é possível porque a régua de piso (1), ao longo de seucomprimento, apresenta um sistema denominado pinos denivelamento (8) que são compostos por parafusos (8A), buchasrosqueadas (8B) e sapata (8C).
A quantidade de pinos de nivelamento (8) depende do comprimento darégua de piso (1) e dos desníveis do terreno, ou seja, a quantidade depinos de nivelamento (8) pode variar para garantir o perfeitonivelamento da régua de piso (1), sendo que todo esse sistema denivelamento é dimensionado para suportar as cargas projetadas.O parafuso (8A) serve para o ajuste do nível da régua de piso (1).A bucha rosqueada (8B) apresenta qualquer tipo de rosca e ficaembutida na régua de piso (1). A sapata (8C) se assentará ao solo (9),proporcionando o apoio ao parafuso (8A). Nesta sapata (8C), a base(8D) é maior permitindo a diminuição da pressão e melhor distribuiçãodas cargas incidentes sobre a régua de piso (1) para o solo (9).
Para obtenção do absoluto nivelamento das réguas de piso (1) e dospainéis de canto (24), faz-se uso de uma técnica inédita no ramo daconstrução civil. Esta técnica consiste no uso de um equipamento alaser ou ainda de um equipamento emissor de sinais de ondas derádio.
São distribuídos ao longo da régua de piso (1) sensores quereceberão sinal enviado por um aparelho laser, que faz a varredura eindica a situação (ou o posicionamento nas três direções do espaço: x,y e z) do nível e alinhamento da régua de piso (1). Com estes dadosmonitorados neste equipamento e a situação do nível (e também dastrês direções) mapeado, o ajuste do nivelamento (e também dasdireções x e y) é feito através dos parafusos (8A) dos pinos denivelamento (8). O mesmo se aplica para o uso de um aparelhoemissor de ondas de rádio.O alinhamento (direções x e y) das réguas de piso (1) é feito pelosmarcos ou linhas (7) transversais, que são a referência ao longo detoda a régua de piso (1), e com a utilização dos mesmos sensores eequipamentos utilizados para o nivelamento.
Com a base da construção nivelada e alinhada, todos os pinos denivelamento (8) ajustados, dando a sustentação das réguas de piso(1), colocam-se, nos locais dos pilares, o gabarito paraposicionamento da ferragem dos pilares (25/26). Este dispositivopermitirá que a ferragem (25/26) seja posicionada corretamente noprumo, alinhando-a dentro do espaço a ela destinado. Estando estastarefas prontas, providencia-se a concretagem de toda a fundação emuma única etapa, unificando e integrando todas as peças (réguas depiso (1) e armadura dos pilares) e confeccionando o contrapiso. Com asecagem deste concreto retiram-se os parafusos (8A) do pino denivelamento (8), formando-se todo o contrapiso da obra que podereceber o revestimento escolhido.
Painéis de Parede (2) ou Vedação:
Após estarem assentadas as réguas de piso (1), niveladas, alinhadase esquadrejadas através dos pinos de nivelamento (8), e da linhatransversal (7), e após o término da concretagem das vigas inferiores,contrapiso e base dos pilares, todas as ferragens dos pilares jáestarão posicionadas para compor o futuro pilar. Após estas etapas,no "SISTEMA MODULAR DE CONSTRUÇÕES INDUSTRIALIZADASBIPARTIDAS LONGITUDINALMENTE" inicia-se o processo de"construção" das paredes.
As paredes ou vedações são definidas como painéis de parede (2) oupainéis de vedação.
Os painéis de parede (2) são os elementos desenvolvidos parasubstituir de forma única e inovadora as tradicionais paredesconstruídas em alvenaria comum com tijolos, gesso, EPS, concreto oumadeira.
Os painéis de parede (2) foram desenvolvidos e confeccionados comvários encaixes para montagem, fixação e intertravamento, paraproporcionar maior segurança e estabilidade às paredes quandoestiverem montadas e prontas. Estes encaixes facilitam a montagem.
As geometrias aplicadas nos encaixes serão de acordo com o projetoe a necessidade para suportar as cargas aplicadas.Os encaixes rápidos (10) são usados apenas para facilitar amontagem, auxiliando o posicionamento vertical das peças.
Os encaixes de travamento (11) são para a fixação dos painéisexternos (2A) ou painéis internos (2B), entre si. Os encaixes deconexão (14) são os encaixes destinados à união dos painéis deparede externo (2A) com os painéis de parede interno (2B). Osencaixes inferiores (18) são os encaixes que proporcionam a união efixação com os encaixes (3) das réguas de piso. Como os encaixes (3)das réguas de piso (1) variam geometricamente, os encaixes inferiores(18) dos painéis de vedação (2) acompanham estas formas variadas.
Os encaixes superiores (19) dos painéis de parede (2) são para afixação e intertravamento dos painéis de parede externos (2A) oupainéis de parede internos (2B) com as réguas de teto (38).
Os painéis de parede (2) são caracterizados por possuírem durantesua confecção, módulos com altura, espessura e largura de acordocom a necessidade de cada projeto, podendo variar suas dimensões etambém seu formato geométrico.Quanto aos materiais, a confecção dos painéis de parede (2) poderáser em monocamada com um só material ou multicamadas dediferentes materiais de acordo com as necessidades de cada projeto.
O vão central entre os painéis de parede, em função dasnecessidades de proteção térmica, pode ser preenchido com diversostipos de materiais como, pequenas bolhas de ar delimitadas porpelícula de polipropileno em formato tetraédrico, EPS, entre outros.Esta definição dos materiais de enchimento pode variar de acordo como clima da região onde será construída a obra, ou seja, a escolha domaterial interno visa melhorar a isolação térmica e / ou acústica.
O painel de parede (2) apresentado no decorrer deste relatórioapresenta a sua camada externa (12) como sendo a camadadestinada aos acabamentos, tanto interno como externo. Os painéis jávirão da fábrica na obra, com os tipos de acabamentos agregados aplaca, tais como: textura, cerâmica ou simples pintura. Quando oconjunto de painéis estiver todo montado e pronto, a parede, assimcomo a conhecemos, estará finalizada. A camada interna (13) dopainel de parede (2) que neste caso é composta por apenas umacamada de material, pode ser composta por várias subcamadas demateriais diferentes, desde que especificadas no projeto.
Os painéis de parede (2) são bipartidos longitudinalmente, fato que ostornam leves e permitem o embutimento de qualquer instalação ouutilidade, como conduítes de energia (15), telefone (16), instalaçõeshidráulicas (17) e o que se fizer necessário.
Como os painéis de paredes (2) são bipartidos, eles terão duas facesdistintas, denominadas painéis de parede externo (2A) e painéis deparede internos (2B). Geometricamente os painéis de parede externos(2A) e internos (2B) são iguais e simétricos para permitir o perfeitoencaixe entre ambos. As superfícies destes painéis podem serdiferenciadas, podendo receber acabamentos diferentes (cerâmica,pintura entre outros materiais disponíveis no mercado) para cadasuperfície, interna (2B) ou externa (2A).
Os painéis de parede (2) permitem a construção de qualquer tipo deprojeto arquitetônico, atendendo aos mais diversos planejamentos eutilização de espaços, sendo que os painéis possuem na camadainterna (13) a estrutura necessária que permita suportar as cargascalculadas no projeto.A estrutura interna do painel de parede (2) pode ter a face interna lisa(20), ou nervurada (21/22) na vertical ou horizontal caso o projeto exijamaior resistência. Nas figuras 33, 35, 37 e 39 estão apresentadasalgumas formas dentre as várias possibilidades geométricasconstruídas a partir da metodologia inventada e aplicada no formatointerno (13) dos painéis de parede (2) visando ampliar a resistência dopainel.
O painel de parede (2), de acordo com a vista lateral da figura 41,contém furos transversais (23) para redução do peso do painel e paraa passagem das utilidades (hidráulica, elétrica, comunicações)exigidas pelo projeto.
Painéis de Canto (24):
Os painéis de canto (24) são os painéis que formam os vértices entreduas ou mais paredes, ou seja, são os painéis, posicionados no inícioe fim da linha de parede, responsáveis pelo alinhamento, prumo eestabilidade vertical das paredes.
Assim como os painéis de parede (2), os painéis de canto (24) sãobipartidos e simétricos formando painéis de canto externo (24A) epainéis de canto interno (24B).Os painéis de canto (24) ficam juntos aos pilares da construção. Elessão a própria forma dos pilares, constituída através deprolongamentos denominados abas (24C) que delimitam o formato dopilar, comportando internamente a ferragem (25/26) comauto-espaçamento ou estribos distanciadores (25), alinhando eaprumando assim, a armadura da ferragem (26).
Os painéis de canto (24) possuem os mesmos encaixes dos painéisde parede (2) e que, de acordo com o projeto, podem variar a suageometria para proporcionar maior resistência e fixação. São eles: oencaixe rápido (10) com a função de auxiliar o posicionamento verticaldas peças; os encaixes de travamento (11) para fazer a fixação dospainéis de canto externos (24A) ou painéis de canto internos (24B),entre si; os encaixes de conexão (14) para unir os painéis de cantoexterno (24A) com os painéis de canto internos (24B); os encaixesinferiores (18) para unir e fixar o painel de canto (24) com os encaixes(3) das réguas de piso; os encaixes superiores (19) dos painéis decanto (24) para unir e a fixar o painel de canto (24) com os encaixes(3) das réguas de teto (38).Os painéis de canto (24) são caracterizados por possuírem durantesua confecção, abas (24C) com altura, espessura e largura variável,de acordo com a necessidade de cada projeto podendo variar suasdimensões e também seu formato geométrico.
Quanto aos materiais, a confecção dos painéis de canto (24), poderáser em monocamada com um só material ou multicamadas dediferentes materiais de acordo com a necessidade de cada projetodesenvolvido.
O vão central entre os painéis de canto (24) pode, quando fornecessário para o conforto térmico, ser preenchido com diversos tiposde materiais como, pequenas bolhas de ar delimitadas por película depolipropileno em formato tetraédrico, EPS, entre outros. Esta definiçãodos materiais de enchimento pode variar de acordo com o clima daregião onde será construída a edificação, ou seja, a escolha domaterial interno visa melhorar a isolação térmica e/ou acústica.
O painel de canto (24) apresentado no decorrer deste relatório,apresenta a sua camada externa (12) como sendo a camadadestinada aos acabamentos, tanto interno como externo. Os painéis jávirão com o tipo de acabamento agregado a placa, tais como: textura,cerâmica, simples pintura, ou qualquer outro. Quando o conjunto depainéis estiver todo montado e pronto, a parede, assim como aconhecemos, estará finalizada. A camada interna (13) do painel decanto (24) que neste caso é composta por apenas uma camada dematerial, pode ser composta por várias subcamadas de materiaisdiferentes, desde que especificadas no projeto.Os painéis de canto (24) são bipartidos longitudinalmente, fato que ostornam leves e permitem o embutimento de qualquer instalação ouutilidade, como conduítes de energia (15), telefone (16), instalaçõeshidráulicas (17) óú ó que se fizer necessário.
Como os painéis de canto (24) são bipartidos, eles terão duas facesdistintas, denominadas painéis de canto externo (24A) e painéis decanto interno (24B). Geometricamente os painéis de canto externo(24A) e interno (24B) são iguais e simétricos, para permitir o perfeitoencaixe entre ambos. As superfícies destes painéis podem serdiferenciadas, podendo receber acabamentos em cerâmica, pintura,dentre outros materiais disponíveis no mercado. Com esteacabamento configuramos então, quais serão o painel externo (24A)ou o painel interno (24B), tendo como referência o projeto.Os painéis de canto (24) permitem a construção de qualquer tipo deprojeto arquitetônico, atendendo aos mais diversos planejamentos eutilização de espaços, sendo que os painéis possuem na camadainterna (13) a estrutura necessária que permite suportar as cargascalculadas no projeto.
Painéis de Portas (27):
Os painéis das portas (27) permitem vãos para a instalação de portasde qualquer dimensão, espessura, altura e largura ou formatopodendo ser retos (28) ou em arcos (29). A largura do batente dasportas será definida pelo conjunto dos painéis. O vão das portas serádefinido pelos painéis superiores (28/29) e painéis de parede (2),podendo, estes, variar conforme o vão desejado e definido em projeto.Os painéis de porta (27) são encaixados nas réguas de piso (1).
Os painéis de porta (27) possuem os mesmos encaixes dos painéis deparede (2) e, de acordo com o projeto, podem variar a sua geometria afim de proporcionar maior resistência e fixação. São eles: o encaixerápido (10) para facilitar a montagem, auxiliando o posicionamentovertical das peças; os encaixes de travamento (11) para fazer afixação dos painéis de porta externos (27A) ou painéis de portainternos (27B), entre si; os encaixes de conexão (14) para unir ospainéis de porta externos (27A) com os painéis de porta internos(27B); os encaixes inferiores (18) para unir e fixar o painel de porta(27) com os encaixes (3) das réguas de piso; os encaixes superiores(19) dos painéis de porta (27) para unir e fixar com os encaixes (3) dasréguas de teto (38).
Quanto aos materiais, a confecção dos painéis de porta (27), poderáser em monocamada com um só material ou multicamadas dediferentes materiais de acordo com a necessidade de cada projetodesenvolvido.
De acordo com as necessidades de proteção térmica, o vão centralentre os painéis de porta (27) pode ser preenchido com diversos tiposde materiais como, pequenas bolhas de ar delimitadas por película depolipropileno em formato tetraédrico, EPS, entre outros. Esta definiçãodos materiais de enchimento pode variar de acordo com o clima daregião onde será construída a edificação, ou seja, a escolha domaterial interno visa melhorar a isolação térmica e/ou acústica.O painel de porta (27) apresentado no decorrer deste relatórioapresenta a sua camada externa (12) como sendo a camadadestinada aos acabamentos, tanto interno como externo. Os painéis jávirão com o tipo de acabamento agregados as placas, tais como:textura, cerâmica, simples pintura ou qualquer outro. Quando oconjunto de painéis estiver todo montado e pronto, a parede, assimcomo a conhecemos, estará finalizada. A camada interna (13) dopainel de porta (27) que neste caso é composta por apenas umacamada de material, pode ser composta por várias subcamadas demateriais diferentes, desde que especificadas no projeto.Os painéis de porta (27) são bipartidos longitudinalmente, fato que ostornam leves e permitem o embutimento de qualquer instalação ouutilidade, como conduítes de energia (15), telefone (16), instalaçõeshidráulicas (17), ou o que se fizer necessário.Como os painéis de porta (27) são bipartidos, eles terão duas facesdistintas, denominadas painéis de porta externo (27A) e painéis deporta internos (27B). Geometricamente os painéis de porta externos(27A) e internos (27B) são iguais e simétricos, para permitir o perfeitoencaixe entre ambos. As superfícies destes painéis podem serdiferenciadas, podendo receber acabamentos em cerâmica, pintura,dentre outros materiais disponíveis no mercado. Com esteacabamento configuramos então qual será o painel externo (27A) ou opainel interno (27B), tendo como referência o projeto.Os painéis de porta (27) podem ser compostos também, por umconjunto monolítico, com dimensão igual ao vão definido em projeto,contendo elementos geométricos (30) para fazer o fechamento dopainel de porta (27) e atuar como elementos de estruturação da peça.Os painéis de porta (27) permitem a construção de qualquer tipo deprojeto arquitetônico, atendendo aos mais diversos planejamentos eutilização de espaços, sendo que os painéis possuem na camadainterna (13) a estrutura necessária que permite suportar as cargascalculadas no projeto. Podem ter o acabamento superior com formatosem vãos retos (28) ou em arcos (29) conforme as figuras ilustrativas59, 60, 61, 63 e 64.
Painéis de Janela (31V.
Os painéis de janela (31) permitem a colocação de janelas dequalquer dimensão (espessura, altura e largura) ou formato, podendoser reto ou em arco. A largura das esquadrias das janelas serádefinida pelo conjunto de painéis. O vão das janelas será definidopelos painéis de parede (2), painel de janela externo (31 A) e painel dejanela interno (31B).
O painel externo (31 A) e interno (31B) da janela poderá ter agregadoem sua confecção acabamentos em mármore, granito, concretoartístico ou qualquer acabamento que venha emoldurar a janela.Os painéis de janela (31) possuem os mesmos encaixes dos painéisde parede (2) e que, de acordo com o projeto, podem variar suageometria para proporcionar maior resistência e fixação. São eles: oencaixe rápido (10), auxiliando o posicionamento vertical das peças;os encaixes de travamento (11) para fazer a fixação dos painéis dejanela externos (31 A) ou painéis de janela internos (31B), entre si; osencaixes de conexão (14) para unir os painéis de canto externos (31 A)com os painéis de canto internos (31B); os encaixes superiores (19)dos painéis de janela (31) para unir e fixar com os encaixes (3) dasréguas de teto (38).
Quanto aos materiais, a confecção dos painéis de janela (31), poderãoser em monocamada, com um só material ou multicamadas dediferentes materiais de acordo com a necessidade de cada projetodesenvolvido.De acordo com as necessidades de proteção térmica, o vão centralentre os painéis de janela (31) podem ser preenchidos com diversostipos de materiais como, pequenas bolhas de ar delimitadas porpelícula de polipropileno em formato tetraédrico, EPS, entre outros.
Esta definição dos materiais de enchimento pode variar de acordo como clima da região onde será construída a edificação, ou seja, a escolhado material interno visa melhorar a isolação térmica e/ou acústica.
O painel de janela (31), apresentado no decorrer deste relatório,apresenta a sua camada externa (12) como sendo a camadadestinada aos acabamentos, tanto interno como externo. Os painéis jávirão com o tipo de acabamento agregados a placa, tais como: textura,cerâmica, simples pintura ou qualquer outro. Quando o conjunto depainéis estiver todo montado e pronto, a parede, assim como aconhecemos, estará finalizada. A camada interna (13) do painel dejanela (31) que neste caso é composta por apenas uma camada dematerial, pode ser composta por várias subcamadas de materiaisdiferentes, desde que especificadas no projeto.
Os painéis de janela (31) são bipartidos longitudinalmente, fato que ostornam leves e permitem o embutimento de qualquer instalação ouutilidade, como conduítes de energia (15), telefone (16), instalaçõeshidráulicas (17) ou o que se fizer necessário.
Como os painéis de janela (31) são bipartidos, eles terão duas facesdistintas, denominadas painéis de janela externo (31 A) e painéis dejanela internos (31B). Geometricamente os painéis de janela externos(31 A) e internos (31B) são iguais e simétricos, para permitir o perfeitoencaixe entre ambos. As superfícies destes painéis podem serdiferenciadas, podendo receber acabamentos em cerâmica, pintura,dentre outros materiais disponíveis no mercado. Com esteacabamento configuramos então, qual será o painel externo (31 A) ouo painel interno (31B), tendo como referência o projeto.
Os painéis de janela (31) permitem a construção de qualquer tipo deprojeto arquitetônico, atendendo aos mais diversos planejamentos eutilização de espaços, sendo que os painéis possuem na camadainterna (13) a estrutura necessária que permite suportar as cargascalculadas no projeto. Podem ter o acabamento superior com formatosem vãos retos (33) ou em arcos (34) conforme as figuras ilustrativas68 e 69.Poderá ter agregado à sua confecção jardineiras (35) ou outro adornoque faça parte do projeto.
As Réauas de Teto (38):
As réguas de teto (38) permitem o encaixe final de todos os painéis:painéis de parede (2), painéis de canto (24), painéis de portas (27) epainéis de janela (31), e fazem o alinhamento e o prumo definitivo dasparedes. Elas podem ser bipartidas (39) ou inteiras (40).As réguas de teto (38) também são utilizadas como forma das vigasestruturais superiores de concreto (37), sendo suas dimensões serãosempre ajustadas conforme as necessidades definidas pelo projetoestrutural.
No caso das edificações com mais de um pavimento, será colocadasobre a régua de teto (38), após a concretagem da viga estrutural, alaje e nesta será modelada a régua de piso (1) para fixação dospainéis de parede (2) do próximo pavimento, através de buchasmetálicas (rosqueadas ou não) embutidas (54) na laje e pinos(rosqueados ou não) metálicos (55) nos painéis que darão maiorfixação e segurança.As réguas de teto (38) possuem encaixes (3) com diversas formasgeométricas, sempre visando proporcionar melhor firmeza esustentabilidade entre as partes, além de poder ter variações deprofundidade, largura e comprimento. As Figuras 84 e 85 mostramalternativa geométrica (38C) para a régua de teto onde as abasinferiores substituiriam os encaixes (3) na fixação dos painéis deparede (2), podendo ter furos para passagem de tubulação.As réguas de teto (38) terão o seu comprimento igual ao comprimentodo vão entre os pilares, sendo que, entre os apoios dos pilares, serãocolocadas escoras em concreto para dar sustentação à régua de teto(38) enquanto o concreto não atinge sua resistência máxima. A escoraficará perdida dentro dos painéis de parede (2), sem apresentarqualquer interferência nos mesmos.
Os Painéis de Cobertura ou telhado (52)
Os painéis de cobertura (52) permitem o fechamento superior dosespaços internos, protegendo-os das intempéries. São peças comformas geométricas variadas podendo ser triangular (52A), trapezoidal(52B), paralelogramo (52C) ou poligonal (52D).Os painéis de cobertura trabalham como lajes inclinadas, sobre quemsão posicionadas as telhas da cobertura. Do pedido de patentetambém faz parte painéis de cobertura com telhas modeladas nosmesmos (56), cujos acabamentos serão em concreto impermeável edecorativo. Estes painéis (com ou sem telha modelada) também serãoutilizados para a fixação dos ganchos de suporte dos forros (49).O painel de cobertura (52) é composto pelos seguintes elementos:viga estrutural em concreto armado (45/50), laje de concreto, relevo deencaixe das telhas (41), sistema fixação e travamento das laterais dopainel por flange metálica (46) e pinos (47), ou encaixe (51), na lateralque corresponde ao posicionamento de uma calha, o painel decobertura (52) terá saliência (42) onde será embutido um dispositivode material flexível e impermeável (42C) que será moldado, dentro dasaliência (42), por meio de uma bucha metálica (42A) ou de madeira(42B). Os painéis de cobertura (52) são fixados no vigamentoestrutural superior (37) através de pinos ou parafusos (43). Destaforma, em conjunto com o sistema de travamento das emendassuperiores e laterais por flange metálico (46) ou encaixe (51), ospainéis de cobertura (52) ficam estáveis e estruturalmente firmes, sempossibilidade de deslocamento lateral, deslizamento ou arrancamento.A Fig. 99 apresenta variação do sistema de travamento do painel decobertura (52) sem a utilização de pinos de fixação (43).
Portal e Alisar de Madeira (58)
Os portais de madeira das portas e janelas (58) possuem um sistemapróprio para fixação dos alisares (58C), de forma a facilitar e agilizaras tarefas de acabamento. Para a perfeita coesão dos alisares (58C)aos portais (58), é necessário combater os esforços de arrancamentoe deslizamento. Para tanto, os portais de madeira (58) receberão umconjunto de imãs (58B) dispostos dentro de uma cavidade do próprioportal (58) e os alisares (58C) terão, em suas faces inferiores, afixação de um grampo metálico (58A) em relevo. O processo defixação se dará pelo posicionamento do grampo metálico (58A) doalisar (58C) dentro da cavidade do portal (58). Desta forma, o grampometálico (58A) entrará em contato com o imã (58B), posicionadodentro da cavidade, permitindo completa aderência e travamentocontra o esforço de arrancamento. Para travar o deslizamento, orelevo do grampo metálico (58A), inserido na cavidade do portal (58),encontrará resistência lateral do próprio portal de madeira (61). Assim,de forma simples e eficiente, o alisar (58C), conectado ao portal (58)por estes dispositivos (58A/58B), estará perfeitamente fixado, alinhadoe posicionado, sem que seja necessária qualquer tarefa adicional.
Sistema de Montagem:
O sistema de montagem da construção idealizada e juntamente comtodos os elementos projetados e desenvolvidos, possui umaseqüência lógica do início até a finalização da obra, definindo assim, o"SISTEMA MODULAR DE CONSTRUÇÕES INDUSTRIALIZADASBIPARTIDAS LONGITUDINALMENTE".
A preparação do terreno e marcação da obra é a primeira tarefa damontagem, que acontecerá através de máquinas, dispositivos,equipamentos e "softwares" desenvolvidos especificamente paraatender a todos ps detalhes e requisitos deste sistema industrial econstrutivo.
A próxima etapa é a colocação das réguas de piso (1) efetuando o seunivelamento e alinhamento para que as extremidades, o centro e todaa régua esteja no nível. A régua de piso (1) possui ao longo de seucomprimento os pinos de nivelamento (8) que são compostos porparafusos (8A), buchas rosqueadas (8B) embutida na régua de piso(1)e sapata (8C).
A quantidade de pinos de nivelamento (8) depende do comprimento darégua de piso (1) e do relevo do terreno, ou seja, pode variar aquantidade e tamanho dos pinos de nivelamento (8) para garantir operfeito nivelamento da régua de piso (1), sendo que todo essesistema de nivelamento é dimensionado para suportar as cargasrecebidas.
O parafuso (8A) serve para o ajuste do nível da régua de piso (1), abucha rosqueada (8B) fica embutida na régua de piso (1). A sapata(8C) se assentará ao solo (9), proporcionando o apoio do parafuso(8A). Nesta sapata (8C), a base (8D) é maior, o que permitirá adiminuição da pressão das cargas da régua de piso (1) sobre o solo(9).
Para obtenção do absoluto nivelamento das réguas de piso (1) e dospainéis de canto (24), faz-se uso de uma técnica inovadora no ramoda construção civil. Esta técnica consiste no uso de equipamento alaser e/ou de equipamento emissor de sinais de ondas de rádio.São distribuídos ao longo da régua de piso (1) sensores, fixadosatravés das buchas de precisão (8E) já chumbadas na régua depiso(1), que receberão sinal enviado por um aparelho laser, que faz avarredura e indica a situação (o posicionamento nas três direções doespaço: x, y e z) do nível e alinhamento da régua de piso (1). Comestes dados monitorados neste equipamento e a situação do nível (etambém das três direções) mapeado, o ajuste do nivelamento (etambém das direções x e y) é feito através dos parafusos (8A) dospinos de nivelamento (8). O mesmo se aplica para o uso de umaparelho emissor de ondas de rádio.
O alinhamento (direções x e y) das réguas de piso (1) é feito pelosmarcos ou linhas (7) transversais, que são a referência ao longo detoda a régua de piso (1), e com a utilização dos mesmos sensores eequipamentos utilizados para o nivelamento.
Com a base da construção nivelada e alinhada e todos os pinos denivelamento (8) ajustados, dando a sustentação das réguas de piso(1), colocam-se, nos locais dos pilares, o gabarito para alinhamento eprumo das ferragens dos pilares (25/26). Estando estas tarefasprontas, providencia-se a concretagem de toda a fundação em umaúnica etapa, unificando todas as peças (réguas de piso (1) e ferragemdos pilares (25/26), ficando assim confeccionando o contrapiso.
Com a base e contrapiso prontos e perfeitamente nivelados, retiram-seos gabaritos das ferragens (25/26) dos pilares e inicia-se a elevaçãodos painéis que constituirão as paredes.
O primeiro passo é a montagem dos painéis de canto (24), queservirão de referência para a montagem dos painéis de parede (2),podendo os painéis de canto (24) constituir um vértice de 90° ou não.Seu posicionamento é feito através da união dos encaixes inferiores(18) do painel de canto e dos encaixes (3) da régua de piso (1).
Com o posicionamento final dos painéis de canto (24), tanto externo(24A) como interno (24B), tem-se a forma do pilar pronta eperfeitamente aprumada para concretagem.
Este mesmo processo se repete para os demais os cantos daedificação.
À continuação da montagem das paredes é através da colocação dospainéis de parede internos (2B) nas réguas de piso (1) fazendo usodos encaixes (3/18).Como elemento auxiliar de montagem dos painéis de parede (2), serácolocada uma guia removível para travar, alinhar e aprumarprovisoriamente os painéis referentes ao lado interno das paredes.
Terminada a colocação de todos os painéis de parede internos (2B),executaremos todas as ligações das instalações e utilidades prediais.
Após a montagem de todos os lados internos das paredes e dasinstalações das utilidades, os lados externos das paredes serãocolocados, unindo-se aos internos pelos encaixes rápidos (10), o quegarantirá o travamento, alinhamento e prumo provisório da paredecomo um todo.
A Figura 86 mostra o conjunto de montagem do sistema, desde afundação até a viga de amarração ou estrutural superior, incluindo alaje de piso do andar superior com a nova régua de piso (1) que irágerar mais um andar. O processo se repetirá sucessivamente, semprede acordo com o dimensionamento e especificação de cada projeto.
Os painéis de parede (2) vão sendo montados nas réguas de piso (1)e presos com aos encaixes (3) um ao lado do outro conforme a plantada edificação. Nos lugares projetados para portas e janelas o métodode construção conta com painéis que chamaremos de painéis de porta(27) e painéis de janela (31) que poderão ter suas formas com vãosretos ou em arcos conforme as figuras 59, 60, 61, 63 e 64 para portase, 68 e 69 para janelas.
Após o término da montagem de todos os painéis de parede (2) sobreas réguas de piso (1), teremos todos os espaços internos construídosde acordo com as definições e determinações do projeto dearquitetura.
Após a montagem de todos os painéis de parede (2) e antes dacolocação das réguas de teto (38), serão feitos os preenchimentos detodas as juntas e encaixes de travamento (11) e conexão (14).
Em seguida serão colocas todas as réguas de teto (38), que alinharãoe aprumarão definitivamente todos os painéis, internos e externos, quecompõem as paredes. Esta régua também servirá como forma dasvigas superiores (de amarração ou estruturais).
A etapa seguinte será a instalação das caixas d'água, "boilers",reservatórios de água quente, a colocação dos painéis de cobertura(52), suas juntas (43), telhas de acabamento e calhas (42).
Finalmente serão colocados os forros fixados na laje de piso (48) oucobertura (52) por ganchos (49) de amarração e nivelamento.