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BRPI0711469A2 - mistura, pré-mistura ligante, composição de concreto úmido, objeto de concreto endurecido e processos de preparação de uma composição de concreto úmido e de um concreto úmido vazado e de fabricação de um objeto de concreto - Google Patents

mistura, pré-mistura ligante, composição de concreto úmido, objeto de concreto endurecido e processos de preparação de uma composição de concreto úmido e de um concreto úmido vazado e de fabricação de um objeto de concreto Download PDF

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BRPI0711469A2
BRPI0711469A2 BRPI0711469-9A BRPI0711469A BRPI0711469A2 BR PI0711469 A2 BRPI0711469 A2 BR PI0711469A2 BR PI0711469 A BRPI0711469 A BR PI0711469A BR PI0711469 A2 BRPI0711469 A2 BR PI0711469A2
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BR
Brazil
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particle size
materials
portland cement
concrete
size class
Prior art date
Application number
BRPI0711469-9A
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Garcia Emmanuel
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Lafarge
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Abstract

MISTURA, PRé-MISTURA LIGANTE, COMPOSIçãO DE CONCRETO úMIDO, OBJETO DE CONCRETO ENDURECIDO E PROCESSOS DE PREPARAçãO DE UMA COMPOSIçãO DE CONCRETO úMIDO E DE UM CONCRETO úMIDO VAZADO E DE FABRICAçãO DE UM OBJETO DE CONCRETO. A invenção tem por objeto uma mistura que compreende em proporções em massa: de 0,4 a 4%, de preferência de 0,8 a 1,7%, de materiais de classe granulométrica ultrafina, constituída de partículas de D90 inferior a 1<109>m ; m e/ou de superficie específica BET superior a 6 m^2^/g; de 1 a 6%, de preferência de 2 a 5%, de cimento Portland; de 8 a 25%, de preferência de 12 a 21 %, de materiais de classe granulométrica fina, constituída de partículas cujo D1O e D90 estão compreendidos entre 1 <109>m e 100 <109>m e de superfície específica BET inferior a 5 m^2^/g, diferentes do cimento; de 25 a 50%, de preferência de 30 a 42%, de materiais de classe granulométrica média,constituído de partículas cujo D1O e D90 estão compreendidos entre 100 <109>m e 5 mm; e de 25 a 55%, de preferência de 35 a 47%, de materiais de classe granulométrica superior, constituída de partículas cujo D1O é superior a 5 mm. A invenção se refere também notadamente a pré-misturas, com posições de concreto e objetos de concreto endurecido associados, bem como seus processos de preparação.

Description

"MISTURA, PRE-MISTURA LIGANTE, COMPOSIÇÃO DE CONCRETO ÚMIDO, OBJETO DE CONCRETO ENDURECIDO E PROCESSOS DE PREPARAÇÃO DE UMA COMPOSIÇÃO DE CONCRETO ÚMIDO E DE UM CONCRETO ÚMIDO VAZADO E DE FABRICAÇÃO DE UM OBJETO DE CONCRETO"
DOMÍNIO DA INVENÇÃO
A invenção se refere a um concreto com baixo teor em cimento Portland, bem como processos de preparação de tal concreto e composições úteis para a aplicação destes processos.
ANTECEDENTE TÉCNICO
Os desenvolvimentos tecnológicos dos últimos anos no domínio dos concretos conduziram ao desenvolvimento de formulações de cimento inovadoras que permitem obter concretos com desempenho ultra elevado em termos notadamente de resistência à compressão. Estas formulações implicam geralmente o recurso a materiais suplementares além do cimento e de agregados e/ou areia, que são, por exemplo, fibras, adjuvantes orgânicos ou partículas ditas ultrafinas, de tamanho geralmente inferior aos grãos de cimento.
Por exemplo o documento EP 0518777 descreve uma composição de argamassa que compreende, além do cimento Portland: areia de diâmetro compreendido entre 80 μm e 1 mm (em particular entre 125 e 500 μm), microssílica vítrea de diâmetro compreendido entre 0,1 e 0,5 μm e um agente redutor de água ou fluidificante. A microssílica representa apenas de 10 a 30% em peso em relação ao cimento.
O documento WO 95/01316 descreve uma composição para concreto que compreende, além do cimento Portland: areia de diâmetro 150 a 400 μm, elementos finos com reação pozolânica (notadamente a sílica amorfa mas também de cinzas volantes ou escórias de alto forno) de diâmetro inferior a 0,5 μm, uma baixa quantidade de fibras metálicas e eventualmente o pó de quartzo triturado (de grossura média 10 μπι) e outros adjuvantes em baixas quantidades. A sílica amorfa pode estar presente à razão de 10 a 40% em peso em relação ao cimento, e o pó de quartzo triturado, quando é utilizado, está tipicamente presente à razão de 40% em peso em relação ao cimento. A composição para concreto deste documento necessita conseqüentemente de cerca de 900 kg de cimento por m3 de concreto.
No documento WO 95/01317, é uma composição para concreto muito próxima da precedente que é divulgada, com exclusivamente lã de aço como fibras metálicas e a sílica amorfa como elementos com reação pozolânica.
As composições de cimento descritas no documento WO 99/23046 são mais especificamente dedicadas à cimentação de poços, e compreendem além disso um ligante hidráulico: de 20 a 35% em peso em relação ao ligante de microssílica de granulometria compreendida entre 0,1 e 50 μm, e de 20 a 35% em peso em relação ao ligante de partículas minerais ou orgânicas de diâmetro compreendido entre 0,5 e 200 μπι, bem como um superplastificante ou fluidificante.
O documento WO 99/28267 se refere a uma composição de concreto que compreende cimento, fibras metálicas bem como: de 20 a 60% em peso em relação à matriz de cimento de elementos granulares de tipo areia peneirada ou triturada, de tamanho inferior a 6 mm; elementos com reação pozolânica de tamanho inferior a 1 μπι; elementos aciculares ou plaquetários de tamanho inferior a 1 mm; e um agente dispersante. Nos exemplos, os elementos com reação pozolânica são constituídos por sílica vítrea à razão de cerca de 30% em peso em relação ao cimento Portland.
De maneira relativamente próxima, o documento WO 99/58468 descreve uma composição de concreto na qual estão incluídos pelo menos: uma baixa quantidade de fibras orgânicas, elementos granulares de tamanho inferior a 2 mm, os elementos finos com reação pozolânica de tamanho inferior a 20 μm e pelo menos um agente dispersante. Nos diferentes exemplos citados, a composição compreende cerca de 30% de farinha de quartzo e cerca de 30% de fumo de sílica em peso em relação ao cimento.
Estas proporções entre as diferentes classes granulométricas não são fundamentalmente modificadas em um documento posterior (WO 01/58826) que divulga ainda outras composições de concreto.
O documento EP 0934915 descreve um concreto preparado a partir de cimento cujos grãos têm um diâmetro médio compreendido entre 3 e 7 μm, ao qual são acrescentados: areia, fumo de sílica de diâmetro característica inferior a 1 μm, um agente anti-espuma e um que superplastificante, de modo que pelo menos três classes granulométricas sejam representadas. Perante os diferentes exemplos, constata-se que o fumo de sílica é minoritário em relação ao cimento, este último estando tipicamente presente no nível de cerca de 900 kg por m3 de concreto.
Sobressai da análise da técnica anterior:
1) que a otimização das formulações é dirigida especificamente para os concretos de altos desempenhos ou ultra altos desempenho e não se aplica geralmente aos concretos de uso corrente; e
2) que todos os concretos conhecidos atualmente apresentam um teor relativamente elevado em cimento.
Assim, ainda que se examine os concretos clássicos, que têm menores desempenhos em termos de resistência à compressão que os concretos pré-citados, por exemplo, os concretos de tipo B25 (ou seja cuja resistência à compressão 28 dias após o amassamento é de pelo menos 25 MPa), constata-se que a quantidade de cimento é tipicamente de 260 a 360 kg por m de concreto. As normas européias atuais não prevêem de resto taxa de cimento inferiores a 260 kg/m para os concretos de uso corrente.
Ora os processos de fabricação do cimento, e mais particularmente de seu constituinte primordial, o clínquer, estão na origem de fortes emissões de dióxido de carbono. A produção de grãos de clínquer supõe com efeito:
a) o pré-aquecimento e a descarbonatação da farinha crua que é obtida por trituração das matérias primas, que são notadamente o calcário e a argila; e
b) a cocção ou clínquerização da farinha a uma temperatura de 1500°C, seguida por brusco resfriamento.
Estas duas etapas são produtoras de CO2, por um lado como produto direto da descarbonatação e por outro lado como produto secundário da combustão que é empregada na etapa de cocção para fornecer a elevação da temperatura.
A taxa de emissão atinge então no mínimo cerca de 560 kg de CO2 por tonelada de ligante para um concreto B25 clássico (sobre uma base de 850 kg de CO2 emitido em média por tonelada de cimento), e é ainda superior para um concreto com ultra-elevado desempenho.
Ora, as fortes emissões de dióxido de carbono nos processos clássicos de produção de composições de cimento e de concreto constituem um problema ambiental essencial, e, no contexto atual, são levadas a serem penalizadas fortemente no plano econômico.
Existe consequentemente uma forte necessidade de um processo que permita produzir concreto com emissões associadas de dióxido de carbono reduzidas, o referido concreto apresentando propriedades mecânicas satisfatórias e em particular equivalentes a estas dos concretos de uso corrente existentes, com o propósito de sua utilização na indústria da construção.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
A invenção tem consequentemente por objeto uma mistura que compreende em proporções em massa:
de 0,4 a 4%, de preferência de 0,8 a 1,7%, de materiais de classe granulométrica ultrafina, constituída de partículas de D90 inferior a 1 μM e/ou de superfície específica BET superior a 6 m2/g;
- de 1 a 6%, de preferência de 2 a 5%, de cimento Portland;
- de 8 a 25%, de preferência de 12 a 21%, de materiais de classe granulométrica fina, constituído de partículas cujo DlO e D90 estão compreendidos entre 1 pm e 100 μηι e de superfície específica BET inferior a 5 m/g, diferentes do cimento;
- de 25 a 50%, de preferência de 30 a 42%, de materiais de classe granulométrica média, constituído de partículas cujo DlO e D90 estão compreendidos entre 100 μπι e 5 mm; e
- de 25 a 55%, de preferência de 35 a 47%, de materiais de classe granulométrica superior, constituído de partículas cujo DlO é superior a 5 mm.
A invenção se refere igualmente a uma pré-mistura ligante que compreende:
- cimento Portland;
- uma classe granulométrica fina tal como definida acima; e
- uma classe granulométrica ultrafina tal como definida acima;
na qual a proporção em massa de cimento Portland na pré- mistura é inferior a 50% e de preferência de 5 a 35%, de maneira mais particularmente preferida de 10 a 25%.
Vantajosamente, a proporção em massa da classe granulométrica ultrafina na referida pré-mistura ligante é de 2 a 20%, de preferência de 5 a 10%.
Vantajosamente, a pré-mistura ligante de acordo com a invenção, compreende em proporções em massa:
- de 5 a 35%, de preferência de 10 a 25%, de cimento Portland;
- de 60 a 90%, de preferência de 65 a 85%, de materiais da classe granulométrica fina, e de 2 a 20%, de preferência de 5 a 10%, de materiais da classe granulométrica ultrafina.
De acordo com um modo de realização vantajoso da mistura ou pré-mistura ligante de acordo com a invenção, a classe granulométrica ultrafina é constituída de materiais escolhidos dentre o grupo composto dos fumos de sílica, de pós calcários, de sílicas precipitadas, de carbonatos precipitados, de sílicas pirogenadas, de pozolanas naturais, de pedras-pomes, de cinzas volantes trituradas, os triturados de ligante hidráulico silícico hidratado ou carbonatado, e misturas ou co-triturações destes, sob forma seca ou suspensão aquosa.
De acordo com um modo de realização particular da mistura ou pré-mistura ligante de acordo com a invenção, o conjunto (cimento Portland e classe granulométrica fina) é composto:
-de uma primeira sub-classe granulométrica, constituída de partículas cujo D10 e D90 estão compreendidos entre 1 e 10 μm; e
-de uma segunda sub-classe granulométrica, constituída de partículas cujo D10 e D90 estão compreendidos entre 10e 100 μm;
e na qual a primeira sub-classe granulométrica compreende cimento Portland.
De acordo com um modo de realização alternativo da mistura ou pré-mistura ligante de acordo com a invenção, o conjunto (cimento Portland e classe granulométrica fina) é constituído de partículas cujo D10 e D90 estão compreendidos entre 1 e 20 μm.
De acordo com um modo de realização vantajoso da mistura ou pré-mistura ligante tal como definido acima, a classe granulométrica fina compreende um ou vários materiais escolhidos dentre as cinzas volantes, pozolanas, os pós calcários, os pós silicosos, a cal, o sulfato de cálcio, as escórias.
Vantajosamente, a mistura ou pré-mistura tal como definida acima compreende:
- cimento Portland e cinzas volantes; ou
- cimento Portland e pó calcário; ou
- cimento Portland e escória; ou
- cimento Portland, cinzas volantes e pó calcário; ou
- cimento Portland, cinzas volantes e escória; ou
- cimento Portland, pó calcário e escória; ou
- cimento Portland, cinzas volantes, pó calcário e escória.
De acordo com um modo de realização, a mistura ou a pré- mistura compreende cimento Portland e cinzas volantes e não compreende escória.
De acordo com um modo de realização, a mistura ou a pré- mistura compreende cimento Portland e escória e não compreende cinzas volantes.
Vantajosamente, a mistura ou pré-mistura ligante tal como definido acima compreende além disso:
- um agente fluidificante
- eventualmente um acelerador e/ou um agente transmissor de ar e/ou um agente viscosificante e/ou um retardante.
De acordo com um modo de realização vantajoso da pré- mistura ligante tal como definido acima, a proporção de agente fluidificante de 0,05 a 3%, de preferência de 0,1 a 0,5%, é expressa em relação em massa de extrato seco do agente fluidificante sobre a massa de pré-mistura ligante.
A invenção tem igualmente por objeto uma mistura que compreende:
- uma pré-mistura ligante tal como definido acima;
- uma classe granulométrica média tal como definida acima; e
- uma classe granulométrica superior tal como definida acima.
Vantajosamente, a referida mistura compreende, em proporções em massa:
- de 10 a 35%, de preferência de 15 a 25%, de pré-mistura ligante;
- de 25 a 50%, de preferência de 30 a 42%, de materiais da classe granulométrica média; e
- de 25 a 55%, de preferência de 35 a 47%, de materiais da classe granulométrica superior.
De acordo com um modo de realização vantajoso da mistura pré-citada:
- a classe granulométrica média compreende areia e/ou saibro; e
- a classe granulométrica superior compreende granulados e/ou britas
e/ou calhaus e/ou cascalho.
De acordo com um modo de realização vantajoso da mistura pré-citada, o coeficiente de espaçamento do esqueleto pelo ligante é de 0,5 a 1,3, de preferência de 0,7 a 1,0.
A invenção se refere igualmente a uma composição de concreto úmido, compreendendo:
- uma mistura de acordo com a invenção, amassada com
- água.
Vantajosamente, a referida composição de concreto úmido compreende: de 10 a 100 kg/m3, de preferência de 20 a 40 kg/m3 de materiais da classe granulométrica ultrafina tal como definida acima;
- de 25 a 150 kg/m3, de preferência de 50 a 120 kg/m3, de maneira mais particularmente preferida, de 60 a 105 kg/m3, cimento Portland;
- de 200 a 600 kg/m3, de preferência de 300 a 500 kg/m3 de materiais de classe granulométrica fina tais como definidos acima;
- de 600 a 1200 kg/m3, de preferência de 700 a 1000 kg/m3 de materiais da classe granulométrica média tal como definida acima;
- de 600 a 1300 kg/m3, de preferência de 800 a 1100 kg/m3 de materiais da classe granulométrica superior tal como definida acima; e
eventualmente, um agente fluidificante.
Vantajosamente, a referida composição de concreto úmido compreende além disso:
um acelerador e/ou um agente transmissor de ar e/ou um agente viscosificante e/ou um retardante.
De acordo com um modo de realização vantajoso da composição de concreto úmido de acordo com a invenção, a relação E/C, onde E designa a quantidade de água e C a quantidade de cimento Portland, está compreendido entre 1 e 2,5, de preferência entre 1, 3 e 1,5. Outras gamas possíveis para a relação E/C são por exemplo: entre 1 e 1,3; entre 1 e 1,5; entre 1,3 e 2,5; e entre 1,5 e 2,5.
De acordo com um modo de realização vantajoso da composição de concreto úmido de acordo com a invenção, a relação E/L, onde E designa a quantidade de água e L a quantidade de materiais do conjunto (cimento Portland e classe granulométrica fina), está compreendida entre 0,1 e 0,45, de preferência entre 0,18 e 0,32. Outras gamas possíveis para a relação E/L são por exemplo: entre 0,1 e 0,18; entre 0,1 e 0,32; entre 0,18 e 0,45; e entre 0,32 e 0,45.
As proporções E/C e E/L são ajustadas notadamente em função da quantidade de cimento e as propriedades mecânicas finais procuradas. A quantidade de cimento mais baixa, o proporção será assim relativamente mais baixa. O especialista, por testes de rotina, saberá determinar a quantidade de água em função da quantidade de cimento, finos e ultra-finos da composição, em função de medidas de resistência à compressão das amostras.
Vantajosamente a composição de concreto úmido de acordo com a invenção, compreende de 60 a 180 l/m3 , de preferência de 80 a 150 l/m3 ,de maneira mais particularmente preferida de 95 a 135 l/m3 de água.
De acordo com um modo de realização vantajoso, a composição de concreto úmido de acordo com a invenção é um concreto auto- vazável.
A invenção tem, além disso, por objeto uma composição de concreto que compreende menos de 150 kg/m3, de preferência menos de 120 kg/m3 , de maneira mais particularmente preferida, de 60 a 105 kg/m3 , de cimento Portland e apresentando uma resistência à compressão superior ou igual a 4 MPa 16h após amassamento, e superior ou igual a 25 MPa, de preferência superior ou igual a 30 MPa, 28 dias após amassamento.
A invenção se refere igualmente a um objeto de concreto endurecido da composição definida acima.
A invenção se refere, além disso, a um objeto de concreto endurecido, compreendendo:
- de 10 a 10 kg/m , de preferência de 20 a 40 kg/m de materiais da classe granulométrica ultrafina tal como definida acima; hidratos de cimento Portland em uma quantidade que corresponde a
- uma quantidade de cimento Portland de 25 a 150 kg/m3 , de preferência de 50 a 120 kg/m3 , de maneira mais particularmente preferida, de 60 a 105 kg/m3;
- de 200 a 600 kg/m , de preferência de 300 a 500 kg/m de materiais da classe granulométrica fina tal como definida acima;
- de 600 a 1200 kg/m3, de preferência de 700 a 1000 kg/m3 de materiais da classe granulométrica média tal como definida acima;
- de 600 a 1300 kg/m3, de preferência de 800 a 1.100 kg/m3 de materiais da classe granulométrica superior tal como definida acima.
De acordo com um modo de realização vantajoso do objeto de concreto endurecido de acordo com a invenção, o coeficiente de espaçamento do esqueleto pela ligante é de 0,5 a 1, 3, de preferência de 0,7 a 1,0.
Vantajosamente, o objeto de concreto endurecido de acordo com a invenção, apresenta uma retração a 80 dias inferior a 400 μm/m, de preferência inferior a 200 μm/m.
A invenção se refere, além disso, a um processo de preparação de uma composição de concreto úmido que compreende uma etapa de:
- amassamento de uma mistura de acordo com a invenção com a água.
A invenção se refere, além disso, um processo de preparação de uma composição de concreto úmido que compreende uma etapa de:
- amassamento de uma pré-mistura ligante de acordo com a invenção com materiais de classe granulométrica média tais como definidos acima, materiais de classe granulométrica superior tais como definidos acima e água.
De acordo com um modo de realização do processo de preparação de uma composição de concreto úmido de acordo com a invenção, a quantidade de cimento Portland utilizada é inferior a 150 kg/m3, de preferência inferior a 120 kg/m3, de maneira mais particularmente preferida, compreendida entre 60 e 105 kg/m3.
A invenção se refere, além disso, um processo de preparação de uma composição de concreto úmido que compreende uma etapa de amassamento:
- de 10 a 100 kg/m3, de preferência de 20 a 40 kg/m3, de materiais da classe granulométrica ultrafina tal como definida acima;
- de 25 a 150 kg/m3, de preferência de 50 a 120 kg/m3, de maneira mais particularmente preferida, de 60 a 105 kg/m3 de cimento Portland;
- de 200 a 600 kg/m3, de preferência de 300 a 500 kg/m3 de materiais da classe granulométrica fina tal como definida acima; - de 600 a 1200 kg/m3, de preferência de 700 a 1000 kg/m3 de materiais da classe granulométrica média tal como definida acima;
- de 600 a 1300 kg/m3, de preferência de 800 a 1100 kg/m3 de materiais da classe granulométrica superior tal como definida acima; e
- eventualmente, um agente fluidificante e/ou um acelerador e/ou um agente transmissor de ar e/ou um agente viscosificante e/ou um retardante; com
- água.
De acordo com um modo de realização vantajoso do processo de preparação de uma composição de concreto úmido de acordo com a invenção, o amassamento é efetuado a uma relação E/C, onde E designa a quantidade de água e C a quantidade de cimento Portland, compreendidos entre 1 e 2,5, de preferência entre 1,3 e 1,5.
De acordo com um modo de realização vantajoso do processo de preparação de uma composição de concreto úmido de acordo com a invenção, o amassamento é efetuado a uma relação E/L compreendida entre 0,1 e 0,45, de preferência entre 0,18 e 0,32, onde E designa a quantidade de água e L a quantidade de materiais do conjunto (cimento Portland e classe granulométrica fina).
De acordo com um modo de realização vantajoso do processo de preparação de uma composição de concreto úmido de acordo com a invenção, a quantidade de água utilizada é de 60 a 180 l/m3, de preferência de 80 a 150 1/m, de maneira mais particularmente preferida de 95 a 135 l/m.
De acordo com um modo de realização do processo de preparação de uma composição de concreto úmido de acordo com a invenção, a resistência à compressão é superior ou igual a 4 MPa 16h após o amassamento.
De acordo com um modo de realização do processo de preparação de uma composição de concreto úmido de acordo com a invenção, a resistência à compressão é superior ou igual a 25 MPa, de preferência superior ou igual a 30 MPa5 28 dias após o amassamento.
A invenção tem ainda por objeto um processo de preparação de um concreto úmido vazado, compreendendo uma etapa de:
- vazamento de uma composição de concreto úmido de acordo com a invenção, ou susceptível de ser obtida pelo processo pré-citado.
A invenção se refere ainda a um processo de fabricação de um objeto de concreto, compreendendo uma etapa de:
- endurecimento de uma composição de concreto úmido de acordo com a invenção ou susceptível de ser obtido pelo processo de preparação de uma composição de concreto úmido pré-citado, ou uma composição de concreto úmido vazado tal como descrito acima.
A invenção permite responder à necessidade de redução das emissões de CO2 até agora insuficiente nos concretos conhecidos. Com efeito a quantidade de cimento (e em particular de clínquer) utilizada no quadro da presente invenção é inferior a esta que é tradicionalmente necessária. Por exemplo, para uma fórmula de acordo com a invenção com 70 kg de clínquer por m de concreto, a emissão de CO2 é de aproximadamente 110 kg por tonelada de ligante, o que representa uma redução de quase 80% da emissão de CO2 em relação a um concreto clássico de tipo B25, ao mesmo tempo não provocando uma diminuição sensível dos desempenhos mecânicos do concreto, pois a invenção fornece um concreto que apresenta uma resistência à compressão mecânica superior ou igual a 25 MPa 28 dias após amassamento.
O concreto obtido de acordo com a invenção apresenta igualmente as seguintes vantagens:
- seu comportamento em face à corrosão das armações do concreto armado é pelo menos tão bom ou melhor em relação a um concreto de tipo B25 clássico;
- sua porosidade e sua permeabilidade são mais baixas do que as de um concreto de tipo B25 clássico;
- sua retração é menor do que a de um concreto de tipo B25 clássico;
- sua resistência à difusão dos cloretos é melhorada em relação a um concreto de tipo B25 clássico.
Os diferentes objetivos e vantagens da invenção são obtidos graças a uma otimização impelida pelo conjunto dos parâmetros de formulação, e notadamente graças a:
- desenvolvimento de composições ligantes que apresentam uma compartimentação dos materiais em classes granulométricas separadas, notadamente em uma classe fina, uma classe média, uma classe superior, e uma classe ultrafina, o que permite uma otimização do empilhamento das diferentes partículas, e uma otimização do coeficiente de espaçamento do esqueleto pela ligante;
- a presença, além do cimento, de materiais ligantes sem cimento que pertencem à classe granulométrica fina, que são majoritários em relação ao cimento e cuja escolha e proporções são otimizadas;
- a utilização de ultrafinos, e notadamente elementos com reação pozolânica, susceptíveis de participar na função de ligação hidráulica;
- o ajuste da demanda de água;
- a otimização dos diferentes aditivos.
BREVE DESCRIÇÃO DAS FIGURAS
As figuras 1a a 1d representam os perfis de distribuição granulométrica de diversos materiais utilizados para preparar composições secas de acordo com a invenção assim como os concretos amassados associados. Na abscissa figura o tamanho em μm, e na ordenada a porcentagem em volume. Poderá se referir à parte exemplos para a significação dos nomes dos materiais. A figura Ia fornece assim o perfil dos materiais utilizados, por exemplo, nas fórmulas CV1, CV2, CV7 ou CV8 abaixo; a figura Ib fornece o dos materiais utilizados por exemplo na fórmula CV3 abaixo; a figura 1c fornece o dos materiais utilizados por exemplo nas fórmulas CV4 ou CV5 abaixo; a figura 1d fornece o dos materiais utilizados por exemplo nas fórmulas FC1, FC2 ou FC3 abaixo.
A figura 2 é uma fotografia que dá uma representação esquemática de uma composição de argamassa seca típica de acordo com a invenção (à esquerda) em comparação com uma composição de argamassa seca de tipo B25 clássica (à direita). Os diferentes constituintes são os seguintes: A, filler (filler calcário no tudo de ensaio da direita, cinzas volantes no tudo de ensaio da esquerda); B, cimento; C, areia; D, granulados; E, água; F, fumos de sílica.
A figura 3 representa a retração medida sobre um concreto de acordo com a invenção (x) em comparação com um concreto B25 clássico de controle (□). Na abscissa figura o tempo, em dias, e na ordenada a variação dimensional do concreto, em %.
DESCRIÇÃO DE MODOS DE REALIZAÇÃO DA INVENÇÃO
A invenção agora é mais detalhada e de maneira não limitativa na descrição que segue.
Distribuição das classes granulométricas
A invenção fornece composições de argamassa seca, sob forma de misturas entre diversos constituintes, nas proporções em massa seguintes:
- de 1 a 6%, de preferência de 2 a 5% de cimento Portland;
- de 0,4 a 4%, de preferência de 0,8 a 1, 7%, materiais de classe granulométrica ultrafina;
- de 8 a 25%, de preferência de 12 a 21%, de materiais de classe granulométrica fina, diferentes do cimento;
- de 25 a 50%, de preferência de 30 a 42%, de materiais de classe granulométrica média;
- de 25 a 55%, de preferência de 35 a 47%, de materiais de classe granulométrica superior.
Os materiais que compõem a mistura acima estão presentes sob a forma de partículas, ou seja, de elementos unitários de materiais. A distribuição do tamanho das partículas permite estabelecer uma divisão dos constituintes nas várias "classes granulométricas", ou seja em compartimentos essencialmente separados.
Assim, a classe granulométrica ultrafina é constituída:
(i) de partículas de D90 inferior a 1 μπι ou
(ii) partículas de superfície específica BET superior a 6 m2/g ou
(iii) partículas de D90 inferior a 1 μπι e de superfície específica BET superior a 6 m/g.
A classe granulométrica fina corresponde a um conjunto de partículas cujo D10 e D90 estão compreendidos entre 1 μm e 100 μm e cuja superfície específica BET é inferior a 5 m /g. A classe granulométrica média corresponde a um conjunto de partículas cujo D10 e D90 estão compreendidos entre 100 μm e 5 mm. E a classe granulométrica superior corresponde a um conjunto de partículas cujo D10 é superior a 5 mm.
O D90 corresponde ao 90° centésimo da distribuição de tamanho das partículas, ou seja que 90% das partículas têm um tamanho inferior a D90 e 10% têm um tamanho superior a D90. Do mesmo modo, o D10 corresponde ao 10° centésimo da distribuição de tamanho das partículas, ou seja que 10% das partículas têm um tamanho inferior a D10 e 90% têm um tamanho superior a D10.
O D10 e o D90 são aqui o Dv10 e o Dv90, como surge das figuras. Em outros termos: pelo menos 80% das partículas da classe granulométrica fina (preferivelmente pelo menos 90%, de maneira particularmente preferida pelo menos 95% ou até mesmo pelo menos 99%) têm um tamanho compreendido entre 1 μm e 100 μm; pelo menos 80% das partículas da classe granulométrica média (de preferência pelo menos 90%, de maneira particularmente preferida pelo menos 95% ou mesmo pelo menos 99%) têm um tamanho compreendido entre 100 μm e 5 mm; pelo menos 90% das partículas da classe granulométrica superior (de preferência pelo menos 95% ou mesmo pelo menos 99%) têm um tamanho superior a 5 mm; e, de acordo com os modos de realização que correspondem aos casos (i) e (iii) acima, pelo menos 90% das partículas da classe granulométrica ultrafina (de preferência pelo menos 95%, de maneira particularmente preferida pelo menos 99%) têm um tamanho inferior a 1 μm. As quatro classes granulométricas (ultrafina, finas, médias e superiores) correspondem então aos compartimentos de tamanho essencialmente separados.
O Dl0 ou o D90 de um conjunto de partículas pode ser geralmente determinado por granulometria laser para as partículas de tamanho inferior a 200 μm, ou por peneiramento para as partículas de tamanho superior à 200 μm.
No entanto, quando as partículas individuais têm uma tendência à agregação, convém determinar seu tamanho por microscopia eletrônica, já que o tamanho aparente medido por granulometria por difração laser é então maior do que o tamanho particular real, o que é susceptível de falsear a interpretação.
A superfície específica BET é uma medida da superfície real total das partículas, que leva em conta a presença de relevos, de irregularidades, de cavidades superficiais ou internas, de porosidade.
De acordo com um modo de realização alternativo, pode haver aí uma sobreposição entre os tamanhos das partículas das classes finas e ultrafina, ou seja que mais de 10% das partículas respectivamente das classes ultrafina e finas podem se situar em uma mesma gama de tamanho. Neste caso, a distinção entre classe fina e ultrafina é assegurada pela superfície específica BET, as partículas ultrafinas sendo as que apresentam a maior superfície específica (e consequentemente uma grande reatividade). Em particular, neste caso, a superfície específica BET dos materiais da classe ultrafina é de preferência superior a 10 m2 /g, vantajosamente superior a 30 m2 /g, e de maneira particularmente preferida superior 80 m2 /g. E necessário além disso notar que os materiais da classe ultrafina podem também apresentar estes valores preferidos de superfície específica BET mesmo no caso onde o seu D90 for inferior a 1 μm.
Um exemplo de caso onde as classes ultrafina e finas se distinguem unicamente pela superfície específica BET e não pelo tamanho das partículas pode ser este onde ultrafinas são constituídas de triturados de ligante hidráulico hidratado. Neste exemplo, as ultrafinas podem ter um tamanho de aproximadamente 10 μm, para uma superfície específica que pode ser de aproximadamente 100 m2 /g (devido à porosidade deste material).
Outro modo de realização particular da presente invenção prevê que seja possível subdividir o conjunto constituído pelo cimento e pela classe granulométrica fina em duas sub-classes granulométricas:
uma primeira sub-classe granulométrica, constituída de partículas cujo D10 e D90 estão compreendidos entre 1 e 10 μm; e
uma segunda sub-classe granulométrica, constituída de partículas cujo D10 e D90 estão compreendidos entre 10 e 100 μm.
Neste caso, o cimento pertence em particular à primeira sub- classe granulométrica.
Em outros termos, de acordo com este modo de realização, de pelo menos 80% das partículas a primeira sub-classe granulométrica (de preferência pelo menos 90%, de maneira muito particularmente preferida pelo menos 95% ou até pelo menos 99%) têm um tamanho compreendido entre 1 e 10 μm, e pelo menos 80% das partículas da segunda sub-classe granulométrica (de preferência pelo menos 90%, de maneira muito particularmente preferida pelo menos 95% ou mesmo pelo menos 99%) têm um tamanho compreendido entre 10 e 100 μm. Sempre de acordo com este modo de realização, a mistura comporta 5 classes granulométricas ou 5 compartimentos essencialmente separados: a classe ultrafina (menos de 1 μm); a primeira sub-classe do conjunto cimento + classe fina (1 μm- 10 μm); a segunda sub-classe do conjunto cimento + classe fina (10 μm- 100 μm); a classe média (100 μm - 5 mm); e a classe superior (mais de 5 mm).
De acordo com um modo de realização alternativo, o conjunto constituído pelo cimento e pela classe granulométrica fina é constituído de partículas cujo D10 e D90 estão compreendidos entre 1 e 20 μm. Em outros termos, de acordo com este modo de realização, pelo menos 80% das partículas de cimento ou de materiais da classe granulométrica fina (de preferência pelo menos 90%, maneira muito particularmente preferida pelo menos 95% ou até pelo menos 99%) têm um tamanho compreendido entre 1 e 20 μm. Este modo de realização corresponde no caso onde o perfil de distribuição granulométrica compreende uma descontinuidade: a mistura não compreende quase partículas de diâmetro compreendido entre 20 e 100 μm.
Os diferentes modos de realização descritos acima correspondem a modos de empilhamento de grãos ou de partículas otimizados. A invenção fornece igualmente, como está descrito acima, as pré- misturas ligantes que correspondem a estas misturas para argamassas secas, e que não contêm materiais da classe granulométrica média, nem materiais da classe granulométrica superior. As referidas pré-misturas ligantes são destinadas a serem misturadas com materiais de classe granulométrica média e superior antes ou durante a preparação do concreto.
De preferência, as misturas de acordo com a invenção são caracterizadas por um coeficiente de espaçamento do esqueleto pelo ligante compreendido entre 0,5 e 1,3, de preferência entre 0,7 e 1,0. O "esqueleto" designa os materiais de classe granulométrica média e superior, e o "ligante" designa o cimento bem como os materiais de classe granulométrica fina e ultrafina. O "coeficiente de espaçamento" em questão designa consequentemente a relação entre o volume de ligante e o volume poroso do esqueleto. Este coeficiente é calculado notadamente a partir da porosidade vibrada do esqueleto.
Escolha dos materiais
Nas composições tais como definidas acima, o cimento é cimento Portland escolhido dentre os cimentos Portland clássicos de tipo CPA (Cimento Portland Artificial), e notadamente dentre os cimentos descritos na norma européia EN 197-1. Poder-se-á utilizar, por exemplo, um cimento CEMl ou CEM2 52.5 N ou R ou PM (para construção marinha) ou PME (para construção marinha, água sulfatada). O cimento pode ser do tipo HRI (com Alta Resistência Inicial). Em alguns casos, notadamente para o tipo CEM2, o cimento Portland não é constituído de clínquer puro mas é fornecido misturado com pelo menos um material suplementar (escória, fumado sílica, pozolana, cinzas volantes, xisto calcinado, calcário...), em uma quantidade que vai até a 37%. Nestes casos, as quantidades de cimento enunciadas acima correspondem mais particularmente às quantidades de clínquer, enquanto que os materiais suplementares são contabilizados dentre a classe granulométrica apropriada (por exemplo tipicamente classe granulométrica fina para a componente escória, classe granulométrica ultrafina para a componente fumo de sílica...).
A classe granulométrica superior pode compreender granulados e/ou brita e/ou calhaus e/ou cascalho.
A classe granulométrica média pode compreender notadamente areia ou saibro. A classe granulométrica fina pode compreender um ou vários materiais escolhidos dentre as cinzas volantes, os pozolanas, os pós calcários, os pós silicosos, a cal, o sulfato de cálcio (em particular a gipsita sob forma anidra ou semi hidratada), as escórias.
O termo inglês "fillers" às vezes é empregado para designar a maior parte dos materiais acima.
E particularmente interessante misturar o cimento com os seguintes produtos: cinzas volantes sozinhas; ou pó calcário sozinho; ou escória sozinha; ou cinzas volantes e pó calcário; ou cinzas volantes e escória; ou pó calcário e escória; ou cinzas volantes, pó calcário e escória.
De acordo com uma variante, a classe fina compreende cinzas volantes (eventualmente em associação com outros materiais ainda) mas não compreende escória. De acordo com uma variante, a classe fina compreende escória (eventualmente em associação com outros materiais ainda) mas não compreende cinzas volantes. Estas duas variantes limitam o custo de CO2 total da pré-mistura e da mistura, pois a produção de escória e de cinzas volantes é acompanhada da emissão de CO2. Esta vantagem em termos de limitação do custo CO2 é particularmente clara no que se refere à primeira destas variantes.
A classe granulométrica ultrafina pode compreender materiais escolhidos dentre o grupo composto por fumos de sílica, pós calcários, sílicas precipitadas, carbonatos precipitados, sílicas pirogenadas, pozolanas naturais, pedras-pomes, cinzas volantes trituradas, triturados de ligante hidráulico silícico hidratado ou carbonato, e misturas ou co-triturações destes, sob forma seca ou suspensão aquosa.
O termo "triturados de ligante hidráulico silícico hidratado" designa notadamente os produtos descritos no documento FR 2708592.
Qualquer agente fluidificante (ou superplastificante) clássico pode vantajosamente ser acrescentado em uma mistura ou pré-mistura ligante de acordo com a invenção, de preferência a uma concentração de 0,05 a 3%, de preferência de 0,2 a 0,5%, expressa em relação em massa de extrato seco do agente fluidificante sobre a massa de pré-mistura ligante. O agente fluidificante pode ser utilizado à saturação ou não. A quantidade de agente também é determinada em função da qualidade desejada para a massa, notadamente se se deseja que o concreto seja que auto-vazável ou não. Medidas de vazamento permitem determinar o tipo e a quantidade de superplastificante a utilizar na formulação.
Outros aditivos ou aditivos conhecidos podem igualmente ser utilizados no quadro da invenção, por exemplo superplastificantes, aceleradores, transmissores de ar, viscosificantes, retardantes...
Concreto
O concreto de acordo com a invenção é preparado amassando as misturas acima ou as pré-misturas ligantes acima com a água. Neste caso, a quantidade de cimento Portland utilizada é vantajosamente inferior a 150 kg/m, de preferência inferior a 120 kg/m, de maneira mais particularmente preferida, compreendida entre 60 e 105 kg/m. Pode igualmente ser preparado amassando diretamente os diferentes ingredientes entre si e com a água, nas seguintes proporções:
- de 10 a 100 kg/m, de preferência de 20 a 40 kg/m de materiais da classe granulométrica ultrafina;
- de 25 a 150 kg/m, de preferência de 50 a 120 kg/m, de maneira mais particularmente preferida, de 60 a 105 kg/m3, cimento Portland;
- de 200 a 600 kg/m, de preferência de 300 a 500 kg/m de materiais de classe granulométrica fina;
- de 600 a 1200 kg/m3, de preferência de 700 a 1000 kg/m3 de materiais da classe granulométrica média;
- de 600 a 1300 kg/m3, de preferência de 800 a 1100 kg/m3 de materiais da classe granulométrica superior; e eventualmente, um agente fluidificante.
Entende-se por "kg/m3" a massa de materiais a utilizar por m3 de concreto produzido.
Os materiais em questão apresentam, de acordo com modos de realizações particulares, as mesmas características dos que foram descritos acima em relação com as misturas e pré-misturas ligantes de acordo com a invenção.
A quantidade de água de amassamento é reduzida em relação a um concreto clássico, a razão de 60 a 180 l/m, de preferência de 80 a 150 l/m , de maneira mais particularmente preferida de 95 a 135 l/m de agua. A relação E/L, onde E designa a quantidade de água e L a quantidade de ligante (materiais do conjunto (cimento Portland + classe granulométrica fina)), é, conseqüentemente, reduzido em relação a um concreto clássico, e se situa tipicamente entre 0,1 e 0,45, de preferência entre 0,18 e 0,32. Em contrapartida, a relação E/C, onde E designa a quantidade de água e C a quantidade de cimento, é maior do que no caso do concreto clássico, e isto em função da baixa quantidade de cimento que está presente. A relação E/C de preferência está compreendida entre 1 e 2,5, muito particularmente entre 1,3 e 1,5.
A malaxagem se efetua através de um misturador convencional, durante uma duração de malaxagem usual no domínio.
De acordo com um modo de realização, as composições de concreto formuladas de acordo com a invenção são o resultado de uma otimização complexa dos diferentes parâmetros que entram em jogo (escolhas dos materiais e concentração destes) a fim de garantir um empilhamento otimizado (escolhas da granulometria e escolhas da dos adjuvantes), uma química da hidratação otimizada (com efeito de numerosos componentes participam da reação: pó calcário, cinzas volantes, fumos de sílica...) e uma demanda de água otimizada.
Os constituintes da classe ultrafina, notadamente os fumos de sílica, podem em particular ter múltiplas funções, notadamente um papel de preenchimento dos espaços livres entre grãos, um papel de fornecimento de sítios de nucleação heterogêneos de hidratos, um papel de adsorção de alcalinos e do cálcio que são atraídos pelos grupos silanóis em superfície e um papel pozolânico.
As composições de concreto obtidas de acordo com a invenção apresentam propriedades mecânicas comparáveis, de preferência pelo menos também boas ou até melhores em relação aos concretos de tipo B25 clássicos, notadamente em termos de resistência à compressão em 28 dias, de cinética de pega, de retração, de durabilidade.
Em particular, de acordo com um modo de realização da invenção, a resistência à compressão é superior ou igual a 4 MPa 16h após o amassamento, e superior ou igual a 25 MPa, de preferência superior ou igual a 30 MPa, 28 dias após o amassamento. Além disso, a retração em 80 dias é vantajosamente inferior a 400 μm/m, de preferência inferior a 200 μm/m.
De preferência, os concretos de acordo com a invenção são concretos fluidos ou auto-vazáveis.
Estima-se que concreto seja um fluido quando a depressão ao cone de Abrams - ou valor de "slump" - (de acordo com a norma francesa NF P 18-451, de Dezembro de 1981) é de pelo menos 150 mm, de preferência pelo menos 180 mm. Considera-se que um concreto é que auto-vazável quando o valor do vazamento for superior a 650 mm para os concretos (e em geral inferior a 800 mm) de acordo com o modo operacional descrito na Specification and Guidelines for Self Compacting Concrete, EFNARC, Fevereiro de 2002, p. 19-23.
A quantidade de cimento utilizada para preparar o concreto de acordo com a invenção é muito inferior a esta que é necessária para preparar um concreto clássico de tipo B25, o que permite realizar economias espetaculares em termos de emissão de CO2. Em relação a uma fórmula B25 de referência que contém 95 kg/m de calcário e 260 kg/m de cimento, um concreto de acordo com a invenção que contém, por exemplo, 70 kg/m3 de clínquer permite realizar uma economia de emissão de CO2 de cerca de 80%. Esta economia pode atingir mais de 85% se se utiliza apenas 50 kg/m3 de clínquer.
O concreto de acordo com a invenção pode ser vazado de acordo com os processos usuais; após hidratação/endurecimento obtém-se objetos de concreto endurecido tais como elementos de construção, elementos de obra de arte ou outros.
EXEMPLOS
Os exemplos seguintes ilustram a invenção sem limitá-la.
Exemplo 1: processo de granulometria laser
As curvas granulométricas de diferentes pós são obtidas a partir de um granulômetro laser Malvern MS2000. A medida se efetua em via úmida (meio aquoso); o tamanho das partículas deve ser compreendido entre 0,02 μm e 2 mm. A fonte luminosa é constituída por um laser vermelho He- Ne (632 nm) e um diodo azul (466nm). O modelo ótico é o de Fraunhofer, a matriz de cálculo é de tipo polidispersa.
Uma medida de ruído de fundo é primeiramente efetuada com uma velocidade de bomba de 2000 rpm, uma velocidade de agitador de 800 rpm e uma medida do ruído sobre 10 s, na ausência de ultra-sons. Verifica-se então que a intensidade luminosa do laser é pelo menos igual a 80%, e que se obtém uma curva exponencial decrescente para o ruído de fundo. Se não for o caso, as lentes da célula devem ser limpas.
Efetua-se em seguida uma primeira medida sobre a amostra com os seguintes parâmetros: velocidade de bomba de 2000 rpm, velocidade de agitador de 800 rpm, ausência de ultra-sons, limite de obscurecimento entre 10e 20%. A amostra é introduzida para ter uma ocultação ligeiramente superior a 10%. Após estabilização do obscurecimento, a medida é efetuada com uma duração entre a imersão e a medida fixada em 10 s. A duração de medida é de 30 s (de 30000 imagens de difração analisadas). No granulograma obtido, é necessário levar em conta o fato de que uma parte da população do pó pode estar aglomerada.
Efetua-se em seguida uma segunda medida (sem esvaziamento do reservatório) com ultra-sons. A velocidade de bomba é levada a 2500 rpm, a agitação a 1000 rpm, os ultra-sons são emitidos a 100% (30 watts). Este regime é mantido durante 3 minutos, e depois se retorna aos parâmetros iniciais: velocidade de bomba de 2000 rpm, velocidade de agitador de 800 rpm, ausência de ultra-sons. No final de 10 s (para evacuar as bolhas de ar eventuais), efetua-se uma medida de 30 s (de 30000 imagens analisadas). Esta segunda medida corresponde a um pó desaglomerado por dispersão ultra- sônica.
Cada medida é repetida pelo menos duas vezes para verificar a estabilidade do resultado. O aparelho é calibrado antes de cada sessão de trabalho através de uma amostra padrão (de sílica C10 Sifraco) cuja curva granulométrica é conhecida. Todas as medidas apresentadas na descrição e as gamas anunciadas correspondem aos valores obtidos com ultra-sons.
Exemplo 2: Método de visualização direto por microscopia eletrônica com varredura
Para os pós que apresentam uma forte tendência à aglomeração, recorre-se à técnica de visualização direta por microscopia com varredura (com medida e contagem das partículas sobre a imagem obtida). Cada amostra de pó é eventualmente secada por passagem na estufa a uma temperatura inferior a 50°C, ou a vácuo ou por liofilização. E depois se utiliza dois métodos alternativos de preparação de amostra: a preparação sobre scotch para observar o pó de maneira global (fenômenos de aglomeração...) e a preparação em suspensão para caracterizar as partículas individualmente (tamanho, forma, aspecto de superfície...)
Na preparação sobre scotch, toma-se um bloco metálico e deposita-se uma pastilha condutora autocolante dupla face ou scotch condutor dupla face sobre sua face superior. Com ajuda de uma espátula salpica-se o pó para se observar sobre esta superfície, vigiando os fenômenos eletrostáticos durante a amostragem e a aspersão. Pode-se igualmente aplicar a face munida do adesivo dupla face sobre o pó a se observar. Elimina-se o pó em excesso não retido pelo adesivo sacudindo o bloco, face superior mantida na vertical, sobre uma superfície dura. Eventualmente, sopra-se ligeiramente a amostra com uma bomba de ar seco para eliminar as partículas que estariam mal fixadas e procede-se à metalização.
Na preparação em suspensão toma-se um bloco de grafite. Limpa-o com etanol, pule-se a superfície com uma pasta de polir (por exemplo PIKAL). Introduz-se em um béquer cerca de 10 cm do líquido de suspensão, neste caso o etanol. Acrescenta-se progressivamente o pó a observar, o béquer sendo colocado em um tanque com ultra-sons (a fim de obter uma baixa opacidade da suspensão). A aplicação dos ultra-sons é prolongada uma vez a introdução do pó termina. E depois se retira algumas gotas de suspensão e as deposita sobre o bloco de grafite. A retirada é efetuada através de um micropipeta ou espátula. Para evitar os fenômenos de sedimentação, a retirada é efetuada o mais rápido possível, sem parar de agitar a suspensão. O líquido é, em seguida, evaporado, eventualmente colocando o bloco sob uma lâmpada de infravermelhos. A película depositada deve ser muito fina sem apresentar acumulação, ela deve ser pouco visível ao olho nu. Caso contrário, a amostra não é utilizável. Elimina-se o pó insuficientemente retido na superfície sacudindo o bloco, face superior mantida na vertical, sobre uma superfície dura. Eventualmente, sopra-se ligeiramente a amostra com uma bomba de ar seco para eliminar as partículas mal fixadas, e procede- se à metalização.
A metalização é efetuada por projeção a vácuo de uma onda de metal em fusão (ouro ou carbono). A medida de MEB própria dita é efetuada de maneira clássica pelo especialista.
Exemplo 3: Método de medida da superfície específica BET
A superfície específica de diferentes pós é medida do seguinte modo. Retira-se uma amostra de pó da seguinte massa: 0,1 a 0,2 g para uma superfície específica considerada mais de 30 m2/g; 0,3 g para uma superfície específica considerada a 10-30 m2/g; 1 g para uma superfície específica considerada a 3-10 m2 /g; 1,5 g para uma superfície específica considerada a 2-3 m2 /g; 2 g para uma superfície específica considerada a 1.5-2 m2 /g; 3 g para uma superfície específica considerada a 1-1,5 m2/g.
Utiliza-se uma célula de 3 cm3 ou 9 cm3 de acordo com o volume da amostra. Pesa-se o conjunto da célula de medida (célula + haste de vidro). E depois se acrescenta a amostra na célula: o produto não deve ser menos de um milímetro da altura do estrangulamento da célula. Pesa-se o conjunto (célula + haste de vidro + amostra). Coloca-se a célula de medida sobre um posto de desgaseificação e desgaseifica-se a amostra. Os parâmetros de desgaseificação são de 30 min/45°C para o cimento Portland, a gipsita, as pozolanas; de 3 h/200°C para as escórias, fumos de sílica, de cinzas volantes, de cimento aluminoso, de calcário; e de 4 h/300°C para a alumina de controle. A célula é rapidamente tapada com um tampão após a desgaseificação. Pesa- se o conjunto e anota-se o resultado. Todas as pesagens são efetuadas sem o tampão. A massa da amostra é obtida por subtração da massa da célula da massa da célula + amostra desgaseificada.
Efetua-se em seguida a análise da amostra após tê-la colocado sobre o posto de medida. O analisador é o AS 3100 de Beckman Coulter. A medida repousa sobre a adsorção de nitrogênio pela amostra a uma temperatura dada, aqui a temperatura do nitrogênio líquido ou seja -196°C. O aparelho mede a pressão da célula de referência na qual o adsorvido é à sua pressão de vapor saturante e esta da célula da amostra na qual volumes conhecidos de adsorvido são injetados. A curva resultante destas medidas é a isoterma de adsorção. No processo de medida, o conhecimento do volume morto da célula é necessário: uma medida deste volume é consequentemente realizado com hélio antes da análise.
A massa da amostra calculada precedentemente entrou como parâmetro. A superfície BET é determinada pelo programa de computador por regressão linear a partir da curva experimental. O desvio-padrão de reprodutibilidade obtido a partir de 10 medidas sobre uma sílica de superfície específica 21,4 m2/g é de 0,07. O desvio-padrão de reprodutibilidade obtido a partir de 10 medidas sobre um cimento de superfície específico 0,9 m2/g é de 0,02. Uma vez em ambas semanas um controle é efetuado sobre um produto de referência. Duas vezes por ano, um controle é realizado com a alumina de referência fornecida pelo construtor.
Exemplo 4: matérias primas utilizadas
No que se segue, utiliza-se mais particularmente os seguintes materiais:
- classe granulométrica superior: granulados 10-20 Cassis e granulados 6-10 Cassis (fornecedor Lafarge);
- classe granulométrica média: areia de Honfleur (fornecedor Lafarge);
- cimento: cimento HTS CPA CEMl 52.5 PEMS O Teil a 0,84 m7g BET ou cimento St Pierre La Cour CPA CEMl 52.5 R a 0,89 rnVg BET (fornecedor Lafarge);
- classe granulométrica fina: cinzas volantes (também notados CV no que segue) Sundance a 1,52 m2/g BET (fornecedor Lafarge), Superpozz a 1,96 m2/g BET (fornecedor Lafarge) ou Cordemais a 4,14 m2/g BET (fornecedor Surschiste); pó calcário (também notado FC no que segue) Mikhart a 4,66 m /g BET (fornecedor
Provençale SA) ou BL200 a 0,7 m2 /g BET (fornecedor Omya); - classe granulométrica ultrafma: fumos de sílica (também notados FS no que segue) Elkem 971 U a 21,52 m2/g BET.
O perfil de distribuição granulométrica dos materiais utilizados (tal como determinado por granulometria laser para as partículas de tamanho médio inferior a 200 μm e por vídeo granulometria para as partículas de tamanho médio superior a 200 μm) é representado nas figuras 1a a 1d e destacado a compartimentação dos materiais em classes granulométricas separadas.
Utiliza igualmente nos exemplos que seguem um aditivo, o Premia 180, como fluidificante ou superplastificante.
Exemplo 5: formulações de concreto de acordo com a invenção
A fotografia da figura 2 fornece uma visualização esquemática cômoda entre um argamassa seca de acordo com a invenção e um argamassa seca de tipo B25 clássico. Constata-se que a parte do cimento é reduzida de cerca de 80% na argamassa seca de acordo com a invenção, e que a quantidade de ligante (cimento, classes finas e ultrafma) é de cerca de 40% superior na argamassa seca de acordo com a invenção, em relação ao argamassa clássica. A quantidade de água é reduzida, e uma nova espécie aparece, a da classe ultrafma.
As fórmulas que seguem são fórmulas de composições de concreto de acordo com a invenção, à base de cinzas volantes. Os materiais utilizados são esses descritos no exemplo 4. Cada número corresponde à massa de material utilizado (em kg) para preparar 1 m de concreto.
Fórmula CV1
Classe superior Cassis 6-10 953,70
Classe média Areia Honfleur 953,70 Cimento HTS 52.5 LT 74,20
Classe fina CV Superpozz 353,80
Classe ultrafina FS Elkem 971 U 31,79
Fluidificante Prémia 180 6,00
Água 100,00
Fórmula CV2
Classe superior Cassis 10-20 676,20
Cassis 6-10 350,22
Classe média Areia Honfleur 874,77
Cimento HTS 52.5 LT 72,21
Classe fina CV Superpozz 354,06
Classe ultrafina FS Elkem 97IU 30,95
Fluidificante Prémia 180 4,54 Água 100,00
Fórmula CV3
Classesuperior Cassis 6-10 953,85
Classe média AreiaHonfleur 953,85
Cimento HTS 52.5 LT 74,20
Classe fina CV Cordemais 374,95
Classe ultrafina FS Elkem 97IU 31,79
Fluidificante Prémia 180 12,00
Água 110,00 Fórmula CV4
Classe superior Cassis 6-10 953,70
Classe média AreiaHonfleur 953,70
Cimento HTS 52.5 LT 74,20
Classe fina CV Sundance 296,00
Classe ultrafina FS Elkem 97IU 31,80
Fluidificante Prémia 180 6,00 Água 100,00
Fórmula CV5
Classesuperior Cassis 10-20 663,45
Cassis 6-10 343,38
Classe média Areia Honfleur 857,93
Cimento HTS 52.5 LT 70,19
Classe fina CV Sundance 336,49
Classeultrafina FS Elkem 971U 30,08
Fluidificante Prémia 180 6,00
Água 100,00
Fórmula CV6
Classe superior Cassis 6-10 953,70
Classe média AreiaHonfleur 953,70
Cimento SPLC 52.5 R 74,20
Classe fina CV Superpozz 353,80
Classe ultrafina FS Elkem 971U 31,79
Fluidificante Prémia 180 6,00
Água 100,00
Fórmula CV7
Classe superior Cassis 6-10 953,70
Classe média Areia Honfleur 953,70
Cimento HTS 52.5 LT 73,50
Classe fina CV Superpozz 350,30
Classe ultrafina FS Elkem 971U 31,10
Fluidificante Prémia 180 10,00
Água 103,50
Fórmula CV8
Classe superior Cassis 6-10 954,00
Classe média Areia Honfleur 954,00 <table>table see original document page 34</column></row><table>
As formulas seguintes sao formulas de composicoes de concreto de acordo com a invencao, a base de po calcario, ou filler calcario.
Formula FC1
<table>table see original document page 34</column></row><table> Classe média Areia Honfleur 855,82
Cimento HTS 52.5 LT 70,02
Classe fina FC BL200 436,50
Classe ultrafina FS Elkem 97IU 30,01
Fluidificante Prémia 180 7,07
Água 100,00
Exemplo 6: desempenhos dos concretos de acordo com a invenção
Os desempenhos dos concretos de acordo com a invenção são avaliados sobre os pontos que seguem.
Resistência à compressão. Esta é medida fabricando tudo de ensaios cilíndricos de diâmetro 70, 110 ou 160 mm e relação de esbeltez 2, retificando estas de acordo com a norma NF P18-406, e depois os colocando sob carga até à ruptura. No que se refere ao carregamento, o protocolo consiste em enrolar cada amostra com duas ou três espessuras de fita de celofane, a centrá-la na bandeja inferior de uma prensa através de um gabarito de centralização (máquina de ensaios mecânicos de capacidade 3000 kN submetida a força, conforme com as normas NF P 18-411 e 412), em configurar uma submissão em força de 1 MPa/s, a efetuar o carregamento até à ruptura de acordo com a norma NF P18-406 e a retirar o valor da carga à ruptura. No que segue se deduz o valor da resistência dividindo a força pela seção do tubo de ensaio. Retração. Esta é medida em tubos de ensaio fabricados em conformidade com a norma NF P 196-1 utilizando moldes prismáticos de dimensões 4x4x16 ou 7x7x28 ou 10x10x40 (em cm). Uma secagem uniforme é assegurada dispondo tubos de ensaio horizontalmente sobre dois suportes que têm um contato linear com os tubos de ensaio. Blocos de medidas de acordo com a norma NF P 15-433 são ancoradas em cada tubo de ensaio. Os tubos de ensaio são desmoldados, e depois medidas são efetuadas através de um retratômetro (inicialmente e depois em cada prazo escolhido). Durante toda a duração da experimentação, o local no qual tubos de ensaios são conservados é mantida a uma temperatura de 20°C ± 2°C e uma umidade relativa de 50% ± 5%.
- Durabilidade (medida de porosidade à água e permeabilidade ao gás). Esta é avaliada de acordo com o teste do AFGC ou Associação Francesa de Engenharia Civil (ver Documento Científico e Técnico, 2004: "Conception des bétons pour une durée de vie donnée des ouvrages").
Estes desempenhos são, às vezes, comparados em seguida com aqueles de um concreto B25 clássico (testemunha), de seguinte composição:
Granulados Cassis 10-20 655,00 kg/m3
Granulados Cassis 6-10 339,00 kg/m3
Areia Honfleur 0-4 847,00 kg/m3
Cimento SPLC CEMI 52.5 257,00 kg/m3
Filler MEAC BL 200 95,00 kg/m
Adjuvante chrysoplast 209 0,77 kg/m
Água 164,00 kg/m3
Importa notar que o concreto escolhido como testemunha apresenta desempenhos excepcionalmente elevados em relação ao padrão B25. Também, um concreto que apresente desempenhos ligeiramente inferiores a destes da testemunha pode ser julgado ainda assim do mesmo modo inteiramente satisfatório.
O resultado das medidas de resistência à compressão é relatado na tabela 1 abaixo: ele mostra em particular que numerosas formulações entre aquelas do exemplo 5 permitem obter uma resistência à compressão superior ou igual a 4 MPa em 16 h e superiores ou iguais a 25 ou mesmo 30 MPa em 28 dias. Tabela 1 - resistência à compressão (em MPa) até em 28 dias
<table>table see original document page 38</column></row><table>
(1): experiência realizada sobre tubo de ensaio de 70 mm de diâmetro, para um fator de esbeltez 2;
(2): experiência realizada sobre tubo de ensaio de 1 10 mm de diâmetro, para um fator de esbeltez de 2.
O testemunho é testado sobre tubo de ensaio de 110 mm de diâmetro, para um fator de esbeltez de 2.
Uma outra experiência distinta é efetuada sobre um outro lote de cimento, para seguir a resistência à compressão de certas amostras em maior longo prazo. Os resultados são relatados na tabela 2, e indicam que certas fórmulas adquirem sobre a duração uma resistência mecânica semelhante àquela de um concreto B25 de muito boa qualidade, ou mesmo melhor.
Tabela 2 - resistência à compressão (em MPa) até um prazo de 4 meses
<table>table see original document page 38</column></row><table>
A experiência de comparação da retração entre um concreto de acordo com a invenção e um concreto B25 de controle reverteu-se em resultados que são reunidos na figura 3. A fórmula CV2 (x) é caracterizada por uma retração menor para além de quinze dias em comparação com uma fórmula clássica. Também, um concreto deste tipo parece adaptado às aplicações horizontais ou obras maciças.
No que se refere ao estudo da durabilidade, as propriedades físicas dos concretos formulados de acordo com a invenção são mais favoráveis que aquelas de um concreto B25 clássico, em função de uma menor porosidade à água (cerca de 10%, respectivamente 8%, para um concreto de fórmula CV2, contra cerca de 17%, respectivamente 14%, para um concreto B25 clássico, um dia, respectivamente 28 dias, após o amassamento) e uma menor permeabilidade ao gás (cerca de 5.10"16 m para um concreto de fórmula CV2 contra 1,1.10" m para um concreto B25 clássico, 28 dias após o amassamento). Ensaios de corrosão mostram igualmente que o comportamento é melhorado em relação a um concreto B25 normal.

Claims (40)

1. Mistura caracterizada pelo fato de que compreende em proporções em massa: de 0,4 a 4%, de preferência de 0,8 a 1,7%, de materiais de classe granulométrica ultrafina, constituído de partículas de D90 inferior a -1 μm e/ou de superfície específica BET superior a 6 m /g; - de 1 a 6%, de preferência de 2 a 5%, de cimento Portland; de 8 a -25%, de preferência de 12 a 21%, de materiais de classe granulométrica fina, constituído de partículas cujo D10 e D90 estão compreendidos entre 1 μm e 100 μm e de superfície específica BET inferior a 5 m /g, diferentes do cimento; -de 25 a 50%, de preferência de 30 a 42%, de materiais de classe granulométrica média, constituído de partículas cujo DlO e D90 estão compreendidos entre 100 μm, e 5 mm; e -de 25 a 55%, de preferência de 35 a 47%, de materiais de classe granulométrica superior, constituído de partículas cujo DlO é superior à 5 mm.
2. Pré-mistura ligante caracterizada pelo fato de que compreende: cimento Portland; uma classe granulométrica fina tal como definida na reivindicação -1;e uma classe granulométrica ultrafina tal como definida na reivindicação 1; em que a proporção em massa de cimento Portland na pré- mistura é inferior a 50% e de preferência de 5 a 35%, de maneira mais particularmente preferida de 10 a 25%.
3. Pré-mistura ligante de acordo com a reivindicação 2, caracterizada pelo fato de que a proporção em massa da classe granulométrica ultrafina na pré-mistura é de 2 a 20%, de preferência de 5 a 10%.
4. Pré-mistura ligante de acordo com a reivindicação 2 ou 3, caracterizada pelo fato de que compreende em proporções em massa: de 5 a -35%, de preferência de 10 a 25%, de cimento Portland; de 60 a 90%, de preferência de 65 a 85%, de materiais da classe granulométrica fina; e de 2 a -20%, de preferência de 5 a 10%, de materiais da classe granulométrica ultrafina.
5. Mistura ou pré-mistura ligante de acordo com uma das reivindicações 1 a 4, caracterizada pelo fato de que a classe granulométrica ultrafina é constituída de materiais escolhidos dentre o grupo composto por fumos de sílica, pós calcários, sílicas precipitadas, carbonatos precipitados, sílicas pirogenadas, pozolanas naturais, pedras-pomes, cinzas volantes trituradas, os triturados de ligante hidráulico silícico hidratado ou carbonatado, e misturas ou co-triturados destas últimas, sob forma seca ou de suspensão aquosa.
6. Mistura ou pré-mistura ligante de acordo com uma das reivindicações 1 a 5, caracterizada pelo fato de que o conjunto (cimento Portland e classe granulométrica fina) é composto: - de uma primeira sub-classe granulométrica, constituída de partículas cujos D10 e D90 estão compreendidos entre 1 e 10 μm; e - de uma segunda sub-classe granulométrica, constituída de partículas cujos D10 e D90 estão compreendido entre 10 e 100 μm; e no qual a primeira sub-classe granulométrica compreende o cimento Portland.
7. Mistura ou pré-mistura ligante de acordo com uma das reivindicações 1 a 5, caracterizada pelo fato de que o conjunto (cimento Portland e classe granulométrica fina) é constituída de partículas cujos D10 e D90 estão compreendidos entre 1 e 20 μm.
8. Mistura ou pré-mistura ligante de acordo com uma das reivindicações 1 a 7, caracterizada pelo fato de que a classe granulométrica fina compreende um ou vários materiais escolhidos dentre as cinzas volantes, as pozolanas, os pós calcários, os pós silicosos, a cal, o sulfato de cálcio, as escórias.
9. Mistura ou pré-mistura de acordo com uma das reivindicações 1 a 8, caracterizada pelo fato de que compreende: cimento Portland e cinzas volantes; ou - cimento Portland e pó calcário; ou - cimento Portland e escória; ou - cimento Portland, cinzas volantes e pó calcário; ou - cimento Portland, cinzas volantes e escória; ou - cimento Portland, pó calcário e escória; ou - cimento Portland, cinzas volantes, pó calcário e escória.
10. Mistura ou pré-mistura de acordo com uma das reivindicações 1 a 9, caracterizada pelo fato de que compreende cimento Portland e cinzas volantes e não compreende escória.
11. Mistura ou pré-mistura de acordo com uma das reivindicações 1 a 9, caracterizada pelo fato de que compreende cimento Portland e escória e não compreende cinzas volantes.
12. Mistura ou pré-mistura ligante de acordo com uma das reivindicações 1 a 11, caracterizada pelo fato de que compreende além disso: - um agente fluidificante - eventualmente um acelerador e/ou um agente transmissor de ar e/ou um agente viscosificante e/ou um retardante.
13. Pré-mistura ligante de acordo com a reivindicação 12, caracterizada pelo fato de que a proporção de agente fluidificante de 0,05 a -3%, de preferência de 0,2 a 0,5%, é expressa em relação em massa de extrato seco do agente fluidificante sobre a massa de pré-mistura ligante.
14. Mistura caracterizada pelo fato de que compreende: - uma pré-mistura ligante de acordo com uma das reivindicações 2 a 13; - uma classe granulométrica média tal como foi definida na reivindicação 1; e - uma classe granulométrica superior tal como foi definida na reivindicação 1.
15. Mistura de acordo com a reivindicação 14, caracterizada pelo fato de que compreende, em proporções em massa: - de 10 a 35%, de preferência de 15 a 25%, de pré-mistura ligante; - de 25 a 50%, de preferência de 30 a 42%, de materiais da classe granulométrica média; e - de 25 a 55%, de preferência de 35 a 47%, de materiais da classe granulométrica superior.
16. Mistura de acordo com uma das reivindicações 1, 5 a 12, -14 ou 15, caracterizada pelo fato de que: - a classe granulométrica média compreende areia e/ou sabão; e - a classe granulométrica superior compreende granulados e/ou brita e/ou calhaus e/ou cascalho.
17. Mistura de acordo com uma das reivindicações 1, 5 a 12, -14 a 16, caracterizada pelo fato de que o coeficiente de espaçamento do esqueleto pelo ligante é de 0,5 a 1,3, de preferência de 0,7 a 1,0.
18. Composição de concreto úmido, caracterizada pelo fato de que compreende: - uma mistura de acordo com uma das reivindicações 1,5 a 12, 14a -17, amassada com - água.
19. Composição de concreto úmido caracterizada pelo fato de que compreende: - de 10 a 100 kg/m, de preferência de 20 a 40 kg/m de materiais da classe granulométrica ultrafina tal como definida na reivindicação 1; - de 25 a 150 kg/m, de preferência de 50 a 120 kg/m , de maneira mais particularmente preferida, de 60 a 105 kg/m, de cimento Portland; de 200 a 600 kg/m3, de preferência de 300 a 500 kg/m3 de materiais de classe granulométrica fina tais como definidos na reivindicação 1; - de 600 a 1200 kg/m3, de preferência de 700 a 1000 kg/m3 de materiais da classe granulométrica média tal como definida na reivindicação 1; - de 600 a 1300 kg/m3, de preferência de 800 a 1100 kg/m3 de materiais da classe granulométrica superior tal como definida na reivindicação 1; e - eventualmente, um agente fluidificante.
20. Composição de concreto úmido de acordo com a reivindicação 18 ou 19 caracterizada pelo fato de que compreende: um acelerador e/ou um agente transmissor de ar e/ou um agente viscosificante e/ou um retardante.
21. Composição de concreto úmido de acordo com uma das reivindicações 18 a 20, caracterizada pelo fato de que a relação E/C, onde E designa a quantidade de água e C a quantidade de cimento Portland, está compreendida entre 1 e 2,5, de preferência entre 1,3 e 1,5.
22. Composição de concreto úmido de acordo com uma das reivindicações 18 a 21, caracterizada pelo fato de que a relação E/L, onde E designa a quantidade de água e L a quantidade de materiais do conjunto (cimento Portland e classe granulométrica fina), está compreendida entre 0,1 e 0,45, de preferência entre 0,18 e 0,32.
23. Composição de concreto úmido de acordo com uma das reivindicações 18 a 22, caracterizada pelo fato de que compreende de 60 a -180 l/m3, de preferência de 80 a 150 l/m3, de maneira mais particularmente preferida de 95 a 135 l/m3 de água.
24. Composição de concreto úmido de acordo com uma das reivindicações 18 a 23, caracterizada pelo fato de que é um concreto auto- colocável.
25. Composição de concreto caracterizada pelo fato de que compreende menos de 150 kg/m3, de preferência menos de 120 kg/m3, de maneira mais particularmente preferida, de 60 a 105 kg/m , de cimento Portland e apresenta uma resistência à compressão superior ou igual a 4 MPa -16h após amassamento, e superior ou igual a 25 MPa, de preferência superior ou igual a 30 MPa, 28 dias após amassamento.
26. Objeto de concreto endurecido caracterizado pelo fato de que é da composição de acordo com uma das reivindicações 18 a 25.
27. Objeto de concreto endurecido, caracterizado pelo fato de que compreende: - de 10 a 100 kg/m , de preferência de 20 a 40 kg/m de materiais de classe granulométrica ultrafina tal como definido na reivindicação -1; hidratos de cimento Portland em uma quantidade que corresponde a uma quantidade de cimento Portland de 25 a 150 kg/m , de preferência de 50 a 120 kg/m , de maneira mais particularmente preferida, de 60 a 105 kg/m3; - de 200 a 600 kg/m , de preferência de 300 a 500 kg/m de materiais da classe granulométrica fina tal como definido na reivindicação 1; - de 600 a 1200 kg/m3, de preferência de 700 a 1000 kg/m3 de materiais da classe granulométrica média tal como definido na reivindicação 1; - de 600 a 1300 kg/m3, de preferência de 800 a 1100 kg/m3 de materiais da classe granulométrica superior tal como definido na
28. Objeto de concreto endurecido de acordo com a reivindicação 27, caracterizado pelo fato de que o coeficiente de espaçamento do esqueleto pelo ligante é de 0,5 a 1, 3, de preferência de 0,7 a 1,0.
29. Objeto de concreto endurecido de acordo com uma das reivindicações 26 a 28, caracterizado pelo fato de que apresenta uma retração em 80 dias inferiores a 400 μηι/m, de preferência inferior a 200 μηι/m.
30. Processo de preparação de uma composição de concreto úmido caracterizado pelo fato de que compreende uma etapa: -amassamento de uma mistura tal como definido de acordo com uma das reivindicações 1, 5 a 12, 14al7, com água.
31. Processo de preparação de uma composição de concreto úmido caracterizado pelo fato de que compreende uma etapa: -amassamento de uma pré-mistura ligante tal como definido em uma das reivindicações 2 a 13 com materiais de classe granulométrica média tais como definidos na reivindicação 1, materiais de classe granulométrica superior tais como definidos na reivindicação 1 e de água.
32. Processo de preparação de uma composição de concreto úmido de acordo com a reivindicação 30 ou 31, caracterizado pelo fato de que a quantidade de cimento Portland utilizada é inferior a 150 kg/m, de preferência inferior a 120 kg/m3, de maneira mais particularmente preferida, compreendida entre 60 e 105 kg/m3 .
33. Processo de preparação de uma composição de concreto úmido caracterizado pelo fato de que compreende uma etapa de amassamento: -de 10 a 100 kg/m3 , de preferência de 20 a 40 kg/m , de materiais da classe granulométrica ultrafina tal como definido na reivindicação 1; -de 25 a 150 kg/m3, de preferência de 50 a 120 kg/m3, de maneira mais particularmente preferida, de 60 a 105 kg/m3 de cimento Portland; de 200 a 600 kg/m3, de preferência de 300 a 500 kg/m3 de materiais da classe granulométrica fina tal como definido na reivindicação 1; de 600 a 1200 kg/m3, de preferência de 700 a 1000 kg/m3 de materiais da classe granulométrica média tal como definido na reivindicação 1; de 600 a 1300 kg/m3, de preferência de 800 a 1100 kg/m3 de materiais da classe granulométrica superior tal como definido na reivindicação 1; e eventualmente, um agente fluidificante e/ou um acelerador e/ou um agente transmissor de ar e/ou um agente viscosificante e/ou um retardante; com água.
34. Processo de preparação de uma composição de concreto úmido de acordo com uma das reivindicações 30 a 33, caracterizado pelo fato de que o amassamento é efetuado em uma relação E/C, onde E designa a quantidade de água e C a quantidade de cimento Portland, compreendidos entre 1 e 2,5, de preferência entre 1,3 e 1,5.
35. Processo de preparação de uma composição de concreto úmido de acordo com uma das reivindicações 30 a 34, caracterizado pelo fato de que o amassamento é efetuado em uma relação E/L compreendida entre -0,1 e 0.45, de preferência entre 0,18 e 0,32, onde E designa a quantidade de água e L a quantidade de materiais do conjunto (cimento Portland e classe granulométrica fina).
36. Processo de preparação de uma composição de concreto úmido de acordo com uma das reivindicações 30 a 35, caracterizado pelo fato de que a quantidade de água utilizada é de 60 a 180 l/m3, de preferência de 80 a 150 l/m, de maneira mais particularmente preferida de 95 a 135 l/m3.
37. Processo de preparação de uma composição de concreto úmido de acordo com uma das reivindicações 30 a 36, caracterizado pelo fato de que apresenta uma resistência à compressão superior ou igual a 4 MPa 16h após o amassamento.
38. Processo de preparação de uma composição de concreto úmido de acordo com uma das reivindicações 30 a 37 caracterizado pelo fato de que apresenta uma resistência à compressão superior ou igual a 25 MPa, de preferência superior ou igual a 30 MPa, 28 dias após o amassamento.
39. Processo de preparação de um concreto úmido vazado, caracterizado pelo fato de que compreende uma etapa de: vazamento de uma composição de concreto úmido de acordo com uma das reivindicações 18 a 25, ou susceptível de ser obtido pelo processo do uma das reivindicações 30 a 38.
40. Processo de fabricação de um objeto de concreto, caracterizado pelo fato de que compreende uma etapa de: endurecimento de uma composição de concreto úmido de acordo com uma das reivindicações 18 a 25 ou susceptível de ser obtido pelo processo de uma das reivindicações 30 a 38, ou uma composição de concreto úmido vazado de acordo com a reivindicação 39.
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