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BRPI0611168A2 - máquina de reenrolar e método para produzir bobinas de material de papel contìnuo - Google Patents

máquina de reenrolar e método para produzir bobinas de material de papel contìnuo Download PDF

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BRPI0611168A2
BRPI0611168A2 BRPI0611168-8A BRPI0611168A BRPI0611168A2 BR PI0611168 A2 BRPI0611168 A2 BR PI0611168A2 BR PI0611168 A BRPI0611168 A BR PI0611168A BR PI0611168 A2 BRPI0611168 A2 BR PI0611168A2
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BR
Brazil
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continuous paper
paper material
winding
core
feed
Prior art date
Application number
BRPI0611168-8A
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English (en)
Inventor
Roberto Morelli
Mauro Gelli
Original Assignee
Perini Fabio Spa
Priority date (The priority date is an assumption and is not a legal conclusion. Google has not performed a legal analysis and makes no representation as to the accuracy of the date listed.)
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Publication date
Application filed by Perini Fabio Spa filed Critical Perini Fabio Spa
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Abstract

A presente invençao refere-se a uma máquina de reenrolar compreende um sistema de enrolamento (1, 2, 3) e um percurso de alimentação para um material de papel contínuo (N) na direção do dito sistema de enrolamento. Ao longo do percurso de alimentação é posicionado pelo menos um membro de rompimento por jato de ar (23) que faz com que o material de papel contínuo seja rompido depois do término do enrolamento de cada bobina (R).

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "MÁQUINADE REENROLAR E MÉTODO PARA PRODUZIR BOBINAS DE MATERIALDE PAPEL CONTÍNUO".
Campo Técnico
A presente invenção refere-se a uma máquina de reenrolar paraenrolar um material de papel contínuo para formar bobinas para produzir, porexemplo, mas não exclusivamente, pequenos rolos de papel higiênico, toa-lhas de papel e semelhantes. Mais especificamente, mas não exclusivamen-te, a invenção se refere a uma máquina de reenrolamento "periférico", isto é,nas quais bobinas são formadas com o enrolamento do material de papelcontínuo em um berço de enrolamento composto de membros de enrola-mento em contato com a superfície externa da bobina. A invenção tambémse refere a um método de enrolar e, mais especificamente, embora não ex-clusivamente, a um método de enrolamento "periférico".
Estado da Técnica
Para se produzir bobinas de papel, papel seda ou outros materi-ais de papel contínuo, são usadas máquinas de reenrolar nas quais o mate-rial a ser enrolado é alimentado, e as quais produzem bobinas com umaquantidade preestebalecida de material enrolado. O material de papel contí-nuo é tipicamente alimentado a partir de desenroladores, isto é, máquinasque desenrolam uma ou mais bobinas de diâmetro grande originárias, porexemplo, de uma fábrica de papel.
As bobinas podem ser vendidas "no estado em que se encon-tram", ou podem passar por operações de conversão adicionais; tipicamen-te, elas são cortadas em rolos de comprimento axial menor equivalente àdimensão final dos rolos pequenos a serem vendidos.
Em alguns casos, o reenrolamento é executado por máquinas dereenrolamento central, isto é, nas quais as bobinas são formadas em tornode fusos motorizados, nas quais podem ser inseridos núcleos de enrolamen-to formados de papelão ou materiais similares, cujos núcleos permanecemdentro das bobinas.
As máquinas de reenrolar mais recentes se baseiam no conceitode enrolamento periférico ou de superfície. Neste caso, a bobina é formadaem um berço de enrolamento, definido por roletes de enrolamento giratóriosou outros membros de enrolamento, tais como correias, ou por uma combi-nação de roletes e correias.
Também são conhecidos sistemas combinados, nos quais o en-rolamento é obtido por membros periféricos, combinados com um sistemapara controlar o eixo da bobina durante a formação. Tanto nos sistemas deenrolamento central como nos sistemas de enrolamento periférico, às vezes,são utilizadas máquinas nas quais o fuso ou o núcleo de enrolamento é re-movido da bobina acabada, de modo que o produto final assuma a forma deuma bobina provida com um furo central, desprovida de núcleo axial. Exem-plo de máquinas de enrolamento periférico deste tipo são descritos na Pa-tente WO-A-1072620.
Máquinas de reenrolar, tanto do tipo periférico como do tipo cen-trai, são máquinas que operam em modo automático e contínuo, isto é, omaterial de papel contínuo é alimentado continuamente nas mesmas seminterrupção e substancialmente em uma velocidade tendencialmente cons-tante. O material de papel contínuo é provido com linhas de perfuraçãotransversais que dividem o material em porções individuais, que podem serseparadas do rolo para uso final. Tipicamente, é despedido um esforço paraproduzir rolos com um número específico e preciso das ditas porções ou fo-lhas.
Quando um rolo ou uma bobina tiver sido completada, a fase detroca terá que ser executada, durante a qual a bobina é descarregada e omaterial de papel contínuo é rompido, formando uma extremidade final dabobina completada e uma extremidade inicial da bobina subseqüente. A ex-tremidade inicial começa a ser enrolada para formar uma nova bobina. Orompimento acontece preferivelmente no nível de uma linha de perfuração,de modo que o produto acabado contenha um número total e predetermina-do de porções de material de papel contínuo.
Estas operações acontecem sem variações substanciais na ve-locidade de alimentação do material de papel contínuo e representam omomento mais crítico do ciclo de enrolamento. A velocidade de alimentaçãodo material de papel contínuo alcança e excede, nas máquinas de reenrolarmais recentes para produzir papel seda, velocidades na ordem de 1000m/min, com ciclos de enrolamento que são, por vezes, menores do que 1segundo.
Portanto, é importante prover sistemas eficientes, confiáveis eflexíveis para executar o rompimento do material de papel contínuo depoisdo término do enrolamento de cada rolo ou bobina.
A Patente GB-A-1435525 descreve uma máquina de reenrolarna qual o rompimento do material de papel contínuo acontece por meio deuma lâmina ou jato de ar comprimido que corta o material ou produz um laçoque é comprimido entre o novo núcleo de enrolamento inserido no berço deenrolamento e um dos roletes de enrolamento. Os bocais que produzem ojato de ar são posicionados à jusante do estreitamento para inserção dosnúcleos, definidos por dois roletes de enrolamento opostos, que pertencem aum berço de enrolamento periférico.
A Patente US-A-4327877 descreve uma máquina de reenrolarna qual o rompimento do material de papel contínuo acontece através daação combinada de sucção através da superfície de um dos roletes de enro-lamento e do pinçamento do material de papel contínuo entre o novo núcleoinserido no berço de enrolamento e o rolete de enrolamento de sucção. Asucção forma um laço de material que é pinçado e puxado na direção opostaà direção de alimentação do material de papel contínuo que é enrolado emtorno da bobina que é acabada.
As Patentes GB-A-2150536 e US-A-5368252 descrevem méto-dos e máquinas de reenrolar nos quais o material de papel contínuo é corta-do depois de o enrolamento ter terminado unicamente por meio da acelera-ção controlada de um dos roletes de enrolamento. O mesmo sistema basea-do no princípio de cortar o material de papel contínuo ao longo de uma linhade perfuração por meio da aceleração de um dos roletes de enrolamento édescrito na Patente EP-A-1.219.555.
A Patente GB-A-2105687 descreve um método e uma máquinade reenrolar nos quais o rompimento do material de papel contínuo acontececom o corte sendo executado por uma lâmina em um canal de um dos role-tes de enrolamento.
As Patentes US-A-5137225 e EP-A-0199286 descrevem méto-dos e máquinas de reenrolar nos quais o corte acontece por meio da coope-ração entre um núcleo de enrolamento e uma superfície fixa contra a qual onúcleo pinça o material de papel contínuo fazendo com que ele pare ou te-nha sua velocidade temporariamente diminuída.
A Patente IT-B-1.275.313 descreve um dispositivo no qual o cor-te do material de papel contínuo é obtido por meio de um inseridor de núcleoque coopera com o rolete de enrolamento principal.
A Patente US-A-6056229 descreve uma máquina de reenrolarna qual o material de papel contínuo é rompido com o seu pinçamento entreuma superfície fixa e um membro móvel, que também insere os núcleos deenrolamento na máquina.
Uma máquina e um método particularmente confiáveis e flexí-veis são descritos na Patente US-A-5979818. Neste caso, o corte é execu-tado por um membro móvel que coopera com um dos roletes de enrolamen-to em torno dos quais o material de papel contínuo é acionado, ou com umacorreia acionada em torno do dito rolete e que sustenta o material de papelcontínuo durante a alimentação na direção do berço de enrolamento. A dife-rença na velocidade entre o rolete de enrolamento e o material de papel con-tínuo, por um lado, e o membro móvel, por outro lado, efetua o corte do ma-terial de papel contínuo ao longo de uma linha de perfuração. Com relaçãoaos sistemas de corte anteriores, esta máquina de reenrolar conhecida per-mite que seja alcança uma precisão de enrolamento extremamente elevada,mesmo em alta velocidade, com uma configuração econômica e muito sim-ples, que também permite que seja obtida uma alta flexibilidade de produção.
A Patente WO-A-2004/096684 descreve uma máquina de reen-rolar que usa o mesmo sistema de corte do material de papel contínuo jádescrito na Patente Britânica 1435525, isto é, um jato de ar comprimido que,por atuar no material de papel contínuo, produz o corte do mesmo ao longoda linha de perfuração. Neste caso, o sistema com jatos de ar pressurizadoé posicionado dentro da superfície cilíndrica do rolete de enrolamento princi-pal, em torno do qual é acionado o material de papel contínuo. Esta configu-ração é particularmente complexa e difícil de ser produzida, e não desprovi-da de defeitos. Em primeiro lugar, se o sistema de bocais de ar comprimidofor posicionado dentro do invólucro cilíndrico do rolete, este terá que ter umaárea perfurada ampla para obter um efeito de corte adequado sobre o mate-rial de papel contínuo. Além disso, são exigidas pressões atmosféricas muitoaltas, visto que o jato de ar dispensado dos bocais tem que passar atravésda parede perfurada do rolete de enrolamento que gira em alta velocidade.Com a passagem através desta parede, o jato de ar perde uma grande partede sua energia cinética. Em uma concretização modificada, o rolete de enro-lamento apresenta ranhuras anulares, dentro das quais são posicionadostubos curvados que terminam em bocais de sopro. Esta construção é com-plexa e não muito eficiente. Além disso, em ambas as concretizações, o role-te de enrolamento não pode ter uma superfície lisa e regular, tendo, porém,que ser provido com orifícios ou ranhuras anulares, que danificam o materialde papel contínuo durante o enrolamento, diminuindo a qualidade do produtoacabado.
A partir da evolução representada pelas máquinas e pelos méto-dos descritos nas patentes acima mencionadas, é evidente que há uma ne-cessidade de se produzir sistemas para cortar e iniciar o enrolamento quesejam crescentemente eficientes e confiáveis mesmo em altas velocidades,e com os quais pode ser obtido um alto nível de flexibilidade, isto é, parapermitir a fácil variação dos parâmetros de enrolamento, em particular, ocomprimento do material de papel contínuo enrolado em cada bobina ou adistância entre as linhas de perfuração subseqüentes no material de papelcontínuo.
Objetivos e Sumário da Invenção
O objetivo da invenção é o de produzir um método de enrolar euma máquina de reenrolar que sejam particularmente eficientes, econômicose confiáveis e que garantam um alto nível de flexibilidade de produção.
Estes e outros objetivos e vantagens, que se tornarão evidentesàqueles versados na técnica a partir da leitura do texto adiante, são subs-tancialmente obtidos a partir de uma máquina de reenrolar para produzir bo-binas de material de papel contínuo, do tipo ilustrado em GB-A-1435525,que compreende um sistema de enrolar com pelo menos um primeiro roletede enrolamento e um segundo rolete de enrolamento que definem entre elesum estreitamento através do qual é alimentado o material de papel contínuo,um percurso de alimentação do material de papel contínuo na direção dodito sistema de enrolamento, e um membro de rompimento que produz umjato de ar para romper o material de papel contínuo depois do término doenrolamento de cada bobina. Caracteristicamente, para se obter uma maiorsimplicidade de construção com relação às outras máquinas baseadas nomesmo princípio de corte por meio de jatos de ar, e para se obter uma maioreficiência mesmo em altas velocidades, de acordo com a invenção, o mem-bro de corte é posicionado ao longo do percurso de alimentação do materialde papel contínuo, à montante do dito estreitamento. O jato de ar aplicadode forma sincronizada com as funções restantes da máquina e por um curtoperíodo de tempo ao material de papel contínuo ao longo do percurso dealimentação produz uma força ortogonal ao material de papel contínuo, queestá sob tensão devido ao enrolamento e que é conseqüentemente cortado.Os bocais que produzem os jatos de ar podem ser associados com uma su-perfície oposta na qual as correias do membro flexível se apoiam e correm.
Tipicamente, e preferivelmente, o corte acontece ao longo deuma linha de perfuração produzida no material de papel contínuo normal-mente provida ao longo do percurso do dito material de papel contínuo. Omembro de corte pode ter uma ou mais aberturas, na forma de orifícios, ja-nelas, fendas ou de qualquer outra configuração adequada, uma série debocais alinhados, um único bocal por fenda ou uma pluralidade de bocaispor fenda, para aplicar um ou mais jatos de ar comprimido ao material depapel contínuo.
O jato de ar é sincronizado com a posição da linha de perfuraçãoao longo da qual o material de papel contínuo é rompido depois do términodo enrolamento de cada bobina. Desta maneira, são obtidas várias linhas deperfuração, e, portanto, são determinadas com precisão inúmeras folhas in-dividuais de material de papel contínuo em cada bobina. Ademais, a linha deperfuração representa um ponto de aumento de tensão, com uma menorcarga de ruptura, o que facilita o corte.
A máquina de reenrolar assim produzida apresenta vantagensconsideráveis com relação aos dispositivos conhecidos. De fato, ela é carac-terizada pela mesma flexibilidade de operação e pela mesma confiabilidadeque as máquinas descritas na Patente US-A-5979818, embora não exija omembro mecânico giratório, que executa o corte do material de papel contí-nuo. Um número menor de peças mecânicas torna a máquina mais econô-mica, mais fácil de ser operada e também mais confiável. Além disso, a eli-minação da ação mecânica do dispositivo para cortar o material de papelcontínuo diminui o desgaste, as vibrações e o ruído. Com relação aos siste-mas conhecidos nos quais o corte do material de papel contínuo é executa-do por meio da aceleração de um dos roletes de enrolamento, a máquina, deacordo com a invenção, apresenta vantagens de custo, confiabilidade e ve-locidade de produção, além de uma maior precisão de enrolamento, com apossibilidade de um ajuste mais preciso e confiável da posição do ponto derompimento ou corte do material de papel contínuo, mesmo em velocidadesmuito altas,
Com relação às máquinas conhecidas, que executam o corteatravés de jatos de ar pressurizado, é obtida uma maior precisão na identifi-cação do ponto de rompimento do material de papel contínuo, sem ter queutilizar soluções de construção muito complexas. O rolete de enrolamentoprincipal, em torno do qual é acionado o material de papel contínuo, pode teruma superfície lisa desprovida de furos, ou pode ter ranhuras anulares. Nes-te caso, entretanto, correias, com uma parte externa lisa que define, com orolete, uma superfície de contato cilíndrica contínua com o material de papelcontínuo, podem ser acionadas dentro das ranhuras anulares. A parede dorolete de enrolamento não está mais interposta entre os bocais de ar com-primido e o material de papel contínuo, obstruindo o efeito do ar.
Conforme ficará evidente a partir da descrição de algumas con-cretizações, ademais, com o sistema de corte, de acordo com a invenção, épossível - caso exigido - eliminar a cola usada para dar início ao enrolamen-to do material de papel contínuo em cada núcleo ou fuso de enrolamento,com uma série de vantagens que se tornarão evidentes àqueles versados natécnica. Diferente de outros dispositivos conhecidos que dão início ao enro-lamento sem cola, com o sistema da presente invenção é possível alcançarvelocidades muito altas e uma confiabilidade notável, bem como obter umproduto acabado de alta qualidade, no qual não há qualquer volta internacaracterizada por pregas, como é o caso nos sistemas conhecidos.
O conceito da invenção definido acima pode ser aplicado tantoem máquinas de reenrolar que produzem rolos ou bobinas com um núcleode enrolamento que é deixado dentro do produto acabado, tal como um nú-cleo de papelão ou plástico, como em máquinas que produzem rolos ou bo-binas sem um núcleo de enrolamento, nas quais a bobina é formada em tor-no de um fuso ou núcleo que é subseqüentemente removido do produto en-rolado antes de ser cortado em pequenos rolos. O produto acabado é, nestecaso, desprovido de núcleo central, mas apresenta um orifício axial.
Vantajosamente, a máquina de reenrolar apresenta um alimen-tador de núcleo de enrolamento para alimentar núcleos de enrolamento emum percurso de alimentação na direção do berço de enrolamento.
Quando a máquina de reenrolar for projetada para produzir bo-binas em torno de núcleos de enrolamento, um membro de alimentação paraos ditos núcleos poderá ser vantajosamente provido ao longo do percurso dealimentação dos núcleos de enrolamento. O membro de alimentação pode,por exemplo, ser composto de um membro flexível que compreende uma oumais correias que definem um percurso fechado. Os bocais do membro derompimento são vantajosamente posicionados nos espaços entre as correiasparalelas. Estas correias podem também ser posicionadas em uma distânciaconsiderável entre si, de modo que o sistema de rompimento do material depapel contínuo seja composto de uma linha muito extensa de bocais de arcomprimido com apenas algumas interrupções e, portanto, muito eficiente.
De acordo com uma concretização vantajosa da invenção, umasuperfície de rolamento para os núcleos pode ser provida ao longo do per-curso de alimentação dos mesmos, formando com o membro de alimentaçãoum canal para inserção dos núcleos de enrolamento. Desta forma, os nú-cleos alimentados no percurso de alimentação rolam entre o membro de ali-mentação e a superfície de rolamento fixa. Em uma concretização vantajosada invenção, a superfície de rolamento e o membro de alimentação dos nú-cleos que formam o canal para inserção dos núcleos de enrolamento sãoposicionados de modo que o material de papel contínuo seja alimentado en-tre o núcleo e o membro de alimentação, quando o núcleo estiver no percur-so de alimentação. Dessa forma, o núcleo começa a rolar ao longo do per-curso de alimentação e, uma vez que o material de papel contínuo tenhasido rompido, a extremidade livre inicial produzida é enrolada em torno donúcleo já em rotação. O dispositivo de rompimento por ar comprimido podeser posicionado ao longo deste canal e pode ser sincronizado para romper omaterial de papel contínuo em frente do núcleo, isto é, a jusante ao mesmocom relação à direção de alimentação. Contrário aos sistemas convencio-nais que usam jatos de ar comprimido para romper o material de papel con-tínuo, no qual os jatos de ar são colocados estritamente adjacentes aos role-tes de enrolamento e, em alguns casos, ainda atuam no estreitamento entreos mesmos, com uma configuração, de acordo com a invenção, os bocais,ou outros membros de sopro equivalentes, podem ser colocados em umadistância a partir dos roletes de enrolamento. Conforme se tornará evidenteadiante com referência a alguns exemplos de concretização, isto permiteutilizar sistemas alternativos que não a cola, por exemplo, jatos de ar ou car-gas eletrostáticas, para enrolar a extremidade livre inicial do material de pa-pel contínuo em torno dos núcleos de enrolamento. Isto permite se obter umproduto de maior qualidade, no qual as voltas mais internas são tambémenroladas com uma maior regularidade e menos pregas ou mesmo nenhumaprega. Ademais, o custo dos materiais fungíveis é reduzido.
Em uma concretização possível e preferida, a máquina de reen-rolar compreende uma superfície oposta, ao longo da qual deslizam o mate-rial de papel contínuo e o membro de alimentação dos núcleos, e ao longoda qual pode ser posicionado o membro de rompimento.
O berço de enrolamento pode ser produzido de diversas manei-ras preferivelmente provendo pelo menos um primeiro rolete de enrolamentoe um segundo rolete de enrolamento. Neste caso, pelo menos um membroflexível, no qual o material de papel contínuo alimentado ao dito berço deenrolamento está em contato, pode ser acionado em torno do primeiro roletede enrolamento.
De acordo com um aspecto adicional, a invenção se refere a ummétodo para produzir bobinas de material de papel contínuo enrolado, quecompreende as etapas de:
- alimentar o material de papel contínuo em um berço de enro-lamento, compreendendo pelo menos um primeiro rolete de enrolamento (1)e um segundo rolete de enrolamento (2), o material de papel contínuo pas-sando através de um estreitamento (5) entre os ditos roletes de enrolamento(1e2);
- enrolar uma primeira bobina (R) de material de papel contínuo;
- romper o material de papel contínuo com um jato de ar depoisdo término do enrolamento da dita primeira bobina, formando uma extremi-dade livre final (Lf) da dita primeira bobina e uma extremidade livre inicial (Li)para enrolar uma segunda bobina (R);
caracterizado pelo fato de o dito jato de ar ser produzido a mon-tante do dito estreitamento entre o primeiro e o segundo roletes de enrola-mento e preferivelmente em um canal para inserção dos roletes de enrola-mento, definidos entre uma superfície fixa na qual os núcleos rolam e ummembro de alimentação dos núcleos, o material de papel contínuo sendoposicionado entre o núcleo e o membro de alimentação.
Características e concretizações vantajosas adicionais da má-quina de reenrolar e do método de enrolar, de acordo com a invenção, sãoindicadas nas reivindicações anexas e serão descritas em maiores detalhesadiante com referência a alguns exemplos vantajosos de concretização.Breve Descrição dos Desenhos
A invenção será melhor entendida pela seguinte descrição dosexemplos práticos e vantajosos não-limitativos de concretização da inven-ção, representada nos desenhos anexos. Nos desenhos:
as Figuras de 1A a 1C mostram uma seqüência de operação deuma máquina, de acordo com a invenção, em uma primeira concretização;
as Figuras de 2A a 2D mostram uma seqüência de operação deuma máquina, de acordo com a invenção, em uma segunda concretização;
a Figura 3 mostra uma vista lateral de uma máquina, de acordocom a invenção, em uma concretização adicional;
as Figuras 4A-4E esquematicamente mostram a seqüência dafase para cortar ou romper o material de papel contínuo e para iniciar a for-mação da primeira volta da nova bobina em torno do novo núcleo, com oauxílio de jatos de ar sem cola;
as Figuras 5A-5D esquematicamente mostram as fases de ope-ração de uma variante da concretização nas Figuras 2A-2D;
a Figura 6 mostra uma variante da concretização na Figura 3;
as Figuras 7 e 8 mostram duas variantes da concretização naFigura 6; e
as Figuras 9 e 10 mostram duas variantes de concretização domembro de rompimento em uma configuração na qual ele é provido com ummovimento para "seguir" a perfuração na qual se dá o rompimento do mate-rial de papel contínuo.
Descrição Detalhada das Concretizações Preferidas da Invenção
Na concretização ilustrada nas Figuras 1A, 1B e 1C, a máquinade enrolar compreende um berço de enrolamento formado de três roletes deenrolamento, mais especificamente, um primeiro rolete de enrolamento 1,um segundo rolete de enrolamento 2 e um terceiro rolete de enrolamento 3.
Os três roletes 1, 2, 3 giram em torno de eixos paralelos entre si e com velo-cidades periféricas que - durante o ciclo de enrolamento - são substancial-mente iguais entre si, enquanto elas podem variar, em uma maneira conhe-cida por si, no final do enrolamento para descarregar a bobina completadae/ou inserir o novo núcleo, em torno do qual o enrolamento da bobina sub-seqüente teve início, através de um estreitamento definido entre os roletesde enrolamento 1 e 2.
O rolete de enrolamento 3 é sustentado em um par de braçososcilantes 7, articulados em torno de um eixo de oscilação 7A. O movimentode oscilação permite o aumento no rolo R que é formado dentro do berço deenrolamento 1, 2, 3 e o descarregamento do rolo completado ao longo deum conduto 9.
O material de papel contínuo a ser enrolado para formar as bo-binas R é indicado com N. Ele é alimentado ao longo de um percurso de ali-mentação que passa através de uma unidade de perfuração (não mostrada)que, de maneira conhecida, perfura o material N ao longo das linhas de per-furação substancialmente ortogonais à direção fN da alimentação do materi-al N. À jusante da unidade de perfuração, o material de papel contínuo N éacionado em torno de um rolete de guia 11, girando em torno de um eixoparalelo ao eixo dos roletes de enrolamento 1, 2 e 3. O percurso de alimen-tação do material de papel contínuo continua então ao longo de uma porçãotangente aos roletes 1 e 11, definida por um membro de alimentação flexível13, composto de uma pluralidade de correias, preferivelmente planas e para-lelas entre si, acionada em torno dos roletes 1 e 11. A finalidade do membrode alimentação é acima de tudo a de inserir e alimentar os núcleos de enro-lamento A em torno dos quais as bobinas R são enroladas, conforme seráexplicado adiante. À medida que as correias que formam o membro de ali-mentação 13 são acionadas em torno dos roletes 1 e 11, elas são alimenta-das na mesma velocidade que o material de papel contínuo N e, portanto,não há qualquer movimento relativo entre o dito material e as correias. Umasapata oposta para cada correia é posicionada acima da porção inferior dascorreias, para impedir a deformação das correias, o que anularia o efeito deacionamento do núcleo no canal durante a transferência do mesmo.
Sob a porção do membro de alimentação que está em paralelocom o material de papel contínuo N se estende uma superfície de rolamentocurva 15, definida por uma folha ou uma seção dobrada, por uma pluralidadede folhas ou seções dobradas paralelas entre si, ou por uma estrutura depente. Entre a superfície de rolamento 15 e o membro de alimentação 13 édefinido um canal para inserção e alimentação dos núcleos de enrolamento,indicado com 17, que apresenta uma entrada no lado esquerdo nas figuras euma saída substancialmente no nível do estreitamento 5 entre os roletes deenrolamento 1 e 2. A parte terminal do canal é assim definida entre a super-fície de rolamento 15 e a superfície externa do rolete de enrolamento 1 emtorno do qual o membro de alimentação 13 é acionado, a superfície de rola-mento sendo curvada para ser aproximadamente coaxial com a superfície dorolete 1. A parte terminal da superfície 15 penetra em ranhuras anularesproduzidas no rolete de enrolamento 2 para facilitar a alimentação dos nú-cleos que rolam na superfície 15 na direção do estreitamento 5 e a partirdeste para o berço de enrolamento 1, 2, 3.
Um inseridor de núcleo é provido nas proximidades da entradado canal 17, composto de um elemento rotativo 19 que, no momento certo,insere um núcleo de enrolamento A no canal 17. Os núcleos são conduzidosno inseridor 19 por um transportador de corrente 21. A operação do meca-nismo de inserção de núcleo é conhecida daqueles versados na técnica, porexemplo, a partir de uma ou mais patentes citadas na introdução desta es-pecificação, e não será descrita em maiores detalhes. O mecanismo de in-serção de núcleo, indicado esquematicamente nas Figuras 1A-1C, pode serdo tipo mostrado e descrito com referência à Figura 6.
A altura do canal 17 é igual ou ligeiramente menor que o diâme-tro externo dos núcleos de enrolamento A, que, quando inseridos no ditocanal pelo inseridor 19, são, portanto, angularmente acelerados e rolam nasuperfície 15 alimentada pelo movimento do membro de alimentação 13. Omaterial de papel contínuo N permanece pinçado entre as correias que for-mam o membro de alimentação 13 e o núcleo inserido no canal.
Acima da ramificação inferior do membro inseridor 14, é providoum membro de rompimento do material de papel contínuo, indicado comoum todo com 23 e incluindo, por exemplo, uma série de bocais de sopro ali-nhados de acordo com uma direção ortogonal ao plano do desenho, isto é,ortogonal à direção de alimentação do material de papel contínuo e paraleloao dito material. Os bocais individuais podem ser dispostos no espaço livreentre as correias adjacentes que formam o membro de alimentação 13 dosnúcleos de enrolamento A. Estas correias podem também ser espaçadas emuma relativa distância entre si, visto que um número limitado de correias rela-tivamente estreitas é suficiente para alimentar os núcleos por meio do rola-mento ao longo da superfície fixa 15. Alternativamente, ou em combinação, osbocais podem definir uma fileira contínua também no nível das correias.Os bocais podem ser bocais com um furo circular ou elíptico ou, em todo ca-so, adequados para produzirem um fluxo de ar comprimido de dimensão mo-desta, ou podem ser Iaminares na forma e produzir um jato estreito e alonga-do. Neste último caso, um ou mais bocais alongados podem ser providos.
Os bocais do membro 23 que produzem jatos de ar podem serassociados com uma superfície oposta 24 na qual as correias do membroflexível se apoiam e correm. A superfície oposta 24 será preferivelmente es-tendida por toda a porção inferior livre das correias 13A e poderá ser com-posta de porções individuais no nível das correias, ou de um elemento damesma largura que toda a largura das correias 13 adjacentes entre si, e,opcionalmente, provida com ranhuras de guia das correias. Em geral, e pre-ferivelmente, contudo, a superfície oposta 24 é produzida de modo que nãoentre em contato com o material de papel contínuo que corre paralelo e aolongo da mesma, para impedir a obstrução do movimento do mesmo.
O membro de rompimento 23 produzirá jatos de ar pressurizadocontra o material de papel contínuo N na etapa de troca, isto é, quando abobina R estiver quase completada e o material de papel contínuo N tiverque ser rompido para produzir uma extremidade livre final a ser enrolada nabobina acabada R e uma extremidade livre inicial a ser enrolada em um no-vo núcleo A inserido no canal 17 para começar o enrolamento de um novabobina. A produção dos jatos de ar é preferivelmente sincronizada com apassagem de uma linha de perfuração, de modo que os jatos de ar atinjam omaterial de papel contínuo com força no ponto mais fraco. O material de pa-pel contínuo normalmente já está tensionado na direção longitudinal única-mente através da rotação dos roletes 1, 2 e 3, de modo que os jatos de altavelocidade de ar produzidos pelo bocal ou bocais do membro de rompimento23 produzam o corte do material de papel contínuo.
A operação da máquina descrita acima se dá, como segue. AFigura 1A mostra o instante imediatamente anterior ao corte ou rompimentodo material de papel contínuo. A bobina R enrolada em torno do núcleo deenrolamento indicado com A1 está pronta para ser ejetada do berço de enro-lamento, enquanto um novo núcleo A2 acabou de ser inserido no canal 17pelo inseridor 19. Tão logo ele esteja inserido, o núcleo será rapidamenteacelerado angularmente para assumir o ponto de contato do mesmo com omaterial de papel contínuo na mesma velocidade de alimentação que o ma-terial de papel contínuo.
A superfície de rolamento 15 apresenta uma estrutura de penteou pelo menos uma série de entalhes que permite que o inseridor 19 com-plete a rotação em torno do eixo de rotação do mesmo e se posicione parainserção de um núcleo subseqüente.
A letra P indica a posição de uma linha perfurada transversal,produzida no material de papel contínuo N pelo perfurador (não mostrado),ao longo da qual se dará o rompimento do material de papel contínuo. A per-furação P está pelo menos no nível do membro de rompimento 23. Os jatosde ar são controlados e sincronizados para atuarem quando a linha de perfu-ração P estiver na posição indicada na Figura 1A, ou ligeiramente a jusanteou ligeiramente a montante na direção de alimentação do material de papelcontínuo N. Desta maneira, quando os jatos de ar forem ativados, o materialde papel contínuo será cortado.
O núcleo A2 já está em contato com o material de papel contí-nuo N à montante da área de corte e já foi forçado a girar. Ele limita o mate-rial de papel contínuo N contra as correias que formam o membro de avanço13 e assim impede que a extremidade livre inicial Li do material N que foiformado com o corte seja perdida. A extremidade livre final Lf da bobina R éacabada sendo enrolada na dita bobina, que é ejetada por meio da variaçãoda velocidade periférica do rolete 2 e/ou rolete 3, em uma maneira por si co-nhecida. Para facilitar o corte ou o rompimento do material de papel contínuopelos jatos de ar, também é possível temporariamente acelerar o rolete deenrolamento 3 antes de ativar os bocais do membro de rompimento 23. Estaaceleração, mesmo de valor modesto, pré-tensiona o material de papel con-tínuo para garantir o corte tão logo os bocais sejam ativados.
No exemplo mostrado, uma linha de cola foi aplicada à superfí-cie do núcleo A2 paralela ao eixo do dito núcleo. Na disposição na Figura1A, esta linha de cola está ligeiramente à montante do ponto de pinçamentodo material de papel contínuo N, e assim, depois de o núcleo rolar por umacurta distância, o material é colocado ao mesmo. Também seria possívelque o núcleo seja provido com duas linhas de cola escalonadas angularmen-te entre si, uma para a extremidade final da bobina acabada e a outra paraconectar a extremidade dianteira da nova bobina ao núcleo de enrolamento.
À medida que os roletes 1 e 11 continuam a girar, depois do cor-te do material de papel contínuo, o membro de alimentação 13 continua arolar e a alimentar o núcleo A2 ao longo do canal 17. O ponto de contatoentre o núcleo e o membro de alimentação 13 se move além da área dosbocais do membro 23 que, no meio tempo, são desativados (Figura 1B) e aextremidade livre inicial Li do material de papel contínuo N continua a aderirao núcleo graças à linha de cola aplicada ao mesmo, para iniciar o enrola-mento de uma nova bobina. A bobina acabada R ainda está no berço de en-rolamento, embora seu movimento de descarregamento possa ter começa-do. Nesta fase, os jatos de ar comprimido já foram interceptados.
Na Figura 1C, o núcleo de enrolamento A2 completou outra ro-tação através de aproximadamente 90° com relação à posição na Figura 1Be a área da extremidade livre inicial Li colada ao núcleo começa a girar aíem volta, ficando posicionada na área de pressão entre o núcleo e a superfí-cie de rolamento 15. O rolamento do núcleo A2 continua até que ele alcanceo berço de enrolamento 1, 2, 3 que passa através do estreitamento 5. Noberço de enrolamento, a formação da bobina subseqüente em torno do nú-cleo A2 é completada, visto que a bobina R foi descarregada do berço deenrolamento.Depois do término do enrolamento da nova bobina em torno donúcleo A2, o ciclo de troca descrito acima é repetido.
Em vez de usar uma cola para conseguir a adesão da extremi-dade livre inicial Li em torno do núcleo e a formação da primeira volta emtorno do núcleo, uma ou mais séries de bocais de sopro podem ser usadas,adequadamente posicionadas em torno da área na qual o núcleo recebe aextremidade livre. Esta solução é facilitada particularmente pelo fato de nãohaver nenhum membro mecânico sob a superfície de rolamento 15 para cor-tar o material de papel contínuo, como é o caso em outras máquinas conhe-cidas. Além disso, o dispositivo ou membro de rompimento 23 com seus bo-cais de sopro é posicionado em uma distância a partir dos roletes desenro-Iamento 1 e 2, de modo que haja um amplo espaço disponível para proverum meio que não a cola para fazer com que a primeira volta do material depapel contínuo seja enrolada em torno do núcleo. Por exemplo, bocais po-dem ser providos posicionados sobre e/ou sob o canal 17, adequadamenteorientados para forçar a extremidade livre a ser enrolada em torno do núcleoformando a primeira volta, conforme será descrito aqui adiante com referên-cia a uma concretização adicional.
As Figuras 2A-2D mostram uma segunda concretização da má-quina de acordo com a invenção, com uma respectiva seqüência de opera-ção. Os mesmos números indicam partes iguais ou correspondentes àquelasnas Figuras anteriores 1A-1C. A diferença principal com relação ao exemploanterior da concretização consiste na maior distância entre os roletes 1 e 11,no maior comprimento da superfície 15 e na maior extensão da superfícieoposta 24 e das porções das correias 13A paralelas à superfície de rolamen-to 15. O restante da seqüência de disposição e operação é substancialmenteigual. Contudo, no exemplo mostrado nas Figuras 2A-2D, o núcleo executauma completa rotação no canal 17 antes do rompimento do material de pa-pel contínuo, conforme pode ser observado com a comparação das Figuras2A e 2C. A linha de cola é indicada com C. Vantajosamente, o núcleo é inse-rido com um dispositivo do tipo mostrado na Figura 6, que impede que o nú-cleo A2 gire em torno de si mesmo devido ao movimento de inserção, e quegarante a posição angular da linha de cola com relação ao material de papelcontínuo. Quando o núcleo estiver prestes a ser inserido no canal 17 (Figura2A), ele estará em uma posição para entrar em contato com o material depapel contínuo depois de uma ligeira rotação do núcleo e, portanto, depoisda alimentação limitada do mesmo no canal 17. A Figura 2B mostra o instan-te em que a linha de cola C entra em contato com o material de papel contí-nuo. A letra P novamente indica a posição da linha de perfuração ao longoda qual se dará o corte do material de papel contínuo. Nas Figuras 2A e 2B,esta linha de perfuração está à montante do núcleo A2.
Quando o núcleo de enrolamento A2 estiver na posição na Figu-ra 2B, ele distribuirá uma parte da cola C em uma porção do material de pa-pel contínuo N a jusante da linha de perfuração P ao longo da qual o materi-al de papel contínuo será subseqüentemente rompido e nas proximidades dadita linha. Conseqüentemente, uma parte da cola (indicada nas figuras sub-seqüentes com C1) é transferida para a extremidade livre final da bobina R.
A Figura 2C mostra os jatos de ar que cortam o material de pa-pel contínuo N ao longo da linha de perfuração P, que, neste ponto, se mo-veu além da posição do núcleo desenrolamento A2, e está a jusante domesmo com relação à direção de alimentação do material de papel contínuo.Isto se deve ao fato de o eixo do núcleo A2 se mover ao longo do canal 17na metade da velocidade de alimentação do material de papel contínuo, demodo que o ponto de contato entre o núcleo A2 e o material de papel contí-nuo N seja também alimentado ao longo do canal em uma velocidade subs-tancialmente igual à metade da velocidade da linha de perfuração P. Na dis-posição na Figura 2C, a linha de cola C está na parte inferior do núcleo. Paraimpedir que a cola suje a superfície de rolamento 15 durante seu movimento,esta superfície pode ser formada de seções posicionadas em uma distânciaentre si, e a linha de cola C pode ter rupturas no nível das seções.
Na Figura 2C, um dispensador de cola auxiliar, composto de umelemento oscilante 20 que pode ser imerso em um reservatório de cola 22, éindicado com uma linha interrompida. O elemento oscilante é formado demodo que ele possa ser inserido entre as placas que formam a superfície 15para tocar o núcleo A2 para aplicar na posição desejada sobre o mesmouma linha de cola C, que pode ficar sobreposta à linha aplicada anteriormen-te (ou pode ser angularmente escalonada com relação à mesma) e parcial-mente transferida em C1 para a extremidade livre final do rolo na fase deacabamento. Desta maneira, dois resultados são obtidos: a quantidade decola é restabelecida e é aplicada uma cola que pode ter diferentes quantida-des com relação à cola anteriormente aplicada e pelo menos parcialmentetransferida para a extremidade livre final. A razão para isto é a de que a ex-tremidade livre final da bobina tem que ser ligeiramente colada para que fi-que fácil para o usuário final abrir, ao passo que a extremidade livre inicial dabobina tem que aderir firmemente e imediatamente, com uma cola tão colan-te quanto possível, ao novo núcleo para garantir um melhor agarre. Alterna-tivamente, duas linhas de cola, de diferente qualidade e quantidade, podemser aplicadas à montante do inseridor 19, de modo que o núcleo seja inseri-do no canal 17 e entre em contato com o material de papel contínuo N sin-cronizado com a linha de perfuração P na qual se dará o corte, isto é, comas duas linhas de cola cada qual em um respectivo lado da dita linha.
A jusante do sistema de corte 23, pode ser provido um sistemade sucção atuando entre as correias 13A e respectivos membros opostos24, para manter o material de papel contínuo aderente às correias 13 duran-te a fase de corte executada pelo jato de ar e, subseqüentemente ao corte,para limitar a extremidade final em contato com as correias 13A também de-pois de o corte ter sido executado, para impedir que pregas sejam formadasou a perda de controle da dita extremidade final. Este sistema de sucçãopode ser vantajosamente provido para todos os exemplos de concretizaçãoda máquina da presente invenção, também ilustrada na continuação destadescrição. Na Figura 2C, o sistema de sucção é indicado com uma linha in-terrompida e marcado com o número 26, enquanto nas outras figuras ele éomitido para fins de simplicidade. O sistema 26 pode, por exemplo, atuaratravés do espaço livre entre as correias adjacentes 13.
Na Figura 2D, a extremidade livre final Lf formada por corte eprovida com uma linha de cola C1 transferida do núcleo A2 acaba sendoenrolada na bobina R durante a fase de descarregamento do berço de enro-lamento, enquanto o núcleo A2 é alimentado adicionalmente ao longo docanal 17, para trazer a linha de cola C para o contato com o material de pa-pel contínuo pela segunda vez. Uma vez que, neste momento, o material depapel contínuo N já tenha sido rompido, a extremidade livre final Li adere aonúcleo dando, então, início ao enrolamento da nova bobina. O núcleo A2 irácontinuar a rolar e a ser alimentado ao longo do canal 17 para alcançar oestreitamento 5 e então ser movido além do mesmo para entrar no berço deenrolamento 1, 2, 3.
A Figura 3 mostra uma concretização similar à concretizaçãonas Figuras 2A-2D. Os mesmos números indicam partes iguais ou equiva-lentes nas duas configurações. Neste caso, contudo, o canal 17 e a superfí-cie de rolamento 15 se estendem retilineamente e os roletes de enrolamento1 e 2 apresentam o mesmo diâmetro. Isto força os núcleos de enrolamento aassumir um percurso retilíneo. Isto será particularmente vantajoso quando omovimento dos núcleos for controlado por fusos inseridos dentro dos ditosnúcleos, conforme descrito, por exemplo, na Patente WO-A-02055420.
As Figuras 4A-4E mostram, limitado à área de corte do materialde papel contínuo N, um exemplo de concretização no qual o enrolamentoem torno do novo núcleo A2 da extremidade livre inicial Li produzido pelocorte do material de papel contínuo acontece sem o uso de cola. O membrode rompimento 23 é produzido conforme já descrito. O jato ou os jatos de arproduzidos formam assim um elemento que facilitar o início do enrolamentoda extremidade livre inicial Li em torno do novo núcleo de enrolamento.
Além disso, neste caso, uma série adicional de bocais, indicadacom 85, é posicionada sob a superfície de rolamento 15. Enquanto os bocaisdo membro de rompimento 23 são fixos, a série de bocais 85 oscilará emtorno de um eixo horizontal, transversal com relação à direção de alimenta-ção do material de papel contínuo Ν. O movimento oscilante é representadona seqüência nas Figuras 4A-4E.
A operação da máquina neste exemplo de concretização se dá,como segue. Quando o núcleo A2 estiver a montante dos bocais que for-mam o membro de rompimento 23, estes serão ativados e o material de pa-pel contínuo será cortado ou rompido no nível da linha de perfuração P, queestá aproximadamente no nível dos ditos bocais. Os jatos produzidos pelomembro de rompimento 23 empurram a extremidade livre 23 para baixo, istoé, na direção da superfície de rolamento 15. Desta forma, a extremidade li-vre Li tende a ser enrolada em torno do núcleo A2.
Os jatos de ar produzidos pelos bocais 85 pressionam a extre-midade livre para ser comprimida entre o núcleo A2 e a superfície 15. Quan-do, durante o movimento de rolamento do mesmo, o núcleo A2 se moveralém do plano vertical contendo o eixo de oscilação dos bocais inferioresoscilantes 85, estes começarão a oscilar em uma direção para a direita, gi-rando assim o jato de ar produzido, de modo que ele seja orientado correta-mente para empurrar a extremidade livre inicial Li para completar a formaçãoda primeira volta em torno do núcleo A2. Bocais inclinados adicionais 81 e83 (conforme mostrado na Figura 4B e omitidos nas figuras restantes parasimplicidade e clareza do desenho), facilitam o enrolamento da porção inicialdo material de papel contínuo em torno do novo núcleo.
Quando a primeira volta tiver sido completada, o material de pa-pel contínuo N será corretamente engatado com o novo núcleo, sendo assiminiciado o enrolamento do novo rolo.
A partir da descrição da concretização mostrada nas Figuras 4A-4E, é evidente que a primeira volta, isto é, a volta mais interna, da bobinaformada é desprovida de dobra, isto é, não é dobrada na direção oposta comrelação à direção de enrolamento da parte restante do material de papelcontínuo, como é o caso nas concretizações descritas nos exemplos anterio-res. Isto é verdadeiro tanto no caso da bobina desprovida de núcleo central,isto é, com um furo deixado com a remoção de um núcleo removível e reci-clável, como no caso de bobina formado em torno de um núcleo que perma-nece dentro da bobina. Além disso, esta conformação vantajosa da bobina étambém obtida no caso do uso combinado de bocais de cola e ar, obtendoum resultado vantajoso que era anteriormente impossível quando a colagemera executada com uma linha longitudinal de cola.Além das vantagens mencionadas acima, com o sistema derompimento com jatos de ar, a máquina pode também ser adaptada maisfacilmente a diferentes diâmetros do núcleo de enrolamento. De fato, os nú-cleos de enrolamento são inseridos em um canal 17 delimitado por uma su-perfície de rolamento 15 que é, na maioria das vezes, retilínea e opcional-mente apresenta uma curva apenas em uma porção terminal. Por isso, épossível adaptar a máquina aos núcleos de diâmetro variável simplesmentecom a translação das seções que formam a superfície de rolamento 15, jun-tamente com o rolete inferior no exemplo mostrado, em particular, na confi-guração nas Figuras 6, 7 e 8.
Em algumas concretizações, e, em particular àquela nas Figuras1A-1C, a superfície de rolamento 15 poderia ser composta de uma únicafolha, opcionalmente interrompida para permitir a passagem do inseridor 19,enquanto não exige uma estrutura de pente para toda a extensão da mes-ma. Isto também impede danos à primeira volta do material de papel contí-nuo, causados pela marca deixada pelas placas da estrutura de pente.
O uso de um sistema de rompimento pneumático do material depapel contínuo torna a operação mais regular e menos sujeita a desgaste,ruído e vibrações, com relação àquelas nas quais o material de papel contí-nuo é rompido com o pinçamento do material contra um rolete de enrola-mento ou uma correia por meio de um membro mecânico que se move emuma velocidade diferente com relação à velocidade de alimentação do mate-rial de papel contínuo. Ademais, todas as vantagens de confiabilidade e fle-xibilidade dos sistemas anteriores são mantidas. O espaço amplo disponívelpara os bocais do membro 23 permite um decréscimo na taxa de fluxo e napressão atmosférica, resultando em economia de energia e na redução adi-cional do ruído e das vibrações com relação aos sistemas que alojam os bo-cais de rompimento do material de papel contínuo dentro da superfície cilín-drica do rolete de enrolamento. A superfície do material de papel contínuonão é danificada pela presença de orifícios ou ranhuras no rolete de enrola-mento.
O membro de rompimento pode ser regulado em uma posiçãoao longo da extensão do canal 17. Isto facilita a regulação e a calibração damáquina, visto que é mais fácil sincronizar a ação do sistema de sopro comrelação à posição da linha de perfuração. A posição do membro de rompi-mento 23 forma um parâmetro de regulação extra com relação ao controlede abertura e fechamento dos bocais de sopro. Isto é fácil de ser obter, vistoque a distância entre os roletes 1 e 11 é considerável com relação à porçãopercorrida pelo material de papel contínuo N durante o tempo de ativaçãomuito curto dos bocais de sopro do dispositivo de rompimento 23. Conse-qüentes vantagens são obtidas com relação às soluções convencionais nasquais os jatos de ar estão dentro do rolete de enrolamento.
As fendas ou os orifícios através dos quais passam os jatos dear pressurizado podem também atuar progressivamente no material de papelcontínuo N na direção de alimentação do mesmo. Isto é obtido com o movi-mento dos jatos de ar produzidos pelo membro de rompimento na direção dealimentação do material de papel contínuo, de modo que os jatos de ar atu-em ao longo de uma linha fina que se move na mesma direção de alimenta-ção das correias 13A e do material de papel contínuo N, permitindo que osditos jatos de ar atuem em uma área concentrada e por um tempo mais longo.
As Figuras 9 e 10 mostram duas configurações possíveis domembro de rompimento provido com esta função.
A Figura 9 mostra um diagrama no qual o membro de rompimen-to 23 é produzido em um bloco provido com uma primeira câmara 51 na qualestá contido ar pressurizado, delimitada inferiormente por uma parede 61provida com fendas ou furos 62, que pode ser aberta e fechada por uma vál-vula deslizante 67, provida com fendas ou furos 68, que pode ser movidaalternativamente para o nível dos orifícios ou das fendas 62 ou escalonadoscom relação aos mesmos. Sob a válvula deslizante 67 está uma abertura 53contínua ou descontínua, que se estende transversal à direção de alimenta-ção do material de papel contínuo N e que é fechada inferiormente por umaplaca 54 provida com um movimento alternado de acordo com a seta duplaf54. A placa 54 apresenta uma fenda 55 transversal à direção de alimenta-ção do material de papel contínuo N1 que se moverá para frente em colabo-ração com o material de papel contínuo N, quando o membro de rompimento23 tiver que executar o rompimento.
A operação do membro de rompimento 23 nesta configuração sedá, como segue. Quando uma linha de perfuração P, no nível da qual o ma-terial de papel contínuo tem que ser rompido, estiver quase sob a abertura53, a fenda 55 estará aproximadamente no nível da extremidade esquerda(no desenho da dita abertura), opcionalmente em uma posição para fechar acomunicação da abertura 53 com o lado de fora. A válvula 67 está aberta(posição mostrada no desenho), e, por isso, o ar nas câmaras 51 e 53 épressurizado. Enquanto a perfuração P continua a se mover para frente, aplaca 54 se move para frente em colaboração com o material de papel con-tínuo, de modo que, por um certo período de tempo, um sopro de ar (estri-tamente adjacente à linha de perfuração P ou no nível da mesma) atue nomaterial de papel contínuo, avançando com o dito material e, portanto, ca-racterizado por um tempo de ação mais longo no material de papel contínuoe, em particular, na perfuração P do que o tempo obtido quando do uso deum jato fixo de ar. O rompimento do material de papel contínuo pode, portan-to, ser obtido com pressões atmosféricas e taxas de fluxos mais baixas.
Deve ser entendido que a fenda 55 pode também ser descontí-nua ou substituída por uma série de orifícios alinhados.
Depois do rompimento, a válvula 67 fecha as fendas 62, permi-tindo que a placa 54 retorne para a posição inicial sem ar pressurizado atu-ando no material de papel contínuo N.
A Figura 10 mostra um membro de rompimento 23 que compre-ende uma pluralidade de bocais 23A alinhados transversais à direção dealimentação do material de papel contínuo N e oscilando em torno de umeixo transversal A. A Figura 10 mostra três posições distintas assumidas pe-los bocais oscilantes 23A na fase de operação que são indicados com umalinha interrompida e com uma linha contínua. A direção de oscilação é indi-cada com f23. Desta maneira, também é obtido um jato ou sopro de ar queatua por um tempo mais longo na linha de perfuração ou nas proximidadesda mesma, para adicionalmente assegurar o corte correto.
À medida que o material de papel contínuo N é normalmentealimentado em uma velocidade mais alta do que a velocidade que pode seralcançada pelo jato ou jatos de ar comprimido, eles nem sempre atuam pre-cisamente sobre a perfuração P, mas começarão a atuar a jusante da mes-ma e parar de atuar a montante da mesma, passando através de uma posi-ção de eficiência máxima na qual eles são alinhados com a perfuração. Des-ta maneira, é obtido o aperfeiçoamento do efeito de corte.
Substancialmente, em ambas as soluções nas Figuras 9 e 10,são obtidos jatos de ar pressurizado que seguem a perfuração que se movepara frente com o material de papel contínuo N.
Este princípio pode também ser adotado vantajosamente emmáquinas de reenrolar de outros tipos, nas quais o ar comprimido é usadopara romper o material de papel contínuo. Por exemplo, quando os jatos dear forem produzidos dentro do rolete de enrolamento em torno do qual é a-cionado o material de papel contínuo, será possível que os bocais oscilantesou outro meio seja provido dentro do rolete de enrolamento (que apresentauma superfície perfurada) para produzir um jato que segue, durante umacerta curva, o movimento rotacional do rolete. Alternativamente, coaxialmen-te ao rolete, alojados dentro das ranhuras anulares produzidas no dito rolete,podem ser providos bocais que apresentam um movimento rotacional ouoscilatório sincronizado com a posição da linha de perfuração, novamentepara seguir a linha de perfuração na qual eles atuam. Também neste caso,isto oferece a vantagem de aperfeiçoar o rompimento do material de papelcontínuo também em altas velocidades e opcionalmente diminuindo o con-sumo de ar. Isto traz vantagem também em termos de economia e de redu-ção do ruído da máquina.
Por isso, em geral, a invenção também se refere a uma máquinade reenrolar que compreende uma unidade de enrolamento periférico comum sistema para romper o material de papel contínuo depois do término doenrolamento com um membro de rompimento que produz pelo menos umjato de ar para romper o material de papel contínuo depois do término doenrolamento, onde o dito membro de rompimento produz um jato que semove na direção de alimentação do material de papel contínuo durante afase de rompimento do material de papel contínuo, para trilhar a linha deperfuração na qual deve ser rompido o material de papel contínuo.
A concretização nas Figuras 5A a 5D mostra uma variante deexecução da máquina nas Figuras 2A-2D. Os mesmos números indicam par-tes iguais ou correspondentes. As partes da máquina que permanecem i-guais não serão descritas novamente. A diferença substancial consiste napresença de barras eletrostáticas para fazer com que a extremidade livreinicial Li do material de papel contínuo cortado pelos bocais de sopro sejaaderida ao novo núcleo de enrolamento, com a conseqüentemente elimina-ção da cola. Preferivelmente, como na Figura 4, na configuração na Figura 5também é possível obter bobinas enroladas nas quais a primeira volta, istoé, a volta mais interna contra o núcleo, é desprovida de dobra.
Mais especificamente, uma barra de carregamento eletrostática,indicada com 501, é posicionada no espaço dentro do percurso fechado for-mado pelo membro de alimentação 13. Uma segunda barra, indicada com503, é posicionada sob a superfície de rolamento 15. Estas barras e os ge-radores de alta tensão conectados às mesmas são conhecidos por si só natécnica e são usados, por exemplo, para eletrostaticamente carregar os fil-mes plásticos, ou - em contraste - como ionizadores para eliminar as cargaseletrostáticas de filmes plásticos ou outros produtos. Dispositivos de carre-gamento eletrostáticos que podem ser usados nesta aplicação podem, porexemplo, ser os dispositivos comercializados por Haug GmbH & Co KG (A-lemanha), ou por Haug Biel AG (Suíça) com os códigos ALS-A e ALS-R. Asbarras 501 e 503 aplicam cargas de um sinal e os núcleos são carregadoscom o sinal oposto. O sinal das cargas pode depender do material do qualsão formados o material de papel contínuo N e os núcleos A.
Seria possível usar uma única barra ou também diversas barrasdo mesmo sinal e posicionadas para carregar apenas os núcleos ou, emboraisto seja menos preferível, apenas o material de papel contínuo. Em qual-quer caso, a adesão recíproca entre os núcleos e o material de papel contí-nuo sempre ocorre como um resultado das cargas eletrostáticas do sinaloposto.
A operação da máquina descrita acima se dá, como segue. AFigura 5A mostra o instante inicial de inserção do novo núcleo A2 no canal17, no qual o enrolamento de uma nova bobina será iniciado depois do aca-bamento da bobina R enrolada em torno do núcleo A1. A Figura 5B mostra oinstante subseqüente no qual o núcleo A 2 está em contato com a superfíciede rolamento 15 e com o material de papel contínuo N que é pinçado entre odito núcleo e o membro 13. O núcleo está rolando na superfície 15 e é angu-Iarmente acelerado para assumir o ponto de contato do mesmo com o mate-rial de papel contínuo N ma mesma velocidade de alimentação do dito material.
A Figura 5C mostra o instante imediatamente anterior ao corteou rompimento do material de papel contínuo. A bobina R enrolada em tornodo núcleo de enrolamento A1 está pronta para ser ejetada do berço de enro-lamento, enquanto que o novo núcleo A2 percorre entre as duas barras 501,503 e é eletrostaticamente carregado pela barra 503, enquanto a barra 501carrega, com o sinal oposto, uma porção do material de papel contínuo adja-cente à área na qual ele será rompido e na qual será formada a extremidadelivre inicial que terá que ser aderida ao novo núcleo A2.
Conforme pode ser visto nas figuras 5C e 5D, a superfície derolamento 15 tem uma estrutura de pente formada de elementos de não-metal (ou, em qualquer caso, na qual a superfície de rolamento dos núcleosde enrolamento é formada ou coberta com material isolante), ou pelo menosuma série de entalhes que permite que o inseridor 19 complete a rotação emtorno do eixo de rotação do mesmo e seja posicionado para inserção de umnúcleo subseqüente.
A letra P indica a posição de uma linha de perfuração transver-sal, produzida no material de papel contínuo N pelo perfurador (não mostra-do), ao longo da qual o material de papel contínuo será rompido por meio decorte. A perfuração P está substancialmente no nível do membro de rompi-mento 23. Os bocais do membro de rompimento 23 são controlados e sin-cronizados para atuarem quando a linha de perfuração P estiver na posiçãoindicada na Figura 5C, ou ligeiramente à jusante ou ligeiramente à montantena direção de alimentação do material de papel contínuo N. Desta forma,quando os jatos forem ativados, o material de papel contínuo será cortadoou rompido.
Conforme pode ser visto na Figura 5C, o núcleo A2 já está emcontato com o material de papel contínuo N à montante da área de corte e jáfoi forçado a girar e foi eletrostaticamente carregado pelas barras 501, 503.Quando a tensão induzida, conforme descrito acima, fizer com que o materi-al de papel contínuo seja cortado ao longo da linha de perfuração Ρ, o nú-cleo A2 limitará o material de papel contínuo N contra as correias formandoo membro de alimentação 13 e conseqüentemente impedindo que seja per-dida a extremidade livre inicial Li do material de papel contínuo N formadapelo rompimento.
A extremidade livre final Lf da bobina R termina o enrolamentona mesma, e é ejetada conforme anteriormente descrito.
A carga eletrostática aplicada ao núcleo A2 imediatamente antesdo corte ou durante o corte do material de papel contínuo N (opcionalmenteem combinação com a carga do sinal oposto aplicada ao material de papelcontínuo N) faz com que a porção inicial do material de papel contínuo ele-trostaticamente atraia o núcleo e seja aderida ao mesmo, como se uma colativesse sido aplicada ao núcleo (Figura 5D). As proximidades espaciais etemporais entre a carga eletrostática do núcleo e o corte do material de pa-pel contínuo N impedem a dispersão das cargas eletrostáticas e fazem comque a atração eletrostática se torne muito eficiente.
À medida que os roletes 1 e 11 continuam a girar, depois dorompimento do material de papel contínuo, o membro de alimentação 13continua a rolar e a alimentar o núcleo A2 ao longo do canal 17. O ponto decontato entre o núcleo e o membro de alimentação 13 se move além da áreado membro de rompimento 23 e a extremidade livre inicial Li do material depapel contínuo N adere ao núcleo como resultado das cargas eletrostáticasno mesmo, para dar início assim ao enrolamento de um nova bobina.Depois do término do enrolamento da nova bobina em torno donúcleo A2, é repetido o ciclo de troca descrito acima.
A Figura 6 mostra uma concretização modificada, na qual ascargas eletrostáticas são usadas em combinação com cola. Os mesmosnúmeros indicam partes iguais ou correspondentes àquelas da concretiza-ção ilustrada nas figuras anteriores. No exemplo na Figura 6, a parte termi-nal de um conduto 601 para os núcleos de enrolamento A é posicionada àmontante da boca do canal 17. O primeiro núcleo da fileira é engatado porum inseridor composto de um membro 603 que gira em torno de um eixo603A, que sustenta uma garra fixa 605 e uma garra móvel 607 operadas porum atuador 609 sustentado pelo membro giratório 603, a operação do qualserá descrita abaixo.
Sob o conduto 601 é posicionado um aplicador de cola 611 quecompreende um reservatório de cola 613, no qual é mergulhado um elemen-to 615, provido (no exemplo mostrado) com um movimento alternado a sermergulhado na cola e removido da cola para aplicar uma linha de cola aonúcleo que está na posição Ax.
A operação da máquina na configuração na Figura 6 se dá, co-mo segue. Quando uma bobina R tiver sido completada, uma linha (contínuaou descontínua) de cola será aplicada ao núcleo na posição Ax por meio doelemento 615, que a coleta do reservatório 613. O núcleo é engatado pelagarra fixa 604 e pela garra móvel 607 sustentadas pelo membro de rotação603. No momento no qual o novo núcleo tiver que ser inserido no canal 17, omembro giratório 603 irá girar para a direita para tirar as garras da posiçãopara captar o núcleo na posição Ax para a posição para inserir o dito núcleono canal 17, empurrando o núcleo entre a superfície de rolamento 15 e omaterial de papel contínuo N acionado no membro flexível 13. O núcleo as-sim inserido tende a começar a girar rolando na superfície 15, e a alimenta-ção do mesmo é permitida com a abertura da garra móvel 607 controladapelo atuador 609.
Graças ao uso das garras 605, 607, a posição angular na qual onúcleo A é inserido no canal 17, e, portanto, também a posição da linha decola aplicada ao núcleo, são controladas em uma maneira confiável e são,portanto, precisas. A posição da linha de cola é sincronizada com relação àlinha de perfuração P ao longo da qual o material de papel contínuo N deveser rompido, de modo que, quando o núcleo começar a rolar na superfície15, a linha de cola venha a tocar o material de papel contínuo imediatamenteà jusante da linha de perfuração P, no nível da área de material que, depoisdo rompimento, irá formar a extremidade livre final Lf da bobina completo R.Desta maneira, uma linha de cola é aplicada à extremidade livre final Lf parafechar a extremidade livre final sem a necessidade de uma unidade de cola-gem à jusante da máquina de reenrolar. Para permite que a garra agarre onúcleo para retornar para a posição final, o núcleo subseqüente poderá sertemporariamente limitado por um sistema de limitação, tal como um batentemóvel.
A adesão da extremidade livre inicial Li, obtida com o rompimen-to do material de papel contínuo N no núcleo, acontece, em vez disso, comprevalência como resultado da atração eletrostática entre a extremidade livreinicial Li e o núcleo, de acordo com os métodos já definidos com referênciaaos exemplos anteriores de concretização.
O rompimento do material de papel contínuo pode acontecer,conforme descrito acima, por meio de bocais de sopro que formam o disposi-tivo ou membro de rompimento 23.
A cola pode também ser aplicada ao material de papel contínuono nível da extremidade livre final Lf usando diferentes métodos, tal como aaplicação direta, com um sistema de borrifo ou semelhante.
A Figura 7 mostra uma concretização similar àquela na Figura 6,com uma modificação na disposição dos membros da máquina. Os mesmonúmeros indicam partes iguais ou equivalentes àquelas na Figura 6. Diferen-tes posições consecutivas assumidas pelo novo núcleo de enrolamento nafase de inserção são visíveis. A diferença substancial com relação à configu-ração na Figura 6 consiste no fato de as posições dos membros 23 e 501serem invertidas de modo que o núcleo de enrolamento possa ser carregadoantes ou durante o corte, enquanto o material de papel contínuo pode sercarregado durante ou depois do corte.
Como uma variante adicional de concretização, duas barras ele-trostáticas 501 podem ser posicionadas respectivamente à montante e à ju-sante do dispositivo de sopro 23 e sobre o canal para alimentação dos nú-cleos e duas barras eletrostáticas 503 podem ser posicionadas abaixo dosmesmos. Esta solução é mostrada na Figura 8.
Em todos os exemplos de concretização mostrada nas Figuras5, 6, 7 e 8, é mencionada uma barra eletrostática, mas é entendido que otermo "barra eletrostática" pode indicar uma única barra ou uma série debarras eletrostáticas colocadas adjacentes entre si.
O desenho mostra apenas concretizações práticas da invenção,que podem variar nas formas e disposições sem, contudo, se afastar do es-copo do conceito no qual se baseia a invenção. Quaisquer numerais de refe-rência nas reivindicações anexas são providos puramente para facilitar aleitura das mesmas à luz da descrição e dos desenhos anexos, sem de ma-neira nenhuma limitar o escopo de proteção.

Claims (50)

1. Máquina de reenrolar para produzir bobinas de material depapel contínuo, que compreende um sistema de enrolamento (1, 2, 3), umpercurso de alimentação do material de papel contínuo (N) na direção dodito sistema de enrolamento, o dito sistema de enrolamento incluindo pelomenos um primeiro rolete de enrolamento (1) e um segundo rolete de enro-lamento (2) que definem entre eles um estreitamento (5) através do qual omaterial de papel contínuo (N) é alimentado, e um membro de rompimento(23) que produz pelo menos um jato de ar para romper o material de papelcontínuo depois do término do enrolamento de cada bobina (R), caracteriza-da pelo fato de o dito membro de rompimento ser posicionado ao longo dopercurso de alimentação à montante do dito estreitamento.
2. Máquina de reenrolar, de acordo com a reivindicação 1, carac-terizada pelo fato de o dito membro de rompimento estar em uma posiçãosubstancialmente fixa.
3. Máquina de reenrolar, de acordo com a reivindicação 1, carac-terizada pelo fato de o dito membro de rompimento se mover em uma velo-cidade substancialmente diferente com relação à velocidade de avanço domaterial de papel contínuo.
4. Máquina de reenrolar, de acordo com uma ou mais das reivin-dicações anteriores, caracterizada por um alimentador (19, 21; 603) dos nú-cleos de enrolamento (A1, A2), para alimentar os núcleos de enrolamentoem um percurso de alimentação (17) na direção do dito berço de enrolamen-to (1,2, 3).
5. Máquina de reenrolar, de acordo com a reivindicação 4, carac-terizada pelo fato de pelo menos um membro de alimentação (13, 13A) paraos ditos núcleos de enrolamento, que avança em uma velocidade substanci-almente igual à velocidade do material de papel contínuo, ser posicionado aolongo do tio percurso de alimentação (17).
6. Máquina de reenrolar, de acordo com a reivindicação 5, carac-terizada pelo fato de uma superfície de rolamento (15) para os ditos núcleosser posicionada ao longo do dito percurso de alimentação (17), formandocom o dito membro de alimentação (13) um canal de alimentação (17) paraos núcleos de enrolamento.
7. Máquina de reenrolar, de acordo com a reivindicação 6, carac-terizada pelo fato de o dito membro de rompimento (23) ser posicionado aolongo do dito canal de alimentação (17) no lado oposto com relação à super-fície de rolamento (15).
8. Máquina de reenrolar, de acordo com a reivindicação 7, carac-terizada pelo fato de o dito membro de rompimento ser posicionado fora docanal de alimentação (17) no lado do dito membro de alimentação (13).
9. Máquina de reenrolar, de acordo com a reivindicação 6, 7 ou 8, caracterizada pelo fato de a dita superfície de rolamento e o dito membrode alimentação dos núcleos serem posicionados de modo que o material depapel contínuo seja alimentado entre o núcleo e o membro de alimentação(13), quando o núcleo (A1, A2) estiver no dito percurso de alimentação (17).
10. Máquina de reenrolar, de acordo com uma ou mais das rei-vindicações anteriores, caracterizada por uma superfície oposta (24) posi-cionada à montante do dito estreitamento e ao longo da qual é posicionado omembro de rompimento (23).
11. Máquina de reenrolar, de acordo com as reivindicações 5 e 10, caracterizada pelo fato de pelo menos um dito membro de alimentaçãoefetuar a alimentação dos núcleos ao longo da dita superfície oposta (24).
12. Máquina de reenrolar, de acordo com as reivindicações 6 e 11, caracterizada pelo fato de a dita superfície oposta (24) ser posicionadaoposta à dita superfície de rolamento (15), os núcleos (A1, A2) sendo inseri-dos entre a dita superfície oposta e a dita superfície de rolamento, com omaterial de papel contínuo (N) posicionado entre os núcleos e a superfícieoposta.
13. Máquina de reenrolar, de acordo com a reivindicação 9, 10, 11 ou 12, caracterizada pelo fato de a dita superfície oposta (24) ser umasuperfície fixa.
14. Máquina de reenrolar, de acordo com uma ou mais das rei-vindicações de 5 a 13, caracterizada pelo fato de o dito membro de alimen-tação compreender pelo menos um membro flexível (13A), o membro flexívelsendo posicionado ao longo do canal definido pela dita superfície de rola-mento e pelo dito membro flexível, no lado de fora do canal no lado domembro flexível.
15. Máquina de reenrolar, de acordo com a reivindicação 14,caracterizada pelo fato de o dito membro flexível (13A), no qual o material depapel contínuo alimentado na direção do dito estreitamento está em contato,ser acionado em torno do primeiro rolete de enrolamento (1) e em torno depelo menos um segundo rolete de guia (11).
16. Máquina de reenrolar, de acordo com a reivindicação 5, ca-racterizada pelo fato de o dito percurso de alimentação dos núcleos sersubstancialmente retilíneo.
17. Máquina de reenrolar, de acordo com as reivindicações 15 e 16, caracterizada pelo fato de o dito percurso de alimentação, o dito estrei-tamento e os ditos primeiro e segundo roletes de enrolamento serem dispos-tos e projetados de modo que o núcleo de enrolamento seja alimentado aolongo de uma trajetória retilínea ao longo dò dito percurso e durante a fasede enrolamento em contato com os ditos primeiro e segundo roletes de enro-lamento.
18. Máquina de reenrolar, de acordo com uma ou mais das rei-vindicações anteriores, caracterizada pelo fato de pelo menos um dito mem-bro de rompimento compreender pelo menos um bocal de sopro para produ-zir um jato de ar em alta velocidade transversal à direção de alimentação domaterial de papel contínuo.
19. Máquina de reenrolar, de acordo com uma ou mais das rei-vindicações anteriores, caracterizada pelo fato o dito membro de rompimentocompreender pelo menos um bocal fendilhado, orientado em uma direçãotransversal com relação à direção de alimentação do material de papel con-tínuo.
20. Máquina de reenrolar, de acordo com uma ou mais das rei-vindicações anteriores, caracterizada pelo fato de o dito membro de rompi-mento compreender uma pluralidade de bocais alinhados transversais à di-reção de alimentação do material de papel contínuo.
21. Máquina de reenrolar, de acordo com uma ou mais das rei-vindicações anteriores, caracterizada por um meio aplicador de cola paraaplicar pelo menos uma cola aos ditos núcleos.
22. Máquina de reenrolar, de acordo com uma ou mais das rei-vindicações anteriores, caracterizada por bocais de sopro (85) para facilitar oenrolamento da extremidade livre em torno do núcleo de enrolamento.
23. Máquina de reenrolar, de acordo com a reivindicação 22,caracterizada pelo fato de compreender pelo menos uma série de bocais desopro (85) posicionada substancialmente no nível do membro de rompimen-to (23) do material de papel contínuo.
24. Máquina de reenrolar, de acordo com a reivindicação 23,caracterizada pelo fato de a dita série de bocais de sopro oscilar ou girar emtorno de um eixo transversal com relação à direção de alimentação do mate-rial de papel contínuo.
25. Máquina de reenrolar, de acordo com uma ou mais das rei-vindicações de 22 a 24, caracterizada pelo fato de a dita série de bocais desopro (85) ser posicionada no lado oposto do percurso de alimentação dosnúcleos com relação às ditas primeira e segunda séries de bocais de sopro(83,85).
26. Máquina de reenrolar, de acordo com uma ou mais das rei-vindicações de 22 a 25, caracterizada pelo fato de ser desprovida de meiopara aplicar colar aos núcleos de enrolamento, o enrolamento de cada bobi-na sendo iniciado por meio dos ditos bocais de sopro.
27. Máquina de reenrolar, de acordo com uma ou mais das rei-vindicações anteriores, caracterizada pelo fato de o percurso de alimentaçãodos núcleos ser disposto e projetado de modo que cada núcleo role ao longodo dito percurso por uma extensão suficiente para transferir uma parte decola anteriormente aplicada ao dito núcleo para uma porção do material depapel contínuo que irá formar a extremidade livre final da bobina (R).
28. Máquina de reenrolar, de acordo com uma ou mais das rei-vindicações anteriores, caracterizada pelo fato de compreender pelo menosum dispositivo eletrostático (501, 503) para aplicar cargas eletrostáticas aomaterial de papel contínuo e/ou aos núcleos desenrolamento para dar inícioao enrolamento de cada bobina.
29. Máquina de reenrolar, de acordo com uma ou mais das rei-vindicações anteriores, caracterizada pelo fato de o dito jato de ar ser provi-do com um movimento para seguir o material de papel contínuo.
30. Máquina de reenrolar, de acordo com uma ou mais das rei-vindicações anteriores, caracterizada pelo fato de compreender um membrode sucção (26) posicionado à jusante do membro de rompimento.
31. Método para produzir bobinas de material de papel contínuoenrolado, que compreende as etapas de:- alimentar o material de papel contínuo em um berço de enro-lamento, compreendendo pelo menos um primeiro rolete de enrolamento (1)e um segundo rolete de enrolamento (2), o material de papel contínuo pas-sando através de um estreitamento (5) entre os ditos roletes de enrolamento(1,2);- enrolar uma primeira bobina (R) do material de papel contínuo;- romper o material de papel contínuo com um jato de ar quandoo enrolamento da dita primeira bobina tiver terminado, formando uma extre-midade livre final (Lf) da dita primeira bobina e uma extremidade livre inicial(Li) para enrolar um segunda bobina (R);caracterizado pelo fato de o dito jato de ar ser produzido à mon-tante do dito estreitamento entre os primeiro e segundo roletes de enrola-mento.
32. Método, de acordo com a reivindicação 31, caracterizadopelo fato de o material de papel contínuo ser alimentado paralelo a uma su-perfície oposta (24), no nível da qual é aplicado o dito jato de ar.
33. Método, de acordo com a reivindicação 32, caracterizadopelo fato de a dita superfície opostas ser fixada.
34. Método, de acordo com ã reivindicação 32, caracterizadopelo fato de a dita superfície oposta se mover em uma velocidade diferentecom relação à velocidade de alimentação do material de papel contínuo.
35. Método, de acordo com uma ou mais das reivindicações,caracterizado pelo fato de as ditas bobinas de material de papel contínuoserem enroladas em núcleos de enrolamento (A1, A2), os ditos núcleos sen-do alimentados ao longo de um percurso de inserção (17) na direção do ditoberço de enrolamento (1, 2, 3).
36. Método, de acordo com as reivindicações 32 e 35, caracteri-zado pelo fato de a dita superfície oposta se estender ao longo do dito per-curso de alimentação.
37. Método, de acordo com a reivindicação 35 ou 36, caracteri-zado pelo fato de um núcleo de enrolamento (Α1, A2) ser alimentado ao lon-go da dita superfície oposta, com o material de papel contínuo (N) alimenta-do entre a superfície oposta e o núcleo de enrolamento, o núcleo sendo ali-mentado em contato com o material de papel contínuo na mesma velocidadede alimentação que o material de papel contínuo.
38. Método, de acordo com a reivindicação 37, caracterizadopelo fato de o dito jato de ar ser aplicado à jusante da posição do dito núcleoao longo do percurso de alimentação que efetua o rompimento do materialde papel contínuo à jusante do dito núcleo.
39. Método, de acordo com uma ou mais das reivindicações de 35 a 38, caracterizado pelo fato de um membro de alimentação dos núcleosser provido ao longo do dito percurso de alimentação.
40. Método, de acordo com a reivindicação 39, caracterizadopelo fato de o dito membro de alimentação dos núcleos ser alimentado emuma velocidade substancialmente igual à velocidade de alimentação do ma-terial de papel contínuo (N).
41. Método, de acordo com a reivindicação 39 ou 40, caracteri-zado pelo fato de o material de papel contínuo (N) ser forçado a passar entreo dito membro de alimentação e o núcleo que pressiona o material de papelcontínuo contra o membro de alimentação.
42. Método, de acordo com uma ou mais das reivindicações de 35 a 41, caracterizado pelo fato de uma cola (C) ser aplicada ao ditos nú-cleos de enrolamento (Α1, A2).
43. Método, de acordo com a reivindicação 42, caracterizadopelo fato de a dita cola ser aplicada de acordo com pelo menos uma linhalongitudinal, isto é, que se estende ao longo da extensão axial do dito nú-cleo.
44. Método, de acordo com a reivindicação 42 ou 43, caracteri-zado pelo fato de pelo menos uma parte (C1) da dita cola (C) ser transferidapara uma porção do material de papel contínuo que pertence à extremidadelivre final (Lf) para fechar a extremidade livre final do dita bobina.
45. Método, de acordo com uma ou mais das reivindicações de 35 a 44, caracterizado pelo fato de o enrolamento da extremidade livre inicial(Li) em torno do dito núcleo de enrolamento ser iniciado ou facilitado por umou mais jatos de ar.
46. Método, de acordo com uma ou mais das reivindicações de 31 a 45, caracterizado pelo fato de o material de papel contínuo ser forçadoa aderir ao núcleo de enrolamento por meio de cargas eletrostáticas.
47. Método, de acordo com uma ou mais das reivindicações de 31 a 46, caracterizado pelo fato de a extremidade livre final (Lf) do materialde papel contínuo ser retida por meio de sucção.
48. Máquina de reenrolar que compreende uma unidade de en-rolamento periférico com um membro de rompimento que produz pelo me-nos um jato de ar para romper o material de papel contínuo depois do térmi-no do enrolamento, na qual o dito membro de rompimento produz um jatoque se move na direção de alimentação do material de papel contínuo du-rante a fase para romper o material de papel contínuo.
49. Método para romper um material de papel contínuo providocom linhas de perfuração transversais e se movendo ao longo de um percur-so de alimentação, onde um jato de ar pressurizado é direcionado contra odito material de papel contínuo, caracterizado pelo fato de o dito jato de arser movido na direção de alimentação do material de papel contínuo.
50. Método para produzir bobinas de material de papel contínuo,no qual, depois do término do enrolamento de um primeira bobina, o materialde papel contínuo é rompido por meio de um jato de ar pressurizado direcio-nado contra o material de papel contínuo no nível de uma linha de perfura-ção transversal, e no qual, depois de o material de papel contínuo ter sidorompido, tem início o enrolamento de uma bobina subseqüente, onde o ditojato de ar pressurizado se move na direção de alimentação da linha de per-furação para aumentar o tempo de ação do jato de ar no material de papelcontínuo nas proximidades da linha de perfuração.
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