BRPI0618817A2 - processo para determinar, em uma caixa de comando, uma intensidade máxima admissìvel de uma corrente de excitação a injetar em bobinas primárias de estator de um desacelerador eletromagnético - Google Patents
processo para determinar, em uma caixa de comando, uma intensidade máxima admissìvel de uma corrente de excitação a injetar em bobinas primárias de estator de um desacelerador eletromagnético Download PDFInfo
- Publication number
- BRPI0618817A2 BRPI0618817A2 BRPI0618817-6A BRPI0618817A BRPI0618817A2 BR PI0618817 A2 BRPI0618817 A2 BR PI0618817A2 BR PI0618817 A BRPI0618817 A BR PI0618817A BR PI0618817 A2 BRPI0618817 A2 BR PI0618817A2
- Authority
- BR
- Brazil
- Prior art keywords
- intensity
- coils
- decelerator
- control box
- determining
- Prior art date
Links
Classifications
-
- B—PERFORMING OPERATIONS; TRANSPORTING
- B60—VEHICLES IN GENERAL
- B60L—PROPULSION OF ELECTRICALLY-PROPELLED VEHICLES; SUPPLYING ELECTRIC POWER FOR AUXILIARY EQUIPMENT OF ELECTRICALLY-PROPELLED VEHICLES; ELECTRODYNAMIC BRAKE SYSTEMS FOR VEHICLES IN GENERAL; MAGNETIC SUSPENSION OR LEVITATION FOR VEHICLES; MONITORING OPERATING VARIABLES OF ELECTRICALLY-PROPELLED VEHICLES; ELECTRIC SAFETY DEVICES FOR ELECTRICALLY-PROPELLED VEHICLES
- B60L7/00—Electrodynamic brake systems for vehicles in general
- B60L7/28—Eddy-current braking
Landscapes
- Engineering & Computer Science (AREA)
- Power Engineering (AREA)
- Transportation (AREA)
- Mechanical Engineering (AREA)
- Dynamo-Electric Clutches, Dynamo-Electric Brakes (AREA)
- Motor Or Generator Cooling System (AREA)
Abstract
PROCESSO PARA DETERMINAR, EM UMA CAIXA DE COMANDO, UMA INTENSIDADE MáXIMA ADMISSìVEL DE UMA CORRENTE DE EXCITAçãO A INJETAR EM BOBINAS PRIMáRIAS DE ESTATOR DE UM DESACELERADOR ELETROMAGNéTICO. A invenção se refere a um processo para determinar, em uma caixa de comando, uma intensidade máxima admissível de uma corrente de excitação a injetar em um desacelerador eletromagnético (1). O desacelerador compreende uma árvore que leva bobinas secundárias (5) e bobinas indutoras (13) alimentadas por essas bobinas secundárias (5), as bobinas primárias (8) e as bobinas secundárias (5) formando uma geratriz. Ele compreende também uma camisa (9) fixa na qual as bobinas indutoras (13) geram correntes de Foucault, e um circuito de resfriamento líquido dessa camisa. O processo consiste em determinar a intensidade máxima em tempo real a partir de dados e de valores representativos do regime de rotação da árvore rotativa, da potência calorífica que o circuito de resfriamento é capaz de dissipar, e da vazão (D) do líquido de resfriamento. A invenção se aplica aos desaceleradores eletromagnéticos destinados a equipar notadamente veículos pesados.
Description
"PROCESSO PARA DETERMINAR, EM UMA CAIXA DE COMANDO, UMA INTENSIDADE MÁXIMA ADMISSÍVEL DE UMA CORRENTE DE EXCITAÇÃO A INJETAR EM BOBINAS PRIMÁRIAS DE ESTATOR DE UM DESACELERADOR ELETROMAGNÉTICO"
DOMÍNIO DA INVENÇÃO
A invenção se refere a um processo de comando de um desacelerador eletromagnético que compreende uma geratriz de corrente que inclui bobinas primárias nas quais uma corrente de excitação é injetada.
A invenção se aplica a um desacelerador capaz de gerar um torque resistente de desaceleração em uma árvore de transmissão principal ou secundária de um veículo que ele equipa, quando esse desacelerador é acionado.
ESTADO DA TÉCNICA
Um tal desacelerador eletromagnético compreende uma árvore rotativa que é acoplada à árvore de transmissão principal ou secundária do veículo para exercer sobre essa última o torque resistente de desaceleração para notadamente assistir a frenagem do veículo.
A desaceleração é gerada com bobinas indutoras alimentadas com corrente contínua para produzir um campo magnético em uma peça metálica feita de material ferromagnético, a fim de fazer aparecer correntes de Foucault nessa peça metálica.
As bobinas indutoras podem ser fixas para operar junto com pelo menos uma peça metálica feita de material ferromagnético móvel que tem um aspecto geral de disco rigidamente solidário da árvore rotativa.
Nesse caso, essas bobinas indutoras são geralmente orientadas paralelamente ao eixo de rotação e dispostas em torno desse eixo, em frente ao disco, sendo solidarizadas a um flange fixo. Duas bobinas indutoras sucessivas são alimentadas eletricamente para gerar campos magnéticos de direções opostas. Quando essas bobinas indutoras são alimentadas eletricamente, as correntes de Foucault que elas geram no disco se opõem por seus efeitos à causa que lhes deu origem, o que produz um torque resistente no disco e portanto na árvore rotativa, para desacelerar o veículo.
Nesse modo de realização, as bobinas indutoras são alimentadas eletricamente por uma corrente que provém da rede elétrica do veículo, quer dizer por exemplo a partir de uma bateria o veículo. Para aumentar os desempenhos do desacelerador, recorre-se a uma outra concepção na qual uma geratriz de corrente é integrada ao desacelerador.
Assim, de acordo com uma outra concepção conhecida dos documentos de patente EP0331559 e FR1467310, a alimentação elétrica das bobinas indutoras é assegurada por uma geratriz que compreende bobinas primárias de estator alimentadas pela rede do veículo, e bobinas secundárias de rotor solidárias da árvore rotativa.
As bobinas indutoras são então solidárias da árvore rotativa sendo para isso radialmente salientes, de modo que elas giram com a árvore rotativa para gerar um campo magnético dentro de uma camisa cilíndrica fixa que as circunda.
Um retificador tal como um retificador de ponte de diodos é interposto entre as bobinas secundárias de rotor da geratriz e as bobinas indutoras, para converter a corrente alternada fornecida pelas bobinas secundárias da geratriz em corrente contínua de alimentação das bobinas indutoras.
Duas bobinas indutoras radiais consecutivas em torno do eixo de rotação geram campos magnéticos de direções opostas, uma gerando um campo orientado de modo centrífugo, a outra um campo orientado de modo centrípeto.
Em funcionamento, a alimentação elétrica das bobinas primárias permite que a geratriz produza a corrente de alimentação das bobinas indutoras, o que dá origem a correntes de Foucault na camisa cilíndrica fixa, para gerar um torque resistente na árvore rotativa, que desacelera o veículo.
A fim de reduzir o peso e de aumentar ainda mais os desempenhos de um tal desacelerador, é vantajoso acoplar o mesmo à árvore de transmissão do veículo por intermédio de um multiplicador de velocidade, de acordo com a solução adotada no documento de patente EP1527509.
A velocidade de rotação da árvore do desacelerador é então sobre-multiplicada em relação à velocidade de rotação da árvore de transmissão à qual ele está acoplado. Essa disposição permite aumentar significativamente a potência elétrica fornecida pela geratriz, e portanto a potência do desacelerador.
OBJETO DA INVENÇÃO
O objetivo da invenção é um processo de determinação da intensidade máxima admissível da corrente de excitação das bobinas primárias de um desacelerador eletromagnético que permite melhorar os desempenhos e a confiabilidade do mesmo.
Para isso, a invenção tem como objeto um processo para determinar, em uma caixa de comando, uma intensidade máxima admissível (Imax) de uma corrente de excitação a injetar em bobinas primárias de estator de um desacelerador eletromagnético que compreende uma árvore rotativa que leva bobinas secundárias e bobinas indutoras alimentadas eletricamente por essas bobinas secundárias, as bobinas primárias e as bobinas secundárias formando uma geratriz, esse desacelerador compreendendo uma camisa cilíndrica fixa que circunda as bobinas indutoras e na qual as bobinas indutoras geram correntes de Foucault, e um circuito de resfriamento com circulação de líquido dessa camisa, esse processo consistindo em determinar a intensidade máxima em tempo real a partir de medições representativas do regime de rotação (Na) da árvore rotativa, da potência calorífica que o circuito de resfriamento é capaz de dissipar, e da vazão do líquido de resfriamento, esses dados sendo provenientes de sensores ligados à caixa de comando.
A otimização em tempo real da intensidade da corrente de excitação que é injetada nas bobinas primárias em função das condições de funcionamento do desacelerador permite aumentar o torque de frenagem. Ela permite integrar diferentes restrições de funcionamento distintas para determinar uma intensidade de corrente máxima admissível que é ótima a cada instante pelo exame das condições de funcionamento térmicas do desacelerador.
A invenção também se refere a um processo tal como definido acima, no qual as medições representativas da potência calorífica que o circuito de resfriamento é capaz de dissipar compreendem um valor de diferença entre a temperatura do líquido de resfriamento na entrada e na saída do circuito de resfriamento e um valor representativo da vazão do líquido de resfriamento.
A invenção também se refere a um processo tal como definido acima, que consiste em determinar uma primeira intensidade a partir do regime de rotação da árvore rotativa, uma segunda intensidade a partir da potência calorífica que o circuito de resfriamento é capaz de dissipar, e uma terceira intensidade a partir da vazão do líquido de resfriamento e em atribuir à intensidade máxima admissível o menor valor entre a primeira, a segunda e a terceira intensidade.
A invenção também se refere a um processo tal como definido acima, no qual a intensidade máxima admissível é determinada na caixa de comando a partir de tabelas de valores numéricos memorizados nessa caixa de comando, essas tabelas compreendendo valores representativos da corrente máxima admissível para diferentes condições de funcionamento.
A invenção também se refere a um processo tal como definido acima, no qual os valores são memorizados sob a forma de uma tabela dinâmica cruzada.
A invenção também se refere a um processo tal como definido acima, que consiste em determinar o valor representativo da vazão de líquido de resfriamento a partir do regime de um motor térmico do veículo e de um ábaco característico de uma bomba de água acionada por esse motor térmico, essa bomba de água provocando a circulação do líquido de resfriamento.
A invenção também se refere a um processo tal como definido acima, no qual o valor significativo do regime do motor térmico é proveniente de dados transmitidos por um barramento CAN.
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
A invenção será agora descrita mais em detalhe, e em referência aos desenhos anexos que ilustram uma forma de realização da mesma a título de exemplo não limitativo.
A figura 1 é uma vista de conjunto com um destaque local de um desacelerador eletromagnético ao qual se aplica a invenção;
A figura 2 é uma representação esquemática dos componentes elétricos do desacelerador ao qual é aplicado o processo de acordo com a invenção;
A figura 3 é uma curva representativa da intensidade admissível em função da velocidade de rotação da árvore rotativa;
A figura 4 é uma curva representativa da temperatura crítica de camisa em função da vazão de líquido de resfriamento.
DESCRIÇÃO DE MODOS DE REALIZAÇÃO DA INVENÇÃO
Na figura 1, o desacelerador eletromagnético 1 compreende um cárter principal 2 de forma geralmente cilíndrica que tem uma primeira extremidade fechada por uma tampa 3, e uma segunda extremidade fechada por uma peça de acoplamento 4 pela qual esse desacelerador 1 é fixado a um cárter de caixa de marchas ou diretamente ou indiretamente, aqui via um multiplicador de velocidade referenciado por 6.
Esse cárter 2, que é fixo, contém uma árvore rotativa 7 que é acoplada a uma árvore de transmissão não visível na figura, tal como uma árvore principal de transmissão nas rodas do veículo, ou secundária tal como uma árvore secundária de saída de caixa de marchas via o multiplicador de velocidade 6. Em uma região que corresponde ao interior da tampa 3 está situada uma geratriz de corrente que compreende bobinas primárias 8 fixas ou de estator que circundam bobinas secundárias de rotor, solidárias da árvore rotativa 7.
Essas bobinas secundárias são representadas simbolicamente na figura 2 sendo referenciadas pela referência 5. Essas bobinas secundárias 5 compreendem aqui três bobinas distintas 5A, 5B e 5C para fornecer uma corrente alternada trifásica que tem uma freqüência condicionada pela velocidade de rotação da árvore rotativa 7.
Uma camisa interna fixa 9 de forma geral cilíndrica é montada no cárter principal 2 sendo ligeiramente espaçada radialmente da parede externa desse cárter principal 2 para definir um espaço intermediário 10, sensivelmente cilíndrico, no qual circula um líquido de resfriamento dessa camisa 9.
Esse cárter principal, que tem também uma forma geral cilíndrica, é provido de uma canalização de admissão 11 de líquido de resfriamento para dentro do espaço 10 e de uma canalização de refluxo 12 do líquido de resfriamento para fora desse espaço 10.
O circuito de resfriamento do desacelerador pode ser conectado em série com o circuito de resfriamento do motor térmico do veículo que esse desacelerador equipa.Nesse caso, a entrada 11 é conectada na saída do motor térmico, a saída 12 sendo conectada na entrada de um radiador de resfriamento desse circuito.
Essa camisa 9 circunda várias bobinas indutoras 13 que são levadas por um rotor 14 rigidamente solidário da árvore rotativa 7. Cada bobina indutora 13 é orientada para gerar um campo magnético radial, ao mesmo tempo em que tem uma forma geral oblonga que se estende paralelamente à árvore 7.
De maneira conhecida, a camisa 9 e o corpo do rotor 14 são feitos de um material ferromagnético. Aqui o cárter é uma peça moldável à base de alumínio e juntas de estanqueidade intervém entre o cárter e a camisa 9, a tampa 3 e a peça 4 são perfuradas.
As bobinas indutoras 13 são alimentadas eletricamente pelas bobinas secundárias de rotor 5 da geratriz via uma ponte retificadora levada pela árvore rotativa 7. Essa ponte retificadora pode ser aquela que é referenciada por 15 na figura 2, e que compreende seis diodos 15A-15F, para retificar a corrente alternada trifásica proveniente das bobinas secundárias 5A-5C em corrente contínua. Essa ponte retificadora pode também ser de um outro tipo, sendo por exemplo formada a partir de transistores de tipo MOSFET.
Como visível na figura 1, o rotor 14 que leva as bobinas indutoras 13 tem uma forma geral de cilindro vazado ligado à árvore rotativa 7 por braços radiais 16. Esse rotor 14 define assim um espaço interno anular situado em torno da árvore 7, esse espaço interno sendo ventilado por um ventilador axial 17 situado sensivelmente perpendicularmente à junção da tampa 3 com o cárter 2. Um ventilador radial 18 está situado na extremidade oposta do cárter 2 para evacuar o ar introduzido pelo ventilador 17.
A solicitação do desacelerador consiste em alimentar as bobinas primárias 8 com uma corrente de excitação que provém da rede elétrica do veículo e notadamente da bateria, para que a geratriz forneça uma corrente ao nível de suas bobinas secundárias 5. Essa corrente fornecida pela geratriz alimenta então as bobinas indutoras 13 de maneira a gerar correntes de Foucault na camisa cilíndrica fixa 9 para produzir um torque resistente que assegura a desaceleração do veículo. A corrente de excitação é injetada nas bobinas primárias 8 com o auxílio de uma caixa de comando descrita abaixo.
A potência elétrica fornecida pelas bobinas secundárias 5 da geratriz é superior à potência elétrica de alimentação das bobinas primárias 8, visto que ela é o resultado do campo magnético das bobinas primárias 8 e do trabalho fornecido pela árvore rotativa. No modo de realização da figura 1, a árvore 7 do desacelerador é ligada à árvore de transmissão das rodas do veículo via o multiplicador 6 que age sobre uma árvore secundária da caixa de marchas ligada à árvore principal dessa última.
Esse desacelerador compreende uma caixa de comando 19 representada na figura 2, que é interposta por exemplo entre uma fonte de alimentação elétrica do veículo, e as bobinas primárias 8. No exemplo da figura 2, a caixa de comando 19 e as bobinas primárias 8 são montadas em série entre uma massa M do veículo e uma alimentação Batt da bateria do veículo. Como visível nessa figura, um diodo D é montado nos bornes das bobinas primárias 8 de modo a evitar a circulação de uma corrente inversa nas bobinas primárias.
A caixa de comando 19 do desacelerador é uma caixa eletrônica que compreende por exemplo um circuito lógico de tipo ASIC que funciona sob 5 V, e/ou um circuito de comando de potência capaz de gerir correntes de intensidade elevada.
Essa caixa de comando 19 compreende uma entrada própria para receber um sinal de comando do desacelerador, representativo de um nível de torque de desaceleração solicitado ao desacelerador. A caixa de comando 19 determina em tempo real uma intensidade máxima Imax admissível para a corrente a injetar nas bobinas primárias 8. Ela define em seguida o valor da intensidade Ie da corrente de excitação, a partir da intensidade máxima Imax e do valor tomado pelo sinal de comando.
A intensidade máxima admissível Imax da corrente Ie a injetar nas bobinas primárias é determinada na caixa de comando 19 em tempo real a partir de dados e de medições representativas do regime de rotação da árvore rotativa 7, da potência calorífica que o circuito de resfriamento é capaz de dissipar, e da vazão do líquido de resfriamento.
A caixa de comando 19 determina primeiro três intensidades, anotadas respectivamente II, 12 e 13, que correspondem a três critérios distintos, e ela atribui a Imax o menor dos três valores II, 12 e 13.
Essas três intensidades II, 12 e 13 correspondem a três condições distintas a respeitar.
A primeira intensidade, II, é um valor limite da corrente de excitação Ie, acima do qual a corrente Ifque circula nas bobinas indutoras 13 é muito elevada, e provoca o dano das bobinas indutoras 13 ou da ponte retificadora 15, ou então das bobinas secundárias 5A-5C. Essa primeira intensidade Il depende principalmente do regime Na de rotação da árvore rotativa 7, visto que para um mesmo valor de corrente de excitação Ie injetada nas bobinas primárias, a intensidade da corrente If que circula nas bobinas indutoras 13 aumenta com o regime de rotação Na da árvore 7.
A intensidade 12 é um valor limite acima do qual a potência calorífica gerada pelas correntes de Foucault é superior à potência calorífica que o circuito de resfriamento é capaz de evacuar. Se a intensidade da corrente de excitação Ie é superior a 12, o líquido de resfriamento entra em ebulição.
A intensidade 13 é um valor limite acima do qual a temperatura da camisa cilíndrica 9 é elevada demais e provoca também a entrada em ebulição do líquido de resfriamento, mesmo se esse último é capaz de evacuar a potência calorífica gerada pelas correntes de Foucault.
A intensidade II é determinada por leitura em uma tabela de dados memorizada na caixa de comando 19, que compreende, para diferentes valores do regime de rotação Na a intensidade admissível para a corrente de excitação Ie. Essa tabela corresponde ao gráfico da figura 3, representativo da corrente Ie admissível em função do regime Na, e que é uma curva decrescente de assíntota horizontal.
O regime de rotação Na da árvore rotativa 7 pode provir de um sensor de velocidade de rotação que equipa o desacelerador, ou então ser deduzido de dados disponíveis em um barramento de dados CAN do veículo ao qual a caixa 19 é ligada. Nesse caso, o fator multiplicador de velocidade 6 é memorizado na caixa de comando 19 para permitir a determinação do regime Na a partir dos dados do barramento CAN.
A segunda intensidade é determinada a partir de dados e medições representativas da potência calorífica que o circuito de resfriamento líquido é capaz de dissipar, de modo a gerar correntes de Foucault que geram uma potência calorífica que corresponde à potência calorífica que o circuito de resfriamento é capaz de dissipar.
Essa potência calorífica é condicionada principalmente por uma diferença, anotada DT, entre a temperatura do líquido de resfriamento na entrada 11 do desacelerador e na saída 12 do desacelerador, e pela vazão, anotada D, do líquido de resfriamento no desacelerador. Quanto maiores forem a diferença DT e a vazão D, maior é a potência calorífica que o circuito de resfriamento pode dissipar.
A diferença de temperatura DT é determinada a partir de duas sondas térmicas colocadas respectivamente na entrada 11 e na saída 12 do circuito de resfriamento, essas sondas sendo ligadas à caixa de comando 19.
A vazão D do líquido de resfriamento corresponde ao regime de rotação de uma bomba de água acionada pelo motor térmico do veículo, e que provoca a circulação do líquido no circuito de resfriamento. A vazão D resulta do regime de rotação do motor térmico, anotado Nt, e de um ábaco representativo da característica dessa bomba. A caixa de comando 19 recupera no barramento CAN o regime de rotação Nt para determinar a vazão D a partir do ábaco da bomba memorizado nessa caixa de comando 19.
A potência calorífica a dissipar pelo circuito de resfriamento líquido corresponde principalmente à potência calorífica proveniente das correntes de Foucault que circulam dentro da camisa cilíndrica 9. Essa última é diretamente ligada à intensidade da corrente, anotada If, que circula nas bobinas indutoras 13. Essa corrente Iftem ela própria uma intensidade que depende do regime de rotação Na da árvore rotativa 7, e da intensidade da corrente de excitação Ie.
A determinação da segunda intensidade 12 consiste em identificar primeiro um valor limite da corrente If que circula nas bobinas indutoras acima do qual a potência calorífica gerada pelas correntes de Foucault seria superior à potência calorífica que o circuito de resfriamento líquido é capaz de dissipar. Esse valor limite da intensidade da corrente If5 que depende portanto da diferença Dt e da vazão D, é por exemplo lido em uma tabela de dados numéricos memorizada na caixa de comando 19.
A partir desse valor limite da corrente If que circula nas bobinas indutoras, e do regime de rotação Na da árvore rotativa 7, o valor da segunda intensidade 12 da corrente de excitação é lido em uma outra tabela de dados. Essa outra tabela de dados indica o valor de Ie para diferentes valores de If e de Na.
A terceira intensidade 13 corresponde a uma condição a respeitar pela temperatura da camisa, que deve permanecer inferior a uma temperatura crítica, anotada Tc, para não provocar a entrada em ebulição do líquido de resfriamento.
Essa temperatura crítica Tc depende principalmente da vazão D de líquido de resfriamento, de acordo com uma lei de evolução representada no gráfico da figura 4: quanto maior é a vazão D, maior pode ser a temperatura crítica Tc.
Quando a temperatura do líquido de resfriamento evolui em torno de cento e cinco graus, o que corresponde ao gráfico da figura 4, a temperatura da camisa cilíndrica 9 depende principalmente da intensidade If da corrente que circula nas bobinas indutoras 13.
A determinação dessa terceira intensidade 13 consiste em ler primeiramente a temperatura crítica Tc admissível para a vazão D considerada em uma tabela de dados memorizada na caixa de comando 19, essa tabela de dados correspondendo ao gráfico da figura 4.
O valor da corrente If que circula nas bobinas indutoras 13 e que corresponde à temperatura crítica Tc é em seguida lido em uma outra tabela de dados que dá, para diferentes temperaturas críticas Tc, o valor de If correspondente, para condições de funcionamento normais, quer dizer para uma temperatura do líquido de resfriamento próxima de cento e cinco graus.
O valor de 13 é em seguida determinado a partir do regime Na da árvore rotativa 7 e da corrente If determinada acima, por leitura em uma outra tabela de dados que coloca em correspondência Ie e If para diferentes valores do regime Na.
No modo de realização apresentado acima, os dados são memorizados na caixa de comando 19 sob a forma de tabelas de dados distintas, mas esses dados podem ser memorizados sob a forma de uma ou várias tabelas dinâmicas cruzadas.
Isso permite facilitar a implementação do processo de comando de acordo com a invenção ao mesmo tempo em que oferece uma flexibilidade que permite uma adaptabilidade a diferentes contextos de utilização.
No exemplo acima, as intensidades 12 e 13 são determinadas fazendo-se referência, de modo intermediário, a valores limites da corrente If que circula nas bobinas indutoras 13, e determinando-se a intensidade de corrente de excitação, 12 ou 13 no valor de If desejado, para o regime Na considerado. Também é possível implementar o processo de acordo com a invenção determinado-se para isso diretamente os valores de 12 e 13 sem determinar o valor limite da corrente If.
O valor de 12 pode ser diretamente lido em uma tabela que dá valores de 12 a partir de diferentes valores de vazão D e de diferenças DT. De modo análogo, o valor de 13 pode ser determinado por leitura direta em uma tabela de dados que dá valores de 13 que correspondem a diferentes valores da vazão D.
A invenção oferece notadamente as seguintes vantagens:
Ela permite aumentar o valor da corrente de excitação injetada nas bobinas primárias para obter um torque de desaceleração maior. Sem uma tal regulação, a intensidade da corrente de excitação é limitada a um valor relativamente baixo que corresponde unicamente a condições de utilização do desacelerador predeterminadas.
A invenção permite também aumentar a confiabilidade e a longevidade do desacelerador evitando para isso fazer o mesmo funcionar em uma gama situada acima de suas possibilidades.
Claims (7)
1. Processo para determinar, em uma caixa de comando, uma intensidade máxima admissível (Imax) de uma corrente de excitação (Ie) a injetar em bobinas primárias (8) de estator de um desacelerador eletromagnético (1) que compreende uma árvore rotativa (7) que leva bobinas secundárias (5) e bobinas indutoras (13) alimentadas eletricamente por essas bobinas secundárias (5), as bobinas primárias (8) e as bobinas secundárias (5) formando uma geratriz, esse desacelerador (1) compreendendo uma camisa cilíndrica (9) fixa que circunda as bobinas indutoras (13) e na qual as bobinas indutoras (13) geram correntes de Foucault, e um circuito de resfriamento com circulação de líquido dessa camisa, caracterizado pelo fato de que esse processo consiste em determinar a intensidade máxima (Imax) em tempo real a partir de medições representativas do regime de rotação (Na) da árvore rotativa (7), da potência calorífica que o circuito de resfriamento é capaz de dissipar (DT, D), e da vazão (D) do líquido de resfriamento, esses dados sendo provenientes de sensores ligados à caixa de comando (19).
2. Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que as medições representativas da potência calorífica que o circuito de resfriamento é capaz de dissipar compreendem um valor de diferença (DT) entre a temperatura do líquido de resfriamento na entrada (11) e na saída (12) do circuito de resfriamento e um valor representativo da vazão (D) do líquido de resfriamento.
3. Processo de acordo com a reivindicação 1 ou 2, caracterizado pelo fato de que ele consiste em determinar uma primeira intensidade (Il) a partir do regime de rotação (Na) da árvore rotativa (7), uma segunda intensidade (12) a partir da potência calorífica que o circuito de resfriamento é capaz de dissipar, e uma terceira intensidade (13) a partir da vazão (D) do líquido de resfriamento e em atribuir à intensidade máxima (Imax) admissível o menor valor entre a primeira, a segunda e a terceira intensidade (II, 12,13).
4. Processo de acordo com uma das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de que a intensidade máxima (Imax) admissível é determinada na caixa de comando (19) a partir de tabelas de valores numéricos memorizados nessa caixa de comando (19), essas tabelas compreendendo valores representativos da corrente máxima (Imax) admissível para diferentes condições de funcionamento.
5. Processo de acordo com a reivindicação 4, caracterizado pelo fato de que os valores são memorizados sob a forma de uma tabela dinâmica cruzada.
6. Processo de acordo com uma das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de que ele consiste em determinar o valor representativo da vazão (D) de líquido de resfriamento a partir do regime (Nt) de um motor térmico do veículo e de um ábaco característico de uma bomba de água acionada por esse motor térmico, essa bomba de água provocando a circulação do líquido de resfriamento.
7. Processo de acordo com a reivindicação 6, caracterizado pelo fato de que o valor significativo do regime do motor térmico é proveniente de dados transmitidos por um barramento CAN.
Applications Claiming Priority (3)
| Application Number | Priority Date | Filing Date | Title |
|---|---|---|---|
| FR0554045A FR2895595B1 (fr) | 2005-12-22 | 2005-12-22 | Procede de pilotage d'un ralentisseur electromagnetique. |
| FR0554045 | 2005-12-22 | ||
| PCT/FR2006/002749 WO2007080278A2 (fr) | 2005-12-22 | 2006-12-15 | Procede de pilotage d'un ralentisseur electromagnetique |
Publications (1)
| Publication Number | Publication Date |
|---|---|
| BRPI0618817A2 true BRPI0618817A2 (pt) | 2011-09-13 |
Family
ID=37016187
Family Applications (1)
| Application Number | Title | Priority Date | Filing Date |
|---|---|---|---|
| BRPI0618817-6A BRPI0618817A2 (pt) | 2005-12-22 | 2006-12-15 | processo para determinar, em uma caixa de comando, uma intensidade máxima admissìvel de uma corrente de excitação a injetar em bobinas primárias de estator de um desacelerador eletromagnético |
Country Status (7)
| Country | Link |
|---|---|
| US (1) | US20080290727A1 (pt) |
| EP (1) | EP1964254A2 (pt) |
| CN (1) | CN101346876A (pt) |
| BR (1) | BRPI0618817A2 (pt) |
| FR (1) | FR2895595B1 (pt) |
| MX (1) | MX2008008347A (pt) |
| WO (1) | WO2007080278A2 (pt) |
Families Citing this family (3)
| Publication number | Priority date | Publication date | Assignee | Title |
|---|---|---|---|---|
| FR2895166B1 (fr) * | 2005-12-19 | 2008-06-13 | Telma Sa | Procede de detection de defaut de fobnctionnement d'un ralentisseur electromagnetique |
| DE102011107375B4 (de) * | 2011-07-14 | 2013-02-21 | Maschinenfabrik Reinhausen Gmbh | Einrichtung zur Nachbildung und Anzeige der Wicklungstemperatur eines elektrischen Leistungstransformators und dazu geeignete Begrenzungsschaltung |
| CN104002687B (zh) * | 2014-06-05 | 2016-06-22 | 温州瑞立科密汽车电子有限公司 | 一种汽车电缓速器控制方法和系统 |
Family Cites Families (12)
| Publication number | Priority date | Publication date | Assignee | Title |
|---|---|---|---|---|
| US3416016A (en) * | 1965-01-11 | 1968-12-10 | Hitachi Ltd | Speed reduction apparatus for automotive vehicles |
| DE2005139A1 (de) * | 1970-02-05 | 1971-10-07 | Bosch Gmbh Robert | Wirbelstrombremse mit Kuhleinrichtung |
| DE2819175A1 (de) * | 1978-05-02 | 1979-11-15 | Wabco Fahrzeugbremsen Gmbh | Einrichtung zur regelung der geschwindigkeit eines fahrzeugs |
| FR2627913B1 (fr) * | 1988-02-25 | 1992-02-07 | Labavia | Ralentisseur electromagnetique, moyens d'alimentation associes et application a un vehicule |
| CA1315328C (en) * | 1988-10-31 | 1993-03-30 | Kenji Araki | Eddy current retarder |
| JPH10295100A (ja) * | 1997-04-18 | 1998-11-04 | Sawafuji Electric Co Ltd | エキサイタ方式リターダの制御装置 |
| JP4051722B2 (ja) * | 1997-04-24 | 2008-02-27 | 住友金属工業株式会社 | 渦電流式減速装置の回転子 |
| FR2805937B1 (fr) * | 2000-03-03 | 2002-12-06 | Daniel Drecq | Dispositif de freinage a courants de foucault et echangeur de chaleur pour dispositif de freinage a courants de foucault |
| JP2002223555A (ja) * | 2001-01-25 | 2002-08-09 | Nippon Sharyo Seizo Kaisha Ltd | 電磁式リターダ |
| US6530460B2 (en) * | 2001-02-22 | 2003-03-11 | The Timken Company | Front-rear and side to side torque transfer module for all-wheel drive vehicles |
| US6698554B2 (en) * | 2001-12-21 | 2004-03-02 | Visteon Global Technologies, Inc. | Eddy current brake system |
| FR2842961B1 (fr) * | 2002-07-29 | 2006-03-03 | Telma | Ralentisseur electromagnetique d'un vehicule muni d'un dispositif multiplicateur de vitesse |
-
2005
- 2005-12-22 FR FR0554045A patent/FR2895595B1/fr not_active Expired - Fee Related
-
2006
- 2006-12-15 EP EP06841952A patent/EP1964254A2/fr not_active Withdrawn
- 2006-12-15 BR BRPI0618817-6A patent/BRPI0618817A2/pt not_active IP Right Cessation
- 2006-12-15 CN CNA2006800487162A patent/CN101346876A/zh active Pending
- 2006-12-15 WO PCT/FR2006/002749 patent/WO2007080278A2/fr not_active Ceased
- 2006-12-15 US US12/092,144 patent/US20080290727A1/en not_active Abandoned
- 2006-12-15 MX MX2008008347A patent/MX2008008347A/es unknown
Also Published As
| Publication number | Publication date |
|---|---|
| FR2895595A1 (fr) | 2007-06-29 |
| US20080290727A1 (en) | 2008-11-27 |
| MX2008008347A (es) | 2008-09-23 |
| CN101346876A (zh) | 2009-01-14 |
| WO2007080278A3 (fr) | 2007-09-07 |
| FR2895595B1 (fr) | 2008-03-14 |
| EP1964254A2 (fr) | 2008-09-03 |
| WO2007080278A2 (fr) | 2007-07-19 |
Similar Documents
| Publication | Publication Date | Title |
|---|---|---|
| US4980588A (en) | Water-cooled vehicle generator | |
| US6141217A (en) | Enclosed control device | |
| AU2009201258B2 (en) | Winch | |
| CN100405706C (zh) | 旋转电机 | |
| US20170012500A1 (en) | Electric machine having rotor and stator cooling assembly | |
| JP2016077118A (ja) | 車両用モータ装置 | |
| JP2016077116A (ja) | 車両用モータ装置 | |
| US9912210B2 (en) | Alternator with external cooling system | |
| US12006861B2 (en) | Electric turbomachine having compressor and power electronics and control assemblies | |
| PT89816B (pt) | Conjunto constituido por um freio amortecedor electromagnetico e pelos seus meios de alimentacao electrica | |
| JPWO2017208675A1 (ja) | モータ装置 | |
| RU2542744C2 (ru) | Электрическая машина для гибридных или электрических транспортных средств | |
| JP2002527022A (ja) | 一体型のゴデットユニット | |
| CN113014055A (zh) | 顶驱交流永磁同步电机 | |
| CN103155365A (zh) | 具有封闭式冷却系统的永磁马达 | |
| JP7228271B2 (ja) | モータ | |
| US12188487B2 (en) | Drive unit having a cooling unit | |
| CN106787466A (zh) | 一种温控式驱动电机以及电动汽车 | |
| BRPI0618817A2 (pt) | processo para determinar, em uma caixa de comando, uma intensidade máxima admissìvel de uma corrente de excitação a injetar em bobinas primárias de estator de um desacelerador eletromagnético | |
| BRPI0618872A2 (pt) | processo de detecção de defeito de um órgão elétrico levado por uma árvore rotativa de um desacelerador eletromagnético, e, desacelerador eletromagnético | |
| CN114731096A (zh) | 具有分区段的变流器壳体的驱动器 | |
| US20090247354A1 (en) | Method for controlling an electromagnetic retarder | |
| US20080258693A1 (en) | Method for Controlling an Electromagnetic Retarder and System Including Retarder and a Control Unit | |
| US20250038613A1 (en) | Electrically excited synchronous machine | |
| CN208424048U (zh) | 高功率密度的电机 |
Legal Events
| Date | Code | Title | Description |
|---|---|---|---|
| B08F | Application dismissed because of non-payment of annual fees [chapter 8.6 patent gazette] |
Free format text: REFERENTE AS 4A E 5A ANUIDADES. |
|
| B08K | Patent lapsed as no evidence of payment of the annual fee has been furnished to inpi [chapter 8.11 patent gazette] |
Free format text: REFERENTE AO DESPACHO 8.6 PUBLICADO NA RPI 2161 DE 05/06/2012. |