[001] O presente relatório descritivo de pedido de patente de invenção refere-se a um sistema de cibramento de estrutura para construção de lajes, caracterizado, principalmente, pelo desenvolvimento de um conjunto de peças para suportar as longarinas secundárias, denominado cabeça (1) de suporte com pivô (2), e ainda, pelo fato das longarinas possuírem dispositivos que possibilitam praticidade na montagem de uma estrutura para construção de lajes. O campo de aplicação do presente pedido é o da construção civil, mais especificamente, o campo das estruturas provisórias montadas para suportar o peso de uma laje durante o processo de concretagem.
[002] Analisando o Estado da Técnica, verificamos a existência de sistemas de cibramento de estruturas para construção de lajes, porém, nenhum deles, sem exceção, apresentam as características que se pleiteia no referido pedido. Os sistemas mais comuns da atualidade são aqueles de domínio público, com escoramento realizado através de estacas de madeira, ou ainda com outro tipo de escoramento, hastes metálicas por exemplo, porém, as estacas somente podem ser retiradas quando passar o tempo necessário para ocorrer a concretagem, momento em que a resistência da laje permite a remoção do escoramento. Normalmente utiliza-se longarinas de madeira ou de material metálico, onde, aquelas principais são escoradas por várias estacas ao longo de sua extensão, com o maderite fixado nas logarinas secundárias. Esse sistema utiliza uma grande quantidade de escoras, que ficam ocupadas por no mínimo 15 dias, e também dificulta o processo construtivo da laje, aumentando o trabalho de montagem e desmontagem da estrutura, além de proporcionar perdas na produtividade.
[003] Como é do conhecimento dos habilitados nesta técnica, existe um sistema de montagem de estruturas para construção de lajes que permite a retirada das longarinas secundárias, porém, é completamente diferente deste aqui reivindicado. Estamos nos referindo ao sistema que utiliza uma cabeça acoplável à ponta das escoras, dotada de base metálica circular, com duas garras de suporte, um pedaço de cano na parte inferior, fixado verticalmente ao centro da base, com uma haste metálica fixada na parte superior, caracterizada por ser um alongamento da estaca de escoramento que apoia a longarina principal. No entanto, este sistema necessita de várias escoras de apoio para a estrutura, pois, em cada ponto de encontro das longarinas, é preciso colocar uma escora, além daquelas colocadas diretamente nas longarinas principais.
[004] Em particular comparação com o documento ES8607459, observa-se que o referido pedido apresenta um tipo de suporte para longarinas de sustentação de estrutura para construção de lajes, no entanto, é outro tipo de suporte com duas versões, um com tubo inferior para acoplamento de escoras, e outro com uma espécie de cunha que se acopla em alças na parte inferior das longarinas para travamento do suporte, que serve para um tipo de longarina e não serve para outros tipos de longarinas, com é o caso do pedido ora pleiteado, que serve para um sistema específico de cimbramento. Pode-se afirmar que o método de travamento evita a necessidade de se ter uma alça para travamento de um suporte, no caso basta um rasgo retangular na parte inferior da longarina principal, onde se acopla o pivô (2) e com um simples giro se faz o travamento do suporte para receber as longarinas principais, além deste novo suporte possuir linguetas para encaixe de rasgos na parte inferior das longarinas secundárias, e ainda, pelo fato de possuir furos laterais onde se coloca pinos para travamento das longarinas, aumentando significativamente a segurança na fixação das partes que compõem.
[005] Portanto, o objetivo deste pedido é apresentar e reivindicar o pedido de patente de invenção para a “CONSTRUTIVIDADE EM SISTEMA DE CIMBRAMENTO DESTINADA À CONSTRUÇÃO DE LAJES EM CONCRETO ARMADO”, compreendendo peças que possibilitam a remoção das longarinas secundárias antes mesmo da laje adquirir sua resistência completa, ou seja, antes que ocorra o processo de cura do concreto. Com este sistema as longarinas secundária de um pavimento poderão ser utilizadas para construção de outra laje, enquanto a anterior continua sustentada pelas longarinas principais e suas escoras. O processo de montagem da estrutura realizado através do presente sistema é muito prático, todas as peças são encaixadas de maneira bastante rápida, com dispositivos de segurança que travam e suportam as partes componentes. Outra grande vantagem do sistema está na cabeça (1) de suporte com pivô (2), pois é um conjunto composto por duas peças simples, que facilitam bastante o encaixe das longarinas, proporcionando um rendimento de 7,7m2 de estrutura montada por hora/homem, e uma redução de 0,8 escoras por m2, o que reduz o custo da obra.
[006] Para melhor compreensão do presente sistema, é feita em seguida uma descrição detalhada do mesmo, fazendo-se referências aos desenhos anexos, onde a: Figura 1, representa uma perspectiva da cabeça ( 1 ) de suporte das longarinas secundárias, mostrando-a isoladamente. Figura 2, representa uma perspectiva do pivô ( 2 ) que compõe o conjunto de suporte para as longarinas secundárias. Figura 3, representa uma longarina principal ( 3 ) desenvolvida para o aplicação do referido sistema. Figura 4, representa uma longarina secundária ( 4 ) e intermediária desenvolvida para o aplicação do referido sistema. Figura 5, representa uma longarina secundária (5) de extremidade desenvolvida para fixação do maderite que retém o concreto. Figura 6, representa o encontro da longarina principal ( 3 ) com as longarinas secundárias (4). Figura 7 ,representa uma vista lateral do encontro da longarina principal ( 3 ) com as longarinas secundárias ( 5 ) de extremidade, montadas através do presente sistema de cibramento.
[007] Conforme as figuras anexas, mais precisamente a Figura 01, podemos observar que a cabeça ( 1 ) de suporte das longarinas secundárias é constituída por uma peça metálica dobrada como um perfil “U”, dotada de quatro orelhas ( 6 ) verticais com um furo ( 7 ) cada uma, um rasgo ( 8 ) retangular para introdução do pivô ( 2 ), quatro dentes ( 9 ) para acoplamento das longarinas secundárias, sede ( 10 ) para encaixe da longarina principal ( 3 ), e ainda, um dente guia (11) para acoplamento da referida longarina na sua sede ( 10 ). O pivô ( 2 ) Fig. 02, representado na Figura 02, é um pino cilíndrico dotado de uma trava ( 12 ) na extremidade superior e um pegador tipo borboleta (13) na inferior. As longarinas principais ( 3 ) são perfis metálicos de formato retangular ou quadrado, dotadas de pedaços de cano ( 14 ) fixados na parte inferior a 90°, que servem para colocação das escoras, com dois canos (14A) a 45°, que servem para colocação de escoras utilizadas para estabilizar a estrutura provisoriamente, além de possuir também, vários pares de rasgos retangulares ao longo de sua extensão, sendo que o rasgo maior (15) é para introdução da trava (12) do pivô (2 ) e o rasgo menor (16), serve para guiar o encaixe da cabeça (1) de suporte na longarina (1 ).
[008] Já as longarinas secundárias, constituídas também por perfis metálicos quadrados ou retangulares, estas são desenvolvidas em dois tipos, as intermediárias ( 4 ) e as longarinas de extremidade ( 5 ). Elas são bastante semelhantes, possuem dois furos (17) nas laterais, um em cada ponta, e rasgos (18) inferiores, também nas extremidades, num total de quatro para cada longarina, sendo que as longarinas secundárias de extremidade ( 5 ) são dotadas de garras ( 19 ) laterais para fixação de sarrafos (20) de madeira, utilizados para prender o maderite (21) na estrutura. Vale salientar que os rasgos ( 18 ) efetuados nas longarinas encaixam nos dentes ( 9 ) da cabeça ( 1 ) e os furos ( 17 ) realizados nas suas extremidades, são utilizados para introdução de pinos (22) que servem para trava-las, através dos furos (7) efetuados nas orelhas ( 6 ) da referida cabeça ( 1 ).
[009] Por fim, as estruturas para construção de lajes montadas com o presente sistema são escoradas por hastes metálicas (23) com reguladores de altura, sendo este escoramento realizado apenas nas longarinas principais ( 3 ), de modo que os conjuntos cabeça (1) de suporte com pivô (2) fiquem livres do escoramento. As longarinas secundárias ( 4 e 5 ) ficam montadas um pouco abaixo do nível das longarinas principais ( 3 ), possibilitando que as folhas de maderite (21) fiquem apenas encostadas nas referidas longarinas principais, e possam ser removidas juntamente com as longarinas secundárias (4 e 5 ), sem que seja necessário retirar as principais (3).