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BRPI0406829B1 - cabo, composição polimérica, uso da mesma. - Google Patents

cabo, composição polimérica, uso da mesma. Download PDF

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BRPI0406829B1
BRPI0406829B1 BRPI0406829-7A BRPI0406829A BRPI0406829B1 BR PI0406829 B1 BRPI0406829 B1 BR PI0406829B1 BR PI0406829 A BRPI0406829 A BR PI0406829A BR PI0406829 B1 BRPI0406829 B1 BR PI0406829B1
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BR
Brazil
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copolymer
cable according
dielectric liquid
propylene
olefin
Prior art date
Application number
BRPI0406829-7A
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Inventor
Gabriele Perego
Cristiana Scelza
Gaia Dell Anna
Sergio Belli
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Publication date
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Application filed filed Critical
Publication of BRPI0406829A publication Critical patent/BRPI0406829A/pt
Publication of BRPI0406829B1 publication Critical patent/BRPI0406829B1/pt

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Description

"CABO, COMPOSIÇÃO POLIMÉRICA, USO DA MESMA"
A presente invenção refere-se a um cabo com uma camada de revestimento reciclável. Especialmente, a invenção refere-se a um cabo para o transporte ou distribuição de energia elétrica em média ou alta voltagem, onde está presente uma camada de revestimento extrusada baseada em um material polimérico termoplástico em mistura com um líquido dielétrico com boas propriedades mecânicas e elétricas, permitindo, especialmente, o uso de altas temperaturas de operação e o transporte de energia de alta potência.
O referido cabo poderá ser utilizado tanto para a transmissão ou distribuição de corrente direta (DC) como para corrente alternada (AC).
Os requisitos para produtos de alta compatibilidade com o meio ambiente, compostos de materiais que, além de não serem perigosos para o meio ambiente durante a produção ou utilização, poderão ser facilmente reciclados no final da sua vida, são agora totalmente aceitos no campo de cabos elétricos e de telecomunicações.
No entanto, o uso de materiais compatíveis com o meio ambiente está condicionado à necessidade de se limitar os custos, enquanto que para os usos mais comuns, devem fornecer um desempenho igual ou melhor do que aquele dos materiais convencionais.
No caso de cabos para o transporte de energia em média e alta voltagem, os vários revestimentos ao redor do condutor consistem comumente de polímeros reticulados com base em poliolefma, especialmente polietileno reticulado (XLPE), ou copolímeros elastoméricos de etileno/propileno (EPR) ou de etileno/propileno/dieno (EPDM), também reticulados. A reticulação, efetuada após a etapa de extrusão do material polimérico no condutor, fornece ao material propriedades mecânicas e elétricas satisfatórias, mesmo sob temperaturas elevadas, tanto durante o uso contínuo como com sobrecarga de corrente.
No entanto, é bem conhecido que os materiais reticulados não podem ser reciclados, e assim sendo, os rejeitos de fabricação e o material de revestimento dos cabos que chegam ao final da sua vida, só poderão ser descartados por incineração.
Os cabos elétricos são também conhecidos como tendo o seu isolamento consistindo de um revestimento de camadas múltiplas com um laminado de papel ou de papel / polipropileno, impregnado com uma grande quantidade de um líquido dielétrico (comumente conhecidos como cabos impregnados por massa, ou também cabos cheios de óleo). Através do preenchimento completo dos espaços presentes no revestimento de camadas múltiplas, o líquido dielétrico evita a ocorrência de descargas parciais, com a conseqüente quebra do isolamento elétrico. Produtos utilizados comumente como líquido dielétrico são os óleos minerais, polibutadienos, alquil benzenos e semelhantes (ver, por exemplo, a US 4.543.207, a US 4.621.302, a EP 987.718, e a WO 98/32137).
No entanto, é bem conhecido que os cabos impregnados por massa apresentam numerosas desvantagens, em comparação com os cabos com isolamento extrusado, de forma que o seu uso atualmente é restrito a campos específicos de aplicação, especialmente à construção de linhas de transmissão de corrente direta, de voltagem elevada e muito elevada, tanto para o uso terrestre como especialmente para instalações submarinas. A este respeito, a produção de cabos impregnados por massa é especialmente complexa e dispendiosa, tanto pelo custo elevado dos laminados, como pelas dificuldades encontradas durante as etapas de revestimento com o laminado e então de impregnação do mesmo com o líquido dielétrico. Especialmente, o líquido dielétrico utilizado deve ter uma viscosidade baixa em baixas temperaturas para permitir a impregnação rápida e uniforme, enquanto que ao mesmo tempo ele deve ter uma baixa tendência a migrar durante a instalação e operação do cabo, para evitar perdas de líquido das extremidades do cabo ou de rompimentos acidentais do cabo. Além disso, os cabos impregnados por massa não podem ser reciclados e o seu uso é limitado a uma temperatura de operação menor do que 90°C.
Dentre os materiais poliméricos não reticulados, conhece-se o uso de polietileno de alta densidade (HDPE) para o revestimento de cabos de alta voltagem. O HPDE no entanto tem a desvantagem de ter uma resistência menor à temperatura do que o XLPE5 tanto em sobrecarga de corrente como durante a operação.
Revestimentos isolantes termoplásticos de polietileno de baixa densidade (LDPE) são também utilizados em cabos de média e alta voltagem: outra vez neste caso, estes revestimentos são limitados por uma temperatura de operação demasiadamente baixa (em torno de 70°C).
O pedido internacional de patente WO 99/13477 apresenta um material isolante, consistindo de um polímero termoplástico que forma uma fase contínua, que incorpora um líquido ou um dielétrico facilmente fundível, formando uma fase móvel interpenetrante dentro da estrutura do polímero sólido. A relação em peso do polímero termoplástico para o dielétrico é entre 95:5 e 25:75. O material isolante poderá ser produzido misturando-se os dois componentes, enquanto estão quentes, tanto em batelada como continuamente (por exemplo, por intermédio de uma extrusora). A mistura resultante é então granulada e utilizada como um material isolante para a produção de um cabo elétrico de alta voltagem, através de extrusão em um condutor. O material poderá ser utilizado na forma termoplástica ou reticulado. São indicados como polímeros termoplásticos: poliolefmas, poliacetatos, polímeros de celulose, poliésteres, policetonas, poliacrilatos, poliamidas e poliaminas. E especialmente sugerido o uso de polímeros de baixa cristalinidade. O dielétrico de preferência é um óleo sintético ou mineral de baixa ou alta viscosidade, especialmente um poliisobuteno, nafteno, poliaromáticos, a- olefina ou óleo de silicone.
O pedido internacional de patente WO 02 /03398 no nome da Requerente, apresenta um cabo compreendendo pelo menos um condutor elétrico e pelo menos uma camada de revestimento extrusada, com base em um material polimérico termoplástico em mistura com um líquido dielétrico, onde o referido material termoplástico compreende um homopolímero de propileno ou um copolímero de propileno com pelo menos um comonômero de olefina escolhido de etileno e uma oc-olefma diferente de propileno, o referido homopolímero ou copolímero tendo um ponto de fusão maior do que ou igual a 140°C e uma entalpia de fusão de 30 J/g a 100 J/g. O referido líquido dielétrico é composto de pelo menos um hidrocarboneto alquilarila tendo pelo menos dois anéis aromáticos não condensados e uma relação entre o número de átomos de carbono arila e o total de número de átomos de carbono maior do que ou igual a 0.6, de preferência maior do que ou igual a 0.7.
O pedido internacional de patente WO 02/ 27731 no nome da Requerente, apresenta um cabo composto de pelo menos um condutor elétrico e pelo menos uma camada de revestimento extrusada com base no material polimérico termoplástico em mistura com um líquido dielétrico, onde o referido material termoplástico é composto de um homopolímero de propileno ou um copolímero de propileno com pelo menos um comonômero de olefina escolhido de etileno e uma α-olefma diferente de propileno, o referido homopolímero ou copolímero tendo um ponto de fusão maior do que ou igual a 140°C e uma entalpia de fusão de 30 J/g a 100 J/g. O referido líquido dielétrico é composto de pelo menos um difenil éter, não substituído ou substituído com pelo menos um radical de hidrocarbonetos Ci-C30 linear ou ramificado, alifático, aromático ou alifático misturado e aromático.
No entanto, a técnica anterior, citada acima, apresenta algumas desvantagens.
De fato, a Requerente notou que a adição de um líquido dielétrico em um material polimérico deve determinar tanto um aumento significativo nas suas propriedades elétricas (especialmente, a sua resistência dielétrica), como também não prejudicar as suas características termomecânicas e sem resultar em exsudação do líquido dielétrico do material polimérico. Especialmente, o cabo resultante deve apresentar desempenhos mecânicos e elétricos substancialmente constantes com o tempo, e portanto alta confiabilidade, mesmo em temperaturas de operação elevadas (pelo menos 90°C e maior, especialmente em uma temperatura de operação de até 1l0 0C para uso contínuo, e até 140°C no caso de sobrecarga de corrente). Especialmente, a Requerente notou que a presença de duas fases, por exemplo, uma fase contínua de um material termoplástico e uma fase adicional incorporada ao mesmo de um líquido dielétrico, com a dispersão conseqüente microscopicamente não homogênea do referido líquido dielétrico no referido material termoplástico, não permite a obtenção de todas as características relatadas acima.
A Requerente verificou agora que é possível superar as referidas desvantagens, utilizando-se como material base polimérico reciclável, pelo menos um homopolímero ou copolímero de propileno termoplástico ou uma mistura mecânica do referido pelo menos único homopolímero ou copolímero de propileno termoplástico com pelo menos um copolímero elastomérico de etileno e com pelo menos uma α-olefina alifática, e opcionalmente um polieno, misturado com pelo menos um líquido dielétrico, conforme definido aqui adiante. A composição resultante possui flexibilidade adequada, características termomecânicas excelentes e um desempenho elétrico elevado, de forma a torná-la especialmente adequada para formar pelo menos uma camada de revestimento, e especialmente uma camada elétrica isolante de um cabo de média ou alta voltagem, de temperatura de operação elevada, de pelo menos 90°C e maior, especialmente em temperatura de operação de até IlO0C para uso contínuo e de até 140°C no caso de sobrecarga de corrente. O líquido dielétrico adequado para a implementação da invenção tem alta compatibilidade com o material base polimérico e alta eficiência, no sentido de melhorar o desempenho elétrico, permitindo em conseqüência o uso de pequenas quantidades (por exemplo, quantidades menores do que a concentração de saturação do líquido dielétrico no material polimérico básico) do referido líquido dielétrico, de forma a não prejudicar as características termomecânicas da camada isolante e evitar a exsudação do referido líquido dielétrico do material polimérico básico.
A alta compatibilidade entre o líquido dielétrico e o material polimérico básico, permite a obtenção de uma dispersão microscopicamente homogênea do líquido dielétrico no material polimérico básico. Além disso, o líquido dielétrico adequado para formar a camada de revestimento do cabo da presente invenção é composto de uma pequena quantidade de compostos polares, para evitar um aumento significativo das perdas dielétricas. Deve-se notar também que o uso de um líquido dielétrico com um ponto de fusão relativamente baixo ou baixo ponto de escoamento (por exemplo, um ponto de fusão ou um ponto de escoamento não superior a 80°C) não gera problemas de fabricação, tanto durante a mistura com o material polimérico como durante a produção do cabo. De fato, o ponto de fusão baixo permite um manuseio mais fácil do líquido dielétrico, o qual poderá ser fundido facilmente sem a necessidade de etapas de fabricação adicionais e complexas (por exemplo, uma etapa de fusão do líquido dielétrico) e/ou de aparelhos. Além disso, a Requerente notou também que, quando o líquido dielétrico é aromático, poderá ser obtida no mesmo uma compatibilidade elevada com o material polimérico básico, na presença do líquido dielétrico, com uma baixa relação entre o número de átomos de carbono aromático e o número total de átomos de carbono (por exemplo, uma relação menor do que 0,6).
A Requerente notou também que a adição do referido líquido dielétrico reduz ou mesmo elimina o fenômeno óptico comumente conhecido como "clareamento sob tensão" graças ao fato de que o referido líquido dielétrico é disperso microscopicamente homogeneamente no material polimérico.
De acordo com um primeiro aspecto, a presente invenção refere-se a um cabo compreendendo pelo menos um condutor elétrico e pelo menos uma camada de revestimento extrasada, com base em material polimérico termoplástico em mistura com um líquido dielétrico, onde:
o referido material polimérico termoplástico é escolhido de:
(a) pelo menos um homopolímero de propileno ou pelo menos um copolímero de propileno com pelo menos um comonômero de olefína escolhido de etileno e uma α-olefma diferente de propileno, o referido homopolímero ou copolímero tendo um ponto de fusão maior do que ou igual a 130°C e uma entalpia de fusão de 20 J/g a 100 J/g;
(b) uma mistura mecânica compreendendo pelo menos um homopolímero ou copolímero de propileno (a) e
(c) pelo menos um copolímero elastomérico de etileno com pelo menos uma α-olefma alifática, e opcionalmente um polieno;
a concentração em peso do referido líquido dielétrico no referido material polimérico termoplástico é menor do que a concentração de saturação do referido líquido dielétrico no referido material polimérico termoplástico;
o referido líquido dielétrico tem as seguintes características:
uma quantidade de compostos polares menor do que ou igual a 2,5% em peso, com relação ao peso total do líquido dielétrico;
um ponto de fusão ou ponto de escoamento menor do que 80°C;
uma relação entre o número de átomos de carbono aromático e o número total de átomos de carbono menor do que 0,6, quando o líquido dielétrico é aromático.
Na descrição atual e nas reivindicações que se seguem, o termo "condutor" significa um elemento condutor como tal, de forma alongada, e de preferência, de um material metálico, ou um elemento condutor revestido com uma camada semi-condutora.
A concentração de saturação do líquido dielétrico no material polimérico termoplástico poderá ser determinada por um método de absorção líquida em amostras Dumbell: outros detalhes relativos ao referido método serão descritos nos exemplos apresentados aqui abaixo.
A quantidade de compostos polares do líquido dielétrico poderá ser determinada de acordo com a norma ASTM D2007-02.
O ponto de fusão poderá ser determinado por técnicas conhecidas, tais como, por exemplo, análise de calorimetria de exploração diferencial (DSC).
O ponto de escoamento poderá ser determinado de acordo com a norma ASTM D97-02.
A relação entre o número de átomos de carbonos aromáticos e o número total de átomos de carbono poderá ser determinada de acordo com a norma ASTM D 3238 - 95 (2000) el.
De acordo com uma primeira forma de realização, a camada de revestimento extrusada baseada no referido material polimérico termoplástico em mistura com o referido líquido dielétrico, é uma camada eletricamente isolante.
De acordo com uma outra forma de realização, a camada de revestimento extrusada com base no referido material polimérico termoplástico em mistura com o referido líquido dielétrico, é uma camada semi-condutora.
De acordo com uma forma de realização preferida, o homopolímero ou copolímero de propileno (a) o qual poderá ser utilizado na presente invenção, tem um ponto de fusão de 140°C a 170°C.
De preferência, o homopolímero ou copolímero de propileno (a) tem uma entalpia de fusão de 30 J/g até 85 J/g.
A referida entalpia de fusão (Δ Hm) poderá ser determinada através de análise de calorimetria de exploração diferencial (DSC).
De preferência, o homopolímero ou copolímero de propileno (a) tem um módulo flexural, medido de acordo com a norma ASTM D 790-00, na temperatura ambiente, de 30 MPa a 1400 MPa, e mais de preferência, de 60 MPaa 1000 MPa. De preferência, o homopolímero ou copolímero de propileno
(a) tem um índice de fluxo em fusão (MFI), medido a 230°C, com uma carga de 21,6 N de acordo com a norma ASTM D 1238-00, de 0,05 dg/min a 10,0 dg/min, mais de preferência de 0,4 dg/min a 5,0 dg/min.
Se é utilizado um copolímero de propileno com pelo menos um comonômero de olefína (a), este último de preferência está presente em uma quantidade menor do que ou igual a 15% em mol, e mais de preferência, de menos do que ou igual a 10% em mol. O comonômero de olefinas é, especialmente, etileno ou uma oc-olefma da fórmula CH2=CH-R onde R é uma alquila C2-Ci0 linear ou ramificada, escolhida, por exemplo, de: 1- buteno, 1-penteno, 4-metil-l-penteno, 1-hexeno, 1-octeno, 1-deceno, 1- dodeceno, ou misturas dos mesmos. Os copolímeros de propileno/etileno são especialmente preferidos.
De preferência, o referido homopolímero ou copolímero de propileno (a) é escolhido de: (aj)um homopolímero de propileno ou um copolímero de
propileno com pelo menos um comonômero de olefína escolhido de etileno e uma α-olefma diferente de propileno, tendo um módulo flexural geralmente de 30 MPa até 900 MPa, e de preferência, de 50 MPa até 400 MPa;
(a2)um copolímero de heterofase composto de uma fase termoplástica baseada em propileno e uma fase elastomérica baseada em etileno copolimerizado com uma α-olefma, de preferência com propileno, no qual a fase elastomérica está presente de preferência em uma quantidade de pelo menos 45% em peso, com relação ao peso total do copolímero de heterofase.
É especialmente preferido da referida classe (aj) um homopolímero de propileno ou um copolímero de propileno com pelo menos um comonômero de olefína escolhido de etileno e uma α-olefina diferente de propileno, o referido homopolímero ou copolímero tendo:
- um ponto de fusão de 140°C a 170°C;
-uma entalpia de fusão de 30 J/g a 80 J/g;
-uma fração solúvel no dietil éter em ebulição, em uma quantidade menor do que ou igual a 12% em peso, de preferência de 1% em peso a 10% em peso, tendo uma entalpia de fusão menor do que ou igual a 4 J/g, de preferência menor do que ou igual a 2 J/g;
-uma fração solúvel em n-heptano no ponto de ebulição, em uma quantidade de 15% em peso a 60% em peso, de preferência de 20% em peso a 50% em peso, tendo uma entalpia de fusão de 10 J/g até 40 J/g, de preferência de 15 J/g até 30 J/g; e
-uma fração insolúvel no n-heptano no ponto de ebulição, em uma quantidade de 40% em peso a 85% em peso, de preferência de 50% em peso a 80% em peso, tendo uma entalpia de fusão maior do que ou igual a45 J/g, de preferência de 50 J/g até 95 J/g.
Outros detalhes relativos a estes materiais e seu uso no revestimento de cabos, são apresentados no pedido internacional de patente WO 01/37289 no nome da Requerente.
Os copolímeros de heterofase da classe são obtidos pela copolimerização seqüencial de: i) propileno, possivelmente contendo pequenas quantidades de pelo menos um comonômero de olefína, escolhido de etileno e uma α-olefma diferente de propileno; e então de: ii) uma mistura de etileno com uma a-oleflna, especialmente propileno, e possivelmente com porções pequenas de um dieno.
É especialmente preferido da referida classe (a2) um copolímero de heterofase no qual a fase elastomérica consiste de um copolímero elastomérico de etileno e propileno, composto de 15% em peso a50% em peso de etileno e de 50% em peso a 85% em peso de propileno, com relação ao peso da fase elastomérica. Outros detalhes relativos a estes materiais e seu uso no revestimento de cabos, são apresentados no pedido internacional de patente WO 00/41187 no nome da Requerente.
Os produtos da classe (ai) são disponíveis comercialmente, por exemplo, com a marca comercial Rexflex® WL 105 da Huntsman Polymer Corporation ou Borsoft® SA 233 CF da Borealis.
Os produtos da classe (a2) são disponíveis comercialmente, por exemplo, com a marca comercial Hifax® CA 10 A, Moplen® EP 310 G, ou Adflex® Q 200 F da Basell.
De acordo com uma forma de realização preferida, o copolímero elastomérico de etileno (c) tem uma entalpia de fusão menor do que 30 J/g. A quantidade do referido copolímero elastomérico (c) geralmente é menor do que 70% em peso, de preferência de 20% em peso a 60% em peso, com relação ao peso total do material base termoplástico.
Com referência ao copolímero elastomérico de etileno (c), o termo "α-olefma alifática" geralmente significa uma olefina da fórmula CH2=CH-R, na qual R representa um grupo alquila linear ou ramificado contendo 1 a 12 átomos de carbono. De preferência, a α-olefina alifática é escolhida de propileno, 1-buteno, isobutileno, 1-penteno, 4-metil-l-penteno,1-hexeno, 1- octeno, 1-dodeceno, ou misturas dos mesmos. O propileno, 1- hexeno e 1-octeno são especialmente preferidos.
Com referência ao copolímero elastomérico de etileno (c), o termo "polieno" geralmente significa um dieno conjugado ou não conjugado, um trieno ou tetraeno. Quando um comonômero de dieno está presente, este comonômero geralmente contém de quatro a vinte átomos de carbono, e de preferência é escolhido de: diolefmas lineares conjugadas ou não conjugadas tais como, por exemplo, 1,3-butadieno, 1,4-hexadeceno, 1,6-octadieno, e semelhantes; dienos monocíclicos ou policíclicos tais como, por exemplo,1,4-ciclo-hexadieno, 5-etilideno-2-norborneno, 5-metileno-2-norborneno, vinilnorborneno, ou misturas dos mesmos. Quando um comonômero de trieno ou tetraeno está presente, este comonômero geralmente contém de 9 a 30 átomos de carbono e de preferência é escolhido de trienos ou tetraenos contendo um grupo vinila na molécula ou um grupo 5-norbornen-2-ila na molécula. Exemplos específicos de comonômeros de trieno ou tetraeno que poderão ser utilizados na presente invenção são: 6,10-dimetil-l,5,9- undecatrieno, 5,9-dimetil-l,4,8-decatrieno, 6,9-dimetil-l,5,8-decatrieno,6,8,9-trimetil-1,6,8-decatrieno, 6,10,14-trimetil1,5,9,13-pentadecatetraeno, ou misturas dos mesmos. De preferência, o polieno é um dieno.
Copolímeros elastoméricos de etileno (c) especialmente preferidos são:
(C1) copolímeros tendo a seguinte composição de monômeros:35% em mol - 90% em mol de etileno; 10% em mol - 65% em mol de uma a- olefina alifática, de preferência propileno; 0% em mol - 10% em mol de um polieno, de preferência um dieno, mais de preferência, 1,4-hexadieno ou 5- etileno-2-norborneno (as borrachas EPR e EPDM pertencem a esta classe);
(c2) copolímeros tendo a seguinte composição de monômeros:75% em mol - 97% em mol, de preferência 90% em mol - 95% em mol, de etileno; 3% em mol - 25% em mol, de preferência 5% em mol - 10% em mol, de uma α-olefma alifática; 0% em mol - 5% em mol, de preferência 0% em mol - 2% em mol, de um polieno, de preferência um dieno (por exemplo, copolímeros de etileno/ 1-octeno, tais como os produtos Engage® da DuPont- Dow Elastomers).
De acordo com uma forma de realização preferida, o líquido dielétrico tem uma quantidade de compostos polares entre 0,1 e 2,3.
De acordo com uma outra forma de realização preferida, o líquido dielétrico tem um ponto de fusão ou ponto de escoamento entre -130°Ce+80°C.
De acordo com uma outra forma de realização preferida, o líquido dielétrico tem uma relação de número de átomos de carbono aromático com relação ao número total de átomos de carbono entre 0,01 e 0,4.
De acordo com uma outra forma de realização preferida, o líquido dielétrico de preferência tem uma constante dielétrica, a 25°C, de menos do que ou igual a 3,5 e de preferência menor do que 3 (medida de acordo com a IEC 247).
De acordo com uma outra forma de realização preferida, o líquido dielétrico tem uma viscosidade predeterminada para evitar a difusão rápida do líquido dentro da camada de isolamento, e portanto a sua migração para fora, assim como para permitir que o líquido dielétrico seja facilmente alimentado e misturado no material polimérico termoplástico. Geralmente, o líquido dielétrico da invenção tem uma viscosidade, a 40°C, entre 10 cst e 800 cst, de preferência entre 20 cst e 500 cst (medido de acordo com a norma ASTM D 445-03).
De acordo com uma forma de realização preferida, o líquido dielétrico poderá ser escolhido de: óleos minerais, tais como, por exemplo, óleos naftênicos, óleos aromáticos, óleos parafmicos, óleos poliaromáticos, os referidos óleos minerais contendo opcionalmente pelo menos um heteroátomo escolhido de oxigênio, nitrogênio ou enxofre; parafinas líquidas; óleos vegetais, tais como, por exemplo, óleo de soja, óleo de linhaça, óleo de rícino; poliolefmas oligoméricas aromáticas; ceras parafínicas, tais como, por exemplo, ceras de polietileno, ceras de polipropileno; óleos sintéticos, tais como, por exemplo, óleos de silicone, alquil benzenos (tais como, por exemplo, dodecilbenzeno, di (octil- benzil) tolueno), ésteres alifáticos (tais como, por exemplo, tetraésteres de pentaeritritol, ésteres de ácido sebácico, ésteres ftálicos), oligômeros de defina (tais como, por exemplo, opcionalmente, polibutadienos ou poli-isobutenos hidrogenados); ou misturas dos mesmos. Os óleos parafínicos e os óleos naftênicos são especialmente preferidos.
O líquido dielétrico adequado para a implementação da invenção tem boa resistência térmica, capacidade considerável de absorção de gás, especialmente de absorção de hidrogênio, e alta resistência à descargas parciais, de forma que as perdas dielétricas são limitadas, mesmo em temperaturas elevadas, e gradiente elétrico elevado. A relação de peso de líquido dielétrico para material polimérico termoplástico da presente invenção, geralmente é entre 1:99 e 25:75, de preferência entre 2:98 e 20:80, e mais de preferência entre 3:97 e 10:90.
De acordo com uma forma de realização preferida, o cabo da invenção tem pelo menos uma camada de revestimento extrusada com propriedades de isolamento elétrico formada do material polimérico termoplástico, em mistura com o líquido dielétrico descrito anteriormente.
De acordo com uma outra forma de realização preferida, o cabo da invenção tem pelo menos uma camada de revestimento extrusada com propriedades semicondutoras, formada do material polimérico termoplástico em mistura com o líquido dielétrico descrito anteriormente. Para formar uma camada semi- condutora, geralmente é adicionada uma carga condutora ao material polimérico. Para assegurar a boa dispersão da carga condutora dentro do material polimérico termoplástico, o último de preferência é escolhido de homopolímeros ou copolímeros de propileno, compostos de pelo menos 40% em peso de fase amorfa, com relação ao peso total do polímero. De acordo com um outro aspecto, a presente invenção refere- se a uma composição polimérica composta de um material polimérico termoplástico em mistura com um líquido dielétrico, onde:
o referido material polimérico termoplástico é escolhido de:
(a) pelo menos um homopolímero de propileno ou pelo menos um copolímero de propileno com pelo menos um comonômero de olefma escolhido de etileno e uma α-olefina diferente de propileno, o referido homopolímero ou copolímero, tendo um ponto de fusão maior do que ou igual a 130°C e uma entalpia de fusão de 20 J/g a 100 J/g;
(b) uma mistura mecânica composta de pelo menos um homopolímero ou copolímero de propileno (a) e (c), pelo menos um copolímero elastomérico de etileno com pelo menos uma α-olefina alifática, e opcionalmente um polieno;
- a concentração em peso do referido líquido dielétrico no referido material polimérico termoplástico é menor do que a concentração de saturação do referido líquido dielétrico no referido material polimérico termoplástico;
- o referido líquido dielétrico tem as seguintes características:
- uma quantidade de compostos polares menor do que ou igual a 2,5% em peso com relação ao peso total do líquido dielétrico;
- um ponto de fusão ou ponto de escoamento menor do que 80°C;
- uma relação de número de átomos de carbono aromático com relação ao número total de átomos de carbono menor do que 0,6, quando o líquido dielétrico é aromático.
De acordo com um outro aspecto, a presente invenção refere- se ao uso de uma composição polimérica, conforme descrito aqui acima, como o material base polimérico para a preparação de uma camada de revestimento de cabo com propriedades de isolamento elétrico, ou para a preparação de uma camada de revestimento de cabo com propriedades semi- condutoras.
Na formação de uma camada de revestimento para o cabo da invenção, outros componentes convencionais poderão ser adicionados à composição polimérica definida anteriormente, tais como antioxidantes, auxiliares de processamento, retardantes de árvore aquática, ou misturas dos mesmos.
Os antioxidantes convencionais adequados para a finalidade são por exemplo, diestearil - ou dilauril-tiopropionato e pentaeritritil-tetracis [3-(3,5-di-t-butil-4-hidroxifenil) propionato], ou misturas dos mesmos.
Os auxiliares de processamento que poderão ser adicionados à composição polimérica incluem, por exemplo, estearato de cálcio, estearato de zinco, ácido esteárico, ou misturas dos mesmos.
Com referência especial a cabos de média a alta voltagem, os materiais poliméricos conforme definido aqui acima, poderão ser utilizados vantajosamente para a obtenção de uma camada isolante. Conforme mencionado acima, estes materiais de base polimérica mostram realmente boas características mecânicas, tanto na temperatura ambiente como sob condições de calor, e também mostram propriedades elétricas melhoradas. Especialmente, eles permitem que seja alcançada uma temperatura elevada de operação, comparável ou mesmo excedendo aquela de cabos com revestimentos consistindo de materiais de base polimérica reticulada.
Se deve ser formada uma camada semi-condutora, uma carga condutora, especialmente negro de fumo, é geralmente dispersada dentro do material base polimérico, em uma quantidade tal que forneça o material com características semi-condutoras (isto é de forma a obter uma resistividade menor do que 5 Ohm*m na temperatura ambiente). Esta quantidade geralmente é entre 5% em peso e 80% em peso, e de preferência é entre 10% em peso e 50% em peso do peso total da mistura.
O uso da mesma composição polimérica, tanto para a camada de isolamento como para as camadas semicondutoras é especialmente vantajoso na produção de cabos para voltagem média ou elevada, pelo fato de que ele assegura uma excelente adesão entre as camadas adjacentes e portanto um bom comportamento elétrico, especialmente na interface entre a camada isolante e a camada interna semi-condutora, onde o campo elétrico e portanto o risco de descargas parciais é maior.
A composição polimérica da presente invenção poderá ser preparada misturando-se em conjunto o material polimérico termoplástico, o líquido dielétrico e quaisquer outros aditivos possivelmente presentes, utilizando-se métodos conhecidos na técnica. A mistura poderá ser executada, por exemplo, por intermédio de um misturador interno do tipo com rotores tangenciais (Banbury) ou com rotores interpenetrantes, ou de preferência, em um misturador contínuo do tipo Ko-Kneader (Buss), ou do tipo de rotação paralela, ou em contra corrente de parafusos duplos.
Alternativamente, o líquido dielétrico da presente invenção poderá ser adicionado ao material polimérico termoplástico durante a etapa de extrusão, através da injeção direta no cilindro da extrusora, conforme apresentado, por exemplo, no pedido internacional de patente WO 02 /47092 no nome da Requerente.
De acordo com a presente invenção, o uso da composição polimérica definida anteriormente em camadas de revestimento de cabos para média ou alta voltagem, permite que sejam obtidos revestimentos recicláveis e flexíveis com excelentes propriedades mecânicas e elétricas.
Foi também encontrada uma compatibilidade maior entre o líquido dielétrico e o material polimérico termoplástico da presente invenção do que no caso de misturas semelhantes do mesmo material polimérico, com outros líquidos dielétricos conhecidos na técnica. Esta compatibilidade maior leva, entre outros, a uma exsudação menor do líquido dielétrico. Devido a sua temperatura de operação elevada e às suas baixas perdas dielétricas, os cabos da invenção podem transportar, para a mesma voltagem, uma potência pelo menos igual ou mesmo maior do que aquela transportável por um carga tradicional com revestimento XLPE.
Para a finalidade da invenção, o termo "média voltagem" geralmente significa uma voltagem entre 1 kV e 35 kV, enquanto que "alta voltagem" significa voltagens maiores do que 35 kV.
Apesar desta descrição ser principalmente enfocada na produção de cabos para o transporte ou distribuição de energia em média ou alta voltagem, a composição polimérica da invenção poderá ser utilizada para o revestimento de dispositivos elétricos em geral, e especialmente de cabos de tipos diferentes, por exemplo, cabos de baixa voltagem, cabos de telecomunicações ou cabos combinados de energia/telecomunicações, ou acessórios utilizados em linhas elétricas, tais como terminais, juntas ou conectores.
Outras características ficarão aparentes através da descrição detalhada apresentada aqui adiante com referência ao desenho anexo, no qual:
- A figura 1 é uma vista em perspectiva de um cabo elétrico, especialmente adequado para média ou alta voltagem, de acordo com a invenção.
Na figura 1, o cabo (1) é composto de um condutor (2), uma camada interna com propriedades semicondutoras (3), uma camada intermediária com propriedades isolantes (4), uma camada externa com propriedades semicondutoras (5), uma tela metálica (6), e uma cobertura externa (7).
O condutor (2) geralmente consiste de fiação metálica, de preferência de cobre ou alumínio, trançada em conjunto por métodos convencionais, ou de uma haste sólida de alumínio ou cobre. Pelo menos uma camada de revestimento escolhida da camada de isolamento (4) e as camadas semicondutoras (3) e (5) compreendem a composição da invenção, conforme definido aqui adiante.
Ao redor da camada semi-condutora externa (5) geralmente é colocada uma tela (6), geralmente de fios condutores de eletricidade e tiras trançadas helicoidalmente. Esta tela é então coberta por uma cobertura (7) de um material termoplástico como por exemplo, polietileno não reticulado (PE).
O cabo também pode ser fornecido com uma estrutura protetora (não mostrada na figura 1), a finalidade principal da qual é proteger mecanicamente o cabo contra impactos ou compressões. Esta estrutura protetora poderá, por exemplo, ser um reforço metálico ou uma camada de polímero expandido, conforme descrito na WO 98/52197, no nome da Requerente.
A figura 1 mostra somente uma forma de realização possível de um cabo de acordo com a invenção. Modificações adequadas conhecidas na técnica podem ser feitas nesta forma de realização, porém sem se afastarem do escopo da invenção.
A camada ou camadas de revestimento do cabo de material termoplástico de acordo com a presente invenção poderão ser fabricadas de acordo com métodos conhecidos, por exemplo, através de extrusão. A extrusão é executada vantajosamente em um só passe, por exemplo, pelo método em série, no qual extrusoras individuais são arranjados em série, ou pela co-extrusão com uma cabeça múltipla de extrusão.
Os exemplos seguintes ilustram a invenção, mas sem limitá-la. EXEMPLOS 1- 5 Preparação das composições
Os seguintes componentes foram utilizados: - um copolímero de heterofase de propileno com ponto de fusão de 165°C, entalpia de fusão 30 J/g, MFI 0,8 dg/min e módulo flexural .150 Mpa (Adflex® Q 200 F - produto comercial da Basell);
- um copolímero de heterofase de propileno com ponto de fusão de 142°C, entalpia de fusão 25 J/g, MFI 0,6 dg/min e módulo flexural de 85 Mpa (Hifax® CA 1OA - produto comercial da Basell);
- Sunpar® 2280 (produto comercial da Sunoco): óleo parafínicos com viscosidade de 475 cSt a 40°C, ponto de escoamento de -150C e relação de átomos de carbono aromático com relação ao número total de átomos de carbono de 0,02, consistindo de 69% em peso de átomos de carbono parafínicos, 29% em peso de átomos de carbono naftênicos, 2% em peso de átomos de carbono aromático e 1,5% em peso de compostos polares;
- Nyflex® 820 (produto comercial de Nynas): óleos naftênicos com viscosidade de 110 cSt a 40°C, ponto de escoamento de -27°C e relação do número de átomos de carbono aromático com relação ao número total de átomos de carbono de 0,1, consistindo de 10% em peso de átomos de carbono aromático, 46% em peso de átomos de carbono naftênicos, 44% em peso de átomos de carbono parafínicos e 0,2% em peso de compostos polares;
- Nytex® 840 (produto comercial da Nymas): óleos naftênicos com uma viscosidade de 370 cSt a 40°C, ponto de escoamento de -12°C e relação de número de átomos de carbono aromático com relação ao número total de átomos de carbono de 0,15, consistindo de 15% em peso de átomos de carbono aromático, 34% em peso de átomos de carbono naftênicos, 51% em peso de átomos de carbono parafínicos e 2,3% em peso de compostos polares;.
O polímero na forma granular foi pré-aquecido, sob agitação, a80°C, durante 15 minutos, em um turbo-misturador. Posteriormente, o líquido dielétrico, 6% em peso, foi adicionado ao polímero pré-aquecido. Depois da adição, a agitação foi continuada durante 2h a 80°C, até que o líquido ficou completamente absorvido nos grânulos do polímero.
Depois deste primeiro estágio, o material resultante foi moído em um Plasticorder Brabender PL 2000 de parafuso duplo, de laboratório, em uma temperatura de 180°C, para completar a homogeneização. O material resultante deixou o misturador de parafusos duplos na forma de grânulos. Medição de perdas dielétricas
Placas de 0,5 mm de espessura foram formadas a partir do material obtido, conforme apresentado acima. As placas foram moldadas a 195°C com 15 minutos de pré-aquecimento.
As placas obtidas desta forma foram submetidas à medição de perdas dielétricas, medindo-se a tangente do ângulo de perda (tandelta) (de acordo com a norma ASTM D 150 - 98) em temperaturas diferentes (28°C e 90°C). Os resultados obtidos são apresentados na tabela 2. Medição do módulo flexural
O módulo flexural foi determinado em placas de 60 mm χ 10 mm χ 1,5 mm, obtidas conforme apresentado acima, de acordo com a norma ASTM D 790 -03: os resultados obtidos são apresentados na tabela 1. Medição do ponto de fusão (Tm) e da entalpia de fusão (A H)
O ponto de fusão (Tm) e a entalpia de fusão (Δ_Η) foram determinados por análise de calorimetria de exploração diferencial (DSC), utilizando-se um calorímetro de exploração diferencial Mettler Toledo DSC 820. O programa de temperatura abaixo foi aplicado na amostra a ser analisada:
- resfriamento da temperatura ambiente até -100°C;
- aquecimento de -IOO0C até 200°C com uma velocidade de 10°C/min;
- isotermia durante cinco minutos a 200°C;
- resfriamento a -IOO0C com uma velocidade de 2°C/min;
- isotermia durante 10 minutos a -100°C;
- aquecimento a 200°C com uma velocidade de 10°C/min. Os resultados obtidos são apresentados na tabela 1. Tabela 1
<table>table see original document page 23</column></row><table>
Tabela 2 <table>table see original document page 23</column></row><table>
Exemplo 1: 94% em peso de Adflex® Q 200 F + 6% em peso de Sunpar® 2280;
Exemplo 2: 94% em peso de Adflex® Q 200 F + 6% em peso de Nyflex® 820;
Exemplo 3: 94% em peso de Adflex® Q 200 F + 6% em peso de Nytex® 840;
Exemplo 4: 94% em peso de Hifax® CA 10A + 6% em peso de Sunpar® 2280;
Exemplo 5: 94% em peso de Hifax® CA 10A + 6% em peso de Nytex® 840. EXEMPLO 6
Medição da concentração de saturação
Para se determinar a concentração de saturação do líquido dielétrico nos materiais termoplásticos, foi fabricada uma quantidade de placas, partindo das matérias-primas em grânulos.
Duas placas (200 mm χ 200 mm χ 0,5 mm) foram obtidas através de moldagem da matéria prima (Adflex® Q 200 F) a 190°C. Cinco amostras Dumbell menores foram obtidas de cada uma das placas acima e foram pesadas (W0). As amostras Dumbell foram então totalmente imersas a 20°C, em um líquido dielétrico: Sunpar® 2280 e Nyflex® 820, respectivamente. A concentração de saturação foi medida determinando-se a alteração em peso (em percentagem) das placas depois de tempos diferentes. As amostras Dumbell foram removidas do líquido dielétrico depois de 3, 6, 9, 12 e 15 dias, e depois de terem sido limpas na superfície com um pano seco e limpo, elas foram pesadas (Wi).
A absorção de líquido dielétrico foi determinada pela seguinte forma:
% do líquido dielétrico absorvido = [(Wi - W0)/Wi ] χ 100.
A concentração de saturação é alcançada quando Wi mostra uma variação menor do que 1% com relação ao aumento de peso total que corresponde a (Wi - W0).
Os resultados obtidos foram como se segue:
- a concentração de saturação de Sunpar® 2280 no Adflex® Q 200 Fé 25% em peso;
- a concentração de saturação de Nyflex® 820 no Adflex® Q 200 F é 46% em peso.
EXEMPLO 7
Para se verificar a ausência de duas fases, por exemplo, a ausência de uma fase contínua de um material termoplástico e de uma fase adicional incorporada no mesmo de um líquido dielétrico, amostras do líquido dielétrico como tal e do material termoplástico adicionado com o líquido dielétrico, foram submetidas à análise de calorimetria de exploração diferencial modulada (MDSC) utilizando-se um calorímetro de exploração diferencial modulada TA Instrument DSC 2920.
.10 mg de cada amostra foram submetidas ao seguinte programa de temperaturas:
- equilíbrio a -145°C; - modelagem ± 0,48°C a cada 60 segundos;
- aquecimento a 200°C com uma velocidade de 5°C/min;
- manutenção a 200°C durante dois minutos.
Os resultados obtidos são apresentados na tabela 3. Tabela 3
<table>table see original document page 25</column></row><table>
Os resultados na tabela 3 mostram que:
- no caso do líquido dielétrico como tal, está presente um pico em -0,59°C;
- no caso do líquido dielétrico ser adicionado ao material termoplástico em uma quantidade (6% em peso) menor do que a sua
concentração de saturação no referido material termoplástico, o pico em -0,59°C, característico do líquido dielétrico como tal, não estava presente, mostrando que o líquido dielétrico foi dispersado microscopicamente e homogeneamente no material termoplástico; - no caso do líquido dielétrico ser adicionado no material termoplástico em uma quantidade (25% em peso) igual a sua concentração de saturação no referido material termoplástico, o pico em -0,59°C, característico do líquido dielétrico como tal, estava presente, mostrando que o líquido dielétrico não estava dispersado microscopicamente e homogeneamente no material termoplástico.
EXEMPLOS 8 - 9 (comparativo) Preparação das composições
Os seguintes componentes foram utilizados:
- um copolímero de heterofase de propileno com ponto de fusão de 142°C, entalpia de fusão 25 J/g, ponto de fusão 142°C, MFI 0,6 dg/min e módulo flexural de 85 MPa (Hifax® CA 10 A - produto comercial da Basell);
- Nytex® 800 (produto comercial da Nynas): Óleo naftênico com viscosidade de 7,3 cSt a 40°C, ponto de escoamento de -60°C e relação de número de átomos de carbono aromático com relação ao número total de
átomos de carbono de 0,07, consistindo de 7% em peso de átomos de carbono aromático, 53% em peso de átomos de carbono naftênicos, 40% em peso de átomos de carbono parafmicos e 0,5% em peso de compostos polares;
- Indopol® L-100 (produto comercial da BP Amoco): Óleo de polibutileno com viscosidade de 210 cSt a 40°C, ponto de escoamento de - 30°C e 0,5% em peso de compostos polares.
O polímero na forma granular foi pré-aquecido sob agitação a80°C, durante 15 minutos, em um turbo-misturador. Posteriormente, o líquido dielétrico, 40% em peso, foi adicionado ao polímero pré-aquecido. Após a adição, a agitação foi continuada durante 2h a 80°C, até que o líquido ficou
completamente absorvido nos grânulos do polímero.
Após este primeiro estágio, o material resultante foi triturado em um Plasticorder PL 2000 Brabender de parafuso duplo de laboratório, em uma temperatura de 150°C, até a completa homogeneização. O material resultante saiu do misturador de parafuso duplo na forma de grânulos.
O módulo flexural, o ponto de fusão (Tm), a entalpia de fusão
(ΔΗ) e as perdas dielétricas foram medidas conforme apresentado acima: os resultados obtidos foram apresentados na tabela 4 e na tabela 5.
Tabela 4
<table>table see original document page 26</column></row><table>
Tabela 5 <table>table see original document page 26</column></row><table> Exemplo 8: 60% em peso de Hifax® CA 10 A + 40% em peso de Nytex® 800;
Exemplo 9: 60% em peso de Hifax® CA 10 A + 40% em peso de Indopol® L-100.
A concentração de saturação de Nytex® 800 em Hifax® 10 A
(exemplo 8) foi determinada conforme apresentado acima e corresponde a40% em peso.
O material do exemplo 8 foi submetido a análise por calorimetria de exploração diferencial modulada (MDSC), operando conforme apresentado acima: estava presente um pico a -930C3 característico do líquido dielétrico como tal, (especificamente o Nytex® 800), mostrando que o líquido dielétrico não estava microscopicamente e homogeneamente dispersado no material termoplástico. EXEMPLO 10 Microscopia de exploração eletrônica (SEM)
A análise por microscopia de exploração eletrônica (SEM) foi conduzida como se segue, utilizando-se as composições dos exemplos 1- 5 (de acordo com a presente invenção) e as composições dos exemplos 8 - 9 (comparativo). As amostras tracionadas por moldagem por compressão foram entalhadas com uma lâmina de barbear e posteriormente foram imersas em nitrogênio líquido. As amostras foram então quebradas em um modo de tensão por compacto. A morfologia da fratura por congelamento de amostras revestidas por ouro foi examinada com um SEM Hitachi S-400 operando a 10 kV. A análise da imagem digital foi executada em uma série de micrográficos, para se determinar a presença de material em uma só fase ou de material em duas fases. A 5000 X, as superfícies das amostras obtidas das composições dos exemplos 1-5 (de acordo com a presente invenção) eram homogêneas e isentas de cavidades, mostrando que o material era um material de fase única. Ao contrário, a 5000 X, as superfícies das amostras obtidas das composições dos exemplos 8 e 9 (comparativo) não eram homogêneas e apresentaram bastantes cavidades, mostrando que o material era um material de duas fases. Além disso, as amostras obtidas dos exemplos 8 - 9, mostraram exsudação do líquido dielétrico na temperatura ambiente.
EXEMPLO 11 Produção do cabo
As composições da camada isolante e das camadas
semicondutoras são descritas na tabela 6 abaixo.
Tabela 6
<table>table see original document page 28</column></row><table>
Ensaco® 250 G: negro de fumo com superfície específica de65 m2/g (produto comercial da MMM Carbon);
Irganox® PS 802 (antioxidante): diestearil tiodipropionato (produto comercial da Ciba Specialty Chemicals);
Irganox® 1010 (antioxidante): pentaeritritil-tetracis-(3- (3,5- di-t-butil-4-hidroxifenil)-propionato (produto comercial da Ciba Specialty Chemicals).
O processo utilizado para a fabricação do cabo era o seguinte.
O Adflex® Q 200 F foi alimentado diretamente no silo da extrusora. Posteriormente, o Sunpar® 2280 misturado previamente com os antioxidantes, foi injetado em alta pressão na extrusora. Foi utilizado uma extrusora tendo um diâmetro de 80 mm e uma relação L/D de 25. A injeção foi feita durante a extrusão, a cerca de 20 D do início do parafuso de extrusora, por intermédio de três pontos de injeção na mesma seção em corte a 120 ° uma da outra. O líquido dielétrico foi injetado em uma temperatura de 70°C e uma pressão de 250 bar.
O cabo que deixou a cabeça de extrusão, foi resinado até a temperatura ambiente, passando-se o mesmo através de água fria.
O cabo pronto consistia de um condutor de alumínio (seção em corte de 150 mm2), uma camada semicondutora interna de cerca de 0,5 mm de espessura, uma camada isolante de cerca de 4,5 mm de espessura e finalmente uma camada externa semicondutora de cerca de 0,5 mm de espessura.
Em condições semelhantes, utilizando-se os materiais indicados na tabela 2, foi produzido um cabo de comparação, sem a adição do líquido dielétrico.
Resistência dielétrica
Três peças (cada uma tendo 20 m de comprimento) dos dois cabos produzidos conforme descrito acima, foram submetidas à medição de resistência dielétrica, utilizando-se corrente alternada na temperatura ambiente. Iniciando-se com 100 kV, o gradiente aplicado nos cabos foi aumentado 10 kV a cada dez minutos até que os cabo se romperam. O gradiente de ruptura considerado é aquele no condutor.
A tabela 7 resume os resultados dos testes elétricos: os dados representam o valor médio obtido de 3 medições diferentes.
Tabela 7 <table>table see original document page 29</column></row><table>
EXEMPLO 12 (comparação) Produção do cabo As composições da camada isolante são descritas na tabela 8 abaixo.
Tabela 8 <table>table see original document page 30</column></row><table>
O processo utilizado para a fabricação do cabo foi o seguinte.
O Adflex® Q 200 F foi alimentado diretamente no silo da extrusora. Foi utilizado uma extrusora tendo um diâmetro de 80 mm e uma relação L/D de 25. Posteriormente, foi feita uma tentativa para se injetar o Sunpar® 2280 misturado previamente com os antioxidantes, na extrusora. A injeção foi impossível de ser executada, porque o líquido dielétrico saiu da matriz da extrusora. Em conseqüência, ficou impossível de ser executada a produção de um cabo pronto.

Claims (46)

1. Cabo, caracterizado pelo fato de que compreende pelo menos um condutor elétrico e pelo menos uma camada de revestimento extrusada com base em um material de polímero termoplástico em mistura com um líquido dielétrico, em que: o referido material de polímero termoplástico é escolhido de: (a) pelo menos um homopolímero de propileno ou pelo menos um copolímero de propileno com pelo menos um comonômero de olefína escolhido de etileno e uma α-olefina diferente de propileno, o referido homopolímero ou copolímero tendo um ponto de fusão maior do que ou igual a 130°C e uma entalpia de fusão de 20 J/g até 100 J/g; (b) uma mistura mecânica compreendendo pelo menos um homopolímero ou copolímero de propileno (a) e (c) pelo menos um copolímero elastomérico de etileno com pelo menos uma α-olefina alifática e opcionalmente um polieno; a concentração em peso do referido líquido dielétrico no referido material de polímero termoplástico é menor do que a concentração de saturação do referido líquido dielétrico no referido material de polímero termoplástico; o referido líquido dielétrico tem as seguintes características: uma quantidade de compostos polares menor do que ou igual a 2,5% em peso, com relação ao peso total do líquido dielétrico; - um ponto de fusão ou um ponto de escoamento menor do que 80°C; uma relação de número de átomos de carbono aromático com relação ao número total de átomos de carbono menor do que 0,6, quando o líquido dielétrico é aromático.
2. Cabo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o homopolímero ou copolímero de propileno (a) tem um ponto de fusão de 140°C a 170°C.
3. Cabo de acordo com a reivindicação 1 ou 2, caracterizado pelo fato de que o homopolímero ou copolímero de propileno (a) tem uma entalpia de fusão de 30 J/g a 85 J/g.
4. Cabo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 3, caracterizado pelo fato de que o homopolímero ou copolímero de propileno (a) tem um módulo flexural, medido de acordo com a norma ASTM D 790, na temperatura ambiente, de 30 MPa até 1400 MPa.
5. Cabo de acordo com a reivindicação 4, caracterizado pelo fato de que o homopolímero ou copolímero de propileno (a) tem um módulo flexural, medido de acordo com a norma ASTM D 790, na temperatura ambiente, de 60 MPa até 1000 MPa.
6. Cabo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 5, caracterizado pelo fato de que o homopolímero ou copolímero de propileno (a) tem um índice de fluxo em fusão (MFI), medido a 23 O0C com uma carga de 21,6 N de acordo com a norma ASTM D 1238/L, de 0,05 dg/min 10,0 dg/min.
7. Cabo de acordo com a reivindicação 6, caracterizado pelo fato de que o homopolímero ou copolímero de propileno (a) tem um índice de fluxo em fusão (MFI), medido a 230°C com uma carga de 21,6 N de acordo com a norma ASTM D 1238/L, de 0,4 dg/min até 5,0 dg/min.
8. Cabo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 7, caracterizado pelo fato de que no copolímero de propileno (a) o comonômero de olefina está presente em uma quantidade menor do que ou igual a 15% em mol.
9. Cabo de acordo com a reivindicação 8, caracterizado pelo fato de que no copolímero de propileno (a) o comonômero de olefina está presente em uma quantidade menor do que ou igual a 10% em mol.
10. Cabo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a9, caracterizado pelo fato de que no copolímero de propileno (a) o comonômero de olefina é etileno ou uma α-olefina da fórmula CH2=CH-R, em que R é uma alquila C2-Ci0 linear ou ramificada.
11. Cabo de acordo com a reivindicação 10, caracterizado pelo fato de que a α-olefina é escolhida de: 1-buteno, 1-penteno, 4-metil-l- penteno, 1-hexeno, 1-octeno, 1-deceno, 1-dodeceno, ou misturas dos mesmos.
12. Cabo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a11, caracterizado pelo fato de que o homopolímero ou copolímero de propileno (a) é escolhido de: (aj) um homopolímero de propileno ou um copolímero de propileno com pelo menos um comonômero de olefina escolhido de etileno e uma α-olefina diferente de propileno, tendo um módulo flexural geralmente de 3 0 MPa até 900 MPa; (a2) um copolímero de heterofase compreendendo uma fase termoplástica com base em propileno e uma fase elastomérica, com base em etileno copolimerizado com uma α-olefina.
13. Cabo de acordo com a reivindicação 12, caracterizado pelo fato de que o homopolímero ou copolímero de propileno da classe (ai) tem um ponto de fusão de 140°C até 170°C.
14. Cabo de acordo com a reivindicação 12 ou 13, caracterizado pelo fato de que o homopolímero ou copolímero de propileno da classe (ai) tem uma entalpia de fusão de 30 J/g até 80 J/g.
15. Cabo de acordo com qualquer uma das reivindicações 12 a14, caracterizado pelo fato de que o homopolímero ou copolímero de propileno da classe (ai) tem uma fração solúvel em dietil éter no ponto de ebulição, em uma quantidade menor do que ou igual a 12% em peso, tendo uma entalpia de fusão menor do que ou igual a 4 J/g.
16. Cabo de acordo com qualquer uma das reivindicações 12 a15, caracterizado pelo fato de que o homopolímero ou copolímero de propileno da classe (ai) tem uma fração solúvel em n-heptano no ponto de ebulição, em uma quantidade de 15% em peso até 60% em peso, tendo uma entalpia de fusão de 10 J/g até 40 J/g.
17. Cabo de acordo com qualquer uma das reivindicações 12 a16, caracterizado pelo fato de que o homopolímero ou copolímero de propileno da classe (ai) tem uma fração insolúvel em n-heptano no ponto de ebulição em uma quantidade de 40% em peso a 85% em peso, tendo uma entalpia de fusão maior do que ou igual a 45 J/g.
18. Cabo de acordo com a reivindicação 12, caracterizado pelo fato de que a α-olefina incluída na fase elastomérica de um copolímero de heterofase da classe (a2) é propileno.
19. Cabo de acordo com a reivindicação 12, caracterizado pelo fato de que o copolímero de heterofase da classe (a2) é um copolímero de heterofase no qual a fase elastomérica consiste de um copolímero elastomérico de etileno e propileno, composto de 15% em peso a 50% em peso de etileno e de 50% em peso a 85% em peso de propileno, com relação ao peso da fase elastomérica.
20. Cabo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a19, caracterizado pelo fato de que o copolímero elastomérico de etileno (c) tem uma entalpia de fusão menor do que 30 J/g.
21. Cabo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a20, caracterizado pelo fato de que a quantidade do copolímero elastomérico (c) é menor do que 70%, com relação ao peso total do material base termoplástico.
22. Cabo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a21, caracterizado pelo fato de que no copolímero elastomérico de etileno (c), o termo "α-olefina alifática" é uma olefina da fórmula CH2=CH-R, na qual R representa um grupo alquila linear ou ramificado contendo 1 a 12 átomos de carbono.
23. Cabo de acordo com a reivindicação 22, caracterizado pelo fato de que a α-olefina alifática é escolhida de propileno, 1-buteno, isobutileno, 1-penteno, 4-metil-l-penteno, 1-hexeno, 1-octeno, 1-dodeceno, ou misturas dos mesmos.
24. Cabo de acordo com a reivindicação 23, caracterizado pelo fato de que a α-olefina alifática é escolhida de propileno, 1-hexeno, 1-octeno.
25. Cabo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a24, caracterizado pelo fato de que no copolímero elastomérico de etileno (c), o termo "polieno" é um dieno, trieno ou tetraeno conjugado ou não conjugado.
26. Cabo de acordo com a reivindicação 25, caracterizado pelo fato de que o polieno é um dieno.
27. Cabo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a26, caracterizado pelo fato de que o copolímero elastomérico de etileno (c) é escolhido de: (cj) copolímeros tendo a seguinte composição de monômeros:35% em mol - 90% em mol de etileno; 10% em mol - 65% em mol de uma a- olefina alifática; 0% em mol -10% em mol de um polieno. (c2) copolímeros tendo a seguinte composição de monômeros: 75% em mol - 97% em mol de etileno; 3% em mol - 25% em mol de uma a- olefina alifática; 0% em mol - 5% em mol de um polieno.
28. Cabo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a27, caracterizado pelo fato de que o líquido dielétrico tem uma quantidade de compostos polares entre 0,1 e 2,3.
29. Cabo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a28, caracterizado pelo fato de que o líquido dielétrico tem um ponto de fusão ou um ponto de escoamento entre -130°C e + 80°C.
30. Cabo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a29, caracterizado pelo fato de que o líquido dielétrico tem uma relação de número de átomos de carbono aromático com relação ao número total de átomos de carbono entre 0,01 e 0,4.
31. Cabo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a30, caracterizado pelo fato de que o líquido dielétrico tem uma constante dielétrica, a 25°C, menor do que ou igual a 3,5 (medido de acordo com o IEC247).
32. Cabo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a31, caracterizado pelo fato de que o líquido dielétrico tem uma viscosidade, a40°C, entre 10 cSt e 800 cSt (medido de acordo com a norma ASTM D 445 -03).
33. Cabo de acordo com a reivindicação 32, caracterizado pelo fato de que o líquido dielétrico tem uma viscosidade, a 40°C, entre 20 cSt e500 cSt (medido de acordo com a norma ASTM D445 -03).
34. Cabo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a33, caracterizado pelo fato de que o líquido dielétrico é escolhido de: óleos minerais, óleos naftênicos, óleos aromáticos, óleos parafínicos, óleos poliaromáticos, os referidos óleos minerais, opcionalmente contendo pelo menos um heteroátomo escolhido de oxigênio, nitrogênio ou enxofre; parafinas líquidas; óleos vegetais, óleo de soja, óleo de linhaça, óleo de rícino; poliolefinas aromáticas oligoméricas; ceras parafínicas, ceras de polietileno, ceras de polipropileno; óleos sintéticos, óleos de silicone, alquil benzenos, dodecilbenzeno, di (octilbenzil) tolueno, ésteres alifáticos, tetraésteres de pentaeritritol, ésteres do ácido sebácico, ésteres do ácido itálico, oligômeros de olefina, polibutadienos opcionalmente hidrogenados ou poliisobutenos; e ou misturas dos mesmos.
35. Cabo de acordo com a reivindicação 34, caracterizado pelo fato de que o líquido dielétrico é escolhido de óleos parafínicos, óleos naftênicos.
36. Cabo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a35, caracterizado pelo fato de que a relação em peso entre o líquido dielétrico e o material do polímero termoplástico é entre 1:99 e 25:75.
37. Cabo de acordo com a reivindicação 36, caracterizado pelo fato de que a relação em peso entre o líquido dielétrico e o material do polímero termoplástico é entre 2:98 e 20:80.
38. Cabo de acordo com a reivindicação 37, caracterizado pelo fato de que a relação em peso entre o líquido dielétrico e o material do polímero termoplástico é entre 3:97 e 10:90.
39. Cabo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a38, caracterizado pelo fato de que o material do polímero termoplástico é escolhido de homopolímeros ou copolímeros de propileno, compreendendo pelo menos 40% em peso de fase amorfa, com relação ao peso total do polímero.
40. Cabo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a39, caracterizado pelo fato de que a camada extrusada de revestimento baseada no referido material de polímero termoplástico em mistura com o referido líquido dielétrico é uma camada eletricamente isolante.
41. Cabo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a40, caracterizado pelo fato de que a camada extrusada de revestimento baseada no referido material do polímero termoplástico em mistura com o referido líquido dielétrico é uma camada semi-condutora.
42. Composição polimérica, caracterizada pelo fato de que compreende um material de polímero termoplástico, em mistura com um líquido dielétrico, em que: -o referido material de polímero termoplástico é escolhido de: (a) pelo menos um homopolímero de propileno ou pelo menos um copolímero de propileno com pelo menos um comonômero de olefina escolhido de etileno e uma α-olefina diferente de propileno, o referido homopolímero ou copolímero tendo um ponto de fusão maior do que ou igual a 130°C e uma entalpia de fusão de 20 J/g a 100 J/g; (b) uma mistura mecânica composta de pelo menos um homopolímero ou copolímero de propileno (a) e (c) pelo menos um copolímero elastomérico de etileno com pelo menos uma α-olefina alifática, e opcionalmente um polieno; a concentração em peso do referido líquido dielétrico no referido material de polímero termoplástico é menor do que a concentração de saturação do referido líquido dielétrico no referido material de polímero termoplástico; o referido líquido dielétrico tem as seguintes características: uma quantidade de compostos polares menor do que ou igual a 2,5% em peso, com relação ao peso total do líquido dielétrico; um ponto de fusão ou um ponto de escoamento menor do que 80°C; uma relação de número de átomos de carbono aromático com relação ao número total de átomos de carbono menor do que 0,6, quando o líquido dielétrico é aromático.
43. Composição polimérica de acordo com a reivindicação 42, caracterizada pelo fato de que o material do polímero termoplástico é definido de acordo com qualquer uma das reivindicações 2 a 27.
44. Composição polimérica de acordo com a reivindicação 42 ou 43, caracterizada pelo fato de que o líquido dielétrico é definido de acordo com qualquer uma das reivindicações 28 a 38.
45. Uso da composição polimérica como definida em qualquer uma das reivindicações 42 a 44, caracterizado pelo fato de ser empregado como o material base polimérico para a preparação de uma camada de revestimento de cabo com propriedades de isolamento elétrico.
46. Uso da composição polimérica como definida em qualquer uma das reivindicações 42 a 44, caracterizado pelo fato de ser empregado como o material base polimérico para a preparação de uma camada de revestimento de cabo com propriedades semicondutoras.
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