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BRPI0208931B1 - Métodos de inibição do crescimento de um organismo, de tratamento ou de proteção de frutas, plantas, sementes, grão ou solo circundando as plantas contra uma infestaçãopor um organismo, de tratamento ou de proteção de material de construção contra infestações de bolor tóxico e de obtenção de uma composição volátil - Google Patents

Métodos de inibição do crescimento de um organismo, de tratamento ou de proteção de frutas, plantas, sementes, grão ou solo circundando as plantas contra uma infestaçãopor um organismo, de tratamento ou de proteção de material de construção contra infestações de bolor tóxico e de obtenção de uma composição volátil Download PDF

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BRPI0208931B1
BRPI0208931B1 BRPI0208931A BRPI0208931A BRPI0208931B1 BR PI0208931 B1 BRPI0208931 B1 BR PI0208931B1 BR PI0208931 A BRPI0208931 A BR PI0208931A BR PI0208931 A BRPI0208931 A BR PI0208931A BR PI0208931 B1 BRPI0208931 B1 BR PI0208931B1
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BR
Brazil
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muscodor
albus
plants
treatment
organism
Prior art date
Application number
BRPI0208931A
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English (en)
Inventor
Carol Manker Denise
A Strobel Gary
Mercier Julien
Original Assignee
A Strobel Gary
Priority date (The priority date is an assumption and is not a legal conclusion. Google has not performed a legal analysis and makes no representation as to the accuracy of the date listed.)
Filing date
Publication date
Family has litigation
First worldwide family litigation filed litigation Critical https://patents.darts-ip.com/?family=26962301&utm_source=google_patent&utm_medium=platform_link&utm_campaign=public_patent_search&patent=BRPI0208931(B1) "Global patent litigation dataset” by Darts-ip is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Application filed by A Strobel Gary filed Critical A Strobel Gary
Publication of BRPI0208931B1 publication Critical patent/BRPI0208931B1/pt

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Abstract

"método para identificar novos fungos muscodor, composição, métodos de inibição do crescimento de um organismo, de tratamento ou de proteção de frutas, planta, sementes, grão ou solo circundando as plantas contra uma infestação por um organismo, de tratamento de produtos residuais animais ou humanos, e de obtenção de uma composição volátil, e, fungo". esta invenção proporciona um novo fungo endofítico, muscodor, que produz uma mistura de antibióticos voláteis com atividade sobre insetos, nematódeos, bactérias e patógenos específicos de planta. também é proporcionado um método para o tratamento ou a proteção de plantas, solos e sementes contra infecções microbianas compreendendo a aplicação de uma quantidade efetiva de muscodor sp. produtor de um antibiótico volátil. a invenção também se refere às composições fungicidas, bactericidas, inseticidas e nematicidas compreendendo esta nova cepa de muscodor e aos antibióticos e metabólitos produzidos por esta cepa quer sozinhos, quer em combinação com outros pesticidas químicos ou biológicos. também é proporcionado um método para a identificação e o isolamento de fungos produtores de gás relacionados.

Description

(54) Título: MÉTODOS DE INIBIÇÃO DO CRESCIMENTO DE UM ORGANISMO, DE TRATAMENTO OU DE PROTEÇÃO DE FRUTAS, PLANTAS, SEMENTES, GRÃO OU SOLO CIRCUNDANDO AS PLANTAS CONTRA UMA INFESTAÇÃO POR UM ORGANISMO, DE TRATAMENTO OU DE PROTEÇÃO DE MATERIAL DE CONSTRUÇÃO CONTRA INFESTAÇÕES DE BOLOR TÓXICO E DE OBTENÇÃO DE UMA COMPOSIÇÃO VOLÁTIL (51) Int.CI.: A01N 63/04; A01N 25/00; A01N 25/26; A01N 63/00; A01N 3/02; C12N 1/00; C12N 1/02; C12N 1/14; C12N 1/16; A61K 35/66; A61P 31/00 (30) Prioridade Unionista: 11/03/2002 US 60/363072, 16/04/2001 US 60/283902 (73) Titular(es): GARY A. STROBEL (72) Inventor(es): GARY A. STROBEL; DENISE CAROL MANKER; JULIEN MERCIER (85) Data do Início da Fase Nacional: 15/10/2003
1/38 “MÉTODOS DE INIBIÇÃO DO CRESCIMENTO DE UM ORGANISMO, DE TRATAMENTO OU DE PROTEÇÃO DE FRUTAS, PLANTAS, SEMENTES, GRÃO OU SOLO CIRCUNDANDO AS PLANTAS CONTRA UMA INFESTAÇÃO POR UM ORGANISMO, DE TRATAMENTO OU DE PROTEÇÃO DE MATERIAL DE CONSTRUÇÃO CONTRA INFESTAÇÕES DE BOLOR TÓXICO E DE OBTENÇÃO DE UMA COMPOSIÇÃO VOLÁTIL”
REFERÊNCIA CRUZADA AOS PEDIDOS RELACIONADOS [0001] Este pedido reivindica o benefício sob 35 U.S.C. § 119(e) dos Pedidos Provisórios U.S. 60/283.902 e 60/363.072, depositados aos 16 de abril de 2001 e 11 de março de 2002, respectivamente. Os conteúdos destes pedidos são por meio deste incorporados na presente invenção como referências.
CAMPO DA INVENÇÃO [0002] A presente invenção refere-se ao isolamento de novos fungos que produzem antibióticos voláteis. Os compostos voláteis possuem atividade biológica contra nematódeos, insetos, bactérias e fungos patogênicos de humanos e plantas. FUNDAMENTOS DA INVENÇÃO [0003] Em todo este pedido, vários artigos e livros são referidos por autoria e data. A citação bibliográfica completa de cada publicação pode ser encontrada no final do relatório descritivo, imediatamente antes das reivindicações.
[0004] É bem reconhecido que os fungos produzem antibióticos que são úteis no tratamento de doenças, em aplicações industriais e como pesticidas, por exemplo, penicilina, cefalosporinas, tetraciclina, e ciclosporinas, das quais nenhuma é volátil. É sabido que muitas espécies fúngicas emitem concentrações baixas de substâncias gasosas, especialmente aquelas que possuem odores obnóxios distintivos, e isto tem levado a análises de voláteis fúngicos (Bjurman et al., 1992). Algumas destas substâncias voláteis são comuns a muitos fungos enquanto que outras parecem ser únicas de uma espécie (Schurer et al., 1999; Papior et al., 2000). Dennis & Webster (1971) relataram que certa Trichoderma spp. produziu antibióticos voláteis que inibiram o crescimento de fungos de teste tais como Rhizoctonia solani, Pythium ultimum e Furasium oxysporum. Não foi relatada
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2/38 letalidade para qualquer um dos fungos testados por estes autores e análise química completa dos componentes voláteis de culturas fúngicas não foi realizada, embora acetaldeído tenha sido sugerido como um dos voláteis. Assim, a despeito de alguma atenção prestada aos compostos voláteis de culturas fúngicas no decorrer dos anos, nenhuma mistura letal de antimicrobianos voláteis produzida por fungos tem sido relatada.
[0005] É bem sabido que vários microorganismos exibem atividade biológica de modo a serem úteis para o controle de doenças de planta. Embora progresso tenha sido feito no campo de identificação e desenvolvimento de pesticidas biológicos para o controle de várias doenças de planta de importância horticultural e agronômica, os pesticidas em uso ainda são, em sua maioria, compostos sintéticos. Muitos destes fungicidas químicos são classificados como carcinogênicos pela EPA e são tóxicos para a vida selvagem e outras espécies não-alvo. Por exemplo, brometo de metila é amplamente empregado como um fumigante de solo e para o tratamento de infecções microbianas após a colheita. Devido à sua alta toxicidade para humanos e animais e ao seu efeito deletério sobre a atmosfera, o uso de brometo de metila logo será eliminado e há uma grande necessidade de se encontrarem substituintes mais seguros para este e outros pesticidas sintéticos.
[0006] Esta invenção satisfaz esta necessidade e também proporciona vantagens relacionadas.
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO [0007] Novos fungos endofíticos incluindo Muscodor albus e Muscodor roseus são proporcionados os quais produzem uma mistura de antibióticos voláteis com atividade contra fungos, bactérias, insetos e nematódeos. Em um aspecto, o Muscodor é identificado usando-se a informação aqui proporcionada, incluindo, mas não se limitando as seqüências genômicas parciais descritas nas SEQ ID NOs.: 1-4. Duas novas cepas foram depositadas com o NRRL em 1 de fevereiro de 2002 sob o Tratado de Budapeste sobre o Reconhecimento Internacional do Depósito de Microorganismos para o Propósito de Procedimento de Patente sob os números de acesso 30457 e 30458.
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3/38 [0008] Composições contendo os fungos e/ou os compostos voláteis também são proporcionadas. As composições são úteis para o tratamento de solo e para a proteção de plantas, sementes, grãos e frutas contra fungos e bactérias patogênicas. As composições também são úteis para a proteção de alimento após a colheita contra infecções fúngicas e bacterianas. As composições são adicionalmente úteis para o tratamento de resíduo animal ou humano e para o tratamento e/ou a prevenção de infestações de bolor tóxico de construções e materiais de construção tal como madeira. Métodos de tratamento e de proteção do solo, plantas, semente, grão, produtos residuais, materiais de construção e produtos alimentícios após a colheita contra infecções bacterianas, inseticidas, nematicidas e fúngicas são adicionalmente proporcionados por esta invenção.
BREVE DESCRIÇÃO DAS TABELAS [0009] Tabela 1 mostra os efeitos dos compostos voláteis de M. albus e de uma mistura artificial de compostos de M. albus sobre um grupo de micróbios de teste. Após a exposição aos gases de M. albus, o micróbio de teste foi avaliado para sua viabilidade após a remoção dos gases. A atmosfera artificial consistiu dos compostos identificados após a análise dos gases de M. albus. O crescimento microbiano na atmosfera artificial foi medida após a exposição à mistura artificial de compostos a 3,2-90 pL/50 cm3 com o propósito de se obterem as ICsos. O crescimento % sobre o controle e a viabilidade foram medidos após a exposição a 60 pL/50 cm3. A viabilidade foi determinada após a remoção dos compostos a 3 dias.
[0010] Tabela 2 mostra o número médio de plantas novas de brócolis por pote uma semana após o plantio (média ± desvia padrão) usando-se vermiculite. Potes foram plantados imediatamente sem um período de incubação.
[0011] Tabela 3 mostra os resultados de um experimento determinador da capacidade de Muscodor albus de controlar bolor azul de macieira.
[0012] Tabela 4 mostra os resultados da análise de GC/MS dos compostos voláteis produzidos por M. albus. Vários picos menores e o pico inicial de passagem foram omitidos da análise total visto que representam 1% da área total. Compostos
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4/38 verificados na placa PDA de controle não estão incluídos nesta tabela.
[0013] Tabela 5 mostra os resultados de um ensaio para a determinação da influência inibidora de cada classe de compostos voláteis. Esta é expressada como a % do crescimento de micróbio de teste em comparação com um controle sem a presença de compostos de teste. Os compostos foram testados por uma exposição de 2 dias nas concentrações relativas que ocorrem em M. albus na ótima concentração de teste de 60 pL/50 cm3 de espaço de ar ou de 1,2 pL/cm3.
[0014] Tabela 6 mostra voláteis de Muscodor albus usados para o tratamento de sementes de cevada infestadas de carvão-coberto. Conjuntos de sementes não infestadas e não tratadas foram usados como controles.
MODOS DE REALIZAÇÃO DA INVENÇÃO [0015] Em toda esta discussão, várias publicações, patentes e relatórios descritivos de patente são referidos por uma citação identificadora. As descrições destas publicações, patentes e relatórios descritivos de patente são por meio deste incorporados na presente invenção como referências para se descrever mais completamente o estado da técnica aos qual esta invenção se refere.
[0016] A prática da presente invenção emprega, a não ser que seja indicado de outro modo, técnicas convencionais de biologia molecular (incluindo técnicas recombinantes), microbiologia, biologia celular, bioquímica e imunologia, que estão dentro da perícia da técnica. Tais técnicas são explicadas inteiramente na literatura. Estes métodos são descritos nas seguintes publicações. Veja, por exemplo, Sambrook et al. MOLECULAR CLONING: A LABORATORY MANUAL, 2a edição (1989); CURRENT PROTOCOLS IN MOLECULAR BIOLOGY (P. M. Ausubel et al. cds. (1987)); a série METHODS IN ENZYMOLOGY (Academic Press, Inc.); PCR: A PRACTICAL APPROACH (M. MacPherson et al. IRL Press at Oxford University Press (1991)); e PCR2: A PRACTICAL APPROACH (M.J. MacPherson. B.D. Hames. e G.R. Taylor cds. (1995)).
DEFINIÇÕES [0017] As formas no singular “um”, “uma”, “o” e “a” incluem as respectivas formas no plural a não ser que o contexto indique claramente de outro modo. Por exemplo,
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5/38 o termo “uma célula” inclui uma pluralidade de células, incluindo suas misturas. [0018] O termo “compreendendo” é intencionado para significar que as composições e os métodos incluem os elementos citados, mas não excluem outros. “Consistindo essencialmente de” quando usado para definir composições e métodos, deve significar a exclusão de outros elementos de qualquer significado essencial para a composição. Assim, uma composição consistindo essencialmente dos elementos como aqui definidos não excluirá contaminantes traço do método de isolamento e purificação e os veículos agricolamente aceitáveis. “Consistindo de” deve significar a exclusão de mais do que elementos traço de outros ingredientes e etapas de método substanciais para a aplicação das composições desta invenção. Modalidades definidas por cada um destes termos de transição estão dentro do escopo da invenção.
[0019] Como aqui usado, “controle biológico” é definido como o controle de um patógeno ou inseto pelo uso de um segundo organismo. Mecanismos conhecidos de controle biológico incluem bactérias entéricas que controlam a podridão vermelha de raiz por fungos competindo pelo espaço sobre a superfície da raiz. A toxina pode ser isolada e aplicada diretamente na planta ou a espécie bacteriana pode ser administrada de modo que produza a toxina in situ.
[0020] O termo “fungo” ou “fungos” inclui uma ampla variedade de organismos nucleados produtores de esporos que estão destituídos de clorofila. Exemplos de fungos incluem leveduras, bolores, míldios, ferrugens, e cogumelos.
[0021] O termo “bactérias” inclui qualquer organismo procariótico que não possui um núcleo distinto.
[0022] “Pesticida” significa a capacidade de uma substância de aumentar a mortalidade ou de inibir a velocidade de crescimento de pestes de planta.
[0023] “Fungicida” significa a capacidade de uma substância de aumentar a mortalidade ou de inibir a velocidade de crescimento de fungos.
[0024] “Inseticida” significa a capacidade de uma substância de aumentar a mortalidade ou de inibir a velocidade de crescimento de insetos ou de suas larvas. [0025] “Bactericida” significa a capacidade de uma substância de aumentar a
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6/38 mortalidade ou de inibir a velocidade de crescimento de bactérias.
[0026] “Nematicida” significa a capacidade de uma substância de aumentar a mortalidade ou de inibir a velocidade de crescimento de nematódeos.
[0027] “Antibiótico” inclui qualquer substância que é capaz de matar ou de inibir um microorganismo. Antibióticos podem ser produzidos por um microorganismo ou por um processo sintético ou semi-sintético. O termo, portanto, inclui uma substância que inibe ou mata fungos por exemplo, cicloeximida ou nistatina.
[0028] O termo “cultura” refere-se à propagação de organismos sobre ou dentro de meios de vários tipos. “Cultura de caldo integral” refere-se a uma cultura líquida contendo tanto células quanto meio. “Sobrenadante” refere-se ao caldo líquido restante quando as células crescidas no caldo são removidas por centrifugação, filtração, sedimentação, ou outro meio bem conhecido na técnica.
[0029] Uma “quantidade efetiva” é uma quantidade suficiente para efetuar resultados benéficos ou desejados. Uma quantidade efetiva pode ser administrada em uma ou mais administrações. Em termos de tratamento e de proteção, uma quantidade efetiva” é aquela quantidade suficiente para melhorar, estabilizar, reverter, desacelerar ou retardar a propagação dos estados de doença ou de infecção alvo.
[0030] “Controle positivo” significa um composto conhecido por ter atividade pesticida. “Controles positivos” incluem, mas não se limitam aos pesticidas comercialmente disponíveis. O termo “controle negativo” significa um composto que, como sabido, não possui atividade pesticida. Exemplos de controles negativos são água e acetato de etila.
[0031] O termo “metabólito” ou “volátil” refere-se a qualquer composto, substância ou subproduto de uma fermentação de um microorganismo que possui atividade biológica. Voláteis na maioria dos casos se evapora prontamente nas pressão e temperatura ambientes.
[0032] O termo “mutante” refere-se a uma variante da cepa parental bem como aos métodos para a obtenção de um mutante ou de uma variante no qual a atividade biológica desejada é semelhante àquela expressada pela cepa parental. A “cepa
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7/38 parental” é aqui definida como as cepas de Muscodor original antes da mutagênese. Mutantes ocorrem na natureza sem a intervenção humana. Também são obteníveis pelo tratamento com ou por uma variedade de métodos e composições conhecidas por aquelas pessoas experientes na técnica. Por exemplo, cepas parentais podem ser tratadas com um agente químico tal como N-metil-N’-nitro-N-nitroso-guanidina, etil-metano-sulfona, ou por irradiação usando-se raios gama, raios X, ou irradiação UV, ou por outros meios bem conhecidos por aquelas pessoas experientes na técnica.
[0033] Uma “composição” é intencionada para significar uma combinação de agente ativo e outro composto, veículo ou composição, inerte (por exemplo, um agente detectável ou veículo líquido ou marcador) ou ativo, tal como um adjuvante. Exemplos de veículos agrícolas são proporcionados abaixo. Os fungos também podem ser formulados como uma composição, com um veículo ou alternativamente, com pelo menos um pesticida químico ou biológico.
[0034] Todas as designações numéricas, por exemplo, pH, temperatura, tempo, concentração, e peso molecular, incluindo faixas, são aproximações que podem ser variadas (+) ou (-) por incrementos de 0,1. É para ser entendido, embora sem sempre explicitamente enunciado, que todas as designações numéricas são precedidas pelo termo “cerca de”. Também é para ser entendido, embora sem sempre explicitamente enunciado, que todos os reagentes aqui descritos são meramente exemplares e que os equivalentes de tais reagentes são bem conhecidos na técnica.
[0035] Com o propósito de se obterem boas dispersão e adesão das composições dentro da presente invenção, pode ser vantajosa a formulação de cultura de caldo integral, sobrenadante e/ou volátil com componentes que auxiliem a dispersão e a adesão. As formulações adequadas serão conhecidas por aquelas pessoas experientes na técnica (grânulos, pós umectáveis e semelhantes, ou podem ser microencapsuladas em um meio apropriado e semelhantes, líquidos tais como suspensões aquosas e escoáveis aquosos, composições voláteis e concentrados emulsificáveis. Outras formulações adequadas serão conhecidas por aquelas
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8/38 pessoas experientes na técnica.
[0036] Uma “variante” é uma cepa possuindo todas as características de identificação tal como a que possui um genoma que hibridiza sob condições de elevado rigor com o genoma do organismo, cuja seqüência parcial está depositada no depositário GenBank. “Hibridização” refere-se a uma reação na qual um ou mais polinucleotídeos reagem para formarem um complexo que é estabilizado via ligação de hidrogênio entre as bases dos resíduos de nucleotídeo. A ligação de hidrogênio pode ocorrer por pareamento de base de Watson-Crick, ligação de Hoogstein, ou em qualquer outra maneira seqüência-específica. O complexo pode compreender duas fitas formadoras de uma estrutura duplex, três ou mais fitas formadoras de um complexo de multifitas, uma única fita auto-hibridizável, ou qualquer combinação destas. As reações de hibridização podem ser realizadas sob condições de diferente “rigor”. Em geral, uma reação de hibridização de baixo rigor é conduzida a cerca de 40oC em 10 X SSC ou uma solução de temperatura / força iônica equivalente. Uma hibridização de rigor moderado é tipicamente realizada a cerca de 50oC em 6 X SSC e uma reação de hibridização de elevado rigor é em geral conduzida a cerca de 60oC e 1 X SSC.
[0037] Uma variante também pode ser definida como uma cepa possuindo uma seqüência genômica que é maior do que 85%, com maior preferência maior do que 90% ou mais preferivelmente maior do que 95% de identidade de seqüência em relação ao genoma de M. roseus ou de M. albus. Um polinucleotídeo ou região de polinucleotídeo (ou um polipeptídeo ou região de polipeptídeo) que possui uma certa percentagem (por exemplo, 80%, 85%, 90%, ou 95%) de “identidade de seqüência” em relação a outra seqüência significa que, quando alinhado(a), ao se compararem as duas seqüências, mostra percentualmente as bases (ou os aminoácidos) que são iguais. Este alinhamento e a percentagem de homologia ou de identidade de seqüência pode ser determinado(a) usando-se programas de computador conhecidos na técnica, por exemplo, aqueles descritos em CURRENT PROTOCOLS IN MOLECULAR BIOLOGY (F. M. Ausubel et al., eds. 1987) Supplement 30, section 7.7.18, Table 7.7.1. Preferivelmente, parâmetros básicos são utilizados para
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9/38 alinhamento. Um programa de alinhamento preferido é BLAST, usando parâmetros básicos. Em particular, os programas preferidos são BLASTN e BLASTP, usando os seguintes parâmetros básicos: Genetic code = standard; filter = none; strand = both; cutoff = 60; expect = 10; Matrix = BLOSUM62; Descriptions = 50 sequences; sort by =HIGH SCORE; Databases = non~redundant, GenBank + EMBL + DDBJ + PDB +GenBank CDS translations + SwissProtein + SPupdate + PIR. Detalhes destes programas podem ser encontrados no seguinte endereço da Internet: www.ncbi.nlm.nih.gov/cgi-bin/BLAST.
[0038] Isolou-se e caracterizou-se um novo fungo chamado de Muscodor. Duas espécies do novo Muscodor também têm sido isoladas e caracterizadas, isto é, Muscodor albus e Muscodor roseus. Seqüências de genoma parciais para Muscodor albus são proporcionadas nas SEQ ID NOS.: 1 e 2 e seqüências de genoma parciais para Muscodor roseus (chamado de A3-5) são proporcionadas nas SEQ ID NOS.: 3 e 4. Uma seqüência de genoma parcial para M. roseus (A10) também foi obtida. Uma cultura isolada de Muscodor albus tem estado depositada com o NRRL sob o número de acesso 30457. Uma cultura isolada de Muscodor roseus designado de A3-5 tem estado depositada com o NRRL sob o número de acesso 30458. Assim, esta invenção proporciona um novo fungo designado de Muscodor e duas espécies do mesmo, Muscodor albus e Muscodor roseus, e seus mutantes.
[0039] Também é(são) proporcionada(s) por esta invenção composição(ões) gasosa(s) (“voláteis”) produzidas pelas culturas de Muscodor isolado. Em um aspecto, a composição volátil possui os componentes citados na Tabela 4. As composições gasosas podem ser combinadas com um veículo ou agente dispersante adequado. Em outro aspecto, as composições contêm opcionalmente uma quantidade efetiva de um ou mais de um fungicida, um inseticida, um nematicida, um antimicrobiano, um bactericida ou um conservante de alimento. [0040] Identificou-se adicionalmente os componentes do subproduto volátil e o sintetizaram a partir de materiais comercialmente disponíveis. Os componentes do volátil sintético são citados na Tabela 4. Deve ser entendido, embora nem sempre explicitamente enunciado, que a composição sintética pode ser usada nos métodos
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10/38 aqui descritos como uma alternativa ao ou como uma substituta do subproduto gasoso natural produzido por fungos Muscodor.
[0041] Gases de Muscodor afetam numerosos outros micróbios relacionados com questões de saúde humana. São letais para a maioria dos patógenos fúngicos ou bacterianos de humanos incluindo C. albicans (Tabela 2) e A. fumigatus e Pseudomonas sp. Matam bactérias que contaminam alimentos tais como S. aureus e E.coli (Tabela 2). Tem sido verificado que são letais para Stachybotrys sp. (contaminante de construções públicas e domésticas) e também numerosos fungos de decomposição de madeira.
[0042] Assim, os fungos e os gases produzidos pelos fungos são úteis para se inibir o crescimento de ou para matar um organismo selecionado do grupo consistindo de um fungo, uma bactéria, um microorganismo, um nematódeo e um inseto. Usando-se métodos bem conhecidos por aquelas pessoas experientes na técnica, os fungos ou seu subproduto volátil são contactados com o organismo em uma quantidade efetiva para matar ou inibir o crescimento do organismo. Alternativamente, os fungos e/ou seu subproduto volátil podem ser usados para tratar resíduo animal ou humano, por exemplo, como um componente de uma água residual ou tratamento ou manuseio de sólido. Também são úteis para descontaminar resíduo humano e animal, por exemplo, para diminuir ou remover contaminação fúngica ou bacteriana. Ainda mais, os fungos e/ou seu subproduto volátil podem ser empregados para tratar ou prevenir mofo tóxico sobre materiais de construção e em construções pelo contato da construção, dos materiais de construção, ou dos espaços entre os materiais de construção com uma quantidade efetiva de subproduto volátil. Para o propósito de ilustração apenas, uma quantidade efetiva de subproduto volátil pode ser utilizada sozinha ou em combinação com outros fumigantes em uma sala ou alternativamente, durante fumigações de toda a construção.
[0043] Quando usada em aplicações agrícolas, a invenção proporciona um método para tratar ou proteger frutas, sementes, plantas ou o solo circundante das plantas contra uma infestação por um organismo selecionado do grupo consistindo
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11/38 de um fungo, uma bactéria, um microorganismo, e um inseto, pelo contato do microorganismo com uma quantidade efetiva de uma cultura de Muscodor isolado ou de seu subproduto isolado.
[0044] É adicionalmente proporcionado por esta invenção um método para a identificação dos novos fungos Muscodor, compreendendo o contato de uma quantidade efetiva de fungo a ser selecionado com os voláteis de Muscodor albus ou Muscodor roseus sob condições de cultura e a seleção do fungo que é resistente aos voláteis de Muscodor albus ou de Muscodor roseus para identificar deste modo os novos fungos Muscodor. São adicionalmente proporcionados os fungos Muscodor isolados selecionados por este método.
[0045] É ainda adicionalmente proporcionado um método para a obtenção de uma composição volátil pelo cultivo de Muscodor isolado desta invenção e pela coleta da composição volátil produzida pelo Muscodor em crescimento.
[0046] Os seguintes exemplos são proporcionados para ilustrarem a invenção. Estes exemplos não são para serem interpretados como limitantes.
EXEMPLOS
Exemplo 1 - Isolamento fúngico
Muscodor albus [0047] Vários ramos pequenos de uma árvore madura Cinnamomum zeylanicum localizada a 32 quilômetros a oeste de La Ceiba, Honduras, foram removidos e imediatamente transportados de volta para a Montana State University para processamento no outono de 1997. Pedaços pequenos de tecidos de casca interna, de alburno e de xilema externo dos ramos foram assepticamente removidos e posicionados sobre placas de Petri contendo ágar - água. Após incubação por vários dias, as pontas hifais de fungos em desenvolvimento foram assepticamente removidas e posicionadas sobre ágar de dextrose de batata (PDA). Em adição, após 7 dias, as colônias fúngicas foram transferidas para folhas de cravo (0,5 cm x 0,5 cm) irradiadas com radiação gama para encorajar a produção de esporos. Dos vários fungos que foram isolados, o de grande interesse, por causa de seu odor rançoso, foi um isolado designado por “620”, mais tarde identificado como Muscodor
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12/38 albus.
Muscodor roseus [0048] Fungo foi isolado de vários ramos de Fern-Leaved Grevellia (Grevillea pteridifolia) 12o 59' 39” ao Sul e 132o 28' 50” a Leste obtidos do Território Norte da Austrália. Pedaços pequenos de tecidos de casca interna, de alburno e de xilema externo de alguns ramos pequenos (diâmetro de 0,5 cm) foram assepticamente removidos e posicionados sobre placas de Petri contendo ágar - água (Strobel et al., 1996). Após incubação por vários dias, as pontas hifais de fungos em desenvolvimento foram assepticamente removidas e posicionadas sobre ágar de dextrose de batata (PDA). Em adição, após 7 dias, as colônias fúngicas foram transferidas para folhas de cravo (0,5 cm x 0,5 cm) e outros materiais de planta irradiadas(os) com radiação gama para encorajar a produção de esporos. Dos vários fungos que foram isolados, o de grande interesse, por causa de seu odor rançoso, foi um isolado designado por “A3-5”.
[0049] Uma cepa adicional de Muscodor foi obtida de pequenos ramos de PauFerro Australiano (Erythophelum chlorostachys) a 15o 29' 29” ao Sul e 131o 23' 12” ao Leste. Este endófito foi isolado usando-se os voláteis de. albus como uma ferramenta de seleção. Material de planta, cujos endófitos eram para serem isolados, foram posicionados na mesma placa de ágar como uma cultura de crescimento rápido de M. albus de duas semanas de idade. Depois, apenas os organismos em desenvolvimento do material de planta foram aqueles resistentes a M. albus, que possivelmente são outros produtores de antibiótico volátil ou parentes de M. albus no grupo xilariáceo (Strobel et al., 2001). Os endófitos mais comumente isolados desta árvore foram Pestalotiopsis spp. e outra Xylaria spp. Foi internamente designado por “A-10”.
Exemplo 2 - Armazenagem e crescimento fúngico [0050] O fungo foi crescido sobre numerosos meios diferentes incluindo Tryptic Soy Broth Agar (TSBA), Corn Meal Agar (CMA), Malt Agar (MA), Potato Dextrose Agar (PDA), Difco, Laboratories, Detroit, Mich. Também o fungo foi inoculado sobre placas de Petri contendo ágar - água com amostras individuais de pequenas aparas
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13/38 de madeira de pinho branco ocidental (Pinus monticola), nogueira preta (Juglans nigra), e borbo (Acer saccharum) bem como pedados de casca de árvore de C. zeylanicum com o propósito de estimular a produção de esporos.
[0051] Com o propósito de se determinar qual a melhor armazenagem do isolado 620, várias condições foram tentadas. O fungo foi crescido sobre discos de papel de filtro Whatman No. 1 esterilizados que foram posicionados sobre a superfície de PDA dentro de placas de Petri. O fungo foi inoculado como um pedaço de ágar no meio do disco de papel de filtro sobre a placa de PDA. A placa foi incubada por 14 dias a 22oC. O disco de papel foi então removido e deixado posicionado em uma coifa de fluxo laminar sob condições estéreis por 1 dia, e até que o papel com seu micélio fúngico ficasse seco. O disco de papel foi então cortado em muitos pedaços e armazenado sob várias condições. Também, pedaços de ágar contendo o fungo foram posicionados em água destilada estéril e armazenados a 4oC. Em outro conjunto de condições de teste, pedaços de micélio em crescimento sobre ágar foram posicionados em glicerol 15% e armazenados a -70oC. Em cada teste, a viabilidade fúngica foi determinada pelo posicionamento dos fragmentos de micélio sobre uma placa de PDA e pelo exame da mesma para o crescimento fúngico após 3-4 dias.
[0052] Com o propósito de se determinar qual a melhor armazenagem de isolados de Muscodor roseus (chamado internamente de A3-5 e A-10) várias condições foram testadas. O fungo foi crescido sobre discos de papel de filtro Whatman No. 1 esterilizados que foram posicionados sobre a superfície de PDA dentro de placas de Petri. O fungo foi inoculado como um pedaço de ágar no meio do disco de papel de filtro sobre a placa de PDA. A placa foi incubada por 14 dias a 22oC. O disco de papel foi então removido e deixado posicionado em uma coifa de fluxo laminar sob condições estéreis por 1 dia, e até que o papel com seu micélio fúngico ficasse seco. O disco de papel foi então cortado em muitos pedaços e armazenado a 23oC, 4oC, 0oC e -70oC. Também, pedaços de ágar contendo o fungo foram posicionados em água destilada estéril e armazenados a 4oC. Em outro conjunto de condições de teste, pedaços de micélio em crescimento sobre ágar
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14/38 foram posicionados em glicerol 15% e armazenados a -70oC. Em cada teste, a viabilidade fúngica foi determinada pelo posicionamento dos fragmentos de micélio sobre uma placa de PDA e pelo exame da mesma para o crescimento fúngico após 3-4 dias.
Exemplo 3 - Isolamento de DNA fúngico [0053] Para o isolamento de DNA, todos os fungos foram crescidos em caldo de dextrose de batata (PDA) em 1,5 ml por 18 h a 24 h a 23oC. O micélio foi colhido por centrifugação e lavado duas vezes com ddH2O estéril. O DNA genômico total foi extraído por métodos de Lee e Taylor (1990).
Exemplo 4 - Amplificação de DNA ribossomal 18S [0054] Fragmentos de pares de nucleotídeos parciais de 18S rDNA de cada fungo foram amplificados via a reação em cadeia da polimerase (PCR) como um fragmento único com o iniciador UK4F (5'CYGGTTGATCCTGCCRG) e UREV (5'GYTACCTTGACGAACTT). A PCR foi realizada em um frasco de reação de 50 pL contendo 0,1 pg de DNA genômico, 0,4 pM de cada iniciador, 0,16 mM de quatro dNTPs e 5 μ [sic] de Taq polimerase (Promega) em um tampão de 10 mM de trisHCl (pH 9,0 a 25oC), 50 mM de KCl, 3 mM de MgCl2, 0,1% de Triton X-100. A amplificação foi de 30 ciclos (45 s a 94,5oC, 45 s a 53,5oC, 90 [sic] a 72,5oC)
Exemplo 5 - Amplificação de seqüências de Espaço Transcrito Interno (ITS) e 5,8S rDNA [0055] As regiões de ITS do fungo de teste foram amplificadas usando PCR e os iniciadores de ITS universais ITS5 (5' GGAAGTAAAAGTCGTAACAAGG) e ITS4 (5'TCCTCCGCTTATTGATATGC) (White et al., 1990). A PCR foi realizada em um frasco de reação de 50 μL contendo 0,1 μg de DNA genômico, 0,4 μM de cada iniciador, 0,16 mM de quatro dNTPs e 5u [sic] de Taq polimerase (Promega) em um tampão de 10 mM de tris-HCl (pH 9,0 a 25oC), 50 mM de KCl, 3 mM de MgCl2 e 0,1% de Triton X-100. As condições de ciclo da PCR consistiram de desnaturação a 94oC por 1,5 min., recozimento a 55oC por 2,5 min., e extensão a 72oC por 3 min. por 40 ciclos, com uma extensão final a 72oC por 10 min. (Willits, 1990). Os produtos da PCR foram purificados em gel e dessalinizados usando-se o QuickStep PCR
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15/38 purification kit (Edge Biosystems).
Exemplo 6 - Pesquisa e comparação das seqüências de 18S rDNA e de ITS1 & 2 Muscodor albus [0056] Ambas as seqüências de 18S rDNA e de ITS1 -2 de Muscodor albus foram submetidas ao GenBank com números de série AF324337 e AF324336, respectivamente. Estas seqüências também foram pesquisadas ou comparadas com outras seqüências fúngicas sob BLAST 2.1 e uma pesquisa de NCBI no site da web www.ncbi.nlm.nih.gov/BLAST. Seqüências de alinhamento e de comparação foram realizadas pelo uso de Clustal W versão 1.7 (Thomson, J. e Gibson T., 1997), e depois foram manualmente alinhadas.
[0057] Método de “bootstrap” de parcimônia máxima (Felsenstein, 1985) com pesquisa heurística e pesquisa heurística de consenso de parcimônia máxima foram realizados usando PAUP* (Swofford, 1999). A análise de “bootstrap” foi configurada como segue: 100 replicações, troca de ramificação por reconexão de bissecção de árvore, e adição de seqüência aleatória. Todos os caracteres foram igualmente ponderados. Grupos taxonômicos foram Taphrinales: Protomyces inouyei (número de série no GenBank: D11377), Taphrina wiesneri (D12531), T. deformans (U00971) e T. pruni-subcordatae (AB000957).
Muscodor roseus [0058] Ambas as seqüências de 18S rDNA e de ITS1-2 de da coleção de cultura “A3-5” foram submetidas ao GenBank com números de série AY034664 e AY034665, respectivamente. Enquanto quantidade efetiva o 18S rDNA do isolado “A-10” foi chamado de AYO49023. Em adição, ambas as seqüências de 18S rDNA e de ITS1&2 de “A3-5” também foram pesquisadas ou comparadas com outras seqüências fúngicas sob BLAST 2.2.1 (Autschul et al, 1997), uma pesquisa de NCBI no site da web www.ncbi.nlm.nih.gov/BLAST. Seqüências de alinhamento e de comparação foram realizadas pelo uso de Clustal W version 1.7 (Thomson, J. e Gibson T., 1997), e depois foram manualmente alinhadas.
[0059] Análise filogenética dos 1708 pb alinhados das seqüências de 18S rDNA parciais foi realizada usando a análise de parcimônia máxima do programa
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Phylogeny Using Parsimony Analysis (PAUP*) versão 4.0b4a (Swofford, 1999). O número de caracteres informativos de parcimônia foi realizado em dezoito grupos taxonômicos, incluindo grupos taxonômicos extras. Os grupos taxonômicos de referência foram Traphinales: Taphrina wiesneri (número de acesso no GenBank: D 12531), Taphrina deformans (000971) e Taphrina pruni-subcordatae (AB000957). As quinze espécies restantes foram Muscodor albus (AF324337), Muscodor roseus (AY034664), Xylaria carpophila (Z49785), X. curta (U32417), X. hypoxylon (020378), X. polymorpha (AB014043), Xylaria sp. (AB014042), Rosellinia necatrix (AB014044), Poronia punctata (AF064052), Daldinia concentrica (U32402), Hypoxylon fragiforme (AB014046) e Hypoxylon atroroseus (U32411), Pestalosphaeria hansenii (AF242846), Discostroma tricellular (AF346546) e Amphisphaeria sp. (AF346545). A análise de “bootstrap” foi configurada como segue: 100 replicações, troca de ramificação por reconexão de bissecção de árvore, e adição de seqüência aleatória. Todos os caracteres foram igualmente ponderados.
Exemplo 7 - Análise de voláteis antibióticos produzido por Muscodor albus [0060] Foi planejado um método para a análise dos gases no espaço aéreo acima de micélio de M. albus em crescimento em placas de Petri. Uma seringa “Solid Phase Micro Extraction” foi usada para capturar os voláteis fúngicos. O material de fibra (Supelco) foi 50/30 divinil-benzeno/carbureno sobre polidimetilssiloxano sobre uma fibra flexível estável. A seringa foi inserida através de um pequeno orifício perfurado no lado da placa de Petri e exposta à fase vapor por 45 min. A seringa foi então inserida em um cromatógrafo a gás (Hewlett Packard 5890 Series II Plus) equipado com um detector seletivo de massa. Uma coluna capilar ZB Wax de 30 m x 0,25 mm de diâmetro interno com um espessura fílmica de 0,50 mm foi utilizada para a separação dos voláteis. A temperatura da coluna foi programada como segue: 25oC por 2 min. seguidos para 220oC a 5oC/min. O gás de arraste foi Hélio Ultrapuro (distribuidor local) e a pressão da cabeça da coluna inicial foi de 50 kPa. A pressão do He foi elevada com a subida da temperatura do forno para manter uma velocidade de fluxo de gás de arraste constante durante o curso da separação. Antes da captura dos voláteis, a fibra foi condicionada a 240oC por 20
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17/38 minutos sob um fluxo de gás hélio. Um tempo de injeção de 30 segundos foi usado para introduzir a fibra de amostra dentro do GC. O cromatógrafo a gás foi interfaciado a um espectrômetro de massa magnético de focalização dupla VG 70EHF operando em uma resolução de massa de 1500. O MS foi triado em uma velocidade de 0,50 segundo por decaimento de massa sobre uma faixa de massa de 35-360 amu. A aquisição de dados e o processamento de dados foram realizados em um pacote de programa de computador e interface VG SIOS/OPUS. Identificação inicial dos desconhecidos produzidos por M. albus foi feita por meio de comparação de biblioteca usando o banco de dados NIST.
[0061] Análises comparáveis foram conduzidas sobre placas de Petri contendo apenas PDA e os compostos obtidos das mesmas, em sua maioria estireno, foram subtraídos das análises feitas sobre as placas contendo o fungo. Identificação final de 20/28 compostos foi feita em uma base comparativa para padrões autênticos usando os métodos de GC/MS aqui descritos. Contudo, outros 8 compostos compondo apenas aproximadamente 20% dos voláteis têm sido apenas identificados por tentativa baseando-se na informação do banco de dados NIST e não foram incluídos em quaisquer dos testes de bioensaio que empregaram misturas artificiais de compostos de M. albus.
[0062] Como uma primeira aproximação, a análise quantitativa de cada composto encontrado nas culturas fúngicas baseia-se em sua área de pico relativa obtida após a análise de GC-MS. Este número foi empregado para a preparação de atmosferas artificiais de gases de M. albus nas proporções relativas que ocorrem na cultura.
Exemplo 8 - Fonte de compostos fúngicos voláteis [0063] Os compostos produzidos por M. albus foram obtidos em sua maioria da Aldrich Chem. Co., contudo, valenceno foi obtido da Fluka Chem. Co. e bulneseno sintético foi obtido de dr. Clayton Heathcock de U.C. Berkeley, Dept. of Chemistry e pode ser sintetizado seguindo-se os procedimentos de Heathcok e Ratcliffe (1971). [0064] Os outros ésteres que não estavam comercialmente disponíveis foram preparados seguindo-se alguns procedimentos de acilação como descritos em
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Hoeffe, G. et al. (1978).
[0065] 2-metil, 3-metil-butil-éster do ácido propanóico. Cloreto de isobutila (2 mL, 19,1 mmol) foi lentamente adicionado em uma solução a 0oC de isoamil-álcool (1 mL, 9,5 mmol), 4-dimetil-amino-piridina (583 mg, 4,8 mmol), e piridina (0,85 mL, 10,5 mmol) em dicloro-metano. Um precipitado foi evidente 5 minutos após a completitude da adição. Após agitação por 12 h sob argônio, a reação foi derramada em 20 mL de HCl 0,1 N. As camadas foram separadas e a camada aquosa foi extraída com 20 mL de cloreto de metileno. As camadas orgânicas foram combinadas e lavadas com 10 mL de cloreto de amônio aquoso saturado depois com 10 mL de bicarbonato de sódio aquoso saturado. As camadas orgânicas foram secas sobre sulfato de magnésio anidro, filtradas, e concentradas em vácuo. Foram purificadas por destilação através de uma coluna de Vigreaux de 14 mm (ponto de ebulição de 60-62oC, 25 mm). O óleo incolor, límpido resultante foi agitado sobre Amberlyst 15 para remover qualquer cloreto de isobutirila residual. 1H NMR (250 MHz, CDCl3) 4,09 (t, 2H, J 6,7), 2,53 (m, 1H), 1,68 (m, 1H), 1,52 (q, 2H, J 6,5), 1,16 (d, 6H, J 7,0), 0,92 (d, 6H, J 6,5).
[0066] 2-metil-etil-éster do ácido propanóico,. Cloreto de isobutila (2 mL, 19,1 mmol) foi lentamente adicionado em uma solução a 0oC de etil-álcool (0,55 mL, 9,5 mmol), 4-dimetil-amino-piridina (583 mg, 4,8 mmol), e piridina (0,85 mL, 10,5 mmol) em dicloro-metano. Um precipitado foi evidente 5 minutos após a completitude da adição. Após agitação por 12 h sob argônio, a reação foi derramada em 20 mL de HCl 0,1 N. As camadas foram separadas e a camada aquosa foi extraída com 20 mL de cloreto de metileno. As camadas orgânicas foram combinadas e lavadas com 10 mL de cloreto de amônio aquoso saturado depois com 10 mL de bicarbonato de sódio aquoso saturado. As camadas orgânicas foram secas sobre sulfato de magnésio anidro, filtradas, e concentradas em vácuo. Foram purificadas por destilação através de uma coluna de Vigreaux de 14 mm (ponto de ebulição de 102oC). 1H NMR (300 MHz, CDCL) 4,12 (q, 2H, J 7,2), 2,52 (m, 1H), 1,25 (t, 3H, J 6,5), 1,16 (d, 6H, J 7,2).
[0067] 3-metil acetato de 1-Butanol. Sob uma atmosfera de argônio, cloreto de
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19/38 acetila (6,5 mL, 91,8 mmol) foi adicionado por gotejamento em uma solução a 0oC de isoamil-álcool (5 mL, 45,9 mmol), N,N-dimetil-piridina (2,8 g, 23 mmol), e piridina anidra (4,1 mL, 50,5 mmol) em dicloro-metano (92 mL). A mistura reacional foi derramada em 100 mL de HCl 0,1 N, e as camadas resultantes foram separadas. A camada orgânica foi lavada com 50 mL de cloreto de amônio aquoso saturado e depois seca sobre sulfato de magnésio anidro. A camada orgânica foi filtrada e concentrada em vácuo para um óleo transparente. O óleo resultante foi purificado por destilação (ponto de ebulição 134-136oC) para dar acetato de isoamila. 1H NMR (300 MHz, CDCl3) 4,08 (t, 2H, 6,9), 2,03 (s, 3H), 1,68 (m, 1H), 1,51 (q, 2H, J 6,9), 0,92 (d, 6H, J 6,6).
Exemplo 9 - Inibição de patógenos humanos e fúngicos pelos voláteis em ensaios in vitro em Placa de Petri [0068] Uma tira de ágar foi removida do meio das placas de PDA, formando duas seções separadas e aproximadamente iguais nas quais os microorganismos podiam crescer, como descrito por Strobel et al., 2001. Um pedaço de ágar da cultura de M. albus foi posicionado em uma seção e crescido por 10 dias com as placas encerradas dentro de um saco plástico. Após dez dias, a outra seção foi inoculada com vários patógenos fúngicos, com placas seccionadas sem M. albus servindo como controle. Houve três placas para cada tratamento. Penicillium expansum, Monilinia fructicola, Candida albicans e bactérias foram aplicados em uma suspensão de células/esporos, enquanto que outros patógenos foram aplicados como um único pedaço de micélio de 3 ou 6 mm em cada placa. O crescimento de patógeno, medido pelo diâmetro da colônia, foi avaliada após 3 dias. Reisolamento de patógenos, para se avaliar sua viabilidade, foi tentado no final dos experimentos pelo levantamento do ágar na área inoculada e pela transferência dele para placas de PDA frescas.
[0069] A capacidade relativa dos compostos de M. albus voláteis autenticados de inibirem e matarem os organismos de teste também é mostrada na Tabela 1. Soluções de teste foram preparadas pelo posicionamento de compostos em frascos em proporções relativas que ocorreram na fase gasosa das culturas de M. albus. A
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20/38 mistura de teste foi posicionada em um microcopo pré-esterilizado (4x6 mm) localizado no centro de uma placa de Petri contendo PDA. Quando não em uso, a mistura era armazenada a 0oC. Os organismos de teste, de crescimento recente e escusados sobre blocos de ágar de 3 mm3 (pelo menos 3 blocos de ágar por fungo de teste), foram posicionados 2-3 cm do microcopo e a placa foi envolvida com duas camadas de parafilme. Medições foram feitas sobre o crescimento de micélio da borda dos blocos de ágar após um dado período de tempo. Contudo, no caso de bactérias e de Candida albicans foram riscados sobre o lado de teste da placa de PDA e checados para novo crescimento visível e viabilidade por risca repetida da área original da placa de ágar que havia sido inoculada. Controles apropriados também foram configurados nos quais não foi inoculada solução de teste no microcopo. Testes sobre 3,2-90 ,uL de mistura artificial por 50 cm3 de espaço aéreo acima da placa de PDA foram realizados em 3 repetições com o propósito de se obterem os dados de IC50 para cada organismo de teste. Classes individuais de compostos também foram testadas nas quantidades relativas nas quais ocorrem na concentração ótima de toda a mistura que é de 60 11L de mistura de teste por 50 cm3 de espaço aéreo acima da cultura em uma placa de Petri estandardizada. Por exemplo, os ésteres representam 44% da mistura de voláteis identificados e foram testados a 26,4 gL/50 cm3 de espaço aéreo e o mesmo procedimento foi utilizado para cada uma das outras classes de compostos que foram identificados. Finalmente, cada composto individual, especialmente dentre os ésteres, foi testado na concentração ou percentagem relativa na qual ocorre em 60 gL. A viabilidade dos micróbios de teste foi feita pela remoção asséptica do pequeno bloco de ágar e pelo seu posicionamento sobre uma placa de PDA e pela observação de crescimento após 1-3 dias.
[0070] Nenhum dos patógenos, exceto F. solani e F. oxysporum lycopersici, cresceu na presença de M. albus (Tabela 1) e seu crescimento foi inibido. Ambos estes patógenos sobreviveram na presença de M. albus, quando transferidos para placas frescas três dias depois. Também os voláteis de M. albus não mataram o próprio M. albus ou seu parente próximo Xylaria sp., embora inibissem o
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21/38 crescimento de Xylaria sp. (Tabela 1).
Exemplo 10 - Teste das classes de compostos voláteis e de componentes voláteis individuais em ensaios in vitro [0071] Classes individuais de compostos nos voláteis naturais de M. albus foram avaliadas com o objetivo de se determinar a atividade biológica relativa de cada. Cada classe de compostos, nas proporções relativas que ocorrem, foi testada no nível das percentagens que ocorrem no total de 60 pL/50 cm3 (1,2 pL/cm3) (Tabela 5). Isto foi feito com um grupo selecionado de 7 fungos de teste. Cada grupo de compostos possuía alguma capacidade inibidora contra os organismos de teste (Tabela 5). Contudo, em uma base comparativa os ésteres tiveram atividade inibidora maior do que a de qualquer outro grupo de compostos (Tabela 5).
[0072] Cada composto na classe de ésteres foi individualmente avaliado. Quando um teste comparável sobre cada éster foi conduzido nas condições na Tabela 5, 1-butanol, 3-metil, acetato, imitou quase completamente os resultados de todos os ésteres como na Tabela 5. Ele representou 62% de todos os ésteres combinados identificados e foi portanto testado no nível de 0,32 pL/cm3. Adicionalmente, bioatividade inibidora mínima foi mostrada por ácido propiônico, 2metil, 3-metil-butil-éster e pouca ou nenhuma atividade foi observada nos outros ésteres. Embora os ésteres, e o 1-butanol, 3-metil-acetato tivessem atividade inibidora nos testes de bioensaio, sob nenhumas condições em qualquer teste, foi observada morte de qualquer fungo de teste sob o período de exposição de 3 dias padrão (Tabela 5). Esta é uma observação significativa, visto que a morte dos organismos de teste foi observada em ambas a atmosfera artificial completa e na atmosfera natural de M. albus da placa de Petri. O resultado sugere fortemente que um mecanismo aditivo ou sinérgico é operacional no caso dos voláteis de M. albus. Assim, embora cada classe de compostos possua atividade mais ou menos inibidora, uma mistura completa dos ingredientes é necessária para ocasionar a morte da bactéria e dos fungos de teste (Tabela 1).
[0073] Baseando-se no fato de que os voláteis de M. albus podem inibir e matar E. coli (Tabela 1) experimentos foram feitos usando M. albus para se determinar se
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22/38 seus gases podem inibir e matar a microflora verificada em resíduos animais e humanos tais como E. coli e outros micróbios fecais. Estes micróbios comumente são a causa de disenteria e de outras doenças durante os momentos de maiores crises incluindo desastres naturais, e guerras. Concebivelmente, M. albus pode ser desenvolvido e usado em aplicações de campo para a descontaminação de resíduos animais e humanos. Assim, de acordo com nossos experimentos, foi preparada uma colônia de M. albus de duas semanas de idade crescendo sobre uma metade de uma placa de Petri contendo PDA. Depois sobre a metade da placa preparada foi riscado (usando métodos microbiológicos padrão) resíduo humano sólido. Uma placa de controle foi configurada na qual não estava presente colônia de M. albus. Após dois dias de inoculação a 23oC, houve significativamente mais colônias fúngicas e bacterianas crescendo na placa de controle do que na placa com M. albus. Em um experimento comparável, M. albus foi incubado sozinho em resíduo humano líquido (urina) e o crescimento total de bactérias foi impedido em contraste com um controle (sem o M. albus) no qual crescimento bacteriano prosperou. Exemplo 11 - Atividade in vivo de Muscodor albus contra o patógeno de solo Rhizoctonia solani [0074] Para estes experimentos, o meio de crescimento é primeiro infestado com R. solani pela adição de uma cultura sobre uma placa de PDA em 1 L de meio de crescimento (vermiculita). Esta taxa permite quase 100% de mortalidade de planta nova com baixa variabilidade dentre os potes. Muscodor albus em várias formas é então adicionado no meio de crescimento, que é então posicionado em potes plásticos de 7,62 centímetros. Os potes são plantados com aproximadamente 70 sementes de brócolis, plantados em uma bandeja e aguados do fundo. As plantas novas são contadas após aproximadamente uma semana. Controles consistem de apenas R. solani, apenas Muscodor albus e meio de crescimento simples. Dependendo do experimento, há 3 ou 4 potes por tratamento, arranjados em um arranjo completamente aleatório.
[0075] Uma cultura líquida de PDB de 10 dias de idade foi homogeneizada por uns poucos segundos em um misturador e incorporada em uma taxa de 50 ou 200
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23/38 mL por L de vermiculita. O tratamento da cultura de ágar sólida foi feito como descrito acima, com 2 placas de cultura de 2 semanas de idade por L. Os potes foram semeados imediatamente após o enchimento. O efeito do encerramento dos voláteis nos potes também foi investigado: para cada tratamento, um saco plástico foi aplicado sobre 3 potes com uma fita de borracha enquanto 3 outros potes foram deixados não cobertos. Os sacos foram removidos após 3 dias. Resultados mostram que a cultura líquida aplicada na taxa maior (200 mL/L de vermiculita) foi tão efetiva na prevenção das doenças que escurecem ou murcham os caules das plântulas quanto as culturas sólidas de Muscodor sobre PDA (Tabela 2). O efeito da aplicação de Muscodor parece ser imediato, visto que taxas de emergência normais foram obtidas com estes tratamentos, embora não houvesse período de incubação antes do plantio. A taxa baixa de cultura líquida causou alguma redução nas doenças que escurecem ou murcham os caules das plântulas, mas não foi efetiva. O encerramento dos voláteis no pote com um saco plástico não melhorou a eficácia (Tabela 2).
Exemplo 12 - Atividade de Muscodor albus como um tratamento após a colheita de fruta infestada [0076] Lesões simples foram feitas com uma unha sobre o equador de maçãs, cv Gala, que foram posicionadas em placas plásticas, com o lado lesionado para cima, em caixas plásticas de 3,8 L. Nove maçãs foram posicionadas em cada caixa e houve três caixas por tratamento. As frutas foram inoculadas com bolor azul, Penicillium expansum por pipetação de 20 ,uL de suspensão conidial (104/mL) em para dentro de cada lesão quer 24 horas antes (pré-inoculação) quer imediatamente antes do experimento. Para o tratamento de fumigação de Muscodor, 140 gramas de grãos de centeio colonizados foram posicionados nos recipientes que foram então selados. O controle continha apenas frutas inoculadas em caixas seladas. Foram incubadas na temperatura ambiente (19-22oC). Doença foi avaliada como a percentagem de frutas infectadas após 7, 14, e 21 dias (Tabela 3). O tratamento que foi pré-inoculado não mostrou infecção das maçãs enquanto que uma taxa de infecção muito baixa foi vista em apenas 7% na avaliação no dia 21 para a fruta
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24/38 inoculada imediatamente antes da exposição da fruta a Muscodor.
Exemplo 13 - Atividade de Muscodor albus contra insetos e nematódeos
Nematódeo (Caenorhabditis elegans) [0077] Placas usando o sistema de fosso (Worapong et al., 2001) foram inoculadas sobre um lado com M. albus, e sobre o lado oposto com E. coli, ou nematódeos vivos com E. coli. Placas idênticas foram configuradas sem o Muscodor. Após cinco dias a placa sem o Muscodor tinha desenvolvido uma população grande se reproduzindo de nematódeos que cruzou o fosso e começavam a povoar o lado oposto da placa de petri. A E. coli tinha crescida para morfologia de colônia normal sobre a placa acompanhante. A placa tratada com Muscodor tinha desenvolvido uma colônia substancial que estava enviando micélios através da superfície de PDA. Os nematódeos que estavam presentes eram moles, todavia móveis. Em sete dias, o Muscodor alcançou a borda do PDA e estava enviando micélios para dentro do fosso da placa com E. coli, e a placa com os vermes redondos. Apenas um número pequeno de nematódeos adultos vivos estava presente sobre o ágar, e sua mobilidade era limitada.
Lagarta da beterraba (Spodoptera exigua) [0078] Três béqueres de plástico pequenos contendo aproximadamente 150 gramas de semente de centeio autoclavadas colonizadas com M. albus foram posicionados em uma caixa plástica (aproximadamente de 16 dm2). Uma caixa acompanhante foi configurada na temperatura ambiente sem os três bécheres de fungo. Ambas as caixas continham uma placa de petri de PDA com um pequeno pedaço de Rhizoctonia solani no centro, como um indicador de bioensaio. Placas de microtítulo de 96 cavidades contendo ovos de lagarta da beterraba que haviam sido posicionados sobre dieta artificial foram introduzidas em cada caixa. Após dois dias, os ovos na caixa sem Muscodor começaram a eclodir, e o R. solani desenvolveu novos micélios. Os ovos de lagarta não eclodiram na caixa contendo a cultura de centeio de M. albus. Em adição, o crescimento de R. solani foi suprimido. Após 5 dias, as lagartas na caixa não tratada alcançaram o segundo a terceiro estádio. [0079] Placas de microtítulo pareadas foram introduzidas nas caixas com larvas
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25/38 de lagarta que haviam sido crescidas por três dias sobre dieta artificial. A placa na caixa de Muscodor cessou a alimentação e permaneceu sem desenvolvimento em comparação com os controles não tratados. Após cinco dias, as lagartas na placa tratada estavam mortas.
Larvas de besouro da raiz do milho, Diabrotica undecimpunctata [0080] Placas de microtítulo pareadas foram introduzidas em caixas com ovos de larvas de besouro da raiz do milho que haviam sido posicionados sobre dieta artificial. Os ovos já haviam começado a eclodir quando as placas foram introduzidas nas caixas de teste. Aproximadamente metade dos ovos eclodiu na caixa de Muscodor. O restante não eclodiu, e todos os neonatos morreram dentro de dois dias. A placa de microtítulo na caixa de controle não tratado desenvolveu uma infestação normal que prosseguiu com larvas no 3-6o estádio por cavidade, após uma semana.
Exemplo 14 - Tratamento de sementes de cevada infestadas com fungo carvãocoberto utilizando Muscodor albus [0081] Em experimentos repetidos, controlados, 25 sementes de cevada infestadas com Ustilago hordei (fungo carvão-coberto, Tabela 6) foram posicionadas em cada uma de duas placas de ágar com os gases de M. albus por quatro dias e depois plantadas em potes de teste na estufa. Após 15 semanas as plantas foram colhidas e avaliadas para fungo carvão-coberto nas cabeças de semente. Houve controle de 100% desta doença nos dois grupos de plantas que haviam sido expostas aos gases de M. albus e não houve sinal de qualquer inibição ou dano das plantas causados pelo tratamento com gás. Um número idêntico de plantas de controle (semente não tratada e infestada com U. hordei) teve 50% e 41%, respectivamente das cabeças de semente infestadas neste experimento. Também, como esperado, semente não infetada deu plantas nem grãos doentes. RESULTADOS E DISCUSSÃO [0082] Muscodor albus, gen. et. sp. nov., é uma espécie endofítica deuteromicética (micélio esterilia) possuindo relação molecular com o grupo ascomicético Xylaria. O fungo está relacionado com Xylariaceae em virtude de 96Petição 870180033138, de 24/04/2018, pág. 32/48
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98% de homologia de seu 18S rDNA (2089 pb) com os membros representativos deste grupo. Em adição, as seqüências (652 pb) de ITS1, 5.8S e de ITS2 de M. albus mostraram relação rigorosa com várias Xylaria spp. incluindo X. arbuscula, X. longipes, e X. mali em nível de 89-92%. Tanto o 18S rDNA quanto o ITS1&2 5.8S rDNA são incomuns, e portanto, Muscodor é considerado uma espécie e um gênero taxonomicamente distintos. (Worapong et al., 2001).
[0083] Os voláteis de M. albus também foram testados contra plantas inoculadas com fungos patogênicos. Os próprios voláteis não tiveram efeitos prejudiciais sobre plantas superiores que foram testadas. Contudo, foi possível demonstrar um controle de 100% do fungo carvão-coberto da cevada usando os voláteis para tratar a semente inoculada com Ustilago hordei. Assim, por causa da importância prática potencial dos fungos produtores de antibiótico volátil foi considerada importante a determinação de se outros organismos neste grupo existem na natureza.
[0084] Usando-se técnicas padrão para o isolamento de fungos endofíticos, bem como o emprego dos voláteis de M. albus como uma ferramenta de seleção em cultura, foram isolados pelo menos mais dois endófitos produtores de antibiótico volátil. Estes organismos foram obtidos de duas espécies de árvore separadas nativas da Austrália. Estas duas culturas fúngicas apresentaram similaridades com M. albus pelo fato de que não formaram estruturas proveitosas em cultura, não produziram esporos, não tinham um odor rançoso e foram inibidoras ou letais para muitos microorganismos. Contudo, em prova do que é dito, estes organismos possuíam características químicas, de cultura e de biologia molecular diferentes das de M. albus.
[0085] Tem sido bem demonstrado que as características moleculares de um organismo são singulares para ele e ele pode ser usado como auxílio em classificação especialmente quando estruturas críticas (produção de esporos) ou outras características são faltantes. Assim, o método de mapeamento de caráter filogenético combinado com dados morfológicos pode ajudar na identificação fúngica. Comumente, os genes de rDNA são considerados alvos para propósitos taxonômicos porque estão elevadamente conservados (Bruns et al., 1991; Guarro et
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27/38 al., 1999 e Mitchel et al., 1995). Em adição ao seu 18S rDNA, as seqüências de ITS1&2 também estão conservadas. Após pesquisa parcial das seqüências de 18S rDNA de M. roseus “A3-5” (2055 pb) com os dados no GenBank sob BLASTN 2.2.1, os resultados mostraram similaridades de 100% com 2089 pb de Muscodor albus (AF324337) do sítio 1-91, 1319-2048, e similaridades de 98% com 982 pb de Xylaria polymorpha (AB014043) e de Hypoxylon fragiforme (AB014046), e similaridades de 97% com 982 pb de Rosellinia necatrix (AB014044). Em adição, o isolado “A-10” possui 99% de similaridade de seqüência de seu 18S rDNA (2051 pb) com aquela do isolado “A3-5”.
[0086] Por outro lado, análise comparativa das seqüências de ITS1 &2 e de 5.8S rDNA de M. roseus “A3-5” alcança ITS 1&2 de Muscodor albus (AF324337), X. arbuscula CBS 452.63 (AF163029) e CBS 454.63 (AF163028), X. enteroleuca CBS 148. (AF163033). X. longipes CBS 148.73 (AF163038), X. mali CBS 385.35 (AF163040), X. cornu-damae CBS 724.69 (AF163031), em similaridades de 99, 91, 91, 91, 90 e 89 %, respectivamente. Não foram encontradas identidades totais de seqüências parciais quer de 18S rDNA quer de ITS 1&2 e de 5.8S rDNA.
[0087] Análise foligenética baseada nas seqüências de 18S mostraram que M. roseus é um grupo irmão de Muscodor albus (AF324337) com confiança de “bootstrap” robusta medida 100% de 100 replicações. Em adição, a análise de parcimônia máxima mostra que ambos M. albus e M. roseus estão mais rigorosamente relacionados com Xylariaceae por exemplo Xylaria spp., Rosellinia necatrix (AB014044) e Poronioa punctata (AF064052) do que com os três gêneros representativos de Amphisphaeriaceae: Pestalosphaeria hansenii (AF242846), Discostroma tricellular (AF346546) e Amphisphaeria sp. (AF34645) com confiança de “bootstrap” medida a 68% de 100 replicações (Felsenstein, 1985). Este resultado também foi confirmado por uma árvore filogenética de pesquisa heurística de consenso estrito de 30 cladogramas de 18S rDNA igualmente mais parcimoniosos. Portanto, M. roseus deve ser posicionado na família Xylariaceae, Xylariales. Em adição, os resultados da comparação de ambos o 18S rDNA e o ITS 1&2 e 5.8S rDNA de M. roseus “A3-5” possuem similaridades elevadas com M. albus (Worapong
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28/38 et al., 2001). Também, os dados de biologia molecular (18S rDNA) sugerem que ambos os isolados “A3-5” e “A-10” de M. roseus devem ser considerados rigorosamente relacionados, e organismos virtualmente idênticos. Adicionalmente, os dados de biologia molecular proporcionam alguma confirmação do conceito para a divisão de M. albus, previamente descrito, desta nova espécie fúngica proposta M. roseus.
[0088] Embora a biologia molecular de M. roseus mostre que este organismo possui o melhor encaixe no grupo - Xylariaceae, também demonstra relação rigorosa de 18S rDNA com M. albus. Entretanto, devido ao fato de haver tal relação no nível molecular limitado de rDNA, pode-se demonstrar que os dois fungos são idênticos. Entretanto, outros caracteres químicos em ambos M. albus e M. roseus foram examinados e verificados como diferentes. Assim, embora ambos M. albus e M. roseus compartilhem a capacidade bioquímica de produção de um odor fedorento rançoso, que, como tem sido demonstrado, possuem propriedades antibióticas poderosas, muitos dos voláteis produzidos por estes dois organismos foram idênticos quando medidos por GC/MS. Com freqüência tem sido observado que fungos produzem uma variedade de substâncias odoríferas, mas as propriedades antibióticas impressivas de Muscodor spp. parecem ser singulares (Bjurman et al., 1992; Rapoir et al., 2000 e Schnurer et al., 1999). Contudo, os voláteis destes dois fungos também continha diferentes compostos (Strobel et al. 2001). Como um exemplo, M. albus produziu 2-nonanona, cariofileno, e ácido acético 2-fenil-etil-éster, embora estes compostos não fossem detectados em qualquer isolado de M. roseus. Por outro lado, ambos os isolados de M. roseus produziram compostos não detectados nos voláteis de M. albus, tais como ácido 2-butenóico, etil-éster; 1,2,4trimetil-benzeno e 2,3-nonadieno. Este resultado acarreta alguma confirmação química à indicação dada neste relatório sugerindo que M. albus é taxonomicamente distinto de M. roseus.
[0089] Outras características mais clássicas de M. roseus (isolados “A3-5” e “A10”) também foram examinadas e comparadas com as de M. albus. Estes isolados de M. roseus produziram um micélio ligeiramente rosa, denso, de crescimento lento
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29/38 sobre todos os meios testados. Isto contrasta com M. albus que produz um micélio alvacento sobre todos os meios testados (Worapong et al., 2001). Não houve formação de esporos sobre qualquer meio incluindo aqueles contendo o material de planta hospedeira ou folhas de cravo. Hifas variadas em diâmetro (0,8-3,6 pm) e [sic] foram com freqüência interlaçadas para darem estruturas mais complexas e até mesmo espirais hifais. Estas hifas foram em geral maiores do que aquelas de M. albus. Os micélios de M. roseus em geral formam estruturas entrelaçadas mais complexas em cultura do que M. albus. Na verdade, a aparência das espirais hifais dos fungos em cultura não é comum, em nossa experiência, e ainda estas estruturas frequentemente apareceram em culturas de M. roseus.
[0090] Finalmente é para ser observado para M. roseus, que as melhores condições de armazenagem foram após a secagem sobre papel de filtro e posicionamento a -70oC. Sob estas condições o fungo permanece viável por mais 1,5 anos. Também, este fungo pode ser armazenado a 4oC em água estéril mas com menos certeza de recuperação de um organismo viável após 6 meses. Também, armazenagem em 15% de glicerol a -70oC efetivamente conservou a viabilidade do organismo.
[0091] Os exemplos e a discussão precedentes são meramente intencionados para ilustrarem a técnica. Como é evidente para uma pessoa experiente na técnica, várias modificações podem ser feitas acima sem se desviarem do espírito e do escopo desta invenção.
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Tabela 1. Os efeitos dos compostos voláteis de M. albus e de uma mistura artificial de compostos de M. albus sobre um grupo de micróbios de teste
Micróbio de teste Crescimento % sobre o controle após uma exposição de 2 dias a M.albus Viabilidade após 3 dias de exposição à cultura de M. albus IC50 em atmosfera artificial por 2 dias (pL/cm3) Crescimento % (mm) sobre controle em atmosfera artificial Viabilidade após 3 dias de exposição à atmosfera artificial
Pythium ultimum 0 Morto O,48±0,0 1 0 Morto
Phytophthora cinnamoni 0 Morto O,29±0,06 0 Morto
Penicillium expansum 0 Morto # # #
Rhizoctonia solani 0 Morto 0,08±0,02 0 Morto
Ustilago hordei 0 Morto 0,31±0,09 0 Morto
Stagnospora nodorum 0 Morto 0,15±0 0 Morto
Sclerotinia sclerotiorum 0 Morto 0,17±0,05 0 Vivo
Scerotinia minor 0 Morto # # #
Aspergillus fumigatus 0 Morto 0,41±0,05 0 Vivo
Monilinia fructicola 0 Morto # # #
Fusarium solani 19,4±0.284 Vivo 1,13±0,07 42,0±2 Vivo
Fusarium oxysporum 4 Vivo # # #
Verticillum dahliae 0 Morto 0,3±0 0 Morto
Cercospora beticola 17,5±3,5 Vivo 0,12±0,15 8±2 Vivo
Tapesia 0 Morto 0,64±0 0 Morto
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yallundae
Xylaria sp. 25±0 Vivo 0,41±0,03 0 Vivo
Muscodor albus 100±0 Vivo 0,6±0 17,5±7,5 Vivo
Escherichia coli 0 Morto # 0 Morto
Staphylococc us aureus 0 # 0 Morto
Micrococcus luteus 0 Morto # 0 Morto
Candida albicans 0 Morto # Traço Vivo
Bacillus subtilus 0 Vivo # 0 Vivo
Legenda: * A quantidade de cada composto positivamente identificado utilizada na mistura artificial foi obtida pela aplicação de seção transversal de ionização eletrônica (% da área total) do composto obtido na análise de GC/MS. As misturas artificiais foram subseqüentemente testadas pelo posicionamento delas em um microcopo (4x6 mm) pré-esterilizado localizado no centro de uma placa de Petri contendo PDA. Pedaços de ágar contendo micróbios de teste recém crescidos (ou micróbios riscados) foram posicionados a cerca de 2-3 cm do centro do microcopo. Depois a placa foi embrulhada com 2 camadas de parafilme e incubada por dois ou mais dias a 23oC. Medições de crescimento micelial linear foram feitas da borda do pedaço de água inoculado para a borda da colônia micelial. # Não medido neste planejamento experimental.
Tabela 2. Número médio de plantas novas de brócolis por pote uma semana após o plantio (média ± desvio padrão) usando vermiculita.
Tratamento com Muscodor Não-infestado Infestado com Rhizoctonia
Potes não selados
Checagem 65±1 1±1
Líquido: 500 ml/l 64±11 39±1
Líquido: 200 ml/l 61 ±8 63±15
Cultura em PDA 62±5 68±1
Potes selados
Checagem 65±1 1±1
Líquido: 500 ml/l 59±3 31±19
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Líquido: 200 ml/l 57±2 66±11
Cultura em PDA 62±6 62±10
Tabela 3. Percentagem de maçãs infectadas com bolor azul (Penicillium expansum) após 7, 14 e 21 dias, comparando-se pré-inoculação com bolor azul à inoculação imediatamente antes da exposição a Muscodor. Controles não tratados não foram expostos a Muscodor.
Tratamentos 7 dias 14 dias 21 dias
Controle não tratado 100 100 100
Muscodor 0 0 7+13
Pré-inoculação 24 horas
Controle não tratado 100 100 100
Muscodor 0 0 0
Tabela 4. Análise de GC/MS dos compostos voláteis produzidos por M. albus.
RT Área Total (%) M/z Composto possível PM
3:45 0,33 114 Octano 114
4:19 0,93 58 Acetona 58
4:37 0,68 74 Acetato de metila 74
5:56 7,63 88 Acetato de etila 88
6:51 0,31 102 Ácido propanóico, 2-metil, metil-éster 102
7:16 0,24 * Etanol 46
8:03 2,07 116 Ácido propanóico, 2-metil, etil-éster 116
11:45 0,58 * Ácido propanóico, 2-metil, 2-metilpropil-éster 144
12:05 2,06 74 Isobutil-álcool 74
12:50 22,24 * 1-Butanol, 3-metil, acetato 130
14:57 1,53 * Ácido propanóico, 2-metil, 3-metilpropil-éster 158
15:28 22,99 * 1-Butanol, 3-metil- 88
16:08 0,29 138 #Furano, 2-pentil- 138
18:53 0,29 142 #4-Nonanona 142
20:38 0,41 142 2-Nonanona 142
21:07 0,30 204 # Naftaleno, deca-hidro-4a-metil-1metileno-7(1 -meti-etilideno)-, (4aR- trans)- 204
22:54 1,51 204 # Azuleno, 1,2,3,4,5,6,7,8-octa-hidro1,4-dimetil-7-(1 - metil-etenil)-, [1S- (1 .alfa.,4.alfa-,7.alfa.)] 204
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34/38
23:16 0,94 204 # Ciclo-hexeno, 4-(1,5-dimetil-1,4hexadienil)-1-metil- 204
25:20 3,63 204 # 1H-3a,7-metano-azuleno, 2,3,4,7,8,8a-hexa-hidro-3,6,8,8tetrametil-, [3R-(3.alfa., 3a.beta., 7.beta., 8a.alfa.)] 204
25:30 6,08 88 Ácido propanóico, 2-metil 88
26:04 0,48 204 Cariofileno 204
75:55 0,34 204 # Naftaleno, 1,2,4a,5,6,8a-hexa-hidro4,7-dimetil-1-(1-metil-etil)-, [1R- (1.alfa., 4a.alfa., 8a.alfa.)] 204
28:34 0,36 204 # Espiro[5.5]undec-2-eno, 3,7,7trimetil-11-metileno 204
28:50 1,07 204 Azuleno, 1,2,3,5,6,7,8,8a-octa-hidro-1, 4-dimetil-7-(1-metil-etienil[sic])-, [1S(1.alfa., 7.alfa., 8a.beta.)] Nome comum: Bulneseno 204
28:57 3,24 204 Naftaleno, 1,2,3,5,6,7,8,8a-octa-hidro1,8a-dimetil-7-(1 -metil-etenil)-, [1R- (1.alfa.7.beta.,8a.alfa.)] Nome comum: Valenceno 204
31:12 1,74 * Ácido acético, 2-fenil-etil-éster 164
33:17 1,06 122 Fenil-etil-álcool 122
39:00 9,76 204 Desconhecido 204
*Não foi observado pico de íon-molecular no espectro quer do composto padrão quer do composto sofrendo a análise.
# Denota que um espectro e tempo de retenção deste componente foi observado e que a substância correspondeu ao composto mais provável no banco de dados NST, mas os dados não têm sido confirmados pelo uso de um composto padrão interno apropriado quer pelo tempo de retenção quer por MS. Estes compostos não foram adicionados na mistura artificial no teste de bioensaio.
Tabela 5. A influência inibidora de cada classe de compostos voláteis é expressada como a % de crescimento do micróbio de teste em comparação com um controle não na presença dos compostos de teste.
Micróbio de teste # Álcoois 0,48 pL/cm3 crescimento % do Ésteres 0,53 pL/cm3 crescimento % do Cetonas 0,02 pL/cm3 crescimento % do Ácidos 0,09 pL/cm3 crescimento % do Lipídeos 0,08 pL/cm3 crescimento % do
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controle controle controle controle controle
Pythium ultimum 11,2±4 0 67,5±7 40,9±3 75±0
Rhizoctonia solani 55±5 0 67,5±7,5 67,5±7,5 40±0
Tapesia yallundae 35±15 0 75±25 100±0 100±0
Xylaria sp. 75±25 0 100±0 100±0 100±0
Sclerotinia sclerotiorum 29±3 8,1±1,5 20,6±12 40±0 78±2
Cercospora beticola 58±8 5±5 100±0 83±17 100±0
Fusarium solani 70±10 55±5 90±10 80±20 80±10
*Todas as medições de crescimento micelial após uma exposição de três dias a qualquer uma das misturas de teste artificiais dadas nesta tabela.
# Nenhuns dos micróbios foram mortos após uma exposição de três dias a qualquer uma das misturas de teste artificiais dadas nesta tabela.
Tabela 6. Número de cabeças de sementes de cevada infectadas com Ustilago hordei com e sem pré-tratamento com Muscodor albus.
Tratamento Razão de plantas doentes para saudáveis
Exp. 1 Exp. 2
Sem tratamento 16/32 13/31
Voláteis de M. albus 0/33 0/42
Controle não infestado 0/41 0/39
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LISTAGEM DE SEQÜÊNCIAS <110> Strobel, Gary; Manker, Denise <120> NOVOS FUNGOS ENDOFÍTICOS E MÉTODOS DE USO <130> AQ 2019.40 <140> Desconhecido <14i> n.04-2002 <150> 60/283,902 Π-03-2002 <15O> 60/363,072 <151> 16-04-2002 <160> 4 <l7(k> FastSEQ para Windows versão 4.0 <210> 1 <211> 2089 <212> DNA <213> Muscodor albus <400> 1 ccggttgatc tataagtaat tagtacerta gactcacgga attcataata gccctatcaa gttagggctc caggcgegca ggetcttttç tggagggcaâ gttgttgcag cgcgtgcact tggtggggaa cgaatacatc gaccgccgta aattcttgga aatcaggaac aactatgccg aatcaaagtc acggaagggc taggcctgta caeccttaaa gagtccaggg ccgcagccaa gggtgagcag ctgtaataac aaactcacca tgggtggtgg acgaacgaga agagggacta tagatgttct agatgcttgg ctrttcaacg ccctttgtac tggcccaggg <21O> 2 ctgccagtag catacagcga ctacttggat gggatgtatt acttcacqaa ctttcgatgg gacteeggag aattacccaa ggtcttgtaa gtctggtgcc ttaaaaagct ggttcggccg ccaggacttt agcatggaat atgattaata tttattgaag gaaagttagg actagggatc tttgggttet accaccagga gaaggctcgg gtgcggggac cgccagatta acacctgagc tgttcgcttg ttacaaccgt ggtccagaca tgcatggccg ccttaacctg tccgctcaag gggccgcacg gtaatcttgt aggaattcct acaccgcccg gagtcggcaa tcatatgcrt aactgcgaat aaccgtggta tattagatta tcqcatqqcc cagggtcttg aaggagcctg tcccgacacg ttqqaatqaq agcagccgcg egtagttgaa ggcctttccc tactgtgaaa aatagaatag gggacagtcg actaactact ggatcgaaga gggcggtgtt ggggggagta gttaaccagc tflgcrtgctg atectgttaa accatctggg tgctagcagt cttaagataa aataacggga caatgaggat ttcttagttg ctaaatagce cggatggaag tgcgrtacac taaaccctgt agraagr.gta tcgctactac cgacacccca gtctcaaaga ggctcattaa attetagage aaaaccaatg ttgcqccggc gcctgccatg agaaacggct gggaggtagt tacaatttaa gtaattccag eettgggcct tctggggagc aaattagagt gacgtgtggt ggggtgteag gcgaaagcat egateagata attttttgac tggtcgeaag gttacattcg ataactacta aagtctagac ttggctaata acggtggagg agtccgggga gcctgcggct tgacagattg gtggagtgat cctattgett tttgaggcaa tgacaggggc cgtgctgggg agteatcaac cgattgaatg gggccggaaa ttaaqccatg atcagttatc taatacatgc cccctcgggg qatgqttcat gttacaacgg actacateca gacaataaat atcccttaac ctccaatagc ggctggccgg cccatgcctt grtcaaagca tctattttgt tattcaattg tcaccaagga ccgtcgtagt ccgctcggca gctgaaactt tegcactctg gtctcctgta gccggacctg agtgctagae ttcagagact cgcatgaaaa taatttgaet agagetettt ttgtctgctt tggcagtagg taacaggtet agcgagtact atagageatt rtgegttgat gctcagtgag gttatccaa catgtctaag 60 gtttarttga 120 taaaaatccc ISO ctttctggtg 24Ü teaaatttct 300 gtaacggagq 360 aggaaggcag 420 actgatacag 4S0 gaqqaacaat 540 gtatattaaa 6ÓÜ tccgcctcac 660 tcattaggtg 720 ggcctatgct 780 tggtttctag 840 tcagaggtga 900 tgttttcatt 960 cttaaccata 1020 ccttatgaga 1080 aaagaaattg 1140 ctccaaaaag 1200 atggaggcga 1260 gctcggaaac 1320 ttgggactat 1380 tgacaggggt 1440 tgcagtccaa 1500 caacacgggg 1560 cttgattttg 1620 aattgcgata 1680 ctggcttctt 1740 gtgatgccct 1800 tccttagcag 1860 gcaattattg 1920 tacgtccctg 19S0 gctttcggac 2040
2OS9
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TÈftiplSC <Z11> 652 <212> ONA <213> Muscodor albus <400> 2 tggaagtaaa agtcgtaaca aggtctccgt tggtgaacca (jcggagggat cattacagag 60 ttttccaaac tcccaaccct atgtgaactt acctttgttg cttcggcggc ggaggctacc 120 ctatagggga taccacatag tggttaccct gtagtcccag gtgctagatt gtgctcaacg 180 tcttatcgtc tacgactagc tacceggtgg ecctccccgc cggcggccaa ctaaactctg 240 tttttatggc attctgaatt ataaacttaa taagttaaaa ctttcaacaa cggatctctt 300 ggttctggca tcgatgaaga acgcagcgaa atgcgataag taatgtgaat tgcagaattc 360 agtgaatcat cgaatCtVtg aaçgcacatt gcgcccatta gcattctagt gggcatgcct 420 gttcgagcçt catttcacca cttaagccct gttgcttagc gttgggagcc tacggcactg 480 cccgtagctc cctaaagtga ttggcggagt tggttctcac tctaggcgta gtaaatctat 540 ctcgcctctg tagtggttcc ggcccctgcc gtaaaacccc ctatatcaaa ggttgaeete 600 ggatcaggta ggaatacccg ctgaacttaa gcatatcaat aagccgggag ga 652 <21Q> 3 <2ll> 2OS5 <212> DNA <213> Muscodor roseus <400> 3 ccagtagtca tatgcttgtc tcaaagattl agccatgcat gtctaagtat aagcaattat 60 acagcgaaac tgcgaatggc tcattaaatc agttatcgtt tatttgatag taccttacta 120 cttggataac cgtgcjtaatt ctagãgctaa tacatgctaa aaatcccgac tcacggagçg 180 atgtatttat tagattaaaa accaatgccc ctcggggctt tctggtgatt cataataact 240 tcaegaatcg catggccttg cgccggcgat ggttcattca aatttctgcc ctatcaactt 300 tcgatggcag ggtcttggcc tgccatggtt acaacgggta acggagggtt agggctcgac 360 cccggagaag gagcctgaga aacggctact acatccaagg aaggcagcag gcgcgcaaat 420 tacccaatcc cgacacgggg aggtagtgac aataaatact gatacagggc tcttttgggt 460 cttgtaattg gaatgagtac aatttaaatc ccttaacgag gaacaattgg agggcaagtc 540 tggtgccagc agccgcggta attccagctc caatagcgta tattaaagtt gttgcagtta 600 aaaagctcgt agttgaacct tgggcctggc tggccggtcc gcctcaccgc gtgcactggt 660 tcggccgggc ctttccctct ggggagcccc atgcctttca ttaggtgtgg tggggaacca 720 ggacttttac tgtgaaaaaa ttagagtgtt caaagcaggc ctatgctcga atacatcagc 7S0 atggaataat agaataggac gtgtggttct attttgttgg tttctaggac cgccgtaatg 840 attaataggg acagtcgggg gtgtcagtat tcaattgtca gaggtgaaat tcttggattt 900 attgaagact aactactgcg aaagcattca ccaaggatgt tttcattaat caggaacgaa 960 agttagggga tcgaagacga rtgecacgag cccgggggct etggtgeact ggttagccgg 1020 tgtatctggt cgtccataat taggcgcgag cctagttagt ctataacgca ctataggcga 1080 caccgtcaaa ttgcggggac atccttagag cctctaccac aectgcccgc tagaaatagc 1140 gagcagtcgt aacagcgtag aggattqqac aatccgcagc caaatccqta ccctgagagg 1200 gctacccggg acttccgggt ggcactccgg ccaggatgca gttcacagac tagacgtcgg 1260 tgggggagta ctccttaaga tatagtcgag ccgccctaga aatggggcgt gatagaagca 1320 gataccgtcg tagtcttaac cataaactat gccgactâgg gatcgggcgg tgttattttt 1380 tgacccgctc ggcaccttac gagaaatcaa agtctttggg ttctgggggg agtatggtcg 1440 caaggctgaa acttaaagaa attgacggaa gçgcaccacc aggagtggag cctgcggctt 1500 aatttgactc aacacgggga aactcaccag gtccagacac aatgaggatt gacagattga 1560 gagctetttc ttgattttgt gggtggtggt gcatggccgt tcttagttgg tggagtgatt 1620 tgtctgctta attgcgataa cgaacgagac cttaacctgc taaatagccc ctattgcttt 1680 ggcagtaggc tggcttctta gagggactat ccgctcaagc ggatggaagt ttgaggcaat 1740 aacaggtctg tgatgccctt agatgttctg ggccgcacgc gcgttacact gacaggggca 1800 gcgagtactt ccttagcaga gatgcttggg taatcttgtt aaaccctgtc gtgctgggga 1860 tagagcattg caattattçc tcttcaacga ggaattccta gtaagcgtaa gtcatcaact 1920 tgcgttgatt acgtccctgc cctttgtaca caccgcccgt cgctactacc gattgaatgg 1080 ctcagtgagg ctttcggact ggcccagggg agtcggcaac gacaccccag ggccggaaag 2040 ttatccaaat cggtc 2055 <210? 4 <211> 650 <212> DNA <213> Muscodor roseus <400? 4 tggaagtaaa agtcgtaaca aggtctccgt tggtgaacca gcggagggat cattacagag 60 ttttrtaaac tcccaaccct atgtgaactt acctttgttg cttcggcggc ggaggçtacc 120
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38/38 ctatagggga tcttatcgtc tttttatggc ggttctggca agtgaatcat gttcgagcgt ccgtagetce tcgcctctgt gatcaggtag t ac ca cata g tacgactagc attctgaatt tcgatgaaga cgaatctttg catttaccac ctaaagtgat agtggttccg gaatacccgc tggttaccct tacccggtgg ataaaettaa
RcgcagCÇjS,â aacgcacatt ttaagccctg tggcggaçgvt gcccctgccg tgaacttaag lemplsT gtagtcccag atgctagatc ccctccccgc taagttaaaa atgcgataag gcgcccatta ttgcttagcg ggttctcact taaaaccccc catatcaata cggcggccaa ctttcaacaa taatgtgaat gcattctagt ttgggagcct ctaggcgtag tatatcaaag agccggagga gtgctcaacg ctaaactctg cggatctctt tgcagaatrc gggcatgcct acggcactgc taaatctatc gttgacctcg
1B0
240
300
360
420
4S0
540
600
650
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Claims (9)

  1. REIVINDICAÇÕES
    1. Método de inibição do crescimento de um organismo selecionado do grupo consistindo de Pythium ultimum, Rhizoctonia solani, Phytophthora cinnamoni, Sclerotinia sclerotiorum, Sclerotinia minor, Verticillium dahliae, Botrytis cinerea, Penicillium expansum ou Ustilago hordei, caracterizado pelo fato de compreender expor o organismo a Muscodor albus ou Muscodor roseus, excluída a aplicação em corpo humano ou animal.
  2. 2. Método de inibição do crescimento de um organismo selecionado do grupo consistindo de Pythium ultimum, Rhizoctonia solani, Phytophthora cinnamoni, Sclerotinia sclerotiorum, Sclerotinia minor, Verticillium dahliae, Botrytis cinerea, Penicillium expansum ou Ustilago hordei caracterizado pelo fato de compreender expor o organismo a um ou mais compostos voláteis produzidos por Muscodor albus ou Muscodor roseus, excluída a aplicação em corpo humano ou animal.
  3. 3. Método de tratamento ou de proteção de frutas, plantas, sementes, grão ou solo circundando as plantas contra uma infestação por um organismo selecionado do grupo consistindo de um fungo, uma bactéria, um microorganismo, um nematódeo e um inseto, caracterizado pelo fato de compreender expor o organismo a Muscodor albus ou Muscodor roseus.
  4. 4. Método de tratamento ou de proteção de frutas, plantas, sementes, grão ou solo circundando as plantas contra uma infestação por um organismo selecionado do grupo consistindo de um fungo, uma bactéria, um microorganismo, um nematódeo e um inseto, caracterizado pelo fato de compreender expor o organismo a um ou mais compostos voláteis produzidos por Muscodor albus ou Muscodor roseus.
  5. 5. Método de tratamento ou de proteção de material de construção contra infestações de bolor tóxico caracterizado pelo fato de compreender expor o material a Muscodor albus ou Muscodor roseus.
  6. 6. Método de tratamento ou de proteção de material de construção contra infestações de bolor tóxico caracterizado pelo fato de compreender
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    2/2 expor o material a um ou mais compostos voláteis produzidos por Muscodor albus ou Muscodor roseus.
  7. 7. Método, de acordo com a reivindicação 3, caracterizado pelo fato de compreender adicionalmente as etapas de expor a fruta, plantas, sementes, grão ou solo circundando as plantas a um fungicida, um inseticida, um antimicrobiano, um bactericida, um nematicida ou um conservante de alimento.
  8. 8. Método, de acordo com a reivindicação 4, caracterizado pelo fato de compreender adicionalmente as etapas de expor a fruta, plantas, sementes, grão ou solo circundando as plantas a um fungicida, um inseticida, um antimicrobiano, um bactericida, um nematicida ou um conservante de alimento.
  9. 9. Método de obtenção de uma composição volátil caracterizado pelo fato de compreender cultivar Muscodor albus ou Muscodor roseus; e coletar a composição volátil produzida pelo Muscodor albus ou Muscodor roseus em crescimento.
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