"APERFEIÇOAMENTOS INTRODUZIDOS EM CINTA DEANCORAGEM PARA PROTEÇÃO INDIVIDUAL NA UTILIZAÇÃO DEESCADAS EM GERAL".
CAMPO TÉCNICO
Trata o presente modelo de utilidade deaperfeiçoamentos introduzidos em cinta de ancoragem para proteçãoindividual na utilização de escadas em geral, mais particularmenteutilizada em equipamentos de segurança para profissionais deserviços executados em altura, tais como, instalação e/oumanutenção de fios e cabos elétricos e outros, instaladores de TV acabo, trabalhadores da construção civil, trabalhadores quedesenvolvem podas de árvores, entre outros; dita cinta de ancoragemé provida de meios de amarração ou cinta de ancoragem aplicada nasextremidades superiores de uma escada, preferencialmente aquelasdo tipo extensível, e quando a mesma se encontra ainda no solo, ouseja, sem ser montada no local de trabalho; quando da cinta deancoragem já instalada, a escada é posicionada na vertical eestendida até o local de apoio; a cinta, devidamente amarrada àescada, permite maior estabilidade e segurança para o usuário, poisque configura um elemento de ancoragem para o guia do trava-quedas, conhecido como "linha de vida"; a cinta de ancoragemcontempla, ainda, meios visuais que indicam o desgaste da mesmaapós muito uso, promovendo, assim, a prevenção de futurosacidentes.
FUNDAMENTOS DA TÉCNICA
Como é de conhecimento geral, as companhiasdo setor de telecomunicação, luz, TV a cabo e outras estão em grandedesenvolvimento tecnológico e de produtividade. Desta forma, estedesenvolvimento intensifica o fornecimento e instalação decabeamentos em geral, geralmente aéreos, como é comum nasgrandes cidades, amplificando a necessidade de normas de segurançae fiscalização dos equipamentos dos profissionais envolvidos nasinstalações e serviços realizados em postes, árvores e estruturasverticais.
Existem diversos tipos de equipamentos deproteção individual para serviços em altura que são obrigatórios. Suautilização, conforme a Norma Regulamentadora 06, compreende o usodo trava-quedas instalado na "linha de vida" que está fixa a um pontode ancoragem com no mínimo 15KN de resistência, aplicado àsatividades onde haja risco de queda em altura. Muitos acidentes, atémesmo fatais ou causando invalidez, acontecem por motivo da nãoutilização destes equipamentos de segurança ou pela precariedadedos mesmos.
Atualmente, apesar das recentes normastécnicas, ainda não há meios adequados para ancorar a "linha devida" em serviços aéreos, tais como, em postes e equivalentes. Osatuais meios de amarração da "linha de vida" à escada ou à estruturade sustentação do profissional, são precários e improvisados,impossibilitando que a amarração seja segura para o desenvolvimentodo serviço. O modo mais convencional de se amarrar a linha de vida àescada é colocar a escada no poste, amarrar a extremidade da corda,através de nós, na extremidade da escada e então subi-la até o pontode trabalho; assim o operador poderá prender o trava-quedas nareferida corda ou "linha de vida" e trabalhar. Caso os nós se soltemou haja um desequilíbrio do operador, a fragilidade dos nós não sãosuficientes para segurar a queda.
Durantes pesquisas para elaboração dopresente relatório, foi encontrada uma forma de amarração da linhade vida, a qual se apresenta na forma de uma fita reforçada, porexemplo borracha sintética, provida de um revestimento central, dematerial atritante para entrar em contato com a superfície do posteou árvore, fita esta cujas extremidades são dotadas de duas alças.Referida fita, para ser utilizada pelo profissional como elemento desegurança, tem uma de suas extremidades amarradas à "linha devida" e deve ser lançada manualmente numa determinada altura doposte, de maneira a envolve-lo. As alças da fita ficam, então,voltadas para o operador que deve subir na escada, laçar a outraextremidade da fita de maneira a configurar uma amarração da "linhade vida", podendo, assim, instalar o trava quedas na referida corda.Assim esticadas, as extremidades da fita forçam a porção centralatritante a se manter estacionaria no poste, tentando manter o corpodo profissional estabilizado, enquanto o mesmo trabalha apoiado daescada.
Tal fita, como se vê, além de ser de difícilinstalação, pois depende de habilidade do operador, apresenta cmomaior inconveniente o fato de o operador necessitar subir até o pontode amarração sem que haja segurança, ou seja, ele sobe naextremidade da escada, já posicionada para concluir a instalação dalinha de vida. Caso ocorra qualquer deslize durante a instalação, nãohá meios de sustentação do operador. Outro inconveniente desteconvencional meio é a fragilidade do mesmo, pois caso o profissionaldesequilibre ou force o corpo para frente, a fita é afrouxada, fazendocom que o profissional perca a almejada estabilidade durante otrabalho.
BREVE DESCRIÇÃO DO OBJETO
Visando trazer melhorias ao mercado emquestão, o requerente desenvolveu aperfeiçoamentos introduzidos emcinta de ancoragem para proteção individual, mais particularmenteutilizada em equipamentos de segurança durante a utilização deescadas em geral, tais como, portáteis extensíveis ou convencionaispor profissionais de serviços aéreos, tais como, aplicação e/oumanutenção de cabeamento em geral, instaladores de TV a cabo,trabalhadores da construção civil, trabalhadores que desenvolvempodas de árvores, entre outros.
Dita cinta de ancoragem é preferencialmenteconfeccionada em espessas tiras de tramas de poliéster, poliamida ousimilares, apresentando meios de amarração à escada e aoprofissional, mais precisamente sendo dito meios de amarraçãoaplicados às extremidades superiores livres da escada, junto à barraoriginal da escada.
A amarração é realizada quando a escadaainda se encontra recolhida, pois, assim que suspensa ao local deapoio no poste ou outra estrutura similar, a cinta de ancoragem,devidamente amarrada à escada, configura, de imediato, um ponto deancoragem para o operador, permitindo maior estabilidade esegurança, pois que configura meios de ancoragem para a instalaçãodo conjunto do trava-quedas.
A configuração principal da cinta deancoragem compreende uma tira principal apresentando um par dealças principais extremas conformadas pela dobradura dasextremidades livres da tira principal que, após dobradas sãocosturadas e coladas, além de conterem, nestes pontos de costura,tiras de velcro, dispostas de modo ortogonal à tira principal, demaneira a conformar elementos de amarração final, detalhadosadiante
A porção mediana da cinta se dobra uma oumais vezes de maneira a formar um dobramento central,configurando um apêndice, cujas faces de contato, durante odobramento, são unidas por meio de costura e cola, conformando oponto de ancoragem do conjunto do trava-quedas.
A tira principal prevê que na face oposta aoapêndice seja aplicado, por costura e cola, uma tira secundária dereforço estrutural, a qual se estende lateral e simetricamente emrelação ao apêndice, apresentando dobraduras nas extremidadeslivres que, unidas por costura e cola, conformam outro par de alçassecundárias de reforço.
As alças principais, alças secundárias dereforço e o apêndice de ancoragem são revestidos por fita tubulares,de tecido distinto daquele que constitui a tira principal e de reforço,bem como de cor contrastante, conformando elementos passíveis deindicar o desgaste da cinta de ancoragem devido ao atrito da mesmaem relação aos pontos de amarração, ou seja, quando o profissionalconseguir visualizar a cor da tira principal e/ou secundária da cinta deancoragem é o momento de recuperar a cinta promovendo, assim, aprevenção de futuros acidentes, possibilitando a rápida identificaçãoque o material do equipamento encontra-se desgastado.
Os meios de amarração da cinta de ancoragemna escada são realizados através das seguintes etapas:
a) encaixar as alças principais da cinta de ancoragem nasextremidades superiores da escada extensível, quando a mesma seapresentar ainda no solo, de maneira que o apêndice de ancoragemfique voltado para o operador;
b) enlaçar, com cada uma das extremidades da tira principal, asproximidades das alças principais;
c) encaixar as alças secundárias de reforço, que sobraram após osenlaces das extremidades da tira principal, nas extremidadessuperiores da escada de maneira que as mesmas fiquem sobrepostassobre as alças principais;
d) conectar o mosquetão ao apêndice de ancoragem da cinta,amarrando a corda do trava-quedas ao mosquetão;
e) conectar a corda proveniente do apêndice da cinta de ancoragemao trava-quedas do cinturão do profissional, conformando, assim oelemento de segurança durante o serviço.
f) subir a escada e amarrá-la ao no poste;g) enlaçar, cada par formado pelas tiras principais e secundárias, coma correspondente tira ortogonal de velcro, enlaçando, juntamente, asextremidades da barra de metal da escada extensível;
DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
A complementar a presente descrição de modoa obter uma melhor compreensão das características do presenteinvento e de acordo com uma preferencial realização prática domesmo, acompanha a descrição, em anexo, um conjunto dedesenhos, onde, de maneira exemplificada, embora não limitativa, serepresentou o seguinte:
a figura 1 representa uma vista emperspectiva da cinta de ancoragem, segundo a versão preferencial, ouseja, duas alças principais, duas alças secundárias e o apêndice deancoragem;
a figura 2 mostra um detalhe em corteampliado da porção de cinta de ancoragem revestida com o tecidocontrastante;
as figuras 3, 4, 5 e 6 representam vistas deaplicação da cinta de ancoragem na escada extensível;
a figura 7 ilustra a posição da cinta deancoragem na escada e esta frente ao poste e todo o conjuntoaplicado em relação ao profissional;
a figura 8 revela uma vista em perspectiva deuma segunda variação construtiva da cinta de ancoragem, a qualapresenta-se numa composição simplificada, ou seja, com duas alçasprincipais e um apêndice de ancoragem; e
a figura 9 representa uma vista emperspectiva de uma terceira variação construtiva da cinta deancoragem, apresentando o absorvedor de impacto.
DESCRIÇÃO DETALHADA DO OBJETO
Com referências aos desenhos ilustrados, apresente invenção se refere a "APERFEIÇOAMENTOS INTRODUZIDOSEM CINTA DE ANCORAGEM PARA PROTEÇÃO INDIVIDUAL NAUTILIZAÇÃO DE ESCADAS EM GERAL", mais precisamente trata-se deuma cinta de ancoragem (1) particularmente utilizada como sistemade ancoragem para equipamento de segurança para profissionais (O)de serviços aéreos, tais como, instalação e/ou manutenção decabeamento em postes (P) e torres, instaladores de cabeamento deTV a cabo, trabalhadores da construção civil, trabalhadores quedesenvolvem podas de árvores, entre outros.
Dita cinta de ancoragem (1) épreferencialmente confeccionada em espessas tiras (T) de tramas depoliéster, poliamida ou similares providas de filamentos de borrachaconfigurando um tecido elástico, a qual apresenta meios deamarração (MA) à escada (E) e ao profissional (O), maisprecisamente sendo dito meios de amarração aplicados àsextremidades superiores livres (El) e (E2) da escada (E) do tipoextensível ou convencional, junto à barra (B) original da escada,configurando meios de ancoragem (MG) para a instalação da linha devida onde o conjunto do trava-quedas (Q) é instalado, além deapresentar elementos de revestimento (G), de partes da cinta (1) quepermitem a visualização do desgaste da cinta de ancoragem (1).
A amarração da cinta (1) é realizada quando aescada (E) ainda se encontra recolhida, pois, assim que suspensa aolocal de apoio no poste (P) ou outra estrutura similar, a cinta deancoragem (1) devidamente amarrada à escada, configura, deimediato, um ponto de ancoragem para o profissional (O).
Segundo uma configuração principal da cintade ancoragem (1) (ver figura 1), a mesma compreende uma tiraprincipal (2) apresentando um par de alças principais extremas (2a),conformadas pela dobradura (Dl) das extremidades livres da tiraprincipal que, após dobradas são costuradas (C) e coladas (L), alémde conterem, nestes pontos de costura, tiras de velcro (3a), dispostasde modo ortogonal à tira principal (2), de maneira a conformarelementos de amarração final, detalhados adiante
A porção mediana da cinta (1) se dobra umaou mais vezes de maneira a formar um dobramento central (D2),configurando um apêndice de ancoragem (4), cujas faces de contato,durante o dobramento (D2), são unidas por meio de costura (C) ecola (L), conformando o ponto de ancoragem do conjunto do trava-quedas (Q).
A tira principal (2) prevê que na face opostaao apêndice (4) seja aplicado, por costura (C) e cola (L), uma tirasecundária de reforço estrutural (5), a qual se estende lateral esimetricamente em relação ao apêndice (4), apresentando dobraduras(D3) nas extremidades livres que, unidas por costura (C) e cola (L),conformam outro par de alças secundárias de reforço (5a).
As alças principais (2a), alças secundárias dereforço (5a) e o apêndice de ancoragem (4) são revestidos por fitastubulares (6), de tecido distinto daquele que constitui a tira principale de reforço, bem como de cor contrastante, conformando elementospassíveis de indicar o desgaste da cinta de ancoragem devido aoatrito da mesma em relação aos pontos de amarração, ou seja,quando o profissional conseguir visualizar a cor da tira principal e/ousecundária da cinta de ancoragem é o momento de recuperar a cintapromovendo, assim, a prevenção de futuros acidentes.
Numa segunda variação construtiva esimplificada da cinta de ancoragem (1') (ver figura 8), a tira principal(2') desenvolve um par de alças principais (2a') e (2b'), as quaisapresentam nos pontos de costura (C) um par de tiras de velcro (3')e (3a'), dispostas de modo ortogonal de maneira a conformarelementos de amarração.
Numa terceira variação construtiva a porçãomediana da cinta (1") se apresenta alongada, dobrando-se diversasvezes longitudinalmente (DL) conformando múltiplas camadasjustapostas e unidas por costuras (C) configurando um absorvedor deimpacto (AI), para que no momento de uma possível queda asmúltiplas camadas justapostas se descosturem absorvendo o impactoda queda.
Os meios de amarração (MA) da cinta deancoragem (1) na escada (E) são realizados através das seguintesetapas:
a) encaixar as alças principais extremas (2a) da cinta de ancoragem(1) nas extremidades superiores (El) e (E2) da escada (E), quando amesma se apresentar ao solo, de maneira que o apêndice deancoragem (4) fique voltado para o operador (O);
b) enlaçar as tiras principais (2a) pelas alças secundárias de reforço(5a);
c) encaixar as alças secundárias de reforço (5a) nas extremidadessuperiores (El)/(E2) da escada (E) de maneira que as mesmasfiquem sobrepostas sobre as alças principais (2a);
d) conectar o mosquetão (M) ao apêndice de ancoragem (4) da cinta(1) amarrando a corda (D) ao mosquetão (M);
e) conectar a corda (C) ao trava-quedas (Q) conformando aancoragem do usuário (O).
f) subir a escada (E) e amarrá-la ao no poste (P);
g) enlaçar as tiras principais (2a) e secundárias (5a) através das tirasortogonais de velcro (3a), juntamente com a barra de metal (B) daescada extensível (E).
É certo que quando o presente invento forcolocado em prática, poderão ser introduzidas modificações no que serefere a certos detalhes de construção e forma, sem que isso impliqueafastar-se dos princípios fundamentais que estão claramentesubstanciados no quadro reivindicatório, ficando assim entendido quea terminologia empregada teve a finalidade de descrição e não delimitação.