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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Richard Wagner (1813-1886) - Orchestral Works

Richard Wagner foi um dos maiores músicos do século XIX. Criou obras que mantém sua qualidade mais de um século depois. Personalidade forte e controvertida, Wagner colocou sua obra a serviço do nacionalismo alemão. 

“O caminho até a unificação alemã em 1871 foi resultado, dentre muitas outras ações, da influência militar do chanceler Otto von Bismarck. E o fervor nacionalista aceso na época é resultado da existência do grande compositor e maestro Richard Wagner. É inevitável ressaltar que esse mesmo músico teve uma explicita atuação militar (chegou a ser exilado  entre 1848 e 1860) e nesse mesmo espectro, foi se envolvendo cada vez mais entre os políticos e chefes da época,  sempre buscando maior valor às suas obras, embasando-as em faces míticas da região, onde antes ocupavam pequenos principados e ducados.

Wilhelm, nome de batismo de Wagner, ressaltava sua convicção nacionalista, em que sua verdadeira missão era difundir a revolução aonde quer que passasse.  E é aqui nesse contexto que se enquadra o ser papel decisivo para a formação do ‘kultur’ alemão, caracterizando a plena defesa da cultura local e a ênfase da particularidade de cada povo, mesmo antes de ser concretizada a noção territorial de Alemanha.

O grande compositor foi responsável por explorar muito mais do que o simples plano orquestral, submetendo não só os músicos, mas também os ouvintes ao caráter fabuloso dos mitos alemães. No turbulento período do segundo Reich, ficaram evidente os laços entre a cultura e a política, era como uma aliança indireta de objetivos entre o líder político-militar Otto Von Bismarck, e o otimista Richard Wagner, que apesar de sua importância, recebeu muitas críticas por parte dos poderosos da época, inclusive por parte do chanceler, quando sugeriu seu ingresso (Wagner) no Renascimento Espiritual da Alemanha. 

Texto completo aqui 

Richard Wagner (1813-1886) - 

01 - Lohengrin, WWV 75_ Prelude, Act 1 (2023 Remastered, Vienna 1958)
02 - Lohengrin, WWV 75_ Prelude, Act 3 (2023 Remastered, Vienna 1958)
03 - Tristan und Isolde, WWV 90_ Vorspiel (2023 Remastered, Vienna 195
04 - Tristan und Isolde, WWV 90_ Isolde's Liebestod (2023 Remastered,
05 - Parsifal, WWV 111_ Prelude (2023 Remastered, Vienna 1958)
06 - Parsifal, WWV 111_ Good Friday Music (2023 Remastered, Vienna 195
07 - Lohengrin, WWV 75_ Prelude, Act 1 (2023 Remastered, Dresden 1949)

Wiener Philharmoniker
Staatskapelle Dresden

Rudolf Kempe, regente 

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Sergei Prokofiev (1891-1953) - Sonata in C major, Op. 119 e Sergei Rachmaninov (1873-1943) - Sonata in G minor, Op. 19

 

Um disco bonito, triste, melancólico, delicado. É a música russa com toda a sua profundidade e apelo existencial. A primeira obra do disco (de Prokofiev) foi escrita em 1949. Pertence ao último período de produção do compositor; portanto, possui uma linguagem depurada e está inserida dentro de um quadro de tensões motivadas pelo regime soviético. Ela foi escrita, originalmente, para piano e violoncelo; mas acabou ganhando, também,  interpretações para outros instrumentos. A obra abandona o aspecto ríspido e sarcástico do compositor e assume uma linguagem - quase - neoclássica pela clareza. Ela é concisa, transparente e ambígua; parece olhar para o passado formal enquanto mantém um pé firmemente cravado na modernidade do século XX.

Por sua vez, quase como um contraste, aparece o Op. 19, de Sergei Rachmaninov. É uma obra de 1901. Ou seja, é uma obra de um Rach ainda jovem à procura de afirmação. É uma obra de um grande peso emocional, cuja linguagem procura ser direta, sem filtros, sem ironias. É bonita, sensível, repleta por um pathos romântico indiscutível.  Eu gosto disso. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01 Emanuel Ax, Yo-Yo Ma - Prokofiev Sonata in C major, Op. 119 - I. Adante Grave-Moderato animato
02 Emanuel Ax, Yo-Yo Ma - Prokofiev Sonata in C major, Op. 119 - II. Moderato-Adante dolce
03 Emanuel Ax, Yo-Yo Ma - Prokofiev Sonata in C major, Op. 119 - III. Allegro ma non troppo-Adant
04 Emanuel Ax, Yo-Yo Ma - Rachmaninov Sonata in G minor, Op. 19 - I. Lento-Allegrao moderato-Mode
05 Emanuel Ax, Yo-Yo Ma - Rachmaninov Sonata in G minor, Op. 19 - II. Allegro Scherzando
06 Emanuel Ax, Yo-Yo Ma - Rachmaninov Sonata in G minor, Op. 19  - III. Andante
07 Emanuel Ax, Yo-Yo Ma - Rachmaninov Sonata in G minor, Op. 19 - IV. Allegro mosso-Moderato-Viva

Emanuel Ax, piano
Yo-Yo Ma, violoncelo 

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Louis Hector Berlioz (1803-1869) - Symphonie fantastique, op. 14 e Maurice Ravel (1875-1937) - Pavane pour une infante defunte e Bolero

Eu tenho uma grande admiração pela Sinfonia Fantástica. Já a escutei com certa indiferença. HOje, todas as vezes que encontro alguma nova interpretação, escuto com recobrada atenção. É uma das obras românticas mais importantes da história. Ela é um evento pré-Liszt. Pode-se afirmar que ela carrega o espírito do indivíduo do Romantismo. Há um pano de fundo sombrio; o trágico, o destino com sua força inexorável, o drama, a danação. Essa gravação foi realizada em 1960. É possível perceber as guturações; a respiração da plateia. Foi conduzida pela mítica Filarmônica de Leningrado e seu indefinível regente Evgeny Mravinsky.

Aparecem no disco, ainda, duas obras de Ravel - a linda e melancólica Pavane e o Bolero. Trata-se de um disco para quem gosta dessas gravações em que os recursos e os detalhes técnicos são bem deficitários. A distância da captação do som é o que faz isso acontecer. Mas, existe uma força, um ímpeto que é próprio de Mravinsky, um dos grandes nomes da regência do século XX. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

01. Berlioz Symphonie fantastique - 1. Reveries - Passions   
02. Berlioz Symphonie fantastique - 2. Un bal    
03. Berlioz Symphonie fantastique - 3. Scene aux champs    
04. Berlioz Symphonie fantastique - 4. Marche au supplice    
05. Berlioz Symphonie fantastique - 5. Songe d'une nuit de Sabbat    
06. Ravel Pavane pour une infante defunte    
07. Ravel Bolero 

Leningrad Philharmonic Orchestra
Evgeny Mravinsky, regente    

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domingo, 18 de janeiro de 2026

Joseph Haydn (1733-1809) - The Complete String Quartets (CDs 6, 7, 8, 9 & 10 de 21)

Vamos à segunda postagem com os quartetos de cordas de Joseph Haydn, um dos mais prolíficos compositores da história. Haydn foi um mestre no que diz respeito à qualidade e à quantidade de obras escritas. O compositor é, com justiça, um dos pais do quarteto de cordas. Haydn compôs, ao todo, 68 quartetos. É um número astronômico sem sombras de dúvida. A produção dessas obras abrangem praticamente toda a sua vida criativa. 

Antes do compositor, o quarteto de cordas não possuía uma forma padrão. Ele ajudou a consolidar um formato fixo - 2 violinos, 1 viola e 1 violoncelo - e deu a cada instrumento uma função clara do ponto de vista musical. Haydn transformou o quarteto em uma conversa entre quatro vozes, em vez de um violino solista com acompanhamento. Esse conceito virou a essência do quarteto de cordas. 

Além disso, ajudou a consolidar a estabelecer a estrutura clássica em quatro movimentos: 1º movimento - rápido (em forma de sonata); 2º movimento - lento; 3º movimento - minueto (mais tarde, scherzo); e 4º movimento - rápido ou muito vivo. Essa estrutura acabou sendo o modelo seguido por gerações anteriores. 

Desse modo, não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Joseph Haydn (1733-1809) - 

DISCO 06

01. Str Qt in E flat, Op.17 No.3: I. Andante Grazioso
02. Str Qt in E flat, Op.17 No.3: II. Menuet: Allegretto
03. Str Qt in E flat, Op.17 No.3: III. Adagio
04. Str Qt in E flat, Op.17 No.3: IV. Allegro Di Molto
05. Str Qt in c, Op.17 No.4: I. Moderato
06. Str Qt in c, Op.17 No.4: II. Menuet: Allegretto
07. Str Qt in c, Op.17 No.4: III. Adagio Cantabile
08. Str Qt in c, Op.17 No.4: IV. Finale: Allegro
09. Str Qt in G, Op.17 No.5: I. Moderato
10. Str Qt in G, Op.17 No.5: II. Menuet: Allegretto
11. Str Qt in G, Op.17 No.5: III. Adagio
12. Str Qt in G, Op.17 No.5: IV. Finale: Presto
13. Str Qt in D, Op.17 No.6: I. Presto
14. Str Qt in D, Op.17 No.6: II. Menuet
15. Str Qt in D, Op.17 No.6: III. Largo
16. Str Qt in D, Op.17 No.6: IV. Finale: Allegro

DISCO 07

01. Str Qt in E flat, Op.20 No.1: I. Allegro Moderato
02. Str Qt in E flat, Op.20 No.1: II. Menuet: Un Poco Allegretto
03. Str Qt in E flat, Op.20 No.1: III. Affettuoso E Sostenuto
04. Str Qt in E flat, Op.20 No.1: IV. Finale: Presto
05. Str Qt in C, Op.20 No.2: I. Moderato
06. Str Qt in C, Op.20 No.2: II. Capriccio: Adagio
07. Str Qt in C, Op.20 No.2: III. Menuet: Allegretto
08. Str Qt in C, Op.20 No.2: IV. Fuga A Quattro Soggeti: Allegro
09. Str Qt in g, Op.20 No.3: I. Allegro Con Spirito
10. Str Qt in g, Op.20 No.3: II. Menuet: Allegretto
11. Str Qt in g, Op.20 No.3: III. Poco Adagio
12. Str Qt in g, Op.20 No.3: IV. Allegro Di Molto

DISCO 08

01. Str Qt in D, Op.20 No.4: I. Allegro Di Molto
02. Str Qt in D, Op.20 No.4: II. Un Poco Adagio E Affettuoso
03. Str Qt in D, Op.20 No.4: II. Menuet Alla Zingarese
04. Str Qt in D, Op.20 No.4: IV. Presto E Scherzando
05. Str Qt in f, Op.20 No.5: I. Moderato
06. Str Qt in f, Op.20 No.5: II. Menuet
07. Str Qt in f, Op.20 No.5: III. Adagio
08. Str Qt in f, Op.20 No.5: IV. Fuga A Due Soggetti
09. Str Qt in A, Op.20 No.6: I. Allegro Di Molto E Scherzando
10. Str Qt in A, Op.20 No.6: II. Adagio
11. Str Qt in A, Op.20 No.6: III. Menuetto
12. Str Qt in A, Op.20 No.6: IV. Fuga A Tre Soggetti: Allegro

DISCO 09

01. Str Qt in b, Op.33 No.1: I. Allegro Moderato
02. Str Qt in b, Op.33 No.1: II. Scherzo: Allegro
03. Str Qt in b, Op.33 No.1: III. Andante
04. Str Qt in b, Op.33 No.1: IV. Presto
05. Str Qt in E flat, Op.33 No.2 'The Joke': I. Allegro Moderato, Cantabile
06. Str Qt in E flat, Op.33 No.2 'The Joke': II. Scherzo: Allegro
07. Str Qt in E flat, Op.33 No.2 'The Joke': III. Largo Sostenuto
08. Str Qt in E flat, Op.33 No.2 'The Joke': IV. Finale: Presto
09. Str Qt in C, Op.33 No.3 'The Bird': I. Allegro Moderato
10. Str Qt in C, Op.33 No.3 'The Bird': II. Scherzo: Allegretto
11. Str Qt in C, Op.33 No.3 'The Bird': III. Adagio
12. Str Qt in C, Op.33 No.3 'The Bird': IV. Rondo: Presto

DISCO 10

01. Str Qt in B flat, Op.33 No.4: I. Allegro Moderato
02. Str Qt in B flat, Op.33 No.4: II. Scherzo: Allegretto
03. Str Qt in B flat, Op.33 No.4: III. Largo
04. Str Qt in B flat, Op.33 No.4: IV. Presto
05. Str Qt in G, Op.33 No.5: I. Vivace Assai
06. Str Qt in G, Op.33 No.5: II. Largo E Cantabile
07. Str Qt in G, Op.33 No.5: III. Scherzo: Allegro
08. Str Qt in G, Op.33 No.5: IV. Finale: Allegretto
09. Str Qt in D, Op.33 No.6: I. Vivace Assai
10. Str Qt in D, Op.33 No.6: II. Andante
11. Str Qt in D, Op.33 No.6: III. Scherzo: Allegretto
12. Str Qt in D, Op.33 No.6: IV. Finale: Allegretto
13. Str Qt in d, Op.42: I. Andante Ed Innocentemente
14. Str Qt in d, Op.42: II. Menuet
15. Str Qt in d, Op.42: III. Adagio E Cantabile
16. Str Qt in d, Op.42: IV. Finale: Presto

The Angeles String Quartet 

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sábado, 17 de janeiro de 2026

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 6 in A

Texto escrito pela maestrina Simone Young:

"A primeira sinfonia de Bruckner que regentei foi a Sexta, à frente da Orquestra Bruckner de Linz. Na época, fiquei profundamente fascinado por ela — e continua sendo a minha favorita. É uma obra cheia de surpresas e de um caráter sombrio marcante. Além disso, tenho uma predileção especial por sextas sinfonias, sejam as de Tchaikovsky, Mahler, Martinů ou Schubert.

Sinto-me particularmente atraído pela Sinfonia nº 6 porque, assim como a nº 7, ela é emocionalmente desnudada. É como se Bruckner vivesse, na música, tudo aquilo que não viveu em sua própria vida. Acho isso muito cativante, embora exista ali uma tristeza latente. Há uma palavra alemã, Wehmut, que define uma espécie de melancolia — mas não exatamente; trata-se mais de uma nostalgia que mistura sorriso e lágrima ao mesmo tempo. Creio que esse sentimento permeia constantemente a Sexta Sinfonia.

O movimento lento é uma de suas obras-primas: possui luminosidade, profundidade, paixão e tragédia — tudo está ali. Impressiona-me também a forma como Bruckner leva ao extremo a relação rítmica de dois contra três, especialmente no primeiro movimento, usando-a tanto como figura rítmica quanto como elemento melódico. Admiro, ainda, a complexidade do desenvolvimento do segundo tema. Curiosamente, o primeiro movimento traz a indicação Majestoso (“majestosamente”). Há a tentação de definir o andamento a partir da figura rítmica repetida nos violinos, mas acredito que a indicação se refere à melodia; se pensarmos ao contrário, a marcação de tempo simplesmente não faz sentido.

Outro traço típico de Bruckner são as pausas silenciosas que aparecem ao longo da obra. Ao comparar a primeira versão do último movimento da Segunda Sinfonia com sua revisão posterior, nota-se que a versão original chega a apresentar, em certos momentos, quatro compassos inteiros de silêncio, enquanto na revisão o mesmo trecho é indicado como um único compasso de pausa com uma fermata. Isso mostra claramente que, na concepção de Bruckner, as pausas tinham uma função métrica tão importante quanto as linhas melódicas e as estruturas harmônicas. Essa concepção remete à sua experiência como organista, em que os silêncios enquadram o som devido ao longo tempo de ressonância do instrumento.

É um erro grave — comum tanto entre regentes de ópera quanto de repertório sinfônico — não valorizar a substância contida no silêncio. O silêncio não é um vazio, nem a ausência de som; é a suspensão do som, algo completamente diferente. Essas fermatas não são pontos finais, mas algo mais próximo de reticências".

Texto completo aqui 

Anton Bruckner (1824-1896) - 

01 - I. Majestoso
02 - II. Adagio. Sehr feierlich
03 - III. Scherzo. Nicht schnell - Trio. Langsam
04 - IV. Finale. Bewegt, doch nicht zu schnell

Nowak Edition

Orchestre de la Suisse Romande
Marek Janowski, regente

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Philip Glass (1937 - ) - Piano Solo

Da apresentação do disco:

"Bojan Gorišek é o principal pianista esloveno dedicado à música contemporânea. Ele se destacou internacionalmente ao gravar a obra completa para piano de Erik Satie — um conjunto de dez CDs — para o selo holandês Blaricum Music Group e para a gravadora britânica LTM Recordings. Consideradas entre as melhores já realizadas, essas gravações constituem até hoje a mais abrangente revisão das composições pianísticas de Satie.

Ao longo da carreira, Gorišek já lançou mais de 30 CDs. Sua discografia inclui quatro álbuns dedicados a George Crumb, a gravação da Sonata para Piano Concord, de Charles Ives, e dois CDs com obras de Philip Glass para o Blaricum Music Group, na série Audiophile Classics. O pianista também registrou a integral das obras para piano de diversos compositores eslovenos.

Mais recentemente, suas interpretações de Arvo Pärt e Philip Glass têm recebido amplo reconhecimento da crítica especializada".

Não deixe de ouvir. Boa apreciação 

01. Metamorphosis 1 (07:50)
02. Metamorphosis 2 (07:08)
03. Metamorphosis 3 (03:06)
04. Metamorphosis 4 (06:33)
05. Metamorphosis 5 (06:57)
06. Mad Rush (16:38)
07. Wichita Vortex Sutra (08:33)
08. Orphee's Bedroom (01:39)
09. Glassworks (05:43)

Bojan Gorišek, piano 

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) - The Early Overtures

Extraído da apresentação do disco:

"Embora não possa ser considerada uma gravação de primeira escolha das Suítes (Aberturas) de Bach, esta edição se impõe como uma adição valiosa à discoteca de qualquer apreciador do compositor. Amparado por numerosos exemplos de pesquisas recentes — incluindo estudos do próprio maestro Siegbert Rampe, além de artigos de Dirst, Rifkin e Wolff —, Rampe e seu excelente conjunto de instrumentos de época, Nova Stravaganza, propõem uma reconstrução do que podem ter sido as formas originais dessas quatro obras célebres.

O resultado é, no mínimo, instigante. As suítes nº 3 e nº 4 aparecem sem trompetes e tímpanos; a suíte nº 2 é apresentada em lá menor, em vez do tradicional si menor — e com violino solista no lugar da flauta; já a suíte nº 1 surge como um “simples septeto”, formado por dois oboés, dois violinos solistas, viola solo, fagote e cravo, reforçado, “de acordo com a prática da época”, por um violone de 16 pés.

Embora a música permaneça essencialmente a mesma, essas reconstruções revelam sonoridades surpreendentemente novas. E, ao contrário do que se poderia imaginar, o resultado não é mais frágil nem menos impressionante do que as versões consagradas. A música preserva sua elegância, vitalidade, expressividade e força, ao mesmo tempo em que permite perceber com maior nitidez o funcionamento interno de cada movimento.

Um exemplo emblemático é a célebre Air da suíte nº 3: como soa quando executada por um violino solo, acompanhado apenas por violino, viola e contínuo? Tirando um leve excesso de peso na linha do baixo, a interpretação se desenvolve com a mesma beleza encontrada em formações orquestrais mais amplas. A violinista Margarete Adorf se destaca pela ornamentação refinada, que valoriza ainda mais uma melodia que, por definição, já é um ornamento em si.

Ao programa cuidadosamente concebido, Rampe acrescenta ainda duas aberturas — sem movimentos de dança — que, segundo ele e outros estudiosos, teriam pertencido originalmente a suítes completas, mas que Bach posteriormente retirou e revisou para servir como movimentos iniciais das cantatas BWV 119 e BWV 97. De duração relativamente breve, essas peças, escritas para oboés, fagote, cordas e contínuo, encontram aqui um equilíbrio convincente entre o caráter festivo e a intimidade de suas versões camerísticas reconstruídas.

Do ponto de vista técnico, a gravação apresenta brilho confortável — sensivelmente maior do que na versão de referência de Savall —, com definição particularmente clara nas vozes superiores. As linhas de baixo, executadas por violoncelo ou violone, soam menos nítidas, mais perceptíveis pelo peso do que pela articulação precisa. Ainda assim, o som do conjunto é notavelmente encorpado, os ritmos de dança ganham impulso e as extensas notas de encarte assinadas por Rampe merecem leitura atenta.

Talvez não sejam exatamente as suítes de Bach como o público está acostumado a ouvi-las. Ainda assim, trata-se inequivocamente de Bach — e de uma leitura que certamente agradará aos admiradores dessas obras".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Johann Sebastian Bach (1685-1750) -

DISCO 01

01 Ouverture BWV 119[a] in C major- Ouverture
02 Ouverture (No. 1) BWV 1066 in C major- Ouverture
03 Ouverture (No. 1) BWV 1066 in C major- Courante
04 Ouverture (No. 1) BWV 1066 in C major- Gavotte 1 & 2 alternativement
05 Ouverture (No. 1) BWV 1066 in C major- Forlane
06 Ouverture (No. 1) BWV 1066 in C major- Menuet 1 & Menuet 2 pour les violons
07 Ouverture (No. 1) BWV 1066 in C major- Bourrée 1 & Bourrée 2
08 Ouverture (No. 1) BWV 1066 in C major- Passepied 1 & 2 alternativement
09 Ouverture (No. 2) BWV 1067[a] in A minor- Ouverture
10 Ouverture (No. 2) BWV 1067[a] in A minor- Rondeaux
11 Ouverture (No. 2) BWV 1067[a] in A minor- Sarabande
12 Ouverture (No. 2) BWV 1067[a] in A minor- Bourée 1 & 2 alternativement
13 Ouverture (No. 2) BWV 1067[a] in A minor- Polonoise- Lentement & Double
14 Ouverture (No. 2) BWV 1067[a] in A minor- Menuet
15 Ouverture (No. 2) BWV 1067[a] in A minor- Battinerie

DISCO 02

01 Ouverture BWV 97[a] in B flat major- Ouverture
02 Ouverture (No. 3) BWV 1068[a] in D major- Ouverture
03 Ouverture (No. 3) BWV 1068[a] in D major- Air
04 Ouverture (No. 3) BWV 1068[a] in D major- Gavotte 1 & 2
05 Ouverture (No. 3) BWV 1068[a] in D major- Bourée
06 Ouverture (No. 3) BWV 1068[a] in D major- Gigue
07 Ouverture (No. 4) BWV 1069[a] in D major- Ouverture
08 Ouverture (No. 4) BWV 1069[a] in D major- Bourée 1 & 2 alternativement
09 Ouverture (No. 4) BWV 1069[a] in D major- Gavotte
10 Ouverture (No. 4) BWV 1069[a] in D major- Menuet 1 & 2
11 Ouverture (No. 4) BWV 1069[a] in D major- Rejouißance

Nova Stravaganza (on period instruments)
Siegbert Rampe, direção e cravo 

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Alberto Ginastera (1916-1983) - String Quartet No. 1, Op. 20, Piano Quintet, Op. 29 e Maurice Ravel (1875-1937) - String Quartet in F major, Op.35

Texto extraído da apresentação do disco:

"Se Alberto Ginastera não tivesse nascido apenas três anos depois da estreia escandalosa de A Sagração da Primavera, poderia muito bem ser visto como um dos primeiros seguidores do Stravinsky “pagão”. Ritmos brutos, quase primitivos, danças de um passado remoto, explosões sonoras cheias de camadas complexas e todo tipo de desafio técnico atravessam sua música — sem que isso leve a excessos ou falta de forma.

O primeiro quarteto de cordas, de 1948, por exemplo, segue caminhos bastante clássicos, ainda que exija muito dos músicos — a ponto de não faltar arco perdendo crina pelo caminho. Algo parecido acontece no quinteto para piano estreado em Veneza, em 1963, que leva os intérpretes ao limite em sete seções curtíssimas, chamadas pelo próprio compositor de “neoexpressionistas”.

Nesse programa, o famoso quarteto de cordas de Maurice Ravel surge como um contraponto: uma peça de espírito impressionista, mais delicada, que funciona como um momento de respiro e tranquilidade".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01. Ginastera- String Quartet No. 1, Op. 20- Allegro violento ed agitato
02. Ginastera- String Quartet No. 1, Op. 20- Vivacissimo
03. Ginastera- String Quartet No. 1, Op. 20- Calmo e poetico
04. Ginastera- String Quartet No. 1, Op. 20- Allegramente rustico
05. Ravel- String Quartet in F major, Op.35- Allegro moderato. Très doux
06. Ravel- String Quartet in F major, Op.35- Assez vif. Très rythmé
07. Ravel- String Quartet in F major, Op.35- Très lent
08. Ravel- String Quartet in F major, Op.35- Vif et agité
09. Ginastera- Piano Quintet, Op. 29- Introduzione
10. Ginastera- Piano Quintet, Op. 29- Cadenza I per viola e violoncello
11. Ginastera- Piano Quintet, Op. 29- Scherzo fantastico
12. Ginastera- Piano Quintet, Op. 29- Cadenza II per due violini
13. Ginastera- Piano Quintet, Op. 29- Piccola musica notturna
14. Ginastera- Piano Quintet, Op. 29- Cadenza III per pianoforte
15. Ginastera- Piano Quintet, Op. 29- Finale

Minguet Quartett 

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Arvo Pärt (1937 - ) - Credo

Extraído da apresentação do disco:

"Paavo Järvi e a Orquestra do Festival da Estônia prestam homenagem a Arvo Pärt, que completa 90 anos em 2025. O compositor estoniano faz parte da vida de Paavo Järvi desde a infância. “Arvo era, para mim e para minha irmã, um amigo próximo do meu pai. Usava boné, jeans e jaqueta de denim”, recorda o maestro.

A história da família Järvi está profundamente ligada à obra de Pärt. Foi o hoje lendário concerto de 1968, em que Neeme Järvi — pai de Paavo — regeu Credo, que levou o regime soviético a colocar a família Järvi na lista negra, precipitando sua saída da Estônia. Credo integra este amplo programa, que percorre 45 anos de criação musical.

O que se esconde por trás da simplicidade e da profundidade dessa música? Uma possível resposta está em um comentário feito por Pärt em Londres, durante um ensaio com Paavo Järvi: “Tenho a impressão de que a orquestra não gosta o suficiente deste acorde”. A transformação que se seguiu foi impressionante: as mesmas notas, quando tocadas “com amor”, passaram a soar completamente diferentes".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

01. Pärt- La Sindone
02. Pärt- Fratres (Version for String Orchestra and Percussions)
03. Pärt- Swansong
04. Pärt- Für Lennart in memoriam
05. Pärt- Da pacem Domine (Version for String Orchestra)
06. Pärt- Silhouette
07. Pärt- Cantus in Memory of Benjamin Britten
08. Pärt- Mein Weg (Version for String Orchestra and Percussions)
09. Pärt- Credo
10. Pärt- Estonian Lullaby (Version for Choir and String Orchestra)

Estonian Festival Orchestra
Paavo Järvi, regente 

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Maurice Ravel (1875-1937) - String Quartet in F Major, M. 35 e Robert Schumann (1810-1856) - String Quartet No. 3 in A Major, Op. 41

Há nesta postagem, dois dos quartetos de cordas mais bonitos que eu conheço. São obras instigantes e diversas em seus objetivos. Atestam a evolução da música, ou seja, a forma como cada época aborda, estrutura a música, mesmo sendo um mesmo gênero.

Por exemplo, a primeira obra do disco é o bonito e explicita como Ravel estava cercado pelos estímulos do impressionismo. Escrito em 1903, o Quarteto surge em um momento de transição estética. É uma obra cujo encantamento acontece desde o início. Desde os primeiros compassos, a obra revela uma escrita extremamente refinada: temas claros, texturas transparentes e um equilíbrio meticuloso entre as vozes.

Já o segundo Quarteto do disco – de Schumann – foi escrito em 1842; pertence a um período particularmente fértil do compositor, conhecido como seu “ano da música de câmara”. Diferente da contenção francesa de Ravel, Schumann se expressa aqui com intensidade romântica, privilegiando o impulso emocional e a densidade harmônica.

Ou seja, o primeiro Quarteto procura criar cores de uma paisagem impressionismo, já o segundo é assentando na força expressiva do romantismo alemão. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01 - String Quartet in F Major, M. 35_ I. Allegro moderato - Très doux
02 - String Quartet in F Major, M. 35_ II. Assez vif - très rythmé
03 - String Quartet in F Major, M. 35_ III. Très lent
04 - String Quartet in F Major, M. 35_ IV. Vif et agité
05 - String Quartet No. 3 in A Major, Op. 41_ I. Andante espressivo - Allegro molto moderato
06 - String Quartet No. 3 in A Major, Op. 41_ II. Assai agitato
07 - String Quartet No. 3 in A Major, Op. 41_ III. Adagio molto
08 - String Quartet No. 3 in A Major, Op. 41_ IV. Finale. Allegro molto vivace

Leonkoro Quartet 

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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Gioachino Rossini (1792-1868) - Il Barbiere di Siviglia


Um dos mais bem-sucedidos compositores da história, Gioacchino Rossini (1792-1868) surgiu no início do século XIX como o “salvador” da ópera italiana. Lembrado sobretudo por suas célebres aberturas e pelo “Fígaro lá, Figaro cá” de seu Barbeiro de Sevilha, a importância dele vai muito além desta que é considerada a mais perfeita comédia dos palcos operísticos. Ele rejuvenesceu a opera buffa e a opera seria e também, com seu amor pelo estilo vocal virtuosístico conhecido como bel canto, tornou a por a voz no centro do palco da ópera italiana. Com sua música contagiante, empolgante e rápida, Rossini queria atingir não apenas a elite culta, mas também o povo simples.

O que logo distingue Rossini é a exuberância de sua música. A profunda admiração dele pelo compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – “meu ídolo e meu mestre”, como disse certa vez – levou alguns dos primeiros críticos a considerá-lo “demasiado germânico”. Mas esse tipo de ressalva logo seria esquecido, ante os ritmos saltitantes, a colorida orquestração, as melodias irresistíveis e as árias floreadas: seu som era, acima de tudo, italiano. Rossini compôs 35 óperas em duas décadas, deixando uma identidade musical tão própria e única que é conhecida simplesmente como rossiniana. O inovador “código rossiniano” influenciou profundamente o mundo da ópera durante todo o século XIX, notavelmente a produção de Vincenzo Bellini (1801-1835), Gaetano Donizetti (1797-1848) e Giuseppe Verdi (1813-1901).

Como tantos compositores, Rossini nasceu em família de músicos. Muito cedo se revelou como pianista, violinista, cantor e compositor. Aos 25 anos já criara óperas-sérias, como a magnífica Tancredi, e suas quatro comédias mais famosas: Il barbiere di Siviglia (“O barbeiro de Sevilha”), L’italiana in Algeria (“A italiana na Argélia”), Il turco in Italia (“O turco na Itália”) e La Cenerentola (“Cinderela”). Muito solicitado na Itália, compôs para os teatros de ópera de Veneza, Milão, Roma e Nápoles. Era estimulado por excelentes solistas, capazes de dar conta de suas árias de coloratura (com linha melódica vocal muito ornamentada), da complexidade dos ensembles, dos andamentos rápidos, das notas agudas, e dos súbitos crescendos (passagens com elevação progressiva do volume sonoro). Um verdadeiro atletismo musical!

Em 1824, famoso em toda a Europa, Rossini se mudou para Paris, cidade de intensa vida musical, sustentada sobretudo por compositores estrangeiros. Tornou-se diretor do Théâtre-Italien, passando a escrever em francês. Após estrear Guilherme Tell (1829), que traz a abertura mais conhecida de Rossini, decidiu se aposentar aos 37 anos, com grande fortuna e prestígio internacional. Quase dois séculos depois, suas óperas continuam encantando e atraindo multidões.

Texto completo aqui 

Gioachino Rossini (1792-1868) -

DISCO 01

01. Ov - ENO Orch/Gabriele Bellini
02. Act I (Beginning): 'Piano, Pianissimo' - Peter Snipp/ENO Chor/Stephen Harris/Bruce Ford
03. Act I (Beginning): 'See How The Smile Of Heaven' - Bruce Ford
04. Act I (Beginning): 'Hey, Fiorello!' - Bruce Ford/Peter Snipp/ENO Chor/Stephen Harris
05. Act I (Beginning): 'Thank You, Thank You' - ENO Chor/Stephen Harris/Peter Snipp/Bruce Ford
06. Act I (Beginning): 'What Common People!' - Bruce Ford/Peter Snipp
07. Act I (Beginning): 'La La La Lera' - Alan Opie
08. Act I (Beginning): 'Ah Ha! What Could Be Better?' - Alan Opie/Bruce Ford
09. Act I (Beginning): 'I Cannot See Him Anywhere' - Della Jones/Bruce Ford/Andrew Shore/Alan Opie
10. Act I (Beginning): 'Poor Little Innocent Creature!' - Bruce Ford/Alan Opie/Andrew Shore
11. Act I (Beginning): 'My Poor Heart Is So Full Of Emotion' - Bruce Ford/Della Jones/Alan Opie
12. Act I (Beginning): 'What's Happened?' - Bruce Ford/Alan Opie
13. Act I (Beginning): 'You Need Only Mention Money' - Alan Opie/Bruce Ford
14. Act I (Beginning): 'In My Heart A Gentle Voice' - Della Jones
15. Act I (Beginning): 'I Can Be So Demure' - Della Jones
16. Act I (Beginning): 'Oh Yes, I'll Win The Day' - Della Jones
17. Act I (Beginning): 'Good Morning, Signorina' - Alan Opie/Della Jones
18. Act I (Beginning): 'Where Would I Be Without Him?' - Della Jones/Andrew Shore
19. Act I (Beginning): 'Who'd Know?' - Andrew Shore/Peter Rose
20. Act I (Beginning): 'Innuendo, The Slightest Whisper' - Peter Rose
21. Act I (Beginning): 'Well, What D'You Think?' - Peter Rose/Andrew Shore
22. Act I (Beginning): 'So That's It!' - Alan Opie/Della Jones
23. Act I (Beginning): 'Then It's Me...' - Della Jones/Alan Opie
24. Act I (Beginning): 'Now I Feel So Much Better' - Della Jones/Andrew Shore
25. Act I (Beginning): 'Dare You Offer Such Excuses' - Andrew Shore

DISCO 02

01. Act I (Conclusion): 'Where's The Master?' - Bruce Ford/Andrew Shore
02. Act I (Conclusion): 'Ah! How Long 'Til I Behold Her?' - Bruce Ford/Andrew Shore/Della Jones/Jennifer 
Rhys-Davies/Peter Rose
03. Act I (Conclusion): 'Stop This Noise!' - Alan Opie/Andrew Shore/Bruce Ford/Della Jones/Jennifer Rhys-
Davies/Peter Rose
04. Act I (Conclusion): 'Someone Is At The Door' - Della Jones/Jennifer Rhys-Davies/Alan Opie/Bruce 
Ford/Andrew Shore/Peter Rose/ENO Chor...
05. Act I (Conclusion): 'Pay Attention! What's The Trouble?' - ENO Chor/Stephen Harris/Andrew 
Shore/Alan Opie/Peter Rose/Jennifer Rhys-Davies/Bruce Ford...
06. Act I (Conclusion): 'Frozen And Motionless' - Della Jones/Bruce Ford/Andrew Shore/Peter Rose/Alan 
Opie
07. Act I (Conclusion): 'If I May...' - Andrew Shore/Jennifer Rhys-Davies/Peter Rose/ENO Chor/Stephen 
Harris/Della Jones/Bruce Ford...
08. Act II: 'I've Got To Find The Answer!' - Andrew Shore
09. Act II: 'Peace And Joy Be Yours For Ever' - Bruce Ford/Andrew Shore
10. Act II: 'I Don't Think We Have Met, Sir' - Andrew Shore/Bruce Ford
11. Act II: 'Come Along, My Dear, And Listen' - Andrew Shore/Della Jones/Bruce Ford
12. Act II: 'When A Heart For Love Is Yearning' - Della Jones/Bruce Ford
13. Act II: 'What A Talent, Bravissima!' - Bruce Ford/Della Jones/Andrew Shore
14. Act II: 'Sweet Little Seventeena' - Andrew Shore
15. Act II: 'Bravo, Signor Figaro' - Andrew Shore/Alan Opie/Della Jones/Bruce Ford
16. Act II: 'Don Basilio...' - Della Jones/Bruce Ford/Alan Opie/Andrew Shore/Peter Rose
17. Act II: 'Now Then, Signor Don Bartolo' - Alan Opie/Andrew Shore/Bruce Ford/Della Jones
18. Act II: 'Things Can't Get Much Worse' - Andrew Shore
19. Act II: 'He Wouldn't Trust His Mother!' - Jennifer Rhys-Davies
20. Act II: 'First The Doctor Wants To Marry' - Jennifer Rhys-Davies
21. Act II: 'So This Pupil Alonso' - Andrew Shore/Peter Rose
22. Act II: 'By Force Or Persuasion' - Andrew Shore/Della Jones
23. Act II: Thunderstorm - ENO Orch/Gabriele Bellini
24. Act II: 'We've Made It' - Alan Opie/Bruce Ford/Della Jones
25. Act II: 'Almaviva, Not Lindoro!' - Della Jones/Alan Opie/Bruce Ford
26. Act II: 'Ah! That's All We Needed!' - Alan Opie/Bruce Ford/Della Jones
27. Act II: 'Don Bartolo' - Peter Rose/Alan Opie/Bruce Ford/Della Jones
28. Act II: 'Don't Move A Muscle!' - Andrew Shore/Alan Opie/Christopher Ross/Bruce Ford
29. Act II: 'I Love A Happy Ending' - Alan Opie/Jennifer Rhys-Davies/Andrew Shore/Peter Rose/ENO 
Chor/Stephen Harris/Della Jones...

English National Opera Chorus
English National Opera Orchestra

Gabriele Bellini, regente 

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Mozart C. Guarnieri (1907-1993) - Piano Concertos Nos. 1, 2 and 3


Mozart Camargo Guarnieri é um dos nomes mais importantes da música brasileira. Geralmente, Villa-Lobos é o que se verbaliza quando se indaga por produção musical erudita em terras brasileiras. Todavia, Guarnieri teve uma carreira e uma produção necessariamente relevante. Nesta postagem, encontramos três dos seus concertos para piano, escritos em períodos bem diversos da história do Brasil e de sua própria trajetória.

O Primeiro Concerto foi escrito em 1931. Tem-se aqui um compositor um compositor jovem, mas plenamente consciente dos seus meios. A escrita do piano é claramente virtuosística, mas sem o virtuosismo afetado. Há uma economia nesse sentido. O piano surge integrado ao discurso orquestral, ora como força motora, ora como voz lírica que se destaca do conjunto. Guarnieri não insinua de maneira explícita elementos do folclore; o universo popular brasileiro surge de maneira sutil.

O Segundo Concerto é do ano de 1946. Nesta obra, Guarnieri constrói um diálogo tenso e dramático do piano com a orquestra. Aqui, o compositor demonstra pleno domínio da forma concerto, moldando-a às suas necessidades expressivas. O resultado é uma obra de caráter mais expansivo, em que lirismo e vigor rítmico coexistem em equilíbrio instável e fascinante.

O Terceiro Concerto é do ano de 1964, período marcado pela maturidade do compositor. A escrita do compositor torna-se mais concisa. Nada é desperdiçado. A orquestra e o piano caminham juntamente, construindo um bonito discurso poético. Do ponto de vista estético, a obra possui grande fluidez. É bonita em sua proposição.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Mozart C. Guarnieri (1907-1993) - 

01. Piano Concerto No. 1 - I. Salvagem
02. Piano Concerto No. 1 - II. Saudosamente
03. Piano Concerto No. 1 - III. Depressa
04. Piano Concerto No. 2 - I. Decidido
05. Piano Concerto No. 2 - II. Afetuoso -  Scherzando
06. Piano Concerto No. 2 - III. Vivo
07. Piano Concerto No. 3 - I. Allegro deciso
08. Piano Concerto No. 3 - II. Magoado
09. Piano Concerto No. 3 - III. Festivo

Warsaw Philharmonic Orchestra
Thomas Conlin, regente
Max Barros, piano 

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Béla Bartók (1881-1945) - Piano Conceto No.2 for piano and Orchestra e Piotr. I. Tchaikovsky (1840-1893) - Symphony No.5 in E minor, op.64


Este disco foi gravado nos anos 50; portanto, é uma gravação antiga, daquelas que possuem chiados e as afetações próprias do tempo. O disco traz duas obras das quais eu gosto bastante. A primeira delas é o monumental Concerto para piano, de Bartok. É uma obra cuja presença folclórica é uma constatação inarredável. A obra é um dos prodígios da arte pianística. Escrito em 1931, o Concerto procura conciliar estética e equilíbrio técnico. A linguagem é um desafio. O piano funciona como um instrumento de percussivo, algo tão diverso do lirismo romântico. Para o ouvinte pouco afeito, essa abordagem é de difícil assimilação. A obra é um retrato da música do século XX – sempre a desafiar as convenções.

Já a Quinta Sinfonia de Tchaikovsky é um monumento existencial, uma confissão; um coração que se revela. Escrita em 1888, a obra é estruturada em torno do "tema do destino", uma melodia sombria que aparece em todos os quatro movimentos. É importante dizer que existe uma conciliação de uma melancolia para um final em que uma esperança luminosa se revela. É uma vitória por pontos contra a melancolia. Uma admissão de que por mais que a vida seja um local de enormes dissabores, há espaço para a esperança, para a estruturação de um sentido para a existência.

É curioso que, tempos depois, Tchaikovsky escreveria a Sexta Sinfonia, a sua “Patética”, repleta de confissões e silêncios sombrios. Nela, voltaria a melancolia e, dessa vez, não há admissão de esperança. Não deixe de ouvir este disco. Uma boa apreciação!

01 - Bartok  Piano Conceto No.2 (G. Sandor on Pinao) - I. Allegro
02 - Bartok  Piano Conceto No.2 (G. Sandor on Pinao) - II. Adagio - Presto - Adagio
03 - Bartok  Piano Conceto No.2 (G. Sandor on Pinao) - III. Allegro molto - Presto
04 - Tchaikovsky  Symphony No.5 in E minor, op.64 - I. Andante - Allegro con anima
05 - Tchaikovsky  Symphony No.5 in E minor, op.64 - II. Andante cantabile con alc...
06 - Tchaikovsky  Symphony No.5 in E minor, op.64 - III. Valse Allegro moderato
07 - Tchaikovsky  Symphony No.5 in E minor, op.64 - IV. Finale Andante maestoso ...

Wiener Symphoniker
Ferenc Fricsay, regente
György Sándor, piano 

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domingo, 11 de janeiro de 2026

Joseph Haydn (1733-1809) - The Complete String Quartets (CDs 1, 2, 3, 4 & 5 de 21)

Da apresentação do disco:

"Houve um tempo em que um projeto dessa envergadura teria despertado a atenção de todo o mundo da música clássica. Hoje, não mais. Pode-se praticamente contar que a Philips lançará esta caixa da forma mais discreta possível, sem qualquer apoio promocional, e a retirará rapidamente de catálogo, apesar de todo o projeto ter sido subsidiado pela Joseph Haydn Society. Em vez de enxergar esse tipo de patrocínio como uma oportunidade, o selo provavelmente tratará o conjunto como um desafio de marketing intransponível - uma enorme lástima, pois se trata de uma coleção magnífica, facilmente o melhor ciclo completo atualmente disponível.

O Angeles String Quartet toca com muito mais vigor e paixão do que os conjuntos Aeolian, da Decca, ou Kodály, da Naxos, além de apresentar um som mais rico e encorpado do que o do excelente Quarteto Tátrai, da Hungaroton. Há abundante energia rítmica, mas nunca à custa da linha longa e de um belo timbre cantabile - uma tendência que compromete as gravações mais recentes dos Lindsays (ASV) nesse repertório. Conjuntos de instrumentos de época pertencem, naturalmente, a outra categoria. Em suma, este grupo reúne todas as qualidades: uma combinação impressionante de excelência técnica e profundidade interpretativa, que resulta em audições sempre prazerosas e consistentemente gratificantes. Estão incluídos todos os quartetos de Haydn, à exceção do arranjo de As Sete Últimas Palavras, que, como quarteto de cordas, soa bastante estranho.

Evidentemente, um conjunto dessa dimensão não pode ser analisado disco a disco, mas alguns exemplos bastam para demonstrar o alto nível artístico alcançado. Um dos maiores desafios na interpretação de Haydn está no domínio do tempo, especialmente das pausas. Haydn foi um mestre do silêncio dramático, explorando-o de formas que vão do inquietante ao cômico. Um exemplo do primeiro caso aparece no desenvolvimento do primeiro movimento do Quarteto em sol menor, Op. 20 nº 3, em que um pequeno “ornamento” melódico altera todo o curso da seção. Já o célebre final do Quarteto “A Piada” (Op. 33 nº 2) mostra o compositor usando o silêncio com efeito hilariante. Em ambos os casos, o Angeles Quartet acerta o tempo com precisão absoluta, potencializando ao máximo o impacto emocional.

O grupo responde com igual competência a uma ampla gama de atmosferas: o quase doloroso extravasamento emocional do trio do Menuetto do Op. 54 nº 2; a magia etérea do movimento lento do Quarteto “O Cavaleiro”; e a severa austeridade da fuga final do Op. 50 nº 4, o notável quarteto em fá sustenido menor. É particularmente prazeroso ouvir a abordagem vibrante e destemida dos numerosos efeitos de bordão e danças folclóricas, especialmente no desenvolvimento do primeiro movimento do Quarteto “Imperador”. As explosões em fortissimo do terceiro movimento do Op. 76 nº 1 evidenciam a ampla paleta dinâmica do conjunto, enquanto o jogo rítmico de “quem tem o tempo forte” no final do Op. 76 nº 6 é conduzido com total segurança e um contagiante senso de humor.

Por fim, nos quartetos iniciais — frequentemente negligenciados —, começando pelos dez históricos quartetos-divertimentos em cinco movimentos, o Angeles Quartet toca com uma sensação envolvente e incansável de frescor e vitalidade. Nos longos e intrincados primeiros movimentos dos Opp. 9 e 17, o caráter intelectual da música jamais se sobrepõe ao seu charme, elegância e força expressiva. Ao conduzir cada movimento de forma lógica até a barra final, celebrando o espírito investigativo da música e evitando a obsessão por detalhes passageiros, o conjunto nos lembra por que essas obras foram tão importantes em sua época — e por que ainda podemos e devemos apreciá-las hoje. Não é pouca coisa.

Em suma, a preço econômico, esta caixa merece integrar a coleção de qualquer apreciador de Haydn, da música de câmara em geral ou, em especial, do quarteto de cordas. Tudo foi gravado com equilíbrio impecável, excelente sensação de presença e genuíno calor tímbrico. Resta torcer para que permaneça disponível tempo suficiente para que os amantes da música tomem conhecimento. Excepcional".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Joseph Haydn (1733-1809) - 

DISCO 01

01. Str Qt in E flat, Op.0: I. Presto
02. Str Qt in E flat, Op.0: II. Menuetto
03. Str Qt in E flat, Op.0: III. Adagio
04. Str Qt in E flat, Op.0: IV. Menuetto
05. Str Qt in E flat, Op.0: V. Finale: Presto
06. Str Qt in B flat, Op.1 No.1: I. Presto
07. Str Qt in B flat, Op.1 No.1: II. Menuetto
08. Str Qt in B flat, Op.1 No.1: III. Adagio
09. Str Qt in B flat, Op.1 No.1: IV. Menuetto
10. Str Qt in B flat, Op.1 No.1: V. Presto
11. Str Qt in E flat, Op.1 No.2: I. Allegro
12. Str Qt in E flat, Op.1 No.2: II. Menuetto
13. Str Qt in E flat, Op.1 No.2: III. Adagio
14. Str Qt in E flat, Op.1 No.2: IV. Menuetto
15. Str Qt in E flat, Op.1 No.2: V. Presto
16. Str Qt in D, Op.1 No.3: I. Adagio
17. Str Qt in D, Op.1 No.3: II. Menuetto
18. Str Qt in D, Op.1 No.3: III. Presto
19. Str Qt in D, Op.1 No.3: IV. Menuetto
20. Str Qt in D, Op.1 No.3: V. Finale: Presto

DISCO 02

01. Str Qt in G, Op.1 No.4: I. Presto
02. Str Qt in G, Op.1 No.4: II. Menuetto
03. Str Qt in G, Op.1 No.4: III. Adagio Ma Non Tanto
04. Str Qt in G, Op.1 No.4: IV. Menuetto
05. Str Qt in G, Op.1 No.4: V. Presto
06. Str Qt in C, Op.1 No.6: I. Presto Assai
07. Str Qt in C, Op.1 No.6: II. Menuetto
08. Str Qt in C, Op.1 No.6: III. Adagio
09. Str Qt in C, Op.1 No.6: IV. Menuetto
10. Str Qt in C, Op.1 No.6: V. Finale: Presto
11. Str Qt in A, Op.2 No.1: I. Allegro
12. Str Qt in A, Op.2 No.1: II. Menuetto
13. Str Qt in A, Op.2 No.1: III. Adagio
14. Str Qt in A, Op.2 No.1: IV. Menuetto
15. Str Qt in A, Op.2 No.1: V. Allegro Molto

DISCO 03

01. Str Qt in E, Op.2 No.2: I. Allegro Molto
02. Str Qt in E, Op.2 No.2: II. Menuetto
03. Str Qt in E, Op.2 No.2: III. Adagio
04. Str Qt in E, Op.2 No.2: IV. Menuetto
05. Str Qt in E, Op.2 No.2: V. Finale: Presto
06. Str Qt in F, Op.2 No.4: I. Presto
07. Str Qt in F, Op.2 No.4: II. Menuetto
08. Str Qt in F, Op.2 No.4: III. Adagio
09. Str Qt in F, Op.2 No.4: IV Menuetto: Allegretto
10. Str Qt in F, Op.2 No.4: V. Allegro
11. Str Qt in B flat, Op.2 No.6: I. Adagio
12. Str Qt in B flat, Op.2 No.6: II. Menuetto
13. Str Qt in B flat, Op.2 No.6: III. Presto: Scherzo
14. Str Qt in B flat, Op.2 No.6: IV. Menuetto
15. Str Qt in B flat, Op.2 No.6: V. Presto

DISCO 04

01. Str Qt in C, Op.9 No.1: I. Moderato
02. Str Qt in C, Op.9 No.1: II. Menuetto: Un Poco Allegretto
03. Str Qt in C, Op.9 No.1: III. Adagio
04. Str Qt in C, Op.9 No.1: IV. Finale: Presto
05. Str Qt in E flat, Op.9 No.2: I. Moderato
06. Str Qt in E flat, Op.9 No.2: II. Menuetto
07. Str Qt in E flat, Op.9 No.2: III. Adagio
08.  Str Qt in E flat, Op.9 No.2: IV. Finale: Allegro Molto
09. Str Qt in G, Op.9 No.3: I. Allegro Moderato
10. Str Qt in G, Op.9 No.3: II. Menuetto
11. Str Qt in G, Op.9 No.3: III. Largo
12. Str Qt in G, Op.9 No.3: IV. Finale: Presto
13. Str Qt in d, Op.9 No.4: I. Moderato
14. Str Qt in d, Op.9 No.4: II. Menuetto
15. Str Qt in d, Op.9 No.4: III. Adagio Cantabile
16. Str Qt in d, Op.9 No.4: IV. Finale: Presto

DISCO 05

01. Str Qt in B flat, Op.9 No.5: I. Poco Adagio: Theme And Vars
02. Str Qt in B flat, Op.9 No.5: II. Menuet: Allegretto
03. Str Qt in B flat, Op.9 No.5: III. Largo Cantabile
04. Str Qt in B flat, Op.9 No.5: IV. Finale: Presto
05. Str Qt in A, Op.9 No.6: I. Presto
06. Str Qt in A, Op.9 No.6: II. Menuetto
07. Str Qt in A, Op.9 No.6: III. Adagio
08. Str Qt in A, Op.9 No.6: IV. Finale: Presto
09. Str Qt in E, Op.17 No.1: I. Moderato
10. Str Qt in E, Op.17 No.1: II. Menuet
11. Str Qt in E, Op.17 No.1: III. Adagio
12. Str Qt in E, Op.17 No.1: IV. Finale: Presto
13. Str Qt in F, Op.17 No.2: I. Moderato
14. Str Qt in F, Op.17 No.2: II. Menuet: Poco Allegretto
15. Str Qt in F, Op.17 No.2: III. Adagio
16. Str Qt in F, Op.17 No.2: IV. Finale: Allegro Di Molto

The Angeles String Quartet  

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sábado, 10 de janeiro de 2026

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Requiem in D Minor, K. 626

Tudo o que Mozart escreveu é superlativo; é elástico. Sua última obra não poderia ser diferente. O ano era 1791. Um homem respeitado pela grandiosidade de sua obra, em um apartamento, escreve obsessivamente. Sua saúde era frágil. As demandas e dívidas eram asfixiantes. Ele recebera uma encomenda misteriosa e se pusera a escrever uma música sombria e solene: um réquiem, uma canção para os mortos. Mal sabia ele, que aquela obra seria uma espécie de testamento para si mesmo; um mausoléu; um memorial para a posteridade.

Tendo decorridos mais de duzentos anos, o Réquiem de Mozart é uma das maiores – senão a maior – canções para este gênero. Existem outros importantes, bonitas e dramáticas composições como esta, mas o Réquiem do compositor austríaco sobrepuja a todas. Ele transcendeu seu contexto original e se transformou num símbolo universal da despedida, da dor e da reflexão sobre a própria vida. Não descartamos os réquiens de Brahms, Verdi, Fauré, Cherubini ou Dvorak; acontece que o Réquiem, de Mozart, possui uma grandiloquência espiritual que é só sua.

O entorno da composição possui aquelas cintilações cinematográficas: Mozart recebe a visita de um mensageiro vestido de cinza, que lhe entrega uma encomenda sem revelar o nome do contratante. O pedido era claro: escrever uma missa fúnebre. Hoje se sabe que o contratante era o conde Franz von Walsegg, que tinha o hábito de contratar compositores e apresentar as obras como se fossem suas.

É isto: a música ganhou proporções extraordinárias. Ela possui o drama, a solenidade, o senso do trágico, da miséria da vida; todavia, há uma camada airosa de uma beleza fugidia, digna de atenção.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - 

01 Requiem in D Minor, K. 626_ I. Introitus
02 Requiem in D Minor, K. 626_ II. Kyrie
03 Requiem in D Minor, K. 626_ III. Dies irae
04 Requiem in D Minor, K. 626_ IV. Tuba mirum
05 Requiem in D Minor, K. 626_ V. Rex tremendae
06 Requiem in D Minor, K. 626_ VI. Recordare
07 Requiem in D Minor, K. 626_ VII. Confutatis
08 Requiem in D Minor, K. 626_ VIII. Lacrimosa
09 Requiem in D Minor, K. 626_ IX. Domine Jesu Christe
10 Requiem in D Minor, K. 626_ X. Hostias
11 Requiem in D Minor, K. 626_ XI. Sanctus
12 Requiem in D Minor, K. 626_ XII. Benedictus
13 Requiem in D Minor, K. 626_ XIII. Agnus Dei
14 Requiem in D Minor, K. 626_ XIV. Communio

Philharmonia Orchestra
Carlo Maria Giulini, regente

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Jazz - Count Basie & Joe Williams - Count Basie Swings, Joe Williams Sings (1955)

Vamos a mais um disquinho para finalizar o dia de hoje. Dessa vez, um disco de jazz, gravado em 1955, há setenta e um anos. O interessante é que este disco foi gravado em um período bastante sensível, pois procura conciliar o “bop” e o “swing”. O álbum é frequentemente citado por críticos como o ponto de virada da chamada "New Testament" (Novo Testamento) Band de Count Basie. Após um período de incertezas financeiras e mudanças na formação, Basie encontrou em Joe Williams o elemento que faltava: uma voz que carregava a sofisticação do jazz com a alma visceral do blues.

Ele serviu como um modelo de como uma big band poderia soar moderna, potente e comercialmente viável em uma era que começava a flertar com o “rock and roll”. O disco possui algumas faixas que são “quentíssimas” como, por exemplo, "Every Day I Have the Blues", “"The Comeback" e "Alright, Okay, You Win". São músicas potentes e detentoras de uma atmosfera eletrizante.

Não deixe de ouvir este disco bastante singular. Uma boa apreciação! 

01. Every Day I Have The Blues (05:29)
02. The Comeback (05:28)
03. All Right, OK, You Win (03:05)
04. In The Evening (When The Sun Goes Down) (03:39)
05. Roll 'Em Pete (03:12)
06. Teach Me Tonight (03:04)
07. My Baby Upsets Me (02:58)
08. Please Send Me Someone To Love (03:33)
09. Ev'ry Day (I Fall In Love) (03:48)
10. As I Love You (03:06)
11. Stop! Don't! (02:36)
12. Too Close For Comfort (Take 1) (02:53) 

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Gustav Mahler (1860-1911) - Symphony No. 4 in G Major


Já afirmei isso, mas não custa nada ressaltar novamente: a Quarta, de Mahler, é a porta de entrada inquestionável para o seu mundo de fabulosas inquietações filosóficas e existenciais. Todavia, o ouvinte que assimilar a Quarta e tiver por intento a mesma experiência estética nas outras sinfonias, ficará decepcionado. A Quarta é um idílio em meio aos dramas arquiteturais esculpidos pelo compositor austríaco. Ela possui, inegavelmente, uma atmosfera mais ensolarada, mais benfazeja; suave, leve, sorridente. Mahler parecia ter acordado, pela manhã, em algum dia de 1899, e percebido os pássaros em cantorias primaveris. Conduzido por aquele espírito de bem-estar e aquecido pela tepidez da manhã banhada por luminosidade doce, ele sentiu que a vida poderia ser repleta de sentido; que existe uma vocação no Universo e que ele contempla favoravelmente aqueles que procuram experimentá-lo com justiça. A Quarta é esse instante em que a vida ganha dimensões poéticas incontrastáveis, apesar dos seus perigos.

Composta entre 1899 e 1901, a sinfonia encerra um ciclo criativo fortemente ligado ao universo do cancioneiro popular alemão “Des Knaben Wunderhorn” (“A corneta mágica do menino”). Ao contrário das sinfonias anteriores, que incorporam explicitamente canções desse repertório, a Quarta guarda seu segredo até o último movimento, quando a voz humana finalmente aparece para revelar o sentido de tudo o que veio antes.

Desde o início, Mahler propõe um jogo de contrastes. O primeiro movimento se abre com o som de guizos, evocando trenós e paisagens invernais, quase infantis. A música parece caminhar com leveza, mas logo surgem desvios: sombras súbitas, ironias discretas, pequenos abismos emocionais que interrompem a tranquilidade aparente. É Mahler nos lembrando de que, mesmo no idílio, o mundo nunca é totalmente seguro.

O segundo movimento possui um caráter ambíguo. Há uma insinuação trágica representada pelo violino. Um som ácido e espectral faz lembrar que a vida pode ser um lugar de dissabores. Mas nada que seja explicitamente trágico. São insinuações, comedimentos.

No terceiro movimento, surge um adagio de espetacular beleza – daqueles que são colocados na categoria das coisas mais bonitas já escritas por um ser humano.  Uma meditação serena que cresce lentamente até atingir um clímax de intensidade quase transcendental.

E o quarto movimento é o momento em que há a transfiguração, a apoteose, a crença inabalável em um mundo em que não haja tristezas. Uma soprano entoa o poema “Das himmlische Leben” (“A vida celestial”), descrevendo o céu do ponto de vista de uma criança. O paraíso mahleriano não é solene nem grandioso: é um lugar de comida farta, música constante e ausência de sofrimento. Mas mesmo nessa visão luminosa, há algo de inquietante — como se a simplicidade excessiva revelasse também uma distância irreparável entre o mundo ideal e a experiência humana.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Gustav Mahler (1860-1911) - 

01 - I. Bedächtig, nicht eilen
02 - II. In gemächlicher Bewegung
03 - III. Ruhevoll, poco adagio
04 - IV. Sehr behaglich, _Wir geniessen die himmlischen Freuden_

Münchner Philharmoniker
Valery Gergiev, regente 

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Erich Wolfgang Korngold (1897-1957) - Symphonische Serenade in B-Flat Major, Op. 39 e String Sextet in D Major, Op. 10 (Arr. H. Rohde for Orchestra)

Não tenho um conhecimento muito acurado sobre a música de Erich W. Korngold. Não o escutei muitas vezes. Korngold foi um compositor austríaco, que viveu parte da sua vida nos Estados Unidos. Sua ligação com Hollywood é uma questão a ser destacada. Ao longo da sua carreira, produziu inúmeras trilhas sonoras para o cinema, o que deu a ele certa fama. Escreveu ao todo 16 trilhas sonoras para o cinema.

Korngold é o que pode ser chamado de ‘romântico tardio’. Sempre procurou instilar a beleza em suas composições. Ele não é um compositor disruptivo. Neste disco, encontramos duas de suas obras. A primeira delas é a Symphonic Serenade, Op. 39. É uma obra escrita em 1947, que revela a sua maturidade. A obra possui uma atmosfera nostálgica, talvez, uma tentativa de fazer reviver a sua Viena. É curioso que, no pós-guerra, o mundo procurava se refazer, apontando novos caminhos; todavia, Korngold faz uma defesa da melodia e do sentimento.

A segunda obra do disco é o Sexteto, Op. 10, cuja escrita foi iniciada quando o compositor tinha dezessete anos de idade. É uma obra ambiciosa. Enquanto a Europa mergulhava na Primeira Guerra Mundial, o jovem compositor entregava uma obra de frescor juvenil mesclado a uma complexidade técnica digna de Richard Strauss ou Brahms. É uma obra cujo lirismo transborda. É uma música de uma confiança inabalável.

O disco não me pegou por completo. Preciso fazer uma nova audição para tentar apreender alguns detalhes; para assimilar alguns elementos que me fugiram na primeira audição. Vale a pena conhecer. Uma boa apreciação!

Erich Wolfgang Korngold (1897-1957) - 

01. Symphonische Serenade in B-Flat Major, Op. 39 -  I. Allegro moderato
02. Symphonische Serenade in B-Flat Major, Op. 39 -  II. Intermezzo
03. Symphonische Serenade in B-Flat Major, Op. 39 -  III. Lento religioso
04. Symphonische Serenade in B-Flat Major, Op. 39 -  IV. Finale
05. String Sextet in D Major, Op. 10 (Arr. H. Rohde for Orchestra) -  I. Moderato - Allegro
06. String Sextet in D Major, Op. 10 (Arr. H. Rohde for Orchestra) -  II. Adagio. Langsam
07. String Sextet in D Major, Op. 10 (Arr. H. Rohde for Orchestra) -  III. Intermezzo. In gemäßigtem Zeitmaß, mit Grazie
08. String Sextet in D Major, Op. 10 (Arr. H. Rohde for Orchestra) -  IV. Finale. Presto

NFM Leopoldinum Orchestra
Harmut Rohde, regente 

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Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 5 in B-flat

Após concluir os retoques finais de sua Quarta Sinfonia, no início de 1875, Bruckner sofreu um colapso devastador de autoconfiança, tão profundo que chegou a cogitar o suicídio.

Ainda assim, apesar do estado de absoluto desespero, iniciou a composição de sua Quinta Sinfonia. A primeira versão foi concluída em meados de maio do ano seguinte e, entre 1877 e 1878, a obra passou por uma nova e criteriosa revisão.

Na prática, a Quinta Sinfonia estava então pronta para ser executada. Mesmo assim, permaneceu quase totalmente desconhecida até 1894, quando Franz Schalk a regeu pela primeira vez em Graz, em uma versão severamente abreviada e reorquestrada.

Bruckner, notório por seu perfeccionismo quase obsessivo, fez apenas pequenas alterações na partitura dessa vez. Talvez pela primeira vez em sua carreira marcada por revisões constantes, acreditasse ter acertado praticamente tudo já na versão inicial. Isso, no entanto, não impediu Ferdinand Löwe e os irmãos Schalk — discípulos bem-intencionados, porém equivocados, determinados a fazer com que a música de Bruckner fosse executada a qualquer custo — de interferirem novamente em sua partitura original.

Texto completo aqui.   

Anton Bruckner (1824-1896) - 

01 - I. Introduktion. Adagio - Allegro
02 - II. Adagio. Sehr langsam
03 - III. Scherzo. Molto vivace (schnell) - Trio. Im gleichen Tempo
04 - IV. Finale. Adagio - Allegro moderato

Nowak Edition

Orchestre de la Suisse Romande
Marek Janowski, regente 

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Federico Moreno Torroba (1891-1982) - Luisa Fernanda


Ambientada na Espanha do século XIX, em meio às tensões entre liberais e conservadores durante as guerras carlistas, “Luisa Fernanda” vai além de uma simples história de amor. O enredo acompanha o triângulo amoroso entre Luisa Fernanda, o militar liberal Javier, e a aristocrata Duchessina, usando os conflitos sentimentais como reflexo de um país dividido. Torroba constrói uma narrativa na qual sentimentos pessoais e ideologias se entrelaçam, conferindo profundidade dramática à obra. A obra procura fundir temas universais como o amor, a liberdade, a lealdade e as diferenças políticas.

A obra é uma zarzuela, algo bastante peculiar do mundo espanhol. É um gênero lírico-dramático tipicamente espanhol, surgido no século XVII, que alterna números cantados (árias, duetos, coros) com diálogos falados. Diferentemente da ópera, em que toda a narrativa é cantada, a zarzuela se aproxima mais do teatro musical, preservando o uso da palavra falada como elemento central da ação dramática.

Embora eu venha a colocar “Maria Fernanda” na categoria “Óperas” aqui no blog, é importante que se estabeleça a distinção de maneira bem rápida e sintética sobre o que é uma ópera, uma opereta e uma zarzuela. A ópera é inteiramente cantada, sem diálogos falados. Geralmente apresenta maior complexidade musical e vocal, com orquestração densa e estruturas formais rigorosas. Sua origem volta-se para a tradição francesa, alemã e italiana. A opereta surgiu no século XIX, especialmente na França e na Áustria. É mais leve e cômica que a ópera, com melodias simples, temas românticos ou satíricos e diálogos falados. Nomes como Offenbach e Johann Strauss II são referências prioritárias para o gênero. Já a zarzuela combina elementos da ópera e da opereta, mas mantém identidade própria ao valorizar a língua espanhola, os costumes locais e a música popular ibérica; pode combinar ainda elementos cômicos e dramáticos.

Sendo assim, não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Federico Moreno Torroba (1891-1982) - 

DISCO 01

01. Introduction - first scene
02. Habanera
03. Duet Javier - Mariana, romance
04. Duet Luisa Fernanda - Vidal
05. Duet Carolina - Javier
06. Act I - Final
07. The pilgrimage of St Anton
08. Mazurka of the umbrellas
09. Duet Carolina - Vidal

DISCO 02


01. Scene
02. Second scene
03. Vidal's romance
04. Acte II - Final
05. Introduction (orchestra)
06. Vidal and choir - Ay mi morena
07. Duet Luisa Fernanda - Javier
08. Acte III - Final

Orquestra Sinfónica de Madrid
Coro da Universidad Politécnica de Madrid

Antoni Ros Marbà, regente 

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