1 ano e meio de alegrias, descobertas, de sorrisos, de um amor desmedido.
Falar no nosso Cunquiti coloca-me um sorriso na cara. Sorrio quando penso nele.
Sorrio porque o vejo agarrado ao aspirador, aspirando, puxando o fio para o ligar à tomada. Sorrio porque, embora nos fartemos de tropeçar no raio do aspirador, esta fixação é dele e só dele. Quando ligamos o aspirador, até os olhos brilham e dá pulinhos. Nunca vi tamanha alegria perante um aspirador. Às vezes basta-lhe o pequenino, portátil, mas este tem de estar ligado.
Sorrio porque, embora ache que ele vê e gosta demasiado de televisão, o orgulho que ele mostra em ligar a televisão e sentar-se de seguida no sofá e fazer uma cara espantadíssima porque o canal que surge não é o que ele quer, não tem preço. Depois espeta o indicador, aponta para a televisão e fala em Cunquês para lhe mudarmos o canal. Ou então diz "Nei" ou "nony" a pedir o Noddy. Se não mudo o canal ou faz uma fita de todo o tamanho ou então senta-se ao pé de mim para brincarmos, deve depender do feito naquele momento!
Sorrio ao pensar na birra tremenda que fez ontem de manhã porque não o deixei ligar a televisão antes do pequeno-almoço. Deitou-se no chão, bateu com as pernas, teve direito a lágrimas e tudo. Sorrio, porque não podia ligar-lhe e fui tratar dos pequenos-almoços e a miniatura decide levantar-se e deitar-se no chão ao pé de mim e chorar ainda mais alto. É um fiteiro, é o que é! Depois negociámos que comia primeiro e via televisão a seguir e ele entendeu e sentou-se na cadeira.
Sorrio ao pensar no Cunquiti na cadeira de comer. A cabeça já sai fora, está demasiado grande para a cadeira, mas dá-me jeito ele ali preso enquanto come. Desculpa Cunquinha, mas dá. Principalmente de manhã. Mas, mais dia menos dia passo-me e tiro-a de casa, porque o destemido passa o tempo a trepar para a cadeira e põe-se lá de pé para alcançar o que está na bancada. Ontem, por um triz não verteu o frasco do xarope que o pai lá deixou aberto! Às vezes lembra-se de através da cadeira, trepar a mesa. É um perigo constante este meu filho. O que nos vale é a casa ser um espaço aberto e estarmos sempre de olho. Mas, mais dia menos dia, a cadeira vai mesmo embora. Mais um marco de bebé a ir....
Sorrio ao pensar nele na caminha dele. Ontem dormia todo esticado, direito, o que nem é normal, dorme mais de rabo espetado, mas ao dormir assim apercebi-me do tamanho dele, já tão grande para aquela cama. Mais dia menos dia, também irá embora. Mais um marco de bebé...
Sorrio ao imaginar o sorriso dele, a gargalhada que ele dá do nada, só para chamar a atenção. E que vozeirão que tem, voz grossa, de tenor. Mas, descobriu que também faz agudos, e que agudos! Dá com cada grito!
Sorrio quando o Pai chega ao fim do dia e esteja ele a fazer o que seja, vai direito ao Pai, dá-lhe um abraço, atira-se para o chão e volta ao que estava a fazer. No outro dia até interrompeu a mamada para ir cumprimentar o Pai. É lindo de se ver.
Sorrio porque é um malandreco, um gozão e com um grande sentido de humor.
Sorrio ao pensar nele na mesa do quarto deles, quando quer fazer um desenho. Sorrio porque agora o objectivo dele ao pedir os lápis, não é fazer riscos no papel, mas gozar comigo. O que ele faz agora é sentar-se e aponta para eu me sentar. Depois escolhe o estojo que quer. Depois o lápis ou caneta. Pega no lápis e chega-o à boca, sem tocar, e arregala os enormes olhos azuís, mas com ar angelical como só ele sabe fazer. Digo que não. Aponta o lápis para a cabeça, depois para o chão e para a parede. Findo este processo, faz um rabisco e sai da mesa. Já gozei com a minha Mãe!
Sorrio ao pensar no que a educadora dele me diz dele, que ele goza imenso com elas. Diz ela que à mesa, quando já acabou de comer, olha para ela com o ar mais angelical, põe-se de lado como se fosse saír da cadeira. Ela diz que não e ele vira-se para a frente. Logo a seguir, olha para ela e volta a fazer o mesmo. É um malandreco mesmo.
Sorrio ao imaginá-lo, a barriga de bebé tão saliente que ele tem. Bem rechonchuda. Os caracoís desmedidos, os olhos que às vezes parecem transparentes de tão azuís que são, o sorriso lindo que tem, onde já se vê bem 7 dentes à frente. 4 em cima, 3 em baixo e 1 molar.
Sorrio ao vê-lo comer. Come tanto, mas tanto que eu não sei onde ele põe tanta comida. Não estou a exagerar, ele come muito. Uma refeição normal é uma concha e pouco de sopa, um filete de peixe/um bife de peru (tamanho como se fosse para o pai) batata/arroz/massa e algum legume, fruta. Ele já come mais que o Peste e eu considero que o Peste come muito bem mesmo, sempre comeu. A sorte é que a genética é-lhes favorável e eles não engordam.
Sorrio ao ler o post que estou a escrever e sei que há mais um milhão de coisas que me fazem sorrir ao pensar no Cunca e que ficarão para outro dia, para terminar quero rir ao ver o Cunca numa gargalhada que é só dele e quero que se riam também. Lembram-se?
(4 meses e meio)