Dizem que Ingvar Kamprad, fundador do IKEA, se desloca de autocarro sempre que pode e dorme em pensões quando viaja para negócios. Nos Estados Unidos não é incomum vermos celebridades no metropolitano. Vários políticos europeus lideram pelo exemplo, na bicicleta ou no eléctrico.
Em Portugal anda-se de BMW Série 7. Só assim se explica que durante todo o Verão não houvesse um metropolitano com mais de três carruagens em Lisboa, para gáudio do milhão e meio de turistas que por esta altura visitam a capital.
Os administradores da Metropolitano de Lisboa, E.P.E, devem ter tanta vontade de conhecer in loco o serviço que prestam aos consumidores como de embarcar num vagão de gado a caminho de Auschwitz. E o que os olhos não vêem o coração não sente, lá diz o povo nos próprios transportes em que é largado ao abandono.
Porque não se fala disto na blogosfera nem se mostra no Instagram? Credo, antes cuspir para o chão.








