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ONZE PARA TURIM

Trubin, Dedic, Araújo, Otamendi, Dahl, Aursnes, Barreiro, Prestianni, Sudakov, Schjelderup e Pavlidis.

BEM-VINDO A CASA

Cito aqui o texto que escrevi quando Rafa Silva saiu do Benfica. Está lá tudo o que penso dele. E a verdade é que o Benfica não voltou a ser campeão.
Não sei em que condições físicas estará, mas se for, ou puder vir a ser, o Rafa que vi na Luz, venha ele. Sem dúvida, um dos melhores jogadores do Benfica na última década. E tanto quanto espero, um dos melhores jogadores deste plantel.
No mundo de hoje, mais vale cair em graça do que ser engraçado. Como Rafa não publica coisas nas redes sociais e fala pouco, há quem não goste dele. A mim, isso não interessa nada. Aliás, até é uma vantagem. Em campo é um craque.  

"8 épocas de águia ao peito
325 jogos (22º da história do SLB com mais jogos)
93 golos (24º da história do SLB com mais golos)
8 títulos (3 campeonatos, 1 taça e 4 supertaças)
48 jogos na Champions (10º da história do SLB com mais jogos na prova)
13 golos na Champions (6º da história do SLB com mais golos na prova, só atrás de Eusébio, José Augusto, José Águas, José Torres e Nené).
Melhor marcador dos três actuais plantéis em "Clássicos" e "Dérbis" (7 golos)
Marcador dos golos das duas últimas vitórias do SLB no Dragão (que valeram os dois últimos campeonatos)
Marcador do decisivo golo frente ao Braga no último título do SLB
Melhor marcador do SLB neste campeonato (12 golos)
Melhor marcador do SLB nesta temporada (20 golos)
Mais assistências pelo SLB neste campeonato (11 assistências, 2º da competição)
Mais assistências pelo SLB nesta temporada (14 assistências)
Campeão europeu em 2016
Como disse Jurgen Klopp: "Rafa? Uau!!!" Como disse Mircea Lucescu: "Como é possível Rafa ainda jogar em Portugal?"
Os números são impressionantes. O estilo faz lembrar Chalana. Querido de todos no balneário. Titular absoluto com todos os treinadores. Um dos melhores jogadores do Benfica neste século.
Perante tudo isto, perante uma verdadeira lenda (que nunca me cansei de elogiar), o que se estranha é a indiferença de tantos benfiquistas, ao longo dos anos, face a Rafa Silva. Talvez não saiba vender a imagem como outros. E a verdade é que o empresário também não ajuda. Mas... 
Por um lado, queixam-se do futebol moderno, e dos jogadores relâmpago que saem ao primeiro aceno (Félix, Sanches, Enzo, Darwin). Por outro, não valorizam quem fica tantos anos no clube, sempre com números espantosos, sempre com elevado profissionalismo, sempre um dos melhores da equipa.
Rafa merece todos os aplausos. Merece todas as vénias.
Como outros antes dele, só depois de sair será devidamente valorizado.
Lamento profundamente que parta. E não antevejo fácil a substituição."

UM BOM CLIENTE

Recordemos todos os jogos entre o "Glorioso" e a "Vecchia Signora", dois gigantes, ambos com dois títulos europeus, ambos com cinco finais perdidas, ambos com mais de trinta campeonatos nacionais (ambos recordistas), e ambos os clubes mais populares dos seus países:











Como se vê, o balanço das partidas entre Benfica e Juventus é francamente positivo. Em nove jogos, sete vitórias, um empate e apenas uma derrota. E mais de metade dos jogos são dos últimos doze anos. Nos tempos de Eusébio, apenas dois.
Entre estas partidas contam-se dois apuramentos para finais: em 1968 na Taça dos Campeões, em 2014 na Liga Europa.
Devo dizer também que uma delas foi das melhores exibições do Benfica que recordo no século XXI (os 4-3 com Roger Schmidt, que apenas comparo aos 4-0 ao Atlético de Madrid na época passada). Outra foi uma das maiores alegrias que o futebol alguma vez me deu: o épico apuramento em 2014, num jogo extremamente tenso, em que o Benfica terminou com apenas nove homens em campo, e que para mim teve contornos pessoais muito particulares - acabei em lágrimas.
Que a saga continue, com mais um importante triunfo.

PARA QUEM FICOU COM DÚVIDAS

FONTE: site da UEFA. Primeiro fora dos "Big Five" no ranking principal. A notícia de "A Bola" estava certa.

EM SEMANA EUROPEIA, FAZ BEM AO EGO

TÍTULO ENTREGUE

Não vejo qualquer hipótese do FC Porto, com este impressionante registo, perder o campeonato. Uma equipa que em 18 jogos vence 17, e apenas sofre 4 golos, não dá o menor sinal de quebra. E quando o dá, alguma coisa acontece - há quem lhe chame estrelinha de campeão.
Estas duas saídas consecutivas (Açores e Guimarães) eram porventura a ultima esperança de reabrir a corrida. Os dois triunfos por 1-0, um deles com um golo oferecido, o outro com um penálti perto do fim, a meu ver, fecharam as contas.
A menos que haja uma hecatombe portista, o título está entregue. Mas o campeonato continua. Para alcançar o importante segundo lugar o Benfica apenas depende de si próprio. É nisso que tem de se focar.
Com as taças perdidas, há que tentar a passagem à fase seguinte desta Champions, e, sobretudo, garantir a possibilidade de entrada na próxima. 

DE CARA LAVADA

Depois de duas derrotas bastante penalizadoras, o Benfica voltou a ganhar, e fê-lo com estilo.
Sobretudo na primeira parte, e com uma entrada a todo o gás, a equipa de Mourinho chegou mesmo a encantar. Devia ter ficado logo aí definido o resultado, mas no mundo negro de Luciano Gonçalves,  Rui Caeiro e companhia, vale tudo para puxar os pés ao Benfica. Acabaram por não fazer dano, mas ficaram dois penáltis por assinalar - com responsabilidades repartidas entre o árbitro de campo e o VAR. Parece haver um novo protocolo em vigor: se antes, em caso de dúvida, o VAR não intervinha, agora em caso de dúvida, intervém se for para prejudicar o Benfica e/ou favorecer o Sporting. 
Voltando ao futebol,  com 0-2, a segunda parte foi menos brilhante.  Os encarnados optaram, naturalmente, por um maior controlo de jogo, mas não deixaram de ser a equipa mais perigosa. O resultado acabou por ser escasso.
Há que destacar as exibições de Sudakov - que definitivamente rende mais numa posição central - e Barreiro, que faz o seu trabalho em todo o lado e ainda marcou um golo.
Os seis pontos perdidos estupidamente em casa, na negra trilogia S.Clara, R.Ave e C.Pia, continuam a pesar muito na classificação e na temporada benfiquista. Como ficou uma vez mais demonstrado,  a equipa tem talento para mais do que ditam os seus resultados. Sendo um conjunto muito jovem (só nesta partida: Trubin, Dedic, Araújo,  Dahl, Prestianni, Schjelderup,  Sudakov e depois Sidny, Rêgo, Manu...), está naturalmente mais exposto a oscilações, quer durante os jogos, quer de jogo para jogo. Com tantas lesões,  torna-se também difícil estabelecer uma base. Para hoje não havia Rios, nem, de certo modo, Enzo, que têm formado a dupla titular no meio campo. Ainda haverá Lukebakio, Bah, Bruma e provavelmente alguns reforços. Também por isso, tenho a convicção de que existe uma margem muito grande para crescer. A tempo de quê? Veremos no fim da época, sendo que o objectivo mais realista é o segundo lugar, e esse depende apenas do Benfica.
Segue-se a "final" de Turim. Eu ainda acredito no apuramento. E a acontecer, não pode ser totalmente irrelevante na avaliação da temporada. Há quem apenas ligue a troféus (mas a Supertaça não vale, como a Taça da Liga também não valeu há um ano atrás). Eu valorizo igualmente (porventura mais do que as taças mencionadas) as prestações europeias, que são aquelas que o mundo vê. É nelas que o prestígio internacional do clube é cimentado. Foi nelas que o Benfica se tornou gigante.
Obviamente que,  não vencendo o campeonato, a época será sempre globalmente negativa. Como não vale a pena chorar sobre leite derramado, há que agarrar o que há. Fase seguinte desta Champions e qualificação para a próxima. 
PS: se André Luiz é apenas aquilo, parece-me que os valores de que se fala são completamente absurdos. Antes o Rafa

ONZE PARA VILA DO CONDE

ATÉ MORRER!

O Benfica ainda não perdeu qualquer jogo neste campeonato, algo que, à 17ª jornada, nos últimos 35 anos, apenas sucedeu noutras duas ocasiões. Na verdade, não perde na prova há quase um ano civil: a última derrota verificou-se em Rio Maior, diante do Casa Pia, no dia 25 de Janeiro de 2025.
Todavia, não venceu o último campeonato, fruto do atraso acumulado nas primeiras rondas, de alguma infelicidade, e também de obstáculos colocados por terceiros. E está igualmente numa situação bastante difícil neste. Entre equívocos de arbitragem penalizadores, uma campanha notável do FC Porto e culpas próprias (inadmissível ceder três empates em casa, contra equipas da segunda metade da tabela, com golos sofridos no tempo extra, fruto de erros individuais difíceis de tolerar), ficou a dez pontos da liderança, dependendo de uma quebra mais ou menos acentuada do rival nortenho para ainda poder sonhar com o título.
Já a luta pelo segundo lugar apresenta contornos diferentes. Aí, apenas depende de si. Ganhando todas as partidas por disputar garante, pelo menos, a segunda posição.
Desde 2010, o Benfica apenas falhou uma presença na fase principal da Liga dos Campeões (eliminado pelo PAOK de Abel Ferreira em jogo único no terreno do adversário). Soma um total 15 presenças nas últimas 16 temporadas, números apenas ultrapassados, neste período, pelos plenos de Real Madrid, Barcelona e Bayern de Munique.
Serve tudo isto para chegar a uma conclusão: o Benfica não pode deixar de estar presente na Champions da próxima temporada. Por motivos financeiros, desportivos e históricos. Por tudo. Tem de lá estar novamente. É lá o seu lugar.
Se ainda puder lutar pelo título, tanto melhor. Mas, independentemente do atraso para o primeiro classificado, não pode deixar de dar a vida em cada um dos jogos até ao fim. Até morrer!

MOURINHO FOREVER

É de algum modo paradoxal que possa ser positiva a análise a um técnico reconhecidamente resultadista, mas que de águia ao peito, num histórico de 35 jogos, perdeu sete e empatou oito. Porém, Mourinho é Mourinho. E contextos são contextos.
Claro que as metodologias inovadoras que explorou e aplicou, com retumbante sucesso, na primeira década do século, são hoje comuns até na Liga 3. Provavelmente, Mou já não vencerá mais nenhuma Champions League, nem deverá voltar a treinar um clube de topo dos chamados Big Five. 
Acontece que as circunstâncias do Benfica são muito diferentes- Por isso ele está cá.. E em Portugal, com tempo e alguns recursos, pode construir o tanque de guerra competitivo de que o clube necessita há anos. Estou convencido de que o vai fazer... se tiver respaldo total para isso.
O caminho é longo e sinuoso. Quem contrata José Mourinho sabe que está a contratar um treinador "especial". Está a contratar um pacote completo, que inclui os chamados mind games, recados internos e externos, críticas violentas à arbitragem, mas sempre com o controlo emocional/comunicacional de quem sabe muito bem o que está a dizer e porquê. Pode já não ser, no plano técnico-táctico, um dos melhores treinadores da história do futebol (como inegavelmente foi), mas continua a ser um homem extremamente inteligente, muito hábil na comunicação e ainda mais experiente do que nos seus tempos áureos. Em Portugal goza ainda de um prestígio que lhe permite dominar o discurso mediático em seu redor (porventura, se o deixarem, em redor da equipa e do próprio clube), influenciar adversários e árbitros, para além do controlo total que mantém sobre um balneário onde a maior estrela é ele.
Em suma, o Benfica não consegue, hoje, ter um treinador melhor do que José Mourinho, ou sequer igual. Há que fazer tudo para o manter, a um prazo tão longo quanto possível.
Espero por isso, antes de mais, que o próprio não queira saír no fim da época (Força Portugal, Força Martinez !!!). Mas espero, também, que no Benfica ninguém ceda à tentação de optar pelo caminho mais fácil - que é sempre o de colocar o ónus dos maus resultados nos ombros do treinador...e depois vem outro... e depois vem outro, como dizia Bruno Lage.
Pelo contrário, a Mourinho há que dar tempo, e, sendo a quem é, há que dar carta branca. Porventura a um nível do qual nenhum treinador do passado recente do clube desfrutou. O orçamento do Benfica não é o do Chelsea, mas o treinador setubalense sabe disso, e não vai exigir o impossível. Obviamente dentro das suas limitações orçamentais, o Benfica deve seguir o seu treinador até onde este quiser. Deve deixá-lo trabalhar, com total e absoluta confiança, com total e absoluta autonomia. 
Ronovar o contrato com Roger Schmidt em 2023, a meio de uma época em que estava a ganhar todos os jogos, revelou-se um disparate. Talvez renovar com Mourinho agora, que está afastado de todos os títulos, (mais um paradoxo) não fosse má ideia. O Benfica precisa de tempo e de reinventar todo o seu futebol. Não há ninguém em condições de o fazer melhor. Se José Mourinho ficar mais três anos na Luz, tenho a convicção que, nesse período, ganhará pelo menos dois campeonatos. Mais do que isso, pode deixar uma equipa à sua imagem, que  permaneça ganhadora para além da sua própria presença. 
Se nas presidenciais deste fim-de-semana posso ainda ter as minhas dúvidas, para o banco do Benfica voto Mourinho. Inequivocamente!

O PREÇO DA INEFICÁCIA

Num jogo intenso e equilibrado,  com maior ascendente do Porto na primeira parte e do Benfica na segunda, foi a ineficácia dos encarnados a ditar a derrota. Ao golo portista, numa das duas únicas oportunidades que criou, o Benfica não conseguiu responder nas várias  de que dispôs até final. A última, de Pavlidis, foi inacreditavelmente falhada, e não me lembro de ver o grego ser tão desastrado num lance de baliza aberta. 
O Benfica perdeu na taça, fazendo um jogo globalmente mais conseguido do que no empate do campeonato. 
Ao contrário do que aconteceu em Leiria, hoje não há nada a apontar aps jogadores. Lutaram, correram, e durante muitos minutos conseguiram impor-se no estádio de uma equipa ultra agressiva, ultra confiante, e com uma linha defensiva que marca claramente a diferença face ao Porto do ano passado.
Confesso que não percebi a substituição de Prestianni, que estava a ser o elemento mais agitador do ataque benfiquista,  quando Sidny dava sinais de muito maior desgaste. Mourinho saberá o que faz, e a verdade é que foi já depois desse momento que o Benfica esteve mais perto de empatar. 
Houve três lances duvidosos na área portista. Não fiquei com certezas, mas gostava de ter visto mais e melhores repetições. Claro que com Luís Ferreira no VAR seria impossível assinalar fosse o que fosse.
Houve também um pontapé de canto escamoteado ao Benfica no último minuto, e recordemos que foi num canto que a partida se decidiu.
Depois de perder sem honra nem glória a Taça da Liga, a equipa de Mourinho perde agora a Taça de Portugal, também sem glória, mas com a sua honra intacta. Não houve felicidade no sorteio, não houve felicidade no jogo. A jogar assim o Benfica tinha condições para realizar uma temporada muito diferente. 
Resta agarrar o que ainda está na mesa, e que, em termos financeiros, até são os dois maiores tesouros: qualificação para a fase seguinte desta Champions,  e segundo lugar no Campeonato que possibilite a entrada na próxima. 
Parabéns ao FC Porto, e parabéns também àqueles que se dizem benfiquistas, mas apenas esperam por derrotas para poder disparar sobre quem legitimamente dirige o clube.

PARA GANHAR!

Na verdade todos os jogos são para ganhar, mas, enfim, como diria Orwell, uns são mais para ganhar do que outros. Quando o Benfica jogou no Dragão para o Campeonato, estava a quatro pontos de distância do seu adversário. Então, o empate não era um mau resultado - e não foi certamente esse jogo que ditou o destino dos encarnados na prova. Agora não haverá empate e, que mais não seja por isso, o único resultado que interessa é a vitória. Mas há mais: independentemente da importância financeira do segundo lugar na Liga, independentemente da carreira que equipa ainda possa fazer na Champions (não está fácil...), depois do afastamento da Taça da Liga, a Taça de Portugal é a hipótese mais objectiva de ainda poder conquistar de um troféu. O Benfica ganhou a Supertaça a abrir a temporada. Era interessante que a fechasse erguendo a Taça no Jamor - algo que no ano passado foi impedido de fazer.
Acredito em Mourinho neste tipo de jogos, de elevada componente estratégica, onde interessa, antes de mais, impedir o rival de colocar em campo as suas maiores virtudes. Contra todas as apostas, eu acredito na vitória -  nem que seja por penáltis. Fica o meu onze, bem como o registo dos últimos jogos ccom o FC Porto, que têm vindo a mostrar uma inversão de tendência: em oito, o Benfica ganhou cinco, empatou um e perdeu dois.


PRESIDENTES, PARA QUE VOS QUERO

Faço aqui um desafio aos leitores: dizerem, sem pesquisar, quem era o presidente do Benfica quando o clube foi campeão europeu, em 1961 e 1962. Não sabem? Pois eu também tenho de ir ver, até porque foram dois diferentes. José Águas, José Augusto ou Eusébio, esses sim, todo o mundo (o mundo mesmo) sabe quem foram.
Sim, votei em Rui Costa, mas na verdade não me interessa assim tanto quem é o presidente do Benfica. Acho que uma certa facção do clube entrou, há uns anos (talvez na era que historicamente poderia ser apelidada de veirismo tardio) numa deriva delirante, que hiperboliza a presidência, quando toda a história do Benfica, e de qualquer clube de futebol, foi escrita pelos jogadores e pelos treinadores. Não foi o Benfica que mudou. Foram sim, alguns dos seus adeptos, sobretudo os mais jovens, criados num determinado caldo cultural do qual já aqui falei noutras ocasiões e talvez volte a falar no futuro.
Para mim, Rui Costa foi um extraordinário jogador. E é esse o seu principal papel na história do Benfica. Agora ocupa cincunstancialmente a presidência, mas isso é uma questão meramente institucional, burocrática, lateral, sem relevo para a minha paixão clubista. Talvez por isso mesmo, não vi motivos para mudar nas eleicções de Outubro.
Diz o povo que "quando não há pão, todos ralham e ninguém tem razão". Ora o Benfica não tem ganhado tantos campeonatos como seria desejável. Logo, neste mundo de intolerância total ao erro, de imediatismo e mediatismo elevados ao absurdo, exige-se tudo de todos, começando por cabeças. Neste caso concreto, parte-se de um pressuposto que me parece espantoso, que é o de que o Benfica não foi campeão por causa do presidente, e, mais espantoso ainda, que seria campeão com outro presidente qualquer. Independentemente dos méritos ou deméritos de Rui Costa, esse é um princípio que não me convence mesmo nada, como, de resto, não convenceu a maioria dos sócios. Não me parece difícil de compreender esse cepticismo, mas há muita gente que, mesmo explicando bem, não o compreende.
É claro que houve, na História, casos limite em que era imprescindível mudar. Lembro-me de um: Vale e Azevedo, então apoiado por muitos que agora se afirmam "exigentes". Tratou-se de um caso de polícia, de um charlatão que enganou meio mundo e queria tornar-se dono do clube. De resto houve presidentes melhores, presidentes piores, mas acredito que todos tentaram contribuir para o bem do clube. E não tenho dúvidas que todos cometeram erros, em alguns casos bem mais graves que os do último mandato presidencial. Quer em tempos mais recentes, quer num passado em que não eram, sequer, discutidos, senão por três ou quatro reformados que passavam o dia à porta do estádio.
Vivemos numa era em que um escrutínio elevado a infinitos, que parte do cancro que são as redes sociais (ainda não totalmente assimilado por uma sociedade genericamente iletrada), que se estende ao país e ao mundo, e transforma toda a gente que toma decisões, primeiro em incompetentes, depois em vigaristas. O que se tem passado na política, quer nas duas anteriores legislaturas (ou nos dois últimos governos, por sinal de cores diferentes), quer nas presidenciais, é elucidativo: todos são corruptos, todos são criminosos, menos um. Não dou para esse peditório, e bastaria aplicar um décimo do escrutínio a que tem sido sujeito Rui Costa a outros tempos e a outros nomes, para rapidamente pendurarmos pescoços ou até exumarmos cadáveres.
A perfeição não existe, muito menos em quem tem de tomar decisões em cenários de grande incerteza. É muito fácil apontar o dedo depois, como se aquele lapso, aquele equívoco, fossem óbvios à partida. Depois, por vezes são. Aliás, quase sempre o são. Mas não no momento em que a decisão é tomada - e esse exercício mental não é fácil de fazer.
Obrigam-me constantemente a falar de Rui Costa, a falar de presidentes ou de candidatos. Às vezes, a quem não saiba e chegue aqui às escuras, até parece que fui o único sócio a votar no "Maestro". As eleicções deram uma audiência a este espaço que havia anos não se verificava. A polarização que, estranhamente, continua mais de dois meses depois da segunda volta, é, ao que parece, o factor mais saliente nas discussões online sobre o Benfica. Quando o Benfica ganha jogos, os números descem. Curiosamente, ao contrário das conversas em pessoa, que têm uma dinâmica inversamente proporcional. É estranho que seja assim, é um caso de estudo, ou um sinal dos tempos.
Enfim, quando a equipa vestida de encarnado entrar em campo amanhã, no Estádio do Dragão, não é de Rui Costa que me vou lembrar. E quando, no final dos 90, ou 120 minutos, recolher de volta aos balneários, também não. O meu benfiquismo foi assim nos anos oitenta, nos anos noventa, no que já vai deste século, e assim será até ao dia em ue me apresentar para o juizo final.

PARABÉNS VITÓRIA!

Adoro Guimarães. É uma cidade fantástica, com muito boa gente.  Depois de eliminar FC Porto, Sporting e SC Braga, o Vitória bem merece este troféu.
Parabéns!

TRATAMENTO DE CHOQUE

É assim que a imprensa designa as palavras de Mourinho na conferência de imprensa de Leiria, no duríssimo pós-eliminação da Taça  da Liga.
Ao contrário daqueles que acham que sabem tudo, eu não sei o que se passa no interior do balneário, nem quais as razões que levam uma equipa a entrar em campo com a atitude da primeira parte frente ao Braga, particularmente se depois até foi capaz de mostrar (tarde demais) que podia jogar bastante mellhor.
Como adoro futebol, adoro os jogadores. Da infância fiquei com Chalana no coração, mas todos os jogadores do Benfica são meus ídolos...enquanto vestem a camisola do clube. Depois passam a profissionais, que me limito a respeitar (Não é João Félix?, Não é Bernardo Silva? Não é Ruben Dias?). E respeitarei sempre, pois são eles que fazem o jogo, que marcam ou evitam os golos, que me fazem ou fizeram vibrar. Mais do que treinadores, muito mais do que dirigentes, muitíssimo mais do que árbitros, são os jogadores que escrevem a história do futebol - de que eu tanto gosto.
Tendo a defender sermpre os atletas de críticas injustas, sobretudo quando apontam a factores técnicos. Nunca assobiei um jogador do meu clube, e jamais o farei - pelo menos durante um jogo.  Sei que Leandro Barreiro nunca fará o que vi fazer a Chalana. Se errar um passe, percebo e aceito. Eu, por muito boa vontade que tivesse, faria certamente bem pior.
Já falhas de atitude competitiva, confesso que tenho mais dificuldades em aceitar. E aquilo que se viu em Leiria, como já se vira noutros momentos da presente temporada (a trilogia dos golos nos descontos, Qarabag, segunda parte de Newcastle, primeiros minutos do dérbi da Luz, etc), não me parece ser do domínio técnico-táctico. 
Já vi Richard Rios fazer bons jogos. Já vi Sudakov fazer bons jogos. Já vi Dahl fazer bons jogos. Tal como Otamendi, Dedic, Tomás Araújo, Manu Silva, Aursnes ou o citado Barreiro (senão em técnica, em força, velocidade, movimento, concentração, atitude) Podem até nem ser superestrelas. Não o são. Mas têm capacidades físicas e técnicas, em doses variáveis, mas suficientes, para construir uma equipa competitiva. Para ganhar ao Santa Clara, ao Rio Ave, ao Casa Pia, ao Qarabag e mesmo ao Braga. Para não perder seis pontos da mesma ridícula maneira. A verdade é que não as aplicaram, parecendo pensar uma de três coisas 1) a competição não interessa muito e ir à final são favas contadas 2) temos de nos poupar para a montra da Champions 3) estamo-nos nas tintas para este clube. Qualquer delas imperdoável em quem ganha tanto dinheiro para fazer aquilo que é suposto gostar de fazer (deixo de fora Trubin e Pavlidis que, como depois Prestianni, merecem ser ilibados do desastre de Leiria).
Se há jogadores que têm algum talento e/ou alguma capacidade física, se conseguem mostrá-lo quando são espicaçados, porque não o fazem sempre? Porque não lutam sempre até aos seus limites? Porque não deixam tudo em campo? Houve bons exemplos de aplausos depois de maus resultados, em jogos em que os adeptos reconheceram esforço e empenho totais. Infelizmente, não foi o caso. E de Leiria, alguns jogadores, não só não mereciam qualquer aplauso, como merecia assobios ou mesmo ter vindo a pé, ou de Uber.
Foi erro do presidente contratar um Rios que sabe jogar como fez com o Sporting e com o Nápoles, ou como fazia no Palmeiras? Ou um Dedic que entrou de rompante na temporada e toda a gente parecia "Amar"? Ou apostar num Dahl que na época anterior, sempre que entrtava, causava boa impressão? Foi a táctica de Mourinho que não resultou? Mas a mesma táctica resultou noutros jogos, e mesmo na segunda parte deste. Então?
Enfim. Acho que há muito que reflectir, e seja com tratamento de choque ou não, há jogadores que têm de dar mais de si, muito mais.
O mercado está aberto. Quem não tem perfil para vestir a camisola de um clube que joga sempre para ganhar, deve ir à sua vida, e procurar um Bournemouth ou um Oviedo qualquer. No Benfica, seja qual for o resultado, temos de ter a certeza de que todos deram o seu máximo até ao apito final do árbittro, até à última gota de suor. Em Leiria não fiquei nada convencido disso.
Parafraseando Mourinho, espero que tenham dormido tão mal como eu.

IMPERDOÁVEL

Não há piedade que valha a uma primeira parte miserável, em que o Benfica foi toureado pelo seu adversário, e na qual ficou traçado o destino da partida.
De facto, é difícil entender que uma equipa que, depois, até mostrou que o jogo podia ter sido bem diferente, se apresente numa meia-final a passo, sem chama, sem ideias, sem rumo, sem...nada. Foi penoso chegar ao intervalo. Senti-me envergonhado. Senti-me traído por uma equipa que tantas vezes tenho defendido até aos limites da boa vontade. E por vários jogadores que não foram merecedores de vestir aquela camisola.
Na segunda metade houve uma reacção, houve alguma dignidade, mas era difícil reverter tamanho prejuízo. Até porque o Braga não é uma equipa qualquer, e soube proteger-se de males maiores. O terceiro golo naturalmente matou o jogo.
As coisas já estavam tão mal que João Pinheiro nem precisaria de grande intervenção. Mas, talvez por querer ir ao Mundial, talvez por achar que prejudicando o Benfica estará mais próximo de o conseguir, decidiu expulsar Otamendi num lance em que o central argentino sofreu uma falta duríssima.  Não influenciou muito este jogo, mas João Pinheiro sabe o que faz. E nós sabemos o que é a arbitragem portuguesa de há um ano para cá. 
Durante a segunda parte houve dois toques com a mão dentro da área minhota. Um deles pareceu-me faltoso.  E essas coisas também contam.
De qualquer modo, não há perdão para uma primeira parte como a que o Benfica protagonizou em Leiria. Nem há perdão para deitar fora um troféu que estava ali à mão de semear.
Esta partida, juntamente com o Qarabag e com a trilogia de golos sofridos nos descontos, constituem um lado negro, demasiado negro, de uma equipa que, mesmo com limitações, tinha obrigação de fazer muito mais.
E sim. Era um jogo decisivo. Era uma competição importante, a qual sempre valorizei aquando das vitórias, e a qual valorizo igualmente agora (há quem não siga o mesmo critério). Foi uma derrota dura, demasiado dura.
Exige-se uma vitória no Dragão. Será a única oportunidade de salvar a face a este Benfica, versão 2025-26. A não acontecer, haverá muito para reflectir.
E, claro, todos são culpados. Sem excepção. 

UMA PRIORIDADE

Conforme está o Campeonato, as Taças devem ser encaradas como uma prioridade absoluta para o Benfica. 
Já aqui o disse: perdendo o principal objectivo da temporada, mas ganhando as duas Taças, juntando a Supertaça já conquistada, um apuramento para a fase seguinte da Champions, e um eventual segundo lugar no Campeonato, a época não seria nada má. Além de que daria tempo e espaço para Mourinho construir, à sua maneira, face a 2026-27, um Benfica verdadeiramente ganhador, e necesariamente campeão.
No espaço de uma semana joga-se o destino da Taça da Liga (em Leiria), e em larga medida também o futuro na Taça de Portugal (no Dragão).
Os encarnados partem para estas decisões (na semana seguinte trata-se da Champions) bastante limitados fisicamente. Mas terão de estar a 100% em termos anímicos. A eliminação do Sporting faz como que, em caso de apuramento para a final, o Benfica entre em campo, nesse eventual jogo decisivo, como claro favorito. Em suma, há que dar tudo para aproveitar a oportunidade, e garantir um segundo troféu na temporada. E o Vitória de Guimarães que me perdoe, mas o principal obstáculo será mesmo o Braga - com quem até há umas contas a ajustar.
Dadas as ausências, o onze a apresentar não poderá ser muito diferente do seguinte: TRUBIN, DEDIC, T.ARAÚJO, OTAMENDI, DAHL, MANÚ, RIOS, BARREIRO, PRESTIANNI, SUDAKOV e PAVLIDIS

O POSSÍVEL

Conforme Mourinho disse, e conforme eu aqui já tinha dito, o desfecho dos campeonatos tem uma componente de relatividade, e depende também, muitas vezes, do desempenho dos rivais.
Em 2005 o Benfica foi campeão com sete derrotas. Em 2026 não tem nenhuma.
O FC Porto em 2005 perdeu 22 pontos em sua casa. Em 2026, até ao momento, apenas perdeu dois em termos absolutos.
No confronto directo, empataram 0-0.
A história está repleta de situações análogas.
Sejamos francos: com dez pontos de atraso, sem o FC Porto dar sinais de vacilar (quando os dá, acontece qualquer golo estranho que resolve o problema), vai ser difícil ao Benfica chegar ao título. E como tal, esta nunca será uma época boa.
Mas juntando à Supertaça as duas taças, e atingindo o segundo lugar e o acesso à Champions, a época também não será má.
Vamos a isso.

NOS OUTROS É REFRESCO

Há já muito tempo que observo, e denuncio, uma clara sobrerepresentação do Sporting na comunicação social portuguesa. Talvez por isso, já cansa ouvir falar sobre os lesionados de Alvalade, que foram a justificação preferencial apresentada até à exaustão para o empate de Barcelos.
Pois eu não sei quantos são, mas sei que no Benfica é uma equipa completa. Depois há quem se queixe de falta de profundidade do plantel:
Samuel Soares, Alexander Bah, Joshua Wynder, António Silva, Enzo Berrenechea, Nuno Félix, Fredrik Aursnes, João Veloso, Bruma, Dody Lukebakio e Henrique Araújo. Cinco deles, potenciais titulares.
Mas como é no Benfica...
A vantagem é que se torna fácil escolher o onze para Leiria: são os que sobram.

UM AVANÇADO BASTA

Quando é do nível de Pavlidis. 
E eu tenho um certo orgulho em afirmá-lo, pois desde que o vi jogar pela primeira vez, percebi que estava ali jogador. Podia ter-me enganado. Não sou scouter. Mas neste caso concreto, contra muito cepticismo de muita gente nos primeiros três ou quatro meses, sempre defendi acerrimamente o grego. E agora só lamento que daqui a poucos meses tenhamos fatalmente de nos despedir dele. É jogador a mais para uma liguita miserável como a portuguesa. 
Ao contrario de outros avançados que correm como cavalos, mesmo no tempo extra, e depois acabam aos pontapés e murros a tudo o que encontram pela frente, Pavlidis é um jogador requintado, que nem precisa de correr muito para cumprir a sua missão. Marca, joga e faz jogar. E com ele em campo, Mourinho pode dar-se ao "luxo" de acabar um jogo com o Estoril, em casa, com cinco trincos, como ele gosta, e como vamos ter de nos habituar - isto se quisermos dar-lhe o tempo de que necessita para construir um tanque de guerra ganhador, como fez quase sempre nas equipas que treinou, e em grande parte delas com o sucesso de que todos nos lembramos.
Vamos ter de nos habituar também a esquecer as notas artísticas de Jesus, alguns períodos de Lage e alguns períodos de Schmidt. Com Mourinho joga-se exclusivamente para o resultado. Em largas fatias das partidas com dez atrás da linha da bola, e com risco mínimo nas saídas, independentemente de se ouvirem aplausos ou assobios. Quando as coisas não correram bem, foi devido (uma vez mais) a erros individuais.  Colectivamente já se vai percebendo alguma identidade na equipa. E com o tempo só pode melhorar. 
Para este tipo de futebol é imprescindível ter um matador na frente. Ele existe. Ele vai provavelmente deixar de existir em Julho.  Espero que Mourinho fique e seja salvaguardada a substituição do grego.
Gostei muito da estreia de Sidny. Confesso que não conhecia, e impressionou desde logo pela confiança com que entrou, assumiu bolas paradas, e teve duas excelentes arrancadas, culminando uma delas no golo da tranquilidade. Não há uma segunda oportunidade para causar uma primeira boa impressão. Sidny aproveitou em pleno, e mostrou ser opção credível para esta equipa.
Uma palavra final para os aplausos a Pizzi. É bonito ver as bancadas respeitarem um jogador que tanto deu ao Benfica, que foi quatro vezes campeão na Luz, que marcou dezenas de golos e bem merece ser assim recebido. Era um daqueles casos de ódio nas redes sociais. Mas como temos visto, as redes sociais, no Benfica,  valem o que valem - que é pouco ou nada, e ainda bem. Assim fosse noutras áreas da nossa vida colectiva. 

NERVINHOS


Ponham-no a fazer chichi...

ENQUANTO HOUVER VIDA...

 ...dar tudo em campo e nas bancadas.
Onze para o Estoril: Trubin, Dedic,  Tomás Araújo, Otamendi, Dahl, Enzo, Rios, Aursnes, Barreiro, Sudakov e Pavlidis.

PS: para chegar ao título será preciso que o FCP quebre (e o seu treinador tem um passado que deixa alguma esperança quanto a isso).
Mas para alcançar o 2°lugar (e o acesso à próxima Champions), para vencer a Taça da Liga, para vencer a Taça de Portugal e para passar à fase seguinte desta Champions, o Benfica só depende de si próprio. O mercado está aberto e permite fazer alguns ajustes. Haja ânimo. A época está longe de terminar.

PS2: Hjullmand continua inimputável. Reclama por tudo e por nada, manda no jogo e no árbitro, e mesmo tendo levado um amarelo, continuou a fazer e dizer tudo o que lhe apeteceu, com total impunidade. Para a arbitragem portuguesa há jogadores de primeira e de segunda. Rios não pode tocar em nada nem em ninguém.  Este sueco, ou lá o que é, pode fazer tudo. 

LINDO DE SE VER




EM 2025:

Para 2026 queremos mais. Assim nos deixem.

DOZE PASSAS, DOZE DESEJOS PARA 2026

1- quando um jogador pisar a cabeça de outro, seja expulso;

2- quando um jogador tropeçar no ombro de outro, não seja assinalado penálti;

3- quando um jogador for agarrado na área do Sporting, seja assinalado penálti;

4- quando a bola bater no peito do António Silva, não seja assinalado penálti;

5- quando o Benfica marcar um golo limpo, o golo seja validado;

6- que Richard Rios tenha para si o mesmo critério arbitral que tem Hjullmand;

7- quando um jogador rematar por cima da barra não seja assinalado canto;

8- que as nomeações de árbitros não sejam provocatórias e insultuosas;

9- que as linhas de fora de jogo sejam colocadas com critério, e que a Sportv mostre as repetições dos lances de dúvida;

10- que o VAR não demore 14 minutos para descortinar uma falta que não existe;

11- que os benfiquistas apoiem a equipa;

12- que haja saúde. 

SERÁ DO GUARANÁ?

Com o Doutor Varandas...54 golos

Com os médicos do Arsenal...7 golos

NÃO!!!

Diz o presidente do Estrela da Amadora, a propósito da centralização de direitos televisivos, que quem manda é a maioria dos clubes e não quem tem mais adeptos, e que a distribuição de verbas deve dar mais dinheiro aos pequenos.
Não, senhor Paulo Lopo! Os clubes de futebol não são cidadãos. Não há que proteger os mais pequenos - pelo contrário, os clubes que dão prejuízos em 14 dos 17 jogos que disputam em casa (como o próprio assume), dever ir jogar para onde a sua dimensão aponta: a segunda divisão!
Há que proteger, sim, os grandes clubes. São eles a origem de todo o dinheiro que circula no futebol português, é deles toda a massa crítica e mediatização do fenómeno, são eles que formam os jogadores para as selecções portuguesas, são eles que dão pontos nos rankings europeus e trazem prestígio ao país. 
Uma liga com dez, ou mesmo oito, equipas, eventualmente a quatro voltas, multiplicando os clássicos e, com isso, as receitas, seria imperioso como ponto de partida para qualquer discussão sobre centralização. 
Benfica, Sporting, Porto, Braga e Guimarães acumulam 99,9% dos adeptos. Não devem receber menos de 90% das receitas. Os outros 10% seriam para três equipas que enchessem o quadro. E isto já pressupõe alguma generosidade.
O futebol profissional é isto. Ou devia ser isto. Ninguém quer saber de um Estrela da Amadora-Aves. Ou quer? E se ninguém vai ver, como querem receber dinheiro por isso?
A centralização foi decidida por quem não percebe nada de futebol, e queria aplicar receitas de contextos totalmente diferentes. Em Inglaterra há clubes na terceira divisão capazes de encher o Wembley. Mesmo em Espanha, a maioria dos clubes tem representatividade regional, e também tem adeptos que enchem estádios. Em Portugal mais de metade das equipas da primeira liga são inexistências sociais, entidades fantasma, que nem estádios em condições são capazes de apresentar, das quais ninguém quer saber, sem história nem identidade nem carisma, que não representam nada nem ninguém, e que só existem para fazer algum dinheiro circular sabe-se lá de onde para onde, e encher a grelha da Sport Tv. Já agora, também praticam um futebol baseado no puro antijogo, estragando os espectáculos em que lhes dão ocasião de participar.
A primeira liga portuguesa tem tantos clubes como a Alemanha. E a representá-los, gente em bicos de pés a querer comer do bolo que outros fazem crescer.
A primeira liga portuguesa tem desequilíbrios geográficos gritantes (basicamente disputa-se em apenas três dos dezoito distritos, um terço das equipas são do distrito de...Braga, e não há uma só equipa a sul do Tejo), que parecem nada preocupar os decisores. Deixou morrer clubes históricos, esses sim com adeptos e representatividade, como o Boavista, o Belenenses, a Académica, o Beira Mar ou o Vitória de Setúbal, sem que ninguém fosse aos funerais. Tem arbitragens indigentes, estádios vazios (num dos seus últimos jogos o Arouca tinha um, sim um, corajoso adepto na bancada) e jogos deprimentes.
A maior parte das Sads tem capital estrangeiro e serve de plataforma para a circulação de jogadores estrangeiros de refugo, bem como, claro, das respectivas comissões. 
Enfim, solidariedade é com pessoas. Eventualmente com empresas que gerem muito emprego. Não com entidades pseudo-desportivas fantasma, que a única coisa que fazem ao futebol é envergonhá-lo. Sim, é vergonha que eu sinto, enquanto português, quando vejo jogos do Championship ou da Bundesliga 2 - verdadeiros e vibrantes campeonatos de futebol e não liguinhas das aldeias do minho.

MAIS DO MESMO

O ano terminou em linha com aquilo que foi, já desde a fase final do campeonato passado: erros de arbitragem e de vídeo arbitragem a penalizarem o Benfica.
Tanto quanto a tendenciosa realização televisiva me permitiu ver, não encontro falta nenhuma de Rios no lance que podia, e devia, ter dado a vitória ao Benfica. Cabia ao VAR ter chamado o árbitro ao monitor. Acontece que o VAR era...Tiago Martins (e nunca mais nos vemos livres deste indivíduo...).
No lance do segundo golo do Braga, também não fiquei convencido com a posição do atacante minhoto. Mas uma vez mais, só pudemos ver uma repetição muito rápida, não fosse perceber-se que o lance era ilegal. Viva o futebolzinho português. 
Enfim. Foi assim o ano inteiro, e infelizmente nada nos garante que 2026 não venha a ser igual. Pelo contrário, não há qualquer sinal positivo no horizonte da arbitragem portuguesa. 
Quanto ao futebol em si, a segunda parte do Benfica foi muito boa, e em condições normais devia dar para garantir os três pontos. Além da arbitragem, também Aursnes ainda deve estar a tentar perceber como falhou um "penálti" em movimento, e o guarda-redes do Braga como defendeu o remate de Tomás Araújo à queima roupa. Na primeira parte, é verdade, houve mais Braga, mas a superioridade benfiquista nos segundos 45 minutos foi bastante mais vincada. A haver um vencedor, tinha de ser o Benfica. Num grande jogo de futebol, que, como outros, merecia melhor arbitragem. 
Um empate em Braga não é, em teoria, um mau resultado. O problema é que o Benfica chegou aqui sem margem de erro. E estes dois pontos perdidos fazem dano - talvez irreversível. 
Os empates em casa com Santa Clara, Rio Ave e Casa Pia, todos concedidos da mesma forma, vão marcar este campeonato até ao fim. Num ano em que o desequilíbrio entre os grandes e os outros parece ser maior do que nunca, e em que Sporting e, sobretudo, Porto, vão cumprindo a sua missão, o Benfica não podia ter falhado como falhou naquelas alturas, em sua casa, em jogos nos quais estava em vantagem, ante adversários da segunda metade da tabela. Ficou exposto às arbitragens, como se tem visto, e ficou sem margem para empatar este tipo de jogos (Sporting na Luz, Braga na Pedreira) - o que, em condições normais, até seria natural acontecer.
É irónico que, sem qualquer derrota, o Benfica se veja praticamente afastado do título. Mas não foi hoje que o seu destino ficou traçado.
Ainda há Taça de Portugal, Taça da Liga e Champions. Tudo para decidir este mês. Além do importante segundo lugar. A equipa está a crescer e ainda pode ganhar alguma coisa. Assim a deixem. Pena a temporada não estar a começar agora...

ONZE PARA BRAGA

Trubin, Dedic, António Silva, Otamendi, Dahl, Enzo, Rios, Prestianni, Aursnes,  Sudakov e Pavlidis.

E venham de lá os três pontos.

2025 - O ANO NEGRO DA ARBITRAGEM

Seria preciso recuar aos tempos do Apito Dourado para vermos tantos e tão escandalosos erros sempre para o mesmo lado. Na altura não havia VAR. Agora não há desculpa. 
2025 vai ficar na memória dos adeptos como o ano do pisão na cabeça,  da rasteira com o ombro, da anca do António Silva, do ciclone dos Açores. Como um ano em que o palmarés do futebol português foi amplamente subvertido, simetricamente subvertido, com "erros" grotescos e dignos de um filme policial. E em que o medo e o servilismo voltaram a fazer-se sentir. Agora perante outros e novos senhores feudais.
Luciano Gonçalves, Pedro Proença, Frederico Varandas, Rui Caeiro, António Nobre, João Bento, Gustavo Correia, Tiago Martins, João Pinheiro, entre outros, mais todo um conjunto de comentadores televisivos que mediaticamente branquearam e relativizaram o esgoto em que se transformou o futebol português, são os responsáveis.  São os rostos desta fraude. São os coveiros de um futebol que já não tinha qualidade, e perdeu este ano civil, em 2025, toda a qualquer credibilidade.
Infelizmente não se espera melhor para 2026. A menos que haja mudanças radicais. Ou um sobressalto cívico entre os adeptos. Entre os que sonham com um futebol sério,  decidido no campo pelos jogadores e treinadores.
Gostava de poder afirmar um maior espírito natalício, mas o balanço do ano é negro, e não há como pintá-lo de outra cor.
Em todo o caso, desejo o Feliz Natal a todos os leitores. 
Esqueçamos por uma ou duas noites tudo o que se passou este ano. Mas não deixemos de estar vigilantes com o que vai acontecer no próximo. Como diziam os Trovante: "se outros calam, cantemos nós".

TRÊS PONTOS

Por vicissitudes da vida pessoal, não só não estive na Luz, como não pude ver a primeira parte sequer na TV.
Vi a segunda. E não gostei.
Aliás, estava mesmo a ver que o filme três vezes repetido esta temporada ia voltar a repetir-se. Felizmente não aconteceu. Mas tudo o que se passou até ao momento do quarto árbitro levantar a placa foi relativamente idêntico.
Como é Natal, não quero ser demasiado cáustico. Prefiro valorizar os importantes e merecidos pontos, e a sequência de resultados positivos. Que já vai sendo, de algum modo, significativa. 
E já agora Prestianni, que tem um talento incrível, do qual sou fã, e do qual espero muito - assim ele seja humilde e trabalhador. 
PS: comparar o penálti da Luz com o dos Açores,  só mesmo por má fé. Que há lances como este que não são sancionados, é verdade. Mas Otamendi é atingido com o braço. Hjullmand é apenas tocado com um ou dois dedos, e de forma totalmente inócua. O penálti da Luz foi bem assinalado, admitindo que se trate de um lance de dúvida. O dos Açores não levanta dúvidas a ninguém: não é falta!

O FORA DE JOGO DO ANO

Viva a FPF! O futebol está unido!

CASOS DE POLÍCIA

O Rio Ave, pelo segundo ano consecutivo, vai jogar contra o Sporting sem o seu melhor jogador. A razão é a mesma: cartões a pedido.
Há coisas demais a acontecer no futebol português: arbitragens escandalosas, membros de comissões  de aviário, rendimento fisico estranho de alguns atletas (coisa de que um médico percebe), facilidades concedidas por clubes adversários (que se enfraquessem propositadamente para defrontar o poder) e até painéis televisivos ostensivamente tendenciosos. 
Parabéns a quem, em poucos anos, em pezinhos de lã mas com rigor militar, conseguiu inclinar todos os tabuleiros, derrubar todas as peças do xadŕez desportivo, e transformar isto numa pocilga - retornando a um tenebroso passado, agora pintado de outras cores.

PS: até no futebol feminino... No dérbi em Alvalade, acabei de ver um golo limpo anulado ao Benfica. Os próprios comentadores do "Onze" ficaram sem saber o que dizer. Logo a seguir, um canto transformado em pontapé de baliza. Uns minutos mais tarde, um corte com a mão na área do Sporting, e nada. Repetições dos lances? Só uma muito rápida. Tive de puxar a box atrás, pois isso a FPF ainda não controla. No fim, mais um penálti oferecido ao Sporting. Quem está na arbitragem deste jogo devia ser identificado pela PSP. UM ROUBO!
É preciso fazer algo. Isto está a tomar proporções inéditas e gigantescas.

PS2: João Pinheiro, depois dos Açores,  vai apitar o FC Porto - e presumivelmente tentar calar Villas Boas e Farioli. Tiago Martins, VAR no Jamor, será VAR no Guimarães-Sporting. Estão, decididamente, a gozar com a nossa cara.
O ano de 2025 é o ano mais negro da arbitragem em Portugal talvez desde 1993. E coincide com a entrada em acção desta cambada de gatunos.
Demissão de, pelo menos, Luciano Gonçalves! Para ontem!

A PIADA DO ANO

 
Um homem bem que quer manter algum espírito natalício, mas a piada em que se tornou o futebol português não o deixa.
Esta declaração do presidente da FPF, um dia depois de um dos maiores escândalos de arbitragem, num ano em que estes se tornaram sinistramente recorrentes, só pode ser mais uma provocação aos adeptos. Há gente assim. Conheci em tempos um antigo fiscal de linha, das divisões secundárias, que dizia que adorava que lhe chamassem f.d.p.. Alguns árbitros e ex-árbitros mereciam, de facto, um estudo psiquiátrico.
9.999.997 portugueses viram uma equipa descaradamente levada ao colo na Taça de Portugal (Rui Borges estava distraído, VAR e árbitro estavam a delirar - terão fumado algo?). Os meus amigos sportinguistas riem-se da situação. Percebe-se. A final do Jamor já foi o que foi. Estes dois campeonatos, este ano civil, todo este pacote  transportou-nos para o passado, para os negros anos noventa, com duas diferenças: a cor agora é verde, e o VAR torna a roubalheira ainda mais grotesca e inaceitável. E Pedro Proença continua a cantar, e gozar com a nossa cara, a fazer-nos de parvos.
Há, na verdade, um antes e um depois da tomada de posse deste Conselho de Arbitragem. Que aparece com Pedro Proença. Ao que julgo saber, pela mão deste. Sob encomenda.
Há mais de vinte anos que as coisas não estavam tão mal. E bem pode Proença trazer o futsal ou o futebol de praia ou os sub 17 (ganhadores graças ao trabalho dos clubes, neste caso Benfica e Porto), que o seu legado apresta-se a ser o que foi enquanto árbitro e enquanto presidente da Liga: um espertalhão,  carreirista, que se sabe movimentar na lama, subir na vida, e manipular silenciosamente como um mestre de marionetas, que depois de, enquanto juiz, oferecer dois ou três campeonatos ao Porto (entre abraços e macacadas), na Liga deixar apodrecer alguns verdadeiros clubes para benefício de sads fantasma que conspurcam o campeonato e o fazem perder valor, parece agora querer ajudar a premiar o clube onde praticou andebol. 
Além disso, está verdadeiramente bem acompanhado. O penálti dos Açores é um dos dois mais ridículos que vi em cinquenta anos de futebol. O outro também foi assinalado a favor do Sporting, em 2001, na Luz, por...Duarte Gomes.
Proença,  Duarte Gomes,  Luciano Gonçalves,  Rui Caeiro. Tudo farinha do mesmo saco. Tudo nas mãos do verdadeiro dono disto tudo - outro tão cínico, e tão sonso, que também presume ser muito mais esperto do que todos nós.
Chamem a polícia.

TASCA DE PORTUGAL

Há quem queira por termo à Taça da Liga. Mas parece-me ainda mais pertinente acabar com a lixeira em que se tornou a Taça de Portugal. 
Há dois anos foi o golo limpo anulado a Di Maria em Alvalade. Na última época foi o que se viu no Jamor. Hoje, nos Açores, tivemos mais um escândalo, com o mesmo padrão e a mesma cor. É caso para chamar a polícia e mandar fechar o tasco.
Tudo isto cheira a Apito Dourado, ou pior ainda. Já nem há vergonha de tentar fingir. 14 minutes para conseguir ver algo que mais ninguém vê, para manter, artificialmente, a qualquer preço, uma determinada equipa em prova. A mesma a quem o troféu foi oferecido há poucos meses atrás. Até João Pinheiro já está contagiado, ou condicionado, ou comprometido, e a necessitar de apaziguar as suas relações com o doutor que hoje manda no futebol português de alto a baixo. 
O Santa Clara já tinha para contar no campeonato, com um pontapé de canto fantasma. Agora..isto.
Quando eu era criança, fazia campeonatos de caricas. Tentava que tudo parecesse a sério. No fim ganhava o Benfica.
Esta pobre taça faz-me lembrar essas "competições". Mas aqui nunca é o Benfica que ganha. E já não somos crianças. 
É demais!
Depois desta noite, nada pode ficar como antes. Os comunicados não resultam. É preciso tomar medidas drásticas. O futebol não pode ser uma mentira, ou um circo. Se o for, o Benfica não pode fazer parte dele, muito menos como figurante.

O SENHOR FUTEBOL

Há quem diga que a carreira de José Mourinho vem em trajectória descendente. Ou até mesmo que está ultrapassado. Posso concordar com a primeira afirmação (está no Benfica, veio da Turquia, não no PSG, no City ou no Barcelona), não concordo com a segunda. Mas independentemente daquilo que se possa achar das suas competências (muitas eram inovadoras há vinte anos, e agora são comuns a qualquer treinador da 2ª liga, outras, como uma genial leitura de jogo continuam lá), ou da sua trajectória (talvez já não vá ganhar outra Champions), ou da sua personalidade (nunca quis agradar a todos), uma coisa é certa: o homem tem uma experiência incrível, e já passou por quase tudo no mundo do futebol. É isso, aliás, que faz dele uma aposta certeira para um clube como o Benfica. Hoje, no balneário da Luz, a estrela é ele. Pode dar-se ao luxo de sentar Pavlidis num jogo decisivo com o Nápoles, por razões estratégicas (o resultado deu-lhe razão), e não haver um pio. Nas conferências de imprensa é ele que manda, e jamais permitirá ser toureado pelos jornalistas como tantas vezes aconteceu com Bruno Lage. No mercado, vai ditar as leis. Enfim, é Mourinho.
A título de curiosidade veja-se só a lista dos principais jogadores com quem ele já trabalhou (com alguns deles, enquanto adjunto), e na qual encontramos vários "Bolas de Ouro". É impressionante:

Além destes nomes sonantes, podíamos mencionar várias curiosidades. Entre actuais treinadores e comentadores, ou jogadores de algum modo emblemáticos do futebool português e mundial, Mourinho trabalhou com os ex-atletas (e como atletas) Nuno Espírito Santo, Paulo Bento, Domingos Paciência, Paulo Sousa, Sérgio Conceição, Julen Lopetegui, Bino Maçães, João Pinto, Silas, Jorge Costa, Abel Xavier, Rui Jorge, Kulkov, Yuran, Balakov, Drulovic, João Pinto, Paulinho Santos, César Peixoto, José Calado, Dani, Diogo Luís, Maniche, Costinha, Cândido Costa, Kostadinov, Luís Enrique,  Prosinecki, Iordanov, João Tomás, Cadete, Poborsky, Kluivert, Anelka, Ricardo Quaresma, Van Hooijdonk, Manuel Fernandes, Jordão, Simão Sabrosa e Rui Barros. A lista é interminável, e conta com quase 900 jogadores.
Como se sabe, foi adjunto de Bobby Robson e de Louis Van Gaal. E teve como seu adjunto André Villas-Boas.
Um homem especial. Um senhor futebol!

40 DIAS DE DECISÕES

Até dia 1 de Fevereiro, o Benfica vai ter de jogar com Real Madrid, Juventus, Porto, Braga, duas vezes, e presumivelmente Sporting (se atingir a final da Taça da Lliga). Vai ter de jogar também com Famalicão, Estoril, Rio Ave, Estrela da Amadora e Tondela. Onze jogos, e uma vez que a situação no Campeonato e na Liga dos Campeões é a que é, todos eles praticamente decisivos.
Janeiro vai ser também o mês do mercado, no qual a equipa poderá reforçar-se à medida daquilo que precisa (quanto a mim, pelo menos um "pinheiro" para a área e um extremo-esquerdo). Não conheço o ponto de situação das lesões de Bah, Bruma e Lukebakio, mas acredito que também possam recuperar ao longo deste período. Em suma, tudo se vai decidir.
No dia 2 de Fevereiro o Benfica pode estar a preparar-se para disputar as meias-finais da Taça de Portugal, para disputar o playoff da Champions, pode ter arrecadado mais uma Taça da Liga, depemder apenas de si próprio para vencer o Campeonato, e ter um plantel retocado e bem mais equilibrado que o actual.
Ou então...pode ter a época totalmente perdida. Infelizmente, não é difícil que aconteça.
É um grande desafio? Sim! Mas o que seria o futebol sem grandes desafios?

EM FRENTE

A meio da semana, perante um adversário do escalão inferior e com várias mudanças no onze, não se esperava uma gramde exibição do Benfica. 
Ainda assim houve um ou outro bom momento. E acabou por se consumar uma vitória tranquila e natural, com os golos de Rios e Ivanovic. 
Não percebo a insistência em Otamendi para marcar os penáltis. O resultado final foi favorável, mas uma grande penalidade falhada, naquele momento, podia ter custado caro. Os penáltis não são prémios de carreira, nem de estatuto. E parece-me que, com Ivanovic, Sudakov e Rios em campo, havia melhores opções. 
Individualmente, além da consolidação de Rios e do seu bom momento de forma, sou fã da irreverência de Prestianni. É verdade que nem sempre mostra consistência, mesmo durante os jogos tem quebras, e tacticamente tem muito a aprender. Mas que o rapaz tem magia nos pés, isso nem os comentadores da RTP podem negar.
Destaque igualmente para a estreia de mais um jovem lateral, também ele campeão do mundo de sub 17.
Como vai sendo habitual, ficou mais uma grande penalidade por.marcar a favor do Benfica, por empurrão a Ivanovic, e um cartão vermelho por mostrar a um defensor algarvio, também em lance com o ponta de lança croata. Nota negativa para a arbitragem. Que fique para memória futura.
Nota negativa também para mais uma lesão (ou duas, se contarmos com Samu). Esperemos que não seja grave.

PROVA MALDITA

Com apenas três conquistas nos últimos trinta anos, a Taça de Portugal tem vindo a tornar-se a competição maldita para o Benfica - como outrora acontecera com a Supertaça.
E depois do que vi no Jamor há ums meses atrás, confesso que já olho para esta prova com uma inevitável angústia. Prevendo-se um FC Porto-Benfica nos quartos-de-final, estou mesmo a ver o que está para acontecer. Mais uma vez.
Enfim, agora há que ganhar ao Farense. É essa, para já, a absoluta obrigação do Benfica. Depois, logo se vê.
O meu onze para o Algarve seria: Samu, Dedic, António, Otamendi, Obrador, Manu, Rios, Prestianni, Schjelderup, J.Rêgo e Ivanovic.

NO APROVEITAR ESTÁ O GANHO

Pedia-se ao Benfica que desse continuidade à grande exibição realizada na Chamoions. E se o contexto não era o mesmo (nem o adversário, nem a prova, nem o estádio), a verdade é que os encarnados fizeram tudo o que lhes competia - primeiro a desmontar a estratégia do Moreirense, depois a aproveitar os brindes oferecidos pela defesa minhota e assim construir um resultado robusto.
Este campo não devia existir. E este clube devia estar na segunda divisão. Nem o relvado nem o clube têm dimensão para uma Liga a sério.  O futebol português é o que é, e há que levar com todas estas vicissitudes. Desta vez o Benfica soube abordar a ocasião da forma mais correcta, e não deu hipótese para qualquer dúvida, pese embora a extrema agressividade com que alguns jogadores do Moreirense entraram no jogo (Barreiro que o diga). 
Obviamente Pavlidis foi o homem em foco. Respondeu da melhor maneira à ausência do onze inicial contra o Nápoles. Gosto sempre de ver um jogador manifestar-se em campo, "falar" em campo - neste caso de forma bastante eloquente. 
Ficaram-me dúvidas sobre uma eventual grande penalidade ainda com 0-0, mas ainda não vi as repetições necessárias para ter uma opinião definitiva.
Nos últimos trinta anos, só em duas ocasiões o Benfica chegara à 14a jornada sem derrotas. Curiosamente em nenhuma delas foi campeão (2011-12 e 2012-13). Agora também não vai ser fácil. Mas se continuar sem perder, talvez seja um pouco menos difícil. 

DAR CONTINUIDADE

A grande exibição realizada frente ao Nápoles só fará sentido se representar uma espécie de ponto de viragem na época do Benfica. 
Frente ao Moreirense, num campo muito difícil, há que vencer. Mesmo sem a nota artística de quarta-feira, os três pontos são fundamentais para dar confiança aos jogadores e manter viva algumas hipóteses no campeonato. 
Trubin, Dedic, Araújo, Otamendi, Dahl, Enzo, Rios, Aursnes, Barreiro, Sudakov e Pavlidis.

AS CONTAS DA ESPERANÇA

Vale o que vale. É apenas um exercício, que todavia serve para perceber quais são os principais rivais nesta contenda. Há jogos bastante interessantes na última ronda, como um Mónaco-Juventus, ou um Brugge-Marselha. Primeiro há que vencer em Turim. Fazendo-o acredito na passagem. É o jogo determinante, até por ser contra um adversário directo. Uma espécie de final.
 

POR ONDE ANDASTE, BENFICA?

Não fosse o desperdício de três ocasiões claras de... golear, e esta tinha sido uma noite perfeita. Um grande Benfica em todos os parâmetros do jogo, uma grande vitória perante o campeão italiano e um dos líderes da Série A, e a esperança renovada na passagem à fase seguinte.
Já era tempo de ver uma grande exibição. Os adeptos mereciam, a equipa precisava.
Há jogadores em clara subida de rendimento,  sendo o caso mais flagrante o de Richard Rios - que, de repente, se tornou no patrão do meio campo de que o Benfica precisava, e que a sua contratação milionária anunciou. Sudakov também cresce a olhos vistos,  e até Ivanovic, que esteve nos dois golos, mostrou trabalho e deu muito à equipa, nomeadamente no esticar de jogo que Mourinho pretendia.
Aursnes e Dahl também agradaram e parecem recuperar os índices fisicos. Já Barreiro está de pedra e cal, oferecendo a pressão e a intensidade que lhe é habitual. E ainda deu para estrear mais dois jovens.
As contas não são fáceis,  mas estas duas vitórias devolveram os encarnados à luta pelo apuramento. Aliás, não fosse o golo do Copenhaga nos últimos minutos em Villarreal, e a equipa de Mourinho já estaria, nesta altura, em 24°lugar, ou seja, em zona de qualificação.
Mais do que isso, este jogo, esta exibição, tem tudo para devolver a confiança e a serenidade aos jogadores. E para dar esperança aos adeptos. Afinal a equipa é capaz de jogar futebol. Afinal, não é assim tão má como tem aparentado. Talvez cresca ainda mais. Está a lançar jovens, tem lesionados por recuperar, e o mercado para fazer os ajustes necessários. Ainda vai a tempo? Só o futuro dirá. Mas se havia que começar rapidamente a jogar e a ganhar, este foi, sem dúvida, um bom princípio. 
Grande jogo. Grande noite. Viva o Benfica!

ALGUMA COISA...OU NADA

Instintivamente ia titular este texto com o comum "tudo ou nada". Acontece que, se o "nada" está à espreita, e pode materializar-se desde logo com um empate ou uma derrota nesta partida, falar em "tudo", face às circunstâncias, seria algo abusivo. Na verdade, não está em causa um apuramento, mas sim a possibilidade mais ou menos remota de ainda sonhar com ele. Para ter aspirações, não basta ganhar este jogo. É preciso, pelo menos, ganhar mais um (em Turim, ou na Luz frente ao Real Madrid). E ainda assim, haverá que fazer contas.
O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita. A participação dos encarnados nesta Champions começou da pior forma: perdendo o único jogo em que tinha a franca obrigação de ganhar. Com esses três pontos (agora somaria seis) a situação não seria brilhante, mas seria, digamos, normal. Mantinha-se tudo de pé. A equipa encarnada estaria firme na sua posição natural: na luta pelo playoff.  Assim...
Tudo o que ficou para trás já não se pode mudar, o que estará para a frente ainda não se conhece. O dado objectivo é: não ganhando ao Nápoles o Benfica estará irremediavelmente fora da fase seguinte. Como só se joga uma jornada de cada vez, há que pensar nesta.