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FELIZ NATAL

Boas Festas e um Excelente ano de 2020 a todos os leitores de Vedeta da Bola!

CONTRA BRAGA E... SOARES DIAS

O Benfica eliminou o Sp.Braga da Taça de Portugal, o que já de si é meritório. Tendo-o feito também contra o árbitro Soares Dias, mais valor tem.
Na verdade, se há sucessores para Benquerença e Proença eles são Veríssimo e Soares Dias. Ao outro já há muito havia caído a máscara. Do portista portuense, mais habilidoso, vai-se percebendo aos poucos. Veja-se esta partida com atenção e percebe-se o que quero dizer.
Quanto ao resto, Pizzi e Vinicius, quem mais? resolveram algo que chegou a parecer difícil, sobretudo quando os minhotos chegaram à vantagem.
De realçar a exibição do jovem Trincão. Podia muito bem fazer parte do plantel benfiquista.

MISERÁVEIS

Até é divertido ver o Sporting perder dentro do campo. Mas isto já não tem piada nenhuma.
O futebol português está a tomar um caminho que um dia o vai matar. E quando vemos um dos maiores clubes portugueses a ter de lidar com gente assim, percebemos que esse dia pode estar mais próximo do que se pensa, e vai atingir todos.
No Benfica já houve cadeiras pelo ar em Assembleias-Gerais. A gravidade é obviamente diferente, mas o princípio é o mesmo: uma minoria de delinquentes que se acha dona dos clubes, e pretende impor-se pela violência. Sabe-se lá porquê, acham que têm mais direitos do que o sócio comum, pensam que os clubes precisam deles, e caracterízam-se por muito músculo e pouco cérebro.
Até agora, o Benfica tem sabido lidar com o problema (mesmo quando tem contra si IPDJ's e outras incompetências). Tem ganho títulos, o que facilita.
Um dia, quando perder (e isso, em desporto, está sempre ao virar da esquina), também corre riscos. Espero que, também aí, consiga resistir a este tipo de movimentos negros.
Há dias falei dessa figura sinistra que são hoje os directores de comunicação. Eles e as claques são o problema do futebol. E embora haja diferenças, neste combate, quem gosta de futebol, não deve olhar a cores.


PODIA TER SIDO MELHOR...E PIOR


Em 15 adversários, este era, para mim, o 7º pior, ou a 9ª escolha se preferirmos. 
Havia bem mais acessíveis (Cluj, Apoel, Ludogorets etc). Mas também lá estavam Roma, Wolverhampton e a armada germânica, com Leverkusen, Wolfsburgo e Frankfurt. Os espanhóis do Getafe também não são bons de assoar, e estão a fazer uma época extraordinária. Enfim, o Shakhtar também...
É líder isolado do seu campeonato com 16 pontos de vantagem, e ficou à beira de se apurar para os oitavos da Champions - tal como o Benfica.
Será uma eliminatória equilibrada, onde não vejo nenhum favoritismo.
O brinde saiu ao Sporting. Partindo do pote 2 encontrou a equipa mais acessível do lote de cabeças-de-série: os turcos do Basaksehir. Mas com o Sporting nunca se sabe, e pode sempre acontecer humilhação.
Todas as equipas portuguesas podem passar, e todas podem cair.

OS SUSPEITOS DO COSTUME

Uma vez mais Pizzi. Uma vez mais Vinicius. E desta vez também Caio.
Mais uma goleada, liderança isolada, e nota artística elevada.
O campeão voltou, e veio para ficar.

SEMÁFORO EUROPA

...neste caso prefiro os verdes.

GUIÃO PARA A LIGA EUROPA


JOGOS MAIS INTERESSANTES:

Getafe-Krasnodar, sem transmissão televisiva;
Copenhaga-Malmo, Sport TV 17.55h;
Ludogorets-Ferencvaros, sem transmissão televisiva;
Glasgow Rangers.Young Boys, Sport TV 20.00h

BENFICA NA EUROPA - última década

10 temporadas
10 presenças na Liga dos Campeões
3 apuramentos para a fase eliminatória
5 apuramentos para a Liga Europa
2 eliminações na fase de grupos
48 vitórias
25 empates
37 derrotas
146 golos marcados
137 golos sofridos
2 Finais da Liga Europa
1 Meias-finais da Liga Europa
1 Quartos-de-final da Liga Europa
2 Quartos-de-final da Liga dos Campeões
1 Oitavos-de-final da Liga dos Campeões

Eu lembro-me de levar 7-0 em Vigo, de ser eliminado pelo Halmstadt, e nas duas temporadas seguintes nem ir às competições europeias.
Quem vem agora falar em desilusão, em fracasso, ou mesmo em vergonha, apenas está a alimentar a estratégia de desestabilização promovida por J.Marques. O Benfica fez o que tinha de fazer, realizou jogos bons, jogos assim assim e jogos maus, contra adversários com muito maior orçamento. Podia ter conquistado mais dois ou três pontos, mas a sorte também pesa no futebol. 
Tirando a temporada de 2017-18, teve sempre participações dignas, e algumas mesmo brilhantes.
Esta é a realidade. O resto é fantasia, ignorância ou mistificação.

DE PIZZI ATÉ À EUROPA

Dever cumprido! 
Sim, dever cumprido. Com o mais baixo orçamento do grupo, ao Benfica nada mais seria exigível do que fazer uma Champions digna, e conseguir evitar o último lugar mantendo-se assim nas competições europeias. Essa era, de resto, a única meta a alcançar neste jogo, e foi conseguida com distinção.
De realçar a segunda parte, a coesão da equipa, e as exibições de Ferro, Taarabt e, sobretudo, Pizzi - de momento, a estrela desta companhia.
A Champions podia ter sido melhor? Sim. Se o golo aos 96 minutos em Leipzig não tivesse acontecido. Se Cervi tivesse aproveitado a ocasião clara que teve contra os alemães na primeira jornada. Se, se, se. A velha história que no futebol não faz nenhum sentido.
Por mim estou satisfeito. O Benfica esteve na Champions, ganhou dinheiro, fez pontos para o ranking, ficou a um ponto da qualificação, sai com o seu prestígio ileso (em 2017-18 não foi assim...), e ruma a uma prova onde tem hipóteses de ir longe.
Agora venha o ...Famalicão.

VENHA DE LÁ O 2-0

...ou o 4-1, ou o 5-2.

BENFICA-ZENIT - já um clássico

2012

2014

2016

IMPRESSIONANTE!

NÚMEROS DE LAGE NO CAMPEONATO: 32 jogos, 30 vitórias, média de 3,3 golos marcados por jogo.

UMA LENDA

Foi, juntamente com Eusébio e José Águas, dos primeiros nomes grandes do Benfica a chegar-me ao ouvido, pela voz do meu Pai - que o viu jogar.
Foi porventura a figura principal da equipa campeã latina de 1950. E julgo ser o melhor marcador de sempre em finais da Taça de Portugal, mesmo sem se tratar de um avançado-centro, como se dizia na altura (esse era, ao tempo, Julinho).
Era sim uma das mais antigas lendas do clube. E, mesmo sem conhecer pessoalmente, confesso que cheguei a pensar visitá-lo. Não fui a tempo.
Mas Rogério "Pipi", como todas as lendas, é imortal.
Ao contrário do que é hábito com quem parte, a foto de homenagem que lhe deixo é a cores. Vermelho vivo como ele gostaria.
Até sempre!

NOITE DE GALA

Foi, porventura, a melhor exibição da época.
Desde o apito inicial o Benfica mostrou velocidade, vontade e criatividade suficientes para resolver a partida bem mais cedo do que viria a acontecer. 
Parece encontrado o duo de meio-campo ideal para esta fase: Gabriel e Taarabt, que oferecem a fluidez e a verticalidade de que a equipa parecia carente até há bem pouco tempo. E, na frente, Vinicius não pára de marcar, sendo já o artilheiro do campeonato.
Um penálti sobre Cervi transformado num cartão amarelo por simulação, e alguma permissividade ao jogo violento dos axadrezados, fez com que só na segunda metade o jogo se resolvesse. Mas ainda a tempo de uma vistosa goleada.

SCP - VIDA SELVAGEM

Assaltos violentos a casas, depósitos em contas de fiscais de linha, invasões de centros de estágio, cashball, perseguições em garagens. Não é mais possível assobiar para o lado...sobretudo quando interessa desviar atenções, não é?
Pensava que o saraivismo estava morto e enterrado. Mas em Alvalade há sempre viscondes a quem o pé resvala para o chinelo. Este Braga é só mais um.
Vozes de burro não chegam a lado nenhum.
Ora vão chatear os do vosso tamanho!

CREDIBILIDADE: ZERO

Já não há paciência para este indivíduo.
E a comunicação social, onde vemos com frequência gente a queixar-se do clima de guerra no futebol português (muitas vezes retórica falsa, pois é disso que vivem), insiste em dar-lhe voz. Ele lança o seu lixo, e eis todos os jonais a reproduzirem no instante imediato.
É ele, e só ele, que cria tal clima. Com a saída de Bruno de Carvalho e o inefável Saraiva de cena, ficou sozinho neste negro palco. Faz os seus números semanais, mais os seus ajudantes, e vai ganhando a vida.
Não espero nada de "O Jogo". Mas jornais com história respeitável como "A Bola" e o "Record" há muito deveriam ter deixado de servir de caixa de ressonância para tantas e tamanhas baboseiras.
Um dia irá provar-se que este fulano esteve por trás de uma das maiores operações de terrorismo comunicacional alguma vez levadas a cabo no nosso país, com o patrocínio de um roubo de correspondência privada, e a criação de uma narrativa em redor do seu conteúdo que visava destruir uma entidade desportiva. Nesse dia terão vergonha de lhe terem dado voz. Então, talvez seja tarde para recuperar a reputação.
PS: Atenção à caixa de comentários de alguns blogues, e a alguns fóruns benfiquistas. Estão repletos de infiltrados sob a capa de benfiquistas "exigentes". Faz parte da metodologia para desestabilizar o clube.

SEM DRAMAS

Em doze edições da Taça da Liga, o Benfica ganhou sete. A maioria delas não foi valorizada, nem por adversários, nem por muitos dos próprios adeptos.
Ora se a prova não tem importância quando se ganha, também não poderá ter quando se perde. E o Benfica ainda nem a perdeu.
A exibição na Covilhã foi a normal numa equipa que joga de início sem dez titulares. Perante um adversário que luta pela subida à primeira divisão, e estaria obviamente motivado para este confronto.
Quando entraram alguns dos titulares (leia-se Pizzi, mas também Taarabt), o Benfica melhorou. E se o jogo durasse mais dez minutos, estou em crer que alcançaria a vitória.
Neste tipo de partidas é interessante olhar para as individualidades - tal como o próprio Bruno Lage afirmou no final. Nesse sentido Zivkovic assinou a carta de despedida, mas Raul de Tomás também perdeu uma boa oportunidade para ganhar pontos (e começa a ser preocupante a demora do espanhol em mostrar serviço). Em sentido inverso, gostei bastante de Nuno Tavares (sobretudo na segunda parte), e Gedson (enquanto as pilhas duraram). Jota também teve pormenores interessantes, desde logo o golo que mantém a equipa viva na competição.
Sexta-feira sim. Será a sério, e não pode haver facilitismos.

VESTIRAM O MANTO SAGRADO APENAS UMA VEZ

90 jogadores que jogaram pelo Benfica, mas apenas uma vez. Alguns conhecidos, outros nem tanto:

ATACAR A SERRA


VENI VIDI VINICIUS

Hat-trick! Sim, hat-trick, quer Fábio Veríssimo queira quer não. Carlos Vinicius marcou três golos, e ainda deu um a marcar. Foi o homem do jogo, e está a fixar-se como indiscutível titular na frente de ataque da equipa de Lage.
Não é um prodígio de técnica. Não tem a mobilidade de Seferovic. Mas em certos momentos faz lembrar um certo Óscar Cardozo, de quem alguém dizia "só saber marcar golos".
Falta-lhe aprimorar o jogo de cabeça, e a meia-distância. De resto já sabe muito da função, e os números vão mostrando isso mesmo.
Vinicius à parte, houve também Pizzi. Mais um golo, mais duas assistências. Na ausência de Rafa, claramente o melhor jogador do Benfica, e porventura, da Liga Portuguesa. E ainda Taarabt, novamente a fazer-se notar pela precisão de passe e leitura de jogo.
Um bom jogo, uma boa exibição, uma boa vitória. A 11ª em 12 jogos. A 29ª em 31 jogos do campeonato com Lage no banco.
Na sexta-feira, no Bessa, teste de fogo.

PONTOS NA FASE DE GRUPOS - últimos 5 anos


RETRATOS DE LEIPZIG








...E NO FIM GANHAM OS ALEMÃES

Sofrer dois golos no período de descontos, quando a vitória parecia assegurada, e, com ela, a manutenção da esperança na qualificação para os oitavos-de-final da Champions League - com 0-2, bastaria uma simples vitória na Luz sobre o Zenit para a garantir - é cruel, doloroso e frustante.
Nestas alturas os adeptos tendem a procurar razões e culpados, e com isso expulsar do corpo e da alma um estado de espírito necessariamente negativo. Dizer que o treinador tomou a opção A quando deveria ter tomado a B, que o jogador X não esteve à altura e que o Y não deveria ter jogado, quando não, embarcando num radicalismo estéril, querer despedir aquele e dispensar estes. 
Ora eu olho para o jogo de Leipzig e não vejo muito por onde pegar. O onze foi bem escolhido, a estratégia foi bem montada, e certeira até aos 90 minutos. Os jogadores deram tudo, correram, lutaram e mereciam melhor sorte. As substituições foram bem feitas? Foram tardias? Aí entramos no Totobola à segunda-feira. O Benfica estava a jogar bem, tinha aparentemente o jogo na mão, e tudo parecia perfeito. Falar agora é fácil, mas eu, naquela altura, teria feito o mesmo.
É assim o futebol. Tem razões que a razão desconhece, e neste caso uma delas é óbvia: o Leipzig é melhor equipa do que o Benfica, tem jogadores que podem decidir, e nese caso foi isso que aconteceu. Já não se esperava, e daí a crueldade do destino, pois empatar 2-2 no terreno do segundo classificado da Bundesliga, em condições normais, seria tudo menos um mau resultado.
Se Ruben Dias não tivesse feito o penálti. Se o cabeceamento de Forsberg batesse no poste ou fosse para fora como sucedeu com vários lances na área do Benfica ao longo dos noventa minutos. Se, se, se. A verdade é que os alemães, fazendo justiça à máxima de Gary Lineker, acabaram por levar a água ao seu moínho, e os encarnados ficaram ingloriamente fora da Liga dos Campeões. Sendo que essa eliminação não se deve a este jogo, mas sim aos que o precederam - a começar pela derrota na Luz com esta mesma equipa.
Resta a esperança na Liga Europa. Pouco, muito pouco para quem passou 89 minutos a sonhar.
Agora...ganhar ao Marítimo!

SEM INVENTAR



BENFICA NA ALEMANHA

2 vitórias, 6 empates e 18 derrotas. 6 goleadas sofridas. Um drama!

EU (AINDA) ACREDITO



Clique para aumentar


ZENIT-LYON, 1-0
LEIPZIG-BENFICA, 0-2
e depois basta ganhar ao Zenit em casa...

PARABÉNS MISTER!

...que saudades dos teus gritos junto à linha lateral do relvado da Luz...

FESTA INSÍPIDA

Primeira parte medíocre. Segunda parte frouxa. Valeu pela vitória e pela passagem à eliminatória seguinte. Só.

PORTUGAL E O EURO

Só quando o número de selecções apuradas para a fase final cresceu é que Portugal passou a marcar presença com assiduidade. Mas a partir de então, os resultados são assinaláveis.

Eis todas as edições, e países participantes (a amarelo os campeões):

PIZZI E MAIS DEZ

Depois de uma primeira parte medonha, o Benfica, conduzido pelo "comandante" Pizzi renasceu das cinzas e conseguiu a sua décima vitória nos primeiros onze jogos - registo que só encontra paralelo em...1983. 
Ficou demonstrado que Pizzi é indispensável nesta equipa, mais a mais dada a ausência prolongada de Rafa. O transmontano é, neste momento, o único que dá critério ao meio-campo ofensivo do Benfica, além de que vai mantendo a veia goleadora que faz dele o líder dos artilheiros.
Ninguém sabe se, com ele em campo desde início, a história de Lyon poderia ou não ter sido diferente. Mas não havia necessidade de ter essa dúvida, pois não?

PARA QUEM AINDA NÃO TENHA PERCEBIDO

ORÇAMENTOS ANUAIS DAS EQUIPAS DO GRUPO G DA CHAMPIONS LEAGUE:

LYON...........310 M
LEIPZIG......165 M
ZENIT..........160 M
BENFICA......90 M

ISTO SÓ PODE SER MENTIRA

Melhores jogadores do Benfica, e únicos com dimensão internacional:
-Odysseas (guarda-redes)
-Pizzi (extremo)
-Rafa (extremo)
Com tanta limitação que a equipa aparenta, investir nestas posições será disparar completamente ao lado.
Eu não acredito.

...E A PROPÓSITO DO AJAX

Será que queríamos mesmo ser o Ajax?

...E AINDA ASSIM


Últimos dez anos de equipas portuguesas na Liga dos Campeões:


ISTO EXPLICA MUITA COISA

JOGOS NA CHAMPIONS LEAGUE NO INÍCIO DESTA TEMPORADA:

ODYSSEAS 6
T. TAVARES 0
FERRO 0
RUBEN DIAS 7
GRIMALDO 14
FLORENTINO 0
GABRIEL 4
GEDSON 6
CERVI 16
VINICIUS 0
CHIQUINHO 0

ESTA PROVA NÃO É PARA CRIANÇAS


Tomás Tavares, Ruben Dias, Ferro, Florentino e Gedson. Cinco jogadores da formação no onze inicial. Cinco jogadores que há pouco tempo jogavam na 2ª divisão portuguesa, tal como, aliás, Chiquinho e Vinicius. Média de idades de 22 anos.
Ora na Liga dos Campeões estão as melhores equipas do mundo. E, mais do que isso, jogam com tudo. Para lá estar é preciso maturidade e classe. Não me parece apropriado, nesse contexto, deixar de fora aqueles que eram, à partida, os três elementos com maior experiência à disposição de Lage: André Almeida, Pizzi e Seferovic. O Benfica já não tinha Rafa (o seu melhor jogador), e sem aqueles três (sendo assim, quatro) perdeu personalidade, expondo-se ao erro – próprio de quem ainda está em processo de aprendizagem, mas desadequado para o palco em questão.
Luís Filipe Vieira diz que um Benfica europeu só é possível a partir do Seixal. Talvez seja verdade, mas com jogadores de 26/27 anos, mantidos no plantel durante vários anos. Com andamento, rodagem e presença para actuar nestas andanças, onde cada erro se paga caro. Imagine-se, neste momento, Ederson, Oblak, Semedo, Cancelo, Lindelof, André Gomes, Renato, Guedes, Bernardo e Felix juntos. Tivesse sido possível segurá-los (e não era), então sim, talvez houvesse Benfica “europeu”.
Este Benfica, tal como se apresentou em Lyon, mas também na Rússia, não tem estofo para a Liga dos Campeões, sendo mesmo dos conjuntos mais fracos que por lá anda. Há ali bastante talento, mas em alguns casos não há mais nada – nem física, nem táctica, nem em qualquer outro parâmetro competitivo. Há jogadores demasiado verdes para a titularidade (correndo o risco de ser queimados nesta fogueira), outros que não são tão bons como se pensa, e a agravar, também se vê uma ideologia táctica demasiado romântica, como se o Zenit, o Leipzig ou o Lyon, fossem o Tondela, o Moreirense e o Desportivo das Aves.
A Liga Portuguesa está moribunda. O Sporting é o que se vê, o FC Porto nada tem a ver com os grandes FC Portos do passado recente, e até o Braga está em crise. Os outros são, genericamente, equipas medíocres, que só defendem e mal. O equilíbrio é feito por baixo, e isso dá uma imagem distorcida do real valor deste Benfica, que entre portas consegue ser dominador, mas de Badajoz para lá é demasiado pequenino para qualquer ambição.
Se a aposta é no Campeonato, então há que assumir que a Europa é apenas para garantir o dinheiro da presença (o que não é pouco), e dar minutos a jogadores menos utilizados. O risco é ser enxovalhado, mas isso, nesta temporada, sabe Deus como, tem sido evitado. Se se quer um pouco mais do que isso (não só o presidente, também o treinador o disse), então a abordagem tem de ser diferente. E se havia que poupar André Almeida e Pizzi, então tinham sido poupados com o Rio Ave.
Resta sonhar com a Liga Europa, e reflectir sobre aquilo que se quer, verdadeiramente, para o futuro próximo: formar jovens, alicerçar a equipa-base neles (para os mostrar, e depois vender), ganhar alguns campeonatos e continuar a ser pequenino lá fora, ou, mantendo os maiores talentos da academia, investir em alguns jogadores feitos (Cardozos, Aimares, Saviolas, Garays, Gaitáns etc) e utilizá-los diante dos adversários mais fortes – que são, inquestionavelmente, os da Champions? Por mim, aceito e percebo qualquer uma das duas opções, dependendo da margem financeira que exista para a levar a cabo. O que não pode é haver um discurso totalmente dissonante da realidade.

O BENFICA EM FRANÇA

Em 14 jogos, apenas 4 vitórias. Recordemos a primeira, obtida em 1978 em Nantes.

A MINHA APOSTA

Quanto ao resultado: 1-2

RETOMA

O jogo com o Portimonense já havia trazido boas sensações. Esta partida com o Rio Ave, sobretudo na 2ª parte, confirmou a tendência, e mostrou um Benfica já perto do nível da época passada: pressionante, dominador, empolgante. Terá faltado maior eficácia para ser igualmente goleador.
A chave parece encontrada. Chiquinho está longe de ser um João Félix ou um Jonas. Mas é, neste plantel, quem melhor preenche essa posição, o que dá equilíbrio ofensivo à equipa, proporcionando espaços para outros poderem brilhar e marcar.
Acredito que em Lyon Seferovic regresse ao onze. E essa poderá ser uma rotação interessante, com Vinicius nos jogos em casa, e o suíço nas partidas onde é preciso defender melhor e a partir da primeira linha de construção adversária.
Para já, a confiança está retomada, e o período de menos fulgor parece utrapassado...com vitórias. E vão 9 em 10 jornadas, o que há décadas não acontecia.

LIONN E O FC PORTO


Quem não viu os golos do FC Porto frente ao Famalicão, veja. São ...engraçados.
Lionn é um dos protagonistas. 
Como mero dado estatístico, deixo os resultados das equipas de Lionn que defrontaram os dragões desde que ele veio para Portugal. A média de golos por jogo dos portistas contra as equipas de Lionn é de 3,0. A média geral de golos do FC Porto nesses campeonatos é de 2,1.
Tudo derrotas, excepto um empate. Sim um, pois o empate de 2012-13 não conta: Lionn entrou em campo estava o Rio Ave a ganhar 2-0. Perecebe-se a entrada de um defesa nessas circunstâncias. Mas Lionn não é um defesa qualquer, e o resultado final foi... 2-2.
É caso para dizer, Lionn amigo, o Porto está contigo.


O CAMPEÃO...PARECE TER VOLTADO


Uma goleada, alguns momentos de bom futebol, movimentações interessantes. Ainda será cedo para concluir que o campeão tenha mesmo voltado, mas pela primeira vez em quase dois meses, saí da Luz, como se costuma dizer, com o papo cheio.
Será igualmente precipitado afirmar que a melhoria exibicional do Benfica se tenha devido predominantemente à autêntica revolução operada por Bruno Lage na equipa apresentada de início. Mas ficou patente que Carlos Vinicius (grande qualidade vai demonstrando, fazendo lembrar por vezes um certo Óscar Cardozo), Chiquinho (não sendo um super-craque, parece ser o único que preenche de modo adequado a posição de segundo avançado) e Samaris (um enigma porque motivo deixara a titularidade), são neste momento opções claras para o onze. Das novidades, só Gedson desiludiu - mas nesse caso o lugar é obviamente de Pizzi, que só não terá sido titular por mera gestão física.
Veremos o que dizem os próximos jogos. Para já as indicações são boas, e a liderança isolada parece ter sido o sorriso da classificação ao melhor futebol daquela que é (sempre tem sido pelo menos desde 2011) a melhor equipa portuguesa.
Sábado há mais.

TRÊS PONTOS. MAIS NADA...

Exibição muito pobre, que poderia ser explicada pelo compromisso europeu a meio da semana (veja-se Juventus, veja-se até o Flamengo) caso tivesse sido caso isolado.
Não foi, e não se percebe como uma equipa que há poucos meses deslumbrava e esmagava todos os adversários, agora se sinta tão insegura, tão desinspirada, e até desnorteada em alguns momentos.
A saída de João Félix não explica tudo. 
Enfim. Pode ser que seja uma fase, mesmo que já demasiado prolongada.

ENFIM FELIZES


“Caiu do céu”. “Foi só sorte”. “Não jogaram nada”.
Tudo isto se ouviu, quer à saída do Estádio da Luz, quer nas horas subsequentes ao jogo com o Lyon.
Que o Benfica teve a sorte do jogo, isso é inegável. Mas tanto adeptos, como críticos, como, em alguns casos, a própria estrutura benfiquista, têm de aprender o que é, e como se joga, a Champions League.
Para pontuar na Liga “milionária” são precisas três condições:
-       -     Defender bem;
         -     Não cometer erros;
3      -    Ser eficaz.
Isto pressupõe que a equipa se redimensione até ao seu verdadeiro nível internacional, que é baixo. Ou seja, dito de outra forma, há que jogar como pequeno, defender como pequeno, e tentar pontuar como pequeno. Não o fazer, tem sido o grande equívoco dos encarnados nos últimos anos nesta prova – pois muitas vezes parecem querer disputá-la da mesma forma que o campeonato, onde os desafios que se colocam são totalmente diferentes.
Nesta perspectiva tem de se dizer que o Benfica deu um passo em frente face às suas mais recentes exibições europeias. Reforçou o meio-campo, cometeu menos erros, foi mais coeso, e soube sofrer sem bola. Plasticamente o efeito não foi de deslumbrar. Mas os três pontos já cá cantam.
Terá faltado Rafa para dar uma outra profundidade ao jogo encarnado. Mas ainda assim contei, com os dois golos, pelo menos cinco oportunidades para marcar, o que na Champions não é pouco. É claro que quando surgiu o segundo golo (e da forma que surgiu…) já não se esperava a vitória. Tal como no ano passado já não se esperava a derrota em Amesterdão, e em mutas outras situações que seria fastidioso lembrar.
Afinal o que interessa mais: jogar bonito e perder, ou jogar mais feio e ganhar? Por mim, nem hesito.

LEGALIZADOS?

Legalizados para quê?
Não está já claro que a legalização de grupos de adeptos, claques ou o que lhes queiram chamar, não serve para nada?

DEVER CUMPRIDO

Como a vida não é só futebol, à hora do jogo da Cova da Piedade estava no São Carlos a ouvir Verdi. Não posso por isso alongar-me em comentários a algo que não vi, salvo um breve resumo dos golos e pouco mais.
Mas frente a uma equipa do segundo escalão, e numa primeira eliminatória em que onze equipas da 1ª liga se despediram da Taça, o Benfica parece não ter facilitado. 
Destaque para o regresso de Pizzi aos golos, e para o bis de Carlos Vinicius, que talvez seja o avançado encarnado em melhor momento de forma.
Quarta-feira é a valer, e não haverá música que me afaste da Luz..