CONTRA BRAGA E... SOARES DIAS
O Benfica eliminou o Sp.Braga da Taça de Portugal, o que já de si é meritório. Tendo-o feito também contra o árbitro Soares Dias, mais valor tem.
Na verdade, se há sucessores para Benquerença e Proença eles são Veríssimo e Soares Dias. Ao outro já há muito havia caído a máscara. Do portista portuense, mais habilidoso, vai-se percebendo aos poucos. Veja-se esta partida com atenção e percebe-se o que quero dizer.
Quanto ao resto, Pizzi e Vinicius, quem mais? resolveram algo que chegou a parecer difícil, sobretudo quando os minhotos chegaram à vantagem.
De realçar a exibição do jovem Trincão. Podia muito bem fazer parte do plantel benfiquista.
MISERÁVEIS
Até é divertido ver o Sporting perder dentro do campo. Mas isto já não tem piada nenhuma.
O futebol português está a tomar um caminho que um dia o vai matar. E quando vemos um dos maiores clubes portugueses a ter de lidar com gente assim, percebemos que esse dia pode estar mais próximo do que se pensa, e vai atingir todos.
No Benfica já houve cadeiras pelo ar em Assembleias-Gerais. A gravidade é obviamente diferente, mas o princípio é o mesmo: uma minoria de delinquentes que se acha dona dos clubes, e pretende impor-se pela violência. Sabe-se lá porquê, acham que têm mais direitos do que o sócio comum, pensam que os clubes precisam deles, e caracterízam-se por muito músculo e pouco cérebro.
Até agora, o Benfica tem sabido lidar com o problema (mesmo quando tem contra si IPDJ's e outras incompetências). Tem ganho títulos, o que facilita.
Um dia, quando perder (e isso, em desporto, está sempre ao virar da esquina), também corre riscos. Espero que, também aí, consiga resistir a este tipo de movimentos negros.
Há dias falei dessa figura sinistra que são hoje os directores de comunicação. Eles e as claques são o problema do futebol. E embora haja diferenças, neste combate, quem gosta de futebol, não deve olhar a cores.
PODIA TER SIDO MELHOR...E PIOR
Em 15 adversários, este era, para mim, o 7º pior, ou a 9ª escolha se preferirmos.
Havia bem mais acessíveis (Cluj, Apoel, Ludogorets etc). Mas também lá estavam Roma, Wolverhampton e a armada germânica, com Leverkusen, Wolfsburgo e Frankfurt. Os espanhóis do Getafe também não são bons de assoar, e estão a fazer uma época extraordinária. Enfim, o Shakhtar também...
É líder isolado do seu campeonato com 16 pontos de vantagem, e ficou à beira de se apurar para os oitavos da Champions - tal como o Benfica.
Será uma eliminatória equilibrada, onde não vejo nenhum favoritismo.
O brinde saiu ao Sporting. Partindo do pote 2 encontrou a equipa mais acessível do lote de cabeças-de-série: os turcos do Basaksehir. Mas com o Sporting nunca se sabe, e pode sempre acontecer humilhação.
Todas as equipas portuguesas podem passar, e todas podem cair.
BENFICA NA EUROPA - última década
10 temporadas
10 presenças na Liga dos Campeões
3 apuramentos para a fase eliminatória
5 apuramentos para a Liga Europa
2 eliminações na fase de grupos
48 vitórias
25 empates
37 derrotas
146 golos marcados
137 golos sofridos
2 Finais da Liga Europa
1 Meias-finais da Liga Europa
1 Quartos-de-final da Liga Europa
2 Quartos-de-final da Liga dos Campeões
1 Oitavos-de-final da Liga dos Campeões
Eu lembro-me de levar 7-0 em Vigo, de ser eliminado pelo Halmstadt, e nas duas temporadas seguintes nem ir às competições europeias.
Quem vem agora falar em desilusão, em fracasso, ou mesmo em vergonha, apenas está a alimentar a estratégia de desestabilização promovida por J.Marques. O Benfica fez o que tinha de fazer, realizou jogos bons, jogos assim assim e jogos maus, contra adversários com muito maior orçamento. Podia ter conquistado mais dois ou três pontos, mas a sorte também pesa no futebol.
Tirando a temporada de 2017-18, teve sempre participações dignas, e algumas mesmo brilhantes.
Esta é a realidade. O resto é fantasia, ignorância ou mistificação.
DE PIZZI ATÉ À EUROPA
Dever cumprido!
Sim, dever cumprido. Com o mais baixo orçamento do grupo, ao Benfica nada mais seria exigível do que fazer uma Champions digna, e conseguir evitar o último lugar mantendo-se assim nas competições europeias. Essa era, de resto, a única meta a alcançar neste jogo, e foi conseguida com distinção.
De realçar a segunda parte, a coesão da equipa, e as exibições de Ferro, Taarabt e, sobretudo, Pizzi - de momento, a estrela desta companhia.
A Champions podia ter sido melhor? Sim. Se o golo aos 96 minutos em Leipzig não tivesse acontecido. Se Cervi tivesse aproveitado a ocasião clara que teve contra os alemães na primeira jornada. Se, se, se. A velha história que no futebol não faz nenhum sentido.
Por mim estou satisfeito. O Benfica esteve na Champions, ganhou dinheiro, fez pontos para o ranking, ficou a um ponto da qualificação, sai com o seu prestígio ileso (em 2017-18 não foi assim...), e ruma a uma prova onde tem hipóteses de ir longe.
Agora venha o ...Famalicão.
UMA LENDA
Foi, juntamente com Eusébio e José Águas, dos primeiros nomes grandes do Benfica a chegar-me ao ouvido, pela voz do meu Pai - que o viu jogar.
Foi porventura a figura principal da equipa campeã latina de 1950. E julgo ser o melhor marcador de sempre em finais da Taça de Portugal, mesmo sem se tratar de um avançado-centro, como se dizia na altura (esse era, ao tempo, Julinho).
Era sim uma das mais antigas lendas do clube. E, mesmo sem conhecer pessoalmente, confesso que cheguei a pensar visitá-lo. Não fui a tempo.
Mas Rogério "Pipi", como todas as lendas, é imortal.
Ao contrário do que é hábito com quem parte, a foto de homenagem que lhe deixo é a cores. Vermelho vivo como ele gostaria.
Até sempre!
NOITE DE GALA
Foi, porventura, a melhor exibição da época.
Desde o apito inicial o Benfica mostrou velocidade, vontade e criatividade suficientes para resolver a partida bem mais cedo do que viria a acontecer.
Parece encontrado o duo de meio-campo ideal para esta fase: Gabriel e Taarabt, que oferecem a fluidez e a verticalidade de que a equipa parecia carente até há bem pouco tempo. E, na frente, Vinicius não pára de marcar, sendo já o artilheiro do campeonato.
Um penálti sobre Cervi transformado num cartão amarelo por simulação, e alguma permissividade ao jogo violento dos axadrezados, fez com que só na segunda metade o jogo se resolvesse. Mas ainda a tempo de uma vistosa goleada.
SCP - VIDA SELVAGEM
Assaltos violentos a casas, depósitos em contas de fiscais de linha, invasões de centros de estágio, cashball, perseguições em garagens. Não é mais possível assobiar para o lado...sobretudo quando interessa desviar atenções, não é?
Pensava que o saraivismo estava morto e enterrado. Mas em Alvalade há sempre viscondes a quem o pé resvala para o chinelo. Este Braga é só mais um.
Vozes de burro não chegam a lado nenhum.
Ora vão chatear os do vosso tamanho!
CREDIBILIDADE: ZERO
Já não há paciência para este indivíduo.
E a comunicação social, onde vemos com frequência gente a queixar-se do clima de guerra no futebol português (muitas vezes retórica falsa, pois é disso que vivem), insiste em dar-lhe voz. Ele lança o seu lixo, e eis todos os jonais a reproduzirem no instante imediato.
É ele, e só ele, que cria tal clima. Com a saída de Bruno de Carvalho e o inefável Saraiva de cena, ficou sozinho neste negro palco. Faz os seus números semanais, mais os seus ajudantes, e vai ganhando a vida.
Não espero nada de "O Jogo". Mas jornais com história respeitável como "A Bola" e o "Record" há muito deveriam ter deixado de servir de caixa de ressonância para tantas e tamanhas baboseiras.
Um dia irá provar-se que este fulano esteve por trás de uma das maiores operações de terrorismo comunicacional alguma vez levadas a cabo no nosso país, com o patrocínio de um roubo de correspondência privada, e a criação de uma narrativa em redor do seu conteúdo que visava destruir uma entidade desportiva. Nesse dia terão vergonha de lhe terem dado voz. Então, talvez seja tarde para recuperar a reputação.
PS: Atenção à caixa de comentários de alguns blogues, e a alguns fóruns benfiquistas. Estão repletos de infiltrados sob a capa de benfiquistas "exigentes". Faz parte da metodologia para desestabilizar o clube.SEM DRAMAS
Em doze edições da Taça da Liga, o Benfica ganhou sete. A maioria delas não foi valorizada, nem por adversários, nem por muitos dos próprios adeptos.
Ora se a prova não tem importância quando se ganha, também não poderá ter quando se perde. E o Benfica ainda nem a perdeu.
A exibição na Covilhã foi a normal numa equipa que joga de início sem dez titulares. Perante um adversário que luta pela subida à primeira divisão, e estaria obviamente motivado para este confronto.
Quando entraram alguns dos titulares (leia-se Pizzi, mas também Taarabt), o Benfica melhorou. E se o jogo durasse mais dez minutos, estou em crer que alcançaria a vitória.
Neste tipo de partidas é interessante olhar para as individualidades - tal como o próprio Bruno Lage afirmou no final. Nesse sentido Zivkovic assinou a carta de despedida, mas Raul de Tomás também perdeu uma boa oportunidade para ganhar pontos (e começa a ser preocupante a demora do espanhol em mostrar serviço). Em sentido inverso, gostei bastante de Nuno Tavares (sobretudo na segunda parte), e Gedson (enquanto as pilhas duraram). Jota também teve pormenores interessantes, desde logo o golo que mantém a equipa viva na competição.
Sexta-feira sim. Será a sério, e não pode haver facilitismos.
VENI VIDI VINICIUS
Hat-trick! Sim, hat-trick, quer Fábio Veríssimo queira quer não. Carlos Vinicius marcou três golos, e ainda deu um a marcar. Foi o homem do jogo, e está a fixar-se como indiscutível titular na frente de ataque da equipa de Lage.
Não é um prodígio de técnica. Não tem a mobilidade de Seferovic. Mas em certos momentos faz lembrar um certo Óscar Cardozo, de quem alguém dizia "só saber marcar golos".
Falta-lhe aprimorar o jogo de cabeça, e a meia-distância. De resto já sabe muito da função, e os números vão mostrando isso mesmo.
Vinicius à parte, houve também Pizzi. Mais um golo, mais duas assistências. Na ausência de Rafa, claramente o melhor jogador do Benfica, e porventura, da Liga Portuguesa. E ainda Taarabt, novamente a fazer-se notar pela precisão de passe e leitura de jogo.
Um bom jogo, uma boa exibição, uma boa vitória. A 11ª em 12 jogos. A 29ª em 31 jogos do campeonato com Lage no banco.
Na sexta-feira, no Bessa, teste de fogo.
...E NO FIM GANHAM OS ALEMÃES
Sofrer dois golos no período de descontos, quando a vitória parecia assegurada, e, com ela, a manutenção da esperança na qualificação para os oitavos-de-final da Champions League - com 0-2, bastaria uma simples vitória na Luz sobre o Zenit para a garantir - é cruel, doloroso e frustante.
Nestas alturas os adeptos tendem a procurar razões e culpados, e com isso expulsar do corpo e da alma um estado de espírito necessariamente negativo. Dizer que o treinador tomou a opção A quando deveria ter tomado a B, que o jogador X não esteve à altura e que o Y não deveria ter jogado, quando não, embarcando num radicalismo estéril, querer despedir aquele e dispensar estes.
Ora eu olho para o jogo de Leipzig e não vejo muito por onde pegar. O onze foi bem escolhido, a estratégia foi bem montada, e certeira até aos 90 minutos. Os jogadores deram tudo, correram, lutaram e mereciam melhor sorte. As substituições foram bem feitas? Foram tardias? Aí entramos no Totobola à segunda-feira. O Benfica estava a jogar bem, tinha aparentemente o jogo na mão, e tudo parecia perfeito. Falar agora é fácil, mas eu, naquela altura, teria feito o mesmo.
É assim o futebol. Tem razões que a razão desconhece, e neste caso uma delas é óbvia: o Leipzig é melhor equipa do que o Benfica, tem jogadores que podem decidir, e nese caso foi isso que aconteceu. Já não se esperava, e daí a crueldade do destino, pois empatar 2-2 no terreno do segundo classificado da Bundesliga, em condições normais, seria tudo menos um mau resultado.
Se Ruben Dias não tivesse feito o penálti. Se o cabeceamento de Forsberg batesse no poste ou fosse para fora como sucedeu com vários lances na área do Benfica ao longo dos noventa minutos. Se, se, se. A verdade é que os alemães, fazendo justiça à máxima de Gary Lineker, acabaram por levar a água ao seu moínho, e os encarnados ficaram ingloriamente fora da Liga dos Campeões. Sendo que essa eliminação não se deve a este jogo, mas sim aos que o precederam - a começar pela derrota na Luz com esta mesma equipa.
Resta a esperança na Liga Europa. Pouco, muito pouco para quem passou 89 minutos a sonhar.
Agora...ganhar ao Marítimo!
PIZZI E MAIS DEZ
Depois de uma primeira parte medonha, o Benfica, conduzido pelo "comandante" Pizzi renasceu das cinzas e conseguiu a sua décima vitória nos primeiros onze jogos - registo que só encontra paralelo em...1983.
Ficou demonstrado que Pizzi é indispensável nesta equipa, mais a mais dada a ausência prolongada de Rafa. O transmontano é, neste momento, o único que dá critério ao meio-campo ofensivo do Benfica, além de que vai mantendo a veia goleadora que faz dele o líder dos artilheiros.
Ninguém sabe se, com ele em campo desde início, a história de Lyon poderia ou não ter sido diferente. Mas não havia necessidade de ter essa dúvida, pois não?
PARA QUEM AINDA NÃO TENHA PERCEBIDO
ORÇAMENTOS ANUAIS DAS EQUIPAS DO GRUPO G DA CHAMPIONS LEAGUE:
LYON...........310 M
LEIPZIG......165 M
ZENIT..........160 M
BENFICA......90 M
LYON...........310 M
LEIPZIG......165 M
ZENIT..........160 M
BENFICA......90 M
ISTO EXPLICA MUITA COISA
JOGOS NA CHAMPIONS LEAGUE NO INÍCIO DESTA TEMPORADA:
| ODYSSEAS | 6 |
| T. TAVARES | 0 |
| FERRO | 0 |
| RUBEN DIAS | 7 |
| GRIMALDO | 14 |
| FLORENTINO | 0 |
| GABRIEL | 4 |
| GEDSON | 6 |
| CERVI | 16 |
| VINICIUS | 0 |
| CHIQUINHO | 0 |
ESTA PROVA NÃO É PARA CRIANÇAS
Tomás Tavares, Ruben Dias, Ferro, Florentino e Gedson. Cinco jogadores
da formação no onze inicial. Cinco jogadores que há pouco tempo jogavam na 2ª
divisão portuguesa, tal como, aliás, Chiquinho e Vinicius. Média de idades de
22 anos.
Ora na Liga dos Campeões estão as melhores equipas do mundo. E, mais
do que isso, jogam com tudo. Para lá estar é preciso maturidade e classe. Não
me parece apropriado, nesse contexto, deixar de fora aqueles que eram, à
partida, os três elementos com maior experiência à disposição de Lage: André
Almeida, Pizzi e Seferovic. O Benfica já não tinha Rafa (o seu melhor jogador),
e sem aqueles três (sendo assim, quatro) perdeu personalidade, expondo-se ao
erro – próprio de quem ainda está em processo de aprendizagem, mas desadequado
para o palco em questão.
Luís Filipe Vieira diz que um Benfica europeu só é possível a partir
do Seixal. Talvez seja verdade, mas com jogadores de 26/27 anos, mantidos no
plantel durante vários anos. Com andamento, rodagem e presença para actuar nestas
andanças, onde cada erro se paga caro. Imagine-se, neste momento, Ederson,
Oblak, Semedo, Cancelo, Lindelof, André Gomes, Renato, Guedes, Bernardo e Felix
juntos. Tivesse sido possível segurá-los (e não era), então sim, talvez
houvesse Benfica “europeu”.
Este Benfica, tal como se apresentou em Lyon, mas também na Rússia,
não tem estofo para a Liga dos Campeões, sendo mesmo dos conjuntos mais fracos
que por lá anda. Há ali bastante talento, mas em alguns casos não há mais nada –
nem física, nem táctica, nem em qualquer outro parâmetro competitivo. Há
jogadores demasiado verdes para a titularidade (correndo o risco de ser
queimados nesta fogueira), outros que não são tão bons como se pensa, e a
agravar, também se vê uma ideologia táctica demasiado romântica, como se o
Zenit, o Leipzig ou o Lyon, fossem o Tondela, o Moreirense e o Desportivo das
Aves.
A Liga Portuguesa está moribunda. O Sporting é o que se vê, o FC Porto
nada tem a ver com os grandes FC Portos do passado recente, e até o Braga está
em crise. Os outros são, genericamente, equipas medíocres, que só defendem e
mal. O equilíbrio é feito por baixo, e isso dá uma imagem distorcida do real valor
deste Benfica, que entre portas consegue ser dominador, mas de Badajoz para lá é demasiado pequenino para qualquer ambição.
Se a aposta é no Campeonato, então há que assumir que a Europa é
apenas para garantir o dinheiro da presença (o que não é pouco), e dar minutos
a jogadores menos utilizados. O risco é ser enxovalhado, mas isso, nesta
temporada, sabe Deus como, tem sido evitado. Se se quer um pouco mais do que
isso (não só o presidente, também o treinador o disse), então a abordagem tem
de ser diferente. E se havia que poupar André Almeida e Pizzi, então tinham
sido poupados com o Rio Ave.
Resta sonhar com a Liga Europa, e reflectir sobre aquilo que se quer,
verdadeiramente, para o futuro próximo: formar jovens, alicerçar a equipa-base
neles (para os mostrar, e depois vender), ganhar alguns campeonatos e continuar a ser pequenino lá fora, ou, mantendo os maiores talentos da academia, investir em alguns jogadores feitos (Cardozos, Aimares, Saviolas, Garays, Gaitáns
etc) e utilizá-los diante dos adversários mais fortes – que são, inquestionavelmente,
os da Champions? Por mim, aceito e percebo qualquer uma das duas opções,
dependendo da margem financeira que exista para a levar a cabo. O que não pode
é haver um discurso totalmente dissonante da realidade.
RETOMA
O jogo com o Portimonense já havia trazido boas sensações. Esta partida com o Rio Ave, sobretudo na 2ª parte, confirmou a tendência, e mostrou um Benfica já perto do nível da época passada: pressionante, dominador, empolgante. Terá faltado maior eficácia para ser igualmente goleador.
A chave parece encontrada. Chiquinho está longe de ser um João Félix ou um Jonas. Mas é, neste plantel, quem melhor preenche essa posição, o que dá equilíbrio ofensivo à equipa, proporcionando espaços para outros poderem brilhar e marcar.
Acredito que em Lyon Seferovic regresse ao onze. E essa poderá ser uma rotação interessante, com Vinicius nos jogos em casa, e o suíço nas partidas onde é preciso defender melhor e a partir da primeira linha de construção adversária.
Para já, a confiança está retomada, e o período de menos fulgor parece utrapassado...com vitórias. E vão 9 em 10 jornadas, o que há décadas não acontecia.
LIONN E O FC PORTO
Quem não viu os golos do FC Porto frente ao Famalicão, veja. São ...engraçados.
Lionn é um dos protagonistas.
Como mero dado estatístico, deixo os resultados das equipas de Lionn que defrontaram os dragões desde que ele veio para Portugal. A média de golos por jogo dos portistas contra as equipas de Lionn é de 3,0. A média geral de golos do FC Porto nesses campeonatos é de 2,1.
Tudo derrotas, excepto um empate. Sim um, pois o empate de 2012-13 não conta: Lionn entrou em campo estava o Rio Ave a ganhar 2-0. Perecebe-se a entrada de um defesa nessas circunstâncias. Mas Lionn não é um defesa qualquer, e o resultado final foi... 2-2.
É caso para dizer, Lionn amigo, o Porto está contigo.
O CAMPEÃO...PARECE TER VOLTADO
Uma goleada, alguns momentos de bom
futebol, movimentações interessantes. Ainda será cedo para concluir que o
campeão tenha mesmo voltado, mas pela primeira vez em quase dois meses, saí da
Luz, como se costuma dizer, com o papo cheio.
Será igualmente precipitado afirmar
que a melhoria exibicional do Benfica se tenha devido predominantemente à
autêntica revolução operada por Bruno Lage na equipa apresentada de início. Mas
ficou patente que Carlos Vinicius (grande qualidade vai demonstrando, fazendo
lembrar por vezes um certo Óscar Cardozo), Chiquinho (não sendo um
super-craque, parece ser o único que preenche de modo adequado a posição de
segundo avançado) e Samaris (um enigma porque motivo deixara a titularidade),
são neste momento opções claras para o onze. Das novidades, só Gedson desiludiu
- mas nesse caso o lugar é obviamente de Pizzi, que só não terá sido titular
por mera gestão física.
Veremos o que dizem os próximos jogos.
Para já as indicações são boas, e a liderança isolada parece ter sido o sorriso
da classificação ao melhor futebol daquela que é (sempre tem sido pelo menos
desde 2011) a melhor equipa portuguesa.
Sábado há mais.
TRÊS PONTOS. MAIS NADA...
Exibição muito pobre, que poderia ser explicada pelo compromisso europeu a meio da semana (veja-se Juventus, veja-se até o Flamengo) caso tivesse sido caso isolado.
Não foi, e não se percebe como uma equipa que há poucos meses deslumbrava e esmagava todos os adversários, agora se sinta tão insegura, tão desinspirada, e até desnorteada em alguns momentos.
A saída de João Félix não explica tudo.
Enfim. Pode ser que seja uma fase, mesmo que já demasiado prolongada.
ENFIM FELIZES
“Caiu do céu”. “Foi só sorte”. “Não jogaram nada”.
Tudo isto se ouviu, quer à saída do Estádio da Luz, quer nas horas
subsequentes ao jogo com o Lyon.
Que o Benfica teve a sorte do jogo, isso é inegável. Mas tanto
adeptos, como críticos, como, em alguns casos, a própria estrutura benfiquista,
têm de aprender o que é, e como se joga, a Champions League.
Para pontuar na Liga “milionária” são precisas três condições:
- - Defender bem;
- Não
cometer erros;
3 - Ser eficaz.
Isto pressupõe que a equipa se redimensione até ao seu verdadeiro
nível internacional, que é baixo. Ou seja, dito de outra forma, há que jogar
como pequeno, defender como pequeno, e tentar pontuar como pequeno. Não o
fazer, tem sido o grande equívoco dos encarnados nos últimos anos nesta prova –
pois muitas vezes parecem querer disputá-la da mesma forma que o campeonato,
onde os desafios que se colocam são totalmente diferentes.
Nesta perspectiva tem de se dizer que o Benfica deu um passo em frente
face às suas mais recentes exibições europeias. Reforçou o meio-campo, cometeu
menos erros, foi mais coeso, e soube sofrer sem bola. Plasticamente o efeito
não foi de deslumbrar. Mas os três pontos já cá cantam.
Terá faltado Rafa para dar uma outra profundidade ao jogo encarnado.
Mas ainda assim contei, com os dois golos, pelo menos cinco oportunidades para
marcar, o que na Champions não é pouco. É claro que quando surgiu o segundo
golo (e da forma que surgiu…) já não se esperava a vitória. Tal como no ano
passado já não se esperava a derrota em Amesterdão, e em mutas outras situações
que seria fastidioso lembrar.
Afinal o que interessa mais: jogar bonito e perder, ou jogar mais feio
e ganhar? Por mim, nem hesito.
LEGALIZADOS?
Legalizados para quê?
Não está já claro que a legalização de grupos de adeptos, claques ou o que lhes queiram chamar, não serve para nada?
Não está já claro que a legalização de grupos de adeptos, claques ou o que lhes queiram chamar, não serve para nada?
DEVER CUMPRIDO
Como a vida não é só futebol, à hora do jogo da Cova da Piedade estava no São Carlos a ouvir Verdi. Não posso por isso alongar-me em comentários a algo que não vi, salvo um breve resumo dos golos e pouco mais.
Mas frente a uma equipa do segundo escalão, e numa primeira eliminatória em que onze equipas da 1ª liga se despediram da Taça, o Benfica parece não ter facilitado.
Destaque para o regresso de Pizzi aos golos, e para o bis de Carlos Vinicius, que talvez seja o avançado encarnado em melhor momento de forma.
Quarta-feira é a valer, e não haverá música que me afaste da Luz..
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