segunda-feira, dezembro 13, 2010
quarta-feira, dezembro 08, 2010
terça-feira, dezembro 07, 2010
Afinal
Afinal a única coisa de que acusam o homem é de crime sexual...
Deve ser por se sentirem enrabados.
segunda-feira, novembro 29, 2010
sábado, novembro 27, 2010
Aquele abraço
o Kok Nam esteve ontem na Escola Portuguesa na festa de lançamento do seu livro. E foi de facto uma festa, para ele e para todos os amigos que lá apareceram para lhe dar um abraço. Para mim, que fiz algumas das fotos dele que aparecem no livro a ilustrar a entrevista do António Cabrita, foi particularmente gratificante. Aquele abraço!
sexta-feira, novembro 26, 2010
quinta-feira, novembro 25, 2010
terça-feira, novembro 23, 2010
lembrar Carlos Cardoso
ontem, no aniversário da sua morte, voltei à rua Heróis da Machava, ao local onde Cardoso foi baleado. Na foto, o encontro de Mia Couto com a mãe do jornalista.
sexta-feira, novembro 19, 2010
Juízes do caralho!
Tribunal ilibou militar que mandou superior «prò caralho!». A fundamentação dos juízes é um autêntico tratado sobre a palavra proibida.
terça-feira, novembro 16, 2010
sábado, novembro 13, 2010
O espectáculo da solidão
das poucas vezes que o vi, confesso que achei o espectáculo confrangedor e patético, e a ideia com que fiquei foi de uma manifestação de enorme solidão. O homem ali especado sozinho a acenar do passeio a quem passava, e as pessoas a responderem aos acenos de dentro dos carros, e a rirem-se, enquanto seguiam os seus caminhos sem pararem. Penso que ninguém que tenha companhia, que tenha amigos, vem procurar o afecto daquela forma para a rua. Como patética também achei a festa que fizeram agora ao homem no largo do Saldanha, agora depois de ele ter morrido. Acho que este será com certeza um "case study" interessantíssimo para os especialistas.
quinta-feira, novembro 11, 2010
quarta-feira, novembro 10, 2010
segunda-feira, novembro 08, 2010
domingo, novembro 07, 2010
sábado, novembro 06, 2010
sexta-feira, novembro 05, 2010
Vai uma aposta?
vai uma aposta em como Portugal não vai estar representado dia 10 em Oslo na entrega do Nobel da Paz a Liu Xiaobo?
quarta-feira, novembro 03, 2010
uma singela contribuição para a campanha
já que não vai haver outdoors na campanha do homem, aqui deixo o indoor que em minha opinião melhor ilustra o lodaçal.
terça-feira, novembro 02, 2010
sexta-feira, outubro 29, 2010
O que dizer?
(clic na imagem)
É já a partir da próxima semana que a fábrica da Mozal, nos arredores de Maputo, e com a concordância do Governo, inicia as emissões de gazes tóxicos directamente para a atmosfera sem a utilização de filtros.
Adenda (domingo à noite): entretanto parece que chegam boas notícias
Adenda (domingo à noite): entretanto parece que chegam boas notícias
quarta-feira, outubro 27, 2010
quinta-feira, outubro 21, 2010
este homem devia era estar calado
"Cavaco diz que o mar pode dar nova centralidade para Portugal"
Este bronco que é agora Presidente da República, e que diz estas bacoradas, já se esqueceu que enquanto foi Primeiro Ministro se pagava aos pescadores para abaterem os barcos e irem fazer vida para outro lado?
terça-feira, outubro 19, 2010
sábado, outubro 16, 2010
Esta é bem gira e foi roubada no Facebook do meu amigo Carlos Barradas que desde que se reformou não faz outra coisa senão andar à cata destas merdas e faz ele muito bem. Gracias!
sexta-feira, outubro 15, 2010
um exemplo da criatividade africana
(quem entretanto quiser ajudar, pode ir juntando umas embalagens de mercuriocromo para o dia da inauguração)
terça-feira, outubro 12, 2010
quinta-feira, outubro 07, 2010
Vargas Llosa
o Nobel para Mário Vargas Llosa é inteiramente merecidíssimo,
"A Guerra do Fim do Mundo" foi um dos livros mais espantosos que li. Muchas gracias e parabenes, venga!
segunda-feira, setembro 27, 2010
o pão e o circo
nisto de pão e de circo, pena é que os portugueses só sejam
os melhores do Mundo no circo.
sexta-feira, setembro 24, 2010
quinta-feira, setembro 23, 2010
segunda-feira, setembro 20, 2010
sexta-feira, setembro 17, 2010
quinta-feira, setembro 16, 2010
Não há pachorra!
Eu às vezes até gosto de a ler, mas ter que levar com os problemas da senhora, ao volante ou lá na vidinha dela, francamente, é para isso que lhe pagam? É para isto que se paga um dinheirão pelo Expresso?
domingo, setembro 12, 2010
não deixem de ver isto
e para quem estiver em Lisboa, passe por mim no Rossio,
e vá ver o espectáculo ao Casino. (dica de Rerum Natura)
sábado, setembro 11, 2010
Ilhas raras... e trágicas
esta é uma das muitas ilhas que de tempos a tempos surgem na baía de Maputo, perto da ilha da Inhaca, consequência de marés invulgarmente baixas.
nesta última maré, a mais baixa do ano, tive o privilégio de acompanhar um dos maiores conhecedores da zona, o "Zé Pescador".
Encontrámos Nudibrânquios, um molusco raro, e os peixe borboleta, muito bonitos e procurados para aquários de água salgada.
História trágica nestas águas aconteceu com um grupo de dezoito mulheres da Inhaca, há uns anos, que numa maré semelhante a esta foram aqui deixadas de barco para apanharem ameijoas. Pois a maré acabou por subir, umas horas depois, sem que o barco voltasse lá para recolhe-las. Acabaram todas por morrer afogadas e arrastadas pela corrente. Não sabiam nadar.
quinta-feira, setembro 09, 2010
quarta-feira, setembro 08, 2010
Este fumo que escurece o futuro
(a foto é minha, o texto é de Mia Couto, com a devida vénia)
“A pobreza sai muito caro. Ser pobre custa muito dinheiro. Os motins da semana passada comprovam este paradoxo. Jovens sem presente agrediram o seu próprio futuro. Os tumultos não tinham uma senha, uma organização, uma palavra de ordem. Apenas a desesperada esperança de poder reverter a decisão de aumento de preços”
Cercado por uma espécie de guerra, refém de um sentimento de impotência, escuto tiros a uma centena de metros. Fumo escuro
reforça o sentimento de cerco. Esse fumo não escurece apenas o horizonte imediato da minha janela, escurece o futuro. Estamos nos suicidando em fumo? Ironia triste: o pneu que foi feito para vencer a estrada está, em chamas, consumindo a estrada. Essa estrada é aquela que nos levaria a uma condição melhor.
E de novo, uma certa orfandade atinge-me. Eu, como todos os cidadãos de Maputo, necessitaríamos de uma palavra de orientação, de um esclarecimento sobre o que se passa e como devo actuar. Não há voz, não rosto de nenhuma autoridade..
Ligo rádio, ligo televisão. Estão passando novelas, música, de costas voltadas para a realidade. Alguém virá dizer-nos alguma coisa, diz um dos meus filhos. Ninguém, excepto uma cadeia de televisão, dá conta do que se está passando.
Esta luta desesperada é o corolário de uma vida de desespero. Sem sindicatos, sem partidos políticos, a violência usada nos motins vitimiza sobretudo quem já é pobre.
Grave será contentarmo-nos com condenações moralistas e explicações redutoras e simplificadoras. A intensidade e a extensão dos tumultos deve obrigar a um repensar de caminhos, sobretudo por parte de quem assume a direcção política do país. Na verdade, os motins não eram legais, mas eram legítimos. Para os que não estavam nas ruas, mesmo para os que condenavam a forma dos protestos, havia razão e fundamento para esta rebelião. Um grupo de trabalhadores que observava, junto comigo, os revoltosos, comentava: são os nossos soldados. E o resto, os excessos, seriam danos colaterais. Os que não tinham voz diziam agora o que outros pretendiam dizer. Os que mais estão privados de poder fizeram estremecer a cidade, experimentaram a vertigem do poder. Eles não estavam sugerindo alternativas, propostas de solução. Estavam mostrando indignação. Estavam pedindo essa solução a “quem de direito”..
Implícito estava que, apesar de tudo, os revoltosos olhavam como legítimas as autoridades de quem esperavam aquilo que chamavam “uma resposta”. Essa resposta não veio. Ou veio em absoluta negação daquilo que seria a expectativa.
Poderia ser outra essa ausência de resposta. Ou tudo o que havia para falar teria que ser dito antes, como sucede com esses casais
que querem, num último diálogo, recuperar tudo o que nunca falaram.
Um modo de ser pobre é não aprender. É não retirar lições dos acontecimentos. As presentes manifestações são já um resultado dessa incapacidade.
Para que, mais uma vez, não seja um desacontecimento, um não evento. Porque são muitos os “não eventos” da nossa história recente. Um deles é a chamada “guerra civil”. O próprio nome será, talvez, inadequado. Aceitemos, no entanto, a designação. Pois essa guerra cercou-nos no horizonte e no tempo. Será que hoje retiramos desse drama que durou 16 anos? Não creio. Entre
esquecimentos e distorções, o fenómeno da violência que nos paralisou durante década e meia não deixará ensinamentos que produzam outras possibilidades de futuro.
Vivemos de slogans e estereótipos. A figura emblemática dos “bandos armados” esfumou-se num aperto de mão entre compatriotas. Subsiste a ideia feita de que somos um povo ordeiro e pacífico. Como se a violência da chamada guerra civil tivesse sido feita por alienígenas. Algumas desatenções devem ser questionadas. No momento quente do esclarecimento, argumentar que os jovens da cidade devem olhar para os “maravilhosos” avanços nos distritos é deitar gasolina sobre o fogo. O discurso oficial insiste em adjectivar para apelar à auto-estima. Insistir que o nosso povo é “maravilhoso”, que o nosso país é “belo”. Mas todos os povos do mundo são “maravilhosos”, todos os países são “belos”. A luta contra a pobreza absoluta exige um discurso mais rico. Mais que discurso exige um pensamento mais próximo da realidade, mais atento à sensibilidade das pessoas, sobretudo dessas que suportam o peso real da pobreza.
Cercado por uma espécie de guerra, refém de um sentimento de impotência, escuto tiros a uma centena de metros. Fumo escuro
reforça o sentimento de cerco. Esse fumo não escurece apenas o horizonte imediato da minha janela, escurece o futuro. Estamos nos suicidando em fumo? Ironia triste: o pneu que foi feito para vencer a estrada está, em chamas, consumindo a estrada. Essa estrada é aquela que nos levaria a uma condição melhor.
E de novo, uma certa orfandade atinge-me. Eu, como todos os cidadãos de Maputo, necessitaríamos de uma palavra de orientação, de um esclarecimento sobre o que se passa e como devo actuar. Não há voz, não rosto de nenhuma autoridade..
Ligo rádio, ligo televisão. Estão passando novelas, música, de costas voltadas para a realidade. Alguém virá dizer-nos alguma coisa, diz um dos meus filhos. Ninguém, excepto uma cadeia de televisão, dá conta do que se está passando.
Esta luta desesperada é o corolário de uma vida de desespero. Sem sindicatos, sem partidos políticos, a violência usada nos motins vitimiza sobretudo quem já é pobre.
Grave será contentarmo-nos com condenações moralistas e explicações redutoras e simplificadoras. A intensidade e a extensão dos tumultos deve obrigar a um repensar de caminhos, sobretudo por parte de quem assume a direcção política do país. Na verdade, os motins não eram legais, mas eram legítimos. Para os que não estavam nas ruas, mesmo para os que condenavam a forma dos protestos, havia razão e fundamento para esta rebelião. Um grupo de trabalhadores que observava, junto comigo, os revoltosos, comentava: são os nossos soldados. E o resto, os excessos, seriam danos colaterais. Os que não tinham voz diziam agora o que outros pretendiam dizer. Os que mais estão privados de poder fizeram estremecer a cidade, experimentaram a vertigem do poder. Eles não estavam sugerindo alternativas, propostas de solução. Estavam mostrando indignação. Estavam pedindo essa solução a “quem de direito”..
Implícito estava que, apesar de tudo, os revoltosos olhavam como legítimas as autoridades de quem esperavam aquilo que chamavam “uma resposta”. Essa resposta não veio. Ou veio em absoluta negação daquilo que seria a expectativa.
Poderia ser outra essa ausência de resposta. Ou tudo o que havia para falar teria que ser dito antes, como sucede com esses casais
que querem, num último diálogo, recuperar tudo o que nunca falaram.
Um modo de ser pobre é não aprender. É não retirar lições dos acontecimentos. As presentes manifestações são já um resultado dessa incapacidade.
Para que, mais uma vez, não seja um desacontecimento, um não evento. Porque são muitos os “não eventos” da nossa história recente. Um deles é a chamada “guerra civil”. O próprio nome será, talvez, inadequado. Aceitemos, no entanto, a designação. Pois essa guerra cercou-nos no horizonte e no tempo. Será que hoje retiramos desse drama que durou 16 anos? Não creio. Entre
esquecimentos e distorções, o fenómeno da violência que nos paralisou durante década e meia não deixará ensinamentos que produzam outras possibilidades de futuro.
Vivemos de slogans e estereótipos. A figura emblemática dos “bandos armados” esfumou-se num aperto de mão entre compatriotas. Subsiste a ideia feita de que somos um povo ordeiro e pacífico. Como se a violência da chamada guerra civil tivesse sido feita por alienígenas. Algumas desatenções devem ser questionadas. No momento quente do esclarecimento, argumentar que os jovens da cidade devem olhar para os “maravilhosos” avanços nos distritos é deitar gasolina sobre o fogo. O discurso oficial insiste em adjectivar para apelar à auto-estima. Insistir que o nosso povo é “maravilhoso”, que o nosso país é “belo”. Mas todos os povos do mundo são “maravilhosos”, todos os países são “belos”. A luta contra a pobreza absoluta exige um discurso mais rico. Mais que discurso exige um pensamento mais próximo da realidade, mais atento à sensibilidade das pessoas, sobretudo dessas que suportam o peso real da pobreza.
Mia Couto
terça-feira, setembro 07, 2010
Dreda Ser Angolano Treila from Fazuma on Vimeo.
quinta-feira, setembro 02, 2010
quarta-feira, setembro 01, 2010
poesia e futebol
sobre os tais pinheiros altos (que em verde e oiro se agitam) já há muitos anos que o grande António Gedeão se tinha referido a eles
quarta-feira, agosto 25, 2010
Golfinhos em Maputo
estes golfinhos, que faziam parte de um enorme grupo, foram vistos na semana passada junto a ilha da Xefina. A água da baía é normalmente bastante turva, mas depois de uns dias de bom tempo, a água limpa e eles aparecem e é uma alegria!
terça-feira, agosto 24, 2010
segunda-feira, agosto 02, 2010
quinta-feira, julho 22, 2010
terça-feira, julho 13, 2010
segunda-feira, julho 12, 2010
domingo, julho 04, 2010
quarta-feira, junho 30, 2010
terça-feira, junho 29, 2010
A vida continua
Portugal perdeu, paciência, a Espanha mereceu ganhar.
Até à próxima, e sem o Queiroz, espero.
Até à próxima, e sem o Queiroz, espero.
terça-feira, junho 22, 2010
o regresso ao Cristianismo
afinal o temor era benigno e o nosso menino lá conseguiu quebrar o enguiço. Olé!
segunda-feira, junho 21, 2010
sábado, junho 19, 2010
sábado, junho 12, 2010
sexta-feira, junho 11, 2010
gostei do primeiro jogo
o México talvez merecesse ter ganho, mas foi melhor assim, um empate para os sulafricanos, pelo que jogaram... até não foi mau.
Quanto à França, não merecia ganhar... e não ganhou. Bem feito!
Uma vergonha
o doloroso programa que a SIC mostrou ontem à noite depois do telejornal, a história do pretinho que os fuzileiros portugueses recolheram em criança nas matas de Moçambique e mais tarde foi abandonado no mundo à sua sorte, ou ao seu azar, não é mais que uma metáfora do que foi a chamada "presença portuguesa em África". Uma vergonha.
quinta-feira, junho 03, 2010
uma notícia nada animadora
em dois anos, na África do Sul, mais de 5300 armas de fogo foram roubadas à polícia, o que faz desta organização a principal fornecedora do mercado negro, salvo seja.
quarta-feira, junho 02, 2010
Maldita cocaína
Será que ainda vou ter que devolver a merda da televisão que comprei a este gajo? Por acaso já estranhei o comportamento da empregada que de cada vez que limpa o pó ao aparelho passa o dia a rir. Eh! Eh! Eh!

sobre o percurso do personagem vale a pena ler isto
sobre o percurso do personagem vale a pena ler isto
domingo, maio 30, 2010
Dennis Hoper
“Eles não têm medo de vocês, mas do que vocês representam. Para eles vocês representam a liberdade. Mas falar dela e vivê-la são duas coisas diferentes. É difícil ser livre quando se é comprado e vendido no mercado. Mas nunca diga a alguém que ele não é livre…porque ele vai tratar de matar e aleijar para provar que é. Você é que corre perigo.”
quinta-feira, maio 27, 2010
Puta que os pariu!
Ao contrário da generalidade dos trabalhadores que ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro, os gestores portugueses recebem em média mais 32% do que os americanos, mais 22,5% do que os franceses, mais 55 % do que os finlandeses e mais 56,5% do que os suecos.
via 5 Dias
terça-feira, maio 25, 2010
Importa-se de repetir?
"Um dos fugitivos mais procurados pela Polícia de Moçambique foi abatido a tiro na noite deste Domingo em Maputo durante uma troca de tiros "entre a polícia e vários outros malfeitores."
sexta-feira, maio 21, 2010
Civilização é o quê?
O casamento entre homosexuais é considerado um avanço civilizacional, uma professorinha da província que se despe para uma revista, porque sim, por pouco não é apedrejada. Puta que pariu!
quinta-feira, maio 20, 2010
quarta-feira, maio 19, 2010
segunda-feira, maio 17, 2010
O homem sonha, a gente risse, a obra nasce
Há três anos passei por aqui e ri-me deste pequeno bar/contentor de beira de estrada e do seu tosco projecto de ampliação. Pois vale a pena ver agora aquilo de que um moçambicano tenaz é capaz. O que na altura me pareceu ser um case study de arquitectura é afinal um caso sério de empreendedorismo. Uma destas noites vou lá beber um copo, ouvir música e dar dois dedos de conversa.
(este post é dedicado ao meu amigo Vasco Coelho)