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O OUTRO LADO DA MOEDA!!!

12.14.2007

Proclamação da Carta dos Direitos Fundamentais da UE constitui "momento histórico", afirmam socialistas.

A Delegação Socialista Portuguesa no Parlamento Europeu manifesta a sua satisfação com a proclamação da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia que decorreu esta semana, em Estrasburgo. A Carta foi proclamada e assinada pelo Primeiro-Ministro e Presidente em exercício do Conselho Europeu, José Sócrates, pelo Presidente da CE, Durão Barroso, e pelo Presidente do PE, Hans-Gert Pottering. Os eurodeputados socialistas portugueses consideram esta proclamação um "momento histórico" na construção europeia e sublinham a importância para os cidadãos do carácter vinculativo do documento. "É um instrumento fundamental porque afirma a UE também como um projecto de cidadania", realçam os socialistas portugueses. José Sócrates considerou "histórica" a proclamação da Carta e afirmou que representa "um compromisso com valores matriciais da civilização europeia". "A defesa dos direitos fundamentais é reconhecidamente um valor essencial à identidade europeia, faz parte do nosso código genético", afirmou o Primeiro-Ministro, que sublinhou a importância de a Carta passar a ter agora "valor jurídico preciso". O Presidente em exercício do Conselho Europeu manifestou-se "particularmente honrado" por a cerimónia de proclamação da Carta acontecer durante a Presidência Portuguesa, num dia que classificou como "um marco de enorme relevo". José Sócrates considerou que a Carta é também "um instrumento de acção", tanto para as instituições, como para os cidadãos. A Carta reúne em 54 artigos o conjunto de direitos fundamentais comuns aos Estados-membros, como as liberdades individuais, a não-discriminação e a cidadania. Também esta semana, Deputados da Delegação Socialista Portuguesa assistiram à cerimónia de assinatura do Tratado de Lisboa no Mosteiro dos Jerónimos.

Fonte: Newsletter InfoEuropa Nº 134 de 14 de Dezembro de 2007

12.13.2007

O Tratado de Lisboa











11.21.2007

ASEAN quer impedir intervenção internacional

A Associação das Nações do Sudeste Asiático deverá criar uma agência para os direitos humanos que visa impedir a comunidade internacional de intervir em questões internas dos países nessa matéria.

A nova agência não deve intervir nas questões internas, mas proteger os países membros de tentativas internacionais de intervenção, recomenda um relatório diplomático confidencial, a que a agência noticiosa Associated Press teve acesso.
Os líderes da ASEAN adoptaram, na terça-feira, uma agenda que inclui a constituição de uma organização para os direitos humanos.
O mandato dos autores do relatório era listar os poderes e deveres da nova agência, que seria, de acordo com as recomendações, uma instância impotente relativamente às violações de direitos cívicos registadas em Myanmar (antiga Birmânia), onde os militares mataram pelo menos 15 manifestantes pró-democracia.
O conteúdo do relatório evidencia a relutância em colocar os países da ASEAN sob escrutínio internacional em matéria de direitos humanos que, segundo as orientações das Nações Unidas, não podem ser consideradas "assuntos internos" dos Estados.
O relatório, liderado por Singapura, diz ainda que a agência para os direitos humanos da ASEAN deveria traçar um "itinerário de longo prazo" para a promoção dos direitos humanos.
P.S. - É pena que haja países que pensem mesmo que ficaram impunes através de organizações criadas para o efeito!!!

11.16.2007

"UE deve dar prioridade aos direitos humanos e liberdades fundamentais nas relações com países terceiros", defende Jamila Madeira

"A incontestável presença dos direitos humanos universais e a garantia das liberdades fundamentais nas relações da UE com o mundo deve ser o móbil para qualquer premissa negociável com qualquer parceiro no mundo", afirmou esta semana a Deputada Jamila Madeira, na sessão plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo. Os Deputados debateram o reforço das relações da UE com os países vizinhos. Jamila Madeira considera que "o papel da UE no mundo é hoje algo absolutamente indispensável para conseguirmos conquistar alguns equilíbrios essenciais à prossecução de paz e justiça no planeta". A eurodeputada socialista e Vice-Presidente da Comissão Económica da Assembleia Parlamentar Euro-Mediterrânica sublinhou que a região do Mediterrâneo "pela proximidade geográfica com a Europa, pela afinidade ancestral, pela diversidade cultural e pela permanente instabilidade política, deve exigir da UE uma intervenção absolutamente determinada" quanto às premissas dos direitos humanos e liberdades fundamentais. Jamila Madeira criticou ainda as propostas recentes apresentadas pelo Presidente francês, Nicolas Sarkozy, sobre a União do Mediterrâneo por surgirem "completamente fora do contexto". "Apesar de ser uma proposta absolutamente útil pelo reavivar do debate em torno do Mediterrâneo, desvincula-se das premissas fundamentais da UE, no que respeita à supremacia dos direitos humanos universais e das liberdades fundamentais, considerando-as questões laterais perante um pragmatismo caso a caso que alimentaria um relacionamento a várias velocidades", afirmou. O papel da UE "não é alimentar o 'ralenti' em que os nossos parceiros se refugiam nem é alimentar divisões". Assim, "garantir o cumprimento da Zona de Comércio Livre em 2010 na região, entre todos os seus pares, é um objectivo ao nosso alcance, mas sem nunca deixarmos cair a nossa essência de valores e direitos humanistas e democráticos", concluiu.

Fonte: Newsletter InfoEuropa Nº 130 de 16 de Novembro de 2007

11.02.2007

A justificação para o marido bater na mulher "com muito amor" segundo a Igreja Católica Apostólica Romana!!!

Na sua opinião, uma mulher que é agredida pelo marido deve manter o casamento ou divorciar-se?
Depende do grau da agressão.
O que é isso do grau da agressão?
Há o indivíduo que bate na mulher todas as semanas e há o indivíduo que dá um soco na mulher de três em três anos.
Então reformulo a questão: agressões pontuais justificam um divórcio?
Eu, pelo menos, se estivesse na parte da mulher que tivesse um marido que a amava verdadeiramente no resto do tempo, achava que não.

Reitor do Santuário de Fátima, Luciano Guerra, entrevista ao DN

10.23.2007

"O peso insustentável de se ser Filipe Vasconcelos Jardim Gonçalves" ou "A Opus Dei e o Millennium bcp"

Era uma vez uma sociedade de «off-shore» sediada em Gibraltar, Crystal Waters era o seu nome e Filipe Vasconcelos Jardim Gonçalves o seu sócio principal.
A Crystal Waters detinha a "Passo a Passo", que por sua vez também controlava a "Vasconcelos & Vasconcelos" (SPRINT).
Filipe Jardim Gonçalves é filho de Jorge Jardim Gonçalves (adiministrador do Banco Comercial Português - Millennium bcp - sócio fundador deste e membro numerário da Opus Dei), irmão de Rodrigo Jardim Gonçalves e primo de Francisco Miguel Vasconcelos Pereira.
Para expandir e desenvolver os negócios, Filipe Vasconcelos Jardim Gonçalves contraiu diversos empréstimos junto de uma instituição bancária que lhe era familiar: o Millennium bcp
Filipe Vasconcelos Jardim Gonçalves tinha um homem em quem confiava, Tiago André Tico Coelho, gestor de várias empresas e sociedades em que Filipe Jardim Gonçalves participava, de algumas empresas, Tiago André Tico Coelho chegou mesmo a ser sócio.
Um dia, quando tudo começou a correr mal e as dívidas acumuladas eram já mais que muitas, a conta corrente de Tiago André Tico Coelho, entretanto caucionada, foi alvo de procedimento jurídico por parte da instituição Millennium bcp.
A família está para o que der e vier, já sabemos.
Contudo...
Eis que Filipe Vasconcelos Jardim Gonçalves, preocupado, procura um escritório de gente da sua confiança, o AM&JG, e para seu advogado escolhe José António Alves Mendes (membro supranumerário do Opus Dei).
Ora, o seu sócio é Rodrigo. Rodrigo quê?
Rodrigo Jardim Gonçalves, seu irmão, sim, é isso que está a pensar, a sociedade de advogados do seu irmão irá defendê-lo numa questão relacionada com o banco do seu pai.
Alípio Dias e Filipe Pinhal, à data dos acontecimentos (finais de2004), membro do Conselho de Administração e Vice-presidente do Millennium bcp, respectivamente, sentaram-se à mesa de negociações com Alves Mendes.
Verificando que se tratava de gente que não tinha onde cair morta o Departamento Jurídico, na pessoa do seu Director, Carlos Picoito (membro supranumerário do Opus Dei), propôs que as dividas contraídas por aquelas sociedades fossem declaradas créditos incobráveis.
A decisão tomada pela Direcção do Millennium bcp foi favorável à proposta de Carlos Picoito.
Pouco tempo depois, Jorge Jardim Gonçalves deixou o cargo que ocupava no Banco.
O que declarou Jorge Jardim Gonçalves sobre o assunto? "Não sei de nada, as questões com clientes não passaram por mim"

10.19.2007

Notícias sobre este dia histórico...

UE/Presidência: Novo Tratado vai alterar a forma de Portugal exercer o poder em Bruxelas

19 de Outubro de 2007, 03:08

O novo Tratado europeu vai implicar mudanças na forma como Portugal e os restantes Estados-membros são representados e exercem o poder nas principais instituições europeias, simplificando e tornando mais transparente o processo de tomada de decisões.

Fontes diplomáticas e comunitárias são unânimes em considerar que é difícil afirmar peremptoriamente, se Lisboa perde ou ganha com o novo sistema de tomada de decisões, salientando que o importante, no futuro, será o grau de preparação dos representantes nacionais que defendem os interesses do país em Bruxelas.

Portugal está numa União que actualmente tem 27 países e que no futuro terá ainda mais membros, o que diluirá cada vez mais o poder relativo de cada um no seio das instituições comunitárias.

O Tratado Reformador, aprovado pelos chefes de Estado e de Governo da União Europeia na madrugada de hoje, em Lisboa, implicará alterações na forma como cada capital europeia exerce a sua influência em Bruxelas.

Concelho de Ministros

O Tratado Reformador prevê que uma decisão será adoptada no Conselho de Ministros da UE se cumprir dois critérios: tiver o apoio de 55 por cento dos Estados-membros (ou seja, 15 em 27) em representação de pelo menos 65 por cento da população total da União.

No órgão onde estão representados os governos dos Estados-membros, enquanto o primeiro critério assegura a Portugal 1 voto em 27, no segundo o peso de Portugal passará a ser equivalente à sua população, 10 milhões de habitantes, em cerca de 493 milhões no conjunto dos 27 membros.

A alteração vem dar, no segundo critério, mais "peso" aos Estados-membros com maior população que, no entanto, já tinham perdido influência noutra instituição, a Comissão Europeia, quando perderam um dos dois comissários que aí tinham anteriormente.

Portugal vai assim passar a "pesar" 2,14 por cento, em vez dos actuais 3,48 obtidos através de um sistema de ponderação complicado que não tinha o "travão" do primeiro critério.

O novo Tratado prevê o abandono da unanimidade e a passagem a decisões por "maioria qualificada" em cerca de 40 domínios (designadamente na cooperação judiciária e policial, imigração e nas relações externas).

Além disso, a co-decisão entre o Conselho e o Parlamento Europeu (ambas as instituições devem estar de acordo para o acto ser aprovado) passa a ser a regra geral no processo legislativo.
Portugal e cada um dos outros membros da UE continuarão a poder bloquear sozinhos decisões em áreas muito sensíveis ou que toquem na soberania nacional (votação por unanimidade) em áreas como a Política Externa Europeia, Fiscalidade, Política Social, recursos próprios da UE ou revisão dos Tratados.

As presidências semestrais da UE também funcionarão de forma diferente.

A partir de 2009, haverá um presidente do Conselho Europeu eleito por 2,5 anos pelos seus membros, que são os chefes de Estado ou de Governo da UE.

Competir-lhe-á assegurar a coerência dos trabalhos do Conselho Europeu e funções de representação externa da UE, mas não terá funções executivas.

As actuais presidências semestrais da UE serão modificadas de acordo com uma decisão a tomar pelo Conselho, que deverá prever equipas de três Estados-membros para um período de 18 meses, as quais assegurarão entre elas a presidência do Conselho Assuntos Gerais e dos Conselhos de Ministros sectoriais da UE (Economia e Finanças, Agricultura, Justiça e Assuntos Internos, Ambiente, entre outros).

Já as reuniões do Conselho Relações Externas (ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27) passam a ser presididas pelo "Alto Representante da UE para a Política Externa e de Segurança", o novo cargo de coordenador da diplomacia da União, que será exercido por um vice-presidente da Comissão Europeia.

Parlamento Europeu

Portugal terá menos dois representantes no Parlamento Europeu , a partir de 2009, uma diminuição já prevista e que foi confirmada pelos chefes de Estado e de Governo na Cimeira de Lisboa.
No Tratado de Nice de 2000 já estava previsto que Portugal iria diminuir o número de eurodeputados dos actuais 24 para 22, em 2009 (rectificando: esta redução já decorria e foi confirmada no acordo de adesão da Roménia e Bulgária negociado anteriormente) .

O Tratado Reformador prevê uma diminuição do número total de membros do Parlamento Europeu dos actuais 785 para 751.

O Parlamento Europeu vê reforçados os seus poderes de co-decisão - conjuntamente com o Conselho de Ministros -, passando a ter um papel mais decisivo no processo de tomada de decisões comuns.

Comissão Europeia

Portugal e os seus parceiros da UE deixam, por outro lado, de ter direito a designar sempre um cidadão nacional para a Comissão Europeia, instituição central da União, que propõe a maior parte da legislação europeia e tem uma função fiscalizadora importante da aplicação das políticas comuns dos 27.

O chamado executivo comunitário contará, a partir de 2014, com um número de comissários europeus igual a dois terços do número de Estados-membros, em vez do actual sistema onde cada país tem o "seu" comissário.

Os Estados-membros passam a designar um comissário para Bruxelas com base numa "rotação igualitária".

Isto significa que cada Estado-membro ficará fora da Comissão uma vez em cada três mandatos de cinco anos.

FPB

UE/Presidência: Tratado de Lisboa dará maior eficácia e coerência política ao bloco europeu

19 de Outubro de 2007, 03:07

O Tratado Reformador da UE, que ficará para a História também como Tratado de Lisboa, visa dar maior eficácia, coerência política e legitimidade democrática a um bloco comunitário com um número crescente de Estados-membros.

O novo Tratado europeu, cuja redacção final foi dirigida pela actual presidência portuguesa da UE e aprovado na madrugada de hoje em Lisboa pelos líderes dos 27, vai substituir a fracassada Constituição Europeia, que foi inviabilizada, em 2005, pelos referendos negativos em França e na Holanda.

No preâmbulo, sublinha-se, nomeadamente, que o Tratado Reformador tem por objectivo "completar o processo lançado pelo Tratado de Amesterdão e pelo Tratado de Nice no sentido de reforçar a eficiência e a legitimidade democrática da União, e bem assim a coerência da sua acção".

O compromisso político sobre as grandes linhas do novo texto jurídico foi alcançado na madrugada de 23 de Junho último, em Bruxelas, no final da presidência alemã da UE, quando os chefes de Estado e de Governo dos 27 chegaram a acordo sobre o mandato a dar à presidência portuguesa para a elaboração do documento.

As alterações relativamente ao anterior projecto de Tratado Constitucional não são numerosas e a maior parte tem um valor sobretudo simbólico, como o abandono da referência a um hino e à bandeira da União Europeia e a denominação do responsável pela política externa da UE.

A presidência portuguesa pretende assinar o Tratado Reformador a 13 de Dezembro próximo, em Lisboa, seguindo-se um período de ratificação por cada um dos Estados-membros até à Primavera de 2009.

Mais um tratado, em vez de uma Constituição
A Constituição Europeia iria substituir todos os Tratados europeus existentes. O novo Tratado irá alterar os dois Tratados constitutivos actuais.

Na prática, continuarão a vigorar esses dois Tratados - Tratado da União Europeia (Maastricht, de 1992) e Tratado da Comunidade Europeia (Roma, de 1957) -, aos quais o novo Tratado Reformador introduzirá alterações, uma delas o nome do segundo, que passa a designar-se Tratado sobre o Funcionamento da UE.

Isto significa uma concessão dolorosa para muitos dos Estados membros que ratificaram o Tratado Constitucional e que vêem perder-se a tentativa de constitucionalizar o sistema político europeu.

Ao tratar-se agora de dois Tratados que emendam os Tratados actuais, perde-se igualmente muito da clareza do texto constitucional anterior, pois o leitor apenas pode compreender o que mudou se fizer a comparação, artigo a artigo, dos Tratados actuais com o novo Tratado.
Foi o preço a pagar, em termos de transparência e visibilidade, para satisfazer os Estados-membros que não queriam um texto que recordasse o Tratado Constitucional.

A Carta dos Direitos Fundamentais (que resume os direitos políticos e sociais dos europeus), cujo volumoso texto estava integralmente reproduzido na Constituição, passa apenas a ser mencionada com uma referência que reconhece o seu carácter juridicamente vinculativo.

O Reino Unido e a Polónia beneficiam de uma derrogação à sua aplicação.

União em vez de Comunidade

Como a mudança no nome do segundo Tratado, a Comunidade Europeia desaparece de vez, sendo o seu espaço ocupado pela União Europeia, que passa a ser uma entidade única, que herda a personalidade jurídica da Comunidade.
Isto significa o fim da complicada estrutura em pilares, simplificando a acção da União no plano interno e externo - finalmente a UE passa a ser uma entidade única.

Maioria Qualificada

O Tratado Reformador retoma o sistema de votação por "maioria qualificada" previsto na Constituição, o qual prevê que uma decisão será adoptada no Conselho de Ministros da UE se tiver o apoio de 55 por cento dos Estados-membros (ou seja 15) em representação de pelo menos 65 por cento da população total da União.

Além disso, qualquer minoria de bloqueio deverá incluir pelo menos quatro Estados-membros, em vez dos três actualmente.

Mas para obter o apoio da Polónia, os 27 tiveram de fazer uma série de concessões a este país.
O novo sistema de votação entrará em vigor apenas em 2014, em vez de 2009, e, até 2017, um Estado-membro pode pedir a aplicação do antigo sistema complicado de votação instituído pelo Tratado de Nice, em 2000.

Depois de 2009, uma decisão poderá ser reexaminada num "prazo razoável" a pedido de um grupo de Estados-membros que não tenham a minoria de bloqueio necessária para impedir a medida, mas que reúnam pelo menos 3/4 dessa minoria.

Campo de aplicação da Maioria Qualificada
O novo Tratado prevê o abandono da unanimidade e a passagem a decisões por "maioria qualificada" em cerca de 40 domínios (designadamente na cooperação judiciária e policial, imigração e nas relações externas).

Além disso, a co-decisão entre o Conselho e o Parlamento Europeu (ambas as instituições devem estar de acordo para o acto ser aprovado) passa a ser a regra geral no processo legislativo.
Este é, de resto, um dos pontos fulcrais do novo Tratado, como já era da Constituição, de modo a tornar funcional uma União a 27, onde as decisões por unanimidade se revelam cada vez mais difíceis, além de preservar o carácter democrático das decisões.

Reino Unido e Irlanda obtiveram aqui mais algumas concessões.

No que respeita à área da Justiça e Assuntos Internos, estes dois países salvaguardam a possibilidade de não participarem nas medidas tomadas nos domínios que abandonam a regra da unanimidade.

Mas as decisões por unanimidade continuam a ser a regra para a política externa europeia, fiscalidade, política social, recursos próprios da UE ou revisão dos Tratados.

Inovações Institucionais
A partir de 2009, haverá um presidente do Conselho Europeu eleito por 2,5 anos pelos seus membros, que são os chefes de Estado ou de Governo da UE. Competir-lhe-á assegurar a coerência dos trabalhos do Conselho Europeu e funções de representação externa da UE, mas não terá funções executivas.

As actuais presidências semestrais da UE serão modificadas de acordo com uma decisão a tomar pelo Conselho, o qual deverá prever equipas de três Estados-membros para um período de 18 meses, que assegurarão entre elas a presidência do Conselho Assuntos Gerais e dos Conselhos de Ministros sectoriais da UE (Economia e Finanças, Agricultura, Justiça e Assuntos Internos, Ambiente, entre outros).

Já as reuniões do Conselho Relações Externas passam a ser presididas pelo "Alto Representante da UE para a Política Externa e de Segurança", o novo cargo de coordenador da política externa europeia que será exercido por um vice-presidente da Comissão Europeia.

Por seu lado, a Comissão Europeia contará, a partir de 2014 com um número de comissários europeus igual a dois terços do número de Estados-membros, em vez do actual sistema em que cada país tem o "seu" comissário.

Os Estados-membros passam a enviar um comissário para Bruxelas com base numa "rotação igualitária". Isto significa que cada Estado ficará sem comissário uma vez em cada três mandatos.

O Presidente da Comissão Europeia será eleito pelo PE (Parlamento Europeu), sob proposta do Conselho Europeu. Isto reforçará a importância das eleições europeias, já que o Conselho Europeu terá de ter em conta os seus resultados para submeter ao PE o seu candidato à presidência da Comissão Europeia.

Tal como agora, o PE deverá também aprovar a investidura da Comissão no seu todo e guarda o poder de votar uma moção de censura (por maioria de 2/3), o que implica a demissão do executivo comunitário.

Reforço dos Parlamentos Nacionais

A Holanda obteve o reforço dos poderes dos Parlamentos nacionais no processo decisório da União.

Passam a poder pedir, em certas condições, à Comissão Europeia para voltar a examinar um proposta legislativa que estimem violar o princípio da subsidiariedade, segundo o qual a União só intervém quando os Estados membros sozinhos não estiverem em condições de enfrentar eficazmente o problema em questão, como previa a Constituição.

Poderão também, se metade deles o desejar, submeter a questão a uma votação no Conselho e no PE, bastando que uma destas instituições se pronuncie a favor da objecção para pôr termo ao processo legislativo europeu.

Mais garantias para os estados e mais flexibilidade
O novo Tratado propõe igualmente uma mais precisa definição das competências da UE, salientando que tudo o que neles não é atribuído à União continua a ser da exclusiva competência dos Estados-membros.

FPB

Fonte: Agência Lusa

10.10.2007

A morte de Julieta Gandra não foi notícia

Julieta Gandra – Prisioneira de Consciência em 1964
Julieta Gandra foi escolhida em 1964 pela Amnistia Internacional como "Prisioneira do Ano", faleceu ontem, dia 8 de Outubro num lar em Lisboa, aos 90 anos. Exercia medicina hospitalar em Luanda quando foi detida no verão de 1959 sob a acusação de "conspirar contra a segurança externa do estado", baseando-se em três acções concretas:
  1. ter doado 500 escudos ao Movimento Popular de Libertação de Angola, M.P.L.A.;
  2. ter convidado para jantar em sua casa um membro do M.P.L.A.;
  3. ter enviado uma outra pessoa vivendo em Angola um sobrescrito contendo papéis do M.P.L.A.;
Julieta Gandra foi ainda acusada de pertencer ao Partido Comunista Português e nunca escondeu o facto de simpatizar com a luta dos angolanos. Julieta foi privada de advogado de defesa, dado que este foi detido em Lisboa quando tentava embarcar para Luanda para a defender em tribunal. Os tais sobrescritos, supostamente por ela enviados, nunca foram apresentados em tribunal e tudo isto sem qualquer relevância no processo. Foi julgada com mais seis presos políticos em Tribunal Militar em Luanda e condenada a 12 meses de prisão. Após vários recursos, de ambas as partes, Julieta Gandra viu a sua pena agravada para 4 anos de prisão maior e medidas de segurança de 6 meses a 3 anos.
A intervenção da AI e a sua insistência em verificar as condições de detenção e saúde da médica portuguesa surtiu efeito, dado que foi libertada após ter sido escolhida como "Prisioneira de Consciência de 1964".
A escolha desta médica portuguesa alertou para a situação de privação de direitos humanos no dito "mundo livre", "porque nenhum outro país ocidental desfigura tanto a face da liberdade tanto quanto Portugal".
(...)
Julieta Gandra foi um dos casos retratados no livro "Uma conspiração de Esperança", editado pela AI e que realçava a vida de oito prisioneiros de consciência de antes e depois do 25 de Abril.
Segundo o relatório de então, "não seria possível encontrar um exemplo mais claro de um ser humano que, dedicando-se a um trabalho pacífico e nunca tendo praticado ou defendido o uso de violência, fora sujeito à brutalidade arbitrária do estado pelas suas opiniões e convicções".
A morte de Julieta Gandra não foi notícia
"Não foi notícia, na comunicação social portuguesas a morte de Julieta Gandra, a médica portuguesa incriminada pela PIDE em 1959 e condenada no primeiro julgamento político do nacionalismo angolano moderno, o chamado "processo dos cinquenta" onde a par de muitas militantes angolanos figuravam alguns portugueses como António Veloso, Calazans Duarte e Julieta Gandra, que foram deportados para cadeias em Portugal, tendo os angolanos sido deportados para Cabo Verde, onde ficaram internados no campo de concentração do Tarrafal que assim reabria as suas portas em 1960, agora para outros presos políticos, os angolanos.

O falecimento de Julieta Gandra não foi notícia para jornais, rádios ou televisões de Portugal. Apenas a SIC passou em rodapé uma breve informação. Outras pessoas, alguma de bem menor envergadura que J.Gandra preencheram o obituário da comunicação social portuguesa.

Nos anos 50 do século XX, Julieta Gandra, ginecologista (especialidade raríssima na Luanda de então) atendia no seu consultório da Baixa as clientes da sociedade colonial, tirando daí os seus proventos, e, nos musseques, atendia em modesto consultório, a preço simbólico, as mulheres desses bairros suburbanos. Simultaneamente participava em actividades do Cine-Clube e da Sociedade Cultural de Angola realizando também actividade política em organização clandestina do nacionalismo angolano. Por isso foi presa pela polícia do regime salazarista, condenada a pesada pena de prisão, internada em cadeias de Portugal. Quer nos interrogatórios da PIDE, quer nas cadeias, portou-se com uma dignidade exemplar. Em 1964 foi considerada a presa do ano pela Amnistia Internacional

Esta breve resenha da vida cívica de Julieta Gandra cabia em qualquer jornal ou bloco informativo de rádio ou televisão mas os profissionais da comunicação social, sem brio nem remorsos, omitem uma curta e última referência a esta médica portuguesa que foi marco na luta pela liberdade da Mulher e dos Povos."

Lisboa, 10 de Outubro de 2007
Adolfo Maria

10.07.2007

O Arcebispo de Pamplona apela ao voto na extrema-direita

Já tem algum tempo esta noticia mas demonstra bem em quem é que a Igreja católica dos tempos modernos se apoia para que a sua politica seja implantada na sociedade.

O título da notícia é esclarecedor, O Arcebispo de Pamplona apela ao voto na extrema-direita, sendo o sub titulo ainda mais sugestivo Fernando Sebastián assinala numa conferência que partidos como a Falange Española e as JONS são “dignos de apoio”.


No seguimento da notícia podemos ver que este fez esta conferência em Leão em Março de 2007 e publicou as suas reflexões intituladas generalistamente Situação actual da Igreja, algumas orientações práticas no site da web da Igreja Católica Apostólica Romana (I.C.A.R.) de Navarra.


E espante-se em vez de se retirar as afirmações adiante referidas, até quiçá por algum pudor, o mesmo continua activo e no ar para quem o queira ler, demonstrando que a falta de censura das entidades eclesiásticas apostólicas romanas espanholas leva a que estes concordem que a sua I.C.A.R. deveria apoiar partidos tradicionalistas e fundamentalistas católicos, fascistas, apoiantes de ditaduras, nacionalistas espanhois, racistas, homófobos, genocidas e anti-semitas.

Mais uma prova que a Opus Dei se tornou a unica força dentro da I.C.A.R em espanha e que quando se tornar a única força a nível "apostólico" (o significado aqui utilizado é do original latinico desta palavra que é universal) poderemos contar que estas tomadas de posição se irão generalizar.

Estas são as afirmações que se encontram escritas: "Hoje em Espanha há alguns partidos políticos que querem ser na sua totalidade fieis á doutrina social da Igreja como por exemplo Comunión Tradicionalista Católica, Alternativa Española, Tercio Católico de Acción Política, Falange Española e as JONS. Todos estes são partidos tidos em pouca consideração. Mas têm um valor testemunhal que podem justificar o voto. Embora não tendo muitas probabilidades de influir de maneira efectiva na vida politica, poderiam chegar a entendimentos de modo a que com alianças importantes entre si conseguissem o apoio efectivo dos votos dos cidadãos católicos. Por isso não podem ser considerados como obrigatórios, mas por si, são dignos de consideração e apoio." (tradução minha e livre que contem provavelmente algumas imprecisões de contexto).

A cara do fascista e anti-semita...

Para além disso ficamos a saber que o mesmo personagem já tinha feito afirmações em 2005 numas Cartas em que referia: "Se nos calarmos e deixarmos que se vá normalizando que o ser hetero ou homo é a mesma coisa, é possível que dentro de pouco tempo nos encontremos diante de uma verdadeira epidemia homossexual, fonte de problemas psicológicos e de frustrações dolorosas" (de novo a tradução é minha e livre, e contém provavelmente algumas imprecisões de contexto).

Quem tem estas opiniões e que compara o homossexualismo a uma doença, só pode mesmo ser hiper retrogrado em termos políticos!!!
Para finalizar poderemos também acrescentar que a I.C.A.R. de Navarra não se associou á memoria das vitimas republicanas e da ditadura franquista, diga-se de passagem que, o mesmo não acontece quando lhe é pedido que relembre a memoria dos franquistas mortos na mesma guerra cívil, essa reacção de recusa polémica que foi efectuada por um prelado de Navarra, teve a cumplicidade silenciosa mais uma vez tanto do Arcebispo de Navarra como da Conferência Episcopal da I.C.A.R. espanhola, esse é o motivo por que o Governo de Zapatero e bem a ignora nas suas tomadas de posição em termos sociais, pois quem apoia o fascismo não deve ser consultado numa democracia, pois já escolheu o seu campo.

10.01.2007

Curso livre de Gestão Autárquica

Objectivos:
O curso pretenderá fornecer ao aluno uma perspectiva da Gestão aplicada às Autarquias, através de uma abordagem pró-activa essencial para enfrentar os novos desafios, que se colocam a este tipo de Organizações, pela sociedade em mudança e da reforma administrativa em curso.
Plano Curricular:
  1. Elementos e organização do Estado
  2. Direito Administrativo e o Poder Local
  3. Gestão de Recursos Humanos na Administração Pública
  4. Planeamento Estratégico
  5. Gestão Territorial
  6. P.O.C.A.L. e a Lei das Finanças Locais
Duração do Curso:
De 17 de Outubro a 14 de Dezembro
Destinatários:
Todos os Interessados, na obtenção de formação avançada em matérias relacionadas com a Gestão Autárquica.

9.30.2007

Die Zauberflote


Cartaz a anunciar a estreia

Foi em 1791 que se estreou uma das mais importantes obras de música Die Zauberflote (A flauta mágica) de Wolfgang Amadeus Mozart, o significado iniciático e imortal do libreto e da melodia são incomparáveis.

Fiquem com o Coro final do II Acto (Die Strahlen der Somme) composto por vozes masculinas e femininas que cantam a eterna união da Força, da Sabedoria e da Beleza:

Glória a vós, iniciados!

Atravessaste a noite.

Graças sejam dadas a ti, Osíris,

E a ti, Ísis!

A força venceu

e em recompensa premeia

a beleza e a sabedoria

com uma coroa eterna!

9.24.2007

A banha da cobra!!!






Não poderia deixar passar estas "belíssimas peças" de crendice popular, o ridículo quando é notório deveria ser proibido, infelizmente as nossas autoridades deixam que charlatães destes vendam a sua banha da cobra.

5 de Outubro de 2007



CONVITE
a
COMISSÃO PERMANENTE dos CENTROS ESCOLARES REPUBLICANOS convida os portugueses a comemorar mais um aniversário da Revolução de 5 de Outubro com o seguinte programa:

Dia 4 de Outubro

21:00 h

Sarau de abertura das comemorações no Teatro Villaret (Lisboa).

Dia 5 de Outubro

10:00 h

Concentração junto à estátua de António José de Almeida (Lisboa) para depositar uma coroa de flores em gesto de homenagem ao grande tribuno e fundador da Primeira República.
Concerto pela Banda da Armada no Jardim da Parada (Jardim Maria da Fonte), em Campo de Ourique (Lisboa).

10:30 h

Romagem ao Cemitério do Alto de S. João (Lisboa) para recordar e homenagear os revolucionários e os políticos da Primeira República.

11:00 h

Sessão Oficial no salão nobre da Câmara Municipal de Lisboa (Praça do Município).

13:30 h

Almoço de Confraternização na Escola de Saúde Militar (Campo de Ourique, Lisboa), antigo Quartel de Sapadores de Caminho de Ferro / Infantaria 16.
[preço: 10,00 € / pessoa]

16:30 h

Concerto pela Orquestra Ligeira do Exército no Jardim da Parada (Jardim Maria da Fonte), em Campo de Ourique (Lisboa).

Inscrições até ao dia 1 de Outubro, o mais tardar,
para o telefone : 218867603 e/ ou
para o e mail: mhelenacorrea@sapo.pt
acesso a: Carta da Comissão Permanente dos Centros Republicanos (pdf)

P.S. – Faço esta publicidade e participo nesta comemorações não porque apoie qualquer ideia de portugalidade ou de chincana patriótica ligada eventualmente a esta data mas porque ideologicamente este sistema pôs fim a uma ditadura e celebra quem contra esta lutou, ou seja, primeiro serei contra qualquer ditadura, mesmo que travestida e depois contra qualquer existência de ideia de nação ou fronteira (que é uma e a mesma coisa).

9.22.2007

Como apareceu "O Dia sem Carros"?

O World Carfree Day (mais informações na World Carfree Network), como a data é conhecida em inglês, foi inicialmente celebrado por algumas cidades europeias durante a crise do petróleo nos anos 70.
Oficialmente, o dia foi instituído em 2000, durante a Jornada Internacional "In Town Without My Car" (Na Cidade, Sem o Meu Carro), organizada pela União Européia e que reuniu cerca de 760 comunas e municípios por toda a Europa.
Desde então, a mobilização teve um crescimento constante, estima-se que em 2007, mais de 1600 cidades em todo o mundo participarão.
Na União Europeia a campanha inicial "In Town Without My Car" já é mais do que "O dia sem carros" celebrado hoje mundialmente evoluiu e transformou-se na "European Mobility Week" que é uma semana promovida em milhares de comunas e municípios europeus que se centra em vários temas ligados há mobilidade, ecologia e promoção de uma vida saudável, para além do principal, que é o uso sustentável de transportes alternativos aos veiculos de combustão (automóveis, motas, etc...)

9.20.2007

São Paulo tem espaço para os ciclistas?

Você iria de bicicleta para o trabalho? E o trânsito, a distância, a camisa suada depois de várias pedaladas... desanimou? Confira aqui o número de ciclovias existentes em São Paulo e como andam os projetos da prefeitura que realmente incentivam o uso de bicicletas.
Mas só incentivar não é suficiente: é preciso que a maior metrópole do país apresente condições para se criar uma nova cultura que respeite quem optar pela bike ao invés do carro. Se você é daqueles que gostaria de pedalar mais em São Paulo, leia os tópicos a seguir e seja otimista.
São Paulo tem menos de 30 km de ciclovias
De acordo com a Prefeitura de São Paulo, a capital paulista tem 250 mil bicicletas - para mais de 10 milhões de habitantes - circulando todos os dias e menos de 30 quilômetros de ciclovias, sendo que 19 deles estão dentro de parques.
Segundo a Secretaria Municipal do Verde do Meio Ambiente, há condições para a implementação de 104 km entre ciclovia, ciclofaixas e tráfego compartilhado no município. E foi exatamente para incentivar o paulistano a usar a bicicleta e melhorar as condições para quem já a utiliza, que foi criado o Grupo Executivo Pró-Ciclista.
Este grupo reúne representantes de cinco Secretarias, e técnicos da SPTrans e da CET. A idéia é estudar o fomento do uso da bicicleta na capital paulista. De acordo com o relatório, até o Banco Mundial liberará recursos por meio de um programa destinado a combater a diminuição da poluição do ar, e um dos itens é a área de transporte não motorizado.
Em SP são realizadas cerca de 130.000 viagens de bicicleta, de acordo com dados de 2002 da pesquisa origem/destino realizada pelo Metrô, o que corresponde a um aumento de 0,6% em relação à pesquisa anterior.
Se considerada como modo de transporte complementar, ou seja, associada a outros modos de transporte, a participação da bicicleta no quadro de viagens diárias tende a aumentar significativamente. A instalação de bicicletários seguros em estações de metrô e trem, em terminais de ônibus e locais com grande fluxo de pessoas vem sendo defendida pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente desde o início de 2005. No Brasil, o Rio de Janeiro registra o maior número de vias exclusivas para bicicletas: 140 quilômetros.
Kassab construirá ciclovia na Zona Leste em 2008
Um projeto lançado pelo governador José Serra e pelo prefeito Gilberto Kassab quer incentivar o uso de bicicletas na cidade de São Paulo. O objetivo é entregar já início de 2008, aos moradores da Zona Leste, uma nova ciclovia de 12,2 km.
Ela deve ser construída paralela à Radial Leste, um dos corredores de trânsito mais importantes da cidade. Batizado de "Caminho Verde", por incluir a plantação de 1.560 árvores ao longo do trajeto, a nova ciclovia ligará as estações Corinthians-Itaquera e Tatuapé. As estações Carrão e Corinthians-Itaquera também ganharão a construção de bicicletários, serviço que já está disponível na estação Guilhermina-Vila Esperança, na linha 3.
SP: faixa para bicicletas aos domingos
Uma das sugestões publicadas pelo Movimento Nossa São Paulo é a de isolar uma faixa das principais avenidas da capital aos domingos, para que a população redescubra o prazer de pedalar na capital paulista. Edgar Werblowsky é diretor do TOI - Tour Operators Initiative for Sustainable Tourism Developoment, da UNESCO e é o autor desta idéia.
Quem tiraria proveito da faixa para bicicletas aos domingos? Os paulistanos que gostam de pedalar, os que precisam fazer exercício, pais que não vêem seus filhos durante a semana, amigos que moram a uma distancia menor que 10 km um do outro, turistas enfurnados em hotéis, executivos que precisam trabalhar aos domingos, entregadores dos McDonalds, e tantos outros.
Segundo Edgar, a inspiração da faixa exclusiva para bikes aos domingos veio de duas fontes. A primeira, das cidades européias que já criaram tíquetes de bicicleta e bolsões de bicicletas, de maneira que o cidadão possa pegar uma bicicleta num ponto estratégico de Barcelona, ao lado de um metro ou museu, por exemplo, e entregar em outro.
A segunda, do congestionamento-monstro na Adventure Sports Fair, no Ibirapuera, fazendo com que uma feliz visita à feira possa fazer o cidadão passar por um calvário de quase uma hora para estacionar.
São Paulo poderia ser um lugar melhor para se pedalar?
Pedalar sozinho pela cidade de São Paulo requer coragem, antes de qualquer outra coisa. Há pouquíssimas ciclovias, além do fato do ciclista não ter vez na "selva de pedra", na disputa cada vez mais acirrada entre motoristas e motoboys no trânsito.
A falta de vias especiais leva ciclistas a disputar espaço com carros nas avenidas e ruas da cidade. Segundo a CET, no ano passado 84 ciclistas morreram atropelados nas ruas de São Paulo, número menor do registrado em 2005: 93 vítimas.
Nadando contra esta corrente está o médico e professor da USP, Paulo Saldiva, que, há 30 anos só anda de bicicleta, e não tem carro por opção. "A infra-estrutura é horrível, sim. O caminho tem que ser totalmente diferente, você não pode usar avenidas e tem que ser absolutamente defensivo. O risco de acidentes é muito grande. Mas, hoje, eu não passo aperto nenhum por causa da atitude. Andar de bicicleta é possível mesmo numa cidade agressiva como São Paulo" diz Paulo.
Em Dourados, 93% da população vai de bicicleta até o trabalho
Se formos para cidades bem menores que São Paulo, fica fácil incentivar o uso da bicicleta no Dia Mundial Sem Carro Talvez. Dourados, por exemplo, que tem cerca de 180 mil habitantes, no Mato Grosso do Sul, é é a capital nacional das bicicletas, em proporção ao número de habitantes. Em Dourados, apenas 7% dos trabalhadores utilizam o transporte coletivo; 93% circulam de bicicleta até o trabalho de acordo com o Conselho Estadual de Trânsito.
São Paulo é uma metrópole, com mais de 10 milhões de habitantes. Depois de ler esta informação, dá para se ter uma idéia do trânsito que existe em toda metrópole. Já a capital paulista possui uma peculiaridade, que é o caos existente entre motoristas e motoboys nas ruas durante a semana. Sem contar que as linhas de metrô são poucas, se comparadas às capitais da Europa, e atendem menos de 50% dos bairros na capital. Considerando todas essas informações, andar de bicicleta em São Paulo requer coragem. Há menos de seis meses, o Metrô-SP passou a aceitar bicicletas aos finais de semana. No entanto, como tal iniciativa não completou um ano ainda, a companhia não tem nenhum relatório que mostre o movimento das bikes nos trens.
Clima urbano e bicicleta
Pesquisadores do mundo todo têm se dedicado ao estudo das alterações climáticas provocadas pelas atividades humanas. Porém, essas alterações não podem ser medidas apenas em grande escala. Muitas das atividades que fazemos no nosso dia-a-dia associada à forma como a sociedade se apropriou e organizou o espaço geográfico têm grande impacto nos climas locais.
Em São Paulo, por exemplo, em um mesmo dia e horário, podemos aferir temperaturas muito distintas em cada bairro, podendo até ser registrado 10º C de diferença entre o centro e a periferia da cidade. Por quê? Entre os vários motivos, alguns são naturais e imutáveis e outros foram desencadeados por ações humanas.
Na capital paulista, o lançamento de poluentes tem crescido 5% ao ano, principalmente por causa do aumento de automóveis na cidade. Até quando vamos poluir, até o ar ficar totalmente irrespirável?
De acordo com um estudo sobre a influência do ritmo semanal das atividades humanas no clima da região metropolitana de São Paulo , realizada no Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo, há fortes indícios de que a cidade apresenta um comportamento climático semanal que varia conforme as atividades realizadas. Atividades urbanas que se concentram nos dias úteis e diminuem durante os fins de semana e feriados (menos automóveis e atividades industriais e mais bicicletas nas ruas), mudam o clima na capital. Tal estudo não passa de teoria ainda, pois os fatores que interferem no clima são muitos, além de haver diferentes interpretações de um mesmo fenômeno. Mas de qualquer modo, que andar mais de bicicleta provoca menos impactos negativos na cidade do que usar o carro, isso não se discute.

9.18.2007

Começou a União Europeia Regional!!!

Vou deixar que trechos de um artigo de jornal intitulado "Amargas diferenças" (in EXPRESSO - 1.º Caderno, Edição 1820 de 15 de Setembro de 2007) que explica a realidade Belga actual, traduza por palavras o que se está a passar nesse país e o que poderá ser o inicio da construção de uma União Europeia Regional e não multinacional como hoje a vêmos, mesmo que não haja uma separação adia-se apenas o inevitável.
"(...) É esta última postura que as instituições europeias albergadas em Bruxelas parecem ter adoptado relativamente à mais recente crise ‘belgo-belga’. Desencadeada após as eleições em Junho, tem como pano de fundo a incapacidade de formação de um novo governo, face aos profundos desentendimentos entre as duas principais regiões, Flandres e Valónia.

Uma solução terá obrigatoriamente que passar por uma coligação multipartidária e nacional, mas as reivindicações de maior autonomia colocadas em cima da mesa pelos negociadores flamengos, onde algumas vozes defendem abertamente a independência, têm agudizado as tensões e inviabilizado um entendimento.

É desta que o casal se separa? E, caso isso aconteça, como é que as coisas se processariam ao nível da União Europeia (UE), da qual a Bélgica é membro fundador?
A Comissão Europeia opta pela discrição, pois qualquer intervenção seria “contraproducente, no momento actual”, afirmou ao Expresso uma fonte da instituição. Mas a reflexão é tentadora: “teria que se adaptar os Tratados...”, prossegue a mesma fonte, antes de se interromper abruptamente: “Não temos nenhum jurista a analisar cenários!”, pois a possibilidade “é de tal forma hipotética que não vale a pena especular”.
O assunto é tão sensível que outro diplomata europeu ouvido pelo Expresso apenas aceita referir-se-lhe “na qualidade de antigo estudante de direito internacional” para afirmar que também na instituição onde trabalha “não há nada pensado” sobre uma possível separação da Bélgica. Numa reflexão “pessoal e espontânea” nota que seria preciso estabelecer qual das novas entidades resultantes da divisão do país assumiria os direitos e obrigações da Bélgica. A outra, “em princípio”, teria que pedir novamente a adesão à UE.
Caroline Sagesser, investigadora do CRISP, um dos centros de investigação política mais reputados da Bélgica, estima que caso este cenário avançasse seriam de esperar “muitas pressões de outros países para o evitar”. E dá o exemplo da Espanha e da França, onde existem “vontades autonomistas” e que não gostariam de ver um precedente no seio do clube europeu. Mas esta investigadora acrescenta elementos que baralham ainda mais qualquer análise, nomeadamente a reacção da comunidade germanófila da Bélgica (cerca de 75 mil pessoas, com governo e parlamento próprios) e a situação de Bruxelas que está localizada na Flandres, mas cuja população é esmagadoramente francófona: “quem garante que o fim da Bélgica originaria apenas duas novas entidades?”.
No entanto, Sagesser considera que “se a Flandres quisesse realmente ser independente, isso já tinha acontecido”, pelo que a actual retórica separatista constitui “um meio de pressão para influenciar as negociações em curso”. Será?
O antigo estudante arruma o assunto da forma que melhor resume a atitude das instituições europeias perante o desagregar do lar que os acolhe: “se se separarem logo se vê, mas até lá é-nos indiferente”."

O autor deste artigo, Daniel do Rosário, desconhece com certeza que há mais países para além da Espanha ou da França em que tal cenário não seria visto com bons olhos, o actual Reino Unido é cada vez mais um Reino cada vez menos unido, à Itália nunca se pôde dar ao emaranhado de regiões estado natural um verdadeiro estatuto de nação, tal como a Austria ou a Alemanha que são e sempre foram uma aberração enquanto estados nacionais e o que dizer da Polónia com as suas minorias nacionais e regionais e que nem na opção religiosa é unida, como sempre nos fizeram crer.
E até aqui no seu actual país, seria uma benção para o desenvolvimento armonioso da Região Estado de Lisboa, Oeste e Vales do Tejo e Sado a independência das outras regiões que vivem economicamente à sua sombra:
Da Madeira em que o potenciais "Jaime Ramos" seriam apenas candidatos a ditadorzecos regionais a gritar não contra Lisboa mas contra Bruxelas, mas talvez não com tanto sucesso, pois o papão do inimigo comum não pega quando é assim tão grande, desonerando os Lisboetas dos 300 milhões de euros que todos os anos tem que avançar para cobrir os seus gastos farónicos.
Dos Açores que como região ultraperiférica e apostada numa agricultura de excelência, mantendo as suas tradições seculares insulares e aliada ao Turismo seja um exemplo de sucesso económico em contraponto à Madeira.
Do Norte de Portugal (que até se poderiam chamar de Portugal e juntar ou não com a Galiza), potenciais "Luis Felipe Menezes", "Narciso Miranda" ou "Valentim Loureiro" seriam com a sua demagogia e populismo bacoco seres que tentem chegar ao poder da sua região estado, agitando o papão do não investimento de Bruxelas sem ferir os ouvidos dos Lisboetas e suas regiões continuas com alarvidades constantes, espero igualmente que hajam potenciais "Rui Rio" ou "Elisa Ferreira" para os contrapor.
Das Beiras (Região Centro) que como uma região dinamica estabelecerá uma plataforma economica entre as regiões que nas suas Beiras a poderão desenvolver e esta desenvolver com elas, haja entendimento é que Coimbra será sem duvida a sua capital natural.
Do Alentejo que aliado à Extremadura (ou apenas fortemente associado a esta) poderá ser uma verdadeira região desenvolvida, bilingue com tradições próprias e uma enorme pujança economica.
E finalmente do Algarve que se poderia transformar num Reino, como já foi, agora no âmbito da Commonwealth, com quem reina no Reino dos Ingleses como seu soberano, eles até gostam tanto dos ingleses e tem lá tantos milhares que talvez não se importassem importar o seu sistema ditatorial de chefia de poder.

O Islão e a ciência

O fulgor científico do mundo islâmico eclipsou-se há sete séculos. Senão, veja-se o alerta da ONU: “Por ano, todo o mundo árabe traduz um quinto do número de livros traduzidos na Grécia. O seu mundo universitário é um deserto”.
Durante décadas soubemos e interessámos-nos muito pouco por aquilo que se passava no vasto e diverso mundo muçulmano. Durante esses longos anos, as únicas coisas que nos interessaram de uma forma consistente nesse mundo foram o duro conflito político e territorial entre palestinianos e israelitas e o preço do barril do petróleo. O resto era uma espécie de terra incógnita, distante e irrelevante. O 11 de Setembro mudou este estado de coisas.
Os ataques desse dia tornaram os países e sociedades muçulmanas muito mais transparentes. A transparência, por sua vez, mostrou-nos coisas muito interessantes. E perturbantes, também. Veja-se o caso da investigação científica. Esta semana vale a pena relembrar que Bagdade foi o maior centro de investigação científica mundial no século IX. E, pelo menos até ao século XII, o Islão foi líder na investigação científica. Os séculos seguintes foram simplesmente desastrosos. Do centro, o Islão passou primeiro para a periferia da ciência. E a seguir tornou-se irrelevante.
Em 2002, o relatório da ONU sobre o Desenvolvimento Humano Árabe foi particularmente claro em relação à dimensão do enorme falhanço dessas sociedades ao nível científico e cultural. ‘Todo o mundo árabe,’ dizia o relatório, ‘traduz cerca de trezentos e trinta livros por ano, um quinto do número de livros traduzidos na Grécia’. O relatório chamava ainda a atenção para o facto de nos mil anos que se seguiram ao esplêndido século IX os Árabes terem traduzido o mesmo número de livros que a Espanha traduz num ano. Em 2003, o segundo relatório sobre o Desenvolvimento Humano Árabe reconhecia a existência de um ‘fosso de conhecimento’ entre os países desenvolvidos e os países árabes e recomendou uma série de medidas para melhorar a situação. Quatro anos depois, continuamos à espera da renascença científica árabe. Porquê?
Num ensaio publicado no número de Agosto da revista ‘Physics Today’ (http://www.physicstoday.org/), Pervez Amirali Hoodbhoy, director do Departamento de Física na Universidade de Quaid-i-Azam em Islamabade, Paquistão, defende que não é só o mundo árabe que está decadente do ponto de vista científico. Para o reputado professor paquistanês esta decadência abraça todo o mundo islâmico contemporâneo.
Uma comparação com o Brasil, Índia, China e EUA ao nível da publicação de ensaios e citações académicas mostra um atraso muito substancial do mundo islâmico. Comparados com os 30 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), os cinquenta e sete países da Organização da Conferência Islâmica (OIC) têm um número extremamente baixo de cientistas, engenheiros e técnicos. O número de patentes produzidas durante as últimas décadas nos países da OIC é simplesmente ridículo. Apesar de existirem cerca de mil e oitocentas universidades no mundo islâmico, nenhuma delas figura na lista das quinhentas melhores universidades mundiais compilada pela Universidade Jiao Tong em Xangai.

Como se isto não fosse suficientemente mau, a liberdade académica e cultural nas universidades islâmicas continua a ser severamente restringida. Hoodbhoy escreve que na sua universidade, a segunda melhor universidade da OIC, existem três mesquitas mas não há uma única livraria. Abdus Salam pode ter ganho o Prémio Nobel da Física em 1979 mas, como as suas crenças religiosas foram declaradas heréticas pelo Governo paquistanês em 1974, nenhuma universidade paquistanesa aceitou recebê-lo nas suas instalações até à sua morte. Hoodbhoy conclui que a ciência não regressará ao mundo islâmico enquanto não forem levadas a cabo profundas reformas políticas e religiosas nos países da OIC.

9.11.2007


Há diferenças na actividade cerebral
Ser conservador ou liberal, ou ser de direita ou de esquerda, para usar uma linguagem mais próxima da visão portuguesa acerca desta oposição, corresponde a perfis cognitivos distintos e, garantem agora os cientistas, a funcionamentos cerebrais diferentes também.
Essa é a conclusão de um estudo de investigadores dos Estados Unidos, que testaram a performance de um grupo de voluntários, estudaram as sua actividade cerebral por EEG (electroencefalograma) e descobriram que os conservadores tendem a reagir de forma conservadora a novos estímulos, enquanto os outros têm respostas mais inovadoras perante estímulos diferentes.
Nada de novo? Longe disso. É que a diferença entre os dois tipos de respostas é perfeitamente visível nos registos do EEG. E a equipa até identificou a zona do cérebro que gera essa diferença. É o córtex cingulado anterior, uma pequena estrutura localizada no interior do cérebro, atrás do lobo frontal, que parece estar associada a certas memórias que permitem à mente humana reconhecer as situações em que é necessário alterar o comportamento habitual.
De acordo com os resultados do estudo, que foi coordenado por David Amodio, da universidade de Nova Iorque e publicado na Nature Neuroscience, "as pessoas de esquerda" apresentam quase o dobro da actividade das "de direita" nesta estrutura cerebral.
O estudo envolveu 43 voluntários que, numa primeira fase, responderam a um questionário de personalidade para determinar o seu perfil. Depois foram sujeitos a uma experiência muito simples: frente a um computador, tinham que carregar num de dois botões consoante lhes fosse apresentada a letra M ou a W. Os sujeitos tinham apenas meio segundo para reagir a cada visualização (eram 500 ao todo) e em 80% delas a letra apresentada era sempre a mesma.
De acordo com os resultados obtidos pela equipa, os voluntários mais conservadores carregavam 47% mais vezes no botão correspondente à letra mais frequente, quando a letra apresentada era a outra. Ou seja, a sua resposta era "conservadora" perante o novo estímulo visual. Já os "os esquerdistas" apresentavam uma margem de erro bem menor, com apenas 37% de respostas ao contrário.
Para os investigadores isso demonstra que uns e outros têm perfis diferentes de resposta a novos estímulos. Que isso se "veja" na actividade cerebral, é a grande novidade desta trabalho, que levanta a hipótese de um dia, quem sabe, se poder prever quem vota à direita, e quem vota à esquerda com um simples EEG.
P.S. – Eu sou de esquerda!!! Impõem-se algumas clarificações, nesta definição dos EUA, também entram os liberais que aqui na Europa podem ser considerados de Direita e os conservadores de Esquerda, que nos estados unidos seriam com certeza do partido Republicano pois são nacionalistas e patriotas com muito pouco de liberalidade em relação ao não proteccionismo estatal da economia. Uma pergunta que esta noticia não responde é de saber onde ficam os que se dizem de centro nas opções políticas ou os indiferentes que são uma grande percentagem...

"Jardim do Éden"


(Foto: Bruce Beehler/CI)

Equipe de cientistas afirmam que descobriram dezenas de novas espécies de plantas e animais durante uma expedição nas montanhas de Foja, na província de Papua, na Indonésia.

(Foto: Bruce Beehler/CI)

A primeira nova espécie de pássaro descoberta na ilha de Nova Guiné em mais de 60 anos foi a deste «smoky honeyeater».

(Foto: Stephen Richards)

Um dos chefes da expedição, Bruce Beehler, disse que a floresta "é o mais perto do Jardim do Éden que você pode chegar na Terra".

(Foto: Stephen Richards)

As montanhas Foja parecem ser um dos locais mais ricos em espécies de sapos na região da Australásia. Mais de 20 novas espécies foram achadas.

(Foto: Johannes Mogea)

Os especialistas em botânica da equipe colectaram mais de 550 espécies de plantas incluindo cinco novas palmeiras.

(Foto: Stephen Richards)

Alguns dos animais descobertos não demonstraram medo de homens, como esta equidna, parecida com um porco-espinho, mas ovípara.

In BBC Brasil, 8 de Fevereiro de 2006

Rússia e EUA impediram a detenção de Karadzic

Líderes sérvios da Bósnia procurados pelo TPI-J gozaram de protecção.

A Rússia e os Estados Unidos, com a conivência de países europeus como França, Alemanha e Reino Unido, bloquearam sistematicamente a detenção e julgamento do ex-líder político sérvio bósnio Radovan Karadzic ao longo da última década.
A revelação é feita em livro por Florence Hartmann, ex-porta-voz da procuradora-geral do Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia (TPI-J), Carla del Ponte, entre 2000 e 2006. Paix et Châtiment (Paz e Castigo) foi ontem publicado em França e está disponível na Amazon.
Nos extractos já divulgados, pelo Le Monde, Florence recorda uma reunião entre Bill Clinton, Jacques Chirac, Tony Blair e o ex-chanceler alemão Helmut Kohl no Eliseu, em França, em Maio de 1997.
Chirac, então presidente francês, queria vingar dois pilotos franceses que os sérvios bósnios abateram em 1995 e, por isso, insistia em que o Ocidente obtivesse informações que levassem à detenção de Karadzic.
Mas, no final, foi convencido por Bill Clinton, na altura presidente dos EUA, de que não valia a pena insistir, pois os russos não aceitavam que qualquer passo nesse sentido fosse dado sem o seu total consentimento.
Mais tarde, diz Hartmann, Chirac disse a Del Ponte que Boris Ieltsin, presidente russo entretanto falecido, enviaria um avião para tirar Karadzic da Bósnia caso fosse necessário. Isso aconteceu, em 1997, quando as tropas da NATO patrulhavam a Bósnia.
Karadzic permanece ainda em fuga, tal como Ratko Mladic, ex-líder militar dos sérvios bósnios durante a guerra na Bósnia (1992 a 1995). Ambos são acusados de genocídio pelo seu papel na morte de oito mil homens e rapazes muçulmanos bósnios no enclave de Srebrenica.
Mais recentemente, em 2004, as forças norte-americanas avisaram Karadzic de que o novo Governo da Sérvia (herdeira da Jugoslávia) se preparava para o prender. Quanto a Mladic, o Tribunal de Haia chegou a conhecer a sua morada, deu-a à CIA, mas nunca obteve resultados.
Hartmann refere que os grandes países agiram assim para evitar que um julgamento revelasse que conheciam, antes de 1995, os planos do líder jugoslavo, Slobodan Milosevic, instigador do conflito, mas ficaram a assistir impávidos e serenos, negociando com todos os protagonistas. O mandato de Carla del Ponte termina no final deste ano e a ONU fixou para 2010 a data limite de funcionamento do TPI-J. Milosevic morreu entretanto.
P.S. - O Interesse dos estados a sobreporem como sempre aos direitos humanos, o que queriamos com a actual situação de divisão administrativa politica internacional!!!

8.31.2007

Suecos criam horários de aula para notívagos

A Suécia começa a criar este mês uma nova revolução social, com a introdução da chamada Sociedade B - uma sociedade que leva em conta os diferentes ritmos biológicos dos indivíduos para introduzir horários alternativos de funcionamento para escolas, locais de trabalho, universidades e organizações.

A primeira instituição sueca a implementar o esquema é uma escola secundária de Gotemburgo, que a partir de Setembro vai oferecer turnos opcionais entre 8h e 20h.

"Por que precisamos trabalhar todos no mesmo horário, e enfrentar os mesmos engarrafamentos? ", pergunta o manifesto do movimento B-Samfundet (Sociedade B).

"Por que temos que correr ao mesmo tempo para pegar as crianças na escola antes que elas fechem? Por que tudo tem que funcionar nos mesmos ritmos e horários, se isso causa problemas gigantescos na infra-estrutura da sociedade?"
Origem dinamarquesa

O B-Samfundet tem origem na Dinamarca, onde o movimento foi criado no ano passado. Ainda neste Outono europeu, a Sociedade B será introduzida na Noruega e na Finlândia, e para Outubro está previsto o lançamento na Grã-Bretanha.

A Sociedade B se baseia em pesquisas científicas que indicam que cada indivíduo tem seu próprio ritmo biológico, uma espécie de "relógio interno" que é geneticamente determinado.

Segundo essas pesquisas, uma "pessoa B" possui um ritmo interno de 25 a 27 horas, enquanto o de uma "pessoa A" tem um ciclo de 23 horas. As "pessoas B" são mais produtivas no final do dia e têm dificuldades de despertar de manhã cedo, que é quando as "pessoas A" são mais activas.

É um movimento contra a tirania do despertador, que ao mesmo tempo se encaixa no debate sobre a criação de uma sociedade de horários mais flexíveis, com maior equilíbrio entre trabalho e lazer – e melhor qualidade de vida.

"Nosso objectivo é acabar com as rígidas disciplinas de horário da sociedade industrial, em que todos chegam ao mesmo tempo e saem na mesma hora", disse em entrevista a BBC Brasil Erika Augustinsson, vice-presidente do B-Samfundet.

"Vivemos em uma nova sociedade e queremos criar um novo jeito de viver, que respeite também os diferentes ritmos internos das pessoas", acrescentou.
Preguiça?

Erika destaca que esses diferentes ritmos biológicos também são uma realidade nas escolas, onde um grande número de crianças e adolescentes tem dificuldades de concentração pela manhã.

Ou seja, esses alunos não têm exactamente preguiça de levantar para ir à escola, eles são apenas "pessoas B".

Na escola Vasa Lärcentrum, na cidade de Gotemburgo, o turno da tarde/noite está sendo introduzido depois de uma pesquisa realizada com os 150 alunos da instituição.

"A pesquisa mostrou que muitos estudantes consideraram a ideia bastante positiva", contou a BBC Brasil Ingela Welther, gerente de planeamento do Departamento de Educação do governo de Gotemburgo.

Segundo ela, a extensão do horário de funcionamento da Vasa Lärcentrum é uma experiência inicial, que poderá ser levada às outras escolas da rede pública:

"O objectivo é fornecer alternativas que ajudem os alunos a lidar melhor com seus estudos, e a completar sua educação com êxito".

Ingela Welther destacou ainda que a introdução do cronograma alternativo possibilita também o melhor aproveitamento das instalações da escola, que poderá absorver mais alunos.

Em Outubro, o movimento Sociedade B estará lançando o primeiro Website do mundo direccionado a oferta e busca de empregos para pessoas "B".

In BBC Brasil de 31 de Agosto de 2007
P.S. – Só sociedades inteligentes é que respeitam o relógio biológico das pessoas esta medida só prova que por muitos planos tecnológicos ou noções de competitividade só se podem concretizar se respeitarem os ritmos biológicos das pessoas. Se a Europa fosse una e sem fronteiras esta medida seria aplicada caso se verificasse os seus efeitos positivos.

7.28.2007

Um fascista grotesco

Alberto João Jardim não é inimputável, não é um jumento que zurra desabrido, não é um matóide inculpável, um oligofrénico, uma asneira em forma de humanóide, um erro hilariante da natureza.

Alberto João Jardim é um infame sem remissão, e o poder absoluto de que dispõe faz com que proceda como um canalha, a merecer adequado correctivo.
Em tempos, já assim alguém o fez. Recordemos. Nos finais da década de 70, invectivando contra o Conselho da Revolução, Jardim proclamou: «Os militares já não são o que eram. Os militares efeminaram-se». O comandante do Regimento de Infantaria da Madeira, coronel Lacerda, envergou a farda número um, e pediu audiência ao presidente da Região Autónoma da Madeira. Logo-assim, Lacerda aproximou-se dele e pespegou-lhe um par de estalos na cara. Lamuriou-se, o homenzinho, ao Conselho da Revolução. Vasco Lourenço mandou arrecadar a queixa com um seco: «Arquive-se na casa de banho».
A objurgatória contra chineses e indianos corresponde aos parâmetros ideológicos dos fascistas. E um fascista acondiciona o estofo de um canalha. Não há que sair das definições. Perante os factos, as tímidas rebatidas ao que ele disse pertencem aos domínios das amenidades. Jardim tem insultado Presidentes da República, primeiros-ministros, representantes da República na ilha, ministros e outros altos dignitários da nação. Ninguém lhe aplica o Código Penal e os processos decorrentes de, amiúde, ele tripudiar sobre a Constituição. Os barões do PSD babam-se, os do PS balbuciam frivolidades, os do CDS estremecem, o PCP não utiliza os meios legais, disponentes em assuntos deste jaez e estilo. Desculpam-no com a frioleira de que não está sóbrio. Nunca está sóbrio?
O espantoso de isto tudo é que muitos daqueles pelo Jardim periodicamente insultados, injuriados e caluniados apertam-lhe a mão, por exemplo, nas reuniões do Conselho de Estado. Temem-no, esta é a verdade. De contrário, o que ele tem dito, feito e cometido não ficaria sem a punição que a natureza sórdida dos factos exige. Velada ou declaradamente, costuma ameaçar com a secessão da ilha. Vicente Jorge Silva já o escreveu: que se faça um referendo, ver-se-á quem perde.
A vergonha que nos atinge não o envolve porque o homenzinho é o que é: um despudorado, um sem-vergonha da pior espécie. A cobardia do silêncio cúmplice atingiu níveis inimagináveis. Não pertenço a esse grupo.
Baptista Bastos in Jornal de Negócios

7.27.2007




7.13.2007

700 anos depois e ainda a superstição...

É Sexta-feira, 13 de Outubro do Ano da Graça de 1307…

Os Cavaleiros do Templo são "surpreendidos" pela inveja e sede de poder de Filipe o Belo, rei de França, com o intuito de extinguir a Ordem e apoderar-se dos seus bens.

Selo Templário


Toda a Europa fica chocada pelas acusações feitas aos cavaleiros e em 1314 a Ordem é oficialmente extinta pelo Papa Clemente V.

Nasce aqui a superstição associada à "Sexta-feira 13".
O número 13...
O número 13 representa o recomeço, já que é o número do sistema organizado e do término. Este número é o símbolo do determinado e particular, associado à finalização (benéfica).

Ele representa a chave do conjunto fechado (acabado, finalizado). É temido, pois tem a força de gerar algo bom ou ruim.

Também é considerado um número marginal, que foge à regra, pois está relacionado com a iniciação. O 13 representa a eterna escalada de Sísifo com o rochedo em direção ao alto da montanha.


Para os Judeus...

Para os judeus, o 13 indica a evolução ou o destino (em direção da morte ou destruição, visto que este é um numero limitado, fazendo com que "todos os esforços sejam interrompidos").

7.12.2007

Os problemas do Downsizing aplicado ao pessoal...

"Um livro recente, já citado nesta coluna (”The Disposable American”, de Louis Uchitelle), descreve, com detalhe, as consequências sociológicas, psicológicas e económicas da prática obsessiva da “gestão por despedimentos” nos Estados Unidos - país onde, até ao início dos anos noventa, dominava ainda a preocupação de promover (também legalmente) a segurança do emprego. E o quadro que se descobre é aterrador. Mesmo em casos benignos – como a saída por acordo, com boas compensações em dinheiro – , a perda do emprego tem um impacto moral inapagável. Ainda que surja logo novo emprego – o que, nos Estados Unidos, significa muitas vezes baixar de nível de vida – , a marca não desaparece. A perda de auto-estima está consumada. No fundo de cada um, instala-se o sentimento de ter sido rejeitado, considerado incapaz ou menos valioso. Uma parte do potencial que o trabalhador despedido tinha esvai-se no processo. Quer pelo lado da depressão, quer pelo da violência, a saúde mental corre riscos. Isto, claro, lá longe, nos Estados Unidos."
Extracto de artigo do Prof. António Monteiro Fernandes, docente no I.S.C.T.E. e publicado no Diário Económico de 09/07/07.

7.07.2007

As novas 7 maravilhas...

Foram eleitas neste dia e através de votação por variados meios as novas 7 Maravilhas do Mundo.

O evento em si tem pelo menos o condão de alertar as pessoas para a preservação do património histórico da humanidade, mesmo que os 22 finalistas tenham algo de discutível e que os que ganharam não tenham sido também os que dão uma perspectiva melhor da humanidade, se tomar-mos em consideração a totalidade da humanidade vemos que até o Coliseu poderá representar aquela fome de desporto e de sangue que todos humanos sempre gostaram e que o Cristo redentor representa o fanatismo religioso que assola este mundo em que vivemos, a campanha de marketing brasileira pode ter dado resultado, agora o monumento não deixa de ser uma aviltante lembrança do fanatismo religioso...

Já agora deixo os dois monumentos que substituiria pelo o do Cristo Redentor e pelo Coliseu, a Estátua da Liberdade e a Casa da Opera de Sydney, o primeiro como um tributo aquilo que a humanidade mais deve preservar e o segundo como um tributo ás artes, ao mar e á descoberta e colonização de novos mundos.

No fundo os humanos não nos poderiam surpreender somos todos eles...

Quanto ás restantes maravilhas, resta-me congratular-me pela a sua escolha acertada e até equilibrada, pois o mistério que envolve a construção engenhosa da pirâmide de Chichén Itzá, a engenhosa construção de Machu Picchu, a imponência da única construção humana vista do espaço (anunciada e bem por astronauta) como é a Grande Muralha da China, as magnificas construções de Petra e excelentemente preservadas por um governo islâmico (representando este sim uma tolerância religiosa sem igual) e por fim o hino ao amor que é o Taj Mahal serão exemplos vivos destas novas 7 maravilhas que agora para o mal para o bem irão continuar ou não.

Uma nota final a criticar o facto de a Acrópole de Atenas não ter sido a par das Pirâmides de Gize declarada como Candidato Honorário, pela Fundação promotora do evento, pois onde a ideia nasceu deveria ter sido também tomado em conta na decisão.